Dirigente do PSB prevê apoio de 140 prefeitos à candidatura de João Azevedo

Chapa abençoada pelo governador Ricardo Coutinho tem definidos candidato ao governo e ao senado até agora

Veneziano e João Azevedo vão representar o governismo nas eleições deste ano. Divulgação

O candidato governista ao Palácio da Redenção, João Azevedo (PSB), deve atrair o apoio de 140 dos 223 prefeitos paraibanos. A conta é feita pelo presidente estadual da sigla socialista, Edvaldo Rosas, e tem como base os gestores apoiadores do governador Ricardo Coutinho (PSB). A tese do dirigente é a de que a boa avaliação do mandatário será transferida para o afilhado político. O partido, além de Azevedo, lançou o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo para a disputa do Senado. Os dois já iniciaram um périplo pelas cidades paraibanas em busca de apoios.

Para Rosas, tanto João como Veneziano representam a imagem da gestão do governador Ricardo Coutinho, que, segundo ele, tem mais de 86% de aprovação no Estado. “São candidaturas que se consolidaram e que terão a força e o empenho de Ricardo Coutinho e de quem admira seu modelo administrativo”, afirmou, destacando ainda que Veneziano representa uma significativa parcela dos votos de Campina Grande. “Ele (Veneziano), como candidato do nosso partido, terá o nosso apoio, o apoio de Ricardo e de 140 prefeitos da nossa base”.

O presidente do PSB paraibano disse também que a sigla buscará, com os demais partidos que apoiam o governo, formar uma chapa ainda mais forte com os cargos de vice-governador, senador e suplente de senador. Ele previu que a chapa liderada por João e Veneziano, governador e senador, respectivamente, pode vir a fazer na primeira coligação até 18 deputados estaduais, sete deputados federais e mais quatro deputados estaduais de outra coligação.

Ao analisar a recente chapa lançada pela oposição sob o nome de Lucelio Cartaxo (PV) ao Governo e Cássio Cunha Lima (PSDB) para o Senado, Edvaldo observou que aguarda o PV se pronunciar oficialmente, pois existe uma cultura na Paraíba de que o candidato de oposição começa a trabalhar uma pré-candidatura a governador um ano e meio antes. “Ou seja, lançar um nome há seis meses (da eleição), você tem aí um PP, PSC, MDB que não aceitam, pois não foram consultados, ou seja, é uma chapa sem rumo e sem prumo. Eu acho que Cássio está procurando um poste para pendurar os cartazes dos seus candidatos, inclusive o dele”, finalizou Rosas.

Sinal dos tempos: eleição paraibana não terá “estrelas” e haverá renovação inevitável

Este talvez seja o primeiro pleito desde a redemocratização sem a participação dos principais players na disputa do governo

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

A disputa pelos cargos majoritários, na Paraíba, neste ano, será por eliminação. O eleitor vai chegar em outubro e procurar, entre os hoje praticamente desconhecidos, o que melhor conseguiu agregar durante a campanha. Esta será a primeira vez dentro do regime democrático que os principais players, os nomes com maior capilaridade eleitoral, estarão fora da disputa. As exceções não são muitas. Para a disputa do governo, o nome que aparecia em melhores condições na oposição, o prefeito Luciano Cartaxo (PV), correu da parada. O irmão dele, Lucélio (mesmo partido), colocou o nome à disposição para tentar se viabilizar rumo às eleições. De azarão, o verde tem tomado gosto e angariado apoios. Mas ele não é o único na empreitada.

Ainda dentro do campo das oposições, o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, vem colocando o nome à disposição. Ele trocará o MDB, do senador José Maranhão, pelo PSC, do ex-senador Marcondes Gadelha. Júnior sonhava com o cargo de prefeito da capital, o que só ocorreria com a renúncia de Luciano Cartaxo para a disputa do governo. O senador Cássio Cunha Lima, que rivalizou com Maranhão e o governador Ricardo Coutinho (PSB) nos últimos anos embainhou a viola. Não quer disputar o governo. Buscará a reeleição. Há quem diga até que se não houver união das oposições, a disputa de vaga na Câmara dos Deputados por ele também estará de bom tamanho.

Das antigas estrelas da política paraibana, o senador Maranhão se mantém resistente no desejo de disputar o governo. Evoca, para isso, a aura highlander que o tirou do ostracismo em 2014, com a conquista de vaga na Casa Alta. Amarga, no entanto, o desgaste do tempo e a baixíssima perspectiva de poder. Seu partido enfrenta uma marcha de enfraquecimento, com a perda de lideranças importantes. Deixaram a sigla Manoel Júnior e André Amaral, fileira que será engrossada, nesta semana, por Veneziano Vital do Rêgo e Hugo Motta. Todos chegaram à Câmara dos Deputados através da sigla emedebista, mas não enxergam futuro no partido. Outro nome lembrado para a disputa do governo pelo bloco é Pedro Cunha Lima (PSDB), filho de Cássio, mas que rejeita a missão.

Governista

Na ala governista, o desafio fica por conta da candidatura do secretário de Infraestrutura João Azevedo (PSB). Sem capital político, o socialista tenta surfar na onda da popularidade de Ricardo Coutinho (PSB). A missão é tentar melhor sorte que a alcançada em 2016 por Cida Ramos, na disputa da prefeitura da Capital. João Pessoa, diga-se de passagem, apesar de ser a base eleitoral de Coutinho, virou pesadelo para os socialistas. O antídoto para vencer este desafio é justamente atrair Cartaxo para o apoio a João. Praticamente todos os socialistas e auxiliares do governador acreditam nesta possibilidade. Ela também não é negada pelos aliados do prefeito. Isso vai depender, lógico, de um insucesso de Lucélio na caminhada em busca de apoios.

Motivos da fuga das lideranças

Vários pontos contribuem para a fuga das lideranças com nome cristalizados em disputas anteriores. Mas um ingrediente e destaca: a proibição do financiamento de campanha por empresas. Isso tem feito com que os detentores de poder se apeguem ao que já conquistaram. Quem tem uma caneta e vê risco numa nova disputa, se segura onde está e se organiza para usar a caneta em nome de um aliado. A estratégia vale também para quem depende de um aliado e não anda seguro em relação à sua fidelidade. Os exemplos mais claros são os do governador Ricardo Cotinho e dos prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues (PSDB), este último de Campina Grande. O resultado positivo disto é que teremos renovação a todo custo no pleito deste ano.

Paraíba: articulações para 2018 vão esquentar após o Carnaval

Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo. Um deles ou os dois devem disputar o governo em 2018. Foto: Divulgação/PSD

A máxima de que as coisas só começam a funcionar, no Brasil, depois do Carnaval assume contornos maximizados na Paraíba. Me explico melhor. Depois do período momesco ganharão força não as articulações políticas não para este ano, mas para 2018. Assim como gato escaldado tem medo de água fria, 2016 mostrou que deixar as coisas para última hora é prenúncio de derrota vexatória. Que o diga o PSB do governador Ricardo Coutinho, que de tantas idas e vindas, viu sua candidata naufragar na disputa da prefeitura de João Pessoa ainda no primeiro turno.

Durante as prévias carnavalescas e ainda sob o efeito da receptividade das primeiras idas ao interior, o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, disse que o grupo que apóia o irmão dele, o prefeito Luciano Cartaxo, vai se reunir para traçar metas visando 2018. Irmãos gêmeos, eles poderão se dividir na visita a cidades paraibanas. Lucélio é confundido com Luciano sem que precise ser apresentado como tal. O radar das alianças inclui manter PSDB e PMDB na base para a disputa das eleições. O prefeito quer disputar o governo e trabalha para isso.

Gervásio Maia assumiu o Legislativo no atual biênio e é cotado para disputar o governo pelo PSB. Foto: Roberto Guedes/ALPB

No PSB, a indicação do presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia, para a disputa é dada como certa. Mesmo assim, o governador socialista Ricardo Coutinho tem muitos pontos ainda a fechar e tem ouvido o partido a esse espeito. O primeiro ponto é se será ou não candidato ao Senado, em 2018. Se for, terá que se afastar do cargo em abril, abrindo espaço para que Lígia Feliciano (PDT) assuma o cargo. Daí surge a grande desconfiança. No cargo, ela terá todas as condições de disputar a sucessão ou negociar uma composição com outro grupo. Jogo aberto.

O resultado de toda esta pendenga é que Coutinho tem bradado aos quatro ventos que não deixará o governo se não sentir que o cargo que ele representa está seguro. A análise casa com a pressão dos colegas de partido. O presidente estadual da sigla, Edvaldo Rosas, verbalizou o que é discutido dentro do partido. A maioria vê perigo em um eventual afastamento do governador. Caso Ricardo deixe o cargo, terá que dar adeus à máquina pública e ao “exército” de servidores que vão às ruas pedir votos para os candidatos do PSB.

A situação de Cássio Cunha Lima (PSDB) não é mais cômoda. Apesar da disposição de reeditar a aliança vencedora em 2016, que garantiu Luciano Cartaxo em João Pessoa e Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande, não cessam as pressões por uma candidatura do senador ao governo. Auxiliares próximos dizem que a tendência é ele disputar a reeleição, mas o quadro vai depender do que se apresentar no cenário daqui até 2018. Se Cartaxo não decolar, o tucano poderá disputar a eleição.

José Maranhão (E) disputa com Raimundo Lira (C) os rumos do PMDB para 2018. Foto: Reprodução/Instagram

O caso do PMDB é emblemático. Sem a força acumulada em quase três décadas, o partido corre risco de derrota fragorosa em 2018. O partido comandado pelo senador José Maranhão não tem mais uma liderança incontestável e está dividido entre os grupos simpáticos ao projeto de Manoel Júnior, de fortalecer a aliança tríplice com PSD e PSDB, e os que querem o alinhamento com o projeto de Ricardo Coutinho. Este segundo grupo é liderado pelo deputado federal Veneziano Vital do Rêgo e o senador Raimundo Lira.

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, vem articulando reuniões mensais com as presenças de Cássio, Maranhão e Cartaxo. Esse trabalho será intensificado após o Carnaval. Já Ricardo Coutinho nomeou aliados de Veneziano e do deputado estadual Nabor Wanderley. O partido vive uma DR (discutindo a relação) eterna. O senador José Maranhão deve convocar uma reunião da Executiva para depois do Carnaval. Até 2018, muita água vai rolar por baixo da ponte.

O debate sobre as alianças está apenas começando…

Com campanha mais “pobre”, candidatos gastaram um terço de 2012

urnaA estimativa divulgada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, de que os candidatos gastaram na campanha deste ano um terço do registrado nas eleições municipais em 2012 se aplica aos postulantes de João Pessoa e Campina Grande. Os gastos deste ano ficaram bem aquém da eleição passada, quando os quatro candidatos que foram para o segundo turno nas duas cidades torraram mais de R$ 15 milhões. As estruturas de campanha, neste ano, são mais modestas devido as dificuldades para arrecadar e o próprio prazo para fazer campanha caiu de 90 para apenas 45 dias.

O limite de gasto para João Pessoa era de R$2,4 milhões, que corresponde a 70% do maior gasto individual registrado em 2012, que foi o do ex-senador Cícero Lucena (PSDB). Neste ano, quem mais investiu foi a socialista Cida Ramos, que desembolsou R$1,3 milhões até o momento. O segundo que mais gastou foi o prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), com pouco mais de R$ 1 milhão. A soma dos gastos de todos os postulantes de João Pessoa foi de R$ 2.715.037,56, pouco acima do que seria admitido individualmente por apenas um deles.

Já em Campina Grande, Campina Grande, o limite máximo de gasto individual era de R$ 3,4 milhões, correspondente a 70% do que foi investido por Tatiana Medeiros (PMDB) naquele pleito. Neste ano, o campeão de gastos declarados até agora é o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). Ele declarou gastos de R$1,2 milhão. Já o segundo colocado, o prefeito e candidato à reeleição, Romero Rodrigues (PSDB), desembolsou R$590,2 mil até o momento. A soma de todos os gastos declarados até o momento é de R$ 2,4 milhões, bem  abaixo do limite máximo para gastos individuais.

Os postulantes têm até 72 horas após os gastos para declarar os dados à Justiça Eleitoral, por isso, os números ainda podem sofrer alteração.

Estatísticas

João Pessoa
Limite de gasto para prefeito no primeiro turno: R$2.465.246,00
Limite de gasto para prefeito no segundo turno: R$739.573,80
Eleitorado apto a votar: 489.028

Gastos declarados até o momento
Cida Ramos: R$1.393.737,34
Luciano Cartaxo: R$1.043.924,97
Professor Charliton: R$262.563,65
Victor Hugo: R$14.811,60
Total: 2.715.037,56

 

Campina Grande
Limite de gasto para prefeito no primeiro turno: R$3.495.432,44
Limite de gasto para prefeito no segundo turno: R$1.048.629,73
Eleitorado apto a votar 274.006

Gastos declarados até o momento
Adriano Galdino: R$315.649,54
Artur Bolinha: R$324.503,57
David Lobão: R$ 0,00
Romero Rodrigues: R$590.241,95
Veneziano Vital: R$1.208.971,23
Walter Neto: R$1.200,00

Total: R$ 2.440.565,99

 

Quiz das Eleições: veja que candidato pensa mais parecido com você

redimensionaOs eleitores de João Pessoa e Campina Grande que ainda não escolheram o candidato a prefeito nas duas cidades têm uma opção que talvez dê uma força para a definição. O hotsite de eleições do Jornal da Paraíba traz um Quiz com 11 perguntas respondidas pelos candidatos e, agora, disponibilizadas para os eleitores. Por similaridade de respostas, o sistema vai indicar qual dos postulantes nas duas cidades respondeu as perguntas de forma mais parecida com as do eleitor. A partir daí, cabe ao internauta refletir sobre que opção tomar. Ao concluir a consulta, o leitor/eleitor tem a possibilidade de compartilhar a ferramenta, lembrando que como o resultado da consulta é pessoal, ela não é divulgada no compartilhamento. Acesse e confira

Equilíbrio marca debate com candidatos a prefeito de João Pessoa

debate

Professor Charliton, Cida Ramos e Luciano Cartaxo durante o debate

O debate da TV Cabo Branco com os candidatos a prefeito de João Pessoa foi marcado pelo equilíbrio entre os postulantes. O prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), ao lado de Cida Ramos (PSB) e Professor Charliton (PT) conseguiram dosar um misto de críticas ao adversário na corrida eleitoral com as propostas para o governo municipal, caso sejam eleitos no dia 2 de outubro.

Os temas mais abordados durante o debate foram saúde, educação, segurança e políticas públicas voltadas para a mulher. Em vários momentos, Cartaxo e Cida tentaram monopolizar o debate, um sempre procurando o outro na hora de direcionar as perguntas livres. O Professor Charliton, por outro lado, tirou proveito de não estar atrelado à prefeitura nem ao governo do Estado para fazer críticas ao legado dos dois, ao mesmo tempo em que exaltava os feitos dos governos do PT.

O debate foi mediado pelo jornalista Fábio William, da Globo Brasília, que demonstrou muita segurança na condução do embate entre os postulantes. Do lado de fora da TV Cabo Branco, uma grande massa de eleitores, principalmente, de Cartaxo e Cida, fez muito barulho durante todo o evento. O debate repercutiu bastante nas redes sociais, com a socialista e o pessedista figurando na lista dos assuntos mais comentados no twitter durante todo o debate.

A conclusão é que os eleitores que esperaram o debate da TV Cabo Branco para tirar dúvidas sobre que candidato escolher, certamente não saiu desapontado.

Confira a avaliação dos candidatos em relação ao debate:

Cida Ramos (PSB)
“Acredito que conseguimos apresentar a nossa proposta, porque temos um projeto para esta cidade. Temos certeza que o eleitor quer mudança, quer uma cidade onde ele possa ter acesso a serviços e ações. Aqui ficou muito claro quem promete e não cumpre. O PSB já geriu esta cidade e ela está na memória das pessoas. Estamos convictos que João Pessoa nos abraçou e nós sairemos vitoriosos com certeza”

 

Luciano Cartaxo (PSD)

“Aproveitamos para apresentar as propostas para João pessoa do presente e do futuro. A TV Cabo Branco me deu a oportunidade de falar para as pessoas de João pessoa, de mostrar nossa experiência, nossa história e nosso futuro. Estou feliz. É um momento importante nessa reta final da campanha de poder ter esta oportunidade de poder falar diretamente com o povo desta cidade, com os pés no chão, com equilíbrio e maturidade e na certeza que estamos no caminho certo e vamos conquistar uma grande vitória”

Professor Charliton (PT)

“Eu debati aqui o que foi mais importante durante a campanha inteira e aqui fizemos a síntese do que vínhamos fazendo que é fazer um debate propositivo. Dizer que João Pessoa precisa olhar para frente, não cabe mais a João Pessoa estar interrompendo o grande projeto. Temos que fazer um grande projeto para esta cidade. Uma cidade sustentável, uma cidade com educação, uma cidade inclusiva, com participação popular e uma cidade que pense o final dessa segregação que separa duas cidades, uma cidade para 25% da população e uma cidade para 75% da população desassistida de todas as políticas sociais. Nós vamos enfrentar este debate e fizemos isso aqui de uma forma muito altiva, correta, mostrando o que nós tínhamos feito durante todo o nosso programa em todos os debates anteriores e nesse aqui também que foi muito importante para consagrar um pouco daquilo que já vínhamos fazendo”.

Candidatos falam da expectativa para o debate da Cabo Branco

Os candidatos ao cargo de prefeito de João Pessoa se mostram otimistas em relação ao debate da TV Cabo Branco, nesta quinta-feira (29). Todos divulgaram mensagens nas redes sociais convocando a militância para assistir e, inclusive, fazer festa nas imediações da afiliada da Rede Globo. “É o debate mais importante”, reforça Charliton Machado (PT). Já  o prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), fala da importância do espaço para a apresentação de propostas. A candidata Cida Ramos (PSB) usou seu perfil, no Facebook, para mandar um recado aos seus eleitores: “Não perca a última rodada de propostas para João Pessoa”.

Cida Ramos (PSB)

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“Não perca a última rodada de propostas para João Pessoa, hoje, no debate da TV Cabo Branco! Acompanhe, às 22h30, através do canal 7 na TV aberta.
#PraCegoVer Cida olhando para frente usando uma camisa rosa. Sobre a imagem está escrito “Debate entre os candidatos, ao vivo, 29.09, 22h30, TV Cabo Branco”

 

Luciano Cartaxo (PSD)

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“O debate é sempre um momento oportuno para prestar contas do trabalho realizado e apresentar propostas. Como último de uma série de sete já ocorridos em outros veículos de comunicação, será mais uma oportunidade para o eleitor refletir sobre quem reúne trabalho e experiência para seguir transformando João Pessoa. De nossa parte, vamos seguir fazendo uma campanha limpa, com respeito aos adversários e, principalmente, à população”.

 

Professor Charliton (PT)

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“Vamos fazer um bom debate, um debate à altura. Espero que os candidatos não se fechem numa forma de debater apenas ideias entre eles, numa lógica de confronto pessoal. O debate da TV Cabo Branco é o mais importante, que tem a maior amplitude diante do eleitorado e que está na fase final das definições dos indecisos. É decisivo para mudar ou consolidar uma campanha. É importante para grandes viradas”.

 

 

Veja de onde vem o dinheiro dos candidatos a prefeito de João Pessoa e Campina Grande

JP_menor-2Os candidatos a prefeito de João Pessoa estão dependendo muito dos partidos para custear as campanhas políticas. Essa é a realidade, principalmente, de Cida Ramos (PSB) e do Professor Charliton Machado (PT). A primeira teve o Partido Socialista Brasileiro como a fonte de mais de 70% dos R$425.064,40 arrecadados até o momento. Já o segundo atribuiu praticamente todos os R$213.642,00 arrecadados a doações do Partido dos Trabalhadores. O prefeito Luciano Cartaxo aparece com uma peculiaridade. Dos R$816.553,25 declarados, mais da metade das doações foram feitas por pessoas físicas, reflexo de estar no poder. Victor Hugo (Psol) conseguiu apenas R$15.860,00, fruto de doações privadas e do partido. Os dados integram levantamento elaborado pelo professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Nazareno Andrade, com base em dados da Justiça Eleitoral.

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Uma peculiaridade de João Pessoa é a quantidade de secretários municipais ou familiares de secretários que doaram recursos para a campanha de Luciano Cartaxo. Depois do PSD, com R$ 95 mil, o maior doador da campanha é Reginaldo Tavares de Albuquerque, com R$ 88 mil. Ele é pai do ex-secretário de Trabalho da prefeitura, Diego Tavares. Este último também doou, mas uma quantia mais módica. Foram duas doações de R$ 2 mil. Já Cida Ramos conseguiu R$ 250 mil doados pela direção nacional do PSB. Os dois maires doadores pessoa física foram os empresários César Alberto Ferreira e Emerson Tsuneji Shiromaru, com R$ 20 mil e R$ 25 mil, respectivamente.

candidatos-cgNo caso de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), foi um ponto fora da curva entre os postulantes com maior arrecadação e que não fez uso, principalmente, dos recursos próprios para financiar a campanha. Candidato à releição, ele arrecadou R$353.437,49, sendo quase a metade disso, R$ 200 mil, oriundos de doações partidárias. Já Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) doou a maior parte dos R$799.000,00 arrecadados para a campanha. Do bolso dele saíram R$ 445 mil. Confira no gráfico a seguir o desempenho da arrecadação dos candidatos de Campina Grande.

 

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Candidatos a prefeito se dividem sobre o Uber em João Pessoa

JP_menor-2Os candidatos a prefeito de João Pessoa se dividem sobre o apoio ou a proibição ao Uber, que começa a funcionar nesta quarta-feira (21). Existe uma lei municipal em vigor deste o ano passado, sancionada pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que proíbe o serviço. O pessedista, vale ressaltar, se coloca contrário à exploração do serviço na capital. A Secretaria de Mobilidade (Semob), inclusive, promete multar os motoristas que fizerem o transporte remunerado de passageiro, sob a alegação de que eles fazem transporte clandestino.

Na mesma linha do prefeito, em entrevista à TV Cabo Branco, nesta semana, a candidata Cida Ramos (PSB) se posicionou contra a vinda do Uber para João Pessoa. No sentido contrário vão os candidatos Charliton Machado (PT) e Victor Hugo (Psol), que defendem como única restrição a falta de regulação do serviço. O petista diz entender o aplicativo como mais uma alternativa de transporte para a capital, com geração de postos de trabalho. Ele também ressalta que os taxistas precisam melhorar o serviço prestado. Já o postulante do Psol ressalta que não será contra “qualquer ferramenta que venha a beneficiar a população”.

 

Paraíba ainda tem 674 candidatos na mira da Justiça

TRE_-_Elei-es_-_Seguran-a_da_urna_eletr-nica_-_Patr-cia_Lemos_pag.Pagina_2_cad.Caderno_1_kleide_Teixeira_391255Doze dias separam os eleitores paraibanos da hora da verdade, nas urnas, quando serão escolhidos os prefeitos e vereadores que comandar os destinos das cidades. O problema é que pelo menos 674 postulantes ainda vão depender da palavra final da Justiça Eleitoral para continuar na disputa. O grupo é composto pelos 225 postulantes que tiveram o registro impugnado e recorreram da decisão e 449 que tiveram o ok da Justiça na primeira instância e foram alvo de recurso do Ministério Público Eleitoral ou de coligações adversárias. Deste total, pelo menos 135 são compostos por candidatos a prefeito ou vice-prefeitos pelo estado afora.

Os prefeitos que tiveram o registro impugnado e recorreram somam 17, com o mesmo número correspondente aos cargos de vice-prefeito. Já os que tiveram o registro liberado na primeira instância e foram alvos de recurso somam 52 candidatos a prefeito e 49 correspondente aos vice-prefeitos. O caso peculiar entre eles é que todos vão para a disputa com a corda no pescoço. Mesmo que sejam eleitos, correm o risco de ter o registro cassado e ficarem impedidos de assumir o mandato eletivo. Nesta segunda, a corte do Tribunal Regional Eleitoral julgou 38 recursos de candidatos. Deles, dez foram indeferidos pela corte.

Foram DEFERIDOS os registros de:
1. Guilherme Leite Pessoa, candidato a VEREADOR de Umbuzeiro;
2. Geraldo Ferreira de Sousa, candidato a VEREADOR de Piancó;
3. José Wilson Florêncio Cavalcante, candidato a VEREADOR de Sapé;
4. Renan Augusto Travassos Falcão Soares, candidato a VEREADOR de Sapé;
5. Francisco Romário Da Silva, candidato a VEREADOR de São José de Caiana;
6. Dulcimaria Rodrigues da Silva, candidata a VEREADORA de São José de Caiana;
7. Joseildo Ferreira de Vasconcelos, candidato a VEREADOR de Amparo;
8. Evaldo do Nascimento Silva, candidato a VEREADOR de Lagoa Seca;
9. Francisco Ferreira Cândido de Oliveira, candidato a VEREADOR de Baia da Traição;
10. José Wellington de Sousa Santos, candidato a VEREADOR de Santa Luzia;
11. Humberto Júlio de Andrade, candidato a VEREADOR de Natuba;
12. Paulo da Silva Freire, candidato a VEREADOR de são Mamede;
13. Rafael de Lima Rodrigues, candidato a VEREADOR de Alagoa Grande;
14. Valeska Magalhães Maimoni Ferreira, candidata a VEREADORA de Mari;
15. João Fernandes Pessoa Filho, candidato a VEREADOR de Jacaraú;
16. Agnaldo Cruz de Lucena, candidato a VEREADOR de Taperoá;
17. José Rejânio de Lima Campos, candidato a VEREADOR de Amparo;
18. Severino Pereira de Sousa, candidato a VEREADOR de Rio Tinto;
19. Samuel de Vasconcelos Sales, candidato a VEREADOR de Lagoa Seca;
20. Maria Girlene do Nascimento, candidata a VEREADORA de Amparo;
21. Maria dos Remédios Marins de Oliveira, candidata a VEREADORA de Uiraúna;
22. Marinaldo Bezerra Pontes, candidato a VEREADOR de Mulungú;
23. João Bosco Nonato Fernandes, candidato a PREFEITO de Uiraúna;
24. Antônio Joaquim Madalena, candidato a VEREADOR de Boa Ventura;
25. Sebastião Lauderi de Sousa,, candidato a VEREADOR de São José de Caiana;
26. Rosinaldo Cassiano Soares, candidato a VEREADOR de Baia da Tarição;
27. Valdenez Pereira da Silva, candidato a VEREADOR de Gado Bravo; e
28. Ronaldo Erculano de Souza, candidato a VEREADOR de Mari.

Foram INDEFERIDOS os registros de:
1. Regilma Alves Cabral, candidata a VEREADORA de Santa Cecília do Umbuzeiro;
2. Elizeu Marques de Andrade, candidato a VEREADOR de São Bento;
3. José Izídio Barbosa, candidato a VEREADOR de Umbuzeiro;
4. José Antônio Batista, candidato a VEREADOR de Santa Cecília do Umbuzeiro;
5. Rosildo de Sousa Barbosa, candidato a VEREADOR de Puxinanã;
6. Valdemar José de Oliveira, candidato a VEREADOR de Campina Grande; e
7. Laércio Dias de Oliveira, candidato a VEREADOR de Sobrado;
8. Maria José Martins dos Santos, candidata a VEREADORA de Mari;
9. Maria Eliete da Silva, candidata a VEREADORA de Umbuzeiro; e
10. José Edilson Vicente da silva, candidato a VEREADOR de Umbuzeiro.