STJ mantém bloqueio de R$ 5 mi e multa Estado por manobras protelatórias

Corte entendeu que recursos na ação contra PBPrev e IASS foram manobras protelatórias

Benefício deixou de ser pago a partir de 2011, com a posse de Ricardo Coutinho. Foto: José Marques/Secom-PB

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) multou o governo da Paraíba por manobras protelatórias no recurso protocolado contra o bloqueio de R$ 5 milhões para pagar servidores do  Paraíba Previdência (PBPrev) e o Instituto de Assistência à Saúde do Servidor (IASS). A decisão foi tomada pela Segunda Turma do STJ. O relator do recurso foi o ministro Og Fernandes. O colegiado entendeu que não havia irregularidade na decisão proferida pela Justiça. Com isso, foi aplicada multa de R$ 26,2 mil contra o Estado. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (30).

“Dos argumentos trazidos nestes embargos de declaração, observa-se que a parte, de forma absolutamente protelatória, pretende que se reexamine fundamentos trazidos na inicial do requerimento, ao aduzir que ‘o agravo regimental demonstrou sua correta fundamentação ao defender a necessidade da Tutela de Urgência, ante o impacto financeiro em folha de pagamento no montante de R$ 1.311.848,55 (um milhão, trezentos e onze mil, oitocentos e quarenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos), o que pode comprometer todo o orçamento da autarquia recorrente'”, diz, na decisão, o ministro Og Fernandes. A multa deve ser calculada em 2% do valor do dano apontado na decisão inicial.

Há dez dias, o juiz Gutemberg Cardoso determinou a execução de decisão judicial que determinava o bloqueio de R$ 5 milhões do Executivo. O dinheiro seria para o pagamento aos servidores da PBPrev e do IASS que há seis anos brigavam na Justiça para ter de volta benefícios cortados pelo governo do Estado. Além do bloqueio, foi aplicada multa pessoal de R$ 300 mil contra os gestores dos dois órgãos. O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, disse, na oportunidade, que vai recorrer até à Corte de Haia.

O benefício, considerado legal pela Justiçã, foi acertado durante o segundo mandato do governo de Cássio Cunha Lima (PSDB). Como o tucano teve o mandato cassado, a obrigação de pagar o equivalente, em média, a 40% dos salários a mais nos contracheques, foi cumprida por José Maranhão (PMDB). O benefício, no entanto, foi suspenso pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) a partir de 2011. A decisão do titular da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital foi tomada em 2013. Uma série de recursos impetrados pelo governo, no entanto, atrasou a execução. Só agora, nesta segunda-feira (19), a decisão transitou em julgado e a sentença foi proferida.

Confira os argumentos usados pelo Estado na fundamentação do recurso:

1) existem provas inafastáveis nos autos que atestam que essas verbas já foram pagas;

2) mesmo que essa verba fosse devida (que afirmo não ser) esse pagamento teria que ser conforme determina o mandamento constitucional do art. 100, ou seja via precatório”.

 

Aliados de Cartaxo dizem que movimentação de Romero fortalece grupo de Ricardo Coutinho

Nas contas do bunker “cartaxista”, pólo político não tem mais Campina Grande como centro

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

As declarações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) de que a gestão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), o credencia para disputar o governo gerou desconforto na base aliada. As críticas vêm justamente de pessoas próximas ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Os dois disputam a indicação dos partidos de oposição para concorrer à sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB). Está em jogo o aval de PSD, PSDB e PMDB. O movimento deles, no entanto, tem apontado para a iminência de um racha. Questionado frontalmente, Cartaxo nega desconforto. Diz que não é candidato e que o tema será discutido no momento próprio. Seus aliados, no entanto, expõem visão diferente.

“Esse papo de que as lideranças de Campina Grande estão fechadas com a candidatura de Romero Rodrigues, que a cidade precisa ter um nome para a disputa é ultrapassado. Só beneficia o grupo de Ricardo Coutinho. Cássio errou em 2014, achando que ganharia fácil. Ele admite isso hoje. E erra de novo ao achar que o outro lado não terá ninguém para a disputa”, disse, em reserva, um dos aliados mais próximos do prefeito Luciano Cartaxo. O pessedista, assim como Romero Rodrigues, tem usado os dias de folga para se reunir com prefeitos. Desde o início do ano, foi a pelo menos 20 cidades e se reuniu com nada menos que 40 prefeitos paraibanos. A maioria deles integrante de partidos da base aliada. Muitos, inclusive, também tiraram fotos ao lado de Romero.

O grupo de Luciano Cartaxo traça a estratégia de ampliar as visitas a cidades do interior. Eles fazem a seguinte conta: o prefeito de João Pessoa tem grande aceitação na Região Metropolitana, por causa da reeleição na capital, e ainda possui raízes no Sertão. Apesar de radicado na capital, onde construiu a sua carreira política, Cartaxo é natural de Sousa. O gestor, inclusive, costuma lembrar que o último prefeito sertanejo da Paraíba foi Antônio Mariz, falecido em 1995, pouco depois de tomar posse. O bunker pessedista ressalta também que desde a eleição de Ricardo para o governo, a população de João Pessoa se afeiçoou com candidaturas da capital. Eles pretendem investir nesse filão.

Há sinais apontam para a rota de colisão entre os grupos de Cartaxo e Cássio, apesar das negativas. Um deles foi a agenda colada do presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, com o prefeito Romero Rodrigues. Eles foram juntos a duas cidades recentemente. O fato causou desconforto entre os pessedistas da capital. Cartaxo, vale ressaltar, não foi convidado por Romero para o São João de Campina Grande, o que aprofundou o fosso. Rômulo, por outro lado, demonstra irritação com as queixas. Ele lembra a história de proximidade que tem com Romero, desde o início da vida política. Diz ainda que a prioridade do seu partido é o apoio à candidatura de Cartaxo. “Que partido não quer um candidato ao governo?”, diz.

Gouveia diz que tem trabalhado para fortalecer o nome de Cartaxo. O parlamentar critica a posição de aliados do prefeito que têm, na visão dele, atrapalhado mais que ajudado. “Fazendo isso, eles mais dividem que unem”, ressaltou. Alheio às queixas dos pessedistas, Romero Rodrigues tem partido em busca de apoios. Na agenda de visitas a prefeitos, posou para fotos na semana passada ao lado do prefeito de Piancó, Daniel Galdino, do mesmo partido de Cartaxo. Ele esteve na festa de Santo Antônio, festejo para o qual o prefeito da capital foi chamado e não pode comparecer. De fato, olhando os últimos acontecimentos, fica claro que o grupo coeso das eleições de 2016 precisa discutir a relação ou vai se esfacelar.

 

Governista defende Lígia Feliciano para a disputa da sucessão de Ricardo

Arthur Filho diz que não há queixas sobre a fidelidade da pedetista

Arthur Filho diz que o governador Ricardo Coutinho será candidato ao Senado. Foto: Nyll Pereira/ALPB

O deputado estadual Arthur Cunha Lima Filho (PRTB) iniciou um movimento ainda ignorado pelos governistas. Ele defendeu o nome da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) para a disputa da sucessão do governador Ricardo Coutinho. O cálculo é simples: o socialista terá que renunciar ao cargo, em abril do ano que vem. E quem, além da sucessora, com a caneta na mão, terá mais legitimidade para a disputa? A tese foi apresentada no fim de semana, durante entrevista à rádio Talismã, em Belém. “Defendo e levanto a bandeira de que a candidata do nosso grupo político seja a vice-governadora Lígia Feliciano. É um nome correto, pessoa leal, pessoa preparada, uma médica, e que não deu motivo para desconfiança”, disse.

Athur Filho disse não acreditar na permanência de Ricardo no governo até o fim do mandato. Para ele, o governador vai renunciar ao mandato em abril para disputar vaga no Senado. O deputado, por isso, acredita que Lígia seja o nome ideal para enfrentar o candidato das oposições. Questionando, ele disse não acreditar em reaproximação de Ricardo com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). “Os discursos que vimos ouvindo de Cartaxo, de Romero Rodrigues (prefeito de Campina Grande) e do próprio (senador) Cássio Cunha Lima é de que as oposições vão marchar unidas”, ressaltou o parlamentar.

Há muitas interrogações ainda em relação a quem será o candidato apoiado por Ricardo Coutinho em 2018. O presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), partiu na frente, mas perdeu força. Ele decidiu disputar vaga na Câmara dos Deputados. O nome da vez é o do secretário de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo. Não há consenso, no entanto, de que ele seja o escolhido. O nome de Lígia Feliciano, porém, ganha força justamente pela caneta. Caso ela esteja no poder no período eleitoral, será muito difícil o grupo trabalhar contra a reeleição da pedetista. Pelo menos não sem risco de um abraço de afogados.

Em meio a rusgas entre Cartaxo e Romero, aliados pedem paciência

Daniella Ribeiro e Rômulo Gouveia veem dedo governista na discórdia

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

Os partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) têm demonstrado preocupação com o futuro eleitoral do grupo. A pseudo vantagem eleitoral, por, na avaliação deles, ter os melhores nomes para a disputa, corre o risco de ruir. O ponto de preocupação diz respeito ao recente tensionamento entre os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande. Ambos trabalham para a disputa das eleições em 2018. Ambos, também, buscam apoio na mesma trincheira para a disputa. “Se não houver um mínimo de entendimento, para que não haja separação, o futuro deixa de ser promissor”, diz a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP).

A mesma preocupação foi manifestada, nesta quarta-feira (14), pelo deputado federal Rômulo Gouveia (PSD). O parlamentar, também dirigente estadual da sigla pessedista, aponta os governistas como responsáveis pelas rusgas. Apesar disso, é inegável que as agendas casadas de Rômulo com Romero têm gerado polêmica entre os aliados de Cartaxo. O temor desenhado é o de que o prefeito chegue a 2018 e não tenha legenda para a disputa. Isso fez com que crescesse o movimento para que o prefeito mude de partido. Uma grande bobagem, segundo Rômulo. Na visão dele, a discórdia é construída nos bunkers dos aliados do governador Ricardo Coutinho.

“Eu já falei com Luciano Cartaxo e com Lucélio Cartaxo (presidente do PSD de João Pessoa). Eles sabem da disposição do partido de apoiar uma candidatura própria do PSD”, ressaltou Gouveia. Ele alega que a proximidade com Romero Rodrigues sempre existiu. Os dois foram contemporâneos na Câmara de Vereadores. Ambos também foram deputados estaduais e deputados federais. Sobre 2018, o parlamentar reconhece que é lícito tanto Cartaxo percorrer o estado em busca de votos, quanto Romero fazer esse papel também. “O que não pode é haver intriga”, ressalta o mandatário da sigla pessedista.

Os prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo têm percorrido o Estado em busca de apoios. O campo fértil para as visitas têm sido cidades comandadas por siglas da oposição, a exemplo de PSD, PSDB, PP e PMDB. Para Daniella Ribeiro, o caminho é os dois construírem pontes e distensionarem o discurso. “A briga só beneficia o nome a ser indicado pelo governador”, ressalta.

Lígia Feliciano assume o comando do governo e fica no cargo até sábado

Ricardo Coutinho viajou para a Argentina, onde divulga o destino Paraíba

Ricardo Coutinho passa o cargo para Lígia Feliciano, mas sem solenidade formal. Foto: Júnior Fernandes

A vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) assumiu o comando do governo da Paraíba nesta terça-feira (13). Ela ficará no cargo até sábado (13), em substituição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista cumpriu agenda em Brasília, nesta terça, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e, em seguida, viajou para a Argentina. O governador vai participar, em Buenos Aires, da campanha de divulgação do destino Paraíba. O gestor participará, no país vizinho, da cerimônia de lançamento do voo Gol Linhas Inteligentes entre Buenos Aires e João Pessoa. A opção estará disponível a partir do dia 1º de julho.

Os representantes da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) embarcaram no último domingo (11) para Buenos Aires. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto Castro Pinto possui todas as condições técnicas e de logística para receber voos internacionais. No dia 1º de julho vai acontecer o “batismo” da aeronave que pousará com os primeiros turistas argentinos. O voo vai sair de Buenos Aires às 12h35, com chegada na capital paraibana prevista para às 17h35. O retorno à Argentina com passageiros paraibanos está previsto para às 18h35 do mesmo dia, fazendo uma escala em Maceió (Aeroporto Zumbi dos Palmares), com chegada prevista para às 0h50 do dia 2 (madrugada).

A presidente da PBTur, Ruth Avelino, informa que os passageiros do voo inaugural serão recebidos com muito forró pé de serra, com apresentação do Grupo Folclórico do Sesc e receberão um kit com material institucional sobre os destinos turísticos da Paraíba.

Campanha publicitária

Durante o evento na embaixada brasileira vai ser realizado um workshop entre os hoteleiros da Paraíba e os agentes de viagens e operadores de turismo da Argentina, como forma de negociar tarifas e promoções. Em seguida, será feita a apresentação do Destino Paraíba, através de vídeos e palestras para os participantes, que também inclui a imprensa portenha. Ruth Avelino disse que para implementar a divulgação do voo junto ao público argentino foi criada uma campanha publicitária para outdoor, rádio e Internet.

“A Paraíba e João Pessoa ainda não são muito conhecidas na Argentina. Essas ações precisam ser constantes para garantir o sucesso do voo, assim quem sabe, na alta estação possamos ter mais uma frequência ligando Buenos Aires, ou outra cidade da Argentina, à nossa Capital”, afirmou a executiva paraibana.

Cássio diz que Romero se credencia para disputar o governo

Senador lembrou do caminho trilhado por ele e pelo pai para chegar ao Palácio da Redenção

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), corre o risco de acordar, nas eleições de 2018, sem o desejado apoio do PSDB. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) fez uma análise no fim de semana na qual apontou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (do mesmo partido), como opção para a disputa. Cunha Lima lembrou que foi a gestão dele, à frente da prefeitura, que pavimentou sua candidatura ao governo do Estado. “Foi assim também com o meu pai”, ressaltou, em referência ao ex-governador Ronaldo Cunha Lima, este último já falecido.

As declarações de Cássio chegam na hora em que o prefeito de Campina Grande tenta se colocar como opção para a disputa. Dos partidos situados nas oposições, o PSDB surge com duas opções (Romero e Cássio). Já o PSD surge com Luciano Cartaxo como nome de consenso, apesar de muitos aliados do pessedista estarem desconfiados com o partido. Eles alegam que Rômulo Gouveia, presidente da sigla, mantém grande proximidade com o grupo de Cássio Cunha Lima. Outro nome lembrado para a disputa é o do senador José Maranhão (PMDB).

A defesa feita por Cássio, no entanto, é que o grupo esteja unido para a disputa das eleições de 2018. Essa união, no entanto, não será facilmente concretizada.

Tragédia no Lar do Garoto: governo lamenta mortes, se defende e acusa o Judiciário

Auxiliares do governador Ricardo Coutinho cobram fim da “hipocrisia”

Mães se concentram em frente ao Lar do Garoto. Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco

O governo da Paraíba divulgou nota neste domingo (4) para se defender das acusações de omissão na tragédia ocorrida no Lar do Garoto, em Lagoa Seca. Sete internos foram mortos, dois internados e 17 fugiram durante a madrugada deste sábado, após um tumulto provocado por facções rivais. O presidente do Tribunal de Justiça, Joás de Brito, divulgou nota lamentando o ocorrido. Em carta, pelo menos 35 juízes de execuções penais criticaram o Estado pelo que chamaram de omissão no trabalho de reeducação dos internos. O governo, um dia depois do ocorrido, divulgou nota na qual lamenta as mortes, fala das ações desenvolvidas e cobra a parcela de culpa que diz ser do Judiciário.

Por fim, longe do debate reducionista que venha a ser apresentado, o governo se solidariza com as famílias das vítimas da rebelião causada após contenção de fuga na unidade e reafirma seu compromisso em continuar lutando pela garantia de oportunidades para nossas crianças e jovens. Com clareza e coragem. E sem hipocrisia.”

Confira os argumentos do Estado:

Nota oficial

O Governo do Estado da Paraíba vem a público lamentar o ocorrido na unidade Lar do Garoto, neste sábado (3), e informar que tomará todas as providências cabíveis para apuração exata de todo o fato e, consequentemente, punição, no âmbito administrativo, dos responsáveis por eventuais omissões, negligências ou excessos.

No entanto, não admitirá que instituição alguma se revista do direito absoluto da verdade e possa apontar o dedo acusatório sem antes mesmo olhar-se no espelho.

Este é um problema que chama todas as instâncias de poder à responsabilidade, incluindo o Poder Judiciário, que tem a obrigação, por exemplo, de respeitar os prazos para liberação dos menores infratores com internações cumpridas, combatendo a superlotação nesta e em outras unidades.

A Unidade Lar do Garoto oferece aulas, atividades ocupacionais e profissionalizantes (pastelaria, confeitaria, confecção de sapatos, bombeiro hidráulico), inclusive em parceria com o Ministério Público do Trabalho. Existem, no entanto, dezenas de pedidos de liberação sem apreciação por parte do Judiciário. E internos que já ultrapassaram o tempo legal de internação.

Mesmo assim, o Estado não foge às suas responsabilidades e não busca, na tentativa de esconder as próprias carências, transferir exclusivamente para um ou outro poder ou segmento as causas de um problema que é bem mais complexo.

A questão da vulnerabilidade dos jovens é um problema que demanda esforços de todos os entes federados, desde a União, com uma política nacional sólida, até, e principalmente, aos municípios, que deveriam contribuir com uma política profunda nos campos da educação, esporte, cultura e lazer.

Este, por sua vez, é um governo que já entregou e está construindo escolas técnicas estaduais profissionalizantes; que já entregou mais de 2.500 novas salas de aulas, muitas delas em escolas cidadãs integrais; que construiu centros de convivência coletiva como o Parque Bodocongó, em Campina Grande, além de centros esportivos como a Vila Olímpica, em João Pessoa; que forma centenas de crianças e adolescentes no Programa de Inclusão Através da Músicas e Artes (PRIMA); que já enviou adolescentes das escolas públicas para intercâmbio no Canadá, entre tantos outros programas e ações, e que foi o único estado do Brasil a reduzir por cinco anos seguidos o índice de homicídios.

Por fim, longe do debate reducionista que venha a ser apresentado, o governo se solidariza com as famílias das vítimas da rebelião causada após contenção de fuga na unidade e reafirma seu compromisso em continuar lutando pela garantia de oportunidades para nossas crianças e jovens. Com clareza e coragem. E sem hipocrisia.

Rômulo nega que Cartaxo precise de plano “b” e garante legenda para ele em 2018

Prefeito trabalha para construir uma candidatura ao governo do Estado

Luciano Cartaxo foi referendado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Francisco França

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) reagiu às especulações de que o prefeito Luciano Cartaxo, do mesmo partido, esteja articulando um plano “b” para as eleições do próximo ano. Aliados do gestor, em reserva, revelam que o PMN será o caminho dele, caso se perceba risco em uma candidatura ao governo do Estado pela sigla pessedista em 2018. O primeiro passo para esta medida foi a filiação do secretário de Gestão Governamental e Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa, Zennedy Bezerra, à nova sigla. As conversas são para que ele, listado entre os aliados de primeira hora do prefeito, assuma o comando estadual do partido.

As especulações de bastidores, no Paço Municipal, são de que a proximidade de Rômulo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) faria com que ele não pestanejasse em escolher o tucano em detrimento do prefeito em caso de uma candidatura ao governo. “A candidatura de Luciano Cartaxo ao governo do Estado é uma prioridade do PSD nacional, não apenas da Paraíba”, assegurou Rômulo Gouveia. Ele assegura só dependerá do prefeito decidir se será candidato. “Qual partido não quer ter um governador? Lógico que uma candidatura de Cartaxo ampliaria a possibilidade de elegermos uma bancada para a Assembleia Legislativa e reforçaria também nossas candidaturas estaduais”, enfatizou.

PMN

A ida de Zennedy Bezerra para o PMN, segundo aliados, faz com que o prefeito tenha um partido para chamar de seu. O convite para a vinda do auxiliar direto do prefeito foi feito por Lídia Moura e Bala Barbosa, as duas principais lideranças da sigla no Estado. Segundo Barbosa, o PMN da Paraíba vem trabalhando para promover uma renovação em seus quadros de filiados, com o objetivo de fortalecer sua atuação no Estado. “Zennedy é uma liderança comprometida com mudanças profundas que estão ocorrendo na política de João Pessoa e da Paraíba. Acompanhamos de perto o trabalho que ele vem realizado na gestão do prefeito Luciano Cartaxo. Os dois construíram uma trajetória juntos, desde a Câmara Municipal”, disse Bala.

“Agora, estamos trabalhando para convencer Zennedy a assumir o comando do nosso partido na Paraíba. Esse é um passo extremamente importante para consolidarmos o crescimento do PMN na Região Metropolitana e no Interior, preparando-o para chegar ao processo eleitoral de 2018 com uma base mais robusta. Estamos aprofundando o diálogo interno sobre isso e queremos concluir os entendimentos com o secretário nos próximos dias”, ressaltou Bala Barbosa, salientando que Lídia Moura defende uma renovação na direção.

 

Galdino diz que Ricardo “elegerá” sucessor e será “supersecretário” do governo

Socialista acredita que o governador não vai disputar cargos em 2018

Ricardo Coutinho (D) durante transmissão de posse para Adriano Galdino (E) em solenidade no Palácio da Redenção. Foto: Francisco França

O ninho socialista tem acalentado uma nova tese sobre as eleições de 2018. Por ela, o governador Ricardo Coutinho (PSB) não se afastará do mandato para disputar o Senado e concluirá o mandato. Mas não apenas isso. O plano não prevê a possibilidade de derrota. Ele elegerá o sucessor, seja lá quem for, e será o supersecretário da próxima gestão, para dar continuidade “às conquistas” do atual governo. O porta-voz da estratégia foi o deputado estadual Adriano Galdino (PSB), que faz a ressalva: “essa é uma tese minha”. O parlamentar, no entanto, admite que não há ainda nome de consenso para a disputa. “Temos vários”, ele assegura.

“(Ricardo Coutinho) Será o supersecretário. Ele será o fiador da próxima gestão. Ele vai colocar alguém da sua inteira confiança para ser o novo governador da Paraíba, para continuar a sua gestão administrativa e o governador será o secretário desta gestão, quem sabe. E nesta condição será o supersecretário, terá condições de manter, de avaliar, as questões políticas de hoje para ser continuada na próxima gestão”, destacou Adriano Galdino, dando a entender que o sucessor do governador, caso seja eleito dentro do grupo, terá papel figurativo, já que a prioridade será manter as conquistas e o modo de governar de Ricardo Coutinho.

O papel de supersecretário é ocupado hoje, no governo da Paraíba, por João Azevedo. Ele comanda a pasta de Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Azevedo também é o principal nome lembrado para a disputa e, portanto, nas contas socialistas, a trocar de lugar com Ricardo Coutinho. Perguntar não ofende: o atual mandatário vai despachar, a partir de 2019, na Secretaria de Infraestrutura ou no Palácio da Redenção?

Gervásio mantém agenda ‘colada’ com Ricardo, mas garante interesse na Câmara

“Siameses” – Sintonia com Ricardo eleva especulações sobre disputa do governo

Ricardo Coutinho e Gervásio Maia compartilham agendas no interior do Estado. Foto: Divulgação/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Gervásio Maia (PSB), tem procurado, cada vez mais, aliar a sua agenda política de compromissos pelo interior do Estado com a do governador Ricardo Coutinho (PSB). O deputado estadual tem insistido em manter a imagem ligada ao chefe do Executivo, estimulando rumores de que será mesmo o candidato socialista nas eleições de 2018, mesmo depois de reafirmar que a sua pretensão é conquistar uma das 12 vagas de deputado federal pela Paraíba.

E, no último final de semana, não foi diferente. Gervásio Maia participou de uma série de eventos ao lado de Ricardo Coutinho (PSB), no Brejo paraibano. No sábado (26), esteve em Guarabira participando da entrega do Condomínio Cidade Madura, também visitou a obra do contorno viário João Pedro Teixeira, entregou obra viária no bairro do Nordeste e participou da plenária do Orçamento Democrático Estadual.

As imagens encaminhadas pela assessoria do parlamentar mostram sempre a presença de Gervásio ao lado de Ricardo. O mesmo é demonstrado nos releases repassados à imprensa, apresentando uma espécie simbiose entre os discursos, ora com o parlamentar enaltecendo as ações governamentais, ora o governador reafirmando a fala do presidente do Poder Legislativo e destacando a harmonia entre os dois poderes.

Entrevista

Em seguidas entrevistas à imprensa, Gervásio tem reafirmado que o seu interesse é a Câmara Federal. “Não estou revendo (a decisão de ser deputado federal), continuo na mesma linha, pois, se você não tiver foco, você não avança e o nosso foco é de uma candidatura proporcional”, disse o deputado em entrevista na última quinta-feira (25), na ALPB. Porém, o deputado transparece, na mesma fala, que ainda não há nada certo e que tudo pode mudar. “Deus é quem sabe do nosso futuro, vamos trabalhar, vamos nos dedicar, o ano de 2017 é de muitos desafios, sobretudo, na situação em que o país vive. Em 2018 agente discute eleição”.

Gervásio Maia também tem evitado comentar sobre outros filiados do PSB especulados como postulantes ao Governo do Estado. “Em respeito aos paraibanos, a discussão dos nomes vai ficar para 2018. Não é hora para isso, esse momento é de mostrar serviço, a responsabilidade nossa, enquanto integrante do PSB é de, lá na frente escolher um nome que possa dar continuidade a um projeto que por onde eu ando é reconhecido, de trabalho pela Paraíba”, disse o presidente da ALPB, ao ser questionado sobre a possibilidade do deputado Buba Germano (PSB) ser o candidato a sucessor de Ricardo Coutinho.

Por Ângelo Medeiros, do jornaldaparaiba.com.br