Quatro suplentes, uma vaga e muita confusão na Câmara de João Pessoa

Legislativo municipal está há dois meses com uma cadeira vaga com placa de “procura-se um dono”

Cadeira vazia na Câmara de João Pessoa por causa de briga jurídica. Foto: Juliana Santos/CMJP

Certamente vai ter leitor dizendo que não faz nenhuma falta, tenho certeza, mas vale à pena tocar no assunto. A Câmara Municipal de João Pessoa está há dois meses com um vereador a menos. Os eleitores da cidade votaram para eleger 27 nomes, mas uma das cadeiras está com placa de procura-se. O “fenômeno” é registrado desde o dia 1º de fevereiro, quando o agora ex-vereador Eduardo Carneiro (PRTB) assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com a vacância do cargo, o presidente da Casa, João Corujinha (DC), convocou o 1º suplente da coligação, Carlão do Cristo (Pros).

Mas teve um problema nesta história. Ele foi impedido de assumir o cargo pelo juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, Gutemberg Cardoso. O magistrado atendeu ao pleito formulado pelo também suplente Marcílio Pedro (PRB), por meio de medida judicial. O pretendente à vaga recorreu a um princípio básico da reforma eleitoral que passou a vigorar em 2016. Trata-se da cláusula de barreira, que estabelece a necessidade de 10% do quociente eleitoral para se ocupar o cargo. Ou seja, para assumir o cargo na Casa, o suplente teria que alcançar 1.419 votos pelo menos, já que o quociente foi de 14.193 votos. Carlão conquistou apenas 1.269 votos.

Carlão chegou a recorrer da decisão, mas o desembargador Leandro dos Santos, do Tribunal de Justiça, manteve a decisão cautelar. Com isso, resta esperar o julgamento do mérito da decisão. Até lá, a vaga continua em aberto. Por conta disso, tem chovido suplentes dispostos a abocanhar o espaço. A suplente Helena Holanda (PP) é de outra coligação e conquistou 3.327 votos. Ela ajuizou ação também na 3ª Vara da Fazenda Pública. O vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD), suplente apesar de ocupar o cargo atualmente, se habilitou na ação protocolada por Marcílio. Dono de 4.138 votos, ele acredita que poderá assumir o cargo em definitivo.

Houve ainda quem pedisse administrativamente para ocupar o cargo. Trata-se de Cristiano Almeida (Pros), que teve menos votos ainda que Carlão do Cristo, da mesma coligação. Cristiano recebeu 1.132 votos. Carlão e Cristiano, mesmo barrados pela cláusula de barreira, acreditam na possibilidade de chegar ao cargo por pertencerem à mesma coligação de Eduardo Carneiro. De outras coligações, há esperança de Marmuthe e Helena Holanda. Mas a defesa de Marcílio acredita que o cliente é o único que reúne as condições legais de assumir o cargo.

Eles recorrem ao texto da reforma, que aponta como critério para a escolha do outro ocupante do cargo as médias de votos das coligações. A coligação PRB/PMN tem média de 2.159 votos, a mesma votação recebida por Marcílio. Por conta disso, o grupo espera que o suplente assuma o mandato.  Como o prazo para recurso na Justiça Eleitoral já acabou, caberá à Justiça Comum decidir sobre quem tomará posse na Câmara de João Pessoa.

Após polêmica, Câmara de João Pessoa aprova título de cidadão para Bolsonaro

Honraria foi apresentada pelo vereador Carlão da Consolação (PSDC)

O presidente Jair Bolsonaro foi alvo de críticas de adversários políticos durante sessão na Câmara da capital. Foto: Divulgação

Por Jhonathan Oliveira, do jornaldaparaiba.com.br

Em uma sessão repleta de discussões e polêmicas entre os vereadores, a Câmara Municipal de João Pessoa aprovou, nesta quarta-feira, o título de cidadão pessoense para o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A proposta passou com 12 votos favoráveis, três contrários e duas abstenções.

A proposta do título de cidadania estava tramitando na Casa Napoleão Laureano desde 2018. De autoria do vereador Carlão da Consolação (PSDC), que faz parte da bancada religiosa, a matéria foi protocolada quando Bolsonaro ainda era deputado federal e chegou a entrar na pauta da votação em setembro do ano passado, mas foi retirada de pauta por conta do período eleitoral.

Nesta quarta-feira, desde o começo da sessão os ânimos estavam exaltados entre os defensores do projeto e os contrários. Primeira a usar a tribuna, a vereadora Sandra Marrocos (PSB) se vestiu com a camisa com a arte ‘Ele Não’, que se popularizou no pleito de 2018, para pedir que a iniciativa fosse barrada. A socialista disse que o presidente não mereceria o título por ser “machista, racista, e homofóbico”. A vereadora também falou sobre a extinção do programa Mais Médicos, que segundo ela, vai deixar a capital paraibana com quase 50 médicos a menos e também criticou a Reforma da Previdência proposta pelo presidente.

O vereador Carlão, autor da homenagem, disse que quando apresentou o projeto fundamentou em razão dos “conceitos e valores” que Bolsonaro trouxe para a política,quando ainda era deputado. O regimento da Câmara diz que para receber o título o homenageado precisa ter prestado ‘relevantes serviços’ ao município ou ao estado. Carlão tentou justificar quais seriam esses serviços de Bolsonaro.

“Esse homem fez ações importantes, liberou 50 milhões de dólares para o nosso estado, valor que será usado pela agricultura familiar. É um homem que vem lutando contra a corrupção. Com as privatizações dos aeroportos, o Castro Pinto vai ter outra roupagem e isso vai aumentar o nosso turismo”, afirmou Carlão.Vale ressaltar que os 50 milhões de dólares citados por ele são na verdade um empréstimo feito pelo governo do estado junto ao Banco Mundial.

Outra que se colocou contra o projeto, como se era esperado, foi o petista Marcos Henriques. “O que o Bolsonaro está faazendo com o nosso país? Está enfraquecendo a classe trabalhadora”. Em um momento o vereador chamou o presidente de “capacho americano” e de “miliciano”. Henriques chegou a cobrar que o projeto só poderia ser aprovado se tivesse dois terços dos votos favoráveis.Em reposta a Marcos, a vereadora Eliza Virgínia (PP) disse que a regra seria de dois terços dos presentes e ressaltou que esse quórum nunca tinha sido cobrado em votações deste tipo. “Quem não concordar que vá para Justiça”, afirmou após a votação.

Exército promove a ‘Corrida da Paz’ em João Pessoa

Seiscentas pessoas estão inscritas para participar do evento organizado pelo Grupamento de Engenharia

A próxima edição da Corrida da Paz, promovida pelo Exército Brasileiro, vai acontecer no próximo domingo (10). O evento, na sua 14ª edição, deve contar com a participação de mais de 600 competidores. De acordo com nota distribuída pelo Grupamento de Engenharia, a finalidade é estimular a prática de atividades físicas, no âmbito das Forças Armadas, e promover a integração com a sociedade.

Este evento esportivo, sem fins lucrativos, foi criado em 2006 para comemorar o aniversário do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), terceira maior entidade esportiva do planeta. Como nos anos anteriores, a Corrida da Paz acontecerá, na mesma data, nos 138 países associados ao CISM, com o lema “Amizade através do Esporte”. No Brasil, país que detém o recorde anual de maior número de participantes, a expectativa, para este ano, é atingir a marca de um público superior a 30 mil pessoas.

Na capital paraibana, a atividade é coordenada pelo 1º Grupamento de Engenharia. O percurso é de 4 km, com largada prevista para as 7:15 h no Largo da Gameleira (ao final da Av. Sen. Ruy Carneiro, em Tambaú). Cerca de 600 pessoas já estão inscritas na atividade, que terá participantes correndo ou caminhando, entre os quais Militares e Servidores Civis dos quartéis do Exército de João Pessoa e Bayeux, bem como seus familiares.

Toda a sociedade está convidada a participar da Corrida da Paz e de forma gratuita. Para isso, basta estar presente no local da largada, às 6h30, para a concentração e o aquecimento pré-corrida, preferencialmente, vestindo camiseta branca.

Com informações do Grupamento de Engenharia

De recesso, vereadores (carnavalescos) caem na folia em João Pessoa

Parlamentares trocam debates políticos pelos passes de frevo e ginga do axé nas ruas da capital

Bloco Tambiá Folia é organizado pelo vereador Marcos Vinícius. Foto: Divulgação

Os trabalhos na Câmara de João Pessoa serão retomados apenas na terça-feira da semana que vem, dia 26. A suspensão dos trabalhos decorreu das goteiras registradas na estrutura do prédio. Antes disso, no entanto, quem quiser falar com os parlamentares, vai encontrá-los na folia. Pelo menos quatro dos 27 vereadores da capital acumulam o cargo de carnavalescos, neste período do ano. A lista inclui Marcos Vinícius (PSDB), Marcos Henriques (PT), João dos Santos (PR) e Sandra Marrocos (PSB).

A largada foi dada por Sandra Marrocos. Ela organiza o bloco Mulher de Luta, que saiu às ruas nesta quinta-feira (21). A homenageada do ano foi Vó Mera. A concentração ocorre junto com a do bloco Anjo Azul, no Centro. A vereadora diz que a festa busca a preservação da cultura e alertar também para os direitos da mulher. O ritmo das músicas segue a linha do frevo e do maracatu. O bloco saiu às ruas nesta quinta pela 12ª vez consecutiva.

Neste sábado (23), a festa fica por conta do Tambiá Folia, no bairro de Tambiá. O vereador Marcos Vinícius é um dos organizadores. A folia será animada pela Banda Mel e pelo cantor Kevin Djana, um dos destaques do The Voice Brasil, da Rede Globo. Esta é a 20ª edição da comemoração e é uma festa que vem crescendo a cada ano, tanto com as atrações quanto com a presença do público.

Para quem está com mais paciência para esperar, a pedida é o bloco Borrachudo. O organizador é o vereador Marcos Henriques (PT). O grupo se reúne em camarote na estrutura do Muriçocas do Miramar, na Quarta-feira de Fogo. Funcionário de carreira da Caixa Econômica, Henriques lembra que o nome do bloco surgiu do jargão usado pelos bancários para designar cheques sem fundos. “Começamos com a participação de poucas pessoas, há 18 anos, e agora já reunimos 1500 foliões”, disse.

Já para o final das festividades, no dia 2 de março, sai às ruas o bloco Vaca Morta, organizado pelo vereador João dos Santos. A festa tem concentração na Praça da Conquista, no Padre Zé. O bairro é a área de atuação do vereador pessoense.

Justiça suspende reajuste de passagens de ônibus de João Pessoa

Juíza entendeu como irregular o aumento autorizado pela prefeitura da capital e determinou efeito retroativo ao dia 13 de janeiro

Passagens deverão voltar a custar R$ 3,55 em João Pessoa. Foto: Francisco Fança

A juíza Silvana Gouveia Cavalcanti, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, suspendeu o reajuste das passagens de ônibus de João Pessoa. A magistrada acatou os argumentos da ação civil pública movida pela Rede Minha Jampa. Com isso, o valor das passagens deve voltar a ser de R$ 3,55. Os valores haviam sido majorados em janeiro deste ano, por decisão da prefeitura da capital, para R$ 3,95. A magistrada entendeu, liminarmente, que houve vício de origem no mecanismo usado para autorizar o reajuste. O decreto que fixou os novos valores foi editado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob). O órgão integra o pólo passivo da ação.

A ação tem como alvos ainda o Consórcio UNITRANS, Transnacional-Transportes Nacional de Passageiro-LTDA, Consórcio Nossa Senhora Navegantes e Viação São Jorge LTDA. A magistrada entendeu que o reajuste deveria ser autorizado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV) e não disciplicado por meio de portaria editada pela Semob. “Verifica-se, portanto, que a competência para o reajuste de tarifas do trasporte público municipal é do Chefe do Poder Executivo, não podendo ser considerado como recepcionado o Decreto Municipal de nº.1.788/1989, uma vez que está em desacordo com a Lei Orgânica do Município nº.001/90, e toda a legislação posterior que regulamenta a matéria”, ressaltou.

O rajuste anterior da tarifa de ônibus de João Pessoa entrou em vigor no dia 22 de janeiro de 2018. Na ocasião o valor foi reajustado de R$ 3,30 para R$ 3,55. Os empresários, na época, queriam que fosse implantado um valor de R$ 3,65.

Resposta da prefeitura

O procurador-geral do Município de João Pessoa, Adelmar Azevedo Régis, disse que o decreto publicado pelo prefeito Luciano Cartaxo, em edição extra nesta sexta-feira (8), ratifica a decisão do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e legaliza o reajuste da tarifa de ônibus na capital do Estado.
“Se o vício de origem era que o decreto que fixou os novos valores foi editado pela Semob, agora o chefe do Poder Executivo baixou o decreto e ratificou o reajuste. A nova tarifa vai sendo cobrada normalmente”, explicou justificou Adelmar. Veja o decreto: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/portal/wp-content/uploads/2019/02/2019_EXTRA_08-02.pdf.

Goteiras fazem vereadores de João Pessoa aumentarem as férias em 26 dias

Regimento estabelece o retorno aos trabalhos no dia 1º de fevereiro, mas vereadores dizem que a chuva atrapalhou

João Corujinha coordena reunião da mesa diretora. Foto> Divulgação/Câmara de João Pessoa

As chuvas de verão, em João Pessoa, são conhecidas desde que potiguaras e tabajaras eram mais comuns que os homens brancos por estas terras. Quer dizer, muito antes disso. Mas não para os vereadores da capital. Depois de parte de dezembro e todo o mês de janeiro de férias, quando a Câmara Municipal poderia ter passado por reformas, eles adiaram novamente o retorno dos trabalhos. A data regimental para a volta é o 1º de fevereiro, mas eles decidiram em reunião nesta terça-feira (7) só retornar ao trabalho em pleno período de Folia de Rua. Pior, no dia 26, o dia que antecede a saída do bloco Muriçocas do Miramar, o maior da cidade. É, também, a semana que antecede o Carnaval e que, por isso, o trabalho regislativo é raro. Uma péssima sinalização para o eleitorado.

O presidente da Câmara Municipal, João Corujinha (DC), justificou a necessidade de adiar a retomada dos trabalhos legislativos alegando necessidade de fazer reparos na Casa. “Nós decidimos adiar o retorno das atividades para o dia 26 de fevereiro, para podermos realizar mais alguns reparos nas instalações da Câmara. Já estávamos fazendo alguns ajustes e, após as chuvas das últimas 24 horas, identificamos novas necessidades”, esclareceu. A mesa diretora da Câmara se reuniu, na manhã desta quarta-feira (6), para discutir assuntos administrativos e adotar medidas que possam garantir o bom funcionamento da Casa. Entre os temas discutidos ficou acertado, também, o cancelamento da posse do suplente de vereador Carlão do Cristo (Pros) na titularidade do mandato, acatando decisão judicial.

Sobre o cancelamento da posse do suplente de vereador Carlão do Cristo, a procuradora-adjunta da Casa, Moema Fiuza, explicou que o Legislativo Municipal está cumprindo uma decisão judicial e que vai aguardar novas determinações da Justiça para saber quem assume a vaga deixada por Eduardo Carneiro, que renunciou ao mandato de vereador para assumir o cargo de deputado estadual.

Na semana passada, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Gutemberg Cardoso Pereira, determinou o cancelamento da posse de Carlão do Cristo, primeiro suplente de Eduardo Carneiro. O magistrado entendeu que o suplente de vereador não atingiu os votos necessários para superar a cláusula de barreira e, portanto, não deve assumir a cadeira de vereador. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) na última terça-feira (5).

Durante a reunião, que aconteceu no gabinete dapresidência, os membros da mesa diretora também discutiram sobre as modificações na composição das comissões permanentes, a participação de parlamentares nos conselhos municipais e a agenda para o primeiro semestre do segundo biênio. “A pauta foi bastante abrangente, falamos sobre a Ouvidoria da Casa, mudanças nas comissões permanentes, ingresso de parlamentares nos conselhos municipais, entre outros temas. A ideia é fazermos sempre reuniões como esta”, destacou a vereadora Eliza Virgínia (PP), 1ª secretária da Mesa.

Além de João Corujinha e Eliza, também participaram da reunião os vereadores Leo Bezerra (PSB), 1º vice-presidente; Milanez Neto (PTB), 2º vice-presidente; Humberto Pontes (Avante), 2º secretário e Chico do Sindicato (Avante), 3º secretário.

Com informações da Assessoria da Câmara de João Pesssoa

 

 

Cartaxo envia pedido de empréstimo de R$ 52 milhões para a Câmara

Recursos serão utilizados para a construção de “linha troncal” na avenida Pedro II

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), remeteu à Câmara Municipal pedido para contratar empréstimo de R$ 52,3 milhões. Os recursos serão utilizados para a construção de uma “linha troncal” na avenida Pedro II. Em linhas gerais, apesar da nomenclatura diferente, trata-se do antigo projeto do BRT. Há também a previsão de construção de um terminal de integração em Mangabeira. O presidente da Câmara, Marcos Vinícius (PSDB), convocou uma audiência pública, às 11h, para que o plano seja apresentado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob).

Ao blog, o secretário de Mobilidade Urbana, Alberto Alves de Araújo Filho, explicou que o plano visa dar mais conforto para a população. A “linha troncal” se alongará da Avenida Pedro II e passará pela Avenida Sérgio Guerra e seguirá até Mangabeira. No bairro, será construído um terminal de integração. Alberto explicou que os veículos serão os mesmos usados nos BRTs. “Serão articulados, com ar-condicionado e vão circular tanto próximo ao canteiro central, como no lado direito da pista”, ressaltou Alves, acrescentando que a abertura das portas poderá ser feito dos dois lados do veículo.

O empréstimo solicitado pela prefeitura será feito junto à Caixa Econômica Federal. Para o empréstimo, a prefeitura se compromete a ceder ou vincular como garantia as receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Cartaxo nomeia novo secretário da Receita após titular pedir demissão

Adenilson Ferreira deixou o cargo por discordar de suposta ingerência de outras equipes na pasta

Adenilson Ferreira deixa a Secretaria de Finanças. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), anunciou nesta sexta-feira (30) o nome de Max Fábio Bichara Dantas para secretário da Receita Municipal. Ele substituirá Adenilson Ferreira no cargo. O ex-titular da pasta pediu exoneração do cargo na última quarta-feira, mas a saída só foi oficializada apenas nesta sexta após uma conversa final com o gestor. Fontes próximas ao secretário dizem que ele decidiu deixar o cargo após supostas pressões, vindas de outros setores da administração municipal.

Em nota divulgada com a imprensa, Cartaxo fez elogios a Adenilson. Disse que o antigo titular da pasta saiu depois de relevantes serviços na busca pelo equilíbrio fiscal do Município. Adenilson Ferreira é servidor de carreira da Receita. O substituto dele na pasta, Max Fábio, também é auditor fiscal de carreira. Está no exercício do cargo de diretor de arrecadação desde 2009.

 

Haddad diz que Bolsonaro estimula milícias, capangas e violentos a saírem do armário

Durante ato em João Pessoa, petista insinuou que adversário tem problemas psicológicos e não passa de uma “fake news”

Fernando Haddad concedeu entrevista coletiva ao lado de João Azevêdo e Ricardo Coutinho. Foto: Jamarri Nogueira

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, elevou o tom das críticas ao adversário, Jair Bolsonaro (PSL), durante agenda em João Pessoa, na Paraíba, nesta sexta-feira (26). O petista acusou o capitão reformado do Exército de estimular “as milícias, os capangas e as pessoas violentas a saírem do armário”. “Ele estimula a prática violenta, ele é a expressão da violência”, ressaltou. O postulante veio à Paraíba em meio a um périplo pela região onde as bases do partido do ex-presidente Lula são mais fortes. Da capital paraibana, após agenda com militantes, ele segue para Salvador, na Bahia.

O tema mais abordado tanto durante os discursos quanto na entrevista coletiva foi a resistência de Bolsonaro em participar de debates. Por conta disso, as referências ao adversários seguiram sempre na linha de que o presidenciável do PSL é covarde. Além disso, acusa o adversário de estimular a violência. “É muito comum na história que um covarde estimule a violência social. Em geral, são pequenos homens, com problemas psicológicos. É por isso que os pequenos homens com problemas psicológicos podem ser respeitados, mas não chegam ao poder”, ironizou, dizendo que quando isso acontece, é um perigo.

Militância pró-Haddad se concentrou no Ponto de Cem Réis durante ato público. Foto: Reprodução/Facebook/Ricardo Coutinho

Haddad desembarcou em João Pessoa vindo do Recife, em Pernambuco, onde participou de ato na noite da quinta-feira. Na capital paraibana, foi recepcionado pelo governador Ricardo Coutinho e pelo governador eleito João Azevêdo, ambos do PSB. Seguidos por uma multidão, eles desfilaram em carro aberto pelo Centro da cidade. A caravana saiu da frente do Liceu Paraibano até o Ponto de Cem Réis, onde foi realizado um ato político. A estimativa dos organizadores é a de que 50 mil pessoas tenham participado do ato. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

Universidades

Durante a entrevista coletiva, o candidato petista defendeu a autonomia das universidades. A defesa ocorreu após questionamentos sobre decisões da Justiça Eleitoral, que resultaram em fiscalizações e recolhimento de panfletos e faixas em campi de todo o país. Na Paraíba, foram registradas ações na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Neste ponto, Haddad fez uma defesa da autonomia universitária para a discussão de política.

“Universidade, gente, tem autonomia… autonomia. Uma universidade, um professor universitário é um livre docente, é uma pessoa que tem toda a liberdade de emitir opinião sobre tudo em defesa da democracia. As pessoas estão defendendo a democracia.
O candidato adversário tem a liberdade de subir num palanque e ameaçar prender os opositores, dizer que vai fechar o Supremo, que não vai respeitar a autonomia do Ministério Público, que vai classificar como terroristas os representantes de movimentos sociais.
E ele não tem coragem, não honra a farda, não vai para o debate comigo”, reforçou.

Sobre apoios de última hora, Haddad disse que espera por uma sinalização de Ciro Gomes. O pedetista desembarca hoje no Brasil, vindo da Europa. O petista acredita que o antes aliado deverá engrossar a lista de apoiadores. No rol dos correligionários de Gomes que o apoiam, ele cita Cid Gomes, irmão de Ciro e eleito senador pelo Ceará, e o governador reeleito Camilo Santana (PT). Lembrou também que espera o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem é próximo. “Já recebi o apoio do ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, que é do PSDB”, ressaltou.

Procurador-geral adjunto gera polêmica ao se inscrever em concurso da Procuradoria

Titular da pasta alega não haver irregularidade na participação do colega no certame

Polêmica certa a elaboração do concurso para a Prefeitura de João Pessoa. Foto: Divulgação/TRF2

O procurador-geral adjunto da prefeitura de João Pessoa, Rodrigo Clemente de Brito, gerou polêmica nesta quarta-feira (24). Ele aparece como um dos candidatos no concurso para procurador do município ser a realizado pela gestão. O tema ganhou repercussão nas redes sociais, com críticas e protestos de outros candidatos à vaga. A alegação comum é a de que poderia estar havendo a contaminação do certame por suposta influência do candidato na organização do concurso.

O blog ouviu o procurador-geral do Município, Adelmar Régis, que negou as irregularidades. Ele alega que o candidato em questão não participou, em nenhuma etapa, da elaboração das provas ou da escolha do instituto responsável pela aplicação da avaliação. “Temos todas as atas das reuniões da comissão organizadora e ele, deliberadamente, não participou de nenhuma etapa. Há representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na comissão. Todos podem comprovar a lisura”, alega.

A prova objetiva está prevista para acontecer no dia 18 de novembro, no turno da tarde. Dez dias antes, no site da organizadora e no Semanário Oficial de João Pessoa, os candidatos podem conferir os locais e horários da prova.

O resultado final do concurso está previsto para ser divulgado no dia 11 de dezembro. O concurso tem validade de dois anos, a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.