Em despedida do Senado, Lira lembra condução do impeachment de Dilma

Senador paraibano presidiu a comissão processante que levou ao impeachment da ex-presidente

 

Raimundo Lira fez discurso na despedida do Senado. Foto: Divulgação

O Senador Raimundo Lira (PSD-PB) fez, nesta terça-feira (11), um discurso de despedida do Senado Federal, com um balanço de seu mandato, que se encerra no final de janeiro do próximo ano. “Aqui, nesta Casa, pude desenvolver um trabalho em prol do Brasil e da minha Paraíba. Tive a oportunidade de conviver de perto com grandes homens e mulheres, muitas vezes divididos por suas opções políticas, mas unidos pelo espírito público e pela dedicação ao que acreditam ser o bem público. A todas elas e a todos, minha gratidão”, afirmou Lira.

Ele destacou a sua atuação em favor dos Municípios paraibanos, no período de quatro anos como Senador, citando a destinação de R$ 230 milhões em recursos que beneficiaram 177 cidades da Paraíba, mas lembrando que seu emprenho pelos Municípios foi bem além, pois beneficiou Prefeituras de todo o Brasil com a Proposta de Emenda à Constituição da qual foi o primeiro signatário, que disciplina a distribuição de recursos, pela União, ao Fundo de Participação dos Municípios, proposta já aprovada pelo Senado, aguardando votação na Câmara dos Deputados.

Lira também presidiu a Comissão Especial do Impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff, cuja atuação permitiu que ocorressem os debates entre favoráveis e contrários ao afastamento da ex-presidente, agindo com imparcialidade, dando todas as condições de defesa à ex-Presidente e não permitindo que a minoria fosse esmagada pela maioria.

“Nosso trabalho era de permitir, com a serenidade possível, que os debates ocorressem. O presidente de um colegiado dessa natureza não protagoniza. Pelo contrário, dá lugar a que a democracia se manifeste pela diversidade de opiniões, pela garantia da palavra, voz e voto de quem está ali, com o mandato do povo, para representar os anseios das maiorias”, afirmou Raimundo Lira.

O Senador disse também que sai da vida pública com o sentimento de missão cumprida. “Concluo este mandato e retorno aos meus afazeres de cidadão e de empresário muito feliz. Levo comigo, para sempre, as melhores recordações e o sentimento de missão cumprida”, destacou Raimundo Lira.

 

Rejeitado na região, MDB inclui capítulo sobre o Nordeste no documento “Encontro com o Futuro”

Região é a que mais rejeita o presidente Michel Temer e onde ele sofreu mais abandono de aliados históricos que temem a impopularidade do colega

Michel Temer tem a maior rejeição do eleitorado brasileiro justamente no Nordeste. Foto: divulgação/Assessoria de Aguinaldo Ribeiro

Os emedebistas não desistiram do Nordeste, apesar de o eleitorado da região não fazer questão alguma de proximidade com o presidente Michel Temer. O partido lança nesta terça-feira o texto “Encontro com o Futuro”. A ideia, assim como a “Ponte para o Futuro” feita para buscar o apoio do Congresso e do empresariado para o impeachment de Dilma Rousseff (PT), é tentar atrair o eleitor. O partido parte em retirada da candidatura do presidente à reeleição, mas tentará emplacar o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Ambos patinam nas intenções de voto, ostentando traços na opinião popular. A região Nordeste é justamente onde os emedebistas possuem as piores avaliações, com mais de 80% de rejeição.

O texto lembra os 60 milhões de nordestinos da região, o equivalente a um terço da população nacional. Para tentar mudar o retrospecto negativo, promete investimentos para transformar a economia da região, que é o maior reduto do ex-presidente Lula (PT). Veja as propostas: transformar em polo de geração de energia sustentável; criar infraestrutura turística de primeiro mundo e transpor águas do Rio Tocantins para estimular a agricultura irrigada. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, 34% dos eleitores, o maior contingente do país, votam nulo ou branco caso o ex-presidente Lula não esteja entre os candidatos nas eleições deste ano. O cenário preocupa os emedebistas.

Alguns já bateram em retirada da lista de aliados. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, do Ceará, evita aparições públicas ao lado do presidente. O senador Renan Calheiros, de Alagoas, já escancarou o distanciamento.

Raimundo Lira diz que o Brasil está melhor com Temer que com Dilma

Durante entrevista à CBN João Pessoa, senador reconhece impopularidade do emedebista, mas cita melhorias na economia

Raimundo Lira diz que a economia do Brasil tem melhorado desde que Michel Temer assumiu o cargo. Foto: Divulgação/Senado

Apesar de figurar como o presidente mais impopular desde a redemocratização, a substituição de Dilma Rousseff (PT) por Michel Temer (MDB) foi um bom negócio para o Brasil. Esta foi a visão exposta pelo senador emedebista Raimundo Lira, durante entrevista à CBN João Pessoa, nesta terça-feira (2). O parlamentar presidiu a comissão processante que resultou no impeachment da petista. Ele também votou contra a ex-presidente e, consequentemente, pela substituição dela por Temer. A recuperação da economia, embora ainda tímida, é a base da argumentação do parlamentar.

O emedebista usou como comparativo para a avaliação o aumento das vendas no comércio no fim do ano. Ele lembrou também que quando Dilma Rousseff presidia o país, a economia entrou em declínio. Foram dois anos de queda no Produto Interno Bruto (PIB) e a perspectiva de que se estanque o fosso no balanço de 2016. “As previsões indicam crescimento de 3% da economia para este ano, que é o mesmo montante que deve crescer os Estados Unidos”, ressaltou o senador, que lidera o MDB do Senado. O parlamentar, inclusive, evita falar sobre o risco de não ser eleito por causa da aliança com o “radioativo” Michel Temer.

Ele diz que teria a campanha pela reeleição dificultada, na verdade, se não trabalhasse para trazer dinheiro à Paraíba. “Seria difícil se não trouxesse benefícios para a Paraíba. Os recursos para a duplicação da BR-230. Seria negativo se não conseguisse apoio financeiro para praticamente todos os municípios paraibanos, Recursos para a adutora Acauã/Araçagi. Seria negativo se não conseguisse a liberação de quase R$ 150 milhões em empréstimos para a Paraíba, que precisam do aval do governo federal”, disse o parlamentar.

Confira arte com o rito e os atores do julgamento da chapa Dilma-Temer

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira (6), às 19h, o julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Esta é a primeira vez que a corte analisa um pedido de cassação contra um presidente da República. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, marcou quatro sessões para analisar o processo, nos dias 6, 7 e 8 de junho. Confira na ilustração, o rito e os atores do julgamento.

Falta nexo a quem usa Dilma para defender reformas de Temer

Presidente e ex-presidente ostentam impopularidade histórica

Aliados de Michel Temer usam declarações de Dilma para justificar reformar. Foto: Lula Marques/Agência PT

Os aliados do presidente Michel Temer (PMDB) têm usado vídeos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para defender as reformas propostas pelo Executivo. Não faz sentido. Por que o presidente mais impopular da história usa a presidente mais impopular da história como modelo? Os vídeos em questão tratam das reformas trabalhistas e previdenciária. Ambas são propostas por Temer e eram defendidas por Dilma. A petista foi alvo de um impeachment quanto tinha avaliação positiva inferior a 10 pontos. O peemedebista tem avaliação pessoal ainda menor. LEIA MAIS

MPF investiga se houve crime eleitoral em evento com Lula e Dilma em Monteiro

“Inauguração Popular da Transposição” foi marcada por referências á disputa eleitoral de 2018. Foto: Suetoni Souto Maior

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) na Paraíba instaurou de ofício procedimento para investigar possível irregularidade eleitoral no evento “inauguração popular” de trecho da transposição das águas do rio São Francisco, ocorrido no domingo (19), em Monteiro (PB). O procedimento instaurado originou a Notícia de Fato nº 1.24.000.000524/2017-60. O evento contou com a participação dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, e foi marcado por uma espécie de lançamento informal da campanha presidencial do ex-presidente petista.

O material foi reunido e encaminhado à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), em Brasília, em virtude da atribuição para a análise ser da PGE. Em caso de condenação, poderá ser aplicada multa e, dependendo do caso, quando iniciado o processo eleitoral, em 2018, poderá haver representação por abuso de poder econômico com cassação de registro, mesmo por fatos cometidos em 2017. “A PRE na Paraíba está vigilante a todos os casos”, alertou o procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga.

Durante o evento, o ex-presidente Lula fez referência à disputa eleitoral de 2018, dizendo que “queira Deus” que ele não seja candidato, porque se for, será para vencer as eleições. As referências a 2018 foram feitas também por outros políticos presentes, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff e do governador Ricardo Coutinho (PSB). Todos cobraram a paternidade das obras da transposição, atribuída a Lula.

Gervásio Maia foi ‘o patinho feio’ do ato pela transposição

Barrado no baile: Dilma, Ricardo e Lula conversam animadamente enquanto são observados por Gervásio Maia. Foto: Francisco França/Secom-PB

Passado um dia do ato que foi tratado por petistas e socialistas como a “Inauguração Popular da Transposição“, o comentário reinante nas rodas políticas é o de que o presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), foi reprovado no “teste político” bancado pelo novo partido. Aparentando constrangimento e falta de atenção em praticamente toda a agenda política, ainda foi vaiado e chamado de golpista durante discurso no palanque, ao lado dos ex-presidentes Lula e Dilma, ambos do PT, e do governador Ricardo Coutinho (PSB). O parlamentar tenta a indicação do partido para a disputa das eleições no ano que vem.

O desempenho de Gervásio Maia, após um discurso fraco de conteúdo e que chegou a ser vaiado pela militância, foi colocado pelos socialistas que acompanhavam o evento como constrangedor e que pesará contra o parlamentar na corrida pela indicação para a disputa do governo. Ele foi menos festejado que o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo, que se não foi aplaudido efusivamente, também não não foi hostilizado pelo público. De vários aliados de Ricardo que acompanhavam o evento, o comentário corrente foi o de que Maia demonstrou grande inabilidade para desfilar com desenvoltura entre socialistas e petistas, desempenho ainda atrapalhado pelo fato de ser mais identificado como peemedebista que como filiado ao PSB. Literalmente, foi abarcado pela fábula do “Patinho feio”.

Gervásio Maia se filiou ao PSB em março do ano passado, dentro de um processo de desgaste na briga do parlamentar para levar o PMDB para a base de Ricardo Coutinho. Durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), iniciado em maio do ano passado e finalizado três meses depois, foi criticado pela postura neutra, o que foi visto como resquício de sua militância peemedebista. Maia concorre dentro do partido pela indicação para a disputa da sucessão de Ricardo Coutinho com lideranças como a deputada estadual Estela Bezerra e o secretário João Azevedo. Pelo que se viu no evento deste domingo, começou muito mal e dando vexame no primeiro teste público.

Curtas: histórias de amor e saias justas durante ato pela transposição

Durante a “Inauguração Popular da Transposição”, em Monteiro, neste domingo (19), algumas histórias chamaram a atenção pela beleza da narrativa de pessoas que realmente se moveram de outras cidades por respeito e admiração ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também por muitas gafes ou saias justas. Vamos elas:

“Golpista, golpista…”

Gervásio Maia cumprimenta Dilma Rousseff. Foto: Divulgação/ALPB

Não adiantou o presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), posar para fotos e andar ao lado dos ex-presidentes Lula e Dilma, ambos do PT, do Aeroporto João Suassuna, em Campina Grande, e no ato, em Monteiro. Escalado entre as autoridades para discursar, ele recebeu uma sonora vaia e foi recepcionado aos gritos de “golpista, golpista…” ao pegar o microfone para falar. Neófito entre os socialistas, o deputado começou sua fala chamando Dilma de presidente (e não de presidenta), mas o que pesou contra ele mesmo foi o longo histórico de militância peemedebista.

Jeová, de “organizador” a expulso 1

Quem acompanha o dia a dia da Assembleia Legislativa está acostumado a ver o deputado estadual Jeová Campos (PSB) se desdobrar na luta pela transposição. Pois bem, coube a ele também a mobilização para que houvesse uma sessão, mesmo que informal, para agraciar Lula e Dilma com a medalha Epitácio Pessoa, a mais importante comenda concedida pela Assembleia Legislativa. Apesar disso, o parlamentar foi “convidado” a descer do palanque para dar lugar a pessoas que, segundo ele, conseguiram credenciais “sabe-se lá como”…

Jeová, de “organizador” a expulso 2

Jeová Campos, de branco, ao lado de Lula, pouco antes de ser expulso do palco. Foto: Divulgação/ALPB

… o episódio foi descrito assim pela assessoria do deputado: “Quanto ao palco, algumas autoridades tiveram que descer para dar lugar a ilustres desconhecidos que conseguiram credenciais ‘pulseiras vermelhas’ sabe-se lá como. O deputado Jeová Campos foi um dos convidados a descer do palco. Como o parlamentar não liga para essas distinções e regalias do poder e até já tinha combinado com seu filho Vitor Campos ver o comício de Lula junto do povo, na Praça, para colher impressões dos populares, apenas concordou com a interlocutora que o interpelou com a inusitada solicitação e desceu as escadas do palco satisfeito e com o sorriso que lhe é peculiar”.

João Henrique, “o penetra”

João Henrique, apesar de adversário, posa para fotos com Lula. Foto: Divulgação

A prefeita de Monteiro, Ana Lorena (DEM), não foi convidada para participar da “Inauguração Popular da Transposição”. Isso pegou mal, mas acabou digerido por quase todos os aliados da prefeita. O deputado estadual João Henrique (DEM) era convidado natural, por ser parlamentar, mas não era esperado na solenidade por ser de oposição. Pois ele apareceu, bateu de frente com a segurança e entrou. De quebra, fez fotos com o ex-presidente Lula, como se não estivessem separados pela barreira partidária. João Henrique esteve no evento de inauguração das obras da transposição, no dia 10 de março, ao lado do presidente Michel Temer (PMDB) e do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). A postura foi correta.

Eleitora apaixonada

Josefa Alencar tentava tirar uma foto com Lula durante o evento. Foto: Suetoni Souto Maior

Josefa Alencar, moradora de Sumé, era uma das eleitoras fiéis de Lula que foram ao evento, em Monteiro. Em conversa com o blog, ela se disse uma daquelas pessoas que não tinham direito a se alimentar três vezes ao dia antes do governo petista e tudo mudou depois disso. Atualmente trabalha como auxiliar de serviços gerais na cidade. Foi ao evento com a mãe e exibiu cartaz no qual pedia ao ex-presidente que tirasse uma foto com ela. Registro feito.

Quem pagou a conta?

Palco montado para o ato em Monteiro. Foto: Suetoni Souto Maior

Até agora ninguém sabe dizer quem pagou a conta pela estrutura montada para receber Lula. O secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres, encaminhou resposta: “À exceção, como já havia dito, da logística de segurança, imprescindível para um público daquele porte, o governo do Estado não arcou com absolutamente nada. O governador Ricardo Coutinho participou de um visita a trecho da obra de Transposição e em seguida de um ato público de celebração das águas do São Francisco, tendo recebido institucionalmente chefes e ex-chefes de Estado”.

Sai Chico Buarque, entra o César e as críticas

As pessoas esperavam que o cantor e compositor Chico Buarque estivesse no evento, assim como o prometido por vários petistas. Mas não deu. Quem cantou para a multidão que assistiu ao espetáculo foi Chico César, paraibano de Catolé do Rocha e aliado de Ricardo Coutinho. Na cidade, vários moradores reclamaram. Queriam Flávio José cantando o “Hino da transposição”. “Poderiam ter escolhido um artista aqui da terra”, criticou um dos moradores.

PT confirma presença de cinco governadores em ato com Lula e Dilma

Lula e Dilma vão participar de ato em comemoração à chegada das águas da transposição à Paraíba. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O Partido dos Trabalhadores confirmou a presença de cinco governadores no ato “Inauguração Popular da Transposição: A celebração das Águas”, programado para este domingo (19), em Monteiro, no Cariri. Estarão ao lado dos ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, os governadores Rui Costa (Bahia), Flávio Dino (Maranhão), Camilo Santana (Ceará), Piauí (José Wellington Barroso) e Ricardo Coutinho (Paraíba), este último será o anfitrião do evento.

De acordo com o presidente estadual do PT da Paraíba, Professor Charliton, também estarão no evento cerca de 25 deputados federais, dezenas de deputados estaduais e vereadores, dez senadores, e aproximadamente cem prefeitos: “Parlamentares, lideranças políticas, integrantes de movimentos rurais, sociais e sindicais, artistas e intelectuais, entre eles o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff, estarão reunidos com a população da Paraíba, e de estados vizinhos, para participarem de um ato que marcará a história da Paraíba e do Brasil”.

“As pessoas entendem a importância da entrega desta obra, entendem a importância do posicionamento de Lula e Dilma em iniciarem e continuarem as obras da transposição, e agora é o momento de todos festejarem. O que teremos em Monteiro vai além de um ato político, é o reconhecimento de que quando se compreende o sofrimento das pessoas, todos os esforços valem para que isso seja modificado, e o nosso povo merecia que essa obra deixasse de ser um sonho”, destacou o presidente estadual do PT.

Programação

11h – Chegada de Lula e Dilma em Campina Grande

13h – Na entrada da cidade de Monteiro, nas proximidades da ponte, Lula e Dilma plantarão árvores

15h – Início da carreata para o centro da cidade de Monteiro

16h – Previsão para o início do Ato

Com informações da assessoria de imprensa do PT

Um dia antes de Lula vir à Paraíba, Temer diz em artigo que transposição estava parada

Monteiro (PB) – Presidente Michel Temer durante cerimônia de chegada das Águas do Rio São Francisco à Paraíba (Beto Barata/PR)

Um dia antes das chegadas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, à Paraíba para a já batizada ‘inauguração popular das obras da transposição“, o presidente Michel Temer (PMDB) divulgou artigo no qual fala em prioridade para o Nordeste e diz que encontrou obras paradas. O peemedebista sucedeu a ex-presidente Dilma após o impeachment registrado no ano passado. O gestor garante ainda que entregará até o fim do ano o Eixo Norte da transposição, beneficiando Pernambuco, Ceará e Paraíba. Além disso, promete concluir outras obras hídricas importantes, como a adutora Vertente Litorânea, na Paraíba.

Veja a íntegra do artigo:

Água para o Nordeste

*Michel Temer

As águas do rio São Francisco avançam céleres pelo projeto de integração que vai beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco,  Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Acabam de inundar o açude Poções, em Monteiro, na Paraíba, estrutura final dos 217 quilômetros de extensão do Eixo Leste do projeto.

O Nordeste é prioridade. Por isso, nosso governo retomou obras paradas e elevou, em 2016, para 96% o percentual de execução das obras físicas do projeto. Os repasses para o Eixo Leste aumentaram 23%, com desembolso de cerca de 379 milhões de reais.

O Eixo Norte da integração do São Francisco, que está com 94,52% de execução, será inaugurado ainda neste ano. Já repassamos 224 milhões de reais às obras, atingindo mais de 602 milhões.

Outras obras estão sendo tocadas com o mesmo comprometimento. A atenção especial ao projeto São Francisco foi estendida ao Cinturão das Águas do Ceará, à Adutora do Agreste Pernambucano, à Vertente Litorânea Paraibana e ao Canal do Sertão Alagoano.

A integração do São Francisco é uma obra redentora para toda a região. Assim como as reformas estruturantes vão revitalizar a economia brasileira, a água vai revitalizar o Nordeste. Vamos entregar a transposição ao final de 2018, quando também teremos um país melhor a quem venha assumir o governo.

Nosso trabalho pelo Nordeste não se restringe ao projeto de transposição do São Francisco. Lançamos, no ano passado, o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. É investimento de cerca de sete bilhões de reais, até 2026, para recuperar o que foi degradado e evitar que o uso do solo e das águas prejudique o volume e a qualidade da água do São Francisco.

Estamos, também, expandindo os níveis de saneamento e de abastecimento de água nas comunidades da região. O Ministério das Cidades tem 327 obras em andamento, totalizando investimentos da ordem de cerca de 12 bilhões de reais.

A força do povo nordestino é como a força das aguas do São Francisco, nada pode contê-la. É como a força do Brasil! Nada pode impedir nosso país de ser grande.

*Presidente da República