Covid-19: shoppings poderão funcionar até às 20h e comércio terá horário reduzido

Luciano Cartaxo detalha plano para a terceira fase do processo de flexibilização em João Pessoa

Luciano Cartaxo tem defendido o isolamento social como “melhor vacina” contra o coronavírus. Foto: Divulgação/Secom-JP

Os shoppings e o comércio lojista de João Pessoa terão horário especial no retorno das atividades, a partir de segunda-feira (13). Os shoppings poderão abrir as portas das 12h às 20h, enquanto as lojas do comércio de rua serão autorizadas a funcionar das 9h às 15h. A previsão inicial, nas discussões internas, era de funcionamento dos shoppings até às 22h, mas a posição foi mudada pouco antes do anúncio das novas medidas, nesta sexta-feira (10).

As medidas fazem parte do plano de flexibilização pensado pela equipe técnica Da prefeitura para ser implementado em quatro fases. Esta é a terceira. As revisões ocorrem a cada 15 dias. A atividade econômica, com exceção dos setores essenciais, está paralisada desde o fim de março, por causa da escalada das contaminações pelo novo Coronavírus.

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Nesta fase, a orla estará liberada para atividades físicas e caminhada, mas sem acesso à areia e ao mar. O mesmo vale para as praças e parques, com exceção da Lagoa do Parque Solon de Lucena, que continua com acesso fechado. As feiras livres e a atividade dos ambulantes não estará liberada, ainda. Isso deve ficar para a próxima fase. Os escritórios de profissionais liberais estarão 100% liberados, assim como os serviços públicos não essenciais. Os bares e restaurantes continuam funcionando com delivery e drive thru.

A atividade administrativa das auto-escolas, por exemplo, estará liberada, assim como as áreas administrativas das instituições de ensino. A abertura do Parque Zoo Arruda Câmara ficará para a última etapa e continua fechada. O mesmo vale para as academias de ginástica, cinemas, museus e teatros. As atividades educacionais continuam fechados.

A decisão ocorre no momento em que a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Região Metropolitana está em 64%. João Pessoa tem 15,8 mil casos confirmados da Covid-19.

Prefeitura de João Pessoa vai liberar o funcionamento de lojas e shoppings

Estabelecimentos estão com portas fechadas desde março, por causa da pandemia do Coronavírus

Luciano Cartaxo vai detalhar o plano de abertura da economia nesta sexta-feira. Foto: Divulgação/Secom-JP

A prefeitura de João Pessoa vai liberar o funcionamento das lojas e dos shoppings a partir de segunda-feira (13). A mudança faz parte da terceira fase de flexibilização da economia, na capital. De acordo com auxiliares do prefeito, o detalhamento sobre os protocolos deve ser concluído até esta sexta-feira (10), quando haverá anúncio do prefeito sobre as medidas. Além do varejo, deve haver liberação para que as pessoas façam exercícios e caminhadas nas praças e parques.

Não há previsão, ainda, de data para a abertura das praias e dos bares e restaurantes. Isso poderá ficar para um segundo momento. Assim como no caso do futebol, que vai depender também da avaliação do governo do Estado. Os treinos já estão liberados, porém, as partidas, caso sejam liberadas, deverão ocorrer com os portões fechados.

O Plano Estratégico teve início em 15 de junho, após o fim do isolamento social rígido, com ações planejadas e regras de ouro para garantir a segurança da população e evolução da cidade no enfrentamento à pandemia. Entre elas, o distanciamento social, ou seja, 1,5m de distância entre funcionários e clientes, priorização do trabalho remoto para colaboradores de risco e demarcação de espaço nas filas, além de medidas de higiene como disponibilização do álcool 70% e uso obrigatório de máscaras.

Na primeira etapa, retornaram à atividade segmentos como o comércio atacadista, a construção civil, concessionárias, revendas de veículos e locadoras, e empresas de assistência técnica, além de atividades religiosas com 30% da capacidade.

Na segunda etapa, iniciada em 29 de junho, as lojas de material de construção passaram a funcionar com a permanência simultânea de um cliente a cada 10m² de área do estabelecimento. Outros setores como dos profissionais liberais e atletas profissionais retomaram ao trabalho e treinos, respectivamente, seguindo protocolos e observando as medidas de prevenção.

Já para as atividades religiosas, foram mantidos os critérios da primeira fase, ou seja, 30% da capacidade. Os ônibus do transporte público coletivo também regressaram nesta última segunda-feira (6), como parte da segunda etapa do Plano de Flexibilização, com novas medidas de segurança e higiene nos ônibus e paradas.

Cartaxo anuncia volta do transporte público para a segunda fase de flexibilização

Plano para a flexibilização foi entregue nesta segunda-feira e prefeitura vai analisar protocolos

Luciano Cartaxo diz que os protocolos serão analisados para o retorno da atividade. Foto: Roberto Firmino/Secom-JP

A prefeitura de João Pessoa anunciou para a segunda fase de flexibilização o retorno do transporte público de passageiros. O anúncio foi feito pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV) após reunião com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sintur). O gestor ressaltou que o funcionamento terá que obedecer os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O encontro ocorre depois de vários protestos de motoristas, que cobram o retorno da atividade.

“Recebemos todo o material proposto pelo setor de transportes com relação às novas normas, ao protocolo que está sendo sugerido. A Prefeitura tem feito esse acompanhamento passo a passo para que possamos fazer o retorno seguro e sem jogar fora todo o esforço que foi feito não só pela nossa gestão, mas também pelo povo de nossa cidade. Nossa ideia é dar passos seguros que garantam a preservação da vida e saúde de nosso povo”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Segundo o prefeito, a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) irá avaliar as propostas do setor e alinhá-las às normas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e aos protocolos estabelecidos na Capital pela Secretaria de Saúde (SMS), feitos por médicos e sanitaristas. Todas as ações a serem adotadas no retorno da circulação dos ônibus, assim como de outros setores, se dará mediante análise de avaliação de risco.

A progressão vai depender da evolução do município no esquema de faixas estabelecido pelo governo do Estado. Atualmente, João Pessoa está classificada com faixa laranja. Para progredir, terá que evoluir para a faixa amarela, o que pode ocorrer já na semana que vem. Ao todo, a cidade conta 8.336 infectados pelo novo Coronavírus e 315 pessoas morreram até agora.

Desde o mês de março, o transporte público teve as atividades paralisadas dentre as ações adotadas para evitar aglomerações e os ônibus passaram a circular apenas para o transporte de profissionais e trabalhadores da área da saúde, que estão na linha de frente das ações de combate à pandemia. Durante todo este período, o distanciamento social segue como a principal medida para conter a propagação da Covid-19. Mesmo com o início do Plano Estratégico de Flexibilização, a orientação para que as pessoas permaneçam em casa e só saiam em caso de necessidade, segue como válida. No espaço público, o uso de máscara também segue como obrigatório.

Cartaxo libera construção civil e funcionamento de igrejas e templos religiosos

Gestor fez pedido para que as pessoas evitem aglomerações e garantiu que haverá fiscalização

Luciano Cartaxo detalha plano de reabertura da economia. Foto: Divulgação/Secom-JP

O prefeito de João Pessoa anunciou, neste sábado (13), a retomada de parte da atividade econômica na capital. Foram liberados alguns dos setores considerados não essenciais, alguns com 100% da capacidade, a exemplo da construção civil, e outros com restrições, a exemplo do comércio e dos shoppings, que só poderão atender por meio de delivery ou drive thru. As igrejas e templos religiosos poderão reabrir as portas, mas com regras para não ocupação superior a 30% do espaço e com todos os fiéis sentados.

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Durante o anúncio, Cartaxo informou que o isolamento social rígido, com pontos de fiscalização, será encerrado neste domingo (14). A recomendação para que as pessoas continuem em casa e só saiam em caso de necessidade, permanece. A Prefeitura de João Pessoa justificou a decisão de flexibilizar a partir de indicadores de saúde, como a queda na taxa de transmissão de casos, redução na ocupação de leitos de UTI, diminuição na pressão hospitalar nas UPAs e redução no número de mortes provocadas pela doença.

“Não podemos baixar a guarda, nem relaxar na atenção. Não podemos abrir mão da ciência, da pesquisa, da experiência de outros países. É uma luta onde queremos que todos ganhem, porque só há um inimigo: o novo coronavírus. As batalhas acontecem todos os dias e a guerra não terminou. Vamos dar mais um passo. São muitas frentes, prevenção, cuidados, proteção social aos mais vulneráveis e a flexibilização que vamos iniciar agora”, disse o prefeito.

A flexibilização será adotada levando em conta regras de ouro, válidas para todos os segmentos, como as medidas de distanciamento social, ou seja, 1,5m de distância entre funcionários e clientes, priorização do trabalho remoto para colaboradores de grupos de risco e demarcação de espaços nas filas; medidas de higiene, como espaço adequado para disponibilização de álcool 70% e uso obrigatório de máscaras; e medidas de identificação ativa, o que significa a informação à Secretaria de Saúde sempre que houver sintomas, afastamento dos funcionários com suspeita por até 14 dias e dar preferência pelo trabalho remoto sempre que for possível. Além disso, cada setor deverá seguir protocolos setoriais formulados com representantes das áreas específicas.

Etapas da Flexibilização

O primeiro momento de flexibilização, a ser iniciado nesta segunda (15), prevê o fim do isolamento social rígido, com retirada dos pontos de fiscalização, e permite o funcionamento integral dos serviços essenciais. O comércio atacadista, fundamental no abastecimento de outros setores, segue aberto. Construção civil, concessionárias, revendas de veículos e locadoras, além de empresas de assistência técnica, poderão funcionar, seguindo as regras de prevenção.

No sistema de delivery e drive thru poderão atuar as lojas de material de construção, serviços de alimentação, óticas e estabelecimentos de varejo. Salões de beleza podem receber um cliente por vez, sempre a partir de agendamento, sem filas. Igrejas podem ser reabertas com apenas 30% dos fiéis.

Como medidas preventivas e forma de preservar o isolamento social, o transporte público seguirá temporariamente suspenso, assim como escritórios de profissionais liberais, serviços públicos não essenciais e a circulação em praias, parques e praças. Feiras livres, comércio ambulante, academias de ginástica, museus, teatros e cinemas, além de atividades presenciais de educação, também seguem fechados. As etapas 2, 3 e 4 serão implementadas com base nos indicadores de saúde, até que a Capital complete o retorno integral à nova normalidade. As medidas serão anunciadas com base em critérios técnicos, sempre a partir da avaliação permanente dos riscos que cada retorno gradual poderá representar.

Coronavírus: governador e prefeitos discutem nesta quinta medidas mais duras de isolamento

Gestores discutem criação de barreiras entre as cidades e há quem defenda lockdown na Região Metropolitana

Bloqueio já é feito na orla de João Pessoa. Foto: Divulgação/Secom-JP

O governador João Azevêdo (Cidadania) e os prefeitos da Região Metropolitana de João Pessoa voltam a discutir, nesta quinta-feira (14), o endurecimento das medidas de isolamento social. O grupo defende, entre outras coisas, a instalação de barreiras entre as cidades e o fechamento completo de parques e locais turísticos. Há quem defenda lockdown também. A região é considerada o epicentro dos casos do novo Coronavírus na Paraíba e está com o número de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) chegando em nível crítico.

A reunião vai acontecer por videoconferência, a partir das 9h. O encontro é promovido após o Estado atingir a marca de 3.045 casos da Covid-19, com a confirmação de 157 mortes. E para piorar, houve novo recorde de casos confirmados nesta quarta-feira, com 268 registros de novas contaminações. A cidade de João Pessoa é responsável pela maior parte dos registros, com 1368. Ela é seguida por Santa Rita, também da Região Metropolitana, que tem 250 casos registrados oficialmente.

Outra grande preocupação para os gestores é que na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação de UTI para adultos é de 81%. Quando o parâmetro é todo o Estado, a taxa de ocupação nas UTIs supera a marca de 65%. Os casos do novo Coronavírus já são registrados em 120 municípios. O Índice de Isolamento Social registrado pela Inloco no dia anterior foi de 43,7%.

Além do governador João Azevêdo, estarão presentes no encontro os prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV); de Santa Rita, Emerson Panta (PSDB); de Cabedelo, Vitor Hugo (DEM); de Bayeux, Berg Lima (PL), e do Conde, Márcia Lucena (PSB). Entre as cidades da Região Metropolitana, João Pessoa já mantém medidas restritivas de acesso a locais públicos, como praias, praças e mercados. Em Santa Rita, os mercados públicos foram fechados.

Cartaxo anuncia o fechamento da orla ao público em João Pessoa

Gestor alega que medidas serão endurecidas na proporção que a população desrespeitar o isolamento social

Luciano Cartaxo deu detalhes sobre a situação nos hospitais da capital. Foto: Reprodução/Facebook

A prefeitura de João Pessoa decidiu fechar o acesso da população às praias da capital. As medidas foram anunciadas pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV), nesta segunda-feira (4), e são extensivas aos parques, entre eles, o Parque da Lagoa, o Parque Parahyba e o Parque Zoo Arruda Câmara, a Bica. O motivo alegado pelo gestor foi o crescimento vertiginoso dos casos do novo Coronavírus na capital.

João Pessoa é responsável por 711 dos 1.219 casos de Coronavírus registrados na Paraíba até este domingo (3). Na entrevista coletiva desta segunda-feira (4), Cartaxo ressaltou a dificuldade para o sistema de saúde da capital absorver os novos casos da doença. A lotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) já chega a mais de 92%. A marca deve ser melhorada com o aumento do número de leitos.

O quadro é visto como grave. O fechamento dos locais públicos deverá ser implementado para forçar as pessoas a ficarem em casa. O grau de isolamento em João Pessoa é inferior a 50%, um volume considerado crítico. A situação tem feito com que os prefeitos da Região Metropolitana discutam a realização de lockdown, que é uma postura mais rígida para impedir que as pessoas saiam às ruas sem que tenham uma boa justificativa para isso.

O governador João Azevêdo (Cidadania) disse em entrevista à CBN nesta segunda-feira (4) que vai avaliar documento que será elaborado pelos municípios da Região Metropolitana de João Pessoa disciplinar um lockdown. O gestor diz que apresentará o documento ao Ministério Público, para que se discuta um rito para a implementação das medidas restritivas nas cidades da Região Metropolitana.

Ele lembrou que a orla da capital tem ficado lotada. “As pessoas, uma parte delas, estão confundindo isolamento social com férias”, criticou o governador.

Cartaxo anuncia manutenção do isolamento e promete fiscalização mais dura

Prefeito diz que não seria razoável abrir o comércio no momento de crescimento dos casos

Luciano Cartaxo defendeu o isolamento social como “melhor vacina” contra o coronavírus. Foto: Divulgação/Secom-JP

A prefeitura de João Pessoa vai prorrogar por mais quinze dias o decreto que determina o isolamento social na capital. O comunicado foi feito durante entrevista coletiva concedida pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV). Após apresentar gráficos com números e projeções do crescimento da doença, o gestor disse que não seria irresponsável de abrir o comércio diante do crescimento dos casos na capital.

O decreto, com validade de 15 dias contados, a partir da próxima segunda-feira (4), vai prorrogar o período de fechamento de shoppings, academias, cinemas, teatros, casa de shows, clínicas de estéticas, escolas bares, restaurantes (com exceção de delivery ou drive-thru) e lojas. Cartaxo disse que a fiscalização nos estabelecimentos será mais intensa do que vem ocorrendo até agora.

O prefeito alegou que o isolamento social, medido pela prefeitura, tem indicado que menos da metade da população da capital tem seguido as orientações, enquanto a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que é para que 70% da população esteja em isolamento social.

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“Eu entendo a impaciência, a angústia, a vontade de ir trabalhar das pessoas, mas diante destes números não tenho como concordar com a abertura”, disse o prefeito, lembrando dados da OMS que indicam taxa de contaminação de 2,8% no Brasil. “Cada pessoa contamina quase três outras”, ressaltou. “É uma taxa muito elevada”, acrescentou o prefeito.

Cartaxo reforçou também a situação das escolas, que continuam fechadas. Ele trouxe o relato de mães que veem os filhos acordarem logo cedo e se arrumarem para ir à escola, mas têm que ser alertadas que elas continuam fechadas.

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Sobre os bancos, Cartaxo disse que a prefeitura vai procurar um maior diálogo com as agências e as lotéricas para que eles organizem as filas e impeçam aglomerações de pessoas. “No primeiro momento, houve o pedido e mandamos a guarda municipal, mas não é possível que as instituições financeiras não consigam contratar estagiários para organizar as filas”, disse o prefeito, prometendo fiscalização rigorosa nas agências.

Liberada por João, abertura de óticas e concessionárias é proibida em decreto de Cartaxo

Entendimento da prefeitura é que decreto mais restritivo é o que vale para João Pessoa

Decreto assinado por Cartaxo é mais restritivo. Foto: Divulgação

O decreto assinado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV), em João Pessoa, apresentou pontos de divergência com o editado pelo governador João Azevêdo (Cidadania) em relação às restrições em tempos de novo Coronavírus. O do governador, que entra em vigor a partir de segunda-feira (20) liberava o funcionamento de concessionárias e óticas, através de delivery e Drive Thru. O decreto municipal proíbe as duas atividades.

O procurador Geral do Município, Adelmar Régis Azevedo, esclareceu, na manhã deste sábado (18), que diferentemente do que determina o decreto estadual a respeito das medidas de isolamento social, o que prevalece na Capital paraibana é o decreto municipal, mais restritivo. Segundo explicou Adelmar, quando há divergência entre os decretos, a Justiça entende que prevalece o mais restritivo ao bem jurídico que é a saúde pública.

“Não permitiremos o funcionamento das óticas e de concessionárias com o objetivo de comercialização. De acordo com decisão do prefeito Luciano Cartaxo em decreto, o momento não é ainda de flexibilização das medidas de isolamento, mas sim de manter as medidas restritivas. O Supremo já definiu que a legislação sobre o comércio é eminentemente municipal e como o decreto de João Pessoa é mais restritivo, entende-se que é ele que prevalece, já que é o que protege mais o bem jurídico, ou seja, a saúde e o bem-estar da população. Preferimos optar por continuar protegendo vidas”, declarou.

De acordo com o decreto municipal, está permitido o funcionamento das concessionárias de veículos apenas para serviços de manutenção e conserto, mas não para a comercialização, conforme determina o decreto estadual, que estará valendo a partir da próxima segunda-feira para os demais municípios do Estado. Da mesma forma, as óticas não funcionam em João Pessoa, assim como os demais estabelecimentos comerciais abrangidos pelo decreto. Publicado nesta sexta-feira (17) no Semanário Municipal, o novo decreto prorroga até 3 de maio o prazo de vigência das medidas temporárias de enfrentamento ao novo coronavírus.

Cartaxo editará novo decreto estendendo o confinamento até 3 de maio

Escolas, comércio e transporte públicos continuarão sem funcionar em João Pessoa

Luciano Cartaxo diz que será mantido o transporte para os profissionais de saúde. Foto: Divulgação

O prefeito Luciano Cartaxo (PV) vai editar novo decreto nesta sexta-feira (17) estendendo o fechamento do comércio por mais 15 dias. Com isso, as escolas e o sistema de transporte urbano também não poderão funcionar até o dia 3 de maio. A medida segue os mesmos parâmetros do decreto que o governador João Azevêdo (Cidadania) pretende assinar também nesta sexta.

João Pessoa é o epicentro dos casos de contaminação e mortes pelo novo Coronavírus na Paraíba. A cidade registra 142 dos 195 casos registrados no Estado até o momento. O número, segundo estimativas do secretário de Saúde do Município, Adalberto Fulgêncio, podem ser dez vezes maiores. O motivo seria a subnotificação gigantesca até o momento no Estado.

“O transporte coletivo vai ficar suspenso por mais 15 dias. Nós vamos preservar nove linhas que fazem o dia a dia do transporte de passageiros para os profissionais de saúde, que trabalham na rede pública, privada, filantrópica. Já estamos fazendo isso e vamos preservar para que estes profissionais possam ir para o trabalho logo cedo e também o retorno para suas casas”, disse o prefeito durante entrevista ao Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco.

A medida da prefeitura da capital segue em sentido contrário de várias cidades paraibanas. O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), que viu o número de casos na cidade dobrar de quatro para oito nesta quinta-feira (16), estuda a abertura do comércio a partir de segunda-feira (20). Ele promete apresentar um plano de contingência aos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho.

O governador João Azevêdo disse que vai judicializar todos os casos de abertura do comércio em cidades onde haja casos confirmados do novo coronavírus.

Cartaxo pede e desincompatibilização de Edilma Ferreira deve ser abortada

Secretária de Educação formalizou pedido de exoneração no prazo, mas prefeito entende que a hora é de combater o Coronavírus

Edilma Ferreira disputaria vaga na Câmara. Foto: Divulgação/Secom-PB

Adesivos estão espalhados em carros pela cidade com os dizeres “A professora vem aí”. A referência é à secretária de Educação, Edilma Ferreira (PV). Ela formalizou na sexta-feira (3) o pedido de exoneração e muitos começaram a campanha dela para a Câmara de Vereadores. Acontece que o prefeito Luciano Cartaxo (PV) discorda da saída. Assim como ocorreu com o secretário de Saúde, Adalberto Fulgêncio, que abriu mão do projeto político, o gestor entende que não pode haver mudanças na pasta comandada por Edilma.

A conta é simples: se o sistema de saúde está prestes a viver o caos causado pelo avanço do novo Coronavírus, há risco de perda do ano letivo na Educação. Cartaxo entende que é preciso, por isso, continuidade na pasta neste período de crise. O calendário eleitoral prevê que depois deste sábado, quando acabou o prazo para a desincompatibilização para a disputa de vaga na Câmara de Vereadores, a próxima data será o mês de junho, com o prazo final de desincompatibilização para quem disputará o comando da prefeitura.

Então, caso o Semanário Oficial saia sem o nome de Edilma Ferreira, restará a ela o projeto eleitoral de disputa da prefeitura. Isso se tiver concordância do prefeito, que passaria à condição de maior fiador do projeto. Edilma tem laços familiares e é da confiança de Cartaxo. Ela é casada com o irmão da primeira-dama, Maísa Cartaxo. O discurso entre os auxiliares do prefeito é o de que, neste momento, não deveria haver troca de comando na pasta de Edilma.

Outras desincompatibilizações

Vários possíveis candidatos a vereador de João Pessoa deixaram a pasta no prazo para a desincompatibilização. A lista inclui Benilton Lucena (Ouvidoria), Marco Antonio (adjunto da Seinfra), Emano Santos (Juventude, Esportes e Lazer), Francisco José (Orçamento Participativo), Helton Renê (Procon) e Durval Ferreira (Ciência e Tecnologia).