Lei que proíbe exposições com “pornografia” em CG é copia e cola de outras câmaras

Texto aprovado na Câmara de Manaus foi copiado em Campina Grande e dezenas de outras cidades

A lei sancionada nesta semana pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), que proíbe exposições artísticas com ‘pornografia’, é um copia e cola de projeto aprovado em Manaus, no Amazonas, no ano passado. O texto manauara inspirou outros do gênero em várias cidades brasileiras. Ele segue o rastro da repercussão negativa de exposição cancelada, em 2017, promovida pelo Santander Cultural, na qual havia a performance de um homem nu. Na época, a polêmica foi potencializada por uma foto na qual uma criança tocava o pé do ator.

Lei sancionada pelo prefeito Romero Rodrigues nesta semana. Foto: Reprodução

O texto de Campina Grande foi publicado no Semanário Oficial da Prefeitura. A lei proíbe exposições artísticas e culturais com conteúdo pornográfico ou que “atentem contra símbolos religiosos, nos espaços públicos” da cidade. A legislação proíbe, entre outras coisas, a presença de artistas nus, bem como atores e atrizes “desnudos”.

Lei aprovada na Câmara Municipal de Manaus, em março do ano passado. Foto: Reprodução

A legislação proíbe, por exemplo, a performance de atores nus em ambientes públicos. “Entende-se como as expressões artísticas ou culturais que contenham fotografias, textos, desenhos, pinturas, filmes e vídeos que exponham o ato sexual e a performance com atrizes ou atores desnudos”, diz o texto. Já por símbolos religiosos são considerados “objetos cultuados pelas diversas matrizes religiosas que representam o sagrado e a fé de seus seguidores”. Quem descumprir a lei pode ser multado e ter que pagar até 500 UFR-PB.

Operação Famintos: ‘núcleo político’ da prefeitura teria combinado sobrepreço de merenda em CG

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal flagrou conversas entre secretários suspeitos de corrupção

Secretária de Educação de Campina Grande, Iolanda Barbosa, teria negociado propinas. Foto: Divulgação/Codecom Campina

O núcleo político envolvido no suposto esquema de fraudes em licitações e sobrepreços da merenda, em Campina Grande, fez a festa. Essa, pelo menos, é a constatação de Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Interceptações telefônicas apresentaram fortes indícios de que os secretários de Administração, Paulo Diniz, e Educação, Iolanda Barbosa, combinavam sobrepreço dos itens da merenda escolar. Foram constatados episódios em que eles marcaram encontro com o empresário Frederico de Brito para combinar “o por fora”. Vergonhoso? Em se tratando dos alimentos de crianças, eu poderia dizer que é revoltante.

O sobrepreço, inclusive, foi constatado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao analisar os balancetes de Campina Grande. Paulo Diniz foi afastado do cargo por decisão judicial e Iolanda, além de afastada, teve a prisão temporária decretada. Ela se entregou à polícia na manhã desta quinta-feira (25), um dia depois da deflagração da operação. A auxiliar da prefeitura estava em São Paulo, onde acompanhava agenda do prefeito Romero Rodrigues (PSD). O gestor, vale ressaltar, não é citado na investigação conduzida pela Polícia Federal. Em nota, a prefeitura disse acreditar na lisura dos dois secretários. A Receita Federal, porém, detectou uma movimentações financeiras acima do aceitável no caso de Iolanda.

As investigações, no ramo político, também chegaram à Câmara de Campina Grande. As interceptações telefônicas relacionaram também o vereador Renan Maracajá (PSDC). De acordo com as investigações, verificou-se “por meio das interceptações, que o mesmo também integra o grupo criminoso, valendo-se de empresas compartilhadas com os investigados Severino Maia de Miranda, Marco Antônio Querino da Silva e Flávio Souza Maia para fraudar certames públicos”. O parlamentar, apesar disso, não foi alvo da primeira fase ada operação.

Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”.

Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social, etc.).

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

A Operação Famintos consiste no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e sete de afastamento de cargo ou função pública nos municípios paraibanos de Campina Grande, João Pessoa e Massaranduba. O trabalho conta com a participação de nove auditores da CGU e cerca de 150 policiais federais.

Servidores públicos afastados

1) Gabriella Coutinho Gomes, pregoeira titular da Prefeitura de Campina Grande/PB;

2) Helder Giuseppe Casulo de Araújo, presidente da Comissão Permanente de Licitação de Campina Grande/PB;

3) Iolanda Barbosa da Silva, secretária de Educação da Prefeitura de Campina Grande/PB;

4) José Lucildo da Silva;

5) Paulo Roberto Diniz de Oliveira, secretário de Administração da Prefeitura de Campina Grande/PB;

6) Marisette Ferreira Tavares, servidora da Prefeitura de Campina Grande/PB (atuação como pregoeira);

7) Maria José Ribeiro Diniz.

Alvos de decreto de prisão

Campina Grande
Arnóbio Joaquim Domingos da Silva
Flávio Souza Maia
Frederico de Brito Lira
Iolanda Barbosa da Silva
José Lucildo da Silva
Josivan Silva
Kátia Suênia Macedo Maia
Luiz Carlos Ferreira de Brito Lira
Marco Antonio Querino da Silva
Renato Faustino da Silva
Severino Roberto Maia de Miranda

João Pessoa
Gabriella Coutinho Gomes Pontes
Helder Giuseppe Casulo de Araújo

Massaranduba
Rosildo de Lima Silva

 

 

PF e MPF desencadeiam operações para apurar desvios na merenda escolar em municípios paraibanos

Ações estão sendo coordenadas em sete municípios paraibanos e há 17 mandados de prisão em andamento no Estado

Homens da Polícia Federal fazem varredura em prefeituras e estabelecimentos comerciais. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União (CGU), desencadearam na manhã desta quarta-feira (24) duas operações em cidades paraibanas. Os homens da PF cumprem mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê. Eles investigam supostos desvios na distribuição da merenda escolar. As operações foram desencadeadas a partir das cidades de Monteiro (Operação Feudo) e Campina Grande (Operação Famintos). Ao todo, as ações contam com a participação de 260 policiais federais e 16  auditores da CGU.

Em João Pessoa, houve o cumprimento de mandados no edifício Tour D’Argent, localizado na Avenida Monteiro da Franca, em Manaíra. Já em Campina Grande, os alvos foram o Supermercado Maia e um prédio ao lado. Considerando as duas Operações, estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 mandados de prisão. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região e pela Justiça Federal de Campina Grande.

Entenda o caso
A primeira investigação visa desarticular esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações na cidade de Campina Grande/PB, nos anos de 2013 até 2019, com pagamentos vinculados a verbas do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. Por seu turno, a segunda investigação também apura delitos relacionados a licitações fraudadas e contratações irregulares, mas, dessa feita, no Município de Monteiro/PB,
envolvendo empresas que fornecem merenda escolar. Foi estipulado o bloqueio de bens e valores na ordem de R$ 13,5 milhões, como uma
estimativa preliminar do dano.

CRIMES INVESTIGADOS
Os investigados responderão, de acordo com suas condutas, pelos crimes de fraudes em licitação, superfaturamento de contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas, somadas, poderão ultrapassar 20 anos de reclusão.

NOME DA OPERAÇÃO
O nome da operação Famintos é uma alusão à voracidade demonstrada pelos investigados em direcionar as contratações para o grupo criminoso. Já o nome Feudo remete ao vínculo familiar entre os integrantes do grupo criminoso atuante em Monteiro/PB.

Em Campina, Joice Hasselmann cobra governadores e fala em busca de reforma “mais musculosa”

Líder do governo no Congresso diz que apesar da crítica de governistas, “R$ 900 bilhões (de economia) não é uma reforminha”

Joice Hasselmann evitou dar números sobre quantos votos espera para a Reforma da Previdência. Foto: Suetoni Souto Maior

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), aproveitou a visita a Campina Grande, neste fim de semana, para fazer cobranças aos governadores do Nordeste. Entre eles, mesmo sem citar nomes, ao governador João Azevêdo (PSB). A parlamentar diz que a inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência vai depender da “reconstrução do próprio discurso”. “Eles primeiro criticaram muito a nova previdência e agora, como há a possibilidade de estados e municípios ficarem de fora, viram que o discurso prejudicou e estão voltando atrás”, disse, com uma pitadinha de ironia.  Ela diz que as críticas iniciais ao projeto enviado à Câmara por Jair Bolsonaro (PSL) foi muito ruim “porque colocou muitos deputados do centro com o pescoço na guilhotina”.

O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) foi lido na semana passada, na Comissão Especial. Ele começa a ser discutido nesta semana, antes de ser levado a plenário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende colocar o texto em votação no início de julho. A preço de hoje, o consenso é que a base aliada de Bolsonaro ainda não tem os 308 novos necessários para aprovar a proposta. Joice Hasselmann evita falar em números, mas garante o texto será aprovado. “Mas isso (o número de votos), meu amigo, eu não falo para você nem de ponta a cabeça e sob tortura. É coisa de amador. Eu só vou dizer quantos votos o governo tem na véspera da votação, mas tenha a certeza que a gente não só vai aprovar como vai sobrar um tanto de voto”, assegurou.

A deputada lamentou a desidratação do texto na comissão especial, mas acha que a economia projetada prova que, como está, não seria uma reforma desprezível. “Tirou alguns pontos, mas eu acho que Inês não é morta. Nem tudo está perdido. Eu acho que a gente consegue trabalhar no plenário para fazer com que alguns pontos venham a ser debatidos e sejam aprovados, como a capitalização. Eu não desisto fácil. Não sou de se matar com a unha. Então, eu vou continuar lutando por uma reforma mais musculosa do que essa. Agora, uma coisa é fato, R$ 900 bilhões não é uma reforminha. Então, eu sei que tem reclamação até de gente do governo, mas é uma boa economia. Eu acho que o principal ponto aí é a capitalização. É por isso que a gente tem que trabalhar agora”, pontuou.

Os pontos retirados estão alguns que eram criticados pelos governadores do Nordeste. Entre eles estão as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. Os dois temas também eram criticados pelos deputados paraibanos. A capitalização, por outro lado, é rejeitada por deputados do centro à esquerda. Da Paraíba, pelo menos nove dos 12 deputados federais são favoráveis à reforma. As exceções são Gervásio Maia (PSB), Frei Anastácio (PT) e Damião Feliciano (PDT). Sobre a inclusão de estados e municípios, Joice reforça os argumentos apresentados já por Rodrigo Maia. A meta é apresentar uma emenda quando a matéria for para o plenário.

“Já tem uma estratégia para isso, que a gente está desenhando para aprovar de forma destacada. Então tem uma possibilidade, sim, e vai depender da ajuda dos governadores do Nordeste. Os governadores do Nordeste precisam ajudar a trabalhar os partidos de oposição, para colocarem a digital nisto também. Se não houver esta ajuda, os deputados que são do centro se negam a votar por estados e município”, disse Joice Hasselmann. Circulando com desenvoltura nos camarotes do Parque do Povo, no último sábado (15), ela prometeu até dar aulas de forró para o chefe de gabinete da prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. A promessa ocorreu após o ex-deputado ter prometido que a ensinaria a dançar.

“Deixa o futuro falar”, diz Cássio sobre possível candidatura em Campina Grande

Foto com crachá de prefeito, postada em rede social, traz comentários de eleitores sobre suposta candidatura

Ex-senador publica no Instagram foto de crachá de quando tinha 25 anos. Foto: reprodução

Ex-prefeito de Campina Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador. Estas são algumas das credenciais de Cássio Cunha Lima (PSDB), que causou frisson, nesta quinta-feira (23), após publicação nas redes sociais. No perfil que mantém no Instagram, postou foto do crachá usado por ele quando prefeito de Campina Grande, aos 25 anos. Não demorou para que uma enxurrada de comentários de eleitores seguissem a publicação. A maioria deles pedindo a candidatura de Cunha Lima, que, no ano passado, não conseguiu renovar o mandato de senador.

Procurado pelo blog, o político deu uma resposta enigmática sobre uma possível candidatura. “Deixa o futuro falar”, respondeu, ao comentar a “convocação” dos seguidores na rede social. O ex-senador é a principal figura política do PSDB no Estado e, caso tenha interesse, terá as bençãos do partido para a disputa. A sigla é comandada no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio. Ele também é primo do atual prefeito, Romero Rodrigues, que trocou recentemente a sigla tucana pelo PSD. Apesar disso, há quem diga que o gestor abençoaria a candidatura do tucano, caso ele opte por encarar a disputa.

O atual prefeito encara uma situação atípica para a disputa de 2020, quando ele não poderá mais ser candidato. Tem uma gestão bem avaliada e uma fila de pelo menos oito aliados que se apresentam como opção para a disputa. Romero tem dito a quem queira ouvir que não tem pressa para definir quem vai receber o apoio dele nas eleições. Tem conversado com todos. Sobre Cássio, diz que não pode se posicionar sobre uma candidatura que ainda não foi posta oficialmente. Vê, porém, o tucano como um grande quadro e ressaltou a relação fraterna com o ex-senador.

A bolsa de apostas sobre a candidatura de Cássio Cunha Lima anda agitada. Mas replicando a resposta dele ao blog: “deixa o futuro falar”…

Enivaldo assume a prefeitura de Campina Grande, mas fica em Brasília

Vice-prefeito foi confirmado por Romero Rodrigues, que tirou licença de dez dias para descanso

Romero Rodrigues repassa o cargo para Enivaldo Ribeiro. Foto: Divulgação/PMCG

A prefeitura de Campina Grande terá prefeito durante esta semana, mas ele não vai despachar na cidade. O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) tirou licença de dez dias e passou a bola para o vice, Enivaldo Ribeiro (PP). Só tem um problema em toda essa história: o progressista estava em Brasília, quando tomou conhecimento da posse. Ele viajou para a capital na semana passada, onde se encontraria com os filhos e faria exames médicos. De forma despojada, ele disse não precisaria tomar posse, já que o afastamento do titular do cargo seria por poucos dias.

A situação gerou constrangimento pontual para Romero Rodrigues, que disse ter acertado a posse com o vice anteriormente. A solução encontrada foi combinar, por meio de ligação telefônica, que Enivaldo permanecesse em Brasília e cuidasse das pautas do município. O entendimento do prefeito foi o de que, em Brasília, ele poderia cumprir agenda nos ministérios e buscar a liberação de recursos. A perspectiva do gestor era a de que na quarta-feira (20), o prefeito estivesse de volta. Em conversa com o repórter Silas Batista, da CBN, nesta segunda, no entanto, o vice-prefeito disse que retornaria à Paraíba apenas na semana que vem.

De qualquer forma, a posse de Enivaldo no cargo foi mantida. A outra alternativa seria repassar o cargo à segunda na linha de sucessão, a presidente da Câmara de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD). Esta segunda opção sequer foi considerada pelo prefeito. Em Brasília, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro e a senadora Daniella Ribeiro, ambos do PP, se colocaram à disposição do pai na articulação das reuniões. Na pauta, liberação de recursos e acompanhamento na tramitação de projetos nas áreas de saúde, infraestrutura e área social.

“Se pudesse ser candidato, dava na oposição todinha em Campina Grande”, diz Romero

Prefeito de Campina Grande está no segundo mandato e disse que não tem pressa para definir apoios para 2020

Romero Rodrigues aponta o Complexo Aluízio Campos como a principal obra da prefeitura. Foto: Marcos Alfredo/Codecom-CG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), não tem demonstrado preocupação em relação à disputa política de 2020. Entre os aliados dele, seis ou sete nomes são cotados para disputar a prefeitura. “Só vou cuidar disso depois do carnaval de 2020. Até lá, minha preocupação exclusiva será a gestão”, disse. O gestor, que deu entrevista na CBN, nesta quinta-feira (31), tem demonstrado impaciência com o que diz ser “ataques da oposição”. Sobre os adversários, ele é taxativo: “se eu pudesse ser candidato, podia juntar tudinho que eu dava neles todos”. Rodrigues está no segundo mandato e não pode mais concorrer para o cargo. Ele foi reeleito em 2016, com 62,85% dos votos.

Para justificar o otimismo em relação ao hipotético sucesso eleitoral, Rodrigues alega que tem muitas obras para mostrar. A joia da coroa é o Complexo ALuízio Campos, em fase final de construção. A obra, aprovada pelo governo federal no primeiro ano de mandato do tucano, é impressionante. Eu a vi de perto, levado pelo prefeito, logo após a entrevista na CBN. É uma verdadeira cidade, pronta para abrigar mais de 25 mil habitantes. Tem casas com água aquecida, escola, creche e praças equipadas. “Não tem paralelo no Brasil. Pode procurar. Esse foi um projeto aprovado pelo governo federal e nenhum outro do gênero saiu do papel”, disse o prefeito de Campina Grande.

Entre os aliados, muitos têm lançado o nome para a disputa em 2020. Alguns deles, inclusive, dizendo que vão para a disputa com ou sem o apoio do tucano. “Nestes casos, o diálogo já fica difícil”, pontua Romero. A tradição paraibana é trabalhar as eleições com muita antecedência. Quando isso não é feito, a probabilidade de sucesso diminiu. Aconteceu isso no ano passado em relação à disputa do governo do Estado. No bate e rebate entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), sobre quem seria o candidato da oposição, eles ficaram para trás na disputa. Romero, por outro lado, atribui a derrota de Lucélio Cartaxo (PV), a solução encontrada, à divisão das oposições. Isso por que José Maranhão (MDB) se lançou candidato. O vencedor foi João Azevêdo (PSB).

Ludgério se lança para disputa da prefeitura de Campina Grande

Deputado diz que se houver reciprocidade, ele terá o apoio dos tucanos para a disputa

Manoel Ludgério faz planos para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Roberto Guedes

Nem bem terminou o primeiro turno das eleições na Paraíba e já tem deputado fazendo planos para disputar a prefeitura de Campina Grande, em 2020. O nome de Manoel Ludgério (PSD) foi colocado na mesa como opção para o pleito por ele mesmo. O parlamentar, inclusive, vai buscar o apoio dos tucanos para a disputa. Ele alega que se houver reciprocidade, esta é a hora de ele ser o apoiado para a disputa. O pessedista diz que foi eleito vereador da cidade três vezes, deputado estadual duas vezes e agora entende que é a hora da disputa municipal.

“Todos da minha geração, que iniciaram a vida política, a vida pública no final da década de 1980 e permanecem até os dias atuais, apenas Manoel Ludgério não teve a iniciativa do grupo político do qual faz parte, de ter o nome lembrado para uma disputa majoritária em Campina Grande. Félix Araújo foi prefeito, fui líder do governo de Félix; Cássio (Cunha Lima) foi prefeito três vezes e fui líder de governo e presidente de Câmara; Rômulo (Gouveia) tentou duas vezes e infelizmente não foi eleito; Romero (Rodrigues) é prefeito duas vezes. Então, eu entendo que chegou a nossa hora”, ressaltou.

O parlamentar não aceita o argumento de que essa é a vez de Cássio disputar o governo, já que ele não conseguiu se reeleger. “As pessoas perguntam: e se não houver essa reciprocidade? Vamos construir dentro do nosso campo político o caminho”, ressaltou, acrescentando que o PSDB tem muitos jovens valores, mas alega que eles terão muito tempo para galgar espaços. Sobre a possibilidade de o senador decidir disputar a prefeitura, ele alega que Cássio é do PSDB e ele do PSD. “Se entender que vai bater chapa, vamos bater chapa”, ressaltou.

Cássio abre rodada de entrevistas promovidas pela CBN Paraíba

Sabatina servirá para que candidatos ao Senado e ao Governo expliquem por que querem ser eleitos

Cássio Cunha Lima disputa a reeleição para o Senado neste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) abrirá, nesta segunda-feira (3), a rodada de entrevistas da CBN Paraíba com os candidatos ao Senado e ao Governo. A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. O parlamentar tucano será o primeiro a ser sabatinado e Daniella Ribeiro (PP) a última. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes. As entrevistas ocorrerão em rede, a partir das 10h, e serão transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Haverá também a participação dos ouvintes.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB);
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB);
Dia 5 – Nelson Júnior (Psol);
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (Psol);
Dia 10 – Luiz Couto (PT);
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB);
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP);

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Vamos saber o que cada um tem de propostas para a Paraíba, bem como questionar a viabilidade delas. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (Psol)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)

 

 

Em Campina Grande, Haddad defende Lula e atribui governo Temer a Cássio e Aécio

Petista, virtual substituto do ex-presidente na cabeça de chapa, diz que Cássio era tratado como filho por Lula

Fernando Haddad participou de inauguração de comitê em Campina Grande ao lado de Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Foto: Josusmar Barbosa

O candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula (PT), Fernando Haddad, participou de agenda política com o governador Ricardo Coutinho (PSB) em Campina Grande, nesta quarta-feira (22). Tratado por correligionários como candidato à Presidência da República, o petista buscou tirar o foco de si. Alegou que integra a defesa do ex-gestor e defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acate a liminar concedida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e permita que Lula seja candidato. “Terminou hoje (quarta-feira) o prazo de impugnação. Começa o prazo da defesa e o TSE deve dar até semana que vem o veredicto. E nós esperamos que a ONU seja considerada, porque a determinação da ONU é baseada em uma convenção aprovada pelo Congresso Nacional”, disse.

Muito aplaudido por um grupo misto, formado por petistas e socialistas, Haddad rechaçou a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Acusar um presidente que cobrava por uma palestra o que o Bio Clinton cobrava? Precisar de uma reforma de uma cozinha? O que as pessoas querem que a gente acredite? O Lula tem 50 anos de vida pública. Não nasceu ontem. O povo conhece o Lula de meio século. O homem com vinte e poucos anos era diretor de sindicato. Refundou o sindicalismo no Brasil. Recebe toda terça-feira um líder internacional. Toda vez que eu vou a Curitiba, tem um Prêmio Nobel da Paz, o ex-primeiro ministro não sei da onde, o ex-presidente não sei da onde. Cada hora tem um estadista vindo render homenagem a Lula”, disse.

Durante uma rápida entrevista com repórteres de Campina Grande, Haddad evitou se colocar como candidato a presidente. Disse que está empenhado na defesa do ex-presidente e defendeu por várias vezes a liberdade do petista e a possibilidade de ele disputar as eleições. “Se a ONU está dizendo, tem que cumprir”, disse. E acrescentou: “o povo está aí dizendo que quer votar no Lula. São 48% dos votos válidos no Ibope e 49% no Datafolha. Falta um para ele ganhar no primeiro turno.
Vai abrir mão de um nome desse?”, questionou o petista. Ele alegou ainda que está preparado para ser vice do Lula, buscando fugir da pecha de plano B. “Eu estou, inclusive, trabalhando como advogado dele, para garantir o registro dele”, acrescentou.

Críticas a Temer, Aécio e Cássio

Fernando Haddad ainda aproveitou o discurso para criticar o governo de Michel Temer (MDB), que sucedeu Dilma Rousseff (PT) após o impeachment. “Bastaram 2 anos e meio de governo Temer para que todo o país escorresse pela mão. Neste momento é que você reconhece o estadista, homem ou mulher”. Ainda falando sobre o gestor emedebista, o candidato a vice de Lula rebateu os argumentos tucanos de que Michel Temer chegou ao poder através de uma escolha petista. Neste ponto, reforçou as críticas ao senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB). “Quem botou Temer lá foi o senhor Aécio Neves, foi o senhor Cássio Cunha Lima. A mosca azul que picou Michel Temer. Foram ajudados por Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Foi um complô contra a população”, criticou.

Ao falar de Cunha Lima, Haddad demonstrou ressentimento. Relatou a boa relação que ele mantinha com Lula. “Fico até mais chateado com o Cássio, porque ele era tratado como um filho (por Lula), como um correligionário. Embora sempre tenha sido do PSDB, Cássio não saía de Brasília e trazia benefícios para o povo paraibano como qualquer outro governador. E ele que deveria ser o primeiro a defender a honra do Lula, foge e vai se aliar com Aécio e com o Temer. E isso que o governador (Ricardo Coutinho) está pedindo é uma obrigação de todos nós. Se nós tivermos que voltar para Campina Grande, aqui, para fazer mais dez dias de campanha, nós vamos porque temos que derrotar os Cunha Lima”, disse Haddad, para a empolgação da militância.

Ricardo Coutinho

O confronto com Cássio, adotado no discurso de Haddad, permeou, minutos antes, o do governador Ricardo Coutinho. Ao lado do candidato governista João Azevêdo (PSB), ele acompanhou o petista na agenda de inauguração do comitê do PT em Campina Grande. No evento, Ricardo disse que o ex-presidente Lula está como massa de pão, que cresce a cada vez que você bate nela. Não esqueceu das críticas aos adversários paraibanos, principalmente do senador Cássio Cunha Lima. Criticou o que chamou de falta de ideias dos adversários. Prometeu também o combate às oligarquias, sempre se referindo à chapa comandada por Lucélio Cartaxo (PV), que tem Cássio e Daniella Ribeiro (PP) na disputa pelo Senado. A progressista, no entanto, recebeu apenas referências indiretas.

Fernando Haddad participa de intensa agenda em João Pessoa nesta quinta-feira. A passagem pela Paraíba faz parte do périplo que o petista faz pelo Brasil em defesa de Lula.

Com informações de Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br