João não define nomes para Segurança, Cultura, Esporte e Desenvolvimento Humano

Governador usou as redes sociais para tornar pública a lista com a maioria dos novos secretários

João Azevêdo anunciou a primeira relação dos auxiliares que estarão no governo a partir de janeiro. Foto: José Marques

O anúncio do governador eleito João Azevêdo (PSB), dos novos secretários, deixou de fora os nomes para pastas importantes. O destaque fica por conta da Secretaria de Segurança e Desenvolvimento Social, ocupada atualmente por Cláudio Lima. O gestor, apesar do bom retrospecto à frente da pasta, deu vários sinais de que não quer permanecer no cargo. Há espaços vazios também nas secretarias de  Desenvolvimento Humano, Esporte e Lazer,  Articulação Municipal e Cultura. Ocupam as pastas, atualmente, Gilvaneide Nunes, José Marco, Rubens Germano e Lau Siqueira, respectivamente.

João Azevêdo, durante pronunciamento, prometeu apresentar os outros nomes até o fim do ano. “Todo esse trabalho que vem sendo feito tem o objetivo de buscar manter a unidade de um time que jogou muito bem e, sob o comando do governador Ricardo Coutinho, deu os resultados que a Paraíba esperava e reconheceu nas eleições a força do trabalho. Dar continuidade a esse trabalho é uma missão de um conjunto de pessoas que se envolveu nesse projeto”, destacou. Ao todo, cinco novos nomes apareceram na relação, em substituição a outros que ocupam os cargos atualmente.

O destaque fica por conta do novo titular da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (SEAFDS). Para a vaga, entra Luiz Couto no lugar de Lenildo Morais. Ambos são do PT. Para a Casa Civil, entra Íris Rodrigues e sai Paula Laís de Oliveira Santana. Na Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca entra Efraim Moraes no lugar de Rômulo Araújo Montenegro. Para a Secretaria de Estado da Receita, volta Marialvo Laureano, em substituição de Marconi Marcos Frazão. Outra mudança vai ocorrer na Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, com Gusvavo Feliciano substituindo Lindolfo Pires.

Confira a relação dos auxiliares:

Administração Direta

Procuradoria-Geral do Estado – Gilberto Carneiro

Procurador adjunto – Paulo Márcio

Controladoria Geral do Estado – Gilmar Martins

Secretaria de Comunicação Institucional – Luís Tôrres

Secretaria Executiva da Comunicação Institucional – Sebastião Lucena

Secretaria da Administração – Livânia Farias

Secretaria das Finanças – Amanda Rodrigues

Secretaria do Planejamento – Waldson Sousa

Secretaria Executiva do Planejamento – Fábio Maia

Secretário Chefe de Governo – Nonato Bandeira

Chefe de Gabinete – Ronaldo Guerra

Secretaria da Receita – Marialvo Laureano

Secretaria Executiva da Receita – Bruno Frade

Secretaria da Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente – Deusdete Queiroga

Secretaria Executiva da Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente
Virgiane Melo

Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca – Efraim Morais

Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido- Luiz Couto

Secretaria do Desenvolvimento Econômico – Gustavo Feliciano

Secretaria Executiva do Turismo – Ivan Burity

Secretaria da Educação – Aléssio Trindade

Secretaria Executiva da Ciência e Tecnologia – Cláudio Furtado

Secretaria Executiva de Administração de Suprimentos e Logística da Educação– Artur Viana

Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana – Gilberta Soares

Secretaria da Administração Penitenciária – Tenente Coronel Sérgio Fônseca

Casa Militar – Tenente Coronel Anderson

Casa Civil – Iris Rodrigues

Secretaria da Saúde – Cláudia Veras

Secreataria Executiva da Saúde – Renata Nóbrega

Secretaria Executiva de Gestão Hospitalar – Geraldo Medeiros

Órgãos da Administração Indireta

DER (Departamento de Estradas e Rodagem) – Carlos Pereira

Suplan – Simone Guimarâes

PBGás- Tatiana Domiciano

PBPrev – Yuri Nogueira

João Azevêdo participa de reunião de governadores em Brasília

Gestores nordestinos vão acompanhar tramitação de matérias no Congresso e têm reunião com ministro do Supremo

Governadores querem empenho de deputados e senadores em projetos de interesse dos estados. Foto: Divulgação/Secom-SE

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), vai participar da reunião dos governadores do Nordeste, em Brasília, nesta terça-feira (4). Os gestores da região, junto com os do Norte, terão encontro às 10h. Eles cumprirão agenda no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. Os mandatários, eleitos e reeleitos, vão acompanhar, na Câmara, a votação do projeto PLP 459 que trata da Securitização da Dívida Ativa, que estabelece uma forma moderna de combater a sonegação e gera receitas para déficit da previdência e investimentos.

O projeto, que tem como relator o deputado André Figueiredo, é de fundamental importância para os estados, municípios e a União. O deputador André Figueiredo já apresentou seu parecer pela aprovação, com algumas alterações; e o PLP 10.985 que trata da regulação da cessão onerosa de Gás e Petróleo. Na Câmara, o objetivo é a manter a regra de partilha entre União, Estados e Municípios, das receitas com Royalties e Fundo Social.

No Senado, a prioridade dos governadores é entendimento para votação do PLP 78, que trata de Bônus de Assinatura, complemento da Cessão Onerosa de Gás e Petróleo e objetivo é a participação dos Estados e Municípios na receita com pagamento do Bônus de Assinatura após os leilões.

“São projetos maduros e governadores, de diferentes partidos e regiões do país, e prefeitos, unidos, queremos apenas que seja cumprida a regra da Constituição Federal de partilha destas receitas”

“A União precisa parar com esta concentração permanente de receita e quebra do pacto federativo. Na última semana foram aprovados urgências e avançamos nos entendimentos e agora vamos cuidar de, por acordo, viabilizar votação. Se a União precisa de receitas imagine quem está lá na ponta cuidando das demandas do povo”, disse o governador Wellington Dias.

Outro ponto a ser tratado pelos governadores é agenda com o ministro Levandovisck para entendimento sobre retenção de FPE e FPM por parte da União. Três ações tramitam no STF, as ACOs 3150 e 3151, tendo como relator o ministro Levandovisck, que já realizou audiência de Conciliação e deu prazo de 15 dias para o governo federal abrir informações sobre as receitas partilhadas com Estados e Municípios.

“O prazo terminou e agora ou temos acordo ou vai a julgamento. Comprovado o não repasse é um crime muito grave com penas fortes contra quem praticou. Novembro último, como resultado desta ação e da decisão do ministro Levandovisck a União, pelo que vimos parou de reter nossas receitas. Resultado? São 20% de incremento em relação ao mesmo mês de novembro de 2017. E a cobrança é devolver todo valor retido desde 2016, podendo chegar a R$ 14 bilhões”, finalizou Wellington Dias.

João Azevêdo pensa em mudanças na estrutura de secretarias

Independente do desenho ministerial de Bolsonaro, governador eleito planeza fazer adequações

Governador eleito pretende fazer mudanças na estrutura das secretarias. Foto: Divulgação

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), pensa em adequações na estrutura das secretarias. O desenho ainda não está pronto e vai depender em sua maioria tanto das reuniões da comissão de transição, quanto do desenho final da estrutura dos ministérios do governo federal. As idas e voltas de Jair Bolsonaro (PSL) na estruturação do novo governo tem retardado as definições na Paraíba. Atualmente existem 29 ministérios e a promessa é que restem pouco mais que a metade em janeiro, na posse do presidente e dos futuros ministros. A adequação paraibana se dará para que se facilite a formalização de convênios, desde que haja necessidade para isso. Atualmente, a Paraíba tem 22 secretarias de estado. “Tudo isso será analisado em breve”, ressalta.

Um dos pontos já definidos para a mudança é o destino da Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia. Atualmente, a pasta está vinculada à super-secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. “Entendo que ela deve ser vinculada à Educação. Tem mais afinidades com ela. Até por que a Ciência e Tecnologia mantém a Fapesq (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba)”, observou Azevêdo. Ele, no entanto, evita apresentar um formato final de como ficarão estruturadas as secretarias. “Vamos ter que esperar para ver como ficará a configuração nacional. Depois disso, ver a necessidade de mudança”, acrescentou o futuro governador da Paraíba.

A comissão de transição, na Paraíba, tem seis secretários escolhidos. O grupo é coordenado pelo titular da pasta da Controladoria-geral do Estado (CGE), Gilmar Martins. O auxiliar recebeu a incumbência, recentemente, de coletar os dados em cada uma das secretarias e condensar para que o grupo possa se deter sobre eventuais mudanças. Uma das propostas em gestação é o E-gov, uma ferramenta que visa oferecer uma grande carteira de serviços oferecidos pelo Estado, mas que as pessoas precisam se deslocar à Casa da Cidadania para ser atendida. Outra proposta é transformar em eletrônicos grande parte dos processos atualmente executados internamente pelo Estado. “Algo parecido com o que é feito hoje pelo Judiciário”, ressaltou Azevêdo.

Sobre o novo secretariado, o gestor diz que os nomes só serão conhecidos em dezembro.

 

Saída dos médicos cubanos ‘vai encher estradas de ambulâncias’, avalia João Azevêdo

Governador eleito prevê longas filas em hospitais por problemas no atendimento na baixa complexidade

João Azevêdo demonstra preocupação com o atendimento da população após a saída dos médicos cubanos. Foto: Aline Oliveira

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), tem demonstrado muita preocupação com a saída dos médicos cubanos do Estado. Em entrevista à CBN João Pessoa, o socialista previu a volta da “ambulancioterapia”. As declarações foram dadas em decorrência da decisão do governo cubano de retirar do Brasil todos os profissionais de saúde até o fim do ano. A decisão decorre de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de que seriam reavaliadas as regras para a permanência dos médicos do país caribenho. Eles teriam que fazer, por exemplo, o “revalida”, exame de conhecimento para validar o diploma recebido no exterior.

“O que vai acontecer é que você vai ter ambulâncias e ambulâncias pelas estradas levando pessoas com pequenos problemas de saúde aos hospitais e vai sobrecarregar os hospitais. É claro que isso vai acontecer”, ressaltou João Azevêdo. Ele alegou que o programa viabilizou o atendimento em localidades onde antes não era possível, por se tratarem de regiões afastadas. “Eu vejo, independente de conceito, você não pode desmobilizar um programa destes, que tem mais de 8.500 profissionais da forma como está sendo anunciado. Em 40 dias não haverá reposição destes profissionais e nós teremos a população pagando um preço extremamente alto”, acrescentou.

Azevêdo disse que há no sistema de saúde como um todo um número de vagas enormes, mesmo com os médicos cubanos na ativa. “Se não houve interesse dos médicos brasileiros para ocuparem estas vagas (disponíveis), como é que nós vamos repor além das vagas abertas, as dos 8.500 profissionais que estarão saindo agora?”, destacou. “O que me preocupa é que a consequência maior será a falta de atendimento para a população. Esta vai ficar desprotegida. Eu vi na imprensa aí que tem municípios que vão perder mais de 60% a 70% dos seus profissionais na área de saúde e isso inviabiliza o atendimento”, acrescentou.

O governador eleito prevê que haverá consequências danosas nos hospitais regionais e estaduais. “Provavelmente haverá filas e mais filas de espera nos hospitais. É isso o que acontecerá, porque os médicos deixarão de atender as grandes demandas, a alta complexidade, para atender casos de uma diarreia, de um mal-estar, por exemplo. As pessoas terão que procurar um local de apoio e estes locais serão os hospitais. Vai superlotar os hospitais, não tenho dúvida nenhuma”, enfatizou o governador eleito, que assumirá o cargo a partir de 1° de janeiro.

“Trabalho escravo”

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reiterou nesta sexta-feira (16) que a decisão de impor novas exigências aos profissionais cubanos, vinculados ao Programa Mais Médicos, tem razões humanitárias, para protegê-los do que considera “trabalho escravo” e preservar os serviços prestados à população brasileira. Ele garante que o programa não será suspenso.

Entre as medidas, estão fazer o Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica, receber integralmente o salário e poder trazer a família para o Brasil. Cuba decidiu deixar o programa após as declarações de Bolsonaro. O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que a seleção dos brasileiros em substituição aos cubanos ocorrerá ainda este mês.

O presidente eleito Jair Bolsonaro toma café da manhã, com o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar
Bolsonaro falou sobre o Mais Médicos após café da manhã com o almirante Eduardo Bacellar Divulgação/ assessoria Jair Bolsonaro
“Talvez a senhora seja mãe, já pensou em ficar longe dos seus filhos por um ano?”, respondeu o presidente eleito à jornalista que perguntou sobre a situação dos médicos cubanos. “É [essa] a situação de escravidão que praticamente as médicas e os médicos cubanos [que participam do programa Mais Médicos] estão sendo submetidos no Brasil”, disse em entrevista após café da manhã com o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar, no 1º Distrito Naval, no centro do Rio.

O presidente eleito afirmou ainda que o acordo de repasse de parte dos salários dos médicos para o governo de Cuba contraria os direitos dos profissionais. “Imaginou também confiscar 70% do salário?”

João Azevêdo rebate críticas e diz que não foi convidado para reunião com Bolsonaro

Em encontro com gestores, presidente eleito disse que serão necessárias “medidas que são um pouco amargas”

João Azevêdo alega que estará à disposição novo encontro, caso seja convidado. Foto: Divulgação

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), negou nesta quarta-feira (14) convite para reunião com o presidente leito Jair Bolsonaro (PSL). O futuro gestor não compareceu ao encontro, em Brasília, no qual o capitão reformado do Exército falou sobre as “medidas que são um pouco amargas” que deverão ser implementadas pelo governo federal. A nota de Azevêdo foi motivada por críticas de adversários de que ele teria ignorado o convite. Ele chamou de “má-fé” e “absurdas” as teorias a respeito da ausência no encontro organizado pelos governadores eleitos de São Paulo, João Dória (PSDB), e Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

“Quando houver, estarei completamente disposto a participar e lutar pelas demandas da Paraíba, que são muitas e necessárias, junto à União, da mesma forma que participei ao lado do governador Ricardo Coutinho dos encontros com então presidente Michel Temer, e seus antecessores, bem como da bancada federal paraibana, independentemente das diferenças políticas de seus integrantes. A reunião suscitada em questão foi idealizada e convocada por um dos governadores eleitos este ano, sem pauta definida, sem confirmação prévia da participação do presidente eleito e sem o mínimo sinal de que servirá, efetivamente, para trazer resultados práticos”, disse Azevêdo.

João falou ainda que vai participar em breve de uma reunião com os governadores eleitos e reeleitos do Nordeste. O encontro servirá para consolidar as reivindicações da região, bem como as específicas de cada estado. “Ao longo de todo esse tempo, já tivemos a clara capacidade de demonstrar que os interesses da Paraíba, para nós que fazemos parte desse projeto transformador, estão acima de qualquer disputa política”, disse.

O Presidente eleito, Jair Bolsonado, participa de Fórum de Governadores eleitos e reeleitos, em Brasília.

Rescaldo do encontro

Em seu primeiro encontro com os governadores eleitos e reeleitos em outubro, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, por vezes, é necessário adotar “medidas que são um pouco amargas” para evitar o agravamento da crise no país. Ele não detalhou que medidas são essas, mas disse que o esforço é para evitar que o Brasil se transforme em uma Grécia. Bolsonaro lembrou que as reformas têm de passar pela Câmara e pelo Senado e pediu a compreensão dos presentes.

“Algumas medidas são um pouco amargas, mas nós não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos naquilo que a Grécia passou, por exemplo”, afirmou Bolsonaro. “Temos de buscar soluções, não apenas econômicas. Se conseguirmos diminuir a temperatura da insegurança no Brasil, a economia começa a fluir.”

Bolsonaro destacou as pontencialidades do país, como a riqueza mineral, a biodiversidade, o agronegócio e o turismo. Segundo o presidente eleito, as soluções passam pelo apoio dos estados. “Não teremos outra oportunidade de mudar o Brasil. Nós temos que dar certo. Não teremos uma outra oportunidade pela frente. Temos que trabalhar unidos e irmandos nesse propósito.”

Pacto
No encontro desta quarta-feira, Bolsonaro propôs aos governadores um pacto a favor do Brasil, no esforço de buscar soluções para os problemas e contribuir na administração das dificuldades. O presidente eleito frisou que o pacto será negociado “independentemente de partido [político]. A partir deste momento não existe mais partido, nosso partido é o Brasil”, disse, sob aplausos.

Bolsonaro negou que que o Ministério do Meio Ambiente será comandada pela atriz e escritora Maitê Proença. De acordo com ele, o nome escolhido será o de uma pessoa que conhece com profundidade a questão ambiental e vai focar na concessão de licenças, que, na opinião dele, está cercada de burocracia. “Queremos preservar o meio ambiente, mas não dessa forma que está aí.”

O presidente eleito disse ter ouvido uma análise pertinente do futuro governador de Goiás, Ronaldo Caiado. “Ninguém consegue entender porque o Brasil, com a riqueza que tem, está na situação de hoje”, afirmou Bolsonaro. “Temos que destravar questões que nos colocam em situação de atraso.”

Carta
Ao ser informado pelo governador eleito de São Paulo, João Dória, de que as reivindicações dos governadores serão reunidas em uma carta, Bolsonaro afirmou que vai analisar com sua equipe cada item exposto no documento.

Ao longo desta semana, a expectativa girou do anúncio de novos nomes para compor o primeiro escalão do governo Bolsonaro. Além da pasta do Meio Ambiente, o presidente eleito poderia indicar o comando dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores.

Porém, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, afirmou que não haverá novos anúncios até sexta-feira (16).

Com informações da Agência Brasil

 

Ricardo define seis nomes para a comissão de transição do governo

Equipe será comandada por Gilmar Martins e é formada por núcleo duro do governo socialista

João Azevêdo rabalhará com a equipe de transição para o novo governo. Foto: Júlia Karoline/CBN

O governador Ricardo Coutinho (PSB) definiu os cinco nomes que vão compor a comissão de transição do governo. A equipe será coordenada pelo secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, Gilmar Martins. Os outros nomes que integram o grupo fazem parte do núcleo duro do governo socialista. Todos trabalharam de perto com o governador eleito João Azevêdo (PSB), com quem mantém boa relação. A lista inclui o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro e os secretários Livânia Farias (Administração), Amanda Rodrigues (Finanças), Deusdete Queiroga (Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia) e Waldson de Souza (Planejamento, Orçamento e Gestão.

Durante entrevista à CBN Paraíba, no mês passado, Azevêdo explicou que serão levantados todos os dados da atual gestão. “Vamos coletar todas as informações dos programas em andamento e, depois disso, ver o que deve continuar e o que merecerá correção”, explicou. O futuro governador evita informações precisas sobre as mudanças que serão feitas no secretariado.

João Azevêdo explicou que a nova gestão e o perfil do secretariado será o dele. O socialista foi apoiado pelo governador Ricardo Coutinho na disputa. Apesar disso, tem o entendimento de que o mentor político dele não poderá compor a gestão. “Ele será um grande conselheiro”, pontua. Havia entre os aliados do atual governador a expectativa de que Coutinho se tornasse um super-secretário do governo. A pretensão foi exposta por um dos principais aliados, o deputado estadual Adriano Galdino (PSB). O próprio governador Ricardo Coutinho negou esta possibilidade. O mesmo entendimento foi externado por João.

Na entrevista, Azevêdo prometeu governar para todos os paraibanos. Ele disse que convocaria todos os deputados estaduais e federais, além dos senadores, para reuniões voltadas para a defesa dos interesses do Estado. Dentro deste contexto, serão incluídos os oposicionistas. Questionado sobre convites a prefeitos adversários, como Luciano Cartaxo (PV), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, ele disse que estará disponível para receber a todos. “Quem entrar em contato solicitando audiência, será recebido por mim”, ressaltou.

Fusão de ministérios deve influenciar governos estaduais

Paraíba tem atualmente 22 secretarias de Estado, mas revisões dependerão ainda de avaliação do governador eleito

João Azevêdo reúne comissão de transição na próxima semana, após retorno de viagem à Europa. Foto: Julia Karoline

As fusões de ministérios do governo federal deverão gerar impacto para os estados e poderão ter repercussão na Paraíba. A avaliação é do controlador-geral do Estado, Gilmar Martins, membro da comissão de transição anunciada pelo governador eleito João Azevêdo (PSB). O grupo começa a trabalhar na semana que vem, após a chegada do gestor de viagem à Europa. O tema fusão, no entanto, ainda é tratado com reserva. Tudo por que qualquer medida neste sentido dependerá ainda de avaliação do socialista. Atualmente, o governo da Paraíba possui 22 secretarias, além de várias autarquias.

A proposta em discussão no cenário nacional é ambiciosa: reduzir de 29 para no máximo 17 o número de ministérios. A promessa foi feita ainda durante a campanha pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele participa nesta terça-feira (6) da primeira reunião com o presidente Michel Temer (MDB) após as eleições. Entre esboços possíveis e a viabilidade delas, muitas confusões têm gerado discussões. Elas ocorrem tanto na área social quanto na econômica e também relacionada aos olhares para a área de Justiça, pasta que deverá ser comandada pelo ainda juiz federal Sérgio Moro.

A pasta de Moro deverá congregar, além da Justiça, as atribuições hoje vinculadas aos ministérios da Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), além do Coaf (Conselho de Atividades Financeiras). A equação não é fácil. A previsão de Gilmar Martins é que, assim como ocorreu em governos anteriores, haja exigências pelo governo federal de mudanças nos estados como condição para a liberação de recursos. “Houve um tempo em que criou-se o Ministério dos Esportes. Na época, houve orientação do governo federal de criação de pastas específicas nos Estados para viabilizar convênios”, ressaltou.

Outros impactos poderão ser vistos na fusão de ministérios também na área econômica, em decorrência do polêmico Ministério da Economia. Ele deve congregar as funções hoje executadas no âmbito das pastas da Fazenda, Planejamento e Ministério do Desenvolvimento. São estudadas fusões também dos ministérios da Educação com Cultura e Esporte. Em outra ala, devem ser congregados Transportes, Portos, Aviação Civil e Comunicações. Na área social, devem ser unidos em uma única pasta Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Secretarias existentes no governo da Paraíba

Administração
Administração Penitenciária
Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido
Casa Civil
Comunicação Institucional
Controladoria Geral
Cultura
Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca
Desenvolvimento e Articulação Municipal
Desenvolvimento Humano
Educação
Especial do PAC
Finanças
Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia
Juventude, Esporte e Lazer
Mulher e da Diversidade Humana
Planejamento, Orçamento e Gestão
Procuradoria Geral
Receita
Saúde
Segurança e Defesa Social
Turismo e Desenvolvimento Econômico

 

João Azevêdo reúne comissão de transição e projeta mexidas no secretariado

Trabalho será coordenado por Gilmar Martins, atual controlador-geral do Estado

João Azevêdo falou sobre as propostas para o governo durante entrevista à CBN. Foto: Aline Oliveira

A primeira reunião da comissão de transição do governo do Estado vai acontecer na próxima semana. O grupo está sendo coordenado pelo controlador-geral do Estado (CGE), Gilmar Martins. Durante entrevista à CBN Paraíba, nesta quinta-feira (25), o governador eleito João Azevêdo (PSB) explicou que serão levantados todos os dados da atual gestão. “Vamos coletar todas as informações dos programas em andamento e, depois disso, ver o que deve continuar e o que merecerá correção”, explicou. O futuro governador evita informações precisas sobre as mudanças que serão feitas no secretariado.

João Azevêdo explicou que a nova gestão e o perfil do secretariado será o dele. O socialista foi apoiado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) na disputa. Apesar disso, tem o entendimento de que o mentor político dele não poderá compor a gestão. “Ele será um rande conselheiro”, pontua. Havia entre os aliados do atual governador a expectativa de que Coutinho  se tornasse um super-secretário do governo. A pretensão foi exposta por um dos principais aliados, o deputado estadual Adriano Galdino (PSB). O próprio governador Ricardo Coutinho negou esta possibilidade. O mesmo entendimento foi externado por João.

Na entrevista, Azevêdo prometeu governar para todos os paraibanos. Ele disse que convocaria todos os deputados estaduais e federais, além dos senadores, para reuniões voltadas para a defesa dos interesses do Estado. Dentro deste contexto, serão incluídos os oposicionistas. Questionado sobre convites a prefeitos adversários, como Luciano Cartaxo (PV), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, ele disse que estará disponível para receber a todos. “Quem entrar em contato solicitando audiência, será recebido por mim”, ressaltou.

Segurança

Durante a entrevista, um ouvinte procurou saber que nota o governador eleito daria para a segurança pública no estado. João Azevêdo ressaltou avanços no que diz respeito aos investimentos em segurança, bem como na redução do índice de letalidade. Apesar disso, houve o reconhecimento de que é preciso melhoras. Por conta disso, a nota atribuída ao setor, na Paraíba, pelo futuro governador foi um oito.

Conta de Luz

João Azevêdo prometeu cumprir a promessa de baixar a conta de energia elétrica ainda em janeiro do próximo ano. Questionado sobre o impacto da renúncia fiscal, ele se resumiu a dizer que os cálculos foram feitos e que cabem na Lei Orçamentária Anual 2019 enviada para a Assembleia Legislativa. A promessa é que os descontos valham para quem consome até 90 kw/h.

Reajuste para os servidores

O governador eleito respondeu também a pergunta a respeito de reajuste para os servidores. Ele alegou que tudo vai depender da arrecadação do Estado. “Que gestor não gostaria de dar reajustes para os servidores públicos?”, ressaltou.

João Azevêdo cria comissão para a transição de governo

Perfil desejado para a nova equipe será o mesmo do atual, mas haverá mudanças

João Azevedo participa de carreata durante a campanha ao lado de Ricardo. Foto: Divulgação

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), está organizando a transição para o próximo governo. Apoiado pelo atual mandatário, Ricardo Coutinho (PSB), o socialista criou uma comissão de transição. A ideia tem sido observar o que deu certo e fazer eventuais correções de rumo onde for necessário. O foco principal, ele reforça, será seguir o plano de governo registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A redução da conta de luz, prometida durante a campanha, será uma das prioridades. A outra será a ampliação das escolas em tempo integral.

Sobre o secretariado, Azevêdo reconhece que vai haver mudanças, mas evita se estender no assunto. Garante que o perfil da equipe será o mesmo, mas alguns já manifestaram a intenção de sair. Haverá mudanças também com base em critérios técnicos. “Quero ter uma equipe que consiga combinar capacidade técnica e política”, ressaltou. João Azevêdo ganhou a eleição para o governo do Estado ainda no primeiro turno. O segundo colocado nas urnas foi Lucélio Cartaxo (PV), seguido de José Maranhão (MDB), Tárcio Teixeira (Psol) e Rama Dantas (PSTU).

 

 

 

João Azevêdo investiu R$ 3,86 por cada voto recebido nas eleições para o governo

Números ainda podem ser alterados por causa do prazo para a prestação de contas nas eleições deste a

João Azevedo participa de carreata durante a campanha ao lado de Ricardo. Foto: Divulgação

O governador eleito da Paraíba, João Azevedo (PSB), investiu o equivalente a R$ 3,86 por cada voto conquistado nas urnas, neste ano. O levantamento tem como base o total de despesas contratadas  pela coligação. Ao todo, ele contratou despesas de R$ 4,3 milhões e conquistou 1.119.758 votos nas urnas. Os números ainda são parciais, já que os partidos e coligações têm até 30 dias após o final do primeiro turno para apresentar a prestação de contas final. O socialista foi eleito ainda no primeiro turno e contou para isso com o apoio do governador Ricardo Coutinho (PSB). A soma dos gastos contratados por todos os postulantes passa de R$ 10,1 milhões. O montante é bem mais baixo do que o de quatro anos atrás, quando se gastou mais de R$ 40 milhões na eleição.

Veja o relatório dos gastos:

João Azevêdo (PSB)
Total de despesas contratadas: R$4.324.270,47
Votos conquistados: 1.119.758 votos
Casa voto custou R$ 3,86

Lucélio Cartaxo (PV)
Despesa contratada: R$2.407.512,42
Votos conquistados: 450.525
Cada voto custou: R$ 5,34

José Maranhão (MDB)
Total de despesas contratadas: R$3.455.710,36
Votos conquistados: 335.604
Cada voto custou: R$ 10,29

Tárcio Teixeira (Psol)
Total de despesas contratadas: R$2.777,90
Votos conquistados: 15.522
Cada voto custou: R$ 0,17

Rama Dantas (PSTU)
Despesa contratada: R$997,16
Votos conquistados: 3.146
Cada voto custou: R$ 0,31

Apesar do sucesso eleitoral, os gastos de Azevedo estão longe de ser os maiores na atual disputa eleitoral. O senador José Maranhão, por exemplo, investiu R$ 10,29 por cada voto recebido. Foram declaradas despesas contratadas de R$ 3,4 milhões para uma singela conquista de 335.604 votos, muito abaixo que o necessário para chegar ao desejado segundo turno. O terceiro colocado nos gastos para a eleição deste ano foi Lucélio Cartaxo (PV). Ele investiu R$ 5,34 por voto e ficou em segundo lugar na votação final das eleições. Ele conquistou 450.525 votos.

No quesito economia ninguém bate Tárcio Teixeira (Psol). Ele ficou em penúltimo lugar na corrida eleitoral, com o singelo gasto de R$ 0,17 por votos conquistados. As urnas revelaram uma votação de 15.522, pouco mais que o insuficiente para uma vaga na Câmara de João Pessoa. Já Rama Dantas (PSTU), outra recordista na economia, registrou gastos de R$ 0,31. Ela conquistou 3.146 votos nas urnas nas eleições deste ano. 

Desde o início da campanha, candidatos e partidos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral relatórios financeiros a cada 72 horas, contados a partir da data do recebimento da doação financeira. A medida, prevista em lei, é mais uma forma de proporcionar a ampla divulgação dessas informações. A obrigatoriedade de envio do relatório financeiro está associada ao recebimento da doação financeira. Se não houve recebimento de nenhum valor, não há obrigação de encaminhar qualquer informação à Justiça Eleitoral.

Prestação de contas final
As prestações de contas finais referentes ao primeiro turno de todos os candidatos e de partidos políticos em todas as esferas devem ser apresentadas à Justiça Eleitoral até trinta dias depois das eleições.
Havendo segundo turno, candidatos e partidos devem prestar suas contas até vinte dias após o pleito, apresentando a movimentação financeira referente aos dois turnos.

Descumprimento
A eventual ausência de informação sobre doação financeira recebida ou gasto contratado ou a não entrega da prestação de contas parcial será examinada em conjunto com as demais irregularidades de campanha e poderão contribuir, no exame final, para uma eventual manifestação técnica pela desaprovação das contas, parecer a ser apreciado posteriormente pelo relator do processo no julgamento da prestação de contas.