Romero diz que “fantasmas” nas licitações foram da gestão de Veneziano

Campina Grande ficou em segundo lugar entre os alvos dos licitantes “laranjas”

Auxiliares do prefeito Romero Rodrigues culpam a gestão anterior por licitações suspeitas. Foto: Divulgação/CBN

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), atribuiu o “laranjal” nos processos licitatórios do município ao antecessor. A cidade fica em segundo lugar no Índice de Derrotas dos Licitantes, elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma varredura realizada pelo órgão de controle detectou a existência de 275 empresas que nunca ganharam uma única licitação, mesmo tendo concorrido em 2.843 certames. Neste universo, a Rainha da Borborema aparece como a segunda cidade com maior número de licitações com a participação de empresas suspeitas. Foram 80 ao todo, ficando atrás apenas de Santa Cecília, com 94. São Bento, no Sertão, fica em terceiro lugar, com 75 licitações suspeitas.

O secretário de Administração de Campina Grande, Paulo Roberto Diniz, verbalizou a posição da prefeitura. Ele garante que a quase totalidade dos processos sob suspeita dizem respeito à gestão do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), que comandou a cidade entre 2004 e 2012. Ele explicou que do total de 80 licitações “apontadas pelo TCE ao município de Campina Grande, 50 são atinentes à Prefeitura. O detalhe é que, em pelo menos 42 situações (em mais de 80% dos casos), a modalidade levada a efeito foi o do convite na administração Veneziano Vital – no qual, não há publicidade do ato e as escolhas ficaram sempre a critério do gestor”.

“Na administração do prefeito Romero Rodrigues, a modalidade preferencial e expressamente recomendada pela Secretaria de Administração é o do pregão, modalidade que compulsoriamente faz uso da publicação de editais no semanário, no Diário Oficial do Estado (DOE), no Diário Oficial da União (DOU) e nos jornais de grande circulação”, destaca o secretário.

 

Cagepa encerrará racionamento em Campina Grande em duas semanas

Contagem regressiva: população enfrenta racionamento com 3,5 dias sem água nas torneiras

Racionamento de água em Campina Grande ocorre desde dezembro de 2014. Imagem/Reprodução/Youtube

O racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades do entorno deve ser encerrado em duas semanas. A previsão é da direção da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa). Atualmente, os moradores da cidade convivem com a dura realidade de enfrentar metade da semana sem uma gota de água nas torneiras. O racionamento para os municípios atendidos com água do Açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, foi iniciado em dezembro de 2014. Sem chuvas regulares na região, a perspectiva de acabar com o racionamento decorre da transposição de águas do rio São Francisco. O cumprimento do cronograma, inclusive, depende da regularidade no fornecimento da água.

Atualmente, o açude acumula 29 milhões de metros cúbicos de água. Isso corresponde a 7% do volume total. A capacidade do manancial é para 411 milhões de metros cúbicos de água. O racionamento será encerrado quando se chegar a 33,8 milhões de metros cúbicos, segundo Fernandes. Ou seja, é necessário apenas mais 1% da capacidade de acumulação para que a situação seja estabilizada. As águas da transposição começaram a chegar à Paraíba no dia 8 de março. De lá para cá, houve intermitência por causa de problemas na estrutura. Primeiro houve o rompimento no Reservatório Barreiro, em Sertânia (PE). Depois no canal entre Custódia e Sertânia, ambos no Estado de Pernambuco.

Os problemas, reforça João Fernandes, fizeram com que a água nunca chegasse no volume de entrega prometido. “Se isso não tivesse ocorrido, o racionamento já teria acabado”, ressaltou. A promessa inicial era do envio de 9 metros cúbicos por segundo de água para a Paraíba. Apesar disso, o volume nunca ultrapassou a marca de 7,8 metros cúbicos por segundo. Desde a última intercorrência, quando houve o rompimento das placas do canal, em Pernambuco, o volume enviado para a Paraíba não tem superado em muito a marca de 3,1 metros cúbicos por segundo. “Se chegassem pelo menos 6 metros cúbicos de água, a situação já estaria resolvida”, ressaltou.

Cagepa deve antecipar fim do racionamento em Campina Grande

Previsão inicial era de normalização do fornecimento no dia 20 de julho

Canal da transposição, em Monteiro. Foto: Artur Lira/G1

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) deve antecipar o fim do racionamento em Campina Grande. A previsão foi repassada pelo presidente da Agência Executiva de Gestão de Águas (Aesa), João Fernandes. A previsão inicial do órgão era que o problema fosse completamente solucionado até o dia 20 de julho. O gestor informou que o volume de água que tem chegado ao Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, tem sido muito bom. Ao todo, o manancial acumula atualmente 26 milhões de metros cúbicos de água. A previsão é que o racionamento seja suspenso no momento em que se atinja a marca de 34 milhões de metros cúbicos de água.

“Temos feito medições no canal da transposição. O Ministério da Integração Nacional divulga a liberação de 8,8 metros cúbicos de água por segundo do reservatório Barreiro, o último de Pernambuco, antes de chegar a Monteiro. Na cidade, está chegando em torno de 7,8 metros cúbicos por segundo”, ressaltou João Fernandes.  Ele alegou que está sendo autorizada a liberação de uma quantidade maior de água para a distribuição em Campina Grande e outras 18 cidades do entorno. Atualmente, o racionamento é de três dias com água e quatro sem nada nas torneiras. “Acredito que em menos de um mês, o racionamento será finalizado”, acrescentou.

Conserto

Depois do susto com o rompimento em um dos trechos da transposição, entre Custódia e Sertânia, em Pernambuco, a coisa começa a voltar ao curso normal. O incidente ocorreu no sábado e as placas de concreto foram repostas no início da semana. O fluxo da água começou a ser retomado às 5h desta quarta-feira, com o a ligação das três estações elevatórias no caminho. O fluxo só voltará ao normal, no entanto, após 72 horas da liberação da água.

Depois de Alcymar Monteiro, Elba critica “sertanejos” no ‘Maior São João do Mundo’

Cantora diz que ela e Dominguinhos nunca tiveram espaço em Barretos

Elba Ramalho dá entrevista com críticas à presença de cantores sertanejos no São João de Campina Grande. Imagem: Reprodução/Viver/Diario de Pernambuco/Facebook

O atual formato do ‘Maior São João do Mundo’ não para de encontrar críticos. Depois do cantor Alcymar Monteiro, agora é a cantora paraibana Elba Ramalho a artista a reclamar. Durante apresentação em Pernambuco, neste fim de semana, ela demonstrou toda a insatisfação com a contratação de artistas sertanejos para a festa. Na comparação com o Estado vizinho, ela disse que a situação na Paraíba era ainda mais complicada. “Falei com a Paraíba, reivindiquei porque o São João de lá está muito mais comprometido que o São João daqui. Eu não tenho nada contra nenhum artista, nada contra nenhum sertanejo. Tem espaço para tudo, no céu cabem todas as estrelas, ninguém atropela ninguém”, ressaltou.

“Eu não toco na Festa de Barretos, Dominguinhos também não cantava. A festa é deles, é dos sertanejos, e eles têm bem esta coisa: essa área é nossa”, disse, fazendo referência ao São João. Ao contrário de Alcymar Monteiro, que foi acusado de “dar chilique” por que não estava na programação, Elba está e no principal dia, o 23 de junho. Mesmo assim, fez coro em defesa de outros artistas. “Aí quando chega aqui no São João, em Campina Grande, não ter o Biliu de Campina, não ter Alcymar Monteiro. Eu reclamei bastante. Cara, não ter os trios. Quando chega o São João, se você não tem forró… Eu não quero ir a uma festa que não tenha forró”, enfatizou.

“Calada, Elba é uma sábia respeitável. Se dependêssemos da boa vontade da longeva cantora, as águas da transposição do Rio São Francisco estariam a milhares de quilômetros do Açude Epitácio Pessoa, principal manancial que abastece Campina Grande e outros 18 municípios da região. De forma ardorosa, Elba se levantou contra a obra, alegando que isso poderia prejudicar o “Velho Chico”, fazendo coro com artistas dos estados onde o problema da água sequer é uma ameaça. Sempre se soube: transposição e revitalização do rio secular não são mutuamente excludentes. Graças a Deus, a voz de Elba não foi decisiva para essa questão tão essencial para 12 milhões de nordestinos”, rebateu o gerente de Comunicação da Prefeitura, Marcos Alfredo.

Fonte: Perfil do caderno Viver, do Diario de Pernambuco

 

TCE manda prefeitura de CG esclarecer inconsistências em licitação para o São João

Tribunal cobra informações sobre empresa organizadora

Esta é a primeira edição do Maior São João do Mundo organizado por uma PPP. Foto: Divulgação/CMCG

O Tribunal de Contas do Estado emitiu alerta nesta quinta-feira (18) cobrando explicações para inconsistências no processo licitatório que definiu a Aliança Comunicação e Cultura LTDA como organizadora do São João de Campina Grande. A decisão do conselheiro Marcos Antônio da Costa determina que o poder público preste esclarecimentos referentes aos serviços prestados pela empresa. O conselheiro, para a decisão, tomou como base o relatório da auditoria que apontou indícios de irregularidades no certamente. Entre elas, ele cita um custo maior para financiar os serviços de infraestrutura. O montante previsto em contrato para este ano, segundo o texto da decisão, prevê aumento de custo da estrutura de R$ 4,6 milhões para R$ 5,4 milhões entre 2016 e 1017, ou seja, um valor 16,36% maior.

Outra exigência do Tribunal de Contas é que a Aliança Comunicação e Cultura LTDA comprove que dispõe de qualificação técnica para a organização do Maior São João do Mundo. Ela terá também que comprovar que foram atendidas na contratação dos artistas as exigências previstas no edital. Foi exigida ainda a especificação dos gastos com cada um dos itens previstos no certame. O conselheiro determinou a citação do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), além da direção da empresa e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade. A determinação é para que sejam corrigidas as “irregularidades” apontadas.

Defesa

Em nota, a Prefeitura de Campina Grande disse ver com naturalidade a cobrança do conselheiro. Além de ressaltar as vantagem da Parceria Público Privada (PPP) para a festa, do ponto de vista econômico, o poder público municipal assegura que vai fornecer todas as informações citadas na decisão cautelar. “O prefeito Romero Rodrigues já tem agendada, para a tarde desta quinta-feira, 18, uma audiência com o nobre conselheiro Marcos Antonio da Costa, oportunidade em que levará farta documentação e todas as informações solicitadas pela Egrégia Corte de Contas, que cumpre seu papel constitucional”, diz a nota.

A nota também alega que, com a PPP, o município “investe na economicidade, transfere despesas para o mundo privado e poupa uma receita que, por si só, será suficiente para a construção de um novo Hospital da Criança e do Adolescente, cuja licitação, inclusive, ocorre nesta sexta-feira, 19”.

Os shows no Parque do Povo durante o Maior São João do Mundo acontecerão de 2 de junho a 2 de julho. A programação completa do São João 2017 de Campina Grande tem na lista de atrações da festa junina Elba Ramalho (22 de junho), Wesley Safadão (18), Flávio José (3) e Padre Fábio de Melo (20), além de Aviões do Forró (28), Dorgival Dantas (8) e Gabriel Diniz (15). Também fazem shows no Parque do Povo os sertanejos Simone & Simaria (4), Maiara e Maraisa (25), Luan Santana (29), Henrique e Juliano (1º de julho) e Fernando e Sorocaba (2 de julho).

Errata

O blog publicou mais cedo a informação de que a licitação que definiu a empresa Aliança como a responsável pela organização do São João havia sido suspensa cautelarmente pelo Tribunal de Contas. A prefeitura, inclusive, chegou a divulgar nota a respeito da decisão do TCE. O órgão, no entanto, esclareceu que o documento que tratava da suspensão, vazado por funcionários, não foi acatado pelo conselheiro Marcos Costa. Ele decidiu apenas notificar a prefeitura par que ela esclareça as inconsistências apontadas.

Transposição: ministro adia para quinta-feira “festa da água” em Boqueirão

Helder Barbalho convidou parlamentares paraibanos para o evento que marcará a chegada das águas da transposição. Foto: Beto Barata/PR

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, adiou para a próxima quinta-feira (13), às 16h30, a festa para marcar a chegada das águas da transposição ao Açude Epitácio Pessoa, popularmente conhecido por Boqueirão. Os deputados federais e senadores paraibanos foram convidados pelo mandatário para a comemoração, que não ocorrerá mais no perímetro inicial do açude. O ato vai acontecer no balde do manancial, mesmo sem que a água da transposição tenha chegado lá ainda. O evento, segundo os organizadores, será simbólico. A tendência é que do ponto inicial até o volume morto, onde ainda resta água acumulada, se passem alguns dias para que Boqueirão receba contribuições do Velho Chico.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) postou vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira (11), falando da mudança no cronograma. Ele alegou problemas na agenda do ministro para vir à Paraíba. Inicialmente, o ato ocorreria no ponto inicial do açude, uma área de difícil acesso, a partir das 9h desta quarta-feira. O horário foi mudado para as 13h30, também desta terça. O cronograma foi mudado novamente no início desta tarde, com a mudança do ato para a quinta-feira. A data vai coincidir, também, com o poto facultativo da Prefeitura de Campina Grande, por causa do feriadão da Semana Santa. Há uma mobilização para que os servidores municipais participem do ato.

Aesa

De acordo com o cronograma repassado pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), as águas do Eixo-Leste da Transposição já estavam em Cabaceiras nesta terça-feira. A previsão é que elas cheguem no açude até sexta-feira, segundo previsão repassada recentemente. No último domingo (9), Helder Barbalho gravou um vídeo e postou em sua página oficial no Facebook para convidar os paraibanos para a solenidade, em atendimento “a toda a população de Campina Grande, trazendo tranquilidade hídrica e mais do que isso, cumprindo com aquilo que nós nos comprometemos”, destacou.

As águas do São Francisco deve aumentar a vazão do açude Boqueirão para abastecer Campina Grande e outros 18 cidades da região. A expectativa é de que o racionamento nesta cidades possa ser suspenso até 20 de junho.

Colaborou Angélica Nunes

Romero desiste de ponto facultativo para marcar chegada das águas

Romero Rodrigues anuncia mudanças durante entrevista. Foto: Divulgação/CMCG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), cancelou o pronto facultativo que estava sendo programado para esta quarta-feira (12), para marcar a chega das águas da transposição ao Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão). O argumento utilizado para a decisão foi o de que o ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, alterou a agenda em Boqueirão de 9h para 13h30. Com isso, não seria mais preciso a folga, já que o expediente nas repartições públicas, na cidade, vai das 7h às 13h.

A mudança, vale ressaltar, também vai retirar do gestor a acusação de que o “feriado” seria dado para que os servidores públicos fizessem volume na solenidade bancada pelos aliados do presidente Michel Temer (PMDB). O ministro ligou para praticamente todos os deputados e senadores paraibanos convocando para a solenidade. Os tucanos, inclusive, iniciaram uma mobilização para atrair a população para a “festa”, para que ela tivesse um tom popular e não apenas protocolar e longe do povo, como ocorreu na vinda de Temer a Monteiro, no dia 10 do mês passado.

A iniciativa, inevitavelmente, traria para o prefeito de Campina Grande a mesma acusação de uso dos servidores públicos para fazer volume que foram enfrentadas pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) na Inauguração Popular da Transposição, ocorrida em Monteiro, no dia 19, com as presenças dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. O comunicado sobre a desistência foi feito pelo prefeito Romero Rodrigues durante entrevista a uma rádio local, em Campina Grande, na manhã desta terça-feira.

Moto atinge “maioridade” e é aposentada pela Câmara de CG

Vereadores contemplam moto adquirida para a Casa. Foto: Divulgação/CMJP

Se contar ninguém acredita. A presidente da Câmara de Vereadores de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD), reuniu um grupo de parlamentares da Casa, nesta quarta-feira (4), para “saudar” a mais nova aquisição do Legislativo campinense: uma Honda Pop, de 110 cilindradas. O veículo vai substituir a antiga motocicleta encostada nas dependências da Casa, que completou 18 anos de idade e foi “aposentada”. Ou melhor, vai a leilão juntamente com um veículo gol que, segundo a presidente da Casa, também está sucateado.

A chegada da moto à Casa contou com tudo o que se espera em uma “grande aquisição”. Os vereadores contemplaram o veículo, posaram para foto e, segundo release divulgado pelo Legislativo, a imprensa também esteve presente. Ah, sim, a economia de combustível também foi comemorada.  “Essa foi mais uma prioridade no momento da escolha do veículo. Dessa forma, além de economizar com os gastos de transportes para os serviços diversos que são realizados fora da Casa, ainda teremos uma importante economia”, explicou Ivonete Ludgério.

 

Então, tá…

Sarmento diz que águas da transposição não chegarão a Campina Grande

Presidente Michel Temer, junto com lideranças políticas, inauguram obras da transposição. Foto: Beto Barata/PR

A chegada das águas da transposição à Paraíba foi inaugurada em duas oportunidades: uma pelo presidente Michel Temer (PMDB), esta oficial, e uma extra-oficial, tendo como principal estrela os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. Apesar da pompa nas comemorações e das brigas pela paternidade da obra, o quadro atual é de dificuldades. Os problemas na operação do transporte da água fez a vazão cair a pouco mais de 200 ou 300 litros por segundo, tornando praticamente impossível a chegada das águas ao Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão).

A constatação foi feita pelo ex-secretário de Recursos Hídricos do governo da Paraíba e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Francisco Sarmento. Em entrevista à CBN João Pessoa, nesta terça-feira (21), ele disse que, aparentemente, a grande preocupação do governo federal foi fazer a água chegar, mas sem preocupação com a sustentabilidade da estrutura. A vazão prometida inicialmente era de 6 metros cúbicos por segundo, só que no momento inicial, não mais do que 2 metros cúbicos por segundo foram enviados e agora o quadro piorou.

Demanda

A estimativa de Francisco Sarmento é que fazendo uma média do início das operações até agora, não mais do que 1,4 metros cúbicos por segundo tenham sido liberados. Isso foi suficiente para que a água saísse do reservatório Barreiro, em Pernambuco, onde houve um rompimento da barragem recentemente, e chegasse ao manancial de Poções, em Monteiro, já na Paraíba. Daí a água segue para a barragem de Camalaú, antes de chegar a Boqueirão. O problema é que apenas uma pequena lâmina de água tem passado por Monteiro, insuficiente para a demanda.

Sarmento alertou que dado o assoreamento do rio Paraíba, a absorvição do recurso hídrico pelo solo, pouco ou nada chegará a Boqueirão, frustrando a população de Campina Grande, que vive um racionamento de três dias com água e quatro sem. O quadro foi antecipado pelo professor ao blog do Rubão, do jornalista Rubens Nóbrega, abrigado no Jornal da Paraíba. Durante a entrevista na CBN, ele alertou que os problemas tendem a se agravar, caso o governo federal não implemente o funcionamento das outras bombas.

Durante a inspeção realizada por Sarmento, que trabalhou como consultor para a obra e acompanhou as obras complementares quanto atuou como secretário da Paraíba, ele percebeu um quadro crítico. Na Estação de Bombeamento Vertical 5 (EBV-5), das quatro bombas previstas no projeto original, apenas duas foram instaladas. A situação também é complicada no EBV-6, onde também eram previstas quatro bombas e foram instaladas apenas duas. Só que, destas duas, só uma está funcionando. A outra foi enviada para reparos nos Estados Unidos.

Rompimento

Para piorar, houve o rompimento na barragem Barreiro, em Sertânia, causando muitos transtornos para a população local. O problema foi apontado como pontual, porém, problemas semelhantes foram registrados nas barragens de Campos e Barro Branco, também em Pernambuco. No caso de Barro Branco, a gravidade das infiltrações obrigou a execução emergencial de um “engordamento” da parede da barragem. Já em Campos também ocorreram problemas dessa natureza e foram usadas proteções feitas com camadas de rochas.

Sarmento, por isso, relatou que os dois reservatórios não podem operar com a carga máxima de água. O resultado disso é que o problema de abastecimento em Campina Grande e outras 18 cidades do entorno, pelo jeito, pode ser prolongado por causa da fragilidade da obra. O quadro é crítico.

Aesa garante que a água vai chegar

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, evitou polemizar com Francisco Sarmento, porém, garantiu que a água vai chegar a Campina Grande, sim. Ele alegou que vai enviar uma equipe técnica amanhã a Monteiro para aferir a quantidade de água que está chegando ao Estado. Segundo o relato do secretário, no primeiro dia o volume disponibilizado foi de 4 metros cúbicos por segundo, que depois passou a ser 2,2 metros cúbicos por segundo, em decorrência de problemas em uma das bombas.

A última aferição realizada, segundo Fernandes, revelou uma vazão de 1,8 metros cúbicos por segundo. A promessa feita pelo Ministério da Integração Nacional foi de que este volume subiria para 4,5 metros cúbicos por segundo, a partir desta terça-feira (21), por causa do enchimento do reservatório Barro Novo, em Pernambuco. “A água já está chegando a Camalaú, com o volume atual, então, não posso duvidar que com o aumento ela não chegue a Boqueirão”, relatou o presidente da Aesa.

Temer recebe Título de Cidadania e Medalha de Honra ao Mérito em CG

Os vereadores de Campina Grande aproveitaram a visita do presidente Michel Temer (PMDB), nesta sexta-feira (10), para entregar a ele duas comendas aprovadas nesta semana. Trata-se do título de Cidadania Campinense e a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. As comendas foram entregues durante a solenidade ocorrida no Complexo Aluízio Campos, para marcar a assinatura da ordem de serviço para as obras de construção da terceira faixa da BR-230, entre Cabedelo e o bairro de Oitizeiro, em João Pessoa.

As duas comendas foram entregues pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). A propositura é de autoria do vereador da Márcio Melo Rodrigues (PSDC), como primeiro projeto na Casa de Félix Araújo. Na justificativa, o parlamentar disse que o “título que será entregue a Temer é pelos serviços que o presidente prestou ao Nordeste e particularmente a Paraíba, com os esforços para conclusão da transposição do São Francisco, beneficiando Campina Grande e milhões de pessoas”.

O ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, também foi agraciado.