André Amaral nega especulações e diz que vai disputar a reeleição

Parlamentar foi efetivado no cargo após a renúncia de Manoel Júnior

André Amaral recebeu 6.552 votos nas eleições de 2014. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Amaral (PMDB) nega as especulações de que disputará o cargo de deputado estadual, em 2018. O parlamentar chegou ao cargo na Câmara dos Deputados com um golpe de sorte. Dono de apenas 6.552 nas eleições de 2014, foi beneficiado pela licença de Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), em 2016, para disputar a eleição para a prefeitura de Campina Grande. Passado o período eleitoral, o parlamentar foi “presenteado” com a renúncia de Manoel Júnior. O peemedebista foi eleito, no ano passado, para o cargo de vice-prefeito de João Pessoa e assumiu o cargo em janeiro deste ano. Com isso, Amaral chegou à titularidade.

Em contato com o blog, o parlamentar ressaltou que apesar das especulações, ele disputará a reeleição para o cargo de deputado federal. André Amaral foi um dos principais defensores do projeto que reconheceu a vaquejada como patrimônio imaterial. Neste mês, tem feito um périplo pelas cidades paraibanas em busca de apoio. E vai precisar muito dele. O deputado federal eleito com a menor votação nas eleições de 2014 para a Câmara dos Deputados foi Benjamin Maranhão (SD). Ele conquistou 63.433 votos nas urnas.

Cotado para ministro, André Amaral vai disputar vaga de deputado estadual

Parlamentar chegou ao cargo após renúncia de Manoel Júnior

André Amaral conquistou pouco mais de 6,5 mil votos nas eleições deste ano. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Amaral (PMDB) parece estar convencido de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Dono de um mandato conquistado com apenas 6.552 votos e cotado para assumir o Ministério da Cultura, o parlamentar faz planos para disputar vaga na Assembleia Legislativa. Ele chegou ao cargo na Câmara dos Deputados na base da sorte. O antigo titular do mandato, Manoel Júnior (PMDB), dono de 105.693 votos, renunciou ao mandato para assumir o cargo de vice-prefeito de João Pessoa. O posto, então, caiu no colo de Amaral. O último eleito, na Paraíba, foi Benjamin Maranhão (SD), dono de 63.433 votos.

André Amaral deve fazer dobradinha com o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo. O peemedebista faz planos de disputar a reeleição. Foi pelas mãos do ex-cabeludo, inclusive, que Amaral chegou ao cargo enquanto suplente. Se assumir o Ministério da Cultura, vai levar o título para o resto da vida. Durante entrevista neste fim de semana, compartilhada nas redes sociais, ele admite que seu projeto não é a reeleição. Vai disputar uma das 36 vagas na Assembleia Legislativa. Mesmo assim, terá que superar a marca anterior para ser eleito. O deputado eleito com a menor votação, no último pleito, no Legislativo estadual, foi Bosco Carneiro, dono de 13.307 votos.

Wallber Virgolino bate o martelo: vai disputar vaga na Câmara dos Deputados

Delegado está filiado ao PRB, mas pode mudar de sigla

Wallber Virgolino promete focar a área da segurança pública. Foto: Francisco França

“Difícil não é matar um leão por dia, difícil é conviver com as cobras”, postou há um mês, nas redes sociais, o delegado da Polícia Civil, Wallber Virgolino. A frase foi dita pelo paraibano após entregar o cargo de secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte. Hoje, de volta à Paraíba, Virgolino faz planos para entrar na política. Ele é filiado ao PRB. Em conversa com o blog, se disse motivado para disputar uma das vagas para a Câmara dos Deputados. Já tem bandeira. Pretende lutar em favor da segurança pública e da educação. Tem projetos em mente que alega ter copiado de outros países, mas que está ciente de que dão certo.

“Vamos lutar pelo retorno do controle do Estado na segurança pública (tolerância zero), reestruturação do sistema de segurança pública (polícias, agentes Penitenciários, guardas municipais) com recursos oriundos do Governo Federal) e valorização dos Agentes de Segurança Pública, ao invés de se pagar a Força Nacional”, disse Virgolino, explicando ser melhor usar o dinheiro federal para reforçar as forças policiais nos estados. O delegado tem milhares de seguidores nas redes sociais. Os temas relacionados a ele, por isso, repercutem bastante.

Wallber Virgolino teve passagem conturbada nos governos de Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, e Robinson Faria (PSD), no Rio Grande do Norte. Enfrentou problemas de relacionamento com colegas da área de segurança pública, quando ocupou a Administração Penitenciária, na Paraíba. A postura dura e voluntariosa também rendeu problemas no Estado vizinho. Ele bancou a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária de Alcaçuz. Com isso, descontentou os presos que comandam o tráfico no Rio Grande do Norte e viu a cidade em chamas, por conta dos ataques de criminosos aos ônibus de Natal. Dizem, nos bastidores, que a “paz” foi selada tendo como preço a saída dele do cargo.

Como não poderia deixar de ser, caso seja eleito, Virgolino pretende focar a sua atenção nas condições de trabalho dos policiais. Ele citou como exemplo disso a proposta de um projeto para que os recursos destinados à Força Nacional seja repassado para os estados. Ele explica que a diária paga pelo governo federal, atualmente, é de R$ 350. Já a paga pelo governo do Estado aos Policiais Militares é de R$ 50. O repasse do dinheiro federal para o Estado, portanto, faria com que o governo estadual tivesse dinheiro para comprar as folgas dos policiais e, com isso, botar mais policiais na rua.

 

 

Candidato à vaga de Janot, paraibano Eitel Santiago critica acordo da PGR com executivos da JBS

Irmãos Batista ficaram livres após entregarem as cabeças de Temer e Aécio em uma bandeja

Eitel Santiado é um dos oito candidatos ao cargo de procurador-geral da República. Foto: Lívia Falcão

O paraibano Eitel Santiago, um dos candidatos à vaga de procurador-geral da República, vem criticando posturas do atual mandatário, Rodrigo Janot. Ele é um dos oito postulantes à sucessão. O alvo do membro do Ministério Público Federal tem sido o acordo de delação premiada dos irmãos  Wesley e Joesley Batista, donos da JBS. Em entrevista à Folha de São Paulo, Santiago avalia que os irmãos não poderiam ter um benefício tão grande e que o “Ministério Público se precipitou”. “Seria o caso de o Supremo Tribunal Federal olhar se não poderia rever essa delação. Esse acordo não merece os benefícios que tiveram”, diz.

Santiago é apenas mais um dos procuradores contrariados com os benefícios concedidos. A mesma Folha mostra também a indignação da ex-vice-procuradora-geral, Sandra Cureau, que vai concorrer na disputa. Ela disse que o caso causou surpresa e foi “completamente diferente” do histórico da Lava Jato, podendo resultar em “impunidade.” “Se alguém faz uma delação premiada, não é para que não se sujeite a nenhum tipo de punição. É para que ele possa ter algum benefício. Não simplesmente ‘até logo, vou-me embora'”, disse.

Na delação de Joesley Batista, ele entregou numa bandeja a cabeça do presidente Michel Temer. O peemedebista foi flagrado em áudio no qual concordava com a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele também acertou a indicação do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), seu ex-assessor direto, para resolver com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) as pendências de interesse da família Batista. A negociação feita pelo parlamentar rendeu propina semanal de R$ 500 mil. Na delação, a PGR permitiu que os irmãos deixassem o país sem nenhuma pena de prisão imposta.

Josesley também entregou à PGR áudios com gravações em que negociava propina de R$ 2 milhões para o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.

 

Galdino diz que Ricardo será o novo Epitácio Pessoa da Paraíba

Deputado acredita que Lula não será candidato

Ricardo Coutinho é lembrado pelos aliados para disputar a Presidência. Foto: Francisco França

Os socialistas começam a levar muito a sério uma eventual disputa da Presidência da República pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Pelo menos os socialistas paraibanos. O deputado estadual Adriano Galdino (PSB) já tem até uma marca a ser alcançada pelo gestor: “ele será o novo Epitácio Pessoa da Paraíba”. Epitácio foi o único paraibano a chegar à Presidência da República e comandou o país entre 1919 e 1922. O advogado paraibano também foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Era tio do ex-governador da Paraíba, João Pessoa, assassinado em 1930, no episódio que serviu de estopim para a revolução de 1930.

Galdino, para justificar a tese, fez algumas contas com pouca base científica. Na visão dele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o nome natural das esquerdas para disputar a Presidência, em 2018. Ele alega, no entanto, que o petista tem sofrido forte resistência do setor produtivo do país e, por isso, pode perder as condições de disputar. Dentro deste aspecto, segundo ele, não tem nenhum nome do PT que tenha abrangência nacional. Apesar de Ricardo também não preencher este requisito, Galdino diz que isso abrirá espaço para o gestor paraibano. “Ele terá o apoio do (ex) presidente Lula para ser o novo Epitácio Pessoa do Estado da Paraíba”, disse Galdino.

Galdino também disse que o PSB tem a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados, com 34 deputados, quando, na verdade, ocupa a sexta posição. Fica atrás de PMDB, PT, PSDB, PP e PSD. Bem, pode até faltar voto, mas não otimismo na cartilha socialista…

Com informações de Ângelo Medeiros

 

Alckmin faz “agrado” a Paraíba e Pernambuco focando PSB e eleições de 2018

Governador Geraldo Alckmin assina termo para ceder bombas para a transposição. Foto: Ciete Silvério

Não é muito difícil fazer prognósticos sobre o futuro das lideranças políticas. Basta, para isso, levar em consideração que todos, independente da cor partidária, buscam no fim do filme apenas a sobrevivência. O gesto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de emprestar os quatro conjuntos de motobombas usadas durante a maior seca da história do Estado do Sudeste para acelerar a chegada da água da transposição em Pernambuco e na Paraíba vai neste sentido. É a sinalização de um um gestor com pretensões presidenciais e que poderá se filiar ao PSB para a disputa.

Sem espaço dentro do PSDB para a eleição presidencial, já que o senador mineiro Aécio Neves dá as cartas no partido, não restará outra alternativa a Alckmin que não seja a troca do tucano pela pomba (símbolos do PSDB e do PSB, respectivamente). O “favor” prestado a pernambucanos e paraibanos tem sentido. Os governadores dos dois estados, Paulo Câmara, de Pernambuco, e Ricardo Coutinho, da Paraíba, são militantes do PSB, partido também do vice-governador de São Paulo, Márcio França. Para juntar ainda mais a fome com a vontade de comer, a sigla está sem liderança nacional desde a morte de Eduardo Campos.

Outra liderança de ponta, a ex-ministra Marina Silva, militou nas fileiras do partido apenas enquanto esperava a Rede ser criada. O partido, que vinha crescendo em força, de olho na Presidência da República, acabou surpreendida pelo vácuo de lideranças. E, neste quesito, Alckmin pode ser a solução. A vinda das bombas que captavam a água no Cantareira vai antecipar a chegada da água à Paraíba em 25 dias, segundo projeções do Ministério da Integração Nacional. A medida, certamente, trará dividendos para o tucano.

Ricardo Coutinho

A solenidade em São Paulo, para a assinatura da concessão das motobombas, contou com a participação da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). A ascensão de Alckmin como possível presidenciável pelo PSB tem causado descontentamento em alguns dos aliados do governador Ricardo Coutinho, afeitos à ideia de que o socialista poderia ser o candidato do partido em 2018. O quadro, no entanto, se reveste de grande grau de improbabilidade pelo fato de o gestor paraibano ser desconhecido nacionalmente. Apesar da popularidade adquirida na Paraíba, ela vai pouco além da ponte de Goiana (PE).

Raimundo Lira nega candidatura a presidente do Senado

Maranhão-cassio-liraMantendo a discrição de sempre, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) tem corrido longe das especulações sobre sua eventual disputa para a presidência da Casa, no próximo ano, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL). O tema foi abordado pela coluna do jornalista Cláudio Humberto, de Brasília, porém, o paraibano desconversa quando questionado sobre o assunto. “Não sou candidato. Tudo isso é especulação”, garante.

O parlamentar alega que tem candidato a presidente do poder e este nome é Eunício Oliveira (PMDB-CE). Segundo Lira, a postulação do cearense vem sendo construída há muito tempo. O que pesa a favor do senador paraibano é o fato de o parlamentar não ter processos contra ele, um pavor para a maioria dos peemedebistas. Lira é um dos três poucos senadores do partido que não enfrentam ações na Justiça com potencial de torná-lo réu, segundo levantamento divulgado pelo colunista de Brasília.

Não responder a processos tem sido um ingrediente importante para quem tem pretensões eleitorais na Casa, já que o Supremo Tribunal Federal formou maioria para a proibição de que réus em processos na corte entrem na linha de sucessão da Presidência da República. Como o julgamento ainda não foi concluído, resta acompanhar como as articulações serão feitas nos bastidores do Senado. Lira também negou quando surgiram as especulações de que assumir a comissão do impeachment…

“Cartaxo não será (um candidato) inventado”, diz Rômulo

Luciano Cartaxo (D) durante almoço na orla. Foto: Angélica Nunes

Luciano Cartaxo (D) durante almoço na orla. Foto: Angélica Nunes

O deputado federal e presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, usou de ironia, nesta quinta-feira (13), ao se referir a uma eventual candidatura do prefeito reeleito de João Pessoa ao cargo de governador do estado, em 2018. “Cartaxo não será inventado. Se ele foi candidato, será candidato por ele mesmo. Foi vereador, deputado, vice-governador e prefeito da capital de todos os paraibanos. Cartaxo não precisa estadualizar o nome”, ressaltou, durante almoço com os 27 prefeitos eleitos pelo partido.

As declarações de Rômulo Gouveia, apesar de não citar nomes, foi uma clara crítica ao governador Ricardo Coutinho (PSB), seu ex-aliado, que lançou a secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Cida Ramos (PSB), para a disputa da prefeitura da capital, no pleito deste ano, para tentar impedir a reeleição de Cartaxo. O presidente do partido, no entanto, evitou falar em movimentação para 2018, apesar de deixar claro que o almoço com os prefeitos foi pensado, também, para apresentar os novos gestores ao prefeito da capital.

Abordado pela imprensa, Cartaxo foi no mesmo sentido de Rômulo, reforçando que sua meta, neste momento, é focar a gestão. O tema eleições de 2018, segundo ele, ficará para 2018 e será uma preocupação dos presidentes estadual e municipal do partido. O irmão do atual prefeito da capital, Lucélio Cartaxo, é o mandatário da sigla em João Pessoa. Ao todo, o partido elegeu 27 prefeitos e 21 vice-prefeitos. Rômulo Gouveia falou que vai promover evento com os 183 vereadores eleitos pela sigla também.

Com informações de Angélica Nunes

Victor Hugo diz que as urnas vão contrariar as pesquisas

whatsapp-image-2016-10-02-at-11-07-36O candidato a prefeito de João Pessoa pelo Psol, Victor Hugo, se mostrou confiante neste domingo (2) de que vai estar no segundo turno das eleições. Ele disse que as urnas vão contrariar o que é dito pelas pesquisas de opinião pública. “Você anda por João Pessoa e percebe que há alguma coisa no ar”, ressaltou. Hugo votou na Central de Aulas, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O postulante vai acompanhar a apuração dos votos em casa, acompanhado da militância e de familiares. “Vai ser uma festa”, disse.

Professor Charliton vota e reforça intenção de defender legado do PT

whatsapp-image-2016-10-02-at-09-17-50O candidato do Partido dos Trabalhadores a prefeito de João Pessoa, Charliton Machado, votou na manhã deste domingo na Escola Cidade Viva, no Bessa. Ele chegou à sessão acompanhado de dirigentes e militantes do PT. O postulante reforçou, depois da votação, a intenção da sigla de defender o legado deixado pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, está última alvo de um impeachment. “Realizamos uma campanha ética, propositiva, debatendo idéias e o que é mais importante, discutindo os desafios da cidade. Nossa campanha foi uma campanha de militância, de unidade partidária”, ressaltou.

Machado falou ainda que sua campanha teve como foco refletir os projetos do PT que, na visão dele, mudaram o Brasil e mudaram João Pessoa. “E mais do que isso é ter um programa alternativo para João Pessoa, um programa propositivo, essa foi a nossa grande luta”, ressaltou o petista, acrescentando que vai acompanhar o resultado das eleições em casa e depois segue para o comitê para se reunir com a militância.