Como antecipamos, Ricardo não privatiza a Cagepa e politiza discurso sobre água

Ricardo Coutinho faz discurso contra a privatização diante dos servidores da Cagepa. Foto: Suetoni Souto Maior

O governador Ricardo Coutinho (PSB) concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (4) que tinha como cortina de fumaça a bandeira da não privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e como sentido real a elevação do entrincheiramento em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) e a eleitoralização de debate em relação ao acesso à água. O roteiro era previsível e foi adiantado pelo blog muito antes da entrevista, com argumentos que foram da revitalização da empresa à expansão do abastecimento de água.

“Assim, por tudo, o governo do Estado anuncia sua intenção de NÃO PRIVATIZAR a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba; mas, sim, de consolidá-la como Empresa Pública. A Paraíba que disse Nego à República Velha vem, mais uma vez, proclamar um Nego à alienação do maior patrimônio que o povo da Paraíba dispõe, a Cagepa”, ressaltou o governador no discurso, fazendo referência à orientação do governo federal para que os estados em dificuldade financeira privatizem as companhias de águas.

Briga com Temer

Se no contexto nacional, Coutinho retoma o mesmo distanciamento do presidente Temer visto em Monteiro, durante as inaugurações das obras da transposição (uma oficial, feita pelo presidente, e outra extra-oficial, protagonizada pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT), sobrou também para os adversários no Estado. Sem citar nomes, o governador criticou as tentativas de municipalização dos serviços de abastecimento de água em Campina Grande, governada por Romero Rodrigues (PSDB), e João Pessoa, comandada por Luciano Cartaxo (PSD).

Coutinho fez críticas aos dois gestores, alegando que nenhum dos dois “enterrou” nenhum metro de tubulações para a coleta e tratamento de esgotos. Discursando para servidores da Cagepa, o governador atribuiu aos adversários políticos a tentativa de privatizar os serviços prestados pela companhia. A alegação, para isso, foi a de que as duas cidades não possuem estrutura para prestar o serviço, já que as tubulações pertencem à Cagepa. O problema no discurso, reforçam assessores, é que Cartaxo nunca falou em municipalizar o abastecimento de água.

Críticas

Houve críticas de Ricardo Coutinho também aos ex-governadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), que, na visão dele, tiveram importância menor na área de recursos hídricos. O governador ainda falou em investimentos em um ramal para levar água da transposição para o Curimataú, deixando claro ser esta a região mais carente no Estado em termos de recursos hídricos. Outro ponto foi a informação de que, pela primeira vez, houve superávit nas contas da empresa, que, em 2016, ele reforça, ficou na casa dos R$ 20 milhões.

Para a não privatização, o governador disse ainda que foram negociados acordos com os servidores. Em um deles, a categoria se comprometeu com a retirada de duas ações judiciais contra a Cagepa. Uma delas diz respeito ao pagamento de auxílio alimentação e outra versou sobre sobre a previdência dos servidores.

Ex-petista, Cartaxo vai homenagear pai de Lindbergh Farias

Lindbergh Farias ao lado de Luciano Cartaxo, durante encontro em 2013. Foto: Divulgação/Secom-JP

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários, em João Pessoa, ainda está em construção, mas já tem nome escolhido. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), resolveu prestar uma homenagem ao pai do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), dando o nome dele ao equipamento. A medida ocorre dois anos após o gestor pessedista ter deixado o Partido dos Trabalhadores, em meio à crise nacional nacional da sigla. O prefeito encaminhou nesta semana à Câmara Municipal um projeto que propõe dar o nome de Dr. Luiz Lindbergh Farias para a instituição de saúde. A matéria ainda está em tramitação na Casa.

 

PSD, PSDB e PMDB discutem a relação para evitar fissura na base

Cássio, Cartaxo e Maranhão tentam evitar ruptura na base oposicionista. Foto: Divulgação

As principais lideranças de PSD, PSDB e PMDB estão discutindo a relação para evitar que haja ruptura na base das oposições que se organizam para a disputa das eleições de 2018. As últimas informações de candidaturas próprias do PMDB, com José Maranhão, e do PSDB, com Romero Rodrigues, geraram estremecimento entre as lideranças. A polêmica ganhou força ainda com os boatos de que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), poderia se aliar ao governador Ricardo Coutinho (PSB).

Uma reunião entre Luciano Cartaxo e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai acontecer nesta sexta-feira (24). Na pauta, segundos assessores ligados às duas lideranças, haverá temas meramente administrativos, porém, a política deve ser colocada na mesa, principalmente, a continuidade da aliança. O entendimento reinante no grupo é o de que, unidos, eles têm grande chance de vencer a chapa apadrinhada pelo governador. Separados, a possibilidade de sucesso míngua.

No reservado, tucanos, pessedistas e peemedebistas atribuem aos aliados do governador Ricardo Coutinho os boatos com o intuito de fragilizar a aliança. A tese é a de que, separados, Cartaxo, Cássio e Maranhão representam uma ameaça apenas relativa ao projeto socialista de fazer sucessor no governo. “É objetivo deles nos separar”, diz o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB). “Estaremos juntos e os espaços na chapa majoritária serão preenchidos no momento adequado”, acrescentou.

Caso Luciano Cartaxo seja candidato ao governo, Júnior assume a titularidade na prefeitura de João Pessoa. A entrada de Romero Rodrigues na lista de possíveis candidatos é vista, por enquanto, como uma manifestação particular. Apesar disso, ninguém nega que os três partidos tenham nomes para apresentar. O senador Cássio Cunha Lima, por exemplo, poderá disputar o governo ou o Senado. Já José Maranhão terá quatro anos de Senado pela frente, mas tem o nome cotado para o governo.

Cartaxo é visto no grupo como uma liderança em ascensão, vitaminada pela reeleição em João Pessoa, mas precisará ganhar cancha no interior se quiser ser candidato ao governo no ano que vem. A preocupação de blindar o bloco, por isso, é para evitar a fragmentação das lideranças, porque, com ela, o grupo pode se transformar em presa fácil no ano que vem.

Peemedebista manda recado a Cartaxo: “não há indexação entre 2016 e 2018”

O deputado estadual Raniery Paulino (PMDB) tem aproveitado o racha interno no seu partido para defender que a sigla tenha candidatura própria para a disputa do governo do Estado, em 2018. O partido está dividido entre os defensores da manutenção da aliança com o PSD do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima ou mesmo o retorno ao esquema eleitoral do governador Ricardo Coutinho (PSD). Paulino defende o caminho em faixa própria.

A discussões sobre o projeto próprio surgiu depois que o senador Raimundo Lira, defensor da composição com o PSB, deu entrevistas alegando que o senador José Maranhão confidenciou a ele o desejo de ser candidato. Apesar de assegurar não ter conhecimento do desejo do parlamentar, Paulino lembrou outros nomes viáveis, na visão dele, para a disputa, a exemplo do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo e do senado Raimundo Lira. Sobre a aliança com Cartaxo, ele garante que não há indexação de uma eleição para a outra.

“(A aliança) em João Pessoa foi feita para o município de João Pessoa. Essa mesma aliança não foi reproduzida em Campina Grande ou em Guarabira. Então, não existe indexação do partido a nenhum outro projeto, porque quando aconteceu a aliança na disputa estadual, o governador cobrava a reprodução desta aliança para os municípios”, ressaltou Raniery Paulino, que é filho do ex-governador Roberto Paulino. Ele ressalta ainda que a aliança foi interessante e teve o seu momento, mas sua opinião é de que o partido precisa lançar candidatura própria.

Cartaxo lançará Refis para devedores de tributos que quiserem se livrar do Serasa

Prefeitura de João Pessoa tenta elevar a arrecadação de tributos. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), vai mandar nesta semana um projeto de Lei complementar para a Câmara Municipal propondo a realização de um novo programa de refinanciamento de dívidas. A meta do gestor é reduzir o estoque da Dívida Ativa, hoje estimada em R$ 1 bilhão. Esta será a última oportunidade para que os devedores evitem a inclusão do nome no Serasa, disciplinada por lei aprovada pelo legislativo municipal no ano passado com apoio até de vereadores da oposição.

Para a edição deste ano, de acordo com o secretário da Receita Municipal, Adenilson Ferreira, será repetido o desconto de até 100% dos juros e 80% das multas para quem pagar a dívida à vista. Para quem optar pelo pagamento parcelado, o tamanho do desconto será escalonado, de acordo com a quantidade de parcelas. Os contribuintes poderão dividir os débitos em até 48 vezes. A meta neste ano é conseguir arrecadar pelo menos R$ 30 milhões dos débitos hoje existentes.

O Refis vai valer para quem tenha débitos referentes a Imposto Sobre Serviço (ISS), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Taxa de Coleta de Resíduos (TCR), Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além de multas referentes à construção civil. O último programa de refinanciamento lançado pela prefeitura ocorreu em 2015, quando o governo municipal conseguiu recuperar R$ 17 milhões. O programa deve ser retirado do papel no mês de abril e as negociações terão que ser presenciais.

Paraíba: articulações para 2018 vão esquentar após o Carnaval

Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo. Um deles ou os dois devem disputar o governo em 2018. Foto: Divulgação/PSD

A máxima de que as coisas só começam a funcionar, no Brasil, depois do Carnaval assume contornos maximizados na Paraíba. Me explico melhor. Depois do período momesco ganharão força não as articulações políticas não para este ano, mas para 2018. Assim como gato escaldado tem medo de água fria, 2016 mostrou que deixar as coisas para última hora é prenúncio de derrota vexatória. Que o diga o PSB do governador Ricardo Coutinho, que de tantas idas e vindas, viu sua candidata naufragar na disputa da prefeitura de João Pessoa ainda no primeiro turno.

Durante as prévias carnavalescas e ainda sob o efeito da receptividade das primeiras idas ao interior, o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, disse que o grupo que apóia o irmão dele, o prefeito Luciano Cartaxo, vai se reunir para traçar metas visando 2018. Irmãos gêmeos, eles poderão se dividir na visita a cidades paraibanas. Lucélio é confundido com Luciano sem que precise ser apresentado como tal. O radar das alianças inclui manter PSDB e PMDB na base para a disputa das eleições. O prefeito quer disputar o governo e trabalha para isso.

Gervásio Maia assumiu o Legislativo no atual biênio e é cotado para disputar o governo pelo PSB. Foto: Roberto Guedes/ALPB

No PSB, a indicação do presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia, para a disputa é dada como certa. Mesmo assim, o governador socialista Ricardo Coutinho tem muitos pontos ainda a fechar e tem ouvido o partido a esse espeito. O primeiro ponto é se será ou não candidato ao Senado, em 2018. Se for, terá que se afastar do cargo em abril, abrindo espaço para que Lígia Feliciano (PDT) assuma o cargo. Daí surge a grande desconfiança. No cargo, ela terá todas as condições de disputar a sucessão ou negociar uma composição com outro grupo. Jogo aberto.

O resultado de toda esta pendenga é que Coutinho tem bradado aos quatro ventos que não deixará o governo se não sentir que o cargo que ele representa está seguro. A análise casa com a pressão dos colegas de partido. O presidente estadual da sigla, Edvaldo Rosas, verbalizou o que é discutido dentro do partido. A maioria vê perigo em um eventual afastamento do governador. Caso Ricardo deixe o cargo, terá que dar adeus à máquina pública e ao “exército” de servidores que vão às ruas pedir votos para os candidatos do PSB.

A situação de Cássio Cunha Lima (PSDB) não é mais cômoda. Apesar da disposição de reeditar a aliança vencedora em 2016, que garantiu Luciano Cartaxo em João Pessoa e Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande, não cessam as pressões por uma candidatura do senador ao governo. Auxiliares próximos dizem que a tendência é ele disputar a reeleição, mas o quadro vai depender do que se apresentar no cenário daqui até 2018. Se Cartaxo não decolar, o tucano poderá disputar a eleição.

José Maranhão (E) disputa com Raimundo Lira (C) os rumos do PMDB para 2018. Foto: Reprodução/Instagram

O caso do PMDB é emblemático. Sem a força acumulada em quase três décadas, o partido corre risco de derrota fragorosa em 2018. O partido comandado pelo senador José Maranhão não tem mais uma liderança incontestável e está dividido entre os grupos simpáticos ao projeto de Manoel Júnior, de fortalecer a aliança tríplice com PSD e PSDB, e os que querem o alinhamento com o projeto de Ricardo Coutinho. Este segundo grupo é liderado pelo deputado federal Veneziano Vital do Rêgo e o senador Raimundo Lira.

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, vem articulando reuniões mensais com as presenças de Cássio, Maranhão e Cartaxo. Esse trabalho será intensificado após o Carnaval. Já Ricardo Coutinho nomeou aliados de Veneziano e do deputado estadual Nabor Wanderley. O partido vive uma DR (discutindo a relação) eterna. O senador José Maranhão deve convocar uma reunião da Executiva para depois do Carnaval. Até 2018, muita água vai rolar por baixo da ponte.

O debate sobre as alianças está apenas começando…

Manoel Júnior tenta “amarrar” aliança PSD/PMDB/PSDB

Manoel Júnior circula entre os blocos durante o Folia de Rua. Foto: Divulgação/Secom-CMJP

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), tem feito um trabalho formiguinha visando as eleições de 2018. Diretamente beneficiado em caso de afastamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a disputa do governo do Estado (já que assumiria a prefeitura), ele corre para fortalecer o bloco PSD/PMDB/PSDB. A meta é blindar o grupo para evitar que o governador Ricardo Coutinho (PSB) reedite, com ainda mais força, a tentativa de cooptar o seu partido para o apoio a alguém de sua base aliada no ano que vem. O peemedebista, por isso, quer emplacar pelo menos uma reunião por mês envolvendo Luciano Cartaxo (PSD), José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Por força do cargo de vice-prefeito, Manoel Júnior já tem estado muito próximo de Cartaxo. Recentemente, procurou José Maranhão e outras lideranças do partido e vê sintonia de Cássio com o projeto de fortalecer o bloco para a disputa do pleito de 2018. O entendimento no seio das oposições é que o governador construiu uma avaliação positiva muito forte neste segundo mandato, apesar da crise, e tentará capitalizar um dos seus aliados para as eleições do ano que vem. O fato de não ter nome de consenso agora não quer dizer que ele não possa ser construído. Por isso, a melhor chance do grupo oposicionista para se manter vivo no pleito é unir forças.

Cartaxo tem se apresentado como opção para a disputa no ano que vem. Este seria um cenário bom para o PMDB também, já que Maranhão não apresenta disposição de disputar as eleições e Veneziano Vital do Rêgo saiu com a avaliação muito abalada com a derrota na disputa pela prefeitura de Campina Grande. Cássio sempre aparece como nome forte, já consolidado, mas muitos à sua volta acreditam que ele focará a reeleição para o Senado, devido à abrangência nacional que conquistou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, resta Cartaxo com um nome que precisa ser estadualizado. A estratégia para isso, segundo o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, será traçada após o Carnaval.

O grupo entende que precisa atuar acelerar as articulações, já que Ricardo Coutinho não costuma dormir em serviço. Do PMDB, ele já tem sintonia com o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano e Hugo Motta e o estadual Nabor Wanderley. O grupo tenta uma reunião com o Diretório Estadual para forçar uma mudança de rumos na política de alianças. Acha até que poderá contar com Ricardo Marcelo e Raniery Paulino, que, apesar de fazer oposição ao governador na Assembleia Legislativa, não circula bem entre os tucanos. As investigas governistas sobre eles visando isolar Manoel Júnior e Maranhão são fortes.

Quando o assunto é a disputa do governo em 2018, ninguém tem dormido em serviço.

 

Cartaxo tira licença e Manoel Júnior assume a prefeitura por 15 dias

Manoel Júnior (D) vai assumir o comando da prefeitura durante a licença de 15 dias tirada por Cartaxo. Foto: Divulgação/PSD

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), vai tirar licença de 15 dias a partir desta sexta-feira (17). A decisão foi comunicada aos vereadores da base aliada durante jantar com o grupo na casa do vereador João Corujinha (PSDC). Durante o período em que estiver fora da cidade, o Executivo municipal será comandado pelo vice, Manoel Júnior (PMDB). Desde que foi empossado pela primeira vez no cargo, em 2013, essa é a segunda vez que Cartaxo se afasta do comando da prefeitura para um período de descanso. A última vez foi em 2015, quando Nonato Bandeira (PPS), então vice-prefeito, assumiu o cargo interinamente.

De acordo com assessores próximos ao prefeito, o jantar na casa de Corujinha funcionou como uma espécie de confraternização com a base. Dos 17 vereadores que dão sustentação à gestão de Luciano Cartaxo na Câmara Municipal, apenas Dinho (PMN) e João Almeida (SD) não estiveram presentes. Ambos, no entanto, justificaram as ausências com a informação de que já tinham viagens agendadas anteriormente. Apesar dos descontentamentos recentes da maioria dos aliados, motivados principalmente por causa da redução das indicações admitidas na gestão municipal, a informação dita oficialmente pelos vereadores da base é que esse tema já foi superado.

Durante o período de licença, o prefeito estará fora da cidade. O destino do gestor não foi revelado por sua assessoria. Apesar de ser conhecido como amante do carnaval, ele deve utilizar o período para o descanso com a família. O vice-prefeito Manoel Júnior, portanto, vai permanecer no comando da prefeitura até o dia 3 de março. A posse no mandato ocorre justamente quando o peemedebista trava uma batalha dentro do seu partido para convencer os colegas a permanecerem no campo das oposições. Várias lideranças do partido têm ampliado o debate para levar a sigla de volta para a base aliada do governador Ricardo Coutinho (PSB).

 

 

Mudança na secretaria de Saúde de JP: uma rotina na gestão de Cartaxo

Jhonathan Oliveira

A saída de José Carlos Evangelista da secretaria de Saúde de João Pessoa, anunciada nesta sexta-feira (13) causou surpresa, mas apenas pelo tempo em que ela ocorreu, sete dias após o gestor tomar posse. Isso porque trocas na pasta durante a gestão de Luciano Cartaxo (PSD) não são nenhuma novidade, muito pelo contrário, se transformaram em uma rotina administrativa. Em quatro anos e 12 dias como prefeito, foram seis mudanças na Saúde.

Com a saída de Evangelista, Fulgêncio assume o cargo pela 3ª vez

Vamos relembrar. Quando foi eleito em 2012, havia uma expectativa que Cartaxo deixasse no comando da Saúde a então secretária da gestão Luciano Agra, Roseana Meira. O prefeito não bancou a indicação do aliado e optou pelo médico Lindemberg Medeiros. O escolhido acabou ficando apenas quatro meses na pasta, saindo em abril de 2013, prenunciando assim as dificuldades que o prefeito teria na secretaria.

Em substituição a Lindemberg, o prefeito escolheu Adalberto Fulgêncio, que vinha de uma passagem pela ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho de 2014, uma nova troca: sai Fulgêncio, entra Mônica Rocha. A secretária ficou um ano e quatro meses no cargo, sendo substituída em novembro de 2015 por Aleuda Nágila. Esta última, por sua vez, só durou pouco mais de dois meses à frente da secretaria e acabou promovendo a volta de Fulgêncio ao cargo, onde ele ficou até o final de 2016, quando Evangelista, bancado pelo vice-prefeito Manoel Júnior (PMDB), foi escolhido.

As desculpas oficiais para as trocas são quase sempre as mesmas: questões pessoais dos secretários ou busca por mais eficiência da máquina administrativa.. Mas nunca é apenas isso. A de Evangelista, por exemplo, aconteceu porque ele estaria causando uma série de problemas ao prefeito, dentre eles o de se negar a assinar a ordem de pagamento da folha do mês de dezembro dos servidores do Samu da capital, mesmo tendo dinheiro em caixa. A resistência teria acontecido apenas porque as despesas tinham vindo da gestão de Fulgêncio, que por coincidência acabou sendo anunciado como seu substituto, indo para sua terceira passagem no comando da Saúde municipal.

Homem de confiança de Cartaxo, Adalberto desconversou ao ser indagado sobre a precoce saída de Evangelista . “Essas questões de ordem mais política não passam diretamente por mim. Conversei poucas vezes com o secretário José Carlos, acho que isso é normal, faz parte da dinâmica
da política, dos acordos, não tenho nada a declarar em relação a isso”, afirmou.

Diante de tantas trocas, fica difícil saber se essa terceira passagem de Fulgêncio na Saúde vai ser duradoura ou mais uma gestão efêmera. O vice-prefeito Manoel Júnior pode, de repente, querer indicar um novo amigo para o cargo.

Cartaxo e Romero não garantem implantar novo piso da educação

Jhonathan Oliveira

Em um momento de crise econômica, que tem afetado de forma pesada os cofres de estados e municípios, o reajuste do piso salarial dos professores, anunciado nesta quinta-feira (12), é mais uma preocupação para os gestores. Os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), disseram que ainda vão avaliar se implantarão o aumento e quando farão isso.

De acordo com um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o reajuste de 7,64%, que vai elevar o piso de R$ 2.135,64 para 2.298,80, gerará um aumento de R$ 5 bilhões nos gastos municipais.

“Vamos pagar agora, de imediato, o novo salário mínimo na folha de janeiro. Qualquer outro reajuste a gente vai fazer uma avaliação, uma leitura tranquila. O nosso objetivo é sempre valorizar os servidores, principalmente os professores”, afirmou Luciano Cartaxo.

O prefeito Romero Rodrigues destacou que nos quatro anos da sua primeira gestão sempre implantou o reajuste sugerido pelo Ministério da Educação (MEC). O tucano, no entanto, ressaltou que é necessário uma análise por parte da administração municipal para se checar as condições de pagar o novo valor .

“Vou fazer um estudo, claro que com a boa intenção de novamente implantar o reajuste. Não posso confirmar nesse instante, mas a nossa pretensão é fazer o que foi recomendado pelo MEC”, declarou Romero. O prefeito aproveitou a oportunidade para criticar a forma como o piso é estabelecido. “O Ministério deveria refletir sobre a liberação de algum recurso a mais para que os prefeitos do país possam fazer jus ao cumprimento desse índice, se não a carga fica todinha nos municípios, ou então permita que os municípios definam o valor”, ponderou.

A cobrança feita por Romero Rodrigues já é atendida pelo MEC, de certa maneira. Para contribuir com o piso, o governo federal repassa 10% do Fundeb para estados e municípios, desde que eles justifiquem sua necessidade e incapacidade de pagamento. O ministro Mendonça Filho, inclusive, informou que, a partir de 2017, o pagamento será feito mensalmente. Antes, o prazo para o repasse era até abril do ano seguinte.