Com DEM, PP e PT, chapas de João e Lucélio caminham para consolidação de nomes

Faltando menos de dez dias para o fim do prazo das convenções, composição das chapas está sendo desenhada

João Azevedo, Lígia Feliciano, Lucélio Cartaxo, Tárcio Teixeira, José Maranhão e Rama Danas são os nomes colocados para encabeçar as chapas para o governo nas eleições deste ano. Foto: Montagem

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, diz o dito popular. Na política é assim também. Mas algumas coisas já podem ser pontuadas em relação às chapas que vão disputar as eleições deste ano, na Paraíba. Com o caminho aberto para solucionar as pendências com DEM, PP e PT, já dá para esboçar uma composição possível para as chapas encabeçadas por João Azevedo (PSB) e Lucélio Cartaxo (PV). Os casos de José Maranhão (MDB) e Lígia Feliciano (PDT) são complexos, pela dificuldade enfrentada por eles para agregarem aliados. Maranhão definiu apenas o nome de Bruno Roberto (PR) na vice e pode ter o ex-governador Roberto Paulino (MDB) na disputa pelo Senado. Manoel Júnior (PSC) também é esperado. Já Lígia ainda não tem ninguém.

Se prosperarem as discussões internas, João poderá ter como vice na chapa o ex-senador Efraim Filho. O DEM fazia mistério sobre a coligação na Paraíba, porque dependia do aval nacional. Nesta quarta-feira (25), o partido decidiu nacionalmente liberar as alianças nos Estados. Ou seja, mesmo na base de apoio a Geraldo Alckmin, no contexto nacional, não será exigida verticalização dos aliados. Outro ponto que pode ser definido é a escolha do deputado federal Luiz Couto (PT) para a disputa do Senado. Ele impõe condições ao próprio partido para aceitar o desafio. Cobra estrutura e o batismo de candidato de Lula. A outra vaga já definida é a de Veneziano Vital do Rêgo para a disputa do Senado. Ele, vale dizer, já está em campanha há meses.

Já Lucélio Cartaxo tem as composições praticamente definidas. Tem Cássio Cunha Lima (PSDB) na disputa pela reeleição para o Senado. Tem também Micheline Rodrigues (PSDB) como nome posto para vice na chapa. A vaga restante na majoritária deve ficar com Daniela Ribeiro, do PP. As conversas avançaram bastante desde o fim da semana entre as siglas e falta pouco para o fechamento. O próprio governador Ricardo Coutinho (PSB) deu declarações nesta semana falando que o Partido Progressista está onde sempre esteve, na oposição.

No Psol, as coisas estão todas definidas desde o dia 21. O candidato ao governo será Tárcio Teixeira e a vice será Adjany Simplicio. Para o Senado, a sigla terá Nelson Júnior e Nivaldo Mangueira. Todos são do mesmo partido. A pré-candidata ao governo, Rama Dantas (PSTU), ainda não apresentou os outros nomes que vão compor a chapa para as eleições deste ano.

Daniella Ribeiro confirma candidatura ao Senado e é disputada por PV e PSB

Progressistas estão na base aliada da oposição, mas a composição para as eleições deste ano não descartam aliança com governistas

A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) bateu o martelo. A Assembleia Legislativa ficou pequena para as pretensões políticas da parlamentar. Ela vai disputar vaga para o Senado. No xadrez eleitoral, a parlamentar se colocou em um ponto equidistante entre as candidaturas da oposição, com Lucélio Cartaxo (PV), e do governo, com João Azevedo (PSB). Apesar da maior proximidade do primeiro, por histórico de alianças, as bancas de apostas apontam maior possibilidade de fechamento da aliança com o segundo. Daniella diz ter feito pesquisas e ouvido a militância do partido. Todos os sinais apontam boas chances eleitorais, ela assegura.

O PP, hoje, está na base aliada dos preitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). A aliança com os partidos de oposição, no entanto, vai depender do rumo das conversas. Ao contrário do que vinha ocorrendo antes, o partido não demonstra mais pressa. Daniella disse que vai esperar os prazos necessários para a definição. A data final para as convenções é o dia 5 de agosto. Até lá a definição poderá ser tomada. Antes disso, haverá muita especulação. Se fosse para apostar, eu diria que o grupo vai escolher a base governista. Os sinais são claros, apesar de não haver caminho sem volta.

Dono da Riachuelo desiste de disputar a Presidência da República

Saída da disputa abre espaço para que o PRB formalize apoio a Ciro Gomes ou a Geraldo Alckmin

Reprodução/Facebook

O empresário Flávio Rocha (PRB) é o primeiro entre os pré-candidatos a presidente da República a desistir da disputa eleitoral. O dono da Riachuelo usou o perfil no Facebook para divulgar um vídeo explicando os motivos da decisão. Ele não anunciou apoio a nenhuma das outras pré-candidaturas postas. A sigla, em contrapartida, fica livre para buscar outra composição. Os nomes prováveis são os de Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Desde cedo havia especulações sobre a desistência de Rocha. Durante o discurso, ele alegou, no vídeo, o temor de que a política brasileira siga o caminho dos extremos. O postulante não passou de 1% nas sondagens eleitorais.

 

 

PSDB oficializa apoio a Lucélio Cartaxo para a disputa do governo

Tucanos vão colocar o nome de Cássio para o Senado e Pedro para a Câmara dos Deputados

Tucanos querem que Lucélio Cartaxo assuma a cabeça de chapa das oposições. Foto: Divulgação

Os tucanos fecharam questão em relação ao apoio ao militante do PV, Lucélio Cartaxo, para a disputa do governo. Esse é o primeiro movimento das lideranças das oposições em busca de uma chapa de consenso. Havia cobrança dos verdes por um gesto do bloco comandado pelo senador Cássio Cunha Lima e o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. A demora por uma posição, inclusive, fez o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), desistir da disputa. O passo seguinte agora é conseguir apoio do PP de Aguinaldo Ribeiro e do PSC, de Marcondes Gadelha.

O PP é o partido que inspira maiores cuidados. O prefeito Luciano Cartaxo ficou encarregado de conversar com a família Ribeiro. O presidente estadual da sigla, o vice-prefeito de Campina Grande Enivaldo Ribeiro chegou a lançar a deputada estadual Daniella Ribeira como candidata ao governo. O PDT da vice-governadora Lígia Feliciano também está no radar. Os oposicionistas entendem que o momento é de não fechar a composição da chapa majoritária e trabalhar o consenso entre os partidos. O senador José Maranhão, que se lançou para a disputa do governo, também será procurado.

Na foto, as lideranças da oposição na Convenção do PSDB, ocorrida no ano passado. Foi dos poucos movimentos que sinalizaram para a unidade. Foto: Josusmar Barbosa

Enquanto isso, o bloco comandado pelo governado Ricardo Coutinho (PSB) espera pelos dissidentes para compor a chapa encabeçada pelo ex-secretário João Azevedo. Se os partidos de oposição quiserem trabalhar uma unidade, vão ter que trabalhar dobrado para isso.

Confira a nota do PSDB

Uma agenda para o futuro da Paraíba.

Tendo em vista seus compromissos históricos com o desenvolvimento da Paraíba, a Executiva estadual do PSDB vem a público comunicar o que segue:

1) O partido defende, desde o ano passado, a unidade das oposições no Estado por entender que este é o caminho adequado para promover as transformações que a população da Paraíba espera;

2) Com essa compreensão, em mais um gesto de desprendimento, o PSDB decidiu apoiar o nome de Lucélio Cartaxo, do Partido Verde, ao governo do Estado, abrindo caminho para um entendimento mais amplo;

3) O processo eleitoral marca o fim do ciclo de oito anos de um governo que deixa uma dívida de cuidados com as pessoas, sobretudo as que mais precisam, em áreas essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública;

4) Isso exige de todos nós a união de esforços em torno de uma agenda programática que recoloque o Estado na rota do crescimento, que estabeleça um novo padrão de gestão, com respeito aos recursos do contribuinte e a adoção de políticas públicas voltadas para transformar a vida das pessoas, gerando mais oportunidades, mais emprego e renda;

5) O que nos une, portanto, são os pilares de uma agenda de futuro para os paraibanos e paraibanas: compromisso com a melhora da qualidade de vida da população; diálogo e respeito com todos os segmentos da sociedade; responsabilidade fiscal, fim do arrocho tributário; planejamento e gestão com desenvolvimento sustentável; além de políticas públicas eficazes nas áreas essenciais, voltadas para os mais pobres.

6. Para o PSDB, é fundamental que as forças de oposição, com maturidade e respeito, se mantenham unidas e aprofundem o diálogo em torno da construção desse projeto de transformação que queremos, juntos, oferecer à Paraíba. Um projeto que permita a todos os paraibanos e paraibanas olhar para frente novamente com esperança e fé.

 

Vereadores lançam carta aberta de apoio ao nome de Romero Rodrigues

Prefeito de Campina Grande disputava com Cartaxo indicação das oposições para disputar o governo do Estado

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, discursou na abertura dos trabalhos da Câmara neste ano. Foto: Josusmar Barbosa

Os vereadores de Campina Grande, ligados ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB), lançaram carta aberta, nesta quinta-feira (2), de apoio ao gestor para a disputa do governo do Estado. O movimento ocorreu ligeiramente após o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), anunciar a saída do processo. Ele concorria com o tucano a indicação das oposições para a disputa do cargo. Entre os apoiadores, de Rodrigues está a presidente da Câmara de Campina Grande, Ivonete Ludgério, do mesmo partido de Cartaxo. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) terá conversa nesta sexta-feira com o prefeito da capital para discutir a sucessão.

 

Vereadores lançam carta aberta de apoio ao nome de Romero Rodrigues para o Governo do Estado

CARTA ABERTA

Diante do anúncio feito nesta quinta-feira, 01/03, pelo excelentíssimo senhor prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), nós, que subscrevemos a presente carta, decidimos reafirmar publicamente total apoio à candidatura ao Governo do Estado do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, nos termos que se seguem:

1. Compreendemos ser evidente que o gesto do prefeito Luciano Cartaxo remove totalmeçante a natural indefinição até agora havida no campo das oposições entre uma candidatura do PSD ou do PSDB encabeçando a chapa;

2. Ora, uma vez superado esse ponto, também se mostra evidente que resta em campo o nome do prefeito Romero Rodrigues, que vinha polarizado a natural indefinição com Cartaxo. Ou seja, é consequência lógica e natural que, diante da desistência do prefeito de João Pessoa, finda-se qualquer indefinição e consolida-se o nome de Romero;

3. Destarte, temos por certo o apoio já inúmeras vezes anunciado, afirmado e reafirmado pelo senador Cássio Cunha Lima, dele e do PSDB, à candidatura de Romero, pelas razões que o próprio senador repetidas vezes listou;

4. Romero tem realizado um trabalho notável à frente da Prefeitura de Campina Grande, cuja reprodução no plano estadual seria de suma importância para a Paraíba; Romero vive um momento político e administrativo que o credencia plenamente a pleitear o Governo do Estado; a Romero, como frisou o senador em distintas oportunidades citando o tribuno Raymundo Asfora, cabia considerar, em seu “reduto íntimo e inviolável”, a decisão de ser ou não candidato, com total apoio do PSDB;

5. Ademais, compreendemos que o prefeito de Campina Grande é o nome que mais condições reúne de agregar as oposições na Paraíba, fato de grande relevância para consolidar uma estratégia de vitória do bloco para bem do estado;

6. Nesse sentido, inclusive, entendemos que a decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, representa uma iniciativa de grande importância para as oposições e, portanto, para a Paraíba, viabilizando plenamente a construção de uma composição capaz de agregar todo o arco oposicionista, na cristalização de um projeto que está acima de nomes por priorizar uma unidade em favor do nosso estado;

7. Estamos certos, igualmente, que a candidatura à reeleição do senador Cássio Cunha Lima, cuja atuação na Câmara Alta do Congresso tem recebido reconhecimento e destaque nacional, é de fundamental importância para a Paraíba, devendo encontrar em nós o apoio necessário e certo para sua confirmação;

8. Por fim, manifestamos a certeza de que nossos mais destacados agentes políticos são plenamente conscientes do papel histórico que representam, bem como da grandeza necessária aos instantes de decisão, assim como do caráter sagrado do compromisso empenhado, de modo que nada mais temos a esperar se não a consonância das palavras, gestos e atos em prol de interesses superiores, do bem da Paraíba;

9. Nesse sentido, portanto, pedimos àqueles que fazem os partidos de oposição na Paraíba que possam dar as mãos para a construção de um projeto de unidade em favor do nosso estado;

10. E, finalmente, manifestamos mais uma vez pleno e total apoio à união das oposições e à candidatura do prefeito Romero Rodrigues ao Governo do Estado da Paraíba. Por um tempo de prosperidade, trabalho, respeito e paz, Romero governador.

Campina Grande 01 de março de 2018

Álvaro Farias (PSC)
Ivonete Ludgério (PSD)
Márcio Melo (PSDC)
Saulo Germano (PSDC)
Sargento Neto (PRTB)
Pr. Luciano Breno (PPL)
Janduy Ferreira (Avante)
Renan Maracajá (PSDC)
Rui da Ceasa (PSDC)
Aldo Cabral (PSC)
Ivan Batista (PSDB)
Pimentel Filho (PSD)
Marinaldo Cardoso (PRB)
Alexandre do Sindicato (PHS)
Lula Cabral (PRB)
João Dantas (PSD)
Saulo Noronha (SD)
Jóia Germano (PSDB)
Nelson Gomes Filho (PSDB)
Lucas Ribeiro (Progressistas)
Teles Albuquerque (PSC)

Rômulo espera que Luciano Cartaxo não deixe o partido e reforce a oposição

Lideranças do partido divulgam nota com a expectativa de que o prefeito reforce a atuação das oposições no Estado

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigavam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) quebrou o silêncio sobre a decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de não disputar a eleição para o governo do Estado. O gestor trabalhava entre os aliados a indicação para o pleito e vinha cobrando pressa em uma definição. A tese de Cartaxo era de que as siglas que se opõem ao governador Ricardo Coutinho (PSB) precisavam definir até o mês passado o nome do candidato. A empreitada enfrentou resistência de lideranças como o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e do próprio senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Dentro do próprio partido, o clima não era pacífico. O deputado estadual licenciado, Manoel Ludgério, defendia o nome de Romero.

Confira a nota da Executiva do Partido:

Luciano Cartaxo não desistiu de ser candidato a governador da Paraíba, como afirmam alguns. O Prefeito reeleito de João Pessoa, que recebeu mais de 60% dos votos na capital e foi eleito em primeiro turno, demonstrou o seu perfil corajoso e arrojado, por priorizar investimentos e toda a sua dedicação no bem estar da população, em mobilidade, infraestrutura, educação e saúde de qualidade. A gestão do Prefeito Luciano é marcada por resultados. Tudo isso com muita transparência, respeito e rigor com a coisa pública. Por isso repito, Luciano não desiste. O Prefeito Luciano não desistiu de contribuir com a Paraíba. Ele escolheu, isso sim, concluir o mandato para o qual foi escolhido pela população pessoense e que vem transformando a capital e centro das decisões do governo estadual. O PSD o vê como uma importante liderança no Estado, nome natural para disputar, e governar, a Paraíba. Como prefeito, seguirá como uma voz atuante nas discussões do rumo do nosso Estado. Como liderança do PSD, será um dos condutores nas decisões sobre a participação do Partido nas eleições que se aproximam, seja na composição de uma aliança, seja com o lançamento de uma candidatura própria, para a qual o presidente municipal do PSD, seu irmão Lucélio Cartaxo que possui todas as credenciais, seja até mesmo repensando a sua decisão. Afinal, é do sábio também mudar de opinião. Tenha certeza, Luciano, que tem o nosso apoio em sua decisão. Seguiremos atuando, como sempre fizemos, em defesa dos interesses de João Pessoa, da nossa Prefeitura, e de toda a população da Paraíba, em busca de mais verbas, investimentos e projetos, nos Ministérios, Autarquias, Secretaria e em todas as instituições públicas. A Paraíba, João Pessoa, o PSD e o Prefeito Luciano terá a nossa voz no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa.

Rômulo José de Gouveia
Deputado Federal e Presidente da Executiva Estadual do PSD

Manoel Ludgério
Deputado Estadual e Vice Presidente da Executiva Estadual do PSD

Em nome da Executiva Estadual do Partido Social Democrático – PSD

 

Cartaxo zera o jogo e não garante apoio a candidatos da oposição

Depois de anunciar desistência da disputa, prefeito diz que espera nomes serem colocados para decidir o destino

Luciano Cartaxo dá entrevista coletiva para falar sobre o futuro. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Muito mais do que anunciar o abandono da disputa pelo governo do Estado, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) deixou claro que o jogo está zerado. Durante entrevista coletiva, na tarde desta quinta-feira (3), o gestor alegou que “as oposições” perderam o “timing” para a escolha de um nome para a disputa. Ele promete acompanhar o processo eleitoral, mas evita marcar posição. Vai esperar a definição dos nomes que estarão na disputa e, depois disso, definir quem receberá seu apoio. A decisão foi tomada após seguidas cobranças sobre PSDB, MDB e PSD, partido que o abrigou desde 2015, sobre a disputa.

A reunião para comunicar a posição ocorreu na manhã desta quinta, para um grupo seleto de auxiliares. A definição, no entanto, segundo forte ouvida pelo blog, ocorreu há alguns dias. Ela vinha sendo amadurecida por causa do que alguns secretários do staff do prefeito chamava de “fritura” das lideranças de oposição. “Eles (as lideranças de oposição) não queriam a candidatura de Luciano. Estavam apenas cozinhando em banho-maria”, disse um auxiliar. Questionado sobre o que levou à decisão desta quinta, outro aliado foi enfático: “é só acompanhar os sinais que foram dados pela oposição. Cássio (Cunha Lima) vai ser o candidato”.

Sem verbalizar exatamente o que o fez abandonar a ideia de disputar o governo, o prefeito evitou fechar questão sobre apoios. “Essa é uma discussão que vamos fazer com muita gente. Não é uma decisão pessoal, de Luciano Cartaxo. Vamos dialogar com muita gente. Ver quem são os candidatos. Cada partido tem autonomia, da mesma forma que eu tomei a minha decisão, eu disse que ia tomar essa decisão, eu disse que tinha um prazo, eu disse que tinha um limite para avançar neste processo, então, eu tomei a decisão e vamos esperar a decisão dos outros partidos”, disse.

Cartaxo disse ainda nem saber que posicionamento adotará para a disputa. Ele deixou claro, no entanto, que não há questão fechada.  “Não sabemos quem são os candidatos que serão colocados à disposição da Paraíba e quando estes nomes estiverem à disposição, nós vamos fazer o bom debate”, ressaltou. Um ponto colocado por vários aliados do prefeito foi o clima de desconfiança que vinha aumentando. Desde o fechamento das urnas, em 2016, a definição do nome foi ficando mais difícil gradativamente. “Havia o compromisso dos partidos de oposição e ele foi paulatinamente sendo quebrado”, disse uma das fontes.

Mudança de partido

O clima de desconfiança vem numa crescente entre os aliados do prefeito Luciano Cartaxo. Não há certeza, inclusive, de que ele se manterá no PSD. Há a discussão de que a permanência dele no partido poderia inviabilizar uma disputa. Há até quem já bata o martelo sobre a possibilidade de mudança para um partido da base aliada do governador Ricardo Coutinho. Siglas como PTB, por exemplo, chegaram a ser ventiladas a boca miúda durante a entrevista coletiva. O gestor, no entanto, não toca no assunto. Se resume a dizer que vai esperar a definições dos nomes para escolher quem apoia.

Nota de Romero

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), divulgou nota logo após a oficialização da desistência de Cartaxo. Ele externou surpresa pela informação. Os dois disputavam internamente, entre os partidos de oposição, a indicação para a disputa. Nos bastidores, a informação era a de que o gestor campinense trabalhava uma saída da disputa. O gestor revelou que vai procurar o prefeito da capital e que só depois da conversa, vai se manifestar oficialmente.

“​Pela relevância do fato político e pela extrema consideração, respeito e amizade que nutre pelo colega de João Pessoa, Romero Rodrigues não pretende emitir qualquer opinião a respeito do assunto sem antes manter entendimentos pessoais com Luciano Cartaxo, avaliar com ele as circunstâncias e assumir qualquer decisão posterior em harmonia com o gestor da Capital, a quem considera um dos melhores quadros da politica paraibana da nova geração”, disse a nota divulgada pela assessoria do prefeito.

PSDB

O presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, disse respeitar a opinião do prefeito. O dirigente prometeu procurar Luciano Cartaxo para discutir a composição de uma nova chapa. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) chega na tarde desta quinta-feira à Paraíba e participa de solenidade em Santa Rita. O dirigente evitou opinar sobre a decisão do pessedista.

Nos bastidores, entre os tucanos, há que fale que a desistência do prefeito de João Pessoa era uma hipótese prevista. Eles atribuem o fato à resistência do senador José Maranhão (MDB) de seguir no projeto que resultou na reeleição do gestor. “Cartaxo já havia conversado com Romero. Estava tudo certo. Romero já dava sinais de que abandonaria o projeto de disputar as eleições”, ressaltou.

O presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, não foi localizado pelo blog.

MDB promete R$ 6,5 milhões para impedir saídas de Lira, Veneziano, Hugo e André do partido

Partido do presidente mais impopular desde a redemocratização quer evitar debandada de deputados e senadores preocupados com a reeleição

José Maranhão se apresenta como candidato do MDB ao governo do Estado nas eleições deste ano. Foto: Divulgação/Senado

O MDB do senador José Maranhão partiu para o tudo ou nada para tentar impedir a debandada de lideranças do partido. A Comissão Executiva da sigla definiu a doação de R$ 1,5 milhão para cada deputados federal e R$ 2 milhões para os senadores que vão disputar a reeleição. O dinheiro carimbado terá como destino apenas os detentores de mandatos. O objetivo é estancar a sangria com o que o partido terá de sobra no pleito: dinheiro. Ainda não foram definidos os patamares financeiros para quem for disputar o governo do estado ou tentar renovar o mandato de deputado estadual. Também não há pistas de quanto vai sobrar para os que tentarem o primeiro mandato.

O tesoureiro do partido, na Paraíba, Antônio Souza, explicou que o objetivo é mesmo impedir a sangria durante a janela para a transferência de partido. O prazo para que os parlamentares mudem de sigla sem o risco de ter o mandato contestado na Justiça será entre 7 de março e 7 de abril. Aqui na Paraíba, todos os deputados federais já demonstraram desejo de deixar a sigla. Várias questões são alegadas como motivação. Veneziano Vital do Rêgo se queixa da falta de diálogo interno. Ele defende que o partido integre a base aliada do governador Ricardo Coutinho (PSB). O destino dele poderá ser o Podemos. André Amaral segue no mesmo sentido e pode migrar para o Pros. Hugo Motta fez as contas e chegou a conclusão de que teria dificuldades de se eleger o MDB.

Caso decidam ficar, o MDB destinará R$ 4,5 milhões para a campanha dos três parlamentares. Já o caso de Raimundo Lira é emblemático. Ele se posiciona pró-união das oposições. As contas do grupo oposicionista já o colocam como membro para a disputa da reeleição ao Senado. Houve até a propagação no grupo de que ele poderia deixar o partido para formar a chapa majoritária com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O parlamentar negou a disposição de sair. Caso decida disputar a reeleição pelo partido, terá R$ 2 milhões à disposição como ponto de partida para a disputa eleitoral. Ele, inclusive, participou da reunião da Executiva do MDB, presidida pelo senador Romero Jucá, presidente nacional do partido.

Antônio Souza disse que a oferta de recursos deve desestimular a saída de lideranças do partido. “Se Veneziano for para o Podemos, ele terá esse dinheiro para disputar a eleição? Se André Amaral for para o Pros, ele terá?”, questionou o dirigente emedebista. Ele alega ainda que os valores são apenas iniciais. Eles poderão sofrer incrementos. Já em relação a Hugo Motta, as informações internas são de que ele desistiu de sair do partido. O mesmo ocorre em relação ao deputado estadual Nabor Wanderley. O senador deve reunir os parlamentares do partido na próxima segunda-feira (26) para tratar sobre o assunto.

Chapa da oposição já está praticamente fechada para as eleições deste ano

Entre um gole de cerveja e outro no Tambiá Folia, lideranças disseram que falta apenas uma reunião pós-carnaval para fechar todos os nomes

Luciano Cartaxo (D) e Marcos Vinícius (E) durante a apresentação de Tatau no Tambiá Folia. Foto: Olenildo Nascimento

Não há nada a mais do que o já comentado no blog ou na minha coluna na CBN João Pessoa. Mas as peças continuam se juntando no xadrez eleitoral deste ano. Neste fim de semana, durante a prévia carnavalesca Tambiá Folia, organizada pelo presidente da Câmara, Marcos Vinícius (PSDB), várias pontas soltas foram atadas. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) evitou declarações sobre acertos firmados. Sem esconder o otimismo, garantiu que tudo estará definido após o Carnaval. Apesar disso, não foi raro encontrar quem, entre os tucanos, apresentasse a chapa para a disputa. Por ela, estariam contemplados o gestor pessoense, na cabela de chapa. O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), indicaria a mulher, Michelline Rodrigues, para a vaga de vice.

E não para por aí. Do tucanato vem ainda a indicação de Cássio Cunha Lima para a disputa da reeleição para o Senado. A outra vaga para a disputa da Casa Alta ficaria por conta de Raimundo Lira, hoje no MDB. Lira, vale ressaltar, deve trocar de legenda. Isso se, como se espera, o senador José Maranhão (MDB) decidir manter a candidatura ao governo do Estado. Nas contas das lideranças da oposição ouvidas pelo blog na festa, sobrariam quatro vagas para serem distribuídas entre os partidos aliados. “Não tem espaço para desconfiança”, ressaltou uma fonte ouvida pelo blog. A alegação é a de que, junta, a oposição terá chance de vencer no primeiro turno as eleições. A compreensão é a de que se houver segundo turno, a coisa complica.

A definição ocorre após uma série de desentendimentos entre os partidos de oposição. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, cobrava uma decisão urgente para a definição da candidatura. Ele, nos bastidores, ameaçava não deixar a prefeitura sem uma definição. O entendimento comum, inicialmente, seria de uma definição do nome das oposições até o fim de janeiro. O senador Cássio Cunha Lima, no entanto, defendia o adiamento para abril. Depois de muita pressão, um acordo deve ser firmado após o Carnaval.

Poderio governista

Enquanto os partidos de oposição traçam planos para a disputa, os governistas estão com o pé na estrada. A estratégia é clara:  governador Ricardo Coutinho (PSB) organizou uma agenda intensa de inaugurações e reuniões do Orçamento Democrático para reforçar o nome do secretário João Azevedo. Nesta segunda-feira (5), por exemplo, ele estará presente na posse dos mil professores nomeados pelo governador. A solenidade vai ocorrer no Espaço Cultural, às 10h.

 

 

Leonardo Gadelha espera que André e Renato se definam sobre quem sairá candidato

Aliados entendem que não há espaço para duas candidaturas da família para a Assembleia Legislativa

Leonardo Gadelha vai disputar vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O ex-deputado e ex-presidente nacional do INSS, Leonardo Gadelha (PSC), tem uma visão objetiva da disputa eleitoral deste ano: André Gadelha (MDB) e Renato Gadelha (PSC) precisam se definir sobre a disputa para a Assembleia Legislativa. O consenso entre os aliados é que haverá dificuldades para os dois, caso eles decidam disputar o mesmo cargo. “Acredito que eles vão conversar e encontrarão um meio termo”, ponderou Leonardo. Ele vai tentar, na campanha deste ano, fazer o caminho de volta para a Câmara dos Deputados. Em 2014, ele foi candidato a vice na chapa encabeçada pelo Pastor Everaldo (PSC).

Leonardo analisou que André tem um apelo eleitoral substancial em Sousa, cidade comandada por ele até 2016. Já Renato, atualmente deputado estadual, tem maior profundidade nas cidades vizinhas. Ele acredita que os dois conseguirão se entender, apesar de muitas lideranças acharem a equação bastante complicada. Os dois estão em campanha, em busca de espaço. O ex-presidente do INSS alega que, para o clã Gadelha, as duas lideranças exercem ou exerceram bom trabalho na Assembleia. “Ambos tiveram participação importante no comando da oposição”, ressaltou.