Prazo para desincompatibilização provoca “debandada” de pré-candidatos em prefeituras e no Governo

Saída das gestões é determinada pela Justiça Eleitoral para quem queira disputar vaga no Executivo

Candidatos deixam governo e prefeituras visando a disputa eleitoral neste ano. Foto: Divulgação/TSE

O fim do prazo para a desincompatibilização, previsto para esta quinta-feira (4), vai forçar uma mini-reforma administrativa no governo e em várias prefeituras. Isso por que os secretários municipais e diretores de autarquias que pretendam disputar as eleições, precisam deixar as gestões até esta quinta-feira (4). Só do governo do Estado, as baixas podem chegar a oito.

Um dos nomes de malas prontas para deixar o governo é Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos). A mulher do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) pretende disputar a prefeitura de Campina Grande e, por isso, está deixando o comando da Secretaria de Desenvolvimento e Articulação Municipal. Outro nome lembrado para a disputa em Campina Grande é o de Geraldo Medeiros (Cidadania), mas a pandemia do novo Coronavírus surge como um impeditivo para a saída.

Outra secretária que deve deixar o governo é Denise Albuquerque (Desenvolvimento Humano). Ela deve disputar a prefeitura de Cajazeiras. Já Beto Brasil deixa a Lotep para a disputa em Solânea. Aristeu Chaves deixa o Procase para disputar a prefeitura de Camalaú. Entre os diretores de hospital, dois deixam o cargo para disputar o comando das prefeituras. São eles Leonardo Cabral, em Aguiar, e Kévia Werton, em Pombal.

João Pessoa

Da capital, três nomes são colocados como mais cotados para disputar a prefeitura na base do prefeito Luciano Cartaxo (PV). A lista inclui Diego Tavares (Desenvolvimento Social), Daniella Bandeira (Planejamento) e Edilma Ferreira (Educação). Até agora, o gestor não tornou público o nome de quem terá o apoio dele para a disputa eleitoral deste ano.

Campina Grande

Já em Campina Grande, o deputado estadual licenciado Tovar Correia Lima (PSDB) deixa a Secretaria de Planejamento. Ele colocou o nome à disposição do prefeito Romero Rodrigues, visando a disputa da prefeitura. Outro que deixa o cargo é o vereador Lucas Ribeiro (PP), que deixa a Secretaria de Ciência e Tecnologia.

Cartaxo filia secretárias e inicia definição de candidatos após o Carnaval

Daniella Bandeira é lembrada por correligionários como nome para disputar a prefeitura da capital

Daniella Bandeira é um dos nomes lembrados na base de Cartaxo para a disputa da eleição. Foto: Divulgação/Secom-JP

O Partido Verde (PV) anunciou nesta sexta-feira (14) a filiação de 200 nomes ao partido, visando as eleições deste ano, na capital. A sigla comandada no Estado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, faz planos de reforçar a presença na principal cidade do Estado. Entre os nomes apresentados foi dado destaque nos das secretárias Daniella Bandeira (Planejamento) e Socorro Gadelha (Habitação). A primeira figura entre os preferidos do gestor para disputar a cabeça de chapa nas eleições deste ano.

Cartaxo colocou como prioridade o lançamento de um nome do partido para a disputa da prefeitura de João Pessoa com o apoio dele. A postura elimina da relação de postulantes o atual vice-prefeito, Manoel Júnior (SD), e o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB). Ambos, no entanto, demonstraram disposição de disputar o pleito em faixa própria.

O partido do atual prefeito também informou que dará sequência ao diálogo com as siglas que integram a base de apoio em João Pessoa. Cartaxo disse que o reforço dos novos filiados é um importante passo para o processo eleitoral que se aproxima. “Os novos integrantes do PV estão alinhados com o modelo de gestão implementado na Capital, participando de forma direta dos resultados alcançados. Daniela e Socorro têm vasta experiência, cumprindo papéis decisivos em todas as esferas da administração pública”, afirmou.

O gestor também disse que o partido vai seguir o processo de discussão interna para a escolha do nome a disputar as eleições deste ano, cumprindo com uma decisão que acompanha a executiva nacional, que considera a capital paraibana como prioridade no país.

“Mais do que um nome, vamos apresentar um caminho para João Pessoa seguir avançando. Nos últimos oito anos, a cidade tornou-se uma referência em gestão pública, reconhecida dentro e fora do Brasil, com um novo conjunto de praças e parques, ampliação da educação infantil e do ensino em tempo integral, o maior programa de habitação da história e a criação de uma nova rede de urgência e emergência. A hora é de seguir em frente”, apontou.

Wilson e Ana Cláudia querem apoio de João para disputa em JP e CG

PTB e Podemos fecham primeira aliança visando as eleições do ano que vem na Paraíba

Wilson Filho (com microfone) e Ana Cláudia (E) se preparam para as eleições. Foto: Divulgação/PTB

O PTB e o Podemos querem o apoio do governador João Azevêdo (sem partido) para as eleições nas duas principais cidades do Estado, no ano que vem. Os diretórios das duas siglas fecharam aliança visando o pleito municipal. Para a capital, a escolha foi a do deputado estadual Wilson Filho (PTB). Já para Campina Grande, o nome escolhido foi o da secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal da Paraíba, Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode). O acordo foi oficializado durante entrevista coletiva, na capital, nesta sexta-feira (6).

“E eu vejo que as pessoas querem mudanças. João Pessoa há muito tempo dá oportunidade, cobra aos seus gestores, e se eles não atuam da forma que deveriam, muda o ciclo. Foi assim com Cícero, com Ricardo, com Cartaxo e será assim mais uma vez, porque João Pessoa terá opções”, destacou Wilson Filho. Ex-aliado do agora ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), o parlamentar assegura que não tem medo de enfrentar o socialista nas urnas nas eleições do ano que vem, caso ele decida lançar a candidatura.

Ana Cláudia Vital, por sua vez, ressaltou que é um projeto que não irá se exaurir no processo eleitoral de 2020. “É um projeto de governança, de planejamento e de respeito às boas práticas da política. É por isso que estamos juntos. É uma aliança na qual estamos pensando a Paraíba, nas formas gestão, e tenho certeza que saímos fortes e fortalecidos”.

O deputado federal Wilson Santiago, presidente estadual do PTB, disse acreditar que a partida na frente, com o fechamento da aliança, fará com que a parceria seja reproduzida na maior parte dos municípios paraibanos. Já o presidente do Podemos-PB, Galego do Leite, destacou que os dois partidos possuem em seus quadros diversas lideranças políticas de peso e que a coalizão irá receber em breve novas adesões que irão fortalecer ainda mais a aliança.

João Azevêdo

Um dos pontos destacados na coletiva de imprensa desta sexta-feira (6), na qual PTB e Podemos selaram a primeira aliança partidária na Paraíba objetivando as eleições do ano que vem, foi a ratificação no posicionamento de apoio ao governador João Azevêdo. “É um nome ponderado, equilibrado e que tem um poder de aglutinação espetacular. Com sua calma e leveza, consegue unir os opostos e trazer avanços significativos para a Paraíba, pois tem capacidade de diálogo e de respeitar o pluralismo de ideias”, afirmou Wilson Santiago, presidente estadual do PTB.

PTB e Podemos alinham discurso e aliança para 2020 em JP e CG

Plano é lançar Wilson Filho (PTB) para prefeito de João Pessoa e Ana Cláudia (Pode) em Campina Grande

Wilson Filho deve disputar a prefeitura de João Pessoa. Foto: Divulgação/ALPB

O PTB e o Podemos devem se tornar os primeiros partidos a firmarem aliança para as eleições de 2020. O tema foi alvo de reuniões de dirigentes das duas legendas no fim de semana. De acordo com informações de bastidores, falta apenas oficializar a composição. O ponto de partida será o anúncio das candidaturas de Wilson Filho (PTB), em João Pessoa, e Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode), em Campina Grande.

Ana Cláudia é o nome de Veneziano para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Divulgação

Uma reunião entre dirigentes das duas legendas ocorreu na última sexta-feira (29) e o tema foi amadurecido no fim de semana. Estiveram presentes, entre outras lideranças, o presidente estadual do PTB, Wilson Santiago, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), marido de Ana Cláudia. O Podemos, inclusive, é a sigla que vem investindo com mais insistência nos convites para atrair o governador João Azevêdo (PSB) para o rol de filiados da agremiação, hoje comandada pelo vereador de Campina Grande, Galego do Leite.

O PTB, vale ressaltar, também é uma das siglas que poderão receber o governador em suas fileiras para eleições futuras. Veneziano, que chegou a ser cotado para a disputa em Campina Grande, tem dito que a prioridade é investir em Ana Cláudia para a disputa. Já Wilson Filho tem sido às pessoas próximas que não abre mão da disputa. Ambos poderão ter o apoio de João Azevêdo nas eleições de 2020.

O petebista coloca o nome para a disputa da prefeitura da capital pela segunda vez. Em 2016, ele acabou abrindo mão da cabeça de chapa para a hoje deputada estadual Cida Ramos (PSB), que tinha o apoio do então governador Ricardo Coutinho (PSB). Para o pleito atual, ele tem dito a aliados que não abre mão de concorrer. O projeto eleitoral, ele reforma, foi o que o convenceu a trocar um mandato na Câmara dos Deputados pela Assembleia. A conta do petebista foi a de que o convívio diário em João Pessoa abriria espaço maior para a busca da viabilidade eleitoral.

Além de João Pessoa e Campina Grande, a parceria entre as duas legendas será espelhada em todas as cidades onde os arranjos políticos paroquiais não interfiram. A perspectiva das lideranças das duas siglas é que a oficialização da parceria seja anunciada ainda nesta semana.

Vítor Hugo diz que não tem nada a ver com briga entre João e Bolsonaro

Prefeito de Cabedelo não descarta deixar o PRB e sinaliza com possibilidade de se filiar ao DEM

Vítor Hugo diz que poderá trocar o PRB pelo DEM. Foto: Fábio Hermano/CBN

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (PRB), tem feito mistério sobre seu futuro político. Diz que disputará a reeleição na cidade portuária, mas só se as pesquisas feitas para consumo interno derem larga vantagem a ele. E quando fala em vantagem, não está brincando. O gestor assegura que não disputará o pleito se tiver menos de 80% de aprovação. A marca é pra lá de ambiciosa. Ele foi eleito na disputa suplementar com 73% dos votos válidos. E para conseguir o intento, promete buscar a coluna do meio. Por coluna do meio entenda uma postura que foge à direita e à esquerda.

“Não tenho nada a ver com a briga de João Azevêdo (governador da Paraíba) com Jair Bolsonaro (presidente da República). Minha preocupação é com Cabedelo”, diz Hugo, para quem quiser ouvir. Para o município, ele reforça, tem conseguido recursos com parlamentares dos dois lados. O campeão de emendas destinadas ao município portuário é Efraim Filho (DEM). Mas tem recursos destinados também através de emendas de Julian Lemos (PSL). Isso apesar do prefeito ser aliado do governador João Azevêdo.

Sobre saída do PRB, essa é uma conversa que Vítor Hugo procura fazer mistério. “Não estou pensando em deixar o partido por enquanto”, diz. Mas confrontado com a óbvia constatação de que  disputa eleitoral é no ano que vem, ele admite a troca do partido pelo DEM. Diz que por gratidão, apesar de ressaltar o apoio que teve da sigla que o levou aos cargos de vereador e prefeito. O gestor pretende manter a relação com os grupos políticos que ajudarem no repasse de recursos para o município.

Sobre os escândalos de corrupção que atingiram o município, ele assegura que os problemas foram equacionados. Diz que o dinheiro que ia para o pagamento de fantasmas agora é revertido para a cidade. “Sobram R$ 2 milhões todos os meses no caixa da prefeitura, que usamos para obras”, ressaltou, em referência às denúncias proveniente da operação Xeque-Mate, desencadeada no município em conjunto por Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Sobre o indiciamento também na Xeque-Mate, feito pela Polícia Federal, o prefeito diz que as provas mostram que ele não teve relação com os crimes. As suspeitas contra ele surgiram depois que o ex-prefeito Leto Viana (PRP) apontou o atual prefeito como membro do esquema de corrupção. Ele teria recebido R$ 20 mil para aderir ao esquema e ainda um mensalinho de R$ 3 mil. Vítor Hugo diz que as provas já colhidas no processo mostram que ele nunca recebeu recursos pagos pelo ex-prefeito.

Ludgério se lança para disputa da prefeitura de Campina Grande

Deputado diz que se houver reciprocidade, ele terá o apoio dos tucanos para a disputa

Manoel Ludgério faz planos para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Roberto Guedes

Nem bem terminou o primeiro turno das eleições na Paraíba e já tem deputado fazendo planos para disputar a prefeitura de Campina Grande, em 2020. O nome de Manoel Ludgério (PSD) foi colocado na mesa como opção para o pleito por ele mesmo. O parlamentar, inclusive, vai buscar o apoio dos tucanos para a disputa. Ele alega que se houver reciprocidade, esta é a hora de ele ser o apoiado para a disputa. O pessedista diz que foi eleito vereador da cidade três vezes, deputado estadual duas vezes e agora entende que é a hora da disputa municipal.

“Todos da minha geração, que iniciaram a vida política, a vida pública no final da década de 1980 e permanecem até os dias atuais, apenas Manoel Ludgério não teve a iniciativa do grupo político do qual faz parte, de ter o nome lembrado para uma disputa majoritária em Campina Grande. Félix Araújo foi prefeito, fui líder do governo de Félix; Cássio (Cunha Lima) foi prefeito três vezes e fui líder de governo e presidente de Câmara; Rômulo (Gouveia) tentou duas vezes e infelizmente não foi eleito; Romero (Rodrigues) é prefeito duas vezes. Então, eu entendo que chegou a nossa hora”, ressaltou.

O parlamentar não aceita o argumento de que essa é a vez de Cássio disputar o governo, já que ele não conseguiu se reeleger. “As pessoas perguntam: e se não houver essa reciprocidade? Vamos construir dentro do nosso campo político o caminho”, ressaltou, acrescentando que o PSDB tem muitos jovens valores, mas alega que eles terão muito tempo para galgar espaços. Sobre a possibilidade de o senador decidir disputar a prefeitura, ele alega que Cássio é do PSDB e ele do PSD. “Se entender que vai bater chapa, vamos bater chapa”, ressaltou.

Primeiro suplente de Veneziano renuncia e Ney Suassuna é inserido na chapa

Ex-senador paraibano está fora da política desde janeiro de 2007, quando o mandato dele no Senado se encerrou

O ex-senador Ney Suassuna foi escalado de última hora para substituir suplente de Veneziano Vital. Foto: Divulgação

O ex-senador Ney Suassuna (PRB) está de volta à política depois de 11 anos. Ele foi escolhido para substituir João Teodoro (DEM) na vaga de primeiro suplente do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PSB), na disputa por uma vaga no Senado. A substituição foi protocolada no início da noite desta segunda-feira (17), prazo final para a troca de candidatos. O novo suplente do socialista havia tentado, em outras oportunidades, voltar à vida pública, mas se sucesso. Em várias oportunidades ele colocou o nome para a disputa, sempre para o Senado, mas acabava desistindo posteriormente.

Ney foi eleito senador em 1998, na chapa encabeçada pelo então governador José Maranhão (MDB), que, na época, disputava a reeleição. Antes disso, no entanto, ele já ocupava uma cadeira na Casa Alta. Ele foi eleito em 1990 como primeiro suplente de Antônio Mariz. Em 1994, acabou herdando a vaga com a renúncia do titular para assumir o governo do Estado. Mariz faleceu poucos meses depois de tomar posse, deixando o cargo para o vice-governador, José Maranhão. Durante o período que esteve no Senado, ele ocupou vaga de ministro da Integração Nacional, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Após o rompimento de Ricardo com Maranhão, em 2010, ele ficou do lado do socialista. Desde então, está na base de apoio, mas não disputava cargos eletivos.

Ao blog, Veneziano explicou que a desistência de Teodoro foi comunicada pelo DEM. O postulante alegou questões pessoais para a saída do pleito. “Diante do quadro, a opção por Ney Suassuna foi um caminho natural. Lá atrás, o PRB já havia colocado o nome dele para a disputa. Só que o DEM, que pleiteava a vaga de vice na chapa, pediu preferência. Com a desistência de Teodoro, (o deputado federal) Hugo Motta (PRB) consultou Ney Suassuna sobre a possibilidade de ele disputar. Ney topou e foi escolhido”, ressaltou.

Manoel Júnior rompe com Cartaxo e anuncia apoio a Zé Maranhão

Vice-prefeito tem alegado a pessoas próximas quebra de compromisso do prefeito Luciano Cartaxo

Luciano Cartaxo acompanha obras em Mangabeira ao lado do vice, Manoel Júnior. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), anuncia nesta quarta-feira (5) o rompimento com o prefeito Luciano Cartaxo (PV). Ele vai apoiar candidato do MDB ao governo, José Maranhão, na disputa deste ano. O comunicado vai acontecer durante entrevista coletiva, às 10h, na Associação Paraibana de Imprensa (API), em João Pessoa. Júnior tem alegado a pessoas próximas quebra de compromisso do gestor pessoense com o projeto dele, de disputa de vaga na Câmara dos Deputados. Ele decidiu disputar o cargo após ver frustrado o desejo de assumir a prefeitura de João Pessoa, já que Cartaxo desistiu da disputa do governo.

O movimento de Manoel Júnior em direção a José Maranhão não é recente. Durante a pré-campanha, quando o PSC demonstrava indecisão sobre com quem ficar, ele colocou o nome à disposição para a disputa de uma vaga no Senado na chapa do emedebista. O partido, no entanto, fechou a coligação com o PV de Lucélio Cartaxo, que disputa a eleição para o governo. O descontentamento do vice-prefeito começou dentro do próprio partido. Com as portas fechadas para a disputa do Senado, foi colocado internamente em segundo plano na disputa da vaga na Câmara dos Deputados. A prioridade do partido é a eleição de Leonardo Gadelha.

O vice teve uma reunião nesta terça-feira (4) com o prefeito Luciano Cartaxo. A pessoas próximas narrou a insatisfação com a suposta falta de apoio que estaria amargando. Por conta disso, decidiu romper e apoiar o candidato do MDB. A relação de Manoel Júnior com José Maranhão, vale ressaltar, é feita de altos e baixos. Os dois eram muito próximos na sigla emedebista, mas se distanciaram em 2014. De lá para cá, se alinharam em 2016 e se afastaram em seguida, neste ano, quando Maranhão insistiu na candidatura ao governo. Mesmo assim, tentou a reaproximação para disputar o Senado. Agora, ele entra na base de apoio.

 

Pesquisa Ibope para o governo: José Maranhão lidera rejeição entre os candidatos com 41%

Senador é seguido entre os mais rejeitados por Rama Dantas, com 33%, e Lucélio e Tárcio, com 30%

O senador José Maranhão (MDB) é o mais rejeitado entre os candidatos ao governo da Paraíba, segundo o apurado na primeira pesquisa Ibope realizada após a confirmação dos nomes para a disputa. Ele aparece na sondagem com 41% das respostas dos eleitores à pergunta sobre em que candidato eles não votaria de jeito nenhum. Ele é seguido por Rama Dantas (PSTU), com 33%. Empatados tecnicamente, considerada a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, aparecem Lucélio Cartaxo (PV) e Tárcio Teixeira, com 30%, e João Azevêdo (PSB), com 28%. Disseram que poderiam votar em qualquer um deles 2% dos eleitores consultados e 16% não sabem ou preferiram não opinar.

O levantamento foi realizado entre dos dias 21 e 23 de agosto, pelo IBOPE Inteligência a pedido da TV Cabo Branco. Ao todo, 812 votantes foram entrevistados pelo instituto. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A consulta foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-08079/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-02889/2018.

Liderança

Apesar da alta rejeição, a pesquisa estimulada mostrou o senador José Maranhão (MDB) à frente dos outros candidatos na disputa pelo governo da Paraíba. Ele aparece com 31% das intenções de voto na primeira consulta. A pesquisa aponta, na sequência, os candidatos Lucélio Cartaxo (PV) e João Azevêdo (PSB) empatados tecnicamente com 18% e 17% das menções, respectivamente, considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 3 pontos percentuais. Tárcio Teixeira, do PSOL, é citado por 3% do eleitorado paraibano, enquanto Rama Dantas, do PSTU, teve seu nome apresentado no disco de estímulo, mas não alcança 1% das menções.

Menções aos candidatos

A proporção de menções a Zé Maranhão é maior entre os eleitores que cursaram até a 4ª série do ensino Fundamental (37%) e entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (35%). Além disso, quanto menor a renda familiar do eleitor, maior as citações ao emedebista (chega a 35% na faixa de até 1 salário mínimo – SM, contra 22% na faixa acima de 2 SM). O candidato tem mais intenções de voto nos Demais Municípios do estado (33%), se comparado à Capital (23%).

Já as intenções de voto em Cartaxo são mais expressivas na Capital (29%), entre eleitores na faixa de renda familiar acima de 2 SM (23%) e entre os Evangélicos (23%).
• João é mais citado entre eleitores com escolaridade Superior (27%) e entre os que tem 25 a 34 anos de idade (22%). Além disso, quanto maior a renda do respondente, mais menções o candidato do PSB recebe – vai de 11% entre quem tem renda familiar até 1 SM e chega a 26% na faixa acima de 2 SM. Neste momento, o desempenho do candidato também é melhor na Capital do estado (23%).

Os demais candidatos são citados de forma homogênea nos segmentos analisados.

 

 

 

Daniella Ribeiro anuncia Diego Tavares e Nailde Panta para suplentes

Deputada estadual vai disputar a vaga de senadora na chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo

Diego Tavares foi escolhido por Daniella Ribeiro para a disputa da primeira suplência no Senado. Foto: Divulgação/PP

A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) revelou nesta segunda-feira (6) os nomes dos suplentes na chapa para a disputa do Senado. O primeiro suplente será Diego Tavares, um empresário de João Pessoa ligado ao prefeito Luciano Cartaxo (PV). Ele ocupou vários cargos na gestão municipal e vinha coordenando a campanha de Lucélio Cartaxo (PV) para a disputa do governo do Estado. A segunda suplência ficará com a pedagoga Nailde Panta (PP). Ela já disputou cargo de vereadora em João Pessoa e tem militância em Santa Rita. Daniella justificou a escolha com o argumento de que os nomes agregam representatividade à chapa na Região Metropolitana. “São nomes que vêm para somar com o nosso projeto”.