PT de João Pessoa oficializa Charliton Machado para disputa eleitoral

Deu o esperado. O Partido dos Trabalhadores decidiu na noite desta terça-feira (26) confirmar o nome do presidente estadual da sigla, Charliton Machado, para a disputa da prefeitura de João Pessoa. Em resolução aprovada, a direção da sigla justificou a disputa como oportunidade para defender o legado petista. O professor universitário também se apresenta como opção partidária para qualificar o debate eleitoral e liderar uma alternativa política e um bloco de forças sociais e partidárias, que apontem para a construção da João Pessoa que tantos sonham.

Confira a Resolução do partido:

 

PARTIDO DOS TRABALHADORES – PT
DIRETÓRIO MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA

Resolução Política n. 01/2016

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores – DM/PT-JP reunido em 26/01/2016, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo estatuto partidário, bem como no que concerne às eleições municipais deste ano e considerando que:

I – O PT é um partido com inserção política e social no município de João Pessoa, de raízes populares e com forte articulação com os movimentos sociais, tendo lançado candidatura majoritária na cidade em sete das oito eleições municipais desde 1985.

II – O partido dispõe de nomes, experiência administrativa e propostas que lhe credenciam a estar no centro do debate sobre os rumos da cidade. O governo municipal, na atual conjuntura, se resume a executar programas do governo federal. Além disto, deixa de captar recursos em muitas áreas, como, por exemplo, a mobilidade urbana e não aplica recursos já destinados, a exemplo de emendas parlamentares, configurando incapacidade de gestão pública. Atualmente, a cidade de João Pessoa, apesar de sua considerável arrecadação, encontra-se completamente incapaz de realizar investimentos com recursos próprios.

III – O programa de gestão da cidade eleito em 2012 foi construído a partir de reuniões setoriais com diversos segmentos da sociedade, incorporando sugestões de várias forças políticas, sociais e contribuições de especialistas, por meio de eventos como o “Inova João Pessoa” e finalmente apresentado pelo Partido dos Trabalhadores.

IV – Ao romper com praticamente todos os aliados que projetaram a sua candidatura e deixar o PT, guiando-se por um projeto político conservador, o atual prefeito desprezou o programa vitorioso no pleito que o elegeu, legitimado pela maioria do eleitorado.

V – João Pessoa não pode ficar premida, por um lado, entre um presente conservador e, por outro lado, por uma visão meramente gerencial de governo, precisando formular propostas e apontar alternativas que indiquem para uma cidade mais humana, com qualidade de vida, serviços públicos universais e de qualidade, e participação efetiva dos cidadãos e cidadãs no planejamento de seus rumos e suas prioridades.

Resolve:

a)         Deliberar pelo lançamento de candidatura própria para prefeito de João Pessoa nas eleições de outubro próximo, assegurando o debate nas instâncias e o direito estatutário de qualquer outro filiado ou filiada a pretensão de pré-candidatar-se, observando o calendário de definição de tática eleitoral de 2016.

b)         Priorizar a construção de um programa de governo atualizado com os atuais e futuros desafios do desenvolvimento urbano, em sintonia com as mais avançadas experiências que estão sendo desenvolvidas no Brasil e do mundo na perspectiva de uma cidade sustentável.

c)         Apresentar o nome do professor da UFPB, Charliton Machado, como pré-candidato a prefeito. Educador, pesquisador, gestor da educação e ativista das lutas por direitos sociais, Charliton apresenta-se como uma opção partidária visando qualificar o debate eleitoral e liderar uma alternativa política e um bloco de forças sociais e partidárias que aponte para a construção da João Pessoa com que tanto sonhamos.

d) Eleger o vice-presidente Anísio Maia Filho como coordenador da chapa de proporcionais do PT.

e) Organizar uma agenda de plenárias e debates com filiados e a sociedade civil sobre os problemas e soluções para a cidade de João Pessoa, intitulada de “Dialoga João Pessoa’. A primeira plenária ocorrerá em 20/02, no bairro dos Bancários.

João Pessoa, 26 de janeiro de 2016.

DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT/JP

PSB flerta com PMDB e cria discórdia dentro da sigla peemedebista

Uma declaração do pré-candidato do PSB à prefeito de João Pessoa, João Azevedo, gerou desconforto no PMDB. O socialista, ao ser questionado sobre a política de alianças, disse acreditar que os dois partidos caminharão juntos no próximo ano e que o “trabalho” está sendo feito para que isso ocorra. Ao falar dos defensores, apontou os deputados Gervásio Maia e Trócolli Júnior, este último licenciado do cargo para ocupar a Secretaria de Articulação do governo.

Outro peemedebista citado por Azevedo foi o deputado federal Vital do Rêgo Filho, que tentará a disputa da prefeitura de Campina Grande com o apoio do PSB. Situado no bloco de oposição ao governo do Estado, o deputado estadual Raniery Paulino criticou o que chamou de interferência socialista no PMDB. “Tivemos uma convenção no fim de semana e o sentimento comum foi o de candidatura própria”, disse.

Paulino integra a ala do PMDB que defende a candidatura do deputado federal Manoel Júnior para a prefeitura de João Pessoa. A postulação também tem a defesa, pelo menos oficialmente, do senador José Maranhão, presidente estadual da sigla. O peemedebista, inclusive, tem adotado o discurso de que 2016 é um ano preparatório para 2018, quando o partido sonha com a reconquista do governo do Estado. Por conta disso, não abrirá mão da postulação nas principais cidades.

Apesar da movimentação, Ricardo diz não ter pressa para definir candidato

Pelo menos no discurso, o governador Ricardo Coutinho (PSB) trabalha em compasso diferente dos governistas e da oposição em relação às eleições do ano que vem. Durante o lançamento da segunda etapa do projeto Acolher, na manhã desta terça-feira (13), o gestor disse não ter qualquer pressa para definir o nome do candidato a prefeito de João Pessoa pela sigla socialista. A posição vai em sentido contrário ao anunciado pelo partido, que promete anunciar dia 24 os nomes que estarão nas urnas no próximo ano nos 167 municípios onde o PSB terá candidato.

Foto: Francisco França

Foto: Francisco França

Na bolsa de apostas, o nome mais forte é o do secretário estadual de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, João Azevedo. A briga interna é com a deputada estadual Estela Bezerra, que disputou o cargo em 2012 e ficou em terceiro lugar. A indefinição em relação ao nome, por parte de Ricardo Coutinho, não pode ser confundida com falta de interesse no pleito. Ele diz que o PSB foi responsável pela implantação de um modelo de gestão, em João Pessoa, que apenas foi reproduzido pelos seus sucessores (Luciano Agra e Luciano Cartaxo).

Coutinho, em seu discurso, fez comparativos entre a sua gestão e a do prefeito Luciano Cartaxo, que tentará a reeleição no próximo ano. Ele disse que o eleitor fará a escolha entre as gestões, alegando que no caso do governo do Estado não apenas paga os salários em dia, tem um monte de obras feitas com recursos próprios. O discurso eleitoral na capital recebeu o start com a saída do prefeito do PT para se filiar ao PSD. Na ocasião, Coutinho acusou Cartaxo de ter rompido com ele ao se filiar a uma sigla que faz oposição ao governo do Estado. Na prática, a campanha está na rua.

PT dá ultimato aos filiados que ainda não deixaram a prefeitura

A saída do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, do PT, na semana passada, ainda não foi digerida pela direção do partido no Estado. Depois de determinar que todos os auxiliares do governo municipal entreguem os cargos, agora a sigla inicia o processo de conferência de quem atendeu. O partido não estabeleceu data limite, ainda, mas isso será feito em reunião do diretório de João Pessoa, nesta terça-feira (22).

O presidente estadual do partido, Charliton Machado, disse que quem não deixar a prefeitura será expulso do partido. Do primeiro escalão, até agora, deixaram o governo municipal Giucélia Figueiredo (Mulheres), Marta Moura (Ação Social), Jackson Macedo (Orçamento Participativo) e Eder Dantas (Transparência). Os dirigentes do PT esperam ainda a posição de Lucius Fabiani (Emlur) e Hildevânio Macedo (Sedurb).

Dos secretários, quem se antecipou em deixar o partido foi Adalberto Fulgêncio (Articulação Política). Ele, no entanto, não confirmou se vai se filiar ao PSD, assim como fez o prefeito Luciano Cartaxo e o irmão, Lucélio Cartaxo. Charliton Machado explicou que tem recebido a todo instante a confirmação de novas saídas de governo, vindas de secretários adjuntos, diretores e chefes de gabinete.

Os petistas não falam qual será o destino da sigla no ano que vem, se lançam candidatura própria ou entram na linha de apoio a outra sigla, a exemplo do PSB do governador Ricardo Coutinho que trabalha para lançar candidato no ano que vem. O PT é o partido com maior tempo de televisão, por ter o maior número de assentos na Câmara dos Deputados.

Sem fazer conta disso, o prefeito Luciano Cartaxo diz a aliados que tomou a decisão de sair do PT por causa dos escândalos nacionais que envolvem a sigla. Ele diz que não faz sentido os secretários municipais estarem dando justificativas o tempo todo pelos “erros” de dirigentes e lideranças do partido envolvidas com corrupção no plano nacional. Além disso, alega ainda que havia uma articulação dentro do partido para obrigá-lo a se submeter a prévias dentro da sigla.

Efraim Filho coloca nome à disposição para a disputa em João Pessoa

Deputado federal, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão e no desempenho do seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. É com essas credenciais que o deputado federal Efraim Filho (DEM) tem se colocado como opção para a disputa da prefeitura de João Pessoa. O seu partido, ele reforça, apesar de ter um vereador na base de apoio ao prefeito Luciano Cartaxo (PT), não dá apoio ao governo petista.

Efraim Filho na instalação da CPI

Efraim Filho na instalação da CPI

A situação do DEM em João Pessoa não é muito cartesiana. Enquanto o vereador Bosquinho apoia o prefeito, o também vereador Lucas de Brito se coloca no sentido oposto, como um dos maiores críticos da gestão. A situação fez com que Brito cobrasse da direção do partido uma posição mais forte e oficial, que veio nas declarações de Efraim Filho. “Até por coerência, já que somos críticos ao governo do PT no plano nacional, não poderia ser diferente aqui”, disse.

Ao falar sobre candidatura, Efraim Filho trata de dizer que ele não é a única opção do partido, que poderá, sim, investir no nome do vereador Lucas de Brito para a disputa, mas também não descarta uma composição com o PSB do governador Ricardo Coutinho. Na visão do democrata, o socialista será o principal cabo eleitoral no ano que vem e quem tiver o apoio dele chegará no pleito reforçado. “Temos até o próximo ano e vamos analisar os cenários”, ressalta.

PT x PSB: gincana, dor de cotovelo e lucro para os moradores de João Pessoa

A briga informal entre PT e PSB “pelos corações” (e futuramente votos) dos pessoenses tende a ser positiva para a cidade, pelo menos do ponto de vista dos serviços. O termo gincana, criticado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PT), até que casa bem com o que se tem visto nos últimos dias, com exemplos claros também nesta quarta-feira (5), dia do aniversário da capital. Tanto Cartaxo, quanto o governador Ricardo Coutinho (PSB), procuraram fazer entregas.

 

Se de um lado Coutinho surge com o Teatro Pedra do Reino, anunciado como o segundo maior do Brasil, com quase três mil lugares, Cartaxo apareceu com a ordem de serviço da Calçadinha da Orla, com arte de Flávio Tavares, e a entrega de uma creche, a décima da atual gestão. Os discursos merecem atenção: ambos evitaram o embate, apesar de defenderem a importância do legado que suas gestões estão entregando à cidade.

Não há, é bom que se diga, discurso de rompimento. Para todos os efeitos, Luciano e Ricardo são os mesmos que estiveram de mãos dadas no ano passado pedindo voto para a reeleição do socialista. Uma fatura que os petistas cobram até hoje, enquanto os socialistas dizem que ela já foi paga, quando Coutinho pediu votos para Lucélio Cartaxo, irmão de Luciano, e candidato derrotado a senador.

Na prática, no entanto, o clima entre eles não é bom. Entre os socialistas, o discurso é o de que eles precisam lançar candidatura por causa da “má e lenta gestão petista em João Pessoa”. Do lado petista, a queixa é a de que Ricardo Coutinho tem movimentado o seu exército para atacar a gestão petista. Eles escolheram até um “agente do mal” para apontar, o secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres, visto como o “autor intelectual das críticas ao PT”.

Entre os socialistas há até um favorito para a disputa, o secretário de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo. Provocado pelo blog, ele riu e procurou sair do foco: “minha meta é a gestão”. Apesar disso, na entrega do Teatro Pedra do Reino, nesta quarta, não faltaram cumprimentos de colegas em tom de brincadeira tratando-o de “meu futuro prefeito”.

Ricardo Coutinho prometeu entregar sete obras como presente para João Pessoa, entre elas, o Trevo das Mangabeiras, a Escola Técnica de Mangabeira e a Central de Polícia. Luciano Cartaxo, sem grandes obras engatilhadas para a data, estendeu o calendário até dezembro para entregar 39. Algumas delas criticadas pela oposição, por não irem além de pequenas reformas em prédios. Outras importantes como a entrega de moradias.

O fato é que gincana ou não, o eleitor pessoense tende a sair no lucro. Eles deveriam convidar também os prefeitos das outras 222 cidades do estado para participar.

Durval Ferreira descarta Manoel Júnior e diz que PP estará com PT e PSB em 2016

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa e do PP da Capital, vereador Durval Ferreira, defendeu a manutenção da aliança do seu partido com o PT e PSB para as eleições municipais de 2016. Ele informou que, como presidente municipal da legenda, desautoriza quem quer que seja a falar em nome do PP sobre possíveis apoios e coligações para a disputa da prefeitura.

Durval Ferreira

As declarações foram feitas após o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) se apresentar como opção para a disputa da prefeitura de João Pessoa e ter citado o PP como possível aliado.
“Eu acredito que a tendência é que essas três legendas (PT, PSB e PP) caminhem juntas para o processo eleitoral do ano que vem. E eu defendo essa tese”, ressaltou Durval.

O parlamentar afirmou que não foi procurado, até hoje, por nenhum representante de partidos, que não fazem parte dessa aliança, para dialogar sobre questões políticas ou eleitorais que fujam da sua tese de manter o PP, PT e PSB unidos. O tema foi abordado pelo Jornal da Paraíba em reportagem sobre os partidos que podem abandonar a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo (PT).

O presidente Durval Ferreira defendeu ainda que, além do PP, PT e PSB, as demais legendas que também compõem a aliança permaneçam coligadas. “Apoio e concordo com a manutenção do diálogo com todos os partidos da coligação. Não concordo com outro pensamento foram dessa possibilidade. Nós continuaremos fortes e firmes”, avisou Durval.