Após reunião, deputados dizem que vão revogar prisões de colegas caso entendam necessário

Medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal e já era prevista na Constituição da Paraíba

Adriano Galdino diz que nada muda em relação às regras atuais. Foto: Roberto Guedes/Alpb

Agora é para valer. Os deputados estaduais paraibanos vão reverter eventuais mandados de prisão contra colegas na Casa. A decisão foi tomada durante reunião do colegiado de líderes, em encontro mediado pelo presidente Adriano Galdino (PSB). A medida segue o entendimento exposto, por maioria apertada, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi proferida na semana passada, com a conclusão de um julgamento iniciado dois anos antes. Para por a nova regra em vigor, não vai ser necessário mudar a legislação. A Constituição da Paraíba já prevê os casos de soltura de deputados.

“Não se trata de prerrogativa do deputado, individual, é prerrogativa do Poder (Legislativo), que já estava na Constituição do Brasil, que já estava na Constituição da Paraíba. Então, para a gente, nada de novo. Tudo normal. O que o Supremo disse de forma categórica foi no sentido de que as instituições possam se pautar pela legalidade. O que a Constituição (da Paraíba) diz: o deputado não poderá ser preso, senão em caso de flagrante delito. E mesmo em flagrante, o Judiciário tem que mandar para cá para que os deputados possam decidir sobre essa prisão. Deixar bem claro que isso não é prerrogativa apenas para os deputados”.

Reprodução/Constituição da Paraíba

Com a decisão, os deputados só poderão ser presos preventivamente em caso de flagrante delito. E mesmo nestes casos, é possível haver revisão. A decisão do Supremo foi apertada, com 6 ministros favoráveis à extensão do benefício para deputados estaduais e cinco entendendo que isso não seria possível. O voto que garantiu a mudança de entendimento foi proferido pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, após mudança de voto proferido anteriormente. Com isso, deputados estaduais seguirão a mesma regra prevista na Constituição para deputados federais e senadores.

Galdino diz que deputados são da paz e talvez “só uns cinco decidam andar armados”

Adriano Galdino comentou a Medica Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte de armas

Adriano Galdino diz não acreditar na disposição de deputados andarem armados. Foto: Roberto Guedes

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), não tem demonstrado preocupação com a flexibilização do porte de armas, disciplinado em decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Por ele, os deputados estaduais podem andar armados sem precisar alegar risco de vida para isso. Para o parlamentar, o capitão reformado do Exército quis apenas melhorar a imagem perante o eleitor mais fiel, uma vez que tem caído nas pesquisas. “É apenas mais uma medida populista”, enfatizou. Galdino diz que não se preocupa com o risco de os deputados estaduais paraibanos começarem a ir para a Casa armados. Isso, ele ressalta, não condiz com o perfil do legislativo paraibano.

“Os deputados paraibanos são da paz. A maioria não vai querer andar armada. Talvez só uns quatro ou cinco, dos 36 parlamentares”, disse Galdino, considerando o número pequeno frente à quantidade de parlamentares. O decreto foi assinado pelo presidente na última terça-feira (7) e tem inconstitucionalidades, na visão de vários especialistas. Esse ponto foi ressaltado, inclusive, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele disse que a MP deverá ser modificada pelo Legislativo ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento de contestações. A medida flexibiliza o porte de armas para categorias como políticos com mandato, jornalistas que cobrem polícia e caminhoneiros.

Deputados gazeteiros terão corte de R$ 800 por cada falta na Assembleia

Presidente da Casa, Adriano Galdino, prometeu destravar a pauta de votações no Legislativo

Adriano Galdino diz que quem não comparecer às votações, receberá falta. Foto: Roberto Guedes

Nesta terça-feira, dia 9, a Assembleia Legislativa viverá uma situação pouco comum: os deputados faltosos, que não conseguirem justificar a ausência, terão o ponto cortado. A garantia foi dada pelo presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB). O entendimento é reflexo do acerto feito pelo colegiado de líderes. O procedimento parece corriqueiro, o é na iniciativa privada, mas nunca foi colocado em prática na Assembleia Legislativa. Por conta disso, as sessões, não raramente, são esvaziadas. A falta não justificada representará um corte de R$ 800 por dia no salário dos deputados, hoje superior a R$ 25 mil.

Houve entendimento do colegiado também sobre como combater o deputado beija-flor – aquele que marca o ponto, fala ao microfone, e some na hora das votações. Galdino explicou que sempre, antes de abrir a votação, haverá nova conferência da presença dos parlamentares. Quem não estiver presente para participar da votação, receberá falta. “Vamos destravar a pauta na Assembleia Legislativa e colocar tudo em votação”, garantiu Adriano Galdino. Entre as matérias que trancam a pauta atualmente está a medida provisória que cria a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer).

A Empaer é a junção de Interpa, Emepa e Emater. A medida foi instituída por meio de ato assinado pelo governador João Azevêdo (PSB), mas tem enfrentado resistência dos deputados de oposição.

Com informações de Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

Na Assembleia Legislativa, renovação foi de 41% dos deputados

Dos eleitos como titulares em 2014, apenas 21 conseguiram o passaporte para retornar à Casa

Novos deputados vão assumir o cargo a partir do dia 1° de fevereiro. Foto: Alexandre Kito

Já era visível que a Assembleia Legislativa da Paraíba passaria por uma renovação nas eleições deste ano. Até pela tentativa de alguns de alçar voos mais altos. Dois conseguiram o intento, a deputada Daniella Ribeiro (PP), eleita para o Senado, e o deputado Gervásio Maia (PSB), eleito para a Câmara. A maioria dos outros, os não felizardos, ficaram pelo caminho. Ao todo, 15 parlamentares não terão a Casa como endereço de trabalho no ano que vem. Na outra ponta, 21 conseguiram assegurar o passaporte para o retorno. Entre as novas caras no poder estão a ex-secretária estadual de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos (PSB), e o também ex-secretário de governo, Wallber Virgolino (Patriotas). Os dois foram os mais votados nas eleições deste ano.

Outro destaque é o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), que se torna titular do mandato pela primeira vez. Ele ocupou a cadeira em dois mandatos, mas sempre na condição de suplente e dependendo de articulações do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Mais mulheres

O número de mulheres com mandato na Assembleia Legislativa também aumentou. Enquanto na legislatura passada foram eleitas três, na atual o número cresceu para cinco. A lista inclui Cida Ramos (PSB), Estela Bezerra (PSB), Camila Toscano (PSDB), Drª Paula (PP) e Pollyana Dutra (PSB).

Confira a lista dos eleitos e reeleitos: 

1. Cida Ramos (PSB)                             56.048 (eleita)
2. Wallber Virgolino (Patriotas)         48.053  (eleito)
3. Adriano Galdino (PSB)                    45.656 (reeleito)
4. Ricardo Barbosa (PSB)                    41.201 (reeleito)
5. Estela Bezerra (PSB)                        40.761 (reeleita)
6. Doda de Tião (PTB)                          38.685 (reeleito)
7. Manoel Ludgério (PSD)                   37.390 (reeleito)
8. João Gonçalves (Podemos)             35.655 (reeleito)
9. João Henrique (PSDB)                    34.814 (re  eleito)
10. Edmilson Soares (Podemos)        34.007 (reeleito)
11. Nabor (PRB)                                     32.627 (reeleito)
12. Branco Mendes (Podemos)          32.621 (reel   eito)
13. Wilson Filho (PTB)                        31.781  (eleito)
14. Hervázio Bezerra (PSB)                31.288 (eleito)
15. Jeová Campos (PSB)                     31.017 (reeleito)
16. Inácio Falcão (PCdoB)                 30.754 (reeleito)
17. Camila Toscano (PSDB)              30.711 (reeleito)
18. Anderson Monteiro (PSC)          30.646 (eleito)
19. Buba Germano (PSB)                   30.192 (reeleito)
20. Tião Gomes (Avante)                  29.363 (re eleito)
21. Pollyana Dutra (PSB)                  28.868 (eleito)
22. Caio Roberto (PR)                       28.344 (reeleito)
23. Drª Paula (PP)                              27.685 (eleito)
24. Dr Otaciano Diniz (Avante)       27.278 (eleito)
25. Felipe Leitão (Patriotas)             27.117 (eleito)
26. Genival Matias (Avante)            26.777 (reeleito)
27. Galego de Souza (PP)                  25.262 (reeleito)
28. Júnior Araújo (Avante)              24.093 (eleito)
29. Tovar Correia Lima (PSDB)      24.052 (reeleito)
30. Raniery Paulino (MDB)             23.810 (reeleito)
31. Cabo Gilverto Silva (PSL)           23.273 (eleito)
32. Bosco Carneiro (PPS)                 21.557 (reeleito)
33. Dr Erico (PPS)                             20.327 (eleito)
34. Moacir Rodrigues (PSL)            18.463 (eleito)
35. Eduardo Carneiro (PRTB)        17.869 (eleito)
36. Chió (Rede)                                  17.437 (eleito)

Posse da bancada paraibana na Câmara com 50% de renovação dos deputados

Diferente do ocorrido em 2014, a Paraíba volta a ter representante feminina entre os parlamentares eleitos

Gervásio Maia foi o deputado federal mais votado nas eleições deste ano. Foto: Roberto Guedes/ALPB

A bancada federal paraibana na Câmara dos Deputados passou por uma mudança profunda, pelo menos no papel. Isso por que, dos deputados eleitos em 2014, apenas metade conseguiram renovar o mandato e estão sendo empossados no 1° de fevereiro. O mais votado foi Gervásio Maia (PSB). Outro destaque diz respeito ao fato de o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) ter se desidratado em relação à última eleição. De candidato mais votado, em 2014, ele passou de 179 mil votos para 76 mil no último pleito.

Ao todo, seis novos parlamentares conseguiram chegar à Câmara dos Deputados. São eles Gervásio Maia (PSB), com 146.860 votos; Frei Anastácio (PT), 91.408; Wilson Santiago (PTB), com 86.208; Julian Lemos (PSL), com 71.899; Edna Henrique (PSDB), com 69.935, e Ruy Carneiro (PSDB), 61.259.

Deputados Federais eleitos em 2018

1. Gervásio Maia (PSB) 146.860 (eleito)
2. Aguinaldo Ribeiro (PP) 120.220 (reeleito)
3. Wellington Roberto (PR) 107.465 (reeleito)
4. Dr Damião (PDT) 100.876 (reeleito)
5. Hugo Motta (PRB) 92.468 (reeleito)
6. Frei Anastácio (PT) 91.408 (eleito)
7. Wilson Santiago (PTB) 86.208 (eleito)
8. Pedro Cunha Lima (PSDB) 76.754 (reeleito)
9. Efraim Filho (DEM) 76.089 (reeleito)
10. Julian Lemos (PSL) 71.899 (eleito)
11. Edna Henrique (PSDB) 69.935 (eleito)
12. Ruy Carneiro (PSDB) 61.259 (eleito)

Vaquejada: deputados paraibanos tiram ‘zero’ na derrubada de boi

(In)sucesso de André Amaral na vaquejada é compartilhado por Wallber Virgolino

Sabe aquela máxima de que se nada der certo você vai por em prática alguma outra habilidade que não usa profissionalmente? Pois é, a derrubada do boi parece não ser a segunda opção dos deputados paraibanos. Pelo menos não do deputado federal André Amaral (Pros) e do deputado estadual eleito Wallber Virgolino (Patriotas). O primeiro se deu mal no mês de abril deste ano. Ele caiu feio e se machucou durante vaquejada em Mataraca, no Litoral Norte. Agora, ganha destaque nas redes sociais uma queda de Virgolino, que, diga-se de passagem, é conhecido pelo amor à montaria.

As imagens da queda de Wallber Virgolino têm circulado nos grupos de WhatsApp. Ele parte rente ao boi, junto com o bate-esteira, segura a cauda do animal, corre com o cavalo, mas se desequilibra e cai. A gravação não mostra se ele se machucou. O boi, por outro lado, saiu ileso. O blog entrou em contato com o parlamentar e ele disse que o vídeo é antigo. Disse também que não se machucou. Virgolino é delegado de carreira e ex-secretário nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ele foi eleito deputado estadual nas eleições deste ano. Foi o segundo mais votado, com 48.052 votos. Ficou atrás apenas de Cida Ramos (PSB), que teve 56.048 votos.

No contato com o blog, ele pediu para publicar o texto encaminhado. Então segue na íntegra: “Agradeço a preocupação do povo de bem, ao tempo que agradeço a atenção de todos. Aos inimigos, não precisam se preocupar, posso até cair do cavalo, mas não ‘caio do banco’ como alguns e nem caio em operações policiais como a maioria dos políticos. Em época de escândalos na política que nem Bolsonaro escapou, fico feliz em saber o que de mais grave pesa na mídia sobre os ombros da minha reputação é uma singela queda de cavalo. Registre-se que os únicos arranhões que possuo na minha vida, são esses praticando o esporte que eu amo”.

Já André Amaral não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano. No acidente sofrido por ele, durante a vaquejada, ele chegou a derrubar o boi. Na gíria do esporte, “valeu o boi”. Nas urnas, no entanto, a coisa não foi tão promissora (se é que dá pra falar em sucesso como vaqueiro). Ele conseguiu apenas 14.913 votos no pleito e não teve o mandato renovado. Vai ter que procurar uma nova ocupação a partir de fevereiro do próximo ano. A derrubada de boi, vale ressaltar, não parece encabeçar a lista das possibilidades.

Deputados aprovam projeto que proíbe o “Escola sem Partido” na Paraíba

Matéria do Executivo teve 23 votos favoráveis e cinco contrários e segue para sanção do governador

Estudantes e professores lotam galerias para cobrar aprovação de projeto na Assembleia. Foto: Kaline Oliveira

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou nesta terça-feira (4), por maioria de votos, o projeto que barra o “Escola Sem Partido” no Estado. Ao todo, foram 23 votos favoráveis, cinco contrários, uma abstenção e seis parlamentares não compareceram à sessão. O texto foi remetido ao Legislativo pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), na semana passada. A matéria cria regras para instituições de ensino das redes pública e privada. O texto, na prática, se contrapõe ao projeto Escola Sem Partido em discussão na Câmara dos Deputados. A versão paraibana proíbe, entre outras coisas, a captação ambiental de áudio e vídeo sem autorização dos professores.

A matéria foi à votação depois de tramitar nas comissões de Constituição e Justiça e de Educação, tudo nesta terça-feira (4). Para o placar, o governo fez valer a força da base aliada. Os únicos votos contrários foram apresentados por Bruno Cunha Lima (PSDB), Camila Toscano (PSDB), Renato Gadelha (PSC), Tovar Correia Lima (PSDB) e João Henrique (PRTB). As galerias ficaram repletas de estudantes e professores, que pressionaram pela aprovação do projeto. Coma aprovação, o texto segue agora para a sanção do governador Ricardo Coutinho.

O artigo 1° do projeto estabelece que “todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar seus pensamentos e suas opiniões no ambiente escolar das redes pública e privada de ensino da Paraíba”. A proposta segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que é preciso o respeito à liberdade de cátedra nas instituições de ensino. Em outro ponto, no artigo 4°, o projeto prevê que “é vedado o uso de equipamentos tecnológicos, sem a finalidade educacional, durante as atividades escolares, e sem a prévia anuência do responsável pelos atos didático-pedagógicos”.

Nos últimos dias, foram registrados embates entre governistas e oposição em relação ao projeto. Uma das queixas apontadas pelos deputados de oposição diz respeito à exigência de fixação de uma nova placa. Os dizeres são: “ESCOLA É TERRITÓRIO ABERTO DO CONHECIMENTO E LIVRE DE CENSURA: REPRESSÃO IDEOLÓGICA NÃO É LEGAL. LEI ESTADUAL Nº ________/2018.” O deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) alega que, na visão dele, o texto encaminhado à Assembleia pelo governador visa apenas se contrapor aos debates puxados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Confira a posição dos deputados

A favor

Adriano Galdino (PSB)
Anísio Maia (PT)
Antônio Mineral (PSB)
Arnaldo Monteiro (PSL)
Branco Mendes (PODE)
Daniella Ribeiro (PP)
Doda de Tião (PTB)
Edmilson Soares (PODE)
Estela Bezerra (PSB)
Frei Anastácio (PT)
Galego Souza (PP)
Genival Matias (Avante)
Gervásio Maia (PSB)
Hervázio Bezerra (PSB)
Inácio Falcão (PCdoB)
Janduhy Carneiro (Patriotas)
Jeová campos (PSB)
Manoel Ludgério (PDT)
Nabor Wanderley (PRB)
Ricardo Barbosa (PSB)
Tião Gomes (Avante)
Trocolli Júnior (Podemos)
Zé Paulo de Santa Rita (PSB)

Abstenção
Jutay Nenezes (PRB)

Contra

Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Renato Gadelha (PSC)
Tovar Correia Lima (PSDB)
João Henrique (PRTB)

 

Faltaram à sessão

Bosco Carneiro (PPS)
Caio Roberto (PR)
Jullys Roberto (MDB)
Lindolfo Pires (Podemos)
Raniery Paulino (MDB)
Ricardo Marcelo (PP)

Deputados estaduais devem elevar os próprios salários para R$ 29,4 mil

Valores têm como base o teto do funcionalismo público. Reajuste dos subsídios ocorre a cada 4 anos

Deputados reeleitos e novatos deverão ter salários aumentados para a próxima legislatura. Foto: Alexandre Kito

Dois assuntos têm ganhado destaque na Assembleia Legislativa da Paraíba nos últimos dias com impacto na próxima legislatura. O primeiro, com embates nos corredores e na tribuna, diz respeito à escolha da mesa diretora da Casa. Já o segundo, proferido aos sussurros, versa sobre o reajuste dos subsídios dos parlamentares para os próximos quatro anos. Com o aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os deputados terão um incremento salarial mais gordo. Ele vai sair de R$ 25,3 mil para nada menos que R$ 29,4 mil.

O tema não é alardeado e, tradicionalmente, é votado na surdina. A base de cálculo para o valor é o fato de os deputados estaduais, por lei, terem direito a 75% o valor do salário de um deputado federal. A legislação estabelece equiparação entre os salários dos deputados federais os ministros do STF, que passarão a novos patamares a partir de janeiro. O salário atual dos parlamentares paraibanos com assento na Câmara dos Deputados e no Senado é de R$ 33,7 mil. É o mesmo recebido pelos ministros do Supremo, com validade até dezembro deste ano.

O reajuste dos deputados estaduais deve ocorrer em meio a um arroxo fiscal ainda maior que em anos anteriores. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019, enviada para a Assembleia Legislativa neste ano, apresenta proposta pouco superior a R$ 10 bilhões. O montante é menor ainda que o executado em 2014. Em entrevista recente ao blog, o secretário de Planejamento do Estado, Waldson de Sousa, atribuiu o problema é crise econômica e à consequente frustração de receitas.

Da atual composição da Assembleia Legislativa, 21 conseguiram renovar o mandato para a próxima legislatura. Outros 15 parlamentares foram eleitos para o próximo mandato.

 

Eleição renova 50% da bancada paraibana na Câmara dos Deputados

Diferente do ocorrido em 2014, a Paraíba volta a ter representante feminina entre os parlamentares eleitos

Poucos conhecem a importância do Legislativo . Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

A bancada federal paraibana na Câmara dos Deputados passou por uma mudança profunda, pelo menos no papel. Isso porque dos parlamentares eleitos em 2014, metade perdeu o bonde de volta nas eleições deste ano. O mais votado foi Gervásio Maia (PSB), apoiado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Outro destaque diz respeito ao fato de o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) ter se desidratado em relação à última eleição. De candidato mais votado, em 2014, ele passou de 179 mil votos para para 76 mil no pleito atual. Ao todo, seis novos parlamentares conseguiram chegar à Câmara dos Deputados. São eles Gervásio Maia (PSB), com 146.860 votos; Frei Anastácio (PT), 91.408; Wilson Santiago (PTB), com 86.208; Julian Lemos (PSL), com 71.899; Edna Henrique (PSDB), com 69.935, e Ruy Carneiro (PSDB), 61.259.

Deputados Federais eleitos em 2018

1. Gervásio Maia (PSB) 146.860 (eleito)
2. Aguinaldo Ribeiro (PP) 120.220 (reeleito)
3. Wellington Roberto (PR) 107.465 (reeleito)
4. Dr Damião (PDT) 100.876 (reeleito)
5. Hugo Motta (PRB) 92.468 (reeleito)
6. Frei Anastácio (PT) 91.408 (eleito)
7. Wilson Santiago (PTB) 86.208 (eleito)
8. Pedro Cunha Lima (PSDB) 76.754 (reeleito)
9. Efraim Filho (DEM) 76.089 (reeleito)
10. Julian Lemos (PSL) 71.899 (eleito)
11. Edna Henrique (PSDB) 69.935 (eleito)
12. Ruy Carneiro (PSDB) 61.259 (eleito)

 

Assembleia Legislativa tem renovação de 41% na Paraíba

Dos eleitos como titulares em 2014, apenas 21 conseguiram o passaporte para retornar à Casa

Novos deputados serão empossados no cargo no ano que vem, junto com o novo governo. Foto: Alexandre Kito

Já era visível que a Assembleia Legislativa da Paraíba passaria por uma renovação nas eleições deste ano. Até pela tentativa de alguns de alçar voos mais altos. Dois conseguiram o intento, a deputada Daniella Ribeiro (PP), eleita para o Senado, e o deputado Gervásio Maia (PSB), eleito para a Câmara. A maioria dos outros, os não felizardos, ficaram pelo caminho. Ao todo, 15 parlamentares não terão a Casa como endereço de trabalho no ano que vem. Na outra ponta, 21 conseguiram assegurar o passaporte para o retorno. Entre as novas caras no poder estão a ex-secretária estadual de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos (PSB), e o também ex-secretário de governo, Wallber Virgolino (Patriotas). Os dois foram os mais votados nas eleições deste ano.

Outro destaque é o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), que se torna titular do mandato pela primeira vez. Ele ocupou a cadeira em dois mandatos, mas sempre na condição de suplente e dependendo de articulações do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Mais mulheres

O número de mulheres com mandato na Assembleia Legislativa também aumentou. Enquanto na legislatura passada foram eleitas três, na atual o número cresceu para cinco. A lista inclui Cida Ramos (PSB), Estela Bezerra (PSB), Camila Toscano (PSDB), Drª Paula (PP) e Pollyana Dutra (PSB).

Confira a lista dos eleitos e reeleitos: 

1. Cida Ramos (PSB)                             56.048 (eleita)
2. Wallber Virgolino (Patriotas)         48.053  (eleito)
3. Adriano Galdino (PSB)                    45.656 (reeleito)
4. Ricardo Barbosa (PSB)                    41.201 (reeleito)
5. Estela Bezerra (PSB)                        40.761 (reeleita)
6. Doda de Tião (PTB)                          38.685 (reeleito)
7. Manoel Ludgério (PSD)                   37.390 (reeleito)
8. João Gonçalves (Podemos)             35.655 (reeleito)
9. João Henrique (PSDB)                    34.814 (re  eleito)
10. Edmilson Soares (Podemos)        34.007 (reeleito)
11. Nabor (PRB)                                     32.627 (reeleito)
12. Branco Mendes (Podemos)          32.621 (reel   eito)
13. Wilson Filho (PTB)                        31.781  (eleito)
14. Hervázio Bezerra (PSB)                31.288 (eleito)
15. Jeová Campos (PSB)                     31.017 (reeleito)
16. Inácio Falcão (PCdoB)                 30.754 (reeleito)
17. Camila Toscano (PSDB)              30.711 (reeleito)
18. Anderson Monteiro (PSC)          30.646 (eleito)
19. Buba Germano (PSB)                   30.192 (reeleito)
20. Tião Gomes (Avante)                  29.363 (re eleito)
21. Pollyana Dutra (PSB)                  28.868 (eleito)
22. Caio Roberto (PR)                       28.344 (reeleito)
23. Drª Paula (PP)                              27.685 (eleito)
24. Dr Otaciano Diniz (Avante)       27.278 (eleito)
25. Felipe Leitão (Patriotas)             27.117 (eleito)
26. Genival Matias (Avante)            26.777 (reeleito)
27. Galego de Souza (PP)                  25.262 (reeleito)
28. Júnior Araújo (Avante)              24.093 (eleito)
29. Tovar Correia Lima (PSDB)      24.052 (reeleito)
30. Raniery Paulino (MDB)             23.810 (reeleito)
31. Cabo Gilverto Silva (PSL)           23.273 (eleito)
32. Bosco Carneiro (PPS)                 21.557 (reeleito)
33. Dr Erico (PPS)                             20.327 (eleito)
34. Moacir Rodrigues (PSL)            18.463 (eleito)
35. Eduardo Carneiro (PRTB)        17.869 (eleito)
36. Chió (Rede)                                  17.437 (eleito)