Veja as estratégias dos candidatos paraibanos para o guia eleitoral

Apresentação, anúncio de propostas e ataques a adversários entram no radar dos candidatos

Os candidatos ao governo do Estado estão com tudo pronto para a largada do guia eleitoral de rádio e TV. O espaço concorre com as agendas de rua, com duas aparições diárias e inserções espalhadas na programação. Para a mídia, o candidato João Azevêdo (PSB) leva vantagem por conta da coligação composta por 14 partidos. Ele tem 3 minutos e 31 segundos para apresentar propostas. O segundo na escala é Lucélio Cartaxo (PV), com 3 minutos e 4 segundos. José Maranhão (MDB) terá 1 minuto e 57 segundos e é seguido por Tárcio Teixeira (Psol), com 17 segundos, e Rama Dantas (PSTU), com 10 segundos.

João Azevêdo (PSB)

Chapa com João Azevêdo, Veneziano Vital, Luiz Couto e Lígia Feliciano foi apresentada por Ricardo Coutinho (C). Foto: Divulgação/PSB

O candidato socialista tentará passar, na propaganda eleitoral, que a criatura pode superar o criador. A estratégia dos marqueteiros é combater a visão de que ele será meramente a sombra do padrinho político, o governador Ricardo Coutinho (PSB). Por conta disso, o primeiro dia da propaganda eleitoral será para apresentá-lo e mostrar as obras que tiveram a assinatura do ex-auxiliar de Coutinho. O esforço é claramente para tirar da campanha socialista a antiga marca de que os postulantes apoiados pelo governador são meros instrumentos de continuidade.

Lucélio Cartaxo (PV)

Chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo vai para a disputa com 12 partidos. Foto: Marcelo Lima

Lucélio Cartaxo será apresentado no primeiro dia da propaganda de rádio como o indicado para o cargo por lideranças importantes do Estado. Há o entendimento de que ele é pouco conhecido, apesar da disputa majoritária de 2014. A propaganda, portanto, vai apresentá-lo como uma liderança que mereceu o apoio do bloco encabeçado por ele. Haverá também a indicação de soluções para o desenvolvimento do Estado. As críticas ao governo de Ricardo Coutinho serão feitas com o argumento de que é preciso melhorar o que deu errado na atual gestão.

José Maranhão (MDB)

José Maranhão terá apenas o PR e o MDB na base para a disputa eleitoral deste ano. Foto: Angélica Nunes

Mais conhecido do que os outros candidatos, o senador José Maranhão fará um balanço das obras implementadas durante a gestão dele. O emedebista também apresentará propostas e focará a imagem que pretende passar aos eleitores de uma figura ligada à família e sem processos criminais tramitando na Justiça. Vai falar de austeridade na gestão dos recursos públicos e apresentar propostas para o governo, caso consiga ser eleito.

Tárcio Teixeira (Psol)

Nelson Júnior, Nivaldo Mangueira, Tárcio Teixeira e Adjany Simplício compõem a chapa. Foto: Divulgação/Psol

O candidato do Psol, Tárcio Teixeira, diz que vai ter a fase tranquila no guia eleitoral, com a apresentação de propostas e a fase mais hard, de denúncias contra os outros concorrentes. Ele se diz o único, entre os candidatos, em condições de fazer diferente na política paraibana. Questionado sobre o curto espaço de tempo para passar a mensagem, o postulante diz que usará da mesma criatividade dos assalariados. Vai fazer o tempo render, assim como quem ganha salário mínimo faz para chegar ao fim do mês com o dinheiro curto.

Rama Dantas (PSTU)

Rama Dantas vai usar o guias para convocar as pessoas a fazer uma revolução.

A candidata Rama Dantas vai usar os dez segundos da propaganda eleitoral para convocar as pessoas para a revolução. Ela diz que, sem muito espaço no guia de rádio e TV, vai investir nas redes sociais. Fará a crítica aos outros candidatos, quase todos apoiados por lideranças políticas tradicionais.

 

Veja os candidatos paraibanos que mais elevaram patrimônio em 4 anos

Levantamento colhido no aplicativo “Capital dos Candidatos” está disponibilizado no site www.eufiscal.org

Postulantes são obrigados a declarar a elevação do patrimônio no ato do registro da candidatura. Foto: Walter Paparazzo/G1

O candidato a deputado federal nas eleições deste ano, Dr Djalma (Avante), não deve sentir inveja dos candidatos eleitos em 2014. Na época, ele disputou uma vaga de deputado estadual. Conquistou exatos 8.897 votos. Não foi, lógico, o suficiente para ele conquistar a vaga na Assembleia Legislativa. Os anos longe da política, no entanto, fizeram bem às finanças do médico. De 2014 para este ano, ele declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma elevação de R$ 7,2 milhões no patrimônio pessoal. Todos os postulantes são obrigados a detalhar a declaração de bens na hora de registrar a candidatura.

Uns ficam mais ricos, outros declaram ter perdido capital e se tornado mais pobres. O caso prático é o do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do governo de Michel Temer (MDB) na Câmara dos Deputados. O patrimônio declarado por ele foi reduzido de R$ 5,8 milhões para R$ 1,4 milhão. Outro que declarou redução do patrimônio foi o senador José Maranhão, que disputa as eleições para o governo no pleito atual. Ele declarou um patrimônio R$ 800 mil menor que o de quatro anos antes. O ponto negativo nas eleições deste ano é que a transparência nos dados fornecidos foi reduzida.

Confira abaixo o montante da elevação do patrimônio dos postulantes, de acordo com o declarado por eles:

Deputados estaduais

Doda de Tião (PTB): R$ 3,9 milhões (aumentou)
Renato Gadelha (PSC): R$ 1,5 milhão (aumentou)
Dr Américo (Avante): R$ 1,4 milhão (aumentou)
Caio Roberto (PTB): R$ 1,4 milhão (aumentou)
Branco Mendes (Podemos): R$ 858,8 mil (aumentou)

Deputados Federais

Dr Djalma (Avante): R$ 7,2 milhões (aumentou)
Wellington Roberto (PTB): R$ 1,2 milhão (aumentou)
Tatiana Medeiros (MDB): R$ 1 milhão (aumentou)
Guilherme Almeida (PP): R$ 815,1 mil (aumentou)
Frei Anastácio (PT): R$ 661,8 mil (aumentou)

Senador

Veneziano (PSB): R$ 447,4 mil (aumentou)
Roberto Paulino (MDB): 223,9 mil (aumentou)
Cássio Cunha Lima (PSDB): R$ 18,3 mil (aumentou)
Daniella Ribeiro (PP): 13,4 mil (aumentou)
Professor Nelson Júnior (Psol): – R$ 3 mil (diminuiu)
Luiz Couto (PT): – R$ 2,8 mil (diminuiu)
Nivaldo Mangueira (Psol): não disputou eleição em 2014

Governadores

Lucélio Cartaxo (PV): R$ 156 mil (aumentou)

. 2014: 590,9 mil
. 2018: 746,9 mil

José Maranhão (MDB): – R$ 800 mil (diminuiu)

. 2014: R$ 8,8 milhões
. 2018: R$ 8 milhões

Tárcio Teixeira (Psol): R$ 46,2 mil (aumentou)
. 2014: R$ 252,9 mil
. 2018: R$ 299,1 mil

Rama Dantas (PSTU): patrimônio permanece o mesmo

. 2014: R$ 8 mil
. 2018: R$ 8 mil

João Azevêdo (PSB): não disputou eleição em 2014
. 2014: não disputou
. 2018: R$ 1 milhão

Os candidatos paraibanos e seus nomes “próprios” pouco comuns

Zé Bonitinho e Gilson do Ovão puxam o carro dos nomes mais peculiares de candidatos

A Paraíba terá 595 candidatos nas eleições deste ano. É mais do que ocorreu quatro anos atrás, em 2014, quando 583 postulantes colocaram o nome à disposição da população. Os postulantes que preferiram adotar nomes pouco comuns e até pitorescos, no entanto, parecem ter rareado. Pelo menos quatro deles se destacam pela espirituosidade. O carro chefe é Gobira, da Rede, candidato a deputado federal. Esta é a segunda vez que ele disputa e da primeira conquistou um número de votos considerável. Ele conquistou 48.157 votos e deixou muito político tradicional desapontado na época.

Na eleição deste ano, podem ser destacados também na disputa para deputado estadual Zé Bonitinho (PSC), Gilson Ovão (PTC) e Misael do Ovo (Psol). Lógico que quem for procurar vai encontrar outros que pareçam curiosos. Em outros estados, a criatividade dos candidatos também faz a festa dos eleitores. Em Minas Gerais, podem ser encontrados Lagartixa (PPS) e Papai Noel (Avante). No Amazonas, chamam a atenção Cabocla do Amazonas (PRTB) e MacGregor. É a festa da democracia ganhando espaço.

Maranhão “empobrece”, mas continua o mais rico entre os candidatos ao governo

Patrimônio declarado pelo senador é mil vezes maior que o informado pela candidata Rama Dantas

João Azevêdo, Lucélio Cartaxo, Tárcio Teixeira, José Maranhão e Rama Dantas são os candidatos ao governo. Foto: Montagem

O senador José Maranhão (MDB) declarou à Justiça Eleitoral, neste ano, um patrimônio ligeiramente menor que o informado em 2014. Naquele ano, ele disputou o cargo de senador, exercido atualmente. No pleito atual, o parlamentar disputa o governo. O postulante alega ter atualmente bens que somam R$8.037.673,96, um montante 8,9% menor que os R$ R$8.830.629,26 declarados quatro anos antes. Mesmo assim, a soma patrimonial declarada pelo medebista é mil vezes superior à da candidata que ocupa a outra ponta na escala social dos candidatos. Rama Dantas (PSTU) declarou um único bem material, um automóvel avaliado em R$ 8 mil. Se for o mesmo veículo declarado em eleições anteriores, trata-se de um Ford Ka 2004.

Na sequência dos mais ricos está João Azevêdo (PSB), que declarou patrimônio de R$1.058.340,88. O engenheiro e ex-secretário de gestões socialistas disputa as eleições pela primeira vez. O terceiro com maior patrimônio entre os candidatos paraibanos é Lucélio Cartaxo. Ele declarou uma lista de bens à Justiça Eleitoral que soma R$746.963,23. O montante representa um crescimento substancial em relação ao declarado em 2014, quando disputou vaga no Senado. O patrimônio declarado na época era de R$590.986,52. Ele não foi eleito naquele ano. O quarto mais rico entre os postulantes é Tárcio Teixeira (Psol), que apresentou declaração de bens que somam R$299.157,64.

Declaração de bens na eleição atual em sido menos detalhada e menos transparente. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

Apesar de a Justiça Eleitoral ter voltado atrás no afrouxamento da transparência em relação aos bens declarados pelos candidatos, ainda tem sido difícil identificar de quais bens falam os postulantes. Em anos anteriores, eles eram obrigados a detalhar nome de empreendimentos e endereços. Isso fazia com que o eleitor pudesse averiguar a veracidade das informações. Neste ano, apesar das promessas de correção, até agora há apenas as informações básicas dos bens declaradas. O Tribunal Superior Eleitoral garantiu que todos terão que complementar as informações.

Candidatos usam Dia dos Pais para divulgar mensagens para os eleitores

Lado família é o mote das postagens nas redes sociais dos candidatos ao governo da Paraíba

Os candidatos ao governo da Paraíba deram uma pausa nas discussões de projetos e plenárias neste domingo (12) para divulgar mensagens sobre o Dia dos Pais. Em meio a uma agenda alucinante de busca de votos, todos buscaram passar a imagem de candidato família. A empatia gerada, em geral, tem o objetivo de conquistar o eleitor. Mostrar que aqueles postulantes, tão interessados no voto têm um lado família. E cada um, ao seu modo, buscou passar esta mensagem. Todos buscaram mostrar a ligação com o pai e também com os filhos.

Confira as mensagens divulgadas nas redes sociais pelos postulantes, listados por ordem alfabética:

João Azevêdo (PSB)

Buscou centrar o filme e a mensagem na imagem altruísta do pai. Lembra das lições e de uma vez que ele ajudou as pessoas da rua a enfrentar uma severa falta de água.

 

José Maranhão (MDB)

O filme mostra os depoimentos dos filhos, falando da prática do pai de reunir a família. Os filhos gravam mensagens direcionadas ao senador/candidato.

 

Lucélio Cartaxo (PV)

O filme centra o roteiro na relação do candidato com o filho. Ele já havia feito mensagem direcionada ao jovem durante a convenção partidária.

 

Rama Dantas (PSTU)

O blog procurou, mas não encontrou mensagem nas redes sociais alusivas à data.

 

Tárcio Teixeira (Psol)

O candidato não divulgou vídeo institucional, mas uma postagem dedicada ao Dia dos Pais e lembrou a importância da mãe.

 

Políticos paraibanos ligam o “promessômetro” antes da campanha

A campanha eleitoral começa apenas no dia 16, mas as propostas já vão de benefícios sociais à segurança

João Azevêdo, Lucélio Cartaxo, Tárcio Teixeira, José Maranhão e Rama Dantas serão os candidatos ao governo. Foto: Montagem

As pessoas com depressão grave precisam urgentemente trocar os fármacos pelas promessas dos candidatos. Historicamente, em busca de votos, eles têm solução para tudo. Aqui na Paraíba, a campanha eleitoral, propriamente dita, está a todo vapor, mesmo antes do prazo legal de 16 de agosto. O “promessômetro” tem sido diretamente proporcional à estrutura de campanha. No bairro de Mangabeira, em João Pessoa, nesta sexta-feira (10), o candidato de continuidade do governo, João Azevêdo (PSB), prometeu dobrar o 13° do Bolsa Família já no ano que vem. O postulante tem agenda intensa neste fim de semana com plenárias por bairros da capital. No caso dele, como representa a gestão de Ricardo Coutinho (PSB), as promessas são de “continuidade das mudanças”.

O candidato oposicionista Lucélio Cartaxo (PV) tem usado um discurso de manter o que está funcionando e mudar o que está errado. Na campanha, tem atacado a carga tributária do Estado e apontado suposta perseguição socialista às instituições. Nesta semana, durante agenda com a Defensoria Pública, prometeu interiorizar o trabalho do órgão. Fora disso, apresentou o dado de que 41% da população paraibana está abaixo da linha de pobreza. O verde tem criticado ainda a violência no Estado e prometido replicar os modelos de gestão de João Pessoa e Campina Grande no Estado. A primeira é comandada por Luciano Cartaxo (PV) e a segunda por Romero Rodrigues (PSDB).

O senador José Maranhão (MDB) tem adotado, momentaneamente, uma agenda mais discreta. Apesar disso, na convenção, ele foi o oposicionista que adotou o tom mais ácido nas críticas à gestão de Ricardo Coutinho. Fez críticas à falta de segurança e à suposta perseguição no Estado. O candidato tem resgatado na sua plataforma antigas promessas de campanha. Uma delas é o porto de águas profundas. Ele alegou também que durante as gestões de Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB) a Paraíba viu grandes investimentos irem para Pernambuco e para o Rio Grande do Norte. Entre eles foram citados refinaria, pólo farmacoquímico e a montadora da Fiat.

O candidato do Psol ao governo do Estado, Tárcio Teixeira, tem cumprido agendas de debates e reuniões com eleitores. Nesta semana, na Defensoria, defendeu o repasse integral do duodécimo devido ao órgão. A crítica da categoria é a de que o governo do Estado tem repassado a menor os recursos para a manutenção da atividade. Já Rama Dantas (PSTU) tem pregado o discurso de que será necessária uma rebelião para mudar a situação no Estado e no país.

Paraíba: confira os candidatos e coligações registrados nas atas entregues ao TRE

Cinco candidatos vão disputar o governo do Estado nas eleições deste ano na Paraíba

João Azevêdo, Lucélio Cartaxo, Tárcio Teixeira, José Maranhão e Rama Dantas serão os candidatos ao governo. Foto: Montagem

As atas entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelos partidos reunidos em convenção até o último domingo revelam cinco candidaturas ao governo, na Paraíba. O número de candidatos ao Senado foi menor que o esperado, com apenas sete nomes dos dez possíveis homologados. Como era esperado, os candidatos com maior estrutura conseguiram reunir em torno de si o maior número de partidos. Veja como ficaram as coligações informadas à Justiça Eleitoral:

 

“Coligação A força do trabalho”

Partidos

PSB, PDT, PT, DEM, PPS, AVANTE, PTB, PRP, PODEMOS, PCdoB, PRB, PROS, PMN e REDE.

Governador
João Azevêdo (PSB)

Vice-governadora
Lígia Feliciano (PTB)

Senado
Veneziano Vital do Rêgo (PSB)

Suplentes
João Teodoro da Silva (DEM)
Maria Suely Santiago (PTB)

Senado
Luiz Couto (PT)

Suplentes
Edvaldo Rosas (PSB)
Alexandre Santiago (PRP)

 

“Coligação Porque o povo quer”

Partidos

MDB, PR, Patriotas

Governador
José Maranhão (MDB)

Vice-Governador
Bruno Roberto (PR)

Senador
Roberto Paulino (MDB)

Suplentes
Higor Fialho (MDB)
Celso Alves (MDB)

 

“Coligação Força da Esperança”

Partidos

PV, PSDB, PP, PSD, PSC, SD, DC, PRTB, PHS, PTC, PSL e PPL

Governador
Lucélio Cartaxo (PV)

Vice-governadora
Micheline Rodrigues (PSDB)

Senador
Cássio Cunha Lima (PSDB)

Suplentes
Eva Gouveia (PSD)
Isa Arroxelas (PSDB)

Senadora
Daniella Ribeiro (PP)

Suplentes
Diego Tavares (PV)
Nailde Panta (PP)

 

Sem coligação
PSTU

Governadora
Rama Dantas (PSTU)

Vice-governador
Hellber Emmanuel (PSTU)

 

“Coligação Construir Poder Popular”

Partidos

Psol, PCB, UP

Governador
Tárcio Teixeira (Psol)

Vice-governadora
Adjany Simplício (Psol)

Senador
Nelson Júnior (Psol)

Suplentes
Fabiano Galdino (Psol)
Leonardo Padilha (Psol)

Senador
Nivaldo Mangueira (Psol)

Suplentes
Alécio Costa (Psol)
José Marcílio (Psol)

 

Brigar por tempo de TV e Rádio ainda é um grande negócio nas eleições?

Partidos e candidatos se “estapeiam” em busca de fortalecimento para a disputa eleitoral, mas há um preço

As eleições deste ano têm reprisado uma prática comum a todas as eleições anteriores: a briga dos pré-candidatos por alianças. É assim no contexto nacional, é também no local. Todo mundo confunde apoiamentos com vitória certa. Essa visão simplista, no entanto, é um perigo para os projetos eleitorais. Na Paraíba, o candidato governista João Azevedo (PSB) e o oposicionista Lucélio Cartaxo (PV) brigam palmo a palmo pelas alianças. No contexto nacional, Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) brigaram pelo “centrão” com Geraldo Alckmin (PSDB). Este último saiu na vantagem. Quer dizer, saiu mesmo?

É difícil dizer se há vantagem em agregar os partidos que dão sustentação a um governo impopular. Geraldo Alckmin, por exemplo, terá no seu palanque todos os partidos que apoiam o presidente Michel Temer (MDB). O emedebista é o presidente mais impopular da história recente do Brasil. Talvez o mais impopular de toda a história. A imagem dele foi desgastada pelos escândalos de corrupção no governo. É um passivo grande demais para os tucanos carregarem. Até por que há incentivos para que ele receba também o apoio emedebista. Com isso, seria retirada a pré-candidatura do ex-ministro Henrique Meireles.

Exemplo do passado

Um exemplo do passado mostra que ter tempo de TV, mas representar governo impopular é uma bomba. Em 1989, numa eleição muito associada à atual, os candidatos dos dois maiores partidos brasileiros naufragaram. A primeira eleição direta para presidente após o golpe de Estado de 1964, que derrubou João Goulart, acabou punindo os candidatos dos dois maiores partidos, PMDB (MDB) e PFL (DEM). Donos das maiores bancadas no Congresso Nacional (mais de 350 parlamentares), o desempenho dos seus candidatos, Ulysses Guimarães e Aureliano Chaves, respectivamente, acabou se revelando pífio. Ulysses saiu das urnas com 4% dos votos.

Em 1989, o Michel Temer da vez era José Sarney, também do MDB. Ter o nome atrelado a ele foi fatal para os candidatos governistas. No final das contas, saíram das urnas para o segundo turno o candidato de um partido nanico (PRN), Fernando Collor de Mello, e um ex-operário, Lula (PT). Ambos chegaram ao segundo turno com a propaganda de combate à corrupção. Collor venceu e foi vítima de um impeachment por causa dos crimes que ele prometeu combater. Lula cumpriu o mandato conquistado três eleições depois, mas também foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Por conta do peso governista, Alckmin tenta se desvincular de Temer. Missão difícil. Os adversários vão partir para a acusação de atrelamento. Na Paraíba, João Azevedo e Lucélio Cartaxo não têm de quem reclamar. Eles dividem o centrão. Mesmo assim, é bom eles ficarem atentos…

Mesmo preso, ex-presidente Lula lidera pesquisa do Ibope

Petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá

O ex-presidente Lula (PT) continua liderando a pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto para a Presidência da República. O petista aparece com 33% das intenções de voto e é seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15%. Neste cenário, Marina Silva (Rede) tem 7%, Ciro Gomes (PDT) 4% e Geraldo Alckmin (PSDB) 4%. Na sequência aparecem ainda Álvaro Dias (Podemos) com 2%, Manuela D’Ávila (PC do B) com 1%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Flávio Rocha (PRB) com 1%, Levy Fidelix (PRTB) com 1% e João Goulart Filho (PPL) com 1%.

A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho com 2 mil eleitores em 128 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Ela foi registrada com o número BR-02265/2018 no Tribunal Superior Eleitoral.

Cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 33%
Jair Bolsonaro (PSL): 15%
Marina Silva (Rede): 7%
Ciro Gomes (PDT): 4%
Geraldo Alckmin (PSDB): 4%
Álvaro Dias (Podemos): 2%
Manuela D’Ávila (PC do B): 1%
Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Outros com menos de 1%: 2%
Branco/nulo: 22%
Não sabe/não respondeu: 6%

Cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

Jair Bolsonaro (PSL): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Ciro Gomes (PDT): 8%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Álvaro Dias (Podemos): 3%
Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
Fernando Haddad (PT): 2%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
Manuela D’ Ávila (PC do B): 1%
Rodrigo Maia (DEM): 1%
João Goulart Filho: 1%
Outro com menos de 1%: 1%
Branco/nulo: 33%
Não sabe/não respondeu: 8%

Intenção de voto espontânea (quando não é apresentada uma lista de candidatos):

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
Jair Bolsonaro (PSL): 11%
Marina Silva (Rede): 2%
Ciro Gomes (PDT): 2%
Álvaro Dias (Podemos): 1%
Geraldo Alckmin (PSDB): 1%
João Amôedo (Novo): 1%
Outro com menos de 1%: 3%
Branco/nulo: 31%
Não sabe/não respondeu: 28%

O Ibope não pesquisou cenários para segundo turno. Isso porque essa é a primeira pesquisa Ibope/CNI de intenção de votos deste ano.

Rejeição de voto para presidente da República:

Fernando Collor de Mello (PTC): 32%
Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 31%
Geraldo Alckmin (PSDB): 22%
Ciro Gomes (PDT): 18%
Marina Silva (Rede): 18%
Rodrigo Maia (DEM): 13%
Fernando Haddad (PT): 12%
Henrique Meirelles (MDB): 11%
Levy Fidelix (PRTB): 10%
Aldo Rebelo (SD): 9%
Álvaro Dias (Podemos): 9%
Flávio Rocha (PRB): 9%
Guilherme Boulos (PSOL): 9%
João Gourlart Filho (PPL): 9%
Manuela D’Ávila (PCdoB): 9%
João Amôedo (Novo): 8%
Guilherme Afif: 8%
Paulo Rabello (PSC): 8%
Valéria Monteiro (PMN): 8%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 11%

Dia dos Namorados: unidos pelo amor e pela busca por votos nas eleições deste ano

Casais vão tentar nas eleições deste ano unir a “paz doméstica” ao apoio dos eleitores paraibanos no pleito de outubro

Candidatos vão para as urnas em busca da manutenção do espólio eleitoral da família. Foto: Divulgação/TSE

A escolha de Micheline Rodrigues (PSDB) para a disputa da vaga de vice na chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo (PV) gerou alvoroço na política paraibana nos últimos dias. E não deveria, pois já era esperada. Na verdade, a escolha de parentes para a disputa eleitoral tem larga tradição na Paraíba. O motivo talvez seja se vacinar de uma traição. Vide o exemplo de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). O fato é que talvez haja recorde nas eleições deste ano de “amorzinhos” disputando o pleito, surfando na popularidade do companheiro ou companheira. Muitas vezes para manter, em casa, o espólio eleitoral. O blog aproveitou o Dia dos Namorados para fazer uma relação de casais que devem ir às urnas no pleito deste ano.

Se é certo que o amor está no ar, neste dia, a incerteza fica por conta do sucesso da empreitada eleitoral. O primeiro caso na relação é o de Micheline Rodrigues, já citada. O marido dela, prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), era cotado para disputar as eleições deste ano pelo partido. Uma serie de indefinições, na discussão com o principal parceiro eleitoral, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), prejudicou o projeto de ambos. Passada a régua do tempo, a cabeça de chapa ficou com o irmão do prefeito da capital, Lucélio, tendo Micheline na vice. Este, pelo menos, é o desenho da chapa que deverá ser submetida à apreciação do eleitor paraibano, em outubro. Luciano e Romero foram reeleitos nas eleições de 2016, ainda no primeiro turno.

Vamos na sequência falar de um dos casais que mais se esforçam para demonstrar união. Não faz muito tempo que o deputado federal Damião Feliciano e a vice-governadora Lígia Feliciano, ambos do PDT, foram fotografados em foto romântica na porta de casa. Nas redes sociais, a postagem falava da despedida do parlamentar que viajaria para Brasília. Ele buscará a reeleição e ela quer deixar a condição de vice e se tornar governadora da Paraíba. O nome foi colocado à disposição do partido. Apesar do risco de rompimento claro com o governador Ricardo Coutinho (PSB), Lígia se mantém candidata. Fala em criar palanque, no Estado, para o presidenciável Ciro Gomes (PDT). Ela se apresenta como candidata da base governista, mesmo Coutinho apadrinhando o ex-secretário João Azevedo (PSB).

A defesa do espólio eleitoral da família é um dos ingredientes que move o casal Vital do Rêgo Filho e Ana Cláudia. Ele foi prefeito de Campina Grande e hoje é deputado federal. Para o pleito deste ano, pretende disputar o cargo de senador. Diante disso, o grupo vai lançar Ana Cláudia para a disputa da vaga na Câmara dos Deputados. Isso não é novidade na família. Em 2010, quando Vital do Rêgo Filho (irmão de Veneziano) foi eleito para o Senado, a mãe, Nilda Gondim, conseguiu manter “em casa” a vaga na Câmara dos Deputados. A ideia, neste caso, é se agarrar ao “espólio eleitoral” para que ele não vá parar na mão de terceiros. Poucas vezes esta realidade muda na política paraibana.

Em Campina Grande, a presidente da Câmara Municipal, Ivonete Ludgério (PSD), verá o marido, do mesmo partido, Manoel Ludgério, buscar a reeleição na Assembleia Legislativa. A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados por ele não está descartada. Colabora para isso a saída de Eva Gouveia da disputa. Ela alegou questões pessoais para não disputar vaga na Câmara dos Deputados, buscando o espólio do marido, Rômulo Gouveia, falecido mês passado. O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir, vai bancar a candidatura da mulher, a médica Paula Francinete (PP) para uma vaga na Assembleia Legislativa. A ideia é novamente manter “em casa” o espólio eleitoral da família.