Wilson e Ana Cláudia querem apoio de João para disputa em JP e CG

PTB e Podemos fecham primeira aliança visando as eleições do ano que vem na Paraíba

Wilson Filho (com microfone) e Ana Cláudia (E) se preparam para as eleições. Foto: Divulgação/PTB

O PTB e o Podemos querem o apoio do governador João Azevêdo (sem partido) para as eleições nas duas principais cidades do Estado, no ano que vem. Os diretórios das duas siglas fecharam aliança visando o pleito municipal. Para a capital, a escolha foi a do deputado estadual Wilson Filho (PTB). Já para Campina Grande, o nome escolhido foi o da secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal da Paraíba, Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode). O acordo foi oficializado durante entrevista coletiva, na capital, nesta sexta-feira (6).

“E eu vejo que as pessoas querem mudanças. João Pessoa há muito tempo dá oportunidade, cobra aos seus gestores, e se eles não atuam da forma que deveriam, muda o ciclo. Foi assim com Cícero, com Ricardo, com Cartaxo e será assim mais uma vez, porque João Pessoa terá opções”, destacou Wilson Filho. Ex-aliado do agora ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), o parlamentar assegura que não tem medo de enfrentar o socialista nas urnas nas eleições do ano que vem, caso ele decida lançar a candidatura.

Ana Cláudia Vital, por sua vez, ressaltou que é um projeto que não irá se exaurir no processo eleitoral de 2020. “É um projeto de governança, de planejamento e de respeito às boas práticas da política. É por isso que estamos juntos. É uma aliança na qual estamos pensando a Paraíba, nas formas gestão, e tenho certeza que saímos fortes e fortalecidos”.

O deputado federal Wilson Santiago, presidente estadual do PTB, disse acreditar que a partida na frente, com o fechamento da aliança, fará com que a parceria seja reproduzida na maior parte dos municípios paraibanos. Já o presidente do Podemos-PB, Galego do Leite, destacou que os dois partidos possuem em seus quadros diversas lideranças políticas de peso e que a coalizão irá receber em breve novas adesões que irão fortalecer ainda mais a aliança.

João Azevêdo

Um dos pontos destacados na coletiva de imprensa desta sexta-feira (6), na qual PTB e Podemos selaram a primeira aliança partidária na Paraíba objetivando as eleições do ano que vem, foi a ratificação no posicionamento de apoio ao governador João Azevêdo. “É um nome ponderado, equilibrado e que tem um poder de aglutinação espetacular. Com sua calma e leveza, consegue unir os opostos e trazer avanços significativos para a Paraíba, pois tem capacidade de diálogo e de respeitar o pluralismo de ideias”, afirmou Wilson Santiago, presidente estadual do PTB.

PTB e Podemos alinham discurso e aliança para 2020 em JP e CG

Plano é lançar Wilson Filho (PTB) para prefeito de João Pessoa e Ana Cláudia (Pode) em Campina Grande

Wilson Filho deve disputar a prefeitura de João Pessoa. Foto: Divulgação/ALPB

O PTB e o Podemos devem se tornar os primeiros partidos a firmarem aliança para as eleições de 2020. O tema foi alvo de reuniões de dirigentes das duas legendas no fim de semana. De acordo com informações de bastidores, falta apenas oficializar a composição. O ponto de partida será o anúncio das candidaturas de Wilson Filho (PTB), em João Pessoa, e Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode), em Campina Grande.

Ana Cláudia é o nome de Veneziano para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Divulgação

Uma reunião entre dirigentes das duas legendas ocorreu na última sexta-feira (29) e o tema foi amadurecido no fim de semana. Estiveram presentes, entre outras lideranças, o presidente estadual do PTB, Wilson Santiago, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), marido de Ana Cláudia. O Podemos, inclusive, é a sigla que vem investindo com mais insistência nos convites para atrair o governador João Azevêdo (PSB) para o rol de filiados da agremiação, hoje comandada pelo vereador de Campina Grande, Galego do Leite.

O PTB, vale ressaltar, também é uma das siglas que poderão receber o governador em suas fileiras para eleições futuras. Veneziano, que chegou a ser cotado para a disputa em Campina Grande, tem dito que a prioridade é investir em Ana Cláudia para a disputa. Já Wilson Filho tem sido às pessoas próximas que não abre mão da disputa. Ambos poderão ter o apoio de João Azevêdo nas eleições de 2020.

O petebista coloca o nome para a disputa da prefeitura da capital pela segunda vez. Em 2016, ele acabou abrindo mão da cabeça de chapa para a hoje deputada estadual Cida Ramos (PSB), que tinha o apoio do então governador Ricardo Coutinho (PSB). Para o pleito atual, ele tem dito a aliados que não abre mão de concorrer. O projeto eleitoral, ele reforma, foi o que o convenceu a trocar um mandato na Câmara dos Deputados pela Assembleia. A conta do petebista foi a de que o convívio diário em João Pessoa abriria espaço maior para a busca da viabilidade eleitoral.

Além de João Pessoa e Campina Grande, a parceria entre as duas legendas será espelhada em todas as cidades onde os arranjos políticos paroquiais não interfiram. A perspectiva das lideranças das duas siglas é que a oficialização da parceria seja anunciada ainda nesta semana.

PT manda recado a Ricardo: apoio em 2020, só se ele for o candidato

Declaração ocorre no momento em que Ricardo diz a aliados que não será candidato a prefeito

Jackson Macedo durante solenidade de adesão à candidatura de outro socialista, o governador João Azevêdo. Foto: Reprodução/Facebook

A entrada oficial do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) na disputa eleitoral de 2020 ocorreu na última sexta-feira (22), no Gervásio Maia. Lá, ao lado do núcleo duro da sigla, participou de encontro político. Como manda o manual, Coutinho fez discurso recheado de críticas ao prefeito Luciano Cartaxo (PV), mas, ao contrário do que esperavam os aliados, não deu pistas sobre uma eventual candidatura dele ao cargo de prefeito. Quer dizer, ele tem feito questão de dizer que não vai ser candidato.

A posição de Coutinho tem preocupado o Partido dos Trabalhadores. A sigla fechou questão em torno do nome do ex-governador para a disputa eleitoral. O green card dado ao socialista, no entanto, é exclusivo. O presidente do PT, Jackson Macedo, fez questão de dizer isso pessoalmente a Ricardo. “Não aceitamos apoiar outro nome no PSB. Nosso compromisso é com Ricardo Coutinho. Com ele nós vamos para a disputa”, disse.

Os petistas trabalham internamente uma candidatura a prefeito de João Pessoa. O nome pensado é o do ex-deputado federal Luiz Couto, atual secretário de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido. “No segundo turno, aí sim, estaremos juntos novamente. Mas se Ricardo for o candidato, nós estaremos com ele”, ressaltou Macedo. Os nomes cogitados entre os socialistas são os dos deputados Gervásio Maia (federal) e Cida Ramos (estadual).

O PT tentará a recomposição de espaços perdidos nas eleições de 2016. Na época, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência, o partido amargou grandes derrotas no pleito municipal. A esperança agora é a de que o ex-presidente Lula seja o puxador de votos da sigla.

 

Mesmo inocentado na Confraria, Cícero não quer mais voltar à vida pública

Quarta turma do TRF5 entendeu que o ex-prefeito não cometeu os crimes apontados pelo MPF

Cícero Lucena foi acusado de desvio de recursos públicos em obras na prefeitura de João Pessoa. Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O ex-senador Cícero Lucena (PSDB) não faz planos de voltar à vida pública. Em contato com o blog, o tucano disse que não tem qualquer pretensão de disputas as eleições para prefeito de João Pessoa. Ele é cotado por aliados para o pleito do ano que vem. As especulações sobre um retorno à vida pública aumentaram depois da decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que o inocentou no caso que ficou conhecido como “Operação Confraria”.

Os desembargadores entenderam, no julgamento, que as provas juntas aos autos não eram suficientes para uma condenação do ex-prefeito de João Pessoa. A defesa foi feita pela advogada Fabíola Marques Monteiro. Os magistrados aceitaram os argumentos de que o material probatório, recolhido durante a Operação Confraria, não se confirmou. “As oitavas e as investigações como um todo não comprovaram as acusações”, ressaltou.

Fabíola diz que todos os convênios foram executados e os balancetes aprovados pelos órgãos de controle e pelos financiadores. Com a decisão, Cícero foi inocentado das acusações de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e participação em organização criminosa. O desfecho do processo aconteceu após 15 anos. Ela explicou que muitas das acusações já haviam sido rejeitadas anteriormente.

Sobre a volta à disputa de eleições, Cícero diz que se reuniu com a família e que a decisão foi a de que não haveria mais retorno. O posicionamento do ex-senador, ex-governador e ex-prefeito de João Pessoa agora é divergente da de meses atrás, quando ele admitia essa possibilidade.

Sem negar disposição eleitoral, Cícero Lucena vai de “13” para corrida

Histórico adversário do PT, foto com o número da sigla petista chamou a atenção

Cícero Lucena posa para foto ao lado do advogado Marcos Pires. Foto: Divulgação

O ex-senador Cícero Lucena (PSDB) está sem mandato desde janeiro de 2015. De lá para cá, traçou rota de fuga da política. Negava para quem o perguntasse qualquer vontade de voltar a disputar novas eleições. Isso, pelo menos, até setembro deste ano, quando admitiu a possibilidade de concorrer ao cargo de prefeito de João Pessoa em 2020. A carreira político eleitoral dele inclui mandatos de governador, prefeito da capital e senador por oito anos.

Neste domingo (3), o ex-senador chamou a atenção pelo número ostentado na blusa, o 13. Cícero disputou o Santander Track&Field Run Series, em João Pessoa. O número que sobrou para ele, na prova, foi o mesmo do Partido dos Trabalhadores, sigla da qual foi antagonista durante toda a carreira política. Além do acaso, restaram as gozações dos amigos, que fizeram questão de tirar foto com ele para registrar o fato. Um deles foi o advogado Marcos Pires.

O Track&Field dá sequência às etapas de 2019. A corrida contou com categorias nas modalidades de 5 km, 10k m e 15 km. O evento esportivo acontece há 16 anos. Quem acompanha a participação do senador no evento diz que ele tem levado a sério os treinamentos. Resta saber se terá a mesma disposição no campo eleitoral.

Vereadores de João Pessoa tentam saída negociada para orçamento impositivo

Luciano Cartaxo não tem feito os pagamentos referentes às emendas desde o ano passado

Vereadores tentam uma solução para o pagamento do orçamento Foto: Divulgação/CMJP

Os vereadores governistas de João Pessoa estão tentando uma solução negociada para “salvar” o orçamento impositivo. O texto em vigor foi aprovado em 2017 e inserido na Lei Orgânica do Município. O problema é que o prefeito Luciano Cartaxo (PV) judicializou a questão. E o pior: desde que entrou em vigor, nenhum centavo foi pago. O montante represado neste ano é de R$ 15 milhões. Cada um dos parlamentares tiveram direito a indicar R$ 800 mil em emendas.

O líder do governo na Câmara, Milanez Neto (PTB), explicou que é possível uma solução alternativa. O tema foi colocado na mesa do prefeito. A ideia é baixar o atual patamar de repasses de 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) para algo em torno de 0,8%. Outro ponto, é jogar para 2021 a primeira execução do orçamento impositivo. Ou seja, nem o prefeito e talvez nem os vereadores estejam mais no mandato.

Um dos pontos questionados pela prefeitura na Justiça foi o dispositivo que prevê a abertura do gestor por crime de responsabilidade, caso ele não pague as emendas. Esse ponto foi considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Milanez Neto acredita ser possível uma decisão alternativa. “Temos que respeitar muito o empenho do ex-presidente da Câmara, Marcos Vinícius, e o atual presidente, João Corujinha, pela defesa que fizeram dos orçamento impositivo”, disse.

Câmara aprova projeto que permite compra de meia-passagem com dinheiro em espécie

Proposta ainda será submetida à sanção do prefeito Luciano Cartaxo

Projeto foi aprovado em votação apertada. Foto: Divulgação/CMJP

Os estudantes pessoenses ou de outras cidades e estados que estiverem na cidade poderão comprar a meia-passagem, nos ônibus, fazendo uso de dinheiro em espécie. Atualmente, o acesso é possível apenas com o uso da bilhetagem eletrônica. A proposta do vereador Marcos Henriques (PT) foi aprovada nesta quarta-feira (23).

A matéria foi aprovada em uma votação bastante acirrada, com oito votos a favor e seis contra. Os parlamentares que votaram a favor da proposta destacaram que a matéria vai garantir aos estudantes sua educação contínua, mesmo não tendo crédito em seus cartões eletrônicos. Já os vereadores que foram contra a matéria alegaram que será um retrocesso para a cidade, que voltará a permitir que sejam acumulados montantes em espécie nos ônibus, o que pode ampliar o número de assaltos.

A prerrogativa estabelece que, para ter assegurado o seu direito, o estudante deverá apresentar o comprovante estudantil, sendo esse direito estendido aos alunos pertencentes a qualquer município ou unidade da federação em visita a João Pessoa, desde que seja comprovada a sua condição de estudante.

Ainda fica determinado que caberá às empresas concessionárias e permissionárias da exploração dos serviços de transportes públicos de passageiras, atuantes na capital, adequar o sistema sistema de bilhetagem ao formato de pagamento da meia passagem estudantil em dinheiro.

A matéria agora segue para sanção do Executivo Municipal e, se aceita, entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Repórter da CBN João Pessoa vence a 16ª Edição do Prêmio Abecip

Hebert Araújo acumula mais de 20 premiações em concursos locais e nacionais

Hebert Araújo é um dos jornalistas mais premiados da Paraíba. Foto: Felipe Lima

O repórter Hebert Araújo, da CBN João Pessoa, foi o grande vencedor da 16ª Edição do Prêmio Abecip. A premiação, promovida pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança contempla reportagens voltadas para as áreas da construção civil e financiamento imobiliário. Araújo foi o vencedor na categoria “Responsabilidade Socioambiental na Construção Civil”. Ao todo, foram inscritas 94 reportagens de TV, rádio, jornal, internet e revistas.

A matéria vencedora, veiculada pela CBN João Pessoa, tem como título “Reusar, reciclar e reutilizar”. Na reportagem, o jornalista Hebert Araújo fala sobre como os resíduos sólidos que sobram da construção civil podem ser reutilizados de forma ecologicamente correta e economicamente viável. “O que a gente acaba concluindo a respeito disso é que quando a gente vê um entulho de construção sendo descartado e muitas vezes lançado no meio ambiente, causando poluição, o país, na verdade, está perdendo muito dinheiro”, disse.

A reportagem escolhida neste ano contou com a produção de Maria Eduarda Camilo e a edição de áudio de Emerson Martiniano. A entrega do prêmio será feita no dia 31 de outubro, em São Paulo. Hebert, que também atua como repórter da TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo na Paraíba, acumula mais de 20 premiações em concursos realizados no Brasil e no exterior.

Comissão de Orçamento da Câmara vota aumento no número de vereadores na capital

Proposta é elevar de 27 para 29 o número de cadeiras disponíveis na Câmara Municipal

João Almeida vai votar a favor do aumento no número de vereadores. Foto: Divulgação/CMJP

A Comissão de Orçamento da Câmara de João Pessoa vota nesta segunda-feira (14) projeto da Mesa Diretora que visa o aumento do número de vereadores na Casa. A proposta visa elevar das atuais 27 para 29 vagas, válidas já a partir das eleições de 2020. A tendência entre os membros da comissão é o de que a matéria seja aprovada e enviada para votação no plenário até a quarta-feira (16). Há votos suficientes para a aprovação.

O relator da matéria na comissão, João Almeida (SD), vai apresentar parecer favorável ao projeto. Ele assegura que a análise dele sobre o tema é técnica. “Não haverá aumento nos custos da Casa, já que as receitas serão as mesmas, o duodécimo repassado pela prefeitura”, ressaltou o parlamentar, alegando que haverá a vantagem do aumento da representatividade.

O tema não é consenso na Câmara de João Pessoa. Os vereadores Thiago Lucena (PMN) e Bruno Farias (PPS) criticam a matéria. Eles reconhecem que não haverá custo adicional, mas dizem que a Câmara hoje já oferece representatividade para a sociedade. Os dois votaram contra a matéria na Comissão de Constituição e Justiça e devem repetir a votação no plenário.

Justiça determina posse de Helena Holanda na vaga de Eduardo Carneiro

Ao todo, quatro suplentes brigavam pela vaga deixada pelo hoje deputado estadual

Helena Holanda assumirá vaga na Câmara de João Pessoa. Foto: Divulgação

A vaga deixada por Eduardo Carneiro (PRTB) na Câmara de João Pessoa será assumida por Helena Holanda (PP). A decisão liminar foi proferida pelo juiz Gutemberg Cardoso, do 2º Juizado Auxiliar da Fazenda Pública de João Pessoa. A vaga na Câmara de João Pessoa estava em aberto desde fevereiro, quando o magistrado proibiu a posse de Carlão do Cristo (Pros). Mesmo sendo o suplente diplomado da coligação, ele não atingiu a cláusula de barreira, a quantidade mínima de votos para assumir o cargo.

Carlão chegou a ser empossado pelo presidente da Casa, João Corujinha (DC), mas a posse foi tornada sem efeito. Depois disso, teve início uma batalha jurídica que percorreu Tribunal de Justiça da Paraíba, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nenhum deles, o suplente conseguiu sucesso. Isso por que para assumir o cargo na Casa, o suplente teria que alcançar 1.419 votos (10% do quociente eleitoral) pelo menos. Carlão conquistou apenas 1.269 votos.

O primeiro a judicializar a questão foi o também suplente Marcílio Pedro (PRB). A segunda a recorrer foi Helena Holanda (PP), que conquistou 3.327 votos. Ela ajuizou ação também na 3ª Vara da Fazenda Pública. O vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD), suplente apesar de ocupar o cargo atualmente, se habilitou na ação protocolada por Marcílio. Dono de 4.138 votos, ele acreditava que poderia assumir o cargo em definitivo. O parâmetro, porém, para a escolha, foi a média obtida pela coligação.

Houve ainda quem pedisse administrativamente para ocupar o cargo. Trata-se de Cristiano Almeida (Pros), que teve menos votos ainda que Carlão do Cristo, da mesma coligação. Cristiano recebeu 1.132 votos. Carlão e Cristiano, mesmo barrados pela cláusula de barreira, acreditavam na possibilidade de chegar ao cargo por pertencerem à mesma coligação de Eduardo Carneiro.

A opção do magistrado, em decisão liminar, no entanto, foi pela escolha de Helena Holanda, que foi mais votada que Marcílio Pedro. Ele conquistou 2.159 votos disputando pela coligação PRB/PMN e assegurava ter a coligação com a melhor média. O entendimento de Gutemberg Cardoso, no entanto, foi o de que as melhores médias foram da coligação de Helena Holanda, que deverá ser empossada em três dias. Com a decisão, Sérgio da SAC (SD) deve retornar à casa na condição de suplente de Helena Holanda.