Frente Brasil Popular prepara protesto contra Sérgio Moro em João Pessoa

O juiz federal Sérgio Moro será recebido com protesto neste sábado (28), em João Pessoa, durante a conferência Investimento, corrupção e o papel do estado – Um diálogo suiço-brasileiro. O magistrado, coordenador da operação Lava Jato, fará palestra de encerramento do evento promovido no Teatro Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A manifestação está sendo organizada pela Frente Brasil Popular.

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Os organizadores acusam Moro de ter agido de forma seletiva no episódio dos vazamentos de áudios envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula (PT). A mobilização, segundo os organizadores, será maior que a ocorrida no ano passado, quando o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cumpriu agenda na Assembleia Legislativa. Em meio à confusão, o evento acabou não acontecendo.

Raimundo Lira descarta liderança do governo no Senado

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) mandou um recado aos emissários do presidente interino Michel Temer (PMDB-SP): não tem a menor intenção de assumir a lideranca do governo na Casa. O parlamentar explicou em entrevista à CBN que a atividade seria incomparável com sua atividade atual, como presidente da Comissão Especial Processante que analisa o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff  (PT).

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Na visão dele, sua escolha para a liderança do governo prejudicaria a condição de isenção que procura manter na comissão. Lira voltou a afirmar sua intenção de concluir os trabalhos da comissão em 2 de agosto. O prazo poderá ser prorrogado por dez dias a pedido da defesa da presidente. O objetivo é não contaminar as eleições municipais com o debate sobre o impeachment.

Petistas esperam vinda de Dilma Rousseff à Paraíba nos próximos dias

A receptividade da militância à presidente afastada Dilma Rousseff (PT) em Minas Gerais, na última sexta-feira (20), animou a base aliada da petista, que agora aguarda a vinda dela à Paraíba. Não há data prevista para a visita, nem certeza da efetividade do giro pelo país que ela pretende fazer para reverter a expectativa negativa de retornar ao poder enquanto é alvo da Comissão Especial Processante no Senado. Em Belo Horizonte (MG), a mandatária voltou a criticar o “golpe” e o governo peemedebista. Antes do encontro com blogueiros, foi recebida por um militância que gritou “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma!”, como ocorria durante a campanha de 2014, mas o cenário era diferente. De menos badalação.

Foto: reprodução

Foto: reprodução

O deputado estadual Anísio Maia (PT) disse que a petista é esperada na Paraíba e vê o giro pelo país como uma arma para combater o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). A presidente afastada veio pouco ao estado enquanto mandatária do país. No primeiro mandato, veio apenas em 2013, para uma entrega de unidades habitacionais. Depois veio na campanha de 2014 e retornou em 2015, quando seu mandato já corria risco por causa do impeachment iminente. Dos 15 parlamentares paraibanos no Congresso (12 na Câmara e três no Senado) apenas três votaram contra o impeachment. Foram eles Luis Couto (PT), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR), todos da Câmara.

A demora para o giro pelo país acaba corroborando com a fama da presidente afastada de deixar as decisões importantes em segundo plano. Poderia ter feito isso no exercício do mandato, em 2014 e 2015, entregando obras, mas deixou para fazê-lo depois. Uma posição bem diferente do ex-presidente Lula que, em 2005, se viu às voltas com a eclosão do escândalo do mensalão. Ao invés de se refugiar no Planalto, como Dilma, percorreu o país entregando obras e chegou à eleição fortalecido e foi reeleito. A petista só agora fala em não se acomodar no Palácio da Alvorada, onde espera o transcurso dos 180 dias (ou menos) do desenrolar dos trabalhos da Comissão Processante.

Nunca é tarde para tentar reverter uma expectativa negativa, mas a possibilidade de sucesso já foi maior.

Saudade das gafes de Dilma? Veja as escorregadas de Temer e seus ministros

Quem se divertia com as escorregadas da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) quando improvisava nos discursos oficiais deve estar assistindo de camarote às gafes (ou avaliações pessoais politicamente incorretas) do presidente interino Michel Temer (PMDB) e seus ministros. Nunca na história deste país tantas frases foram ditas e depois seguidas de pedidos de desculpas ou mesmo desautorizações do “chefe”, após a repercussão negativa. A começar pelo próprio presidente interino ao dizer que vai “nomear uma representante do mundo feminino” para integrar o governo.

Foto da posse sem paraibanos em destaque

Confira as principais escorregadas:

O mundo feminino de Temer

“Você sabe que eu fiz a junção de vários ministérios. E agora em pelo menos três deles, a Cultura – Educação e Cultura – mas, para a Cultura, eu quero trazer uma representante do mundo feminino. Para a Ciência e Tecnologia e Comunicações, que quero trazer uma representante do mundo feminino e também na chamada Igualdade Racial”.

Michel Temer (PMDB), durante entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, tentando justificar o fato de não ter nomeado nenhuma mulher para o primeiro escalão do governo federal

 

Índios, para Blairo, não têm família

“Não é justo acomodar índio e desacomodar uma família”

Blairo Maggi, ministro da Agricultura, ao se posicionar contra a demarcação de áreas indígenas. Segundo ele, quando isso ocorre o governo não paga nada aos fazendeiros e as famílias ficam desalojadas. Ou seja, para ele, índio também não tem família

 

Demitido antes de assumir

“A PF precisa ter outros focos paralelos à corrupção. O crime organizado está tomando conta do país e as polícias estaduais não dão conta”.

Cláudio Mariz de Oliveira era o favorito para assumir o Ministério da Justiça, mas foi desconvidado após dar a entender durante entrevista que interviria na autonomia da Polícia Federal

 

Interferência na escolha do procurador-geral da República

“(A Constituição) Não prevê (lista tríplice para a escolha do procurador-geral da República). Prevê que o presidente da República escolha um integrante da carreira para um mandato de dois anos”

Alexandre de Moraes, atual ministro da Justiça, durante entrevista à Folha de S. Paulo, para dizer que o presidente Michel Temer não respeitaria a regra de escolher o mais votado na lista tríplice da PGR. Temer desautorizou o ministro a falar sobre o assunto e o titular da pasta voltou atrás nas declarações dizendo que foi mal compreendido

 

Um placebo para combater o câncer

“Pessoalmente, acho que na pior das hipóteses é efeito placebo. Dentro dessa visão, se ela (a pílula do câncer) não tem efetividade, mas se as pessoas acreditam que tem, a fé move montanhas”

Ricardo Barros, ministro da Saúde, em meio à polêmica sobre os impactos da liberação da fosfoetanolamina -conhecida como pílula do câncer. O uso foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal

 

O Minha Casa Minha Vida está suspenso ou não?

 

“É preferível que identifiquemos os reais limites do programa (Minha Casa Minha Vida) e que os números anunciados sejam o limite de contratação”

Bruno Araújo, ministro das Cidades, ao falar sobre a suspensão do programa Minha Casa Minha Vida para que fosse feito um raio-x sobre a capacidade do governo federal para definir a meta. Um dia depois da afirmação, nesta sexta-feira (20), ele divulgou nota negando a suspensão do programa

 

Ricardo fica sem Dilma, sem verbas federais e sem a empréstimos para obras

Os esforços do governador Ricardo Coutinho (PSB) para “salvar” o mandato da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), não resultaram em “favores” ou “boa vontade” em relação à Paraíba. Dos U$ 600 milhões (R$ 2,1 bilhões) captados com instituições financeiras internacionais, nenhuma das operações foram autorizadas pela Secretaria de Tesouro Nacional (STN) até o momento. A coisa não muda em relação ao empréstimo de R$ 700 milhões pleiteados junto ao Banco do Brasil, com garantia do governo federal.

Foto: Francisco França

Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho contava com essas operações para recuperar o poder de investimento do governo do Estado. Com menos recursos das transferências voluntárias do governo federal para o andamento de obras na Paraíba, empreendimentos importantes como a adutora Acauã-Araçagi ou obras em municípios considerados estratégicos eleitoralmente pelo gestor socialista, sofrem com a falta de recursos. Todos os empréstimos foram aprovados pela Assembleia Legislativa, mas nenhum deles consta na lista da STN com aval para ser liberado. Para piorar, o governador não tem interlocução com o presidente interino, Michel Temer (PMDB), seu adversário político.

O quadro das contas do governo do Estado desde o início do ano não é fácil. Para manter os salários sendo pagos dentro do mês trabalhado, o governador Ricardo Coutinho editou uma Medida Provisória suspendendo os reajustes de salário, promoções e outros benefícios para os trabalhadores. Depois disso, iniciou um polêmico programa para a renegociação com os fornecedores, incluindo no rol até quem já prestou o serviço.

Mas não foi apenas isso. No ano passado, para garantir o pagamento do 13º aos servidores aposentados, o governador Ricardo Coutinho mexeu no plano futuro de previdência do Estado, sacando mais de R$ 88 milhões com a promessa de que o dinheiro seria reposto ao fim do seu mandato, em 2018. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) viu irregularidade na medida e cobra a restituição do recurso aos cofres públicos.

Durante entrevista nesta segunda-feira, na qual o gestor admitiu que poderá abrir mão do pagamento dos salários dos servidores dentro do mês trabalhado, o gestor demonstrou otimismo em relação à liberação de outra operação de crédito de R$ 112 milhões com o Banco do Brasil, que já conta com pareceres favoráveis da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da instituição financeira, faltando apenas o aval do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,

“Seria inaceitável não ser autorizado. É um empréstimo para o povo da Paraíba, que tem visto o dinheiro dele ser usado com responsabilidade e eficiência”, ressaltou Ricardo Coutinho. O Estado compromete atualmente mais de 63% da Receita Corrente Líquida com o pagamento da folha de pessoal, quando o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é 60%, juntando todos os entes do Estado.
Confira os empréstimos

. US$ 250 milhões – Com a Corporação Andina de Fomento (CAF), para investimentos no Programa Caminhos da Paraíba II. Apesar de aprovado na Assembleia Legislativa, a operação não foi protocolada na Secretaria do Tesouro Nacional até o momento

. US$ 50 milhões – Com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), para o Projeto Cooperar, que estaria em negociação na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex): O Estado foi autorização a fazer a negociação em 21/09/2015.
Compete à Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento (SEAIN/MPOG) o agendamento da negociação, o que não foi feito até o momento

. US$ 125 milhões com o Banco Mundial e US$ 125 milhões com o Banco Europeu para investimentos na área de segurança hídrica, tanto na parte física dos mananciais, reservatórios, barragens, canais e adutoras como ações da Aesa.
Essas operações não foram submetidas à análise da Secretaria do Tesouro Nacional

. R$ 700 milhões – Com o Banco do Brasil. A Secretaria do Tesouro Nacional diz não haver no seu sistema empréstimos com o Banco do Brasil neste valor. Em resposta ao Jornal da Paraíba, a STN informou que foram analisadas duas operações com Banco do Brasil, com garantia da União (uma no valor de R$ 36.943.220,59 destinada à despesa de capital e outra no valor de R$ 112,8 milhões, destinada ao Programa de Investimento em Infraestrutura na Paraíba. Estas operações encontram-se na PGFN).

Petistas começam a entregar os cargos federais na Paraíba

Os petistas que ocupam cargos federais na Paraíba deram início à entrega dos espaços. O primeiro a tornar pública a saída foi o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), no Estado, Anselmo Castilho. Apesar de ter sido indicado para o cargo pelo PTB, Castilho decidiu atender à recomendação da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e deixou a pasta. A orientação nacional será avalizada nesta sexta-feira (13) pelo PT estadual, que vai cobrar dos seus filiados a entrega dos cargos.

Anselmo Castilho

Castilho entregou a carta comunicando sua saída nesta quinta, o mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada do cargo. “Como avalio que a recepção do pedido de impeachment é golpe, por entender que não há crime que o justifique, levando a ser instalado um governo ilegítimo, isso me força a não exercer o cargo em comissão, já que é decorrente de confiança de governo, o qual deve ser recíproco”, escreveu o agora ex-superintendente do Ibama em mensagens aos amigos e colaboradores.

O presidente licenciado do PT estadual, Charliton Machado, informou que todos os filiados estão sendo orientados a entregar os cargos. Não haverá imposição, ao menos por enquanto. O Partido dos Trabalhadores indica cargos nos Correios e Telégrafos, INSS e Ibama. “Temos cinco a seis pessoas em cargos federais. Como consideramos esse governo ilegítimo, eles devem deixar os espaços”, destacou Machado, que é pré-candidato do PT a prefeito de João Pessoa.

Candidatura

O PT já definiu a equipe de marketing para a disputa da eleição. Eles estão trazendo a jornalista pernambucana Alice Lima, que atuou na campanha eleitoral de Geraldo Júlio (PSB), que foi eleito prefeito do Recife em 2012. Outro marqueteiro que deverá ser inserido na campanha é Waldir Júnior.

 

Painel do impeachment: senadores da Paraíba votam pela saída de Dilma

Dos paraibanos que estarão nesta quarta-feira (11) na sessão que vai votar a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no Senado, os três eleitos pelo Estado votarão a favor do impedimento da gestora. Tanto Cássio Cunha Lima (PSDB), quanto José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB) já se pronunciaram favoravelmente à interrupção do mandato da petista. É importante observar o comportamento de Lira, que não votou na Comissão Especial do Impeachment, comandada por ele, mas deve seguir os colegas nesta quarta.

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Eleito pelo Rio de Janeiro, o paraibano Lindbergh Farias (PT) seguirá no sentido contrário ao dos conterrâneos. Ele integra a tropa de choque da defesa da presidente Dilma Rousseff, mudando seu histórico em relação ao último processo de impedimento ocorrido no país, em 1992. Na época em que Fernando Collor foi alvo de um impeachment, ele comandava a União Nacional dos Estudantes (UNE) e esteve na linha de frente dos protestos em favor do “Fora Collor”.

Com o afastamento de Dilma Rousseff, caso seja mantida a expectativa atual, Lira volta a comandar a Comissão Especial do Impeachment, com 21 membros. O grupo dará sequência ao juízo de pronúncia, nesta fase, tendo a presidente já como ré no processo. Caso Dilma seja afastada nesta quarta-feira, o vice, Michel Temer (PMDB-SP), assumirá o mandato nesta quinta-feira.

Votação do impeachment para Assembleia Legislativa na Paraíba

A votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), nesta quarta-feira (11), vai realmente monopolizar as atenções da política nacional. A Assembleia Legislativa, por exemplo, não terá sessões para votação nesta quarta e quinta-feiras. O comunicado foi feito pelo presidente da Casa, Adriano Galdino, nesta terça, sob o argumento de que não haveria quórum para votação. Isso ocorreu em um dia no qual foram registradas 23 presenças no placar do plenário, porém, na hora da conferência não mais do que 16 deputados estavam presentes e a sessão foi encerrada, abrindo espaço para os discursos dos parlamentares contra e a favor da presidente petista. As sessões voltam apenas na próxima terça-feira (17), quando, segundo Galdino, haverá esforço concentrado para limpar a pauta. Isso se houver quórum.

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Manifestantes bloqueiam rodovias, CBTU e saída de ônibus contra impeachment

Trabalhadores rurais bloqueiam desde as primeiras horas desta terca-feira (10) rodovias, ferrovias e a saída de ônibus nas garagens das empresas em João Pessoa. Os organizadores dizem que o protesto é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 

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A manifestação faz parte do Dia Nacional de Mobilização contra o Golpe, programado pela Frente Brasil Popular em todo o país. O grupo simpático à gestora petista congrega partidos políticos como PT, PCdoB e PSB, além de entidades como Movimento dos Sem-terra (MST) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Os manifestantes queimaram pneus e usaram galhos de árvores para bloquear as rodovias. Sem ônibus, as paradas ficaram lotadas de gente que não conseguiu ir trabalhar pela manhã. A mesma coisa ocorreu com os trens da CBTU. Mais informações em instantes. 

Após pressão, Waldir Maranhão revoga anulação do impeachment de Dilma

A ousadia do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), não durou sequer 24 horas. No fim da noite desta segunda-feira (9), após ameaça de expulsão do partido e de cassação do mandato, ele remeteu novo ofício direcionado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicando que revogou o ato anterior. Ele havia decidido cancelar as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril, justamente as que haviam dado suporte à admissibilidade do impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), atendendo recurso do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. A decisão já havia sido rejeitada por Calheiros, que deu curso à decisão.

Fac-símile: Folha

Fac-símile: Folha

Segundo informação da Folha de S. Paulo, no fim da noite desta segunda-feira ainda havia governistas tentando demover o presidente interino da decisão, mas sem sucesso. A decisão tomada anteriormente foi orientada por Cardozo e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que se reuniram com Waldir Maranhão no domingo. Nas redes sociais, ele colocou postagens comemorando a própria decisão, sem esperar a repercussão negativa. Renan Calheiros considerou a decisão inicial uma piada, por já estar preclusa. O entendimento era o de que, nesta fase, não cabia mais à Câmara dos Deputados opinar. Além disso, lembrou que regimentalmente um presidente não pode revogar uma decisão colegiada.

A admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rosseff será votada nesta quarta-feira (11). Caso o plenário do Senado mantenha por maioria simples o mesmo entendimento da Comissão Especial, ela será afastada por 180 dias. Neste período o cargo será assumido pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP). Enquanto isso, já como ré, Dilma responderá ao processo politico no Senado e poderá ser afastada em definitivo do cargo.