Deca do Atacadão já “prova” as cadeiras do Senado

Cassio com Deca

Já é prego batido e ponta virada. O empresário Deca do Atacadão vai assumir uma vaga no Senado no lugar de Cássio Cunha Lima (PSDB), que deve se licenciar do mandato no dia 5 ou no dia 12 para tratamento de saúde. Na manhã desta terça-feira (30), em plena correria em decorrência do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o suplente esteve no Congresso Nacional, se ambientando com a nova Casa. Ele experimentou a cadeira do gabinete do senador Cássio Cunha Lima e, depois, desceu ao plenário, onde também pode conferir o acolchoamento das cadeiras. Ele também cumprimentou os senadores presentes antes da sessão.

Deca no gabineteCássio vai se afastar por 120 dias para a retirada de pólipos do intestino, procedimento a que ele já foi submetido em outra oportunidade e cuja repetição do procedimento é recomendada pelos médicos por causa do histórico familiar. O exame que detecta o problema é a colonoscopia. Devido ao histórico da doença do pai, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima, os procedimentos são indicados de forma preventiva. De acordo com a assessoria do parlamentar, a liderança no Senado fez com que o senador não tivesse tempo para fazer exames nos últimos três anos. Tudo será providenciado durante a atual licença.

Cartas com ameaças a Cássio foram postadas em Fortaleza

Brasília - O relator, senador Antônio Anastasia e o senadorCássio Cunha Lima, durante sessão da Comissão do Especial do Impeachment do Senado que aprovou o relatório favorável ao prosseguimento do processo e ao julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Antônio Anastasia e o senador Cássio Cunha Lima. Antonio Cruz/Agência Brasil

As duas cartas com ameaças de morte ao senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) foram postadas em Fortaleza, no Ceará. Uma delas foi enviada para o gabinete do parlamentar, em Brasília, e a outra para o escritório de representação, em João Pessoa. Ambas diziam que se ele mantivesse o voto a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), não chegaria vivo ao Natal deste ano. Cássio é líder da bancada tucana na Casa e um dos principais defensores do impedimento da gestora petista.

O senador explicou que o material foi entregue à Polícia Federal e que as investigações dirão se vai ser preciso algum tipo de proteção especial para Cássio Cunha Lima. “Foram duas cartas, postadas de Fortaleza, uma enviada para o gabinete, em Brasília, e outra para o escritório de João Pessoa. A PF irá investigar”, respondeu o parlamentar em mensagem envaida ao blog. Apesar de o conteúdo das duas correspondências serem idênticas, a enviada para Brasília chegou 15 dias.

A presidente Dilma Rousseff é alvo de um processo de impeachment no Congresso por crime de responsabilidade no segundo mandato e a ainda por ter autorizado créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional. Cássio se encontra em Brasília e embarca nesta quinta-feira (11) para João Pessoa.

Após duas ameaças de morte, Cássio pede proteção à Polícia Federal

Cássio e Aécio neves-George Gianni-PSDB

Cássio Cunha Lima ao lado do Senador mineiro Aécio Neves. Crédito: George Gianni-PSDB

O senador paraibano e líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), procurou a Polícia Federal para pedir proteção. Ele diz ter recebido duas cartas com ameaças. Os documentos diziam que ele não passaria o Natal vivo, caso confirmasse o voto favorável ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). O parlamentar integra a linha de frente dos defensores do impedimento da petista e votou a favor do seguimento do processo na fase de pronúncia. O senador paraibano também pretende votar a favor do afastamento em definitivo da presidente na fase final do processo, prevista para ocorrer no fim deste mês. Dilma é acusada de ter praticado crime de responsabilidade durante o segundo mandato e ter permitido gastos sem a autorização do Congresso. Caso deixe o poder, Michel Temer (PMDB-SP) será efetivado no cargo. As informações são da coluna Poder, da Folha de S. Paulo.

Cássio deverá substituir Aécio Neves no comando nacional do PSDB

Cássio e Aécio neves-George Gianni-PSDBO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) deverá substituir o também senador Aécio Neves (MG) no comando nacional do PSDB no próximo ano. A indicação do nome dele é consensual entre as principais lideranças do partido, em decorrência do trabalho desenvolvido na liderança da sigla no Senado, cargo cujo prazo máximo de permanência estende se estende até janeiro de 2017, conforme as regras definidas internamente pelo partido. Para a presidência, o paraibano tem o apoio de Aécio e também a simpatia de José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do governo interino de Michel Temer (PMDB-SP) .

Aécio Neves deixa a presidência do PSDB no início do próximo ano, justamente quando Cássio será substituído na liderança do PSDB no Senado. A perspectiva das principais lideranças do partido é que Cássio tenha o nome confirmado e possa comandar o partido ao mais tardar a partir de março do próximo ano. Com a mudança, os tucanos pretendem reforçar o trabalho para fortalecer o nome de Neves para a disputa do governo em 2018. Na composição com o PMDB, o acerto foi para que Temer não será candidato à reeleição, caso ele seja empossado em definitivo após o impeachment. Os tucanos deverão ter como principais adversários em 2018 o ex-presidente Lula (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede).

A possível ida de Cássio para o comando nacional do partido reforça a tese de que ele realmente se voltará em 2018 para a disputa da reeleição e não para a sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB). As articulações visando a eleição estadual, no entanto, dependerão muito do resultado das alianças costuradas para este ano tendo como parceiros o PMDB e o PSD.

Depois de Kátia Abreu, Cássio também brinca com o “Golpe”

CCLimaDepois da polêmica gerada por conta da distribuição do chocolate peruano “Golpe” no plenário do Senado, o senador e líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima, tentou quebrar o gelo com os colegas. Ele publicou mensagem no Instagram, com foto da senadora Kátia Abreu (PMDB-GO), aliada da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), com o texto: “Mesmo nos momentos mais difíceis é preciso leveza e bom humor. Ontem os Senadores e Senadoras Dilmistas ganharam um chocolate de presente. Na foto a Senadora @katiaabreu155”. A menagem foi publicada nesta quinta-feira (14), um dia depois da peemedebista ter feito o mesmo, mas em tom crítico.

O chocolate foi entregue aos senadores da base aliada de Dilma Rousseff nesta quarta-feira. Entre eles, Kátia Abreu, que foi ministra durante a gestão da petista. Ela foi a primeira a usar as redes sociais para reverberar a “brincadeira” do tucano, que foi encarada como provocação por muitos militantes do PT. O grupo mais próximo de Dilma acusa o PSDB de ter se aliado ao presidente interino Michel Temer (PMDB) para dar um golpe contra a democracia.

Cássio deu “Golpe” na Comissão do Impeachment de Dilma

Cássio e o golpeNão dá para dizer que não causou surpresa. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) aproveitou a sessão desta quarta-feira (13), no Senado, para distribuir o chocolate “Golpe” para os membros da Comissão Especial Processante, que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A senadora Kátia Abreu (PMDB-GO), ex-ministra e amiga da petista, postou a foto que fez com o parlamentar paraibano, sem esconder a perplexidade. “Vejam o nome do chocolate de senador (SIC) Cássio distribuiu no Senado hoje”.

Os petistas e seus aliados acusam os apoiadores do impeachment, entre eles o senador paraibano, de dar um “golpe” na democracia. Cássio decidiu brincar com a situação, alegam aliados, distribuindo o chocolate peruano, que tem como slogan “Con un solo Golpe derrota el hambre (com um só golpe derrota a fome, em tradução livre)”. O problema é que vários internautas entenderam o ato do senador paraibano como uma confissão.

Com apoio do PSDB a Cartaxo, PTB decide abandonar Romero

O PTB não anda nada satisfeita com a aproximação do PSDB do senador Cássio Cunha Lima com o PSD do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Os tucanos são os principais entusiastas da tese de construção de um chapão para a disputa na capital, com a presença de PSD, PMDB e PSDB em um único palanque. O presidente estadual da sigla tucana, Ruy Carneiro, chegou a convidar o pré-candidato do PTB a prefeito da capital, Wilson Filho, para integrar o projeto. O problema é que além de resistirem à tese, os petebistas anunciaram que vão esperar apenas a formalização da composição para abandonar as parcerias com os tucanos em todo o Estado.

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A primeira vítima da composição será o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). O PTB apoia a postulação dele, mas exigia a reciprocidade em João Pessoa. “Ao invés de escolher quem esteve ao seu lado, em 2014, o senador Cássio Cunha Lima está optando por quem ajudou a derrotá-lo”, disse Wilson Filho, em referência ao apoio de Cartaxo a Ricardo Coutinho (PSB). Ele garante que assim como Campina Grande, o PTB vai abandonar o projeto eleitoral dos tucanos em Patos, Guarabira, Sapé e Conde. “Todos estavam fechados para uma aliança estadual”, acrescenta.

Junto com o PTB, em Campina Grande, Wilson Filho prevê a saída dos partidos que fecharam composição estadual com a sigla trabalhista. A lista inclui PMB, PTC e PHS. “Com a tese do chapão proposta pelo PSDB, com todo o respeito aos partidos, os tucanos vão virar batedores de esteira do prefeito Luciano Cartaxo e querem que todas as outras siglas virem auxiliares de batedores de esteira”, ressaltou. Em tempo, batedor de esteira é papel desempenhado pelo segundo vaqueiro na derrubada do boi nas vaquejadas. “Não sou contra Cartaxo, mas sou contra o modelo de gestão que ele pratica em João Pessoa”, acrescentou.

Longe do PSDB, em Campina Grande, os petebistas vão iniciar o debate sobre quem apoiar nas eleições deste ano. O pós-comunista Arthur Bolinha chegou a assediar a sigla, mas não obteve sucesso. Outras possibilidades são os pré-candidatos do PSB, Adriano Galdino, e do PMDB, Veneziano Vital do Rêgo.

Ricardo Coutinho pede suspeição de conselheiro do Tribunal de Contas

O governador Ricardo Coutinho (PSB) protocolou nesta quarta-feira (1º) mais um pedido de suspeição contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fernando Catão. Na peça, o gestor aponta relação consanguínea do membro da corte com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), seu principal adversário político, para “forçar” o impedimento. Catão é o relator das contas do governo do Estado no exercício de 2015.

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Fernando Catão é alvo de segunda suspeição

Esta é a segunda vez que o governador pede a suspeição do conselheiro em pouco mais de seis meses. A última ocorreu em dezembro do ano passado e foi arquivada após votação dos membros do Tribunal de Contas do Estado. Catão atribui a reação do governo ao “visível” incômodo governo com as cobranças feitas por ele em relação a informações sobre o programa de microcrédito Empreender-PB. O relator será o conselheiro Marcos Costa.

“No processo de companhamento dos balancetes de 2015, das contas do governo do Estado, fizemos um acompanhamento durante toda a gestão e emitimos vários alertas. Uma das coisas que nos chamou a atenção foi o Empreender-PB. E pedimos uma série de informações que até hoje não foram prestadas ao tribunal. Por conta disso, apliquei uma multa ao gestor (do programa, Tibério Limeira) e o governador, através do procurador, pediu a nulidade do processo”, disse Catão.

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, explicou que os dois pedidos de suspeição contra Catão têm como fundamento os argumentos elencados por ele mesmo em processo anterior. Ele lembra que o conselheiro seria o relator das contas de 2014 de Ricardo Coutinho, porém, de ofício, se averbou suspeito. “Ora, entendemos que a relação consanguínea não se extingue. Se ele voluntariamente se averbou quando Cássio e Ricardo eram aliados, isso não muda com eles adversários”, disse.

Carneiro ainda lembrou outro episódio envolvendo Fernando Catão. Foi o fato de informações sobre a contratação de pessoal relativas a 2014, solicitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, terem sido repassadas com erro pelo conselheiro. O governo chegou a protocolar um incidente de falsidade contra o membro da corte, mas a ação foi rejeitada pelo TRE. Na Justiça Eleitoral também tramita uma Aije que tem como alvo suposto uso eleitoral do Empreender.

Antes de Catão, o governador já havia pedido a suspeição do conselheiro Nominando Diniz, que foi relator das contas de 2014. O argumento era o de que ele era amigo do senador Cássio Cunha Lima. No ano passado foram rejeitadas as suspeições contra Nominando e a primeira contra Catão. Em relação a esta nova, o relator das contas de 2015 acredita que o assunto será superado até a próxima semana. “Para mim, isso é matéria procrastinatória, mas não posso opinar sobre isso”, disse.

Partidos tentam formar coalizão para encarar Ricardo em JP e CG

O PSB não comanda nem João Pessoa nem Campina Grande e um grupo de partidos tenta formar uma coalizão para manter as coisas como estão agora, por entenderem que as eleições de 2016 e 2018 estão coligadas. A ideia de vincular as disputas é costurada principalmente por PSD e PSDB, que comandam as duas cidades, com Luciano Cartaxo (PSD) na capital e Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande. Agora as siglas tentam atrair o PMDB, do pré-candidato a prefeito na capital, Manoel Júnior.

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Luciano Cartaxo (PSD) é pré-candidato à reeleição

As três siglas têm histórico de alianças e rompimentos com o governador Ricardo Coutinho (PSB). O prefeito Luciano Cartaxo diz que é preciso uma explicação para o fato de o gestor ter afastado de si todos os aliados construídos nos últimos anos. “Comigo, lá em 2014, houve o acerto de reciprocidade nas eleições deste ano. Nós apoiamos e ele nos apoiaria agora, mas o acordo foi quebrado”, criticou Cartaxo, lembrando em seguida que a entrada do PT, seu antigo partido naquele momento, foi vital para a reeleição do socialista.

A mesma insatisfação é apontada por lideranças do PMDB. O partido se aliou a Ricardo no segundo turno das eleições de 2014 e o senador José Maranhão, presidente estadual do partido, alega que a sua sigla foi o fiel da balança naquele pleito. Os peemedebistas são o ponto dissonante na costura por uma grande aliança neste ano, porque Manoel Júnior não aceita discutir a retirada da sua pré-candidatura. Ele tem participado de encontros com os tucanos na tentativa de convencê-los a formar uma aliança, refletindo o alinhamento nacional das duas siglas.

O PSDB foi o primeiro a romper com Ricardo Coutinho. O senador Cássio Cunha Lima, principal nome do partido, rompeu a aliança formada em 2010 quando decidiu se lançar candidato ao governo contra o socialista, em 2014. O ex-deputado federal Ruy Carneiro, presidente estadual do partido, diz que o melhor cenário, neste momento, é trabalhar um projeto eleitoral que vise a disputa de 2018 também. A leitura é que se o partido vencer na capital e em Campina Grande, Ricardo terá dificuldades para emplacar um sucessor.

A partir da aliança deste ano, as lideranças vão trabalhar para uma composição mais ampla na chapa majoritária de 2018, quando haverá espaço para as disputas pelos cargos de governador, vice e duas vagas para o Senado. O PSDB decidiu não lançar candidatos em João Pessoa. De acordo com Ruy Carneiro, a prioridade será uma composição mais ampla neste ano. “Se não for possível, vamos para as escolhas”, ressaltou o parlamentar, acrescentando que a definição deve ser construída ainda durante este mês.

Ricardo Coutinho lançou como candidatos em João Pessoa e Campina Grande a a secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, e o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, respectivamente.

 

Senadores acatam impeachment e afastam Dilma Rousseff. Veja o que disseram os paraibanos

Os sinais de que a presidente Dilma Rousseff (PT) não escaparia do impeachment eram inequívocos e foram confirmados primeiro com os discursos no Senado que precederam a votação e, depois, com o sufrágio propriamente dito já nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (12). Dilma foi afastada com o voto de 55 parlamentares favoráveis à admissibilidade do impedimento, contra 22 que votaram pela manutenção dela no poder. Dos eleitos pela Paraíba, todos foram favoráveis à saída da gestora, que será substituída no poder por 180 dias pelo vice, Michel Temer (PMDB-SP). Neste período, durante o juízo de pronúncia, tendo ela como ré no processo, Dilma poderá ser reconduzida ao cargo ou afastada em definitivo.

José Maranhão (PMDB)

Na sessão iniciada nesta quarta-feira (11), José Maranhão (PMDB) foi o primeiro dos paraibanos a falar. Com discurso escrito, segundo ele para não ser dominado pela emoção, falou da sua ligação com o PT, apesar de ter sido abandonado em 2014, e da situação econômica do país. “Esta é uma crise que tem repercussões profundas na nossa economia, destroçando uma posição que parecia definitiva para o nosso país, e que está, neste momento, caminhando para uma solução, mas que é traumática. Porém, na política, como na vida fisiológica, quando se tem um quisto ou um tumor, não há solução sem sangue. O sangue aqui é a contrariedade do povo brasileiro, que está nas ruas reclamando, porque sofrendo e pagando a maior conta”.

Cássio Cunha Lima (PSDB)

O segundo paraibano a discursar foi Cássio Cunha Lima, que lembrou, na sua fala, a situação de instabilidade no país. “O começo deste capítulo importante para o Brasil, infelizmente, foi escrito através de mentiras. Porque foi essa a opção escolhida, de maneira deliberada, pela presidente Dilma Rousseff, mentir ao povo brasileiro, enganar a nossa gente, usar a boa fé do povo humilde, do povo deste país, para que ela pudesse ganhar a eleição a todo preço, a todo custo, para que ela pudesse ganhar a eleição a todo preço, a todo custo, fazendo o diabo na expressão dela própria. E nós sabemos, a vida nos ensina, que nas relações pessoais, nas relações publicas, sobretudo, a mentira tem um preço e o preço é alto”.

Raimundo Lira (PMDB)

O senador Raimundo Lira foi o último a discursar entre os senadores inscritos na sessão do Senado e, como era esperado, foi comedido nas palavras ao anunciar o apoio ao impedimento. Como presidente da Comissão Especial do Impeachment, que deve retornar aos trabalhos após o afastamento da presidente, ele procurou ser comedido, mas disse que vota pelo impedimento. “Quero informar à opinião pública do meu estado e do meu país que não votei no encerramento da Comissão do Impeachment porque, na qualidade de presidente, eu era impedido pelo Regimento. Eu só poderia votar se houvesse empate e, como a votação foi 5 a 15, eu não pude votar. Mas agora, hoje, na sessão de admissibilidade do impeachment, eu vou votar como senador, eu vou votar ‘Sim’, a favor da admissibilidade do impeachment”, afirmou Raimundo Lira.

Discursaram antes da votação, o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment, Antônio Anastasia (PSDB-MG), e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Com o resultado da votação, a notificação da presidente Dilma Rousseff vai acontecer ainda na manhã desta quinta-feira, quando ela deverá deixar o Palácio do Planalto. Logo em seguida, será notificado o vice-presidente, Michel Temer, que poderá assumir o poder ainda nesta quinta-feira.