Confira a ordem de votação na urna e imprima a “cola” para anotar os números

Os eleitores não poderão levar o celular para a cabine de votação e números terão que estar e papel

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Neste domingo (7), os eleitores vão às urnas escolher o novo presidente do Brasil, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. Também serão escolhidos os 1.059 deputados estaduais das assembleias legislativas e 24 deputados distritais, 513 deputados federais e dois terços, ou seja, 54 senadores (que ficarão os próximos oito anos no Congresso). A ordem de votação sofreu uma pequena mudança este ano em relação ao pleito de 2014, quando o primeiro voto foi dado para o deputado estadual. A mudança decorre da Lei nº 12.976, de maio de 2014, que alterou o parágrafo 3º do artigo 59 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) .

Ordem de votação
O eleitor escolherá primeiro o deputado federal (quatro dígitos). Depois, será a vez de votar para um deputado estadual (cinco dígitos), dois senadores (três dígitos), um governador (dois dígitos) e, por fim, o presidente da República (dois dígitos). Ao digitar os números, aparecerão a foto, o número, o nome e a sigla do partido do candidato. Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde Confirma. Para o cargo de senador, o eleitor deve fazer a operação duas vezes. A urna eletrônica também tem a tecla Corrige, que permite ao eleitor mudar o voto caso detecte algum erro. A Justiça eleitoral disponibilizou um simulador de votação para o eleitor praticar e não se confundir no dia da votação.

Voto na legenda
Nos casos de deputado federal e estadual, o eleitor pode votar no partido, sem escolher um candidato específico. Neste caso, é preciso apertar dois dígitos (números do partido). Antes da confirmação do voto, a urna apresentará a informação do respectivo partido e mensagem alertando ao eleitor que, se confirmado o voto, ele será computado para a legenda.

Voto nulo e em branco
Há opção de anular o voto, nesse caso, basta votar em um número inexistente – que não seja de nenhum candidato ou partido – e confirmar. Para votos em branco, há uma tecla específica na urna eletrônica. Os votos nulo e em branco não são considerados válidos, ou seja não entram na contagem para escolha de um candidato, são usados apenas para estatísticas.

Cola eleitoral
Para facilitar e dar agilidade à votação, a Justiça Eleitoral sugere que o eleitor leve para a cabine de votação a cola eleitoral, em papel, com os números dos seus candidatos. Celulares não são pemitidos na cabine de votação. Para serem eleitos chefes do Poder Executivo já no primeiro turno, os candidatos a presidente e os governadores precisam receber mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. Caso isso não aconteça, será realizado um segundo turno, em 28 de outubro, entre os dois que obtiverem maior votação.

Da Agência Brasil

Tem faltado racionalidade na escolha dos candidatos a presidente nestas eleições

Ódio, ideologia e preconceito dão o tom da escolha dos representantes para Presidência da República

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

Os brasileiros têm bailado na margem do precipício nas eleições deste ano. A alegoria foi cunhada pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT), no debate da TV Globo com os candidatos a presidente da República. No alvo da fala estavam os votantes divididos entre as opções Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), líderes das pesquisas na corrida eleitoral. A frase de forte impacto, mas de pouca resolutividade prática, partiu do segundo pelotão na corrida eleitoral. Nele, falando sem eco de ressonância eleitoral, aparecem também Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Os outros são meros coadjuvantes. De forma surpreendente, nesta eleição, a racionalidade tem falado pouco. No final das contas, o pleito pode ser traduzido entre o “lulopetismo” e o “anti-lulopetismo”.

O líder absoluto nas pesquisas, Jair Bolsonaro, foi o maior beneficiado pela onda anti-Lula e PT. Ele aproveitou o manequim preparado pelos tucanos ao logo de anos, mas que não coube mais nos sucessores de Fernando Henrique. O contraponto à corrupção petista não poderia ser a corrupção tucana. Ao mesmo tempo que Alckmin vociferava contra a roubalheira, via colegas de partido ser presos. Isso fez com que o postulante do PSL vestisse o traje preparado pelos tucanos e fosse para as urnas. E qual é a proposta dele para o Brasil: “mudar tudo isso aí”. A proposta é ridícula do ponto de vista da racionalidade, mas é o produto das redes sociais. Um quadro dadaísta, pintado por uma criança mimada e inconsequente. O postulante critica as ideologias, em referência à esquerda, mas esquece de citar as de direita.

Eu procurei saber dos eleitores de Jair Bolsonaro o que eles esperavam do candidato. Do que eu ouvi, nada parece com o que o Brasil mais precisa neste momento. Nada de busca pelo desenvolvimento econômico, tolerância e uma unidade capaz de unir o país. A justificativa está muito mais relacionada aos costumes, ao conservadorismo. A proposta do candidato do PSL é esdrúxula em relação à segurança pública: flexibilizar o porte de arma. Armar as pessoas vai gerar, no primeiro momento, uma carnificina sem tamanho. Temos casos, na Paraíba, de bandidos invadindo quartéis e matando policiais para roubar armas. Imagine o que ocorrerá com o cidadão destreinado. A outra preocupação diz respeito à intolerância com a homossexualidade. Tudo reflexo de um Brasil ainda com viés colonial.

Já os petistas não conseguiram digerir os erros de governos anteriores. Uma mea-culpa, de vez em quando, faz bem à saúde.  Ao contrário de Bolsonaro, dá para saber o que esperar do PT. Eles estiveram no poder por 13 anos. Teve avanços incontestáveis neste período? Lógico que houve. Mas teve questão que foi ignorada. O combate à corrupção, prometido por Lula, em todas as eleições, ficou restrito ao que era descoberto pelos órgãos de controle e ao Ministério Público. Uma malha fina passou e encobrir as irregularidades e o castelo ruiu quando houve inconsistência na base. Os mesmos empresários que financiaram as campanhas e a roubalheira nos governos passados foram aceitos nas gestões petistas. O partido sabia o que estava errado e manteve.

Do ponto de vista da gestão, a sigla pode dizer que houve crescimento econômico durante os seus governos. Há apenas o lapso temporal dos governos de Dilma Rousseff, que fizeram água nos últimos anos. De forma justa, obedecendo à teoria do pêndulo, o partido localizado à esquerda, também viu ruir na sociedade o apreço aos seus ditames. De forma que vem sucumbindo frente à onda conservadora que toma conta do país. A política voltada para as minorias, necessária para o Brasil e defendida pelo partido, virou vítima dos outros erros da sigla. Nenhum dos nomes do partido, os que ocupam os altos potos, veio a público para se desculpar pelos enganos, mesmo que eles sejam menores que os acertos.

Ciro Gomes mergulhou de encontro aos eleitores de esquerda e de centro, mas chegou atrasado. O fla-flu eleitoral fez o país se dividir entre os eleitores lulistas e os adversários. Isso fez com que o discurso eloquente e cheio de respostas para as agruras brasileiras do pedetista naufragasse. Da mesma forma, Geraldo Alckmin fala para o vácuo. Tudo o que ele disse no latifúndio da propaganda eleitoral disponível apenas beneficiou ou prejudicou outros candidatos. O venha a ele, desejado, não aconteceu. Vai ter que dar expediente no postinho de saúde em Pindamonhangaba. Álvaro Dias (Podemos) não deixará boa lembrança. Pareceu muito mais o Rolando Lero da Escolinha do Professor Raimundo. Marina Silva (Rede) foi a decepção de sempre na campanha. Começa bem e o barco faz água no final.

Henrique Meirelles (MDB) herdou a impopularidade de Michel Temer (MDB), o mesmo fantasma que assombrou Alckmin. A falta de eloquência verbal impediu as pessoas de sentirem a necessidade de chamar o Meirelles, então, “vaya con dios”. Da mesma forma, João Amoêdo e seu Partido Novo conseguiram falar apenas para os banqueiros e rentistas. Ele virou escada para bolsonaristas. Guilherme Boulos (Psol) lembrou muito o Lula de 1989. O Brasil não está preparado para ele. Ou o contrário. José Maria Eymael (DC) foi o de sempre, zero à esquerda. Já Vera Lúcia (PSTU) foi a utopia de sempre, fundada na proposta de uma rebelião. Com medo de ter esquecido alguém, termino este artigo por aqui pedindo orações para o Brasil. Nós vamos precisar.

 

Segurança e saúde foram os temas dominantes no debate das TVs Cabo Branco e Paraíba

Temas foram apontados pelos eleitores paraibanos como as maiores preocupações na pesquisa realizada pelo Ibope

 

O debate entre os candidatos ao governo, na Paraíba, foi marcado pela abordagem de temas relacionados à saúde e à segurança pública. Ou melhor, à alegada deficiência nos dois setores. Os pontos, vale ressaltar, coincidem com os elencados como as principais preocupações dos paraibanos em pesquisa recente realizada pelo Ibope. O primeiro está no topo das preocupações de 71% dos paraibanos. Já o segundo tem 51%. O alvo principal dos ataques, no debate, foi o candidato governista João Azevêdo (PSB), principalmente por ser o líder na última consulta eleitoral realizada pelo Ibope na Paraíba. O socialista apareceu com 32% da preferência do eleitorado, seguido de José Maranhã0 (MDB), com 28%; Lucélio Cartaxo (PV), com 19%, e Tárcio Teixeira (Psol), com 2%. Por isso, é o alvo a ser batido.

O primeiro bloco do debate mediado pelo jornalista Ernesto Paglia, da Rede Globo, teve perguntas livres e ordem dos candidatos definida por sorteio. Ele serviu de experimentação para os candidatos. João Azevêdo (PSB) focou logo no início o senador José Maranhão (MDB). Ele questionou o adversário sobre investimentos para a geração de emprego e acusou o presidente Michel Temer, do partido do parlamentar, de perseguir a Paraíba, impedindo a liberação de empréstimos internacionais. Maranhão retrucou a acusação e disse que as falhas são do governador Ricardo Coutinho (PSB). Na sequência foi a vez de Lucélio Cartaxo (PV) questionar Azevêdo. Ele focou a segurança, travando embate sobre a responsabilidade do policiamento. Já Tárcio Teixeira (Psol) fez críticas a José Maranhão e a Lucélio Cartaxo. O primeiro por supostas deficiências na política para a agricultura e o segundo a respeito da alegada perseguição na prefeitura de João Pessoa.

O segundo bloco foi iniciado com troca de acusações, de forma mais forte, entre os candidatos. José Maranhão questionou Lucélio sobre investimentos em saúde e, no rebate, ouviu críticas por suposto descaso com o setor nos governos do emedebista. Pontos, inclusive, defendidos por Maranhão. Já Lucélio questionou Tárcio a respeito da geração de emprego. O postulante do Psol, na resposta, aproveitou para, novamente, criticar a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PV), irmão de Lucélio. No passo seguinte, Tárcio questionou João sobre uma possível redução de impostos e o socialista respondeu que a carga tributária, no estado, é justa. O socialista, por outro lado, questionou José Maranhão sobre cultura e ouviu do emedebista o relato de obras realizadas no governo dele e promessa de criação de rotas culturais.

No terceiro bloco, o clima esquentou no embate entre João e Tárcio. O postulante do Psol acusou o colega de disputa de receber salários de R$ 45 mil. O socialista se defendeu garantindo que recebe praticamente o mesmo salário de Tárcio e foi desafiado para um confronto. Depois disso, foi a fez de José Maranhão mirar o governista. Ele questionou o candidato sobre obras hídricas e João fez um relato sobre obras e programas para um eventual governo. Ao ser questionado sobre a falta de água, alegou que a Paraíba ficou sete anos sem chuvas.

Outro momento tenso do debate ocorreu quado Lucélio questionou José Maranhão sobre processo que tramita no Congresso, referente ao acúmulo de salários. Maranhão negou a informação. Depois disso o emedebista partiu para o ataque, questionando suposto superfaturamento nas obras da Lagoa. Ele ainda questionou sobre o meio de vida do adversário, questionando sobre com que ele trabalha. O bloco foi concluído com pergunta de João para Lucélio. Novamente o tema foi a segurança hídrica. O socialista questionou o adversário sobre questões relacionadas a segurança hídrica. Lucélio criticou a paralisação das obras, principalmente da adutora Acauã-Araçagui. Já João Azevêdo criticou a demora para a conclusão das obras do Eixo Norte da transposição.

No quarto bloco, a pergunta feita por João Azevêdo e direcionada a José Maranhão foi sobre eficiência. Não custou para que fossem feitas críticas pelo emedebista. Questionou, também, a falta de segurança no Estado. João, retomando a questão, disse que a Paraíba é o sexto estado mais eficiente do Brasil. Ele ainda seguiu questionando Maranhão, alegando que nunca foi colocada emenda para a segurança pública pelo senador.

No embate de Lucélio com Maranhão, o verde questionou o senador sobre propostas para a educação. O emedebista diz que teve toda a atenção com a UEPB, mesmo tendo enfrentado greve. Já Lucélio prometeu levar para o Estado a experiência das escolas bilíngues. Houve ainda um embate entre Tárcio Teixeira e João Azevêdo, com novo desafio para que ele apresente os contracheques e comparasse os salários com o dele.

Tárcio Teixeira questionou ainda João Azevêdo sobre a insegurança no Estado. João, na resposta, disse que a segurança pública começou a existir a partir de 2012 e que Ricardo Coutinho chegou a pedir munições emprestadas a Pernambuco no início da gestão, porque a Paraíba não as tinha. Tárcio fez novo desafio a João para que ele apresentasse os contracheques dele, bem como como conhecer outras pessoas que fazem mais barato.

TRE-PB determina multa de R$ 50 mil para partido que distribuir material com Lula presidente

Decisão de magistrado diz que candidatos flagrados terão que pagar multa mínima de R$ 15 mil na Paraíba

Denúncia contra a distribuição de material de propaganda ilegal foi protocolada no TRE. Foto: Rizemberg Felipe

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba concedeu Tutela Inibitória de Urgência para proibir a distribuição de material que apresente o ex-presidente Lula (PT) como candidato à Presidência da República. A decisão foi arbitrada pelo juiz auxiliar da Propaganda Eleitoral, Kéops de Vasconcelos, atendendo pedido do Ministério Público Eleitoral. O magistrado fixou “pena de multa cominatória, que arbitro em R$ 50 mil para as coligações e partidos, e em R$ 15 mil para os candidatos, podendo tais valores ser majorados em caso de reincidência da prática ilícita e do volume do material que venha a ser, porventura, confeccionado/distribuído”. A ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral foi movida após apreensão de material de campanha em poder de de militantes da coligação A Força do Trabalho.

Reprodução

A denúncia foi protocolada tendo como base a apreensão de 16 bandeiras do candidato ao cargo de senador, Luiz Couto (PT), nas quais haveria também propaganda de Lula como candidato à Presidência da República. A apreensão ocorreu no dia 5 de setembro, que foi convertida em uma Notícia de Fato. “Foram juntadas aos autos do referido procedimento imagens de material impresso de responsabilidade dos candidatos, Antônio Ribeiro (Frei Anastácio), Luiz Albuquerque Couto, João Bosco Carneiro Júnior e Yasnaia Pollyanna Werton Dutra, no qual Lula ainda é apresentado como sendo o candidato à Presidência da República pelo PT”, ressalta trecho da denúncia juntada aos autos.

Na sua decisão, o magistrado ressalta que apesar de na peça processual não haver a comprovação de que a confecção desse material e sua distribuição ocorreram após a cassação do registro de candidatura de Lula, há sério indício de que isso tenha ocorrido. “Por outro lado, o Auto de Apreensão das 16 bandeiras do candidato ao Senado Luiz Couto, que eram conduzidas por militantes, nas quais havia a propaganda do candidato Lula à Presidência da República, é prova inconteste de que tal propaganda foi posterior ao indeferimento da candidatura”, diz o magistrado na decisão. E acrescenta: “Também se mostra patente o perigo de dano, uma vez que, em uma campanha eleitoral de prazo reduzido, a vinculação de candidatos aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual à candidatura de Lula à Presidência da República mostra-se nefasta, por inevitavelmente induzir o eleitorado a erro, falseando a sua escolha livre e consciente, com potencialidade de influenciar no pleito eleitoral”.

O magistrado diz ainda que divulgação, por meio de material impresso ou virtual, de dados falsos a respeito de candidatos viola flagrantemente o equilíbrio da disputa, por criar estado mental no eleitor. “Neste caso, ao ser divulgado em material impresso de propaganda o nome do ex-presidente Lula como sendo candidato à Presidência da República, após a decisão judicial que indeferiu tal candidatura, afronta não apenas a legislação eleitoral como a própria autoridade da Justiça Eleitoral. Tal propaganda é irregular por induzir os eleitores, especialmente os mais carecedores de conhecimento e discernimento, a acreditar que Lula ainda é o candidato,
induzindo-se o eleitor a erro, ao votar em um candidato pensando estar votando em outro, potencialmente influindo no resultado do pleito”, diz.

 

 

 

Debate das TVs Cabo Branco e Paraíba com candidatos ao governo será terça-feira

Em reunião com representantes de coligações, nesta quarta, foram apresentadas as regras do debate

Ernesto Paglia será o mediador do debate das TVs Cabo Branco e Paraíba. Foto: Reprodução/TV Globo

Terça-feira, dia 2, será um dia decisivo para os candidatos ao governo da Paraíba. Eles vão se encontrar no debate das TVs Cabo Branco e Paraíba, o mais esperado em todas as eleições. O confronto, neste ano, será mediado pelo jornalista Ernesto Paglia, da Rede Globo. As regras do programa foram repassadas para os representantes dos postulantes, durante reunião na tarde desta quarta-feira (26), na sede da emissora. O espaço é considerado decisivo pelos candidatos, pela grande audiência das TVs. Por ser a última semana de campanha, é visto também como momento para tentar desidratar os adversários e, de quebra, buscar os votos dos indecisos.

Vão participar do debate os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Estarão ferente à frente João Azevêdo (PSB), José Maranhão (MDB), Lucélio Cartaxo (PV) e Tárcio Teixeira (Psol). Nesta terça, os representantes dos postulantes foram apresentadas às regras do debate. Eles souberam como vai ser a distribuição e a quantidade de blocos, bem como os tempos para considerações finais. Haverá dois blocos com temas livres e dois blocos com temas determinados. Eles foram apresentados aos temas que serão disponibilizados no embate e que serão sorteados durante o debate. Foram apresentadas também todas as questões logísticas. Uma delas é a necessidade de os candidatos chegarem uma hora e meia mais cedo.

“É um momento importante para a nossa cobertura, para que o candidato apresente suas propostas, para que perguntem entre si. E a gente espera que seja um momento de propostas, muito mais do que embates”, explicou Giulina Costa, chefe de redação da TV Cabo Branco. Para proceder a montagem do cenário, a TV Cabo Branco começa a apresentar os seus telejornais direto da redação, a partir deste sábado (29). Isso por que o estúdio vai ser todo reformado. O debate começa logo depois da novela Segundo Sol.

O debate será transmitido pelas TVs Cabo Branco e Paraíba e também através do G1, via internet, e pelas rádios CBN João Pessoa e Campina Grande.

Pesquisa Ibope: Rama, Tárcio e Zé Maranhão lideram rejeição na Paraíba

Lucélio Cartaxo e João Azevêdo foram os que apresentaram os menores índices de rejeição

A segunda pesquisa feita pelo Ibope Inteligência, a pedido da TV Cabo Branco, mostra redução do índice de rejeição dos três candidatos que melhor pontuaram no quesito intenção de voto. Deles, o senador José Maranhão (MDB) é o que apresenta o maior grau de rejeição. Ele tem 28% de intenções de voto e 30% de rejeição. O percentual de pessoas ouvidas pelo instituto que disseram não votar nele de jeito nenhum, no entanto, já foi maior. Era de 41% na última consulta. A líder em rejeição é Rama Dantas (PSTU), que passou de 33% para 37%. João Azevêdo (PSB) e Lucélio Cartaxo (PV) também melhoraram no quesito e são os menos rejeitados. Confira o quadro abaixo:

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA (JOB Nº 0877-2 | 2018)
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2018.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 812 votantes.
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: o nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.
Solicitante: pesquisa contratada por TV CABO BRANCO LTDA E TV PARAÍBA LTDA.
Registro Eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-08654/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-07454/2018.

Veja a pesquisa de intenção de voto:

Paraíba tem 47 candidatos ‘inaptos’ para a disputa das eleições. Veja lista

Relação divulgada pela Justiça Eleitoral inclui candidaturas indeferidas e renúncias

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

Dos 622 candidatos que colocaram o nome à disposição dos partidos para disputar as eleições, neste ano, 47 deles já foram descartados pela Justiça Eleitoral. A lista inclui os postulantes que tiveram o registro indeferido e os que, pelos mais diversos motivos, desistiram das eleições. O número de “rejeitados” ainda pode subir, porque cinco registros foram indeferidos e os postulantes recorreram. Há ainda os casos de 64 outros cujo registro ainda estão na fila de julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os casos precisam ser apreciados para que os nomes possam constar nas urnas.

PartidoNome do candidatoNome do candidato (urna)CargoSituação da candidaturaDetalhe situação candidatura
PSDBWILLAMS CORREIA PESSOAWILLAMS CORREIADeputado EstadualInaptoIndeferido
PPSALCELINA BERNARDO DOS SANTOSALCELINADeputado EstadualInaptoIndeferido
PROSWELLITON CARLOS ALENCAR DE SOUZAWELLITON CARLOSDeputado FederalInaptoIndeferido
PSBEVANILDO DO NASCIMENTO CARVALHOCARVALHODeputado EstadualInaptoIndeferido
DEMVALDIVAM GOMES COSTAVALDIVAN COSTADeputado EstadualInaptoIndeferido
AVANTEVALDILENE QUEIROZ DE LIMAVALDILENEDeputado EstadualInaptoIndeferido
PPSSONNALY ANDRADE XAVIERSONNALYDeputado FederalInaptoIndeferido
AVANTEROZELITA DOS SANTOS DA SILVAROZELITADeputado FederalInaptoIndeferido
PSOLROSALIA BARBOSA DOS SANTOSROSÁLIA BARBOSADeputado FederalInaptoIndeferido
REDERONALDO LUIZ DA SILVARONALDO LUIZDeputado FederalInaptoIndeferido
AVANTEDAYANNY CASSIANO DE ARAÚJODAYANNY ARAUJODeputado EstadualInaptoIndeferido
DEMALINE AGUIAR FEITOSA SANTANAALINE SANTANADeputado EstadualInaptoIndeferido
AVANTEADAILTO BARROS DE SOUZAADAILTO BARROSDeputado FederalInaptoIndeferido
REDEALMIR ALVES DE LIMA MELOALMIR MELODeputado EstadualInaptoIndeferido
PTFABIANA VELOSO DOS SANTOSFABIANA VELOSODeputado EstadualInaptoIndeferido
PC do BARIANE KETHELLY PEREIRA DA SILVAARIANE KETHELLYDeputado EstadualInaptoIndeferido
PTBINALDO LIMA DA SILVAINALDO LIMADeputado EstadualInaptoIndeferido
PATRIBALDUÍNO CLEMENTINO NETOBALDUINODeputado EstadualInaptoIndeferido
PDTJOÃO SOARES DE SANTANACORONEL SOARESDeputado EstadualInaptoIndeferido
PMNJORGE LUIS BARBOSAJORGE LUISDeputado EstadualInaptoIndeferido
PSCJOSÉ DO NASCIMENTO SILVAZÉ BONITINHODeputado EstadualInaptoIndeferido
PTBJOSE GERALDO CARNEIROGERALDO CARNEIRODeputado EstadualInaptoIndeferido
PPSJOSEANE SOARES DA SILVAJOSEANEDeputado EstadualInaptoIndeferido
PDTMARIA NAZARÉ MARTINSNAZARÉ MARTINSDeputado EstadualInaptoIndeferido
PPJULAMEK DA SILVA MARIANOJULAMEK SILVADeputado EstadualInaptoIndeferido
PSBLIBORIO LACERDA DOS SANTOSLIBÓRIO LACERDADeputado EstadualInaptoIndeferido
PPSLINDEMBERGUE VIRGINIO DO NASCIMENTOLINDEMBERGUEDeputado EstadualInaptoIndeferido
PATRILUAR LACERDA SANTOSLUAR LACERDADeputado EstadualInaptoIndeferido
PROSLUIZ EDUARDO MONTENEGRO BENTO DE SOUZALULA CABRALDeputado FederalInaptoIndeferido
PSDBARÔNCIO DE CASTRO LUCENA JÚNIORBARA LUCENADeputado EstadualInaptoIndeferido
PPSMARIA CAMPOS DE LACERDAMARIA LACERDADeputado EstadualInaptoIndeferido
PTMARIA DAS NEVES ANDRADE DA SILVANEVESDeputado EstadualInaptoIndeferido
PSOLMARIA MARTALUCIA AIRES CAVALCANTEMARTA AIRESDeputado FederalInaptoIndeferido
PSLWASHINGTON JOÃO DOS SANTOSWASHINGTON GÁSDeputado EstadualInaptoRenúncia
PTBJOSINATO GOMES PROCÓPIOJOSINATO GOMESDeputado FederalInaptoRenúncia
PVMARCO ANTONIO CARTAXO QUEIROGA LOPESMARCO ANTONIO CARTAXODeputado FederalInaptoRenúncia
PSDIVONETE ALMEIDA DE ANDRADE LUDGÉRIOIVONETE LUDGÉRIODeputado FederalInaptoRenúncia
PSCRAUDILENE SILVEIRA PEREIRA LACERDARAUDILENEDeputado EstadualInaptoRenúncia
MDBPEDRO JORGE COUTINHO GUERRAPEDRO COUTINHODeputado EstadualInaptoRenúncia
PRTBMONACI MARQUES DANTASMONACI MARQUESDeputado EstadualInaptoRenúncia
PSCMERY ILANI CUNHA DA SILVALANEDeputado EstadualInaptoRenúncia
PPANTONIO NOSMAN BARREIRO PAULONOSMAN BARREIRODeputado FederalInaptoRenúncia
AVANTEAMÉRICO MARCONE CABRAL DE LIRADR AMERICODeputado EstadualInaptoRenúncia
MDBFRANCISCO CARLOS FIRMINO DE SOUSAFRANCISCO FIRMINODeputado EstadualInaptoRenúncia
PSDBCRIMILDE DE MEDEIROS MAGLIANOCRIMILDE MAGLIANODeputado EstadualInaptoRenúncia
MDBCELSO ALVES DE LIMACELSO ALVESSenador 2º SuplenteInaptoRenúncia
SOLIDARIEDADECARLA ADRIANA MACÊDO LIRACARLA ADRIANADeputado EstadualInaptoRenúncia

Esta segunda-feira (17) foi o último dia para que os partidos efetuassem a substituição de candidatos. Na Paraíba, o primeiro suplente de Veneziano Vital do Rêgo (PSB), na disputa pelo Senado, foi substituído. Saiu João Teodoro (DEM) para a entrada do ex-senador Ney Suassuna (PRB). Todos os candidatos ao governo da Paraíba tiveram o registro de candidatura deferidos. Com isso, vão para a disputa João Azevêdo (PSB), José Maranhão (MDB), Lucélio Cartaxo (PV), Rama Dantas (PSTU) e Tárcio Teixeira (Psol). Dos candidatos ao Senado, apenas Roberto Paulino (MDB) espera pelo julgamento do registro.

Estão confirmados para a disputa do Senado Cássio Cunha Lima (PSDB), Daniella Ribeiro (PP), Luiz Couto (PT), Nelson Júnior (Psol), Nivaldo Mangueira (Psol) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB).

Nacional

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou na noite desta segunda-feira o Sistema de Registro de Candidaturas (Cand) relativo aos candidatos a presidente e vice-presidente da República que disputarão as eleições de outubro. Com isso, os dados foram gerados para que sejam inseridos nas urnas pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que são os responsáveis pela carga das máquinas. As eleições de outubro terão 13 candidatos a presidente da República: Álvaro Dias, Cabo Daciolo, Ciro Gomes, Eymael, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Amoêdo, João Goulart Filho, Marina Silva e Vera Lúcia.

O candidato Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PC do B/PROS), e sua candidata a vice, Manuela D’Ávila, foram atestados como aptos a terem seus nomes inseridos nas urnas, a despeito de estar pendente de julgamento o registro de candidatura da chapa. A circunstância decorre do fato de disputarem o pleito em substituição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o registro indeferido. O prazo para impugnação do registro da chapa se encerra nesta terça-feira (18), às 23h59. Até o momento, não houve impugnações.

De acordo com o coordenador de Sistemas Eleitorais do TSE, José Melo, agora todos os 27 TREs terão de fazer o mesmo procedimento e fechar o Cand com relação aos candidatos a deputado federal, estadual e distrital, senador e governador. Não há um prazo legal para isso, mas a pressa tem a ver com a logística de distribuição das urnas. O TRE do Distrito Federal, por exemplo, tem pressa porque é o responsável por enviar as urnas que serão utilizadas no exterior. Nos TREs do Amazonas e do Pará, por sua vez, a pressa é necessária em razão do transporte das urnas para localidades isoladas, o que demanda tempo.

Participaram do fechamento do Cand o secretário-geral do TSE, Estêvão Waterloo; o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino; e o secretário Judiciário, Fernando Maciel de Alencastro.

Candidatos a presidente miram o Sudeste e ‘esquecem’ a Paraíba

Com a passagem de João Goulart Filho, sobe para três os presidenciáveis que visitaram o Estado

Em campanha pela Presidência, João Goulart Filho desembarca na Paraíba nesta sexta-feira. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil 

Quando o presidenciável João Goulart Filho (PPL) desembarcar em João Pessoa, na tarde desta sexta-feira (14), ele será apenas o terceiro candidato à Presidência a buscar votos na Paraíba, neste ano. Antes dele, estiveram no Estado apenas Fernando Haddad (PT), como candidato a vice, e Ciro Gomes (PDT). Antes deles, vários dos 13 candidatos com nomes postos para a disputa passaram por terras paraibanas, mas como pré-candidatos, ainda não referendados em convenção. O “esquecimento” da Paraíba e do Nordeste tem a ver com as características muito especiais da atual campanha eleitoral.

Os candidatos têm convivido com o pleito atual com campanhas mais franciscanas, com menos recursos. Além disso, o tempo de campanha foi cortado pela metade em relação ao que ocorria em 2014. São apenas 45 dias para apresentar as propostas. Por conta disso, todos têm priorizado a campanha no Sudeste, notadamente São Paulo. A região mais rica do Brasil tem 42% do eleitorado e é a cabeça de rede das principais emissoras de rádio e TV. Fora isso, é considerada vital pelos candidatos com disposição para ser eleito. Só São Paulo tem 22% do eleitorado brasileiro.

Agora, uma conta não tem  entrado na planilha dos candidatos. O Nordeste é a segunda região mais populosa do Brasil. São 39 milhões de eleitores de um universo de 147 milhões. Os gráficos que mostram as andanças apresentam apenas viagens pontuais à região. Ou seja, quem não buscar votos por aqui também terá dificuldades eleitorais.

Cássio abre rodada de entrevistas promovidas pela CBN Paraíba

Sabatina servirá para que candidatos ao Senado e ao Governo expliquem por que querem ser eleitos

Cássio Cunha Lima disputa a reeleição para o Senado neste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) abrirá, nesta segunda-feira (3), a rodada de entrevistas da CBN Paraíba com os candidatos ao Senado e ao Governo. A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. O parlamentar tucano será o primeiro a ser sabatinado e Daniella Ribeiro (PP) a última. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes. As entrevistas ocorrerão em rede, a partir das 10h, e serão transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Haverá também a participação dos ouvintes.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB);
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB);
Dia 5 – Nelson Júnior (Psol);
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (Psol);
Dia 10 – Luiz Couto (PT);
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB);
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP);

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Vamos saber o que cada um tem de propostas para a Paraíba, bem como questionar a viabilidade delas. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (Psol)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)