Cartaxo evita polêmica sobre CPI e diz que adversários torcem contra Lagoa

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), foi econômico nas palavras, nesta sexta-feira (13), ao comentar sobre a decisão do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos Salles, determinando ao presidente da Câmara de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), a instalação da CPI da Lagoa. O gestor alega que quando vereador aprendeu a importância da independência dos poderes e, por isso, não vai se intrometer nas questões pertinentes à Câmara de Vereadores. “Eles é que deverão analisar essa questão”, disse.

Luciano Cartaxo_juliana Santos

Sem citar nomes, Cartaxo elevou o tom das críticas à oposição, deixando claro, na visão dele, que o grupo quer inviabilizar a entrega da revitalização do Parque Solon de Lucena no prazo especificado. “A Lagoa eu vou entregar mesmo que outros tentem inviabilizar essa obra. Mesmo que tenha muita gente torcendo contra, torcendo para que essa obra não seja entregue. Mesmo que tenha muita gente trabalhando para inviabilizar a obra. Mas ela vai ser entregue no mês de junho e esse é um compromisso meu com o povo de João Pessoa”, enfatizou.

A CPI da Lagoa foi apresentada na Câmara de João Pessoa pelo vereador Raoni Mendes (DEM), com a assinatura de 10 vereadores. Um a mais que o número mínimo necessário para protocolar o pedido de investigação. O presidente da Casa, Durval Ferreira, alegando questões regimentais, decidiu arquivar a proposta. O vereador Renato Martins (PSB), então, peticionou o mandato de segurança do juiz Marcos Salles, que acatou os argumentos e determinou a instalação da CPI.

Os vereadores da oposição usaram como fato determinante para a investigação um relatório elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) que apontou suposto sobrepreço de quase R$ 10 milhões na execução da obra. A prefeitura nega as irregularidades e usa até um relatório elaborado pela Caixa Econômica federal que atesta a regularidade dos contratos.

Secretário de Cartaxo se solidariza com João Azevedo por desgaste

A guerra agora é psicológica. Um dia depois de o PSB ter oficializado a retirada de João Azevedo da disputa da prefeitura de João Pessoa, o socialista ganhou, acreditem, a solidariedade dos adversários. Falando em nome do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o secretário de Articulação Política do município, Zennedy Bezerra, saiu em defesa do agora ex-adversário. “Era desnecessário para a biografia de João Azevedo o desgaste imposto pelo governador Ricardo Coutinho que, segundo informações de bastidores, retirou a candidatura dele por inabilidade política. Lembra o que foi feito com o ex-prefeito Luciano Agra, lá em 2012, quando foi impedido de disputar a reeleição”, alfinetou.

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Mantendo-se no ataque, Bezerra ainda alegou que mesmo os argumentos oficiais para a retirada da pré-candidatura de João Azevedo também desgastam a gestão socialista no Estado e fortalecem a de Cartaxo. O secretário de Articulação Política da capital lembra que o secretário de Infraestrutura foi lançado como nome do PSB que melhor representava o modelo de gestão socialista, o grande tocador de obras, entretanto, segundo a carta-renúncia, foi puxado novamente para o governo para acudi-la. “Isso só demonstra a fragilidade do tal modelo socialista e também que Ricardo Coutinho demorou para dar respostas efetivas ao combate à crise econômica”, enfatizou.

Como resposta ainda às críticas dos socialistas de que João Pessoa precisa “ser salva”, o secretário recorre às promessas feitas nesta quarta-feira (27) pelo prefeito Luciano Cartaxo, que apresentou um cronograma com a previsão de entregar 50 obras na capital até o aniversário da cidade, no dia 5 de agosto. Entre elas, são citadas as Três Lagoas, a Lagoa e o Parque Solon de Lucena, além de escolas, praças e unidades de atendimento de saúde. Os socialistas se reúnem no início da noite desta quarta-feira para decidir quem vai assumir a disputa pela prefeitura de João Pessoa, após a saída de João Azevedo do páreo.

PPS vai confirmar desembarque da prefeitura e decidir apoio em João Pessoa

O rito do PPS para definir o seu futuro, em João Pessoa, é revestido de obviedades, por conta das posturas recentes da sigla. Nesta quinta-feira (14), o partido se reúne em um hotel da orla para votar alguns indicativos. O primeiro é sobre a permanência da base aliada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), sócio da sigla pós-comunista no pleito de 2012. Como todo mundo sabe, esse é assunto fora de cogitação, ou seja, inserido na lista apenas por formalidade. O segundo é a possibilidade de candidatura própria. Isso, então, nem pensar. O terceiro é a decisão sobre com que candidato majoritário o partido vai marchar no pleito deste ano. Aí, sim, haverá discussão.

Foto: Divulgação/CMJP

Foto: Divulgação/CMJP

As possibilidades apresentadas pelo presidente do Diretório municipal de João Pessoa, Bruno Farias, são duas: apoio ao pré-candidato do PSB, João Azevedo, ou ao do PMDB, Manoel Júnior. A relação deste último é apenas por mera formalidade, já que o partido precisa dizer que houve discussão. O contato principal do PPS, presidido no estado pelo vice-prefeito Nonato Bandeira, é com o PSB do governador Ricardo Coutinho. Nonato e Coutinho eram muito amigos até 2012, quando houve o rompimento entre os dois. Desde então, ambos estão em trincheiras opostas. A volta ao jardim dos girassóis, portanto, é uma pedra cantada há vários meses.

A situação de Nonato Bandeira na base aliada de Luciano Cartaxo não era boa. Durante todo o mandato, ele ficou sem o protagonismo que esperava ter no governo municipal. Não era ouvido. Em poucas oportunidades assumiu o comando do Executivo. O tensionamento se tornou maior quando o vereador Bruno Farias, ex-secretário de Turismo do município, decidiu assinar o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa. No início desta semana, Bandeira enviou carta a todos os filiados recomendando que eles votem nesta quinta pelo desembarque do governo municipal.

O destino do partido é previsível, mas o caminho só será oficializado na tarde desta quinta.

Ao defender Cartaxo, Marco Antônio usa parábola para atacar o PPS

Original, mas um pouco cômico. O vereador Marco Antônio (PHS) não conseguiu ver o ex-colega de bancada e presidente municipal do seu antigo partido, o PPS, Bruno Farias, fazer críticas à gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) sem esboçar reação. O parlamentar, líder do governo na Câmara, ocupou a tribuna e fez uso de uma parábola para descrever o ex-partido, bem como os seus dirigentes. Mesmo sem citar nomes, contou a história a “Cobra e o dono do circo” e também relembrou os ensinamentos do seu pai, que, ele assegura, o advertia para não entrar na política sob o risco de acabar “comendo farelo com os porcos”.

Marco Antônio

Fazendo uso de muitos gestos, como quem conta história para converter grandes multidões, Marco Antônio disse que o dono de um circo comprou uma cobra. Aí, alimentou o viperino, cuidou dele e ignorou todo mundo que chegou para dizer: cuidado com essa cobra, ela é perigosa… “A todos ele dizia: não, ela é a estrela do espetáculo”, disse o performático vereador. E foi além. Marco Antônio revelou que no dia em que o dono do circo precisou da cobra para o espetáculo, ela deu um bote, do qual ele se livrou “por ser vacinado”. O tempo todo dizia não estar falando de pessoas ou partidos, apesar da clara alusão ao PPS.

Em certo momento, Marco Antônio deu pausa na parábola para dizer que não aceitou ficar no PPS porque o presidente estadual do partido, Nonato Bandeira, se negou a garantir apoio à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo. Foi aí que mesmo negando a relação entre a cobra e a sigla pós-comunista, ele disse que iria com o “dono do circo” até o fim. Não é preciso nem ser bom entendedor para saber quem é o dono do circo. Ele podia, mas não parou por aí. Lembrou que seu pai o avisou para não entrar na política, dizendo que se andasse com porcos acabaria comendo farelo. Ele, no entanto, assegurou que poderia até andar com suínos, mas nunca comeria farelo.

O vereador Bruno Farias não quis polemizar com o colega. Disse apenas que não iria entrar no picadeiro “montado” pelo antigo aliado. Bruno, quando integrava a base aliada de Luciano Cartaxo, chegou a ocupar a Secretaria de Turismo. Na sessão desta terça-feira, no entanto, falou que mudou de lado por causa da “gestão tacanha” do gestor pessoense.

Mirando Cartaxo, João Azevedo ataca a saúde da capital, mas esquece o Estado

A prefeitura de João Pessoa tem muitos pontos para serem criticados, mas o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo (PSB), escolheu um que deveria ser proibitivo para qualquer pré-candidato apoiado pelo governo: a saúde. O pré-candidato a prefeito de João Pessoa usou o microblog Twitter para criticar o sucateamento do setor na capital, que “sofre por falta de recurso, medicamentos e até roupas para transitar nos Centro Cirúrgicos, sobram baratas e falta respeito e atendimento digno para a nossa João Pessoa”. Até aí, tudo correto. A realidade na saúde da capital é péssima.

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

Secretário João Azevedo. Foto: Francisco França

O problema nas críticas ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, pré-candidato do PSD à reeleição, é que a gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB), principal padrinho político de Azevedo, investe muito menos que a capital no atendimento de saúde do Estado. E pior, é essa falta de atendimento, garantem aliados de Cartaxo, que agrava a prestação de serviço nas unidades da capital, justamente por ser o último recurso para quem procura atendimento. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) coloca a Paraíba na quarta colocação entre os estados que menos investem em saúde do Brasil.

A Paraíba investe R$ 0,85 por habitante ao dia, enquanto a média brasileira é de R$ 1,38. Os números são referentes a 2014. Enquanto isso, a prefeitura de João Pessoa se gaba de, no mesmo estudo, aparecer como a segunda capital do Nordeste com maior investimento em saúde, com R$ 2,26 ao dia. Daí fica a pergunta: e por que tantos problemas na prestação de serviço à população? Sim, estamos acostumados a ver o desmantelo em que se transformou o Trauminha de Mangabeira. Os auxiliares do prefeito Luciano Cartaxo culpam o baixo investimento do governo do Estado.

Então vamos aos fatos. Segundo eles, João Pessoa acaba assumindo o atendimento da população de todo o Estado. Pelo menos 60% dos pacientes atendidos pelo Trauminha vêm de outros municípios. Da Região Metropolitana, majoritariamente, mas também do Agreste e do Sertão. E a triagem não pode recusar ninguém, pois a pactuação feita com o Ministério da Saúde é para que a instituição seja porta aberta. Ou seja, em hipótese alguma pode recusar atendimento. E os custos para manter as unidades funcionando são maiores que o investimento na construção de novas unidades.

Em contrapartida, o governo prometeu abrir o Hospital de Trauma do Sertão, o Hospital Metropolitano de Santa Rita e transformar a Maternidade Frei Damião em Hospital da Mulher. Nenhuma das promessas saiu do papel até o momento. Ou seja, o governo do Estado não pode ser o modelo para João Azevedo na promessa de resolver o caos na saúde de João Pessoa.

 

“Armadilha” socialista voltada para Luciano Cartaxo

O fim das filiações partidárias e o inevitável embate rumo às eleições tem criado os ingredientes tidos pelo bunker do governador Ricardo Coutinho (PSB) como essenciais para tirar o secretário de Infraestrutura do Estado, João Azevedo, pré-candidato socialista a prefeito de João Pessoa, da lanterna nas pesquisas realizadas para consumo interno visando as eleições deste ano. O fato é que sem apelo popular ou mesmo desenvoltura para circular nas rodas políticas, o auxiliar precisa de uma polarização com o atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), para ser percebido.

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O socialista participou de plenárias em vários bairros da capital, ouviu as reivindicações da população/militância, mas ainda corre um grande risco de sair às ruas sem ser reconhecido. Um fato natural para quem sai do corpo técnico para uma disputa eleitoral sem qualquer base política. O que tem feito ele ser alvo de ataques dos adversários, que o tratam como produto de laboratório.

Bem, mas vamos aos fatos. Até bem pouco tempo, Luciano Cartaxo vinha adotando a postura de não responder aos ataques de Ricardo Coutinho e João Azevedo. O entendimento no staff do gestor era que ignorar o adversário figurava como a melhor estratégia para não fazê-lo crescer. Por isso, não fez contas das críticas de que João Pessoa perdeu o rumo do crescimento, que a gestão pessedista não tem cara, que as grandes obras de mobilidade da cidade estão sendo feitas pelo governo do Estado. O silêncio foi a única resposta para os socialistas. Pelo menos, foi até a última terça-feira, na posse dos secretários, quando Luciano Cartaxo elevou o tom das críticas ao ex-aliado.

Sem nenhuma cerimônia, na cerimônia, mandou o socialista se preocupar menos com João Pessoa, ou melhor, com a gestão dele, e cuidar mais da segurança pública e da falta de água no Estado, calos da administração estadual. De pronto, as respostas se materializaram nas declarações do presidente municipal do PSB, Ronaldo Barbosa, para quem, Cartaxo está preocupado com o que ele chamou de crescimento da campanha socialista.

Não há indicativos ainda de que esse crescimento esteja ocorrendo, mas é inquestionável que Azevedo tende a progredir durante o processo e o caminho será mais curto se ele virar contraponto à gestão de Cartaxo. Sabendo disso, o governador Ricardo Coutinho, principal padrinho do secretário, articula novas plenárias nos bairros, desta vez com a presença dele, para dar cancha ao afilhado. E novamente o alvo dos ataques será o prefeito. O entendimento é que se Luciano Cartaxo ficar na defensiva, o circo estará armado para tragá-lo.

Luciano Cartaxo faz mudanças em pelo menos oito secretarias. Confira os nomes:

O fechamento da reforma administrativa da prefeitura de João Pessoa não tem sido fácil para o prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Depois de um fim de semana de muita conversa com auxiliares mais próximos ele fechou mudanças em 16 pastas da administração municipal e não apenas no Procon, Comunicação e Previdência como o previsto inicialmente. Ainda na manhã desta segunda-feira (4) o debate era intenso, com mudanças no que havia sido acordado internamente anteriormente.

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Pela configuração dada na manhã desta segunda-feira, o atual secretário de Planejamento, Zennedy Bezerra, deixa a pasta para assumir a Articulação Política. Para o lugar dele, no Planejamento, vai Daiella Bandeira, atual secretária de Meio Ambiente. A vaga deixada por ela será ocupada Abelardo Jurema Neto. O atual secretário de Desenvolvimento Urbano, Hildevânio Macedo, vai assumir a Chefia de Gabinete. Para o lugar dele, na Sedurb, vai Nelton Marinho, que ocupou cargos no governo de José Maranhão.

O vereador Fernando Milanez (ex-PMDB) vai para a Secretaria de Turismo, para garantir a manutenção de Dinho na Câmara de João Pessoa. Para o lugar de Helton Renê, no Procon, que retorna à Câmara, vai Marcos Santos, ex-secretário executivo do Procon Estadual. Já para a Comunicação vai Diego Tavares, que deixa a Secretaria do Trabalho. O adjunto dele na pasta será o atual diretor de jornalismo da Secom, Eduardo Carneiro. Ainda serão anunciados nesta segunda-feira os nomes que vão ocupar as pastas de Comunicação, Orçamento Participativo e Instituto de Previdência.

Confira a lista completa

 

Gestão
Prefeito anuncia nomes da reforma administrativa e convoca posse coletiva para as 9h desta terça

O prefeito Luciano Cartaxo anunciou, na manhã desta segunda-feira (4), uma reforma administrativa em seu secretariado. No total, dez pastas passam a contar com novos comandos, em escolhas que seguiram critérios técnicos. A posse coletiva está marcada para as 9h desta terça-feira, no auditório do Paço Municipal, Centro.

De acordo com o prefeito, o ato tem como objetivo potencializar a gestão, garantindo ações ainda mais eficientes nas diversas áreas de Governo e resultados cada vez mais eficazes nas políticas de promoção da qualidade de vida para a população da cidade de João Pessoa.

Confira abaixo a lista de novos secretários titulares e adjuntos:

Secretaria da Gestão Governamental e Articulação Política (Segap)

Secretário: Zennedy Bezerra

Secretaria do Planejamento (Seplan)

Secretária: Daniella Bandeira

Secretaria Chefe do Gabinete do Prefeito

Secretário: Hildevânio Macêdo

Secretaria de Comunicação (Secom)

Secretário: Diego Tavares
Adjunto: Eduardo Carneiro

Secretaria Executiva do Orçamento Participativo (OP)

Secretário: Roberto Ivens Martinho Barbosa Filho

Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedurb)

Secretário: Nilton Marinho Coelho
Adjunta: Vaulene Rodrigues

Secretaria do Meio Ambiente (Seman)

Secretário: Abelardo Jurema Neto
Adjunto: Djalma Pereira de Castro Filho

Secretaria do Turismo (Setur)

Secretário: Fernando Milanez

Secretaria de Defesa do Consumidor (Procon)

Secretário: Marcos Santos
Adjunto: Ricardo Holanda

Instituto de Previdência do Município (IPM)

Secretário: Moacir do Carmo Tenório Júnior

Secretaria da Infraestrutura (Seinfra)

Adjunto: Expedito Leite

Secretaria de Habitação Social (Semhab)

Adjunto: José Bezerra Pontes Filho

Secretaria do Trabalho, Produção e Renda (Setrab)

Adjunto: Paulo Roberto Fernandes Vieira

Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPPM)

Adjunta: Vera Maria Nóbrega de Lucena

Secretaria das Finanças (Sefin)

Adjunto: Ellan Ferreira de Miranda

Secretaria da Receita (Serem)

Adjunta: Raquel Di Lessandra Oliveira de Sousa

Peso eleitoral para Cartaxo dos protestos dos servidores municipais

Pau que dá em Chico, dá em Francisco. É mais ou menos assim que a música toca na área política. Se no início do ano o governador Ricardo Coutinho (PSB) enfrentou a ira dos servidores públicos ao afirmar que, por causa da crise, não daria reajuste salarial a ninguém, agora chegou a vez do inferno astral do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). O gestor está às voltas com manifestações de médicos, servidores da saúde e professores. Todos cobram um reajuste salarial além do que a prefeitura diz ter condições de pagar.

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Depois de muita confusão, os servidores da saúde conseguiram uma audiência pública para esta sexta-feira (31), porém, esperavam que o prefeito aparecesse. A presença do secretário de Saúde, Adalberto Fulgêncio, acabou desapontando a categoria. A presidente do Sindicato de Saúde, Wanda Cely, se acorrentou com outros servidores e disse que só deixará a Câmara Municipal após se reunir com o prefeito. A categoria cobra a incorporação de gratificações aos seus salários e promete radicalizar.

A data-base da categoria é junho, como a de outros servidores, porém, eles estão antecipando os protestos por causa do período vedado pela legislação eleitoral. O movimento é reforçado pelos vereadores de oposição, que estão ajudando os servidores a fazerem pressão contra o prefeito de João Pessoa. Para o líder do prefeito na Casa, Marco Antônio (PHS), os protestos estão sendo potencializados pela oposição com motivação puramente eleitoral.

Gilberto Kassab visita obras da Lagoa acompanhado de Luciano Cartaxo

Um dia depois de participar da pré-convenção que definiu Zenildo Oliveira como candidato do PSD a prefeito de Sousa, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, desembarca em João Pessoa para visita às obras de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena. A chegada dele está prevista para o meio-dia deste sábado (19). Kassab estará acompanhado do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que disputará a reeleição pelo PSD, nacionalmente comandado pelo ministro. O presidente municipal da sigla, Lucélio Cartaxo, também estará presente.

Kassab na Lagoa

 

A comitiva que visitará as obras da Lagoa será completada pelo secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade. Ele explicou que as obras estão com 70% do seu cronograma concluído. Cartaxo tem dito que a revitalização é a primeira de grandes proporções no parque em 100 anos. “O que estamos fazendo na Lagoa é uma obra histórica para a cidade. Sempre foi tratada como uma espécie de vespeiro, por isso, outros tiveram a oportunidade de fazer, mas optaram por não realizar mudanças significativas”, disse. A obra é ligada ao ministério das Cidades, comandado por Kassab.

As obras foram divididas em três partes. Duas delas já foram finalizadas. Uma delas é a da construção do túnel que leva a água da Lagoa até a tubulação de águas pluviais e, de lá, até o Rio Sanhauá, acabando com os alagamentos que atingiam a área sempre que uma chuva forte caía em João Pessoa. “Depois que finalizamos os períodos de testes e ajustes, já aconteceram duas chuvas fortes e não houve qualquer tipo de problema”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura, Cássio Andrade. A outra ação já finalizada é a do muro de contenção que contorna a Lagoa.

As atenções estão todas voltadas agora para a intervenção no Parque Solon de Lucena. A principal alteração já tem sido sentida pela população, com o deslocamento do tráfego de veículos apenas para o anel externo, já que o anel interno será utilizado apenas para a circulação de pedestres. “No começo, foi meio difícil para a população se acostumar com a nova mobilidade na área. Mantivemos o diálogo com as pessoas, fizemos os ajustes necessários, e agora o novo formato começa a fazer parte do dia a dia dos pessoenses”, avaliou o superintendente de Mobilidade Urbana, Carlos Batinga.

O anel interno, na área próxima ao Cassino da Lagoa, já possui duas baterias de quiosques praticamente prontas. Os futuros pontos comerciais já estão todos pintados, com a cerâmica aplicada e com todas as instalações prontas. Falta apenas o acabamento final. No total, serão sete baterias de quiosques, com duas unidades em cada uma delas. Uma das três baterias de banheiros também já está finalizada. Também já foi iniciada a construção do posto policial que vai abrigar a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

Na parte de paisagismo, 40% da grama já foi colocada. Com as mudanças na pista do anel interno, cresce a área verde. Para ocupar o novo espaço e reforçar outras áreas do parque, serão plantadas 481 novas árvores, entre espécies nativas da Mata Atlântica e regionais. O novo parque da Lagoa contará com um total de 12 praças, sendo que seis delas já estão finalizadas. O deck que fica em frente ao Cassino, onde serão instaladas mesas e cadeiras para acomodar visitantes, já está 50% pronto. A parte de infraestrutura também está próximo de ser finalizada.

Governistas protocolam dois pedidos de CPI visando a gestão socialista

Pau que dá em Chico, dá em Francisco. A lógica foi usada pelos vereadores governistas na Câmara de João Pessoa para justificar a apresentação de dois requerimentos para a instalação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Casa tendo como alvo a gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB). As propostas visam o escândalo conhecido como Caso Desk e o lançamento de esgotos no Rio Jaguaribe pela Cagepa.

A resposta é à proposta de instalação CPI da Lagoa, pensada para apurar suposto superfaturamento na obra da Lagoa, apontado em relatório da Controladoria Geral da União (CGU). Segundo o presidente da Câmara, Durval Ferreira, além destes três, duas outras devem chegar à Casa, uma da oposição e outra governista. O gestor disse que vai encaminhar tudo para a Procuradoria da Câmara e esperar o parecer para se posicionar. Só podem tramitar três CPIs ao mesmo tempo na Casa.

Mais informações em instantes.