Com voto-vista de juíza, TRE retoma dia 24 julgamento da Aije da PBPrev

Ação pede a cassação do governador Ricardo Coutinho

A juíza Michelini Jatobá havia pedido vista na sessão do dia 17 deste mês. Foto: Divulgação

A juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não fará uso de todo o tempo a que tem direito para a apresentação do voto-vista na Ação de Investigação Judicial Eleitoral da Paraíba Previdência, a famosa Aije da PBPrev. A magistrada comunicou à Corte que apresentará seu posicionamento sobre o caso já na próxima segunda-feira (24). A previsão inicial, concedida na última segunda-feira (17), era de dez dias, prorrogáveis por igual período. A data fixada pela presidente do Tribunal, Maria das Graças Morais Guedes, por isso, era o dia 4 de maio, já que não haverá sessão em 27 deste mês. LEIA MAIS

PSD, PSDB e PMDB discutem a relação para evitar fissura na base

Cássio, Cartaxo e Maranhão tentam evitar ruptura na base oposicionista. Foto: Divulgação

As principais lideranças de PSD, PSDB e PMDB estão discutindo a relação para evitar que haja ruptura na base das oposições que se organizam para a disputa das eleições de 2018. As últimas informações de candidaturas próprias do PMDB, com José Maranhão, e do PSDB, com Romero Rodrigues, geraram estremecimento entre as lideranças. A polêmica ganhou força ainda com os boatos de que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), poderia se aliar ao governador Ricardo Coutinho (PSB).

Uma reunião entre Luciano Cartaxo e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai acontecer nesta sexta-feira (24). Na pauta, segundos assessores ligados às duas lideranças, haverá temas meramente administrativos, porém, a política deve ser colocada na mesa, principalmente, a continuidade da aliança. O entendimento reinante no grupo é o de que, unidos, eles têm grande chance de vencer a chapa apadrinhada pelo governador. Separados, a possibilidade de sucesso míngua.

No reservado, tucanos, pessedistas e peemedebistas atribuem aos aliados do governador Ricardo Coutinho os boatos com o intuito de fragilizar a aliança. A tese é a de que, separados, Cartaxo, Cássio e Maranhão representam uma ameaça apenas relativa ao projeto socialista de fazer sucessor no governo. “É objetivo deles nos separar”, diz o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB). “Estaremos juntos e os espaços na chapa majoritária serão preenchidos no momento adequado”, acrescentou.

Caso Luciano Cartaxo seja candidato ao governo, Júnior assume a titularidade na prefeitura de João Pessoa. A entrada de Romero Rodrigues na lista de possíveis candidatos é vista, por enquanto, como uma manifestação particular. Apesar disso, ninguém nega que os três partidos tenham nomes para apresentar. O senador Cássio Cunha Lima, por exemplo, poderá disputar o governo ou o Senado. Já José Maranhão terá quatro anos de Senado pela frente, mas tem o nome cotado para o governo.

Cartaxo é visto no grupo como uma liderança em ascensão, vitaminada pela reeleição em João Pessoa, mas precisará ganhar cancha no interior se quiser ser candidato ao governo no ano que vem. A preocupação de blindar o bloco, por isso, é para evitar a fragmentação das lideranças, porque, com ela, o grupo pode se transformar em presa fácil no ano que vem.

PTB decide apoiar candidato de Ricardo, desde que participe da chapa em 2018

Jhonathan Oliveira

Mesmo sem saber quem vai ser o candidato indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) à sucessão estadual em 2018, o PTB decidiu nesta sexta-feira (27) que vai apoiar o nome. O precoce posicionamento foi aprovado pela Executiva Estadual com uma condição: a participação do partido na chapa majoritária.

O plano do PTB parece ousado. O presidente estadual, Wilson Santiago, disse que o partido tem condições, inclusive, de ser cabeça de chapa. “Vamos participar com uma indicação. Podemos indicar como também encabeçar uma candidatura ao Governo”, afirmou.

Decisão de apoiar nome do bloco de Ricardo foi tomada nesta sexta

Dono de um expressivo eleitorado no Estado, como já demonstrou nas duas últimas eleições ao Senado, Wilson seria o único do partido com cacife para essa cabeça de chapa. Mas é uma indicação impossível. Ricardo vai apostar em um nome mais ‘orgânico’ ao seu projeto, e o favorito é o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB).

Independente de cargos, o que o PTB quer na prática, com essa decisão antecipada, é pressionar, barganhar. Vai dizer mais tarde que foi o primeiro a declarar apoio oficial a um candidato que nem existia e caso não seja atendido por Ricardo Coutinho, o discurso para o rompimento já está pronto.

“Todos sabem que fui candidato a vice-prefeito de João Pessoa nas eleições do ano passado, junto com o PSB. Agora defendo essa aproximação em todo o Estado para construirmos uma Paraíba mais forte e desenvolvida. Essa aliança se firma através de um projeto de trabalho pelo nosso povo”, destacou o deputado federal Wilson Filho.

Esse apoio antecipado do PTB faz relembrar fatos ocorridos com o partido nas eleições de 2010. Naquele ano, a sigla era presidida por Armando Abílio, um dos maiores entusiastas da aliança entre Ricardo e o PSDB de Cássio Cunha Lima. Mas bastou o socialista não optar por um trabalhista como vice (Carlos Dunga, no caso), que Abílio virou casaca e levou o partido para os braços de José Maranhão (PMDB).

Teremos um filme repetido em 2018? Vamos esperar.

Pensando na prefeitura: Manoel Júnior é contra candidatura do PMDB ao governo em 2018

Jhonathan Oliveira

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), disse nesta sexta-feira (6) que não é a favor de uma candidatura própria peemedebista ao governo do Estado em 2018. Ele defende que o cenário ideal para o partido é a manutenção da aliança formada no pleito do ano passado, que resultou na eleição dele e de Luciano Cartaxo (PSD), com a presença do PMDB na chapa majoritária.

O nome do arco de partidos (encabeçado por PSD, PMDB e PSDB) mais cotado para a disputa é o do próprio Cartaxo. E a fala de Manoel sinaliza que ele deve trabalhar para o fortalecimento da possível candidatura do prefeito. Pois caso ela seja de fato confirmada, o peemedebista será um dos maiores beneficiários, herdando um mandato de dois anos à frente do Executivo municipal.

Manoel Júnior também se colocou contra qualquer possibilidade do PMDB fechar um acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para o pleito do próximo. Vale lembrar que nomes importantes do partido, como o senador Raimundo Lira, os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo e o deputado estadual Nabor Wanderley, apoiam o socialista.

“Essas pessoas precisam cair a ficha, precisam fazer uma análise do momento, da situação política do Estado e aquilo que o PMDB enfrentou de humilhação por parte do governador e da sua estrutura”, afirmou o vice-prefeito, citando como exemplo as articulações de Ricardo para desidratar a candidatura de Veneziano nas eleições de Campina Grande em 2016.

Supremo manda TJPB realizar novas eleições para a direção do órgão

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, proferiu decisão liminar nesta sexta-feira (16) suspendendo as eleições para a direção do Tribunal de Justiça da Paraíba no biênio 2017/2018. O magistrado atendeu reclamação protocolada pelos desembargadores Márcio Murilo da Cunha Ramos e Joás de Brito. Os dois contestavam a regra adotada nas duas últimas eleições para o comando da casa, baseada no voto direto e não mais pelo critério de antiguidade. Com a decisão, a atual mesa terá a sua vigência prolongada e convocará novas eleições. As regras valem até o julgamento do mérito da ação, que poderá manter ou não a suspensão do pleito.

Na disputa ocorrida no dia 16, foram eleitos para o comando da corte os desembargadores João Alves (presidente), Leandro dos Santos (vice-presidente) e José Aurélio da Cruz (Corregedor). Na reclamação, Márcio Murilo alega o TJPB tem apenas três cargos de direção (Presidente, Vice­Presidente e CorregedorGeral), por isso, na linha de jurisprudência sufragada pelo Supremo, somente os três desembargadores mais antigos e
desimpedidos é que poderiam concorrer a esses cargos.

Ramos reclama também que o regimento interno do TJPB foi alterado pela Resolução 4, de 20/1/2015, estabelecendo a possibilidade de ampla concorrência para os cargos de direção, mesmo não havendo qualquer mudança na lei de organização judiciária local. Posteriormente, a mesma matéria foi tratada pela Lei Complementar Estadual 129/2015, o que, para ele, configura invasão de competência reservada à lei complementar federal”. “Nesse contexto normativo, nove desembargadores participaram das eleições, sendo eleitos aqueles que não se incluem entre os três mais antigos”, completa Márcio Murilo. A mesa que foi eleita é composta pelos desembargadores João Alves (presidente), Leandro dos Santos (vice­presidente) e José Aurélio (corregedor).

Confira o texto da decisão do ministro Teori Zavaski:

Veja abaixo a decisão:

“Defiro a liminar para suspender os efeitos do ato reclamado, a saber, a eleição para os cargos de direção no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. A fim de preservar a continuidade da administração após o término do mandato dos atuais titulares, cumpre ao Tribunal reclamado promover desde logo a eleição de novos dirigentes, segundo o estabelecido no art. 102 da Lei Orgânica da Magistratura, que assumirão seus cargos em caráter precário, até o julgamento definitivo da presente Reclamação, e, depois, em caráter definitivo, se confirmada a liminar por juízo final de procedência. Notifiquem-se todos os interessados, eleitos pelo ato aqui atacado, para que se manifestem, querendo, no prazo de dez dias. Após, à Procuradoria-Geral da República para parecer. Publique-se. Intime-se.”

 

Eleição revelou guinada do país à direita, ao conservadorismo e à “não política”

urnaO ano de 2016 vai ficar marcado como o gran finale de uma crônica anunciada, revelada pela derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), em 2014. A disputa acirrada foi vencida pela petista com a falsa garantia de que a economia do país estava bem e que seria mantida a política de conquistas sociais iniciada com o ex-presidente Lula. O castelo de cartas petista caiu após o fechamento das urnas, quando a mesma Dilma propôs um ajuste fiscal duríssimo.

O que se seguiu depois de janeiro de 2015 todo mundo sabe, com seus reflexos sentidos agora. Arrocho na economia, população nas ruas, pautas bombas na Câmara dos Deputados puxadas pelo ex-presidente e atual inquilino da carceragem da Polícia Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impeachment de Dilma Rousseff (PT) e posse de Michel Temer (PMDB) no poder. Este último, atento ao movimento antipolítica e anti-PT, transformou o PSDB em sócio no governo.

E as urnas revelaram neste ano que ele leu corretamente os sinais. O descrédito da população com a política e, principalmente, com o partido antes dominante forçou uma guinada que vai do centro à extrema-direita, ao conservadorismo, com um capital que pode influenciar demasiadamente as eleições de 2018. Talvez não com as mesmas figuras da centro-direita de 2014. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) viu o seu partido se fortalecer, mas trazendo no bojo o fortalecimento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu rival doméstico.

O poder de influência do PSDB e sua política mais privatista e liberal ganhou força com a crise econômica e política, fazendo com que o número de pessoas residentes em cidades comandadas pelo partido saltasse de 25,8 milhões para 48,7 milhões. O PMDB também ganhou impulso em número de partidos, passando de 1.017 para 1.038. Apesar disso, mais presente nos rincões. O partido conseguiu o domínio de quatro capitais, nenhuma entre as joias da coroa (São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre).

As urnas revelaram também um Brasil onde reina uma direita que perdeu a vergonha, deixou de se esconder e negar suas posições e agora aparece de cara limpa. Algumas protagonistas de episódios violentos e protestos com a exaltação até de Donald Trump, como se viu na avenida Paulista recentemente. O outro ponto do fenômeno é o descrédito da população na política, fazendo com que muitos tenham chegado ao poder se dizendo não-políticos. São os casos do prefeito eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), e de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS).

O próximo ano e meio será decisivo para indicar se esse movimento à direita será o suficiente para influenciar o pleito de 2018. Em momentos de crise, o humor da população se apresenta instável, hora indo em uma direção, hora em outra. As pesquisas mostram que o bombardeio contra o ex-presidente Lula (PT) não o matou politicamente, a ponto de se vislumbrar força para desafiar a onda direitista daqui a dois anos, caso não seja preso.

Além disso, é difícil imaginar que o presidente Michel Temer saia do governo com alguma chance eleitoral daqui a dois anos, dada a extrema impopularidade, só reversível com um milagre na economia, o que não parece factível a curto prazo. Ele tende a ser tragado pelo ostracismo pós-governo, fechando o caixão da desastrada era Dilma-Temer. Agora fortalecido, o PSDB tende a chegar quebrado em 2018, com a briga entre Aécio Neves e Alckmin pela disputar da presidência.

As eleições de 2016 revelaram muito sobre 2018, mas ainda é difícil desenhar na areia da praia um cenário capaz de resistir ao vai e vem das ondas “progressista” e “conservadora”. Caberá à economia, mais uma vez, apontar o caminho.

Prefeitos eleitos para as capitais por ordem de partidos

São Paulo – SP
João Doria (PSDB)

Belém – PA
Zenaldo Coutinho (PSDB)

Maceió – AL
Rui Palmeira (PSDB)

Manaus – AM
Artur Neto (PSDB)

Porto Alegre – RS
Nelson Marchezan Junior (PSDB)

Porto Velho – RO
Dr Hildon (PSDB)

Teresina – PI
Firmino Filho (PSDB)

Boa Vista – RR
Teresa (PMDB)

Cuiabá – MT
Emanuel Pinheiro (PMDB)

Goiânia – GO
Iris Rezende (PMDB)

Florianópolis – SC
Gean Loureiro (PMDB)

Fortaleza – CE
Roberto Claudio (PDT)

Natal – RN
Carlos Eduardo (PDT)

São Luís – MA
Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

Campo Grande – MS
Marquinhos Trad (PSD)

João Pessoa – PB
Luciano Cartaxo (PSD)

Palmas – TO
Amastha (PSB)

Recife – PE
Geraldo Julio (PSB)

Rio de Janeiro – RJ
Crivella (PRB)

Belo Horizonte – MG
Kalil (PHS)

Curitiba – PR
Rafael Greca (PMN)

Aracaju – SE
Edvaldo Nogueira (PC do B)

Macapá – AP
Clécio (REDE)

Rio Branco – AC
Marcus Alexandre (PT)

Salvador – BA
Acm Neto (DEM)

Vitória – ES
Luciano (PPS)

Senador defende aliança PSDB/PSD/PMDB para 2018

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Deca do Atacadão (D) fez visita de cortesia ao empresário Eduardo Carlos, da Rede Paraíba de Comunicação

O senador Deca do Atacadão (PSDB) tem defendido nas rodas políticas a manutenção da aliança PSDB/PSD/PMDB para as próximas eleições. “Eu, particularmente, acho que se houve uma aliança positiva para 2016, porque não mantê-la para 2018?”, ressaltou o parlamentar, que ocupou a vaga de Cássio Cunha Lima (PSDB) após a licença do tucano para o tratamento de saúde. Oriundo da área empresarial, Deca acompanhou as campanhas eleitorais de perto neste ano.

O otimismo de Deca do Atacadão tem razão de ser. Os três partidos, aliados a outras siglas ligadas ao grupo, tiveram um desempenho surpreendente no pleito deste ano, frente aos candidatos apoiados pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele ressaltou as vitórias do PSD, em João Pessoa, e PSDB, em Campina Grande, como exemplos da força adquirida pela composição no pleito deste ano.

“A Paraíba tem 223 municípios. Na grande João Pessoa, com João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Cabedelo, tivemos todos (os prefeitos) eleitos do nosso grupo. Então, você quando analisa as 10 principais cidades do Estado, nós conquistamos oito. Quando você puxa um pouquinho mais para a frente, das 30 maiores cidades, nós ficamos com 19, o que representa 56% do eleitorado da paraíba”, ressaltou o senador.

A defesa de Deca é que a aliança seja mantida e que em 2018 se discuta a escolha de nomes. Ele diz perceber que tem havido um amadurecimento do eleitorado, que tem buscado a mudança. O senador diz que foi o trabalho que reelegeu os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), respectivamente. Os dois, inclusive, costumam ser lembrados como opção para a disputa do governo daqui a dois anos. Os nomes dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB), ambos ex-governadores, também são bem cotados.

Visita

O senador Deca do Atacadão (PSDB) fez visita de cortesia ao empresário Eduardo Carlos, nesta sexta-feira (14). Durante o encontro, ele conversou sobre projetos para a Paraíba.

Quatro presepadas marcam as comemorações dos prefeitos eleitos na Paraíba

Passados pouco mais de dez dias das eleições, pipocam nas redes sociais flagrantes das comemorações dos candidatos vitoriosos. Um misto de eventos sem noção e presepadas estiveram presentes nas festas pelo estado afora. Em pelo menos duas delas, em cidades consumidas pela seca, houve desperdício de água, com carros-pipa fazendo a alegria dos eleitores. Em outra, a prefeita eleita desfilou em carroça puxada por jegues e ainda houve prefeito sem noção desfilando montado em uma árvore cortada, em claro desrespeito com o meio ambiente. Confira a relação de fatos, digamos, grotescos:

Olivedos, no Sertão

O prefeito eleito Deusinho (PSD) bancou carro-pipa para os eleitores brincarem na comemoração por sua eleição. A maior festa, ele ressalta, aconteceu na noite da segunda-feira (3). Questionado sobre o desperdício de água, ele garante que foi apenas um carro-pipa e que a água era salobra. “A falta d’água aqui é uma desgraça. Não chega nada nas torneiras. Vou procurar o governador Ricardo Coutinho (PSB) para pedir providências assim que eu assumir”, disse. Deusinho surpreendeu no pleito deste ano ao vencer a eleição com 1.648 votos (52,27%), tendo como adversário o atual prefeito, Grigório de Almeida Souto (PSB), que recebeu 1.505 escrutínios. Ele exerceu 5 mandatos de vereador e foi presidente da Câmara de Olivedos. Na eleição de 2012, ele havia perdido o pleito justamente para Grigório por uma diferença de apenas 40 votos.

 

Santa Teresinha, no Sertão

Em outra cidade castigada pela seca, Santa Teresinha, no Sertão, a prefeita eleita Terezinha Lúcia Alves (PSDB) ficou nacionalmente famosa com o desperdício de água em carros-pipa para a festa da vitória. A comemoração foi alvo de matéria da Rede Globo. Ela divulgou uma nota na última segunda­-feira (10), justificando a presepada que beira a irresponsabilidade. O banho de água foi duramente criticado pelo PSB, partido do prefeito derrotado José de Arimateia Camboim. Terezinha de Zé de Afonso, como é mais conhecida, explicou que o uso carro­-pipa na comemoração da vitória foi mostrar que na sua gestão não haverá cobrança aos moradores pela distribuição de água, principalmente da zona rural, diferentemente do governo atual de José de Arimateia.

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Confira as imagens no G1

Nova Palmeira, no Curimataú

Esta presepada presenciada em Nova Palmeira deve ter dado um frio na espinha dos ambientalistas. O prefeito eleito Ailton Gomes Medeiros (PTB), desfilou em cima de uma árvore cortada, sendo puxada por um trator. O prefeito aparece nas imagens de camisa listrada e óculos escuro. O colega blogueiro Laerte Cerqueira relatou que professores e estudantes do curso de biologia da UEPB acionaram o Ibama para apurar a conduta do prefeito no caso. O prefeito eleito disse que a árvore já tinha sido arrancada antes e que não ordenou que ninguém arrancasse a árvore, apesar de participar da comemoração.

 

São Domingos do Cariri

Em São Domingos do Cariri, antigo distrito de Cabaceiras, terra do Bode Rei, a prefeita Inara Marinho (PSDB) comemorou a reeleição em desfile em uma carroça puxada por um jumento. Para debochar do candidato a prefeito derrotado, Carlinhos Braz (PMDB), a tucana desfilou ao lado de um “judas” em provocação ao adversário. Aliados de Braz criticaram a brincadeira e o “mau trato” ao animal. Inara venceu com uma maioria de 167 votos sobre o peemedebista. Marinho era vice­prefeita.Em maio de 2015, o então prefeito José Ferreira da Silva morreu, vítima de infarto. Ela assumiu a prefeitura de São Domingos do Cariri e disputou a reeleição, sendo vencedora no pleito de dia 2 de outubro.

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Ricardo e o malabarismo com os números das eleições de 2016

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Ricardo Coutinho reúne prefeitos eleitos para projetar as gestões municipais com base nas diretrizes socialistas

A matemática é uma ciência exata e empresta lógica a tudo no nosso dia a dia. Correto? … Nem sempre. A premissa, apesar de fazer muito sentido, não resiste aos discursos políticos. Um exemplo típico é o do governador Ricardo Coutinho (PSB). Depois de amargar uma fragorosa derrota nas urnas nos principais municípios da Paraíba, neste ano, o socialista promoveu uma reunião com os prefeitos eleitos do partido para discutir as prioridades das gestões. De quebra, aproveitou para usar os dados extraídos das urnas para dizer que a sigla socialista foi a maior vencedora neste ano. E foi, porém, com um reinado praticamente restrito aos rincões do Estado.

O PSB conquistou 53 municípios nas urnas, bem menos que PMDB, quando José Maranhão era governador, e PSDB, quando Cássio Cunha Lima dava as cartas. Mesmo assim, os socialistas têm dados importantes para apresentar como referência de sucesso. O partido teve o maior número de votos recebidos. Foram 592.480, contra 409.429 dos tucanos e 374.074 dos pessedistas. Apesar disso, os aliados do governador vão governar os destinos de bem menos paraibanos que os oposicionistas juntos. Só João Pessoa e Campina Grande, governados por Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), vão comandar os destinos de mais de 1,2 milhão de pessoas.

Os números são mais alarmantes no que diz respeito ao comando nos municípios e põem em risco o desejo do governador de fazer o sucessor em 2018, quando não poderá disputar a reeleição. Ricardo tem uma avaliação pessoal superior a 80%, porém, saiu das urnas deste ano com fama de mal padrinho na tentativa de eleger Cida Ramos em João Pessoa e Adriano Galdino em Campina Grande. A primeira ficou quase 100 mil votos atrás de Cartaxo. Já o segundo amargou uma derrota vergonhosa, ficando em quarto lugar na disputa pela prefeitura no pleito vencido pelo atual gestor, Romero Rodrigues, no primeiro turno.

Acrescentando números à discussão, podemos dizer que os partidos de oposição ao governador os destinos de 2,8 milhões de paraibanos, ao passo que os socialistas e seus aliados vão comandar 1,1 milhão de habitantes. É pouco representativo? Não, porque o governador está impedido de disputar a reeleição. Apesar disso, o resultado é inversamente proporcional aos esforços e projeções dos socialistas, que precisarão chegar fortes em 2018 para tentar eleger o sucessor de Ricardo Coutinho. O partido tem massa de manobra para se aproximar do desejável. Passados poucos dias do pleito, já atraíram três prefeitos “adversários” para as fileiras do PSB.

Os socialistas iniciam um processo de atração de prefeitos adversários para que se cumpra o projeto do partido, de se aproximar dos 100 prefeitos. É difícil dizer se isso será possível, já que a política tem dois atrativos: poder e perspectiva de poder. A segunda opção sempre tende a ser mais motivadora, pelo fato de representar a renovação. O eleitorado paraibano tem se mostrado ávido pelas substituições dos grupos políticos no poder. Foi assim com os ex-governadores Ronaldo Cunha Lima, José Maranhão e Cássio Cunha Lima, cada um com o seu tempo à frente do Executivo. Para derrubar esta máxima, em 2018, o governador precisará retirar números mais consistentes da urna.

Derrotados, aliados de Ricardo voltam para o governo do Estado

Crédito: Divulgação/PSB

Cida Ramos vai reassumir o Desenvolvimento Humano. Crédito: Divulgação/PSB

O Diário Oficial do Estado traz neste sábado (8) as nomeações de quatro aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB) que voltam a ocupar cargos no governo depois de enfrentarem insucessos nas eleições deste ano. O cordão é puxado pela ex-candidata a prefeita de João Pessoa, Cida Ramos (PSB), que volta para a titularidade da Secretaria de Desenvolvimento Humano. Com isso, Kelly Samara, escalada para o cargo durante a ausência de Cida, deixa a pasta. A socialista conquistou 125.146 votos durante o pleito deste ano, mas isso foi insuficiente para forçar o segundo turno com o prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD), que ganhou com quase 60% dos votos (222.689).

De João Pessoa, o candidato a vereador Humberto Alexandre (PSB) também ficou muito longe do necessário para ser eleito e voltou para o governo do Estado. Ele conseguiu 939 votos e praticamente não terá chances de assumir a vaga na Câmara Municipal. Com isso, ganhou uma assessoria no Gabinete do governador e deve retomar o posto de porta-voz do gestor socialista, no contato com a imprensa. Entre os candidatos a vereador, outra que assumirá cargo no governo é Maria da Luz Silva, do PRP de Campina Grande. Ela foi nomeada para o cargo de assessora Institucional para Assuntos de Cidadania.

Na linha dos candidatos a prefeito derrotados e com cartão verde para voltar ao governo ainda estão Waldemar Marinho Leite e Francisco José do Nascimento, ambos do PSB. O primeiro, com o nome na urna de Demazinho (PSB), concorreu a prefeito de Várzea. Ele vai ocupar o cargo de assessor de Gabinete do governador. Já o segundo, com o nome de Chico Mané (PSB), disputou a prefeitura de Maturéia. Ele vai assumir no governo o cargo de assistente Administrativo III. Francisco concorreu no pleito com o nome de Chico Mané.