Saiba quem são os políticos paraibanos que mais enriqueceram nas últimas eleições

Ferramenta desenvolvida pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com o laboratório Analytics da UFCG compara declarações de rendimentos dos detentores de mandato

Os eleitores paraibanos terão uma ferramenta de transparência importante para analisar os candidatos nas eleições deste ano. Trata-se do dispositivo que compara os rendimentos declarados à Justiça Eleitoral pelos postulantes. Os dados já podem ser consultados, por enquanto comparando as duas últimas eleições. Eles serão atualizados com as informações de 2018 após os registros das candidaturas. A análise prévia já mostra que, entre os deputados federais, Aguinaldo Ribeiro (PP) foi o que mais conseguiu aumentar o patrimônio entre 2010 e 2014. Ele disputou o último pleito R$ 2,3 milhões mais rico do que quatro anos antes. Neste período, ele alternou momentos como deputado e outros como ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff (PT).

A ferramenta permite observar enriquecimento de governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, além de outros cargos. Entre os deputados federais, o ex-deputado Ruy Carneiro (PSDB) foi o único que empobreceu. Ele declarou patrimônio menor em 2014 que o de 2010. Exatos R$ 338 mil a menos. Já entre os deputados estaduais, Ricardo Marcelo (PP) ficou R$ 3,8 milhões mais rico. Além da política, ele atua também no ramo empresarial. Entre os estaduais, quatro disseram ter ficado mais pobres: José Aldemir, Vitoriano de Abreu, Domiciano Cabral e Caio Roberto. Ricardo Marcelo, vale lembrar, comandou a Assembleia Legislativa neste período e atua também na área empresarial.

A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com Laboratório Analytics da Universidade Federal de Campina Grande. Os dados disponíveis mostram o quadro da Paraíba e de todos os outros estados do Brasil. De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MPPB, Octávio Paulo Neto, a ferramenta contará com os dados de 2018 logo após os registros de candidaturas. O professor da Universidade Federal de Campina Grande, Nazareno Andrade, um dos coordenadores do trabalho, enfatizou o site será disponibilizado também no www.eufiscal.org nos próximos dias.

DEM cobra espaço na chapa de João Azevedo e não vê problema em dividir palanque com petistas

Efraim Filho sai otimista de reunião da executiva nacional que deu autonomia a lideranças para conduzir alianças nos estados

Efraim Filho questiona parâmetros questionados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Foto: Alex Ferreira

Os democratas paraibanos querem espaço na chapa encabeçada por João Azevedo (PSB). O deputado federal Efraim Filho participou da reunião com a executiva nacional do DEM, nesta quarta-feira (25), e recebeu sinal verde para conduzir as aliança no Estado. Havia o temor de que a sigla impusesse a verticalização das alianças. Se isso ocorresse, o caminho certo seria a aliança com o PV de Lucélio Cartaxo. Tudo por causa da participação do PSDB na chapa. Tucanos e democratas têm aliança nacional firmada. O entendimento dos caciques, nacionalmente, no entanto, é que cada um defina o seu destino. “Vamos colaborar com as discussões sobre os nomes que comporão a majoritária e apresentamos o nome de Efraim Moraes como opção”, disse o deputado federal.

Para ter espaço na majoritária, o partido não pretende vetar qualquer nome de outro grupo partidário. Isso por conta da grande chance de uma das vagas para o Senado ser disputada pelo deputado federal Luiz Couto (PT). Os petistas têm imposto resistência à participação em chapas que tenham partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. O DEM está entre os mais combatidos pela sigla do ex-presidente Lula. “Não tralhamos com veto a nenhum partidos ou a nomes”, disse Efraim Filho, assegurando que em nome da Paraíba o partido está disposto a sentar e conversar com qualquer partido. A defesa do nome de Efraim Moraes, segundo os caciques do partido, se dá pela capacidade de articulação dele e por que traria equilíbrio geopolítico à chapa.

Partidos revelam beneficiamento de caciques na distribuição do fundo eleitoral

Apenas 12 das 35 siglas habilitadas a disputar as eleições indicaram como pretendem gastar o dinheiro

Sabe a expressão de que a água só corre para o mar? É mais ou menos isso que os partidos pretendem para as eleições deste ano. Me explico melhor: os caciques políticos serão os maiores beneficiados com o dinheiro do fundo eleitoral, a bolada de R$ 1,7 bilhão destinada ao financiamento das campanhas. Pelo menos 12 dos 35 partidos enviaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os critérios para a divisão dos recursos. Nenhum deles prevê equilíbrio entre os repasses. Então, quem tem mandato receberá mais recursos, assim como os nomes considerados apostas dos partidos. Os dados foram revelados em reportagem da Folha de São Paulo desta terça-feira (24).

Encaminharam a descrição dos critérios ao TSE partidos como PSDB, DEM, PSB, PSD, PP, PR, PRB, PSOL, PPS, PMN, PRTB e Patriota. Seis deles, contudo, poderão ter de sanar problemas, como assinaturas sem firma reconhecida e dados incompletos. Apesar do desnivelamento nos critérios de distribuição, não há punição prevista para as siglas neste caso. A única exigência feita pela Justiça Eleitoral é que sejam destinados 30% da cota de gênero. Ou seja, as mulheres, geralmente minoria entre os postulantes, terão que ter destinados uma cota mínima de recursos. Mesmo assim, ainda há distorções. A direção nacional do PP definiu que, para atingir os 30% exigidos, os homens abrirão mão de uma parte que seria deles.

O PP também definiu outro critério curioso. O deputado federal que decidir não disputar o cargo, poderá indicar outra pessoa para receber o benefício. Isso fará com que ele mantenha a influência no partido. Os partidos que não terão candidatos a presidente deverão investir mais na eleição de novos quadros. Há siglas dispostas a destinar R$ 2 milhões para a linha de frente dos candidatos a deputado federal.

(In)coerências no vai ou fica de Daniella Ribeiro nas costuras de alianças para disputar o Senado

Depois de militar por oito anos no bloco de oposição, às vésperas das convenções, deputada mantém mistério sobre o destino e pode virar governista

Mesmo atingindo em cheio a própria classe, o ex-deputado federal mineiro Elias Murad (já falecido) tinha uma frase magistral. Ele dizia que “o Brasil progride à noite, enquanto os políticos estão dormindo”. Murad era respeitado e foi um dos deputados constituintes. Ninguém, em sã consciência, pode dizer que o pensamento dele não representa o de uma parcela significativa da população. Afinal, só um ‘sadomasoquista bêbado’ vê com naturalidade a composição de contrários nas alianças partidárias em período pré-eleitoral. Aliados de longas datas viram adversários e adversários, imaginem, trocam figurinhas para equacionar os discursos de reaproximação. Sem tirar nem por, talvez sem querer, assassinam a coerência. É o caso, por exemplo, da deputada estadual Daniela Ribeiro (Progressistas). Foi o caso também de outras lideranças paraibanas no passado.

A um dia para o início do prazo das convenções, há um total mistério sobre o alinhamento partidário da parlamentar. Para a disputa do Senado, Daniella ficará com a oposição, onde está há oito anos ou seguirá para a base governista? Suponha que um paraibano tenha ido em maio para a Estação Espacial Internacional e voltou agora? Ficaria birutinha. Rômulo Gouveia faleceu, sobraram agulhadas no Parque do Povo e Daniella Ribeiro poderá ir para a base governista. Não custa lembrar que a progressista passou os últimos oito anos criticando a atual gestão. Isso dificulta o discurso, apesar de não custar lembrar, também, que Daniela e o Progressistas têm todo o direito de escolher o rumo a ser tomado nas eleições deste ano. O problema é o timing. É difícil entrar na cabeça do eleitor, sem que ele faça péssimo juízo, que as mesmas pessoas que trocaram farpas até maio estejam abraçadas hoje. Pelo menos não neste plano terrestre.

Certamente vou receber mensagens de leitores dizendo que na política é assim mesmo. Alguns, por vezes malcriados, dizendo impropérios da deputada. E seria injusto. Para quem conhece o trabalho de Daniella Ribeiro, sabe que ele é sério. E se essa premissa não fosse verdadeira, ela não teria potencial eleitoral e não arriscaria uma reeleição certa para a Assembleia Legislativa em nome de uma aventura. Mas convenhamos, é difícil costurar argumento para justificar a mudança de campo. O foi com Cássio Cunha Lima (PSDB) quando se alinhou com Ricardo Coutinho (PSB), em 2010. O foi com José Maranhão (MDB), quando seguiu o mesmo caminho do tucano, em 2014. A liga que se formou para a composição, na época, e que acabou entendida pelos aliados foi a sobrevivência. Não é o caso atual.

Os progressistas estão nas gestões do PSDB, em Campina Grande, e do PV, em João Pessoa. Em ambas, ocupam espaços importantes. Na Rainha da Borborema, inclusive, o vice de Romero Rodrigues é Enivaldo Ribeiro, pai de Daniella. As conversas estão se desenrolando. Até agora, há sinais de fechar com socialistas ou com os verdes. Tem faltando, no entanto, coerência ideológica nos discursos. A única liga dialética foi uma reunião na Granja Santana, com Ricardo Coutinho, para discutir segurança em Campina Grande. É muito pouco para oito anos de críticas a posturas e gestões. Os recados que sobram para a população, neste caso, são negativos. A ampulheta da política já foi virada e o tempo corre contra os pré-candidatos. Todos terão as posturas avaliadas nas urnas.

Gleisi vai a Ricardo e garantirá apoio a João, caso socialistas apoiem Lula

Presidente Nacional do partido tenta impedir, no Nordeste, “revoada” de apoios do ex-presidente para Ciro Gomes

Gleisi Hoffmann quer que o governador Ricardo Coutinho e João Azevedo anunciem apoio a Lula. Foto: Reprodução/TV

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman (PR), chega nesta quinta-feira (11) à Paraíba com uma missão: manter os socialistas na base de apoio ao ex-presidente Lula. O petista está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), mas mantém a pré-candidatura posta para a disputa da Presidência. O movimento da sigla ocorre em todo o Nordeste, buscando manter a fidelidade dos aliados históricos. Todos, inclusive, já se manifestaram contra a prisão do gestor no caso do tríplex do Guarujá (SP). Mas as declarações de apoio à candidatura não têm ocorrido na mesma proporção.

Ricardo quer o apoio do PT para a pré-candidatura de João Azevedo (PSB). Os petistas estão dispostos a dar, mas não sem contrapartida. Eles antes exigiam espaço na majoritária, com a indicação para a vaga do Senado e a antecipação do apoio à pré-candidatura de Lula. Agora se contentam apenas com a segunda opção. O problema recente é que a sigla socialista tem se afastado gradativamente da órbita do Partido dos Trabalhadores. O fato do ex-presidente estar preso surge como um grande dificultador. Isso tem aproximado os socialistas da pré-candidatura de Ciro Gomes (PDT).

A realidade é parecida com a vivida em Pernambuco, onde Paulo Câmara (PSB) vai disputar a reeleição. No estado vizinho, o PT tem Marília Arraes como pré-candidata ao governo, rivalizando com o socialista. Mesmo assim, Câmara tenta um acordo com os petistas, mas a sigla quer mais do que um acordo local. Os petistas têm o apoio relativo de praticamente todos os governadores nordestinos. Três deles são do partido: Rui Costa, da Bahia; Camilo Santa, do Ceará, e Wellington Dias, do Piauí. O do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também é um alvo a ser conquistado.

Gleisi chega durante a manhã e terá reunião com dirigentes do partido e com os deputados filiados à sigla. A lista inclui os estaduais Zé Paulo, Anísio Maia e Frei Anastácio, além do federal Luiz Couto. “Será uma reunião fechada com a Executiva do partido, para discutirmos nossas estratégias eleitorais do nosso estado e no âmbito da candidatura de Lula, a nível nacional”, explicou o presidente do PT-PB, Jackson Macêdo. Depois disso, ela dará uma entrevista coletiva à imprensa.

Em seguida, às 14h, Glesi se encontrará com o governador Ricardo Coutinho (PSB), para discutir união dos dois partidos em defesa da candidatura de Lula para presidente. “A presidenta terá uma conversa com o governo, pois para a gente é fundamental o apoio dele ao presidente Lula. Gleisi tem viajado por todos os estados na busca pelo apoio dos governadores”, destacou Jackson.

Relação entre PSB e PT vai para o divã na Paraíba

Petistas ampliam diálogo eleitoral com outras siglas e recebem repreenda de lideranças socialistas

Jackson Macedo diz que o partido vai conversar com todas as siglas alinhadas com o projeto nacional do PT. Foto: Dani Rabelo

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”, diz a poesia de Carlos Drummond de Andrade. Os versos lembram muito bem as relações políticas paraibanas, principalmente na relação entre o PT e o PSB. Os dois partidos trabalhavam com a perspectiva de aliança para as eleições deste ano. Os petistas asseguraram apoio ao pré-candidato governista João Azevedo (PSB), mas não sem uma contrapartida. A sigla quer figurar na chapa majoritária e cobra a vaga para o Senado. O partido também exige o compromisso de João de que votará no ex-presidente Lula (PT).

A consequência da falta de garantias foi a abertura de conversas, pelos petistas, com lideranças do PSD da vice-governadora Lígia Feliciano. Lígia, vale lembrar, teve a pré-candidatura ao governo lançada pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT) no fim de semana. Ela se apresenta como uma postulante governista, na Paraíba, apesar de não ser reconhecida como tal pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). A reação dos socialistas à rebeldia petista veio de forma imediata, com críticas ferrenhas do líder do governo na Assembleia Legislativa. Hervázio Bezerra critica o PT por conta do diálogo com o PDT.

O presidente da sigla petista na Paraíba, Jackson Macedo, não gostou das cobranças dos socialistas. O partido pretende até o dia 28 deste mês ver definidos os espaços que poderá ter na chapa majoritária. Se não houver a contrapartida por parte do PSB, eles prometem buscar outras opções. “Já conversamos com PDT, PSB e PCdoB. Estamos dialogando com os partidos aliados e precisamos fechar isso até o dia do Encontro de Definição de Tática Eleitoral, no dia 28”, ressaltou Macedo. Ele alega ainda que o partido não vai se intrometer nos assuntos das outras siglas e exige o mesmo tratamento.

Pedido de liberdade de Lula será julgado no dia 26 pelo STF

Se a condenação for suspensa, ele pode deixar a prisão e se candidatar ao cargo de presidente da República nas eleições deste ano

Ex-presidente está preso por determinação do juiz Sérgio Moro. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, na próxima terça-feira (26), um pedido da para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colegiado vai se reunir pela manhã e à tarde. A liberação do recurso para julgamento foi do ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, que também sugeriu a data, que foi confirmada na pauta de julgamentos da Corte na tarde desta terça-feira (19). Se a condenação for suspensa, como pedem os advogados de defesa, o ex-presidente poderá deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados diante da execução da condenação, que não é definitiva. “Além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível”, argumentou a defesa.

Esse mesmo pedido da defesa já havia sido negado, na semana passada, pelo ministro Felix Fischer, que é relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao decidir o caso, Fischer entendeu que o recurso protocolado não tem o poder de suspender a sentença condenatória contra o ex-presidente. A defesa de Lula reitera ainda argumentos apresentados no recurso interposto no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de que teria havido irregularidades no processo que resultou na condenação do ex-presidente, como a incompetência do juiz Sergio Moro para analisar o caso e falta de imparcialidade no julgamento.

Além de Fachin, fazem parte da Segunda Turma do STF os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello. Com exceção do próprio Fachin, todos os ministros da Segunda Turma votaram contra a execução de prisão em segunda instância, em abril, no julgamento de um habeas corpus preventivo pedido pelo ex-presidente. O resultado desse julgamento abriu caminho para a decretação da prisão de Lula.

 

 

 

Dia dos Namorados: unidos pelo amor e pela busca por votos nas eleições deste ano

Casais vão tentar nas eleições deste ano unir a “paz doméstica” ao apoio dos eleitores paraibanos no pleito de outubro

Candidatos vão para as urnas em busca da manutenção do espólio eleitoral da família. Foto: Divulgação/TSE

A escolha de Micheline Rodrigues (PSDB) para a disputa da vaga de vice na chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo (PV) gerou alvoroço na política paraibana nos últimos dias. E não deveria, pois já era esperada. Na verdade, a escolha de parentes para a disputa eleitoral tem larga tradição na Paraíba. O motivo talvez seja se vacinar de uma traição. Vide o exemplo de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). O fato é que talvez haja recorde nas eleições deste ano de “amorzinhos” disputando o pleito, surfando na popularidade do companheiro ou companheira. Muitas vezes para manter, em casa, o espólio eleitoral. O blog aproveitou o Dia dos Namorados para fazer uma relação de casais que devem ir às urnas no pleito deste ano.

Se é certo que o amor está no ar, neste dia, a incerteza fica por conta do sucesso da empreitada eleitoral. O primeiro caso na relação é o de Micheline Rodrigues, já citada. O marido dela, prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), era cotado para disputar as eleições deste ano pelo partido. Uma serie de indefinições, na discussão com o principal parceiro eleitoral, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), prejudicou o projeto de ambos. Passada a régua do tempo, a cabeça de chapa ficou com o irmão do prefeito da capital, Lucélio, tendo Micheline na vice. Este, pelo menos, é o desenho da chapa que deverá ser submetida à apreciação do eleitor paraibano, em outubro. Luciano e Romero foram reeleitos nas eleições de 2016, ainda no primeiro turno.

Vamos na sequência falar de um dos casais que mais se esforçam para demonstrar união. Não faz muito tempo que o deputado federal Damião Feliciano e a vice-governadora Lígia Feliciano, ambos do PDT, foram fotografados em foto romântica na porta de casa. Nas redes sociais, a postagem falava da despedida do parlamentar que viajaria para Brasília. Ele buscará a reeleição e ela quer deixar a condição de vice e se tornar governadora da Paraíba. O nome foi colocado à disposição do partido. Apesar do risco de rompimento claro com o governador Ricardo Coutinho (PSB), Lígia se mantém candidata. Fala em criar palanque, no Estado, para o presidenciável Ciro Gomes (PDT). Ela se apresenta como candidata da base governista, mesmo Coutinho apadrinhando o ex-secretário João Azevedo (PSB).

A defesa do espólio eleitoral da família é um dos ingredientes que move o casal Vital do Rêgo Filho e Ana Cláudia. Ele foi prefeito de Campina Grande e hoje é deputado federal. Para o pleito deste ano, pretende disputar o cargo de senador. Diante disso, o grupo vai lançar Ana Cláudia para a disputa da vaga na Câmara dos Deputados. Isso não é novidade na família. Em 2010, quando Vital do Rêgo Filho (irmão de Veneziano) foi eleito para o Senado, a mãe, Nilda Gondim, conseguiu manter “em casa” a vaga na Câmara dos Deputados. A ideia, neste caso, é se agarrar ao “espólio eleitoral” para que ele não vá parar na mão de terceiros. Poucas vezes esta realidade muda na política paraibana.

Em Campina Grande, a presidente da Câmara Municipal, Ivonete Ludgério (PSD), verá o marido, do mesmo partido, Manoel Ludgério, buscar a reeleição na Assembleia Legislativa. A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados por ele não está descartada. Colabora para isso a saída de Eva Gouveia da disputa. Ela alegou questões pessoais para não disputar vaga na Câmara dos Deputados, buscando o espólio do marido, Rômulo Gouveia, falecido mês passado. O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir, vai bancar a candidatura da mulher, a médica Paula Francinete (PP) para uma vaga na Assembleia Legislativa. A ideia é novamente manter “em casa” o espólio eleitoral da família.

 

 

 

Datafolha: Sem Lula, um terço do eleitorado revela não ter candidato a presidente

Ex-presidente está preso há dois meses em Curitiba por conta da condenação a 12 anos e um mês de prisão arbitrada pelo TRF4 por causa do tríplex do Gurarujá

Imagem: Reprodução/Folha de São Paulo

Os adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não encontraram uma fórmula para se beneficiar da provável proibição da candidatura do petista. Ele foi condenado a 12 anos e um mês no caso do tríplex do Guarujá, em São Paulo. Mesmo assim, segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10), lidera a pesquisa de intenção de voto, com 30% das intenções de voto. O instituto entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios na quarta (6) e na quinta (7). A consulta é a primeira feita pelo instituto após a paralisação dos caminhoneiros. O resultado foi que com o ex-presidente no páreo, o cenário entre os outros postulantes não sofreu grandes modificações. A surpresa é que em caso de não participação do petista, um terço do eleitorado se diz sem candidato a presidente.

O segundo colocado na disputa permanece sendo o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Ele aparece entre os políticos que mais se aproximaram dos caminhoneiros durante as manifestações que travaram o transporte de cargas no Brasil. Com Lula, ele aparece com 17%. Mas sem o petista, ele oscila positivamente para 19% das preferências. Neste último quesito, ele é seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede). Ela aparece com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10% e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados. Os cenários pesquisados pelo Datafolha semana passada são diferentes dos considerados pelo estudo anterior, feito em abril. Por isso os resultados dos dois levantamentos não são perfeitamente comparáveis.

O Partido dos Trabalhadores vem fazendo o lançamento da pré-candidatura de Lula em todo o país. O cenário adia a definição do nome que poderá substituir o ex-presidente se ele for barrado. Os dois mais cotados para a vaga, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), aparecem com 1% na pesquisa.

A pesquisa mostra que 30% dos eleitores brasileiros votariam em um nome indicado pelos ex-presidente Lula. Este número cai para 10% quando a pergunta é sobre um candidato apoiado pelo também ex-presidente Fernando Henrique Cardo (PSDB) e para 2% quando se questiona sobre um indicado pelo presidente Michel Temer (MDB). Este último, de acordo com a pesquisa, aparece com a maior rejeição de um ex-presidente desde a redemocratização. Ele aparece com 82% de avaliações ruins ou péssimas.

Confira a pesquisa na Folha de São Paulo

 

Eva Gouveia assume o PSD e anunciará candidatura para a vaga de Rômulo

Um dia após o sepultamento do marido, ex-deputada promete manutenção de apoio à pré-candidatura de Lucélio Cartaxo ao governo

Eva Gouveia vai disputar mandato para deputada federal ou estadual. Foto: Reprodução/Facebook

Em carta divulgada para correligionários e imprensa, nesta terça-feira (15), a ex-deputada estadual Eva Gouveia agradeceu o carinho de quem compareceu ao enterro do marido, o deputado federal Rômulo Gouveia (PSD). Sem abrir mão do tom emotivo, ela anunciou que continuará o projeto político do parlamentar. De pronto, comunicou que assume o comando do partido e que vai definir, no grupo familiar, quem disputará os cargos de deputado estadual e deputado federal. As opções estarão entre ela e os filhos do casal. Rômulo morreu na madrugada do domingo (13), em decorrência de um infarto fulminante. Ele estava internado havia uma semana, em Campina Grande, em decorrência de uma infecção urinária. A morte ocorreu horas após a alta médica na instituição de saúde.

“Gostaria de externar o nosso mais profundo agradecimento pelas manifestações de carinho e atenção que recebemos nestes últimos dois dias. Fomos pegos de surpresa com a prematura partida daquele que conquistou o coração e a amizade de muitas pessoas. Tudo isso se revelou com gestos lindos e especiais que guardaremos por todo sempre. Nos momentos de mais profunda dor, sensíveis à ausência e dominados pela saudade, muitos foram os abraços, beijos, mensagens e ligações. O coração de Rômulo e sua história, foi escancarada com os relatos e depoimentos daqueles que dele recebeu muito afeto e amor. Rômulo foi bondade e sabedoria, solidariedade e humanidade”, diz a nota. Rômulo foi enterrado nesta segunda-feira, no Cemitério Campo Santo da Paz, em Campina Grande.

Eva agradeceu às manifestações do ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do partido; do senador Raimundo Lira, e do deputado Manoel Ludgério, que defenderam a posse dela no comando do partido. Rômulo foi o fundador do partido na Paraíba. “Para as eleições de 2018, seguiremos com o projeto das oposições, unidos em torno do pré-candidato Lucélio Cartaxo (PV). Um companheiro amigo, que ao lado de Rômulo visitou todas as partes do nosso estado. Estaremos unidos também em torno da gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), amigo e parceiro, que confiou ao PSD a participação na gestão municipal. Uma administração que tem transformado a vida das pessoas”, disse a ex-deputada.

“Em nossa família, decidiremos nos próximos dias o nome que seguirá com a pré-candidatura a deputado estadual e também federal. Decidirei ao lado dos meus familiares o cargo que apresentarei o meu nome e entre eles o que ocupará a outra vaga, seja na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. O compromisso e espírito público é também característica de meus filhos e do cunhado Robson, que filiados ao PSD, poderão legitimamente seguir o legado do nosso amado Rômulo Gouveia”, acrescentou.