João Azevedo e Veneziano se reúnem e disputa para o Senado entra na prosa

Emedebista nutre o sonho de disputar vaga no Senado e tema ganha corpo entre os socialistas

João Azevedo toma café com Veneziano Vital do Rêgo. Discussão sobre o Senado entrou em pauta. Foto: Divulgação

Não podemos falar em surpresa numa reunião entre o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo (PSB,) e o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ambos são aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB) e trilham caminho para as eleições na mesma trincheira. O molho do encontro é a composição da chapa majoritária. Os aliados mais próximos do ex-cabeludo nutrem o desejo de vê-lo candidato ao Senado. Entre os socialistas, inclusive Azevedo, não há resistência à ambição do emedebista. Outro tempero da conversa diz respeito ao fato de o encontro mostrar o quanto o ambiente no MDB está dividido. O senador José Maranhão se lançou para a disputa do governo, como virtual candidato. Veneziano deixa claro, também, que prefere a manutenção da aliança de 2014, com Ricardo.

Entre os emedebistas, há também a indicação de que Veneziano ficou chateado com o flerte de Maranhão com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). O tucano é o principal adversário do deputado. No embate nas eleições de 2016, o tucano levou a melhor. O ambiente, inclusive, pode levar o emedebista para outra sigla, com a abertura da janela para a troca de partidos. A manutenção de Veneziano no MDB já não é dada como certa por Maranhão. Em entrevista, à CBN João Pessoa, nesta semana, o senador José Maranhão disse que não poderá evitar que filiados ao partido deixem a sigla para fortalecer projeto próprio. O afinamento com Ricardo, vale ressaltar, surge como combustível para que o deputado federal troque de ares.

A conversa desta sexta-feira com João Azevedo mostra isso bem.

 

 

 

Cássio minimiza pressão de Cartaxo e revela preferência dele por Romero para a disputa

Senador diz que é preciso saber primeiro se Cartaxo e Romero vão se desincompatibilizar das prefeituras

Os ponteiros dos relógios das lideranças dos partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) andam em compasso diferente. Um dia depois de o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), cobrar uma definição rápida do nome para enfrentar o candidato governista, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) demonstrou entendimento divergente. O parlamentar não admite pressa para a definição e não negou, inclusive, a possibilidade de pulverização de candidaturas. Ao analisar os nomes postos, manifestou preferência pessoal pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB).

“O que temos hoje é uma candidatura posta do PSDB, com uma pré-candidatura do prefeito Romero Rodrigues, eu já disse que no meu caso o projeto é disputar a reeleição para o Senado, e no campo das oposições, além da pré-candidatura de Romero Rodrigues temos a pré-candidatura do senador José Maranhão e a pré-candidatura do prefeito Luciano Cartaxo. Eu tenho defendido a ideia de que devemos fazer um esforço para unificar as candidaturas da oposição em uma só. Para isso, é preciso diálogo. É preciso conversa. É preciso entendimento com o que está em curso”, ressaltou Cássio durante entrevista à CBN João Pessoa.

O senador disse que esta é uma fase em que todos os partidos têm legitimidade para apresentar os seus nomes. “Naturalmente, a minha preferência é por Romero Rodrigues porque além de ser companheiro de partido é um amigo de 30 anos. Eu fui prefeito de Campina Grande e Romero foi vereador, presidente da Câmara e meu secretário na prefeitura. Fui governador e Romero foi deputado e meu secretário. É uma situação difícil porque tem o prazo para a desincompatibilização”, ressaltou o parlamentar. Cássio lembra que é preciso esperar as decisões tanto de Romero Rodrigues quanto de Luciano Cartaxo em relação à saída da prefeitura.

A partir da saída dos prefeitos do cargo, será afinada a composição. O senador diz que, dependendo do cenário, nada impede que haja mais de uma candidatura no campo das oposições.

Confira as previsões políticas do blog para o Brasil e a Paraíba em 2018

Ano será marcado por rejeição da população aos políticos e uma abstenção gigantesca

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

O ano de 2018 vai ser difícil para a classe política. Os erros sucessivos na briga pelo poder, no país, lançaram reputações antes satisfatórias na vala do esquecimento. As urnas, em 2014, trouxeram a reeleição de Dilma Rousseff (PT), na Presidência, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em segundo lugar, também com mais de 50 milhões de votos. Ambos, curiosamente, terão dificuldades no ano que vem para conseguir vaga até na Câmara dos Deputados. O atual presidente, Michel Temer (MDB), não concorrerá à reeleição porque não conseguiria vaga de síndico de prédio. As denúncias de corrupção e reformas impopulares propostas pelo governo dele, aliados à crise econômica, fizeram a já desidratada avaliação pessoal do emedebista derreter. O Datafolha mostrou algo em torno de 5%, a pior avaliação da história.

A grande tendência é que grande parte dos deputados federais e senadores não consiga renovar o mandato em 2018. Muitas variantes, no entanto, ainda serão colocadas no caldo grosso e amargo da política. A Paraíba trará uma situação curiosa, já que as eleições têm se definido em meio a esquemas eleitorais muito bem montados nos 223 municípios. Eles têm feito historicamente com que as mudanças de representantes, mínimas que sejam, ocorram dentro do mesmo grupo político e familiar. Isso tudo baseado no jorrar sem fim das doações oficiais e ‘caixa 2’ de campanha. As denúncias de corrupção e a nova legislação eleitoral, que veta doações de empresas, dificultarão a reprise desta estratégia. Ou seja, a galera acostumada a comprar o voto terá que se arriscar mais em operações de risco.

Por consequência do descrédito da política, teremos do eleitor a alternativa mais simples: o não comparecimento às urnas, apesar de obrigatório. Os votos brancos, nulos e as abstenções têm crescido de eleição para eleição. Mas poderemos ter aqui na Paraíba um fenômeno já registrado na cidade do Rio de Janeiro, em 2016. O percentual de votos perdidos na capital fluminense superou a casa dos 42%, mais que os votos recebidos por Marcelo Crivella (PRB) ao ser eleito e que o segundo colocado, Marcelo Freixo (Psol). A média de lá foi mais que o dobro da de eleições anteriores e antecipa o descrédito na política que deveremos ver no ano que vem, no Brasil como um todo, e na Paraíba em particular.

Presidenciáveis

Lula (PT)

Foto: Ricardo Stuckert

O petista lidera de ponta a ponta as pesquisas para a disputa das eleições do ano que vem. A seu favor conta a bonança econômica e social que marcou os dois mandatos do ex-presidente. Duas coisas pesam contra: o desastre das gestões de Dilma Rousseff, sua sucessora, e risco de manutenção de uma condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS). Se for inocentado da condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro, cairão os argumentos dos adversários e pouca coisa impedirá um terceiro mandato dele. Se a condenação for mantida, abrem-se três cenários:

  1. Os três desembargadores condenam – este é o pior dos mundos e obrigará o ex-presidente a buscar um recurso em instâncias superiores para disputar as eleições e evitar o risco de ser preso. Terá que contar com a sorte também para o recurso não cair nas mãos dos ministros Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes;
  2. Dois votos pela condenação – a estratégia volta para a busca por um recurso, mas terá a seu favor a possibilidade de apontar divergência com base na votação dos magistrados. É bom lembrar que a condenação de Lula por Moro é fundada princialmente nos depoimentos de delatores e já houve absolvição de condenados por conta disso na corte;
  3. O terceiro é o cenário mais difícil de acontecer, que é Lula aceitar a manutenção da condenação e lançar um sucessor de pronto para a disputa. Este sucessor ganhará muita adesão, mas dificilmente estará no segundo turno.

Jair Bolsonaro (PSL/Patriotas)

Foto: Rizemberg Felipe

Segundo colocado nas pesquisas, o deputado federal Jair Bolsonaro conseguiu mostrar ao país que existe um eleitorado conservador em número representativo. Sua plataforma baseada nos ideais de “tradição, família e propriedade”, que embalaram o golpe de 64, tem muitos adeptos. Assustada com a corrupção, a violência e o “atentado” contra os “bons costumes”, uma parcela da população antes abarcada pelos candidatos tucanos agora vê no ex-capitão do Exército uma referência. As promessas da controversa liberação do porte de arma e autorização para a polícia matar encontram eco numa faixa que deve ficar entre 15% e 20% da população. O maior conhecimento dos eleitores em relação ao candidato, no entanto, deve impedir um crescimento substancial na preferência do eleitorado. Apesar disso, deve render apoio suficiente para um terceiro lugar nas eleições. Como ele dificilmente tirará voto do eleitor petista, deve se engalfinhar com os tucanos. Neste embate, tende a levar desvantagem por causa do menor tempo de televisão e alianças nos estados.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Não haverá vida fácil para o tucano nas eleições do ano que vem. O partido foi o principal fiador da operação que tirou Dilma Rousseff do poder para abrigar Michel Temer. A sigla também fez parte do governo com a ocupação de quatro ministérios e votou majoritariamente com os projetos de governo. Sem falar que o até então principal nome do partido, Aécio Neves, caiu em desgraça por conta das denúncias de corrupção. Alckmin vai tentar fugir deste cenário e, principalmente, sair do solo nas pesquisas. Ele aparece com menos de dois dígitos nelas. Sem a bandeira da ética para levar ao campo de batalha, por causa da citação na Lava Jato e do escândalo dos trens, terá que apelar para propostas de resgate da economia e segurança pública. O partido tem força e contará com apoios suficientes para chegar ao segundo turno, caso Lula tenha a condenação mantida. Precisará para isso brigar com Bolsonaro. Outro grande adversário será o fantasma do impopular Michel Temer, que foi apoiado pelo partido.

Ciro Gomes (PDT)

É talvez o candidato mais preparado, intelectualmente falando. Apesar disso, o destempero verbal deve pesar mais uma vez nos embates políticos. Tenta atrair para si o eleitor da esquerda, hoje com o ex-presidente Lula. Se o petista não conseguir ser candidato, terá grande chance de conseguir uma parcela representativa deste eleitorado. Dificilmente, no entanto, conseguirá apoio massivo do PT, que tende a lançar nome alternativo do partido. A presença dele nos debates deve aquecer a disputa.

Marina Silva (Rede)

As contradições em torno do nome da ex-senadora devem fazer com que ela habite a parte inferior da tabela de votação, ficando abaixo dos dois dígitos.

Henrique Meireles (PSD)

Se for candidato, terá a seu favor o argumento de que baixou a inflação e estagnou o ritmo de queda no PIB. Mesmo assim, sem que haja repercussão disso no emprego e no consumo, deverá amargar no porão da disputa. Além disso, o fato de ser ministro da Fazenda no governo Temer fará mais mal do que bem. Em 2018, por mais que busque dizer o contrário, o emedebista será a figura mais radioativa do país.

 

Para o governo da Paraíba

Luciano Cartaxo (PSD)

Foto: Angélica Nunes

O pessedista tem conseguido reunir em torno de si as principais lideranças da oposição. O PSDB tende a apoiá-lo e, com isso, trazer para o seu palanque os prefeitos de algumas das principais cidades do Estado. A gestão aprovada na capital, que rendeu a ele a reeleição em 2016, será o trunfo para a disputa. O risco é que a investigação em relação à Lagoa do Parque Solon de Lucena indique alguma responsabilidade do gestor. Até o momento, ele não é alvo do inquérito tocado pela Polícia Federal.

João Azevedo (PSB)

Foto: José Marques

Apesar de não ter cancha eleitoral, o governismo tende a pesar a favor do candidato, fazendo a polarização com Cartaxo. Tende a ser um candidato forte, principalmente, se o governador Ricardo Coutinho (PSB) decidir, de fato, ficar no cargo até o fim do mandato. Com a máquina na mão, a possibilidade de torná-lo competitivo aumenta, principalmente nas pequenas cidades. Uma outra operação, esta menos provável, poderia turbinar ainda mais a postulação. Por ela, a vice-governadora Lígia Feliciano (PSD) iria para o Tribunal de Contas do Estado em vaga que poderá ser aberta. Com isso, Ricardo renunciaria para disputar o Senado e a Assembleia Legislativa faria eleição indireta para o cargo vago. Sendo eleito para o governo em mandato tampão, o socialista disputaria a reeleição.

Lígia Feliciano (PDT)

Foto: Júnior Fernandes

Na hipótese de Ricardo Coutinho sair para disputar o Senado, em abril, e a vice assumir o cargo, seria difícil imaginar que ela não seria um bom nome para disputar a reeleição. Estaria no cargo, com a caneta na mão…

Romero Rodrigues (PSDB)

É um nome tratado como reserva entre os tucanos, porém, a proximidade do partido com o prefeito Luciano Cartaxo tem dificultado o projeto de Rodrigues. Em janeiro ele anuncia qual será o seu papel no pleito de 2018.

José Maranhão (MDB)

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O emedebista tem sido intransigente em relação ao próprio projeto eleitoral. É o único entre os pré-candidatos que não tem nada a perder, já que possui mandato garantido no Senado até 2022. Pode ir para a disputa para fortalecer a chapa do partido ou ser decisivo em um eventual segundo turno. Carregará o peso de ser o candidato do partido do impopular e radioativo Michel Temer. Em relação às chances de vitória, dificilmente terá viabilidade eleitoral. Isso, para quem está em um partido dividido, nem sempre é o mais importante.

Para o Senado

Ricardo Coutinho (PSB)

Foto: José Marques/Secom-PB

Tem dito a todo mundo que não é candidato, porém, ninguém acredita nisso entre os aliados e adversários. É um nome forte para conseguir uma vaga no Senado no ano que vem.

Cássio Cunha Lima (PSDB)

Detentor de mandato atualmente, vai tentar a reeleição. Mais recentemente, se afastou o presidente Michel Temer e de Aécio Neves, de quem era grande amigo. O senador também não quer saber de entrar em bola dividida em relação à agenda de reformas do governo federal. Tem nome forte e grande chance de renovar o mandato, caso não haja grandes intercorrências.

Raimundo Lira (MDB)

Foto: Divulgação/Senado

Chegou ao cargo graças à renúncia de Vital do Rêgo para assumir vaga no Tribunal de Contas da União. Tem um trabalho intenso na busca por recursos para os municípios paraibanos, porém, possui pouca densidade eleitoral. Só deve investir na reeleição caso perceba reais chances na disputa. O fato de liderar o MDB no Senado, com canal direto com Michel Temer também será um dificultador.

Luiz Couto (PT)

Foto: Kleide Teixeira

Por estratégia do partido, tende a trocar a eleição certa para a Câmara dos Deputados pela aventura de uma disputa para o Senado. Terá dificuldades para ser eleito devido à forte concorrência.

Efraim Filho coloca o nome à disposição para chapa com João Azevedo

Parlamentar entende que projeção nacional o credencia para a composição governista

Efraim Filho entende que tem condições de figurar na chapa majoritária apoiada por Ricardo Coutinho. Foto: Alex Ferreira

O deputado federal Efraim Filho, líder do DEM na Câmara dos Deputados, vai pleitear espaço na majoritária governista para o partido. Ele entende que a sigla, por estar na composição que dá sustentação ao governador Ricardo Coutinho (PSB) desde 2009, tem condições de pleitear o espaço. E tem nomes para isso, ele reforça. O parlamentar, por exemplo, ressaltar a projeção conquistada por ele no contexto nacional e o fato de não responder a inquéritos. Projeção conquistada enquanto líder na Câmara e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele foi o relator da proposta que pede o fim do foro privilegiado.

O nome do PSB para a disputa do governo deve ser o do secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo (PSB). O auxiliar do governador Ricardo Coutinho é trabalhado para a disputa desde o início do ano. Os parlamentares da base, inclusive, foram orientados a fazer defesas sistemáticas do nome para a disputa do governo. Dentro deste contexto, a briga por vagas na majoritária tende a ser intensa por causa da tentativa de atrair o PMDB. Uma das prioridades dos socialistas é abrir espaço para um peemedebista.

Além do nome de Efraim, o Democratas tenta atrair o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo, hoje no PMDB. O partido vem negociando a entrada dele na sigla, dentro da política de fortalecimento do partido. As negociações, no entanto, não têm sucesso garantido, já que outras siglas como o Podemos estão na briga. A chapa majoritária tem pelo menos oito vagas a serem negociadas entre os aliados. É uma para governador, outra para vice, duas para senador e quatro para suplentes de senador. Só para se ter uma ideia da importância das suplências, Raimundo Lira (PMDB) entrou na disputa como suplente e hoje é titular.

PT deve apoiar candidato de Ricardo e Couto poderá disputar o Senado

Tema será discutido em dezembro durante encontro nacional do partido

Luiz Couto tem o nome lembrado para a disputa do Senado na Paraíba. Foto: Kleide Teixeira

O Partido dos Trabalhadores deverá apoiar o candidato de Ricardo Coutinho (PSB) na Paraíba. O tema ainda não está fechado e dependerá da avaliação programada para o dia 16 de dezembro, no Encontro Nacional do partido. O custo disso será uma vaga na chapa majoritária, visando a disputa pelo Senado. Caso este cenário seja confirmado, o nome que será colocado na mesa para a composição é o do deputado federal Luiz Couto (PT). O parlamentar tem visado a disputa há vários anos, mas nunca encontrou as condições para isso.

Ao ser abordado pelo blog sobre o assunto, o deputado não descartou a possibilidade. “Se forem me dadas as condições para a missão, devo colocar meu nome à disposição”, disse Couto. O petista está no exercício do quarto mandato de deputado federal. Antes disso, foi deputado estadual em duas oportunidades. Ele também concorreu duas vezes para o cargo de prefeito de João Pessoa, mas não obteve êxito. Em 2016, o partido lançou candidato para a disputa na capital, contra a candidata do PSB, Cida Ramos. Para o próximo ano, a expectativa no partido é que a sigla siga a candidatura de João Azevedo, que deverá ser o nome do PSB.

“A estratégia do partido nacionalmente será se posicionar nos estados contra os partidos que apoiaram o golpe. Isso deverá ocorrer também na Paraíba, já que o governador Ricardo Coutinho fez o enfrentamento do golpe também”, disse Luiz Couto.

Aliado defende saída de Romero do PSDB para disputar o governo em 2018

Vice-presidente da Câmara de Campina Grande acha que tucano terá mais chances em outra sigla

Márcio Rodrigues quer que o prefeito de Campina Grande mude logo de partido para disputar o governo. Foto: Divulgação

A paciência dos aliados de Romero Rodrigues com o PSDB tem se esgotado. Alguns deles já não fazem segredo do desejo de vê-lo disputando o governo do Estado por outra sigla. O motivo, na avaliação deles, é a proximidade do partido de uma eventual disputa do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). A cúpula da agremiaçãoo, aos poucos, se aproxima da tese de apoio dentro da aliança das oposições, mesmo que não seja a um tucano. Um dos entusiastas da tese de deixar o partido é o vice-presidente do PSDC, Márcio Rodrigues. Ele é primo do gestor campinense e vê como cada vez mais distantes as chances de o tucano representar a sigla em uma disputa estadual, caso permaneça onde está.

Márcio Rodrigues diz acreditar que Romero tem um nome melhor forjado para a disputa. “É um nome melhor que o de Luciano Cartaxo”, ressaltou. Romero Rodrigues não tem escondido de ninguém o desconforto com a falta de apoio dentro da sigla para a disputa do governo. A posição do presidente estadual do partido, Ruy Carneiro, é a de que o grupo precisa estar unido para enfrentar o esquema do governador Ricardo Coutinho (PSB). Para isso, ele espera contar com PSDB, PMDB e PSD em uma chapa para o governo do Estado. Neste sentido, quem tiver melhor posicionado nas pesquisas, encabeça a chapa.

Os nomes colocados pela oposição para a disputa do governo inclui além de Romero e Cartaxo, os nomes dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB). O nome do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) é citado com frequência, apesar da pouca densidade eleitoral.

Socialistas tentam atrair partidos da oposição para reforçar João Azevedo

Ricardo Coutinho tem 15 partidos na sua base aliada e já conversa com oposicionistas

João Azevedo volta a ser cotado para assumir uma disputa executiva pelo PSB. Foto: Divulgação

Os aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB) deram início a um trabalho para atrair partidos de oposição para a base. A meta é reforçar a postulação do secretário João Azevedo para as eleições do ano que vem. O agrupamento, atualmente, dispõe de 15 siglas alinhadas com o projeto socialista. Entre os objetos de desejo dos governistas está o PMDB do senador José Maranhão. O objetivo é oferecer vaga na chapa majoritária para o ano que vem. O parlamentar, no entanto, tem feito jogo duro, com a máxima de que o partido terá candidatura própria no pleito de 2018.

No fim de semana, o PPS, que já integra a base aliada do governador, aproveitou o Congresso Estadual para manifestar apoio a João. Antes dele, o PSB, partido do socialista, fez o mesmo movimento. O objetivo é que, aos poucos, todos os partidos da base realizem manifestações do gênero. Isso fará com que, na avaliação dos aliados do governador ouvidos pelo blog, o nome do secretário se mantenha na mídia. “Essa decisão caberá a cada partido no momento das convenções e dos seus fóruns próprios de deliberação”, disse um dos auxiliares do governador.

“A oposição ainda não tem nome certo para 2018”, diz Pedro Cunha Lima

Herdeiro político de Cássio diz que jogo para as eleições do ano que vem está em aberto

Pedro Cunha Lima diz que as discussões sobre nomes se darão perto das eleições. Foto: Andrea Santana/CBN

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) admitiu, durante entrevista ao CBN João Pessoa, nesta segunda-feira (30), que ainda não há nome certo para a disputa de 2018 nas oposições. O agrupamento, ele reforça, tem várias opções, mas sem fechamento de questão. O posicionamento foi uma resposta à pergunta da âncora do programa, Nelma Figueiredo. Ela questionou o parlamentar sobre se havia concordância, no bloco, com a movimentação do senador José Maranhão (PMDB). Para o tucano, o jogo para 2018 está em aberto e vai depender das discussões que se desenrolarão no ano que vem.

O grupo tem pelo menos três nomes colocados para a disputa do cargo de governador nas eleições do ano que vem. O que tem demonstrado maior apetite para a disputa é o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Junto com ele estão na rua em busca de apoio o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e o senador José Maranhão (PMDB). Se os dois primeiros demonstram maior afinamento, com acordo de apoio a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas, o terceiro demonstra maior apetite para uma disputa solo.

José Maranhão deu declarações, recentemente, no sentido de que ninguém é dono da oposição. Qualquer um pode ser candidato. O peemedebista, vale ressaltar, é cortejado pela base governista. O governador Ricardo Coutinho (PSB) quer o partido no apoio a João Azevedo, que deverá representar os socialistas na disputa. Ao ser questionado sobre os nomes para a disputa, Pedro Cunha Lima diz que tudo será definido no ano que vem. O nome dele é cotado para uma vaga na majoritária, provavelmente como vice. “Ninguém é candidato de si mesmo”, brinca Pedro, sem negar a possibilidade.

Com foco em 2018, ricardistas têm feito o jogo das oposições até o momento

Estratégia de dividir as oposições só tem lançado João Azevedo em um esquecimento perigoso

A estratégia de dividir o adversário é sábia e tão antiga quanto a gênese dos confrontos bélicos mais bem estruturados. Mas é importante que se diga, ela traz efeitos colaterais quando se mostra como único flanco destacado na frente de batalha. Isso é visto no trato dos governistas em relação às oposições, com foco para 2018. Ora, dividir um grupo que só pensa naquilo é muito fácil, mas é preciso a busca, também, de crescimento da opção governista. Os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, sonham com a cadeira principal do Palácio da Redenção. O senador José Maranhão (PMDB) saliva toda vez que lembra dela. Isso, por si só, é uma bomba chiando. Agora, convenhamos, a polêmica pela polêmica sobre ruptura, só beneficia a oposição.

O governo tem esquecido de fortalecer a imagem de João Azevedo (PSDB). A ele caberá a disputa do governo representando o governador Ricardo Coutinho (PSB). E por onde anda João Azevedo nas horas vagas, nas mesmas em que Cartaxo, Romero e Maranhão desbravam o Estado? É possível vislumbrar um silêncio lunar para esta pergunta. Não adianta, a estratégia socialista de que o povo vai votar no projeto, que Ricardo Coutinho vai transferir os votos, etc., não vai funcionar. E não vai funcionar de novo. Não é tradição paraibana seguir projeto. Isso foi vendido em 2016 e não funcionou. Você oferecer técnico com a alegação de que ele vai resolver tudo também é uma atitude ‘démodé’, com ‘delay’ de dez anos. Lula (PT) fez isso com Dilma Rousseff (PT) e deu no que deu.

Mas é importante reconhecer que Azevedo não é só isso. É um quadro técnico respeitado, com grande vivência política também. Conhece bem o estado e é identificado com as obras em andamento. A única obervação é que ele não é trabalhado como candidato, mesmo sendo tratado virtualmente como se fosse. Deveria estar visitando prefeitos, inspecionando obras, visitando comunidades. Precisava se apresentar como opção em um nível que, por si só, desestimulasse a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) a buscar a reeleição caso ela assuma o governo. O nome dela, dentre os governistas, ganhará relevo tal no exercício do cargo que ficará difícil justificar uma não disputa. A menos que Azevedo esteja fortalecido antes de deixar o cargo de secretário em 2018. Isso, por enquanto, não se vislumbra.

Fator Maranhão

Tem se construído muita celeuma em relação às pretensões eleitorais do senador José Maranhão. É como se ele fosse obrigado a decidir com um ano de antecedência o seu futuro político. Um açodamento sem tamanho. O peemedebista é o único entre os potenciais candidatos que não tem absolutamente nada a perder. Um insucesso no pleito não lhe causa dano algum. O PMDB tem estatura para disputar uma eleição sozinho. Fez isso em 2014. A possibilidade de sucesso é mínima, é verdade, mas pode reforçar as candidatura proporcionais do partido. Deu certo há três anos e tende a dar novamente. Nas declarações que deu semana passada, Maranhão descartou apoio a Cartaxo e ao candidato de Ricardo, não apenas ao primeiro. Sabe muito bem que se escolher um dos dois, pode perder aliados preciosos dentro do partido.

Fator Cartaxo x Romero

Os maiores beneficiados com as estratégias de potencial divisão são Romero e Cartaxo. Os dois se encontraram na última sexta-feira (6). O movimento partiu de Cartaxo e provocou um desconforto inicial de Romero. No final, ambos divulgaram matéria avaliando o encontro como positivo. Usaram o discurso de sintonia, um pano de fundo lógico para encobrir a tensão natural da disputa interna. Ambos se beneficiam com a polêmica, que tende a colocá-los na mídia. O nível de tensão, no entanto, precisa ser controlado. Aos dois tem se juntado José Maranhão, este último com maior chance de carreira solo. Todos têm a clara missão de confrontar o bem avaliado governador Ricardo Coutinho. 2018 é logo ali. Se cochilar o cachimbo cai…

‘Briga’ entre Ricardo e Cartaxo faz a festa dos concurseiros

Governo e prefeitura de João Pessoa estão oferecendo 1.737 novas vagas a partir desta segunda

Ex-aliados: Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo seguem rota de colisão programada para 2018. Foto: Divulgação: Secom-PB

A disputa política entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), tem rendido boas notícias para os concurseiros. Ao todo, 1.150 vagas começam a ser oferecidas a partir desta segunda-feira (2). As primeiras vagas vêm da capital. O edital para a Controladoria-Geral do Município foi lançado e as inscrições já podem ser feitas. Há também vagas para Secretaria de Desenvolvimento Humano (Sedurb) e Instituto de Previdência do Município (IPM). E foi a construção do discurso de Cartaxo, com críticas ao governador, que municiou a seleção estadual.

O governador anunciou na semana passada mil vagas para a Educação. O anúncio foi feito logo depois de comunicada pelo governador a operação para contratar Organizações Sociais para a gestão compartilhada nas escolas. Logo surgiram informações de que os professores também seriam contratados através das empresas, tal qual os servidores de apoio. As críticas vindas da oposição, inclusive Cartaxo, se avolumaram. Logo depois, Ricardo Coutinho anunciou para um grupo de dirigentes da Associação dos Professores de Licenciatura Plena (APLP).

Da prefeitura estão sendo oferecidas para o concurso da Controladoria-Geral do Município 20 vagas e os salários chegam a R$ 5 mil. Esta é a única modalidade para a qual o edital já foi publicado. Já para a Sedurb, estão sendo oferecidas 70 vagas destinadas a candidatos de nível médio. Os salários oferecidos são de R$ 1,2 mil. Já para o IPM, são oferecidas 60 vagas, sendo 19 vagas para o nível superior, com salários de R$ 2.546,64; técnico de nível médio, com cinco vagas e salários de R$ 1.634,55, além de nível médio, com salários de R$ 1.410,00. A promessa é de que as provas sejam aplicadas ainda neste ano.

O prefeito também anunciou 587 vagas para a saúde, destinadas a profissionais de nível superior, médio e técnico. As vagas são destinadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Armas, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Especialidades, que está com obras. As portarias, revela o gestor, estão sendo encaminhadas à Câmara Municipal de João Pessoa, para que sejam autorizadas. A previsão é a de que as provas ocorram até janeiro do próximo ano. Os editais, ele revela, devem ser publicados ainda neste mês.

Já Ricardo Coutinho anunciou na semana passada a realização de concurso público para contratar mil professores. Serão contratados profissionais para Educação Básica 3, distribuídas para 12 disciplinas. Este é o terceiro concurso para professor realizado durante esta gestão, somando mais de 4 mil vagas para a categoria. Serão ofertadas 200 vagas para professor de Língua Portuguesa e 200 para Matemática; para professor de Geografia, História, Biologia e Química serão disponibilizadas 100 vagas em cada disciplina; além de 60 vagas para professor de Física; 40 para Língua Inglesa e a mesma quantidade para Educação Física; já para Sociologia, Filosofia e Artes estarão disponíveis 20 vagas para cada disciplina.

O edital para o concurso será publicado no dia 5 de outubro e as vagas serão distribuídas entre as 14 Gerências Regionais de Educação do Estado. As provas deverão ser aplicadas nos municípios sede de cada Gerência Regional, no mês de dezembro.