Governo Temer paga R$ 65 mil a youtuber que ataca gays, nordestinos e negros

Lukas Marques (E) postou frases racistas, homofóbicas e de ódio aos nordestinos. Foto: Reprodução/Youtube

O que tem a ver R$ 65 mil dos cofres do governo federal com uma propaganda disfarçada feita a pedido do Ministério da Educação e uma série de flagrantes de preconceito racial, homofobia e ataques aos nordestinos? Se a resposta for o youtuber Lukas Marques, um dos integrantes do canal “Você Sabia?”, a resposta tudo é a mais correta. O “garoto propaganda” contratado para defender o Novo Ensino Médio é o mesmo que usou sua conta pessoal no Twitter proferir contra minorias. Com a repercussão negativa do caso, o rapaz apagou as postagens feias entre 2011 e 2014, mas o site Sensacionalista recuperou os prints e os disponibilizou para os internautas.

“Quem gosta de pica eh viado… mulher gosta eh de dinheiro”, diz uma das postagens, enquanto outra diz que o “Nordeste todo elegeu a Dilma pq pensa com a barriga e não com cabeça”.  “Não sou racista… Só acho que os pretos poderiam se fuder mais…” e por aí vai. Lukas Marques divide a bancada no programa com Daniel Molo no canal Você Sabia?, que tem, acreditem, mais de 7 milhões de inscritos. Marques publicou mensagem no Twitter pedindo desculpas pelas declarações e alegou que não pensa tal qual se expressou nas redes sociais. Prometeu ainda melhorar o conteúdo das suas postagens no YouTube.

Sobre a matéria da Folha de São Paulo que denunciou o pagamento por propaganda disfarçada, o grupo publicou nota nas redes sociais garantindo ter deixado claro desde o início, no vídeo, que a postagem se tratava de publieditorial. O que, convenhamos, assistindo ao vídeo não dá para perceber. “O vídeo que publicamos tem, desde o dia do seu lançamento, a sinalização de que é um Publieditorial, tanto na descrição do vídeo quanto a marcação na ferramenta do YouTube que mostra que ele é uma ação publicitária. Essa é uma preocupação que temos em todas as campanhas e segue as normas do CONAR, que regulamenta a publicidade no Brasil”, diz a nota.

Confira as postagens

 

Governo discute gestão e cobrança de tarifa por água da transposição

O governador Ricardo Coutinho (PSB) participou de reunião nesta quarta-feria (15), em Brasília, para discutir a gestão das águas da transposição. A principal preocupação dos gestores nordestinos diz respeito à cobrança da tarifa, que ficará a cargo dos governos estaduais. Além de Coutinho, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), também participou do encontro com os ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e da Casa Civil, Eliseu Padilha. As águas da transposição vão beneficiar os estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Um dos consensos repassados pelos ministros é que o custo do processo de transporte da água será repassado à população. “Estamos discutindo para que a tarifa seja a menor possível e que haja pouco impacto na vida do cidadão”, explicou o secretário de Infraestrutura, dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo. Outra reunião foi marcada para o início do próximo mês e a perspectiva, ainda de acordo com o secretário, é que esta seja a derradeira, na qual os representantes dos governos estadual e federal cheguem a um acordo final. A previsão é que as águas da transposição comecem a chegar neste semestre aos municípios paraibanos.

O governador Ricardo Coutinho esteve acompanhado na reunião do secretário da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, e do secretário Executivo da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga. “Fizemos mais uma rodada para decidir o modelo de gestão, a forma de cobrança da tarifa da transposição e as garantias que são exigidas pelo governo federal para que possamos colocar o sistema em operação”, explicou o secretário João Azevedo, após o encontro. Durante a reunião, Ricardo e os demais governadores entregaram aos ministros Eliseu Padilha e Helder Barbalho uma carta com 12 tópicos, com pleitos, sugestões e recomendações sobre a transposição das águas do Rio São Francisco.

 

Pesquisa CNT/MDA: avaliação de Temer piora e população reprova segurança

Michel Temer

A avaliação pessoal do presidente Michel Temer (PMDB) teve queda nos últimos quatro meses, de acordo com a pesquisa CNT/MDA. A consulta realizada entre os dias 8 e 11 deste mês e divulgada nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostrou que a avaliação positiva do peemedebista atualmente é de 10,3%, contra os 14,6% aferidos em outubro do ano passado. A pesquisa mediu ainda a expectativa da população em relação ao emprego, à renda, à saúde, à educação e à segurança pública.

Outro ponto mostrado pela pesquisa é o crescimento da avaliação negativa do presidente, que saiu de 36,7% para 44,1% dos entrevistados na pesquisa. A faixa da população que considerava o governo Temer bom caiu de 12,5% para 9,1%. Os que consideram a gestão ótima se restringem a 1,2% dos entrevistados. Em outubro de 2016, 2,1% consideravam o governo ótimo. Por outro lado, os que consideram o governo Temer como ruim subiu de 13,2% para 17,6%. O índice dos que consideram péssimo subiu de 23,5% para 26,5%.

Para a composição da pesquisa foram ouvidas 2.002 pessoas, em 138 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Expectativa (para os próximos 6 meses)

Emprego: vai melhorar: 31,3%, vai piorar: 30,6%, vai ficar igual: 35,9%

Renda mensal: vai aumentar: 23,6%, vai diminuir: 19,1%, vai ficar igual: 53,7%

Saúde: vai melhorar: 25,7%, vai piorar: 34,8%, vai ficar igual: 38,0%

Educação: vai melhorar: 28,9%, vai piorar: 28,0%, vai ficar igual: 40,8%

Segurança pública: vai melhorar: 20,4%, vai piorar: 46,6%, vai ficar igual: 31,6%

 

 

MBL volta às ruas e agora cobra o fim do desarmamento

Brasília – Vestidos com camisetas nas cores verde e amarelo, manifestantes se reúnem em Brasília a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (Valter Campanato/ Agência Brasil)

O Movimento Brasil Livre (MBL) vai promover manifestações em todo o país no dia 26 de março. A convocação foi divulgada pela direção do movimento que, acreditem, revelou dificuldade para fechar uma pauta. O grupo ganhou notoriedade nos últimos dois anos por denunciar corrupção no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula (PT). O tema corrupção, vale ressaltar, foi varrido do mote atual das manifestações, pensadas, segundo os dirigentes, para “para lembrarmos à classe política que O POVO ACORDOU”.

Veja os temas definidos:

  1. Brasil Sem Partido, pois não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm Foro Privilegiado, utilizando-se dele para escapar da justiça;
  2. Não queremos interferência política na Lava Jato, nem tampouco que o Estado nos imponha o desarmamento enquanto os bandidos, armados até os dentes, matam nossos familiares;
    Queremos menos Estado e menos impostos;
  3. Queremos reformas que mudem verdadeiramente o país, com autonomia para os municípios e com flexibilização da CLT e a simplificação tributária;

Mesmo sem falar nas denúncias de corrupção dos agentes que integram o governo do presidente Michel Temer (PMDB), com muitos deles citados na operação Lava Jato, o MBL deixa um recado, se colocando como agente principal do impeachment de Dilma: “É hora de a classe política entender que ou seguem a voz das ruas, ou sofrerão as consequências. O impeachment foi um aviso a todos os políticos”.

Levantamento mostra como Ricardo encareceu a vida dos paraibanos

Os deputados estaduais que integram a oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) têm distribuído com a imprensa um levantamento com o qual dizem que o gestor está “esfolando” o bolso do cidadão paraibano, com o aumento abusivo de impostos e taxas. O processo de elevação de tarifas na Paraíba foi intensificado em 2015, quando estourou a crise econômica nacional. De lá para cá, não faltaram novidades o tratamento tributário do governo em relação a empresas e à população. Quadro distinto do governo federal.

Os aumentos de tributos foram apresentados pelo governador como canal para elevar a arrecadação própria e, com isso, amenizar a paralisação de obras públicas por causa da redução dos repasses federais. O arrocho do governo deu certo, pelo menos em parte. A arrecadação foi elevada, mas não o suficiente para comportar o peso da máquina pública. O Estado descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com o gasto de quase 65% do que arrecada com o pagamento de pessoal, quando o limite máximo permitido é 60%. Se enxugasse os gastos, talvez fossem necessários menos recursos.

O líder da oposição na Assembleia, Tomar Correia Lima (PSDB), tem compartilhado um levantamento que mostra o peso da elevação das alíquotas. Aliada do governador, a deputada Estela Bezerra (PSB) minimiza as acusações. Durante entrevista a uma rádio da capital nesta semana, ela disse que a elevação dos impostos atingem principalmente o setor produtivo, o que não é uma verdade absoluta. Pesam na conta do cidadão, no início do ano, os reajustes no IPVA, ITCD e ICMS, além do aumento na conta de água.

Confira a relação dos reajustes e dê sua opinião:

Ao mesmo tempo que fecha escolas, Ricardo amplia leque de “derrotados” no governo

Reprodução/TSE

Ao mesmo tempo em que fecha escolas e demite professores e diretores para “modernizar” a educação no Estado, o governador Ricardo Coutinho (PSB) continua firme e forte na construção de um guarda-chuvas para abrigar os aliados que tiveram insucesso nas urnas nas eleições deste ano. O Diário Oficial desta quinta-feira (2) traz o nome de Adauto Fernandes (PTB), candidato a vereador de João Pessoa no pleito de 2016 que conseguiu inexpressivos 951 votos. Mesmo assim, por indicação do seu partido, vai ocupar o cargo de Secretário Executivo de Representação Institucional do Estado da Paraíba. O PTB confirmou recentemente a adesão ao governador Ricardo Coutinho.

Fernandes não teve mais votos que o ex-vereador de Campina Grande, Napoleão Maracajá (PCdoB), dono de 3.244 votos no pleito, mas teve mais sorte. Vai ocupar uma secretaria, enquanto Maracajá foi nomeado no mês passado para um cargo de assessoramento. O representativo cargo de Assessor para Assuntos Parlamentares da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido. Deve ter uma utilidade enorme para a sociedade. Mas estes são apenas alguns dos aliados derrotados que encontraram guarida no governo do Estado.

Antes deles, entre muitos outros, o governador Ricardo Coutinho (PSB) abriu espaço para o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS); a ex-prefeita de Cajazeiras, Denise Oliveira (PSB), e a mulher do deputado federal e ex-candidato a prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, Ana Cláudia, que estava na planície desde que deixou o cargo que ocupava na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Os nomes foram divulgados na edição do dia 30 de dezembro do Diário Oficial. Nonato Bandeira, como o anunciado previamente, ocupou o cargo de Chefe de Gabinete do governador Ricardo Coutinho, no lugar do presidente do PSB de Campina Grande, Fábio Maia. Este último, por outro lado, foi para o cargo de Executivo da Secretaria de Planejamento. Bandeira passou a ter ao seu lado Ana Cláudia Vital do Rêgo, na pasta Executiva da Casa Civil, no lugar de Paula Laís de Oliveira Santana. Já Denise Oliveira assumiu o cargo de secretária Executiva do Desenvolvimento Humano. A pasta tem como titular Cida Ramos (PSB), que também foi derrotada nas eleições deste ano, quando disputou a prefeitura de João Pessoa.

Nas escolas

O blog do Rubão, do Jornal da Paraíba, trouxe nesta quarta-feira a história da diretora de uma escola premiada pelo governo do Estado e fechada em seguida pelo mesmo governo do Estado. Trata-se de Ilka Andrade, da Escola Estadual Fenelon Câmara, de João Pessoa. Ela foi demitida depois que a TV Cabo Branco divulgou matéria na última terça-feira denunciando o caso. Confira.

Governo do Estado autoriza reajuste de até 24,9% para o gás natural

Foto: Divulgação/Secom-PB

Os consumidores paraibanos começam o mês de fevereiro com uma notícia nada animadora. O governo do Estado autorizou a PBGás a reajustar o valor do metro cúbico de gás natural em até 24,97%, montante muito superior aos 6,29% do acumulado da inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. A decisão da Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB) foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (1°). O peso maior no reajuste será para os consumidores residenciais.

A reunião que sacramentou o novo reajuste ocorreu no dia 26 de janeiro, com alíquotas diferentes de acordo com o segmento. O reajuste médio foi de 9,01%. De acordo com a decisão, as tarifas terão reajuste de 6,99% para o industrial; 20,83% para o comercial; 24,97 % para o residencial; 9,98% para o Gás Natural Veicular (GNV); 9,96% para o Gás Natural Comprimido (GNC). Já para os Energéticos de Baixo Valor Agregado (EBVA), classes Coque Verde: 13,50%; Briquetes: 13,70%, e Lenha: 13,90%. Para o segmento Geração Distribuída (GD), o reajuste foi de 9,29%. .

 

Pensando na prefeitura: Manoel Júnior é contra candidatura do PMDB ao governo em 2018

Jhonathan Oliveira

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), disse nesta sexta-feira (6) que não é a favor de uma candidatura própria peemedebista ao governo do Estado em 2018. Ele defende que o cenário ideal para o partido é a manutenção da aliança formada no pleito do ano passado, que resultou na eleição dele e de Luciano Cartaxo (PSD), com a presença do PMDB na chapa majoritária.

O nome do arco de partidos (encabeçado por PSD, PMDB e PSDB) mais cotado para a disputa é o do próprio Cartaxo. E a fala de Manoel sinaliza que ele deve trabalhar para o fortalecimento da possível candidatura do prefeito. Pois caso ela seja de fato confirmada, o peemedebista será um dos maiores beneficiários, herdando um mandato de dois anos à frente do Executivo municipal.

Manoel Júnior também se colocou contra qualquer possibilidade do PMDB fechar um acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para o pleito do próximo. Vale lembrar que nomes importantes do partido, como o senador Raimundo Lira, os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo e o deputado estadual Nabor Wanderley, apoiam o socialista.

“Essas pessoas precisam cair a ficha, precisam fazer uma análise do momento, da situação política do Estado e aquilo que o PMDB enfrentou de humilhação por parte do governador e da sua estrutura”, afirmou o vice-prefeito, citando como exemplo as articulações de Ricardo para desidratar a candidatura de Veneziano nas eleições de Campina Grande em 2016.

Dívida da Paraíba com a União chega a R$ 1,1 bilhão, revela Tesouro Nacional

A dívida da Paraíba com a União ultrapassa a casa de R$ 1,1 bilhão, de acordo com levantamento disponibilizado nesta sexta-feira (30) pela Agência Brasil. A planilha elaborada com base em dados do Banco Central revela também que quando somadas as pendências dos 26 estados e do Distrito Federal, chega-se a uma pendência de R$ 468,3 bilhões. Os débitos incluem dívidas das administrações diretas e indiretas, abertas junto a autarquias que dependem financeiramente da União, o que exclui os bancos públicos desta conta.

Atualmente, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os principais devedores do Tesouro Nacional. Juntos, eles somam mais da metade do endividamento dos estados, com dívidas que somam R$ 350 bilhões. Já Tocantins, Rio Grande do Norte e Amapá são os estados menos endividados.

Na última quarta-feira (28), o presidente da República, Michel Temer, sancionou o Projeto de Lei para a renegociação das dívidas dos estados com a União mas vetou artigos, em consequência das mudanças no projeto original, em que os deputados retiraram a parte que trataria de um Regime de Recuperação Fiscal para os estados em pior situação. Dentre os vetos estava a exclusão da contrapartida dos estados, que inicialmente foi proposta como uma condição para a renegociação.

No entanto, foi mantida a renegociação das dívidas por até vinte anos e a suspensão dos pagamentos de financiamentos administrados pelo Tesouro Nacional por até 36 meses. Assim, para os estados aderirem ao plano, terão que apresentar um pacote de medidas austeras ao Planalto e ao Ministério da Fazenda com o objetivo de reequilibrar suas contas.

 

Após recuo do TCU, governo transfere R$ 4,5 bi da repatriação para municípios

Dinheiro vai reforçar o caixa dos municípios no fim de ano. Foto:Daniel Isaia/Agência Brasil

O Tesouro Nacional confirmou ter emitido ontem (29) as ordens de pagamento referentes a R$ 4,5 bilhões para fortalecer as contas dos municípios, após o Tribunal de Contas da União (TCU) recuar de decisão que impedia o repasse do dinheiro.

Os recursos são provenientes das multas pagas por contribuintes que regularizaram ativos mantidos no exterior, no programa que ficou conhecido como repatriação. Apesar de ser depositado hoje (30), os municípios só poderão ter acesso ao dinheiro no dia 2 de janeiro, pois nesta sexta-feira os bancos encontram-se fechados ao público.

Fechamento do orçamento anual

Os prefeitos têm pressa para receber o dinheiro para poder contabilizá-lo ainda nos orçamentos municipais deste ano. Segundo o presidente da FNP, Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte que deixa o cargo no próximo domingo, entre 3 mil e 4 mil municípios não conseguiriam cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal caso não recebessem o reforço de caixa.

Na manhã de ontem (29), representantes da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) foram surpreendidos durante reunião com o presidente Michel Temer, ao serem informados que uma decisão do TCU havia travado o cronogama do repasse.

Em atendimento a uma representação do Ministério Público do Maranhão, o presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, entendeu que a transferência do dinheiro só poderia ser feita em 2017, pelo fato do dia 30 de dezembro ser feriado bancário.

Os prefeitos saíram do Palácio do Planalto diretamente para uma reunião no TCU, na qual pediram a Carreiro que revisse sua decisão. Eles alegaram que, apesar de fechados ao público, os bancos possuem expediente interno, permitindo a movimentação entre contas oficiais. Após um agravo apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro voltou atrás e autorizou a transação.

A AGU argumentou que a não transferência poderia afetar a ordem pública, sob o risco de impedir a continuidade de serviços prestados pelas prefeituras, e acarretaria prejuízo ao cofres da União, pois se o depósito fosse realizado apenas no próximo ano, o governo teria que desembolsar mais R$ 100 milhões a título de juros pelo atraso.