Veja vídeo: ‘Fora Temer’ foi o principal hit do Carnaval 2017

O Carnaval serve, tradicionalmente, para que os brasileiros extravasarem o que estão pensando. As críticas à política, por isso, ganham contornos humorísticos e até dramáticos. Mas neste ano, o buraco foi um pouco mais embaixo. O ‘Fora Temer’, com pedido de impeachment do presidente que substituiu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no ano passado, virou o principal hit da festa. Tudo reflexo da descrença na economia e na política do governo de Michel Temer (PMDB), que, citado na operação Lava Jato, é cercado por auxiliares também envolvidos em escândalos de corrupção. O desemprego forma o tripé da impopularidade. O reflexo disso foi visto nas ruas, enquanto o gestor passou o Carnaval na Base Naval de Aratu, na Bahia.

Confira alguns exemplos no vídeo:

Sede o PMDB é pichada pela terceira vez; já pode pedir música no Fantástico

Depredação PMDB2A sede do PMDB, em João Pessoa, foi alvo do terceiro “ataque” de vândalos desde que teve início o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O último caso aconteceu por volta das 18h deste domingo (4), quando, além das inscrições nas paredes, fazendo referência à “casa dos golpistas”, foram quebrados os vidros da entrada principal. O caso foi denunciado pelo tesoureiro do partido, Antônio Souza. Ele prometeu, ainda, entregar as imagens do circuito interno de TV para a polícia. “Urgente, hoje, por vota das 18h, os vândalos do PT picharam novamente a sede do PMDB Estadual, e, ainda, quebraram os vidros da entrada central”, divulgou o tesoureiro em postagens nas redes sociais.

Os peemedebistas da Paraíba apoiaram integralmente o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na Câmara dos Deputados, Manoel Júnior, Veneziano Vital do Rêgo e Hugo Motta votaram pelo impedimento. O mesmo ocorreu no Senado, quando José Maranhão e Raimundo Lira deram o aval ao afastamento da petista, o que culminou com a posse do presidente Michel Temer, também peemedebista. O caso irritou os petistas paraibanos, ex-apoiadores dos governos do PMDB no Estado. Antônio Souza, talvez por isso, seja direto na acusação aos militantes do partido. É bom um pouco de cautela, já que cabe a quem acusa o ônus da prova. Com três ataques ao prédio, a piada nas redes sociais é que o PMDB já pode pedir música no Fantástico.

PT vai resgatar a campanha pelas “Diretas Já” contra Temer

Executiva do PTA Comissão Executiva Nacional do PT está convocando a militância para uma campanha nos moldes das “Diretas Já”, movimento ocorrido nos últimos anos do regime militar para que as eleições voltassem a ser diretas e não mais ditadas pelo colégio eleitoral. A decisão é um reflexo do impeachment da ex-presidente Dilma Rouseff (PT), que foi considerada culpada pelo Senado da acusação de ter cometido crime de responsabilidade. Ela foi substituída no cargo por Michel Temer (PMDB), tratado pelos petistas na resolução como “usurpador”, “golpista’ e “sem voto”.

“Se antes havia divergências sobre a proposta de antecipação de eleições presidenciais, agora a situação é outra, pois o Estado tem à frente um governo usurpador, ilegítimo, sem votos, com um programa antipopular e antinacional. A recuperação da legalidade e o restabelecimento da democracia, nessas condições, somente se efetivarão quando as urnas voltarem a se pronunciar e o povo decidir os caminhos da Nação. O que exige construir uma ação conjunta e iniciativas práticas com partidos e entidades populares, capazes de mobilizar e dar efetividade a este objetivo rumo à normalização democrática, como a DIRETAS JÁ”, diz a nota.

 

Confira a íntegra da resolução

Manifestantes fazem protesto contra o impeachment em João Pessoa

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tem sido o combustível para a mobilização da noite desta quarta-feira (31), em João Pessoa. Um grupo formado por aproximadamente 300 pessoas se concentrou na Praça da Paz, onde vinha fazendo vigília em prol da petista desde a terça-feira, e de lá seguiu em caminhada rumo à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para encontrar outros manifestantes. Durante a mobilização, foram gritadas palavras de ordem contra o presidente empossado Michel Temer (PMDB). Em frente à universidade houve desentendimento com a Polícia Militar. Os manifestantes disseram ter sido atacados com gás de pimenta. O ato faz parte da mobilização nacional contra o impedimento da presidente.

‘Meia condenação’ de Dilma alimenta tese de golpe

ER_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01308292016A manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff (PT) no momento seguinte à aprovação do impedimento dela pelos senadores vai alimentar a tese de golpe parlamentar, tramado pela trinca Eduardo Cunha (PMDB)/Michel Temer (PMDB)/Aécio Neves (PSDB). A leitura é simples: se o Senado entende que houve cometimento de crime de responsabilidade e que, por isso, a petista não poderia permanecer no comando do país, nada justificaria que ela continuasse habilitada para o exercício de função pública e de poder ser eleita. Muito diferente do que ocorreu com Fernando Collor e uma visível releitura da lei.

O desfecho do processo de impeachment de Dilma sintetiza o que foi toda a caminhada dos debates desde a instalação, na Câmara dos Deputados. Os petistas e a própria ex-presidente se referia ao caso como peça de vingança do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). E eles têm razão. Foi largamente alardeada toda a condução e manobras do peemedebista para que o impeachment ganhasse peso e força para o afastamento da gestora, cujo maior crime em todo o processo foi a falta de habilidade política para sufocar as articulações.

A decisão cria as condições para que Eduardo Cunha, que terá o processo de cassação do mandato votado na Câmara dos Deputados no próximo mês, possa recorrer ao mesmo artifício. Poderá ser afastado do cargo e, mesmo assim, voltar à Câmara dos Deputados em 2019, desde que escape da praticamente certa condenação e prisão. A possibilidade foi alertada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), líder da sigla tucana na Casa, e que é acusado pelos petistas de ser um dos artífices do “golpe”. O fato é que foi aberto um precedente gravíssimo, com potencial de livrar a cara de gente com passado muito sujo.

As votações tiveram placar expressivo, mas destoantes. Para afastar Dilma Rousseff, o resultado foi maior que o esperado. Foram 61 votos a favor e 20 contra. Já a votação que manteve a presidente habilitada foi de 42 a favor, 36 contra e 3 abstenções. Eram necessários dois terços dos senadores que a petista ficasse impedida de exercer funções públicas. “Minha solidariedade à jovem democracia brasileira. Meu inconformismo a tudo que busque golpear essa frágil construção que tanto custou ao Brasil”, disse o governador Ricardo Coutinho (PSB), um dos principais apoiadores da presidente.

O resumo da ópera é que Dilma Rousseff perdeu o mandato por causa da crise econômica revelada após as eleições de outubro de 2014. Além disso, a gestora teve a infelicidade de dar de cara com os escândalos de corrupção atingindo integrantes do governo e do seu grupo político. O fim da história todo mundo sabe. A vantagem em relação a Fernando Collor é que ela sai com todos os direitos inerentes aos ex-presidentes. Terá segurança e pessoal de apoio, já que cumpriu integralmente o primeiro mandato como presidente da República. O impeachment chegou ao fim, mas as polêmicas…

 

Chico Buarque x Kim Kataguiri: se fosse no futebol, seria goleada

ER_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01308292016

Dilma Rousseff deixa a mesa. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Quem dispôs de tempo suficiente para assistir a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (29), no Senado, certamente se surpreendeu com um discurso mais “humano” da gestora conhecida pelo semblante quase sempre duro, de poucos amigos. A petista falou dos momentos mais difíceis da sua vida. Relatou a militância contra a ditadura, o câncer e iminente risco do impeachment. Não chorou, mas em vários momentos embargou a voz ao se confrontar com perguntas mais duras dos adversários. Entre os convidados de gala para a sessão, apoiadores da gestora e adversários que partiram da “insignificância” política para um estrelato sem muita certeza de futuro.

LM_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01008292016

Aliados da presidente Dilma. Crédito: Lula Marques/Agência PT

Do lado da presidente afastada estavam o cantor e compositor Chico Buarque, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Jacques Wagner (Casa Civil), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Miriam Belchior (Planejamento). Do outro, os jovens que encabeçaram os protestos pró-impeachment, a exemplo de Kim Kataguiri, e a advogada Janaína Paschoal, que integrou o grupo que subscreveu o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se para se livrar do impedimento a presidente pudesse recorrer aos apoiadores contra os “adversários” seria uma goleada. Chico com sua influência popular e Lula com a habilidade política incontestável, apesar de estar às voltas com denúncias de tráfico de influência e corrupção.

LM_Julgamento-Impeachment-Dilma-Rousseff-terceiro-dia-segunda-feira_01708292016

Os defensores do impeachment. Crédito: Lula Marques/Agência PT

A defesa da presidente não é simples. Dilma abusou de errar e admitiu os erros nas suas explanações no Senado, nesta segunda-feira. A presidente segue ladeira abaixo o caminho para a saída do poder, dando lugar ao vice, Michel Temer (PMDB), que de tanto as pessoas estarem cansadas da petista, já aceitam, sem muita resistência, entregar o poder a uma figura com postura política questionável. O calvário da presidente tende a chegar ao fim até a madrugada da quarta-feira (31), com pouquíssima possibilidade de escapar da degola. É uma lição para quem almeja o poder.

Dilma embargou a voz ao responder a Cássio sobre impeachment?

A resposta da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao questionamento do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) a respeito de crime de responsabilidade e as causas do impeachment, nesta segunda-feira (29), tem gerado controvérsia. A petista embargou a voz ao falar sobre a pressão das manifestações populares como causa para o seu processo de impedimento? O trecho do depoimento ocorreu por volta dos dez minutos no intervalo do vídeo que mostra a pergunta do parlamentar paraibano. Dilma fala do processo como arma de vingança do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a que, na visão dela, os tucanos se aliaram para dar suporte ao impeachment. Em certo momento, visivelmente emocionada, ela interage com o plenário (não fica claro com quem) e diz “além disso… a vida é assim, senador, dura” e força um sorriso após embargar a voz. Tire suas conclusões.

Lindbergh e Caiado trocam farpas e sobram baixarias no impeachment

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, está acostumado a ver cobra engolindo cobra na corte, onde os debates costumam ser acalorados e cheios de ironias entre suas excelências. Mas nem mesmo isso tem sido o suficiente para aplacar os ânimos no processo do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), fase posterior à pronúncia. As discussões serão retomadas nesta sexta-feira (26), um dia após os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) quase saírem no tapa. Tudo ocorreu após a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ter dito que “Este Senado não tem moral para julgar a presidente Dilma”. Foi advertida por Lewandowski sobre o quanto era “inapropriado” o comentário, mas isso não foi o suficiente.

A reação veio do senador Ronaldo Caiado e gerou um bate-boca sem freio envolvendo Lindbergh e Gleisi de um lado e Caiado e Magno Malta (PR-ES) do outro. “Canalha”, bradou Lindbergh de um lado, em referência ao parlamentar goiano. “Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando, não”, disse Caiado, do outro lado, sobre o petista radicado no Rio. A confusão foi generalizada. Lindbergh disse que vai processar Caiado por por calúnia, difamação e injúria, além de ir ao Conselho de Ética contra o senador. Caiado ainda avalia se vai interpelar o “colega”. No fim da noite, Lewandowski encerrou a sessão e criticou a falta de objetividade nos debates puxados pelos senadores. A expectativa é que a votação seja encerrada no dia 31 deste mês.

Documentário “Impeachment” fecha o sonho petista de “Entreatos”

Reprodução

Reprodução

A notícia sobre o documentário “Impeachment”, que está sendo finalizado pela cineasta mineira Petra Costa, da produtora Busca Vida Filmes, deve encher de melancolia petistas e admiradores do Partido dos Trabalhadores por, no mundo do cinema, simbolizar uma espécie de “fechamento” do badalado “Entreatos”, de João Moreira Salles. Enquanto o segundo retrata a chegada do PT ao poder, com a eleição do ex-presidente Lula, em 2002, o primeiro apresenta o naufrágio do sonho petista, com a descida rampa abaixo, a contragosto, da presidente afastada Dilma Rousseff.

Li sobre o documentário de Petra no blog de Silvio Osias, no Jornal da Paraíba. Ele comentou, com algumas discordâncias, conceitos abordados pela diretora do premiado documentário Elena. À revista Veja, Petra disse que iniciou o projeto em 13 de março deste ano, quando começou a filmar as manifestações de rua que pediam a saída da presidente (estas muito menores que as do ano passado). Registrou imagens em Brasília, Rio, São Paulo, Teresina, Recife, Juazeiro, Ouro Preto e Curitiba. Não há certeza, ainda, sobre a qualidade da produção. Vinda de uma cineasta premiada, há esperança de ser bom. Já Entreatos é uma referência.

O filme de João Moreira Salles é primoroso, apesar de hoje despertar melancolia nos expectadores. Nas imagens, captadas entre 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, aparecem figuras proeminentes do petismo que anos depois viveram a desgraça política ou mesmo foram presas. Estrelas como José Dirceu e José Genoíno conheceram o cárcere após longos processos e denúncias de corrupção. Outras como Luiz Gushiken (já falecido), Antônio Palocci, Guido Mantega, Aloizio Mercadante, Gilberto Carvalho e o próprio Lula passaram a viver às voltas com denúncias de corrupção. Um fim inimaginável naquela campanha.

Fato: o sonho de um governo de esquerda petista, pintado durante as filmagens de Entreatos, virou o pesadelo do Impeachment. Os capítulos de agora são de menos esperança para o partido e o xadrez no final desta história talvez não seja mais o político…

Cartas com ameaças a Cássio foram postadas em Fortaleza

Brasília - O relator, senador Antônio Anastasia e o senadorCássio Cunha Lima, durante sessão da Comissão do Especial do Impeachment do Senado que aprovou o relatório favorável ao prosseguimento do processo e ao julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Antônio Anastasia e o senador Cássio Cunha Lima. Antonio Cruz/Agência Brasil

As duas cartas com ameaças de morte ao senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) foram postadas em Fortaleza, no Ceará. Uma delas foi enviada para o gabinete do parlamentar, em Brasília, e a outra para o escritório de representação, em João Pessoa. Ambas diziam que se ele mantivesse o voto a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), não chegaria vivo ao Natal deste ano. Cássio é líder da bancada tucana na Casa e um dos principais defensores do impedimento da gestora petista.

O senador explicou que o material foi entregue à Polícia Federal e que as investigações dirão se vai ser preciso algum tipo de proteção especial para Cássio Cunha Lima. “Foram duas cartas, postadas de Fortaleza, uma enviada para o gabinete, em Brasília, e outra para o escritório de João Pessoa. A PF irá investigar”, respondeu o parlamentar em mensagem envaida ao blog. Apesar de o conteúdo das duas correspondências serem idênticas, a enviada para Brasília chegou 15 dias.

A presidente Dilma Rousseff é alvo de um processo de impeachment no Congresso por crime de responsabilidade no segundo mandato e a ainda por ter autorizado créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional. Cássio se encontra em Brasília e embarca nesta quinta-feira (11) para João Pessoa.