“Sinto saudades das pessoas, da política nem tanto”, diz Cássio sobre candidatura

Ex-senador foi ovacionado durante evento em Campina Grande no início da semana

Cássio Cunha Lima foi aplaudido por eleitores durante evento. Foto: Júlina Karoline

O ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) demonstrou capilaridade política no início da semana, em Campina Grande. Isso ficou claro para quem assistiu à inauguração do Complexo Aluízio Campos, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O tucano foi ovacionado pelo público e sentou ao lado do presidente na solenidade. Daí surgiram especulações de que o ex-parlamentar estaria de malas prontas para voltar à cidade e disputar as eleições de 2020. O ex-parlamentar, no entanto, nega que esse seja um projeto consolidado.

“O processo sucessório será conduzido pelo prefeito Romero (Rodrigues). Oportuna e tempestivamente irei conversar sobre o tema. Por enquanto, continuarei dedicado ao meu trabalho no segmento privado, consciente que para ajudar a Paraíba não é preciso ter mandato”, ressaltou Cunha Lima. Questionado sobre se a abordagem dos eleitores não o deixou com saudade da política, ele evitou se apegar a saudosismos. “Sinto muita saudades das pessoas, da política nem tanto”, despistou.

Cássio foi deputado federal constituinte, perfeito de Campina Grande em três oportunidades, governador da Paraíba e senador. Nas eleições do ano passado, no entanto, sofreu uma grande derrota eleitoral, que o deixou sem mandato pela primeira vez. Ele ficou em quarto lugar nas eleições de 2018, atrás de Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Daniella Ribeiro (PP) e Luiz Couto (PT). Apenas os dois primeiros foram eleitos.

Falando em decepção, Julian Lemos não vai a inauguração com Bolsonaro

Deputado anunciado como coordenador da campanha do presidente no Nordeste se diz ressentido com posturas do presidente

O deputado federal Julian Lemos (PSL) não vai mais para a inauguração do Complexo Aluísio Campos, em Campina Grande. Ele havia anunciado, durante a semana, que estaria ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no evento. Dava sinais, até, de que engoliria os desentendimentos recentes com o prefeito Romero Rodrigues (PSD). Mas mudou de ideia. Em nota sobre a desistência, diz que bate à porta dele o “sentimento da decepção”.

Reprodução

O motivo seria a aproximação do presidente com os deputados do centrão. A referência direta é ao fato de Bolsonaro vir à Paraíba ao lado do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). “Jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como ‘Quadrilhão do PP’ e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba”, disse.

Lemos tem entrado em rota de colisão com figuras proeminentes do círculo bolsonarista desde o ano passado. O primeiro foi o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), que, entre outras coisas, ironizou o deputado por ter dito, durante o período eleitoral, que era o coordenador no Nordeste da campanha do então candidato do PSL à Presidência. O ataque ocorreu mesmo existindo vídeos com o próprio Bolsonaro elogiando a atuação do paraibano na campanha. Mais recentemente, Lemos integrou o grupo de Bivar na briga pelo comando do partido. Mesmo assim, em suas declarações, o parlamentar tem adotado postura respeitosa com o presidente.

A nota divulgada pelo deputado também tem críticas ao prefeito Romero Rodrigues. Confira a nota:

Nota ao meu querido povo conservador da Paraíba.

Ao tempo que bate à minha porta o sentimento da decepção, ao mesmo tempo surge o dever e a coragem para falar o que precisa ser dito doa a quem doer. Não compactuar com certos caminhos e decisões tomadas pelo meu Presidente Jair Bolsonaro posto que jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como “Quadrilhão do PP” e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba. São os ideais que se vão e os corruptos que se chegam. Não bastasse isso, também será recepcionado pelo Prefeito Romero Rodrigues, cuja administração está atolada até o pescoço no esquema de corrupção mais conhecido como “Operação Famintos”. Não assistirei de perto a esse fato, não me farei presente a esse “evento” não farei parte dessa hipocrisia política e desse teatro, não foi pra isso que lutei quase 4 anos da minha vida. Vou seguir firme nos meu ideais de mudança da política no Brasil. Sonhava trazer o meu Presidente novamente a minha terra para anunciar as verdadeira (SIC) mudanças que a Paraíba precisa, mas infelizmente não é isto que está acontecendo.

#JulianLemosDeputadoFederaldaParaiba
#OFederaldaSegurancaPublica
#NaoeUmMandatoeUmaMissao
#AvozdaParaiba

 

Polícia federal sai às ruas em Campina Grande em nova etapa da ‘Famintos’

Terceira fase da operação mira empresas de fachada usadas para fraudes em licitações

Homens da Polícia Federal cumprem mandados em Campina Grande. Foto: Divulgação/PF

A política e a polícia, em Campina Grande, andam se misturando. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal saíram às ruas nas primeiras horas desta manhã (26) para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos.

Não há informações, ainda, sobre os alvos. Dados preliminares dão conta de que o foco seja investigações sobre empresas de fachada, usadas para o desvio de recursos públicos da merenda escolar.

Nas duas etapas anteriores, houve prisões de empresários e agentes públicos. O destaque ficou para a prisão do vereador mais votado na cidade, Renan Maracajá (PSDC). Ele conseguiu habeas corpus na semana passada, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede no Recife.

Lei que proíbe exposições com “pornografia” em CG é copia e cola de outras câmaras

Texto aprovado na Câmara de Manaus foi copiado em Campina Grande e dezenas de outras cidades

A lei sancionada nesta semana pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), que proíbe exposições artísticas com ‘pornografia’, é um copia e cola de projeto aprovado em Manaus, no Amazonas, no ano passado. O texto manauara inspirou outros do gênero em várias cidades brasileiras. Ele segue o rastro da repercussão negativa de exposição cancelada, em 2017, promovida pelo Santander Cultural, na qual havia a performance de um homem nu. Na época, a polêmica foi potencializada por uma foto na qual uma criança tocava o pé do ator.

Lei sancionada pelo prefeito Romero Rodrigues nesta semana. Foto: Reprodução

O texto de Campina Grande foi publicado no Semanário Oficial da Prefeitura. A lei proíbe exposições artísticas e culturais com conteúdo pornográfico ou que “atentem contra símbolos religiosos, nos espaços públicos” da cidade. A legislação proíbe, entre outras coisas, a presença de artistas nus, bem como atores e atrizes “desnudos”.

Lei aprovada na Câmara Municipal de Manaus, em março do ano passado. Foto: Reprodução

A legislação proíbe, por exemplo, a performance de atores nus em ambientes públicos. “Entende-se como as expressões artísticas ou culturais que contenham fotografias, textos, desenhos, pinturas, filmes e vídeos que exponham o ato sexual e a performance com atrizes ou atores desnudos”, diz o texto. Já por símbolos religiosos são considerados “objetos cultuados pelas diversas matrizes religiosas que representam o sagrado e a fé de seus seguidores”. Quem descumprir a lei pode ser multado e ter que pagar até 500 UFR-PB.

Operação Famintos: ‘núcleo político’ da prefeitura teria combinado sobrepreço de merenda em CG

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal flagrou conversas entre secretários suspeitos de corrupção

Secretária de Educação de Campina Grande, Iolanda Barbosa, teria negociado propinas. Foto: Divulgação/Codecom Campina

O núcleo político envolvido no suposto esquema de fraudes em licitações e sobrepreços da merenda, em Campina Grande, fez a festa. Essa, pelo menos, é a constatação de Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Interceptações telefônicas apresentaram fortes indícios de que os secretários de Administração, Paulo Diniz, e Educação, Iolanda Barbosa, combinavam sobrepreço dos itens da merenda escolar. Foram constatados episódios em que eles marcaram encontro com o empresário Frederico de Brito para combinar “o por fora”. Vergonhoso? Em se tratando dos alimentos de crianças, eu poderia dizer que é revoltante.

O sobrepreço, inclusive, foi constatado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao analisar os balancetes de Campina Grande. Paulo Diniz foi afastado do cargo por decisão judicial e Iolanda, além de afastada, teve a prisão temporária decretada. Ela se entregou à polícia na manhã desta quinta-feira (25), um dia depois da deflagração da operação. A auxiliar da prefeitura estava em São Paulo, onde acompanhava agenda do prefeito Romero Rodrigues (PSD). O gestor, vale ressaltar, não é citado na investigação conduzida pela Polícia Federal. Em nota, a prefeitura disse acreditar na lisura dos dois secretários. A Receita Federal, porém, detectou uma movimentações financeiras acima do aceitável no caso de Iolanda.

As investigações, no ramo político, também chegaram à Câmara de Campina Grande. As interceptações telefônicas relacionaram também o vereador Renan Maracajá (PSDC). De acordo com as investigações, verificou-se “por meio das interceptações, que o mesmo também integra o grupo criminoso, valendo-se de empresas compartilhadas com os investigados Severino Maia de Miranda, Marco Antônio Querino da Silva e Flávio Souza Maia para fraudar certames públicos”. O parlamentar, apesar disso, não foi alvo da primeira fase ada operação.

Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”.

Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social, etc.).

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

A Operação Famintos consiste no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e sete de afastamento de cargo ou função pública nos municípios paraibanos de Campina Grande, João Pessoa e Massaranduba. O trabalho conta com a participação de nove auditores da CGU e cerca de 150 policiais federais.

Servidores públicos afastados

1) Gabriella Coutinho Gomes, pregoeira titular da Prefeitura de Campina Grande/PB;

2) Helder Giuseppe Casulo de Araújo, presidente da Comissão Permanente de Licitação de Campina Grande/PB;

3) Iolanda Barbosa da Silva, secretária de Educação da Prefeitura de Campina Grande/PB;

4) José Lucildo da Silva;

5) Paulo Roberto Diniz de Oliveira, secretário de Administração da Prefeitura de Campina Grande/PB;

6) Marisette Ferreira Tavares, servidora da Prefeitura de Campina Grande/PB (atuação como pregoeira);

7) Maria José Ribeiro Diniz.

Alvos de decreto de prisão

Campina Grande
Arnóbio Joaquim Domingos da Silva
Flávio Souza Maia
Frederico de Brito Lira
Iolanda Barbosa da Silva
José Lucildo da Silva
Josivan Silva
Kátia Suênia Macedo Maia
Luiz Carlos Ferreira de Brito Lira
Marco Antonio Querino da Silva
Renato Faustino da Silva
Severino Roberto Maia de Miranda

João Pessoa
Gabriella Coutinho Gomes Pontes
Helder Giuseppe Casulo de Araújo

Massaranduba
Rosildo de Lima Silva

 

 

PF e MPF desencadeiam operações para apurar desvios na merenda escolar em municípios paraibanos

Ações estão sendo coordenadas em sete municípios paraibanos e há 17 mandados de prisão em andamento no Estado

Homens da Polícia Federal fazem varredura em prefeituras e estabelecimentos comerciais. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União (CGU), desencadearam na manhã desta quarta-feira (24) duas operações em cidades paraibanas. Os homens da PF cumprem mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê. Eles investigam supostos desvios na distribuição da merenda escolar. As operações foram desencadeadas a partir das cidades de Monteiro (Operação Feudo) e Campina Grande (Operação Famintos). Ao todo, as ações contam com a participação de 260 policiais federais e 16  auditores da CGU.

Em João Pessoa, houve o cumprimento de mandados no edifício Tour D’Argent, localizado na Avenida Monteiro da Franca, em Manaíra. Já em Campina Grande, os alvos foram o Supermercado Maia e um prédio ao lado. Considerando as duas Operações, estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 mandados de prisão. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região e pela Justiça Federal de Campina Grande.

Entenda o caso
A primeira investigação visa desarticular esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações na cidade de Campina Grande/PB, nos anos de 2013 até 2019, com pagamentos vinculados a verbas do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. Por seu turno, a segunda investigação também apura delitos relacionados a licitações fraudadas e contratações irregulares, mas, dessa feita, no Município de Monteiro/PB,
envolvendo empresas que fornecem merenda escolar. Foi estipulado o bloqueio de bens e valores na ordem de R$ 13,5 milhões, como uma
estimativa preliminar do dano.

CRIMES INVESTIGADOS
Os investigados responderão, de acordo com suas condutas, pelos crimes de fraudes em licitação, superfaturamento de contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas, somadas, poderão ultrapassar 20 anos de reclusão.

NOME DA OPERAÇÃO
O nome da operação Famintos é uma alusão à voracidade demonstrada pelos investigados em direcionar as contratações para o grupo criminoso. Já o nome Feudo remete ao vínculo familiar entre os integrantes do grupo criminoso atuante em Monteiro/PB.

Em Campina, Joice Hasselmann cobra governadores e fala em busca de reforma “mais musculosa”

Líder do governo no Congresso diz que apesar da crítica de governistas, “R$ 900 bilhões (de economia) não é uma reforminha”

Joice Hasselmann evitou dar números sobre quantos votos espera para a Reforma da Previdência. Foto: Suetoni Souto Maior

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), aproveitou a visita a Campina Grande, neste fim de semana, para fazer cobranças aos governadores do Nordeste. Entre eles, mesmo sem citar nomes, ao governador João Azevêdo (PSB). A parlamentar diz que a inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência vai depender da “reconstrução do próprio discurso”. “Eles primeiro criticaram muito a nova previdência e agora, como há a possibilidade de estados e municípios ficarem de fora, viram que o discurso prejudicou e estão voltando atrás”, disse, com uma pitadinha de ironia.  Ela diz que as críticas iniciais ao projeto enviado à Câmara por Jair Bolsonaro (PSL) foi muito ruim “porque colocou muitos deputados do centro com o pescoço na guilhotina”.

O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) foi lido na semana passada, na Comissão Especial. Ele começa a ser discutido nesta semana, antes de ser levado a plenário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende colocar o texto em votação no início de julho. A preço de hoje, o consenso é que a base aliada de Bolsonaro ainda não tem os 308 novos necessários para aprovar a proposta. Joice Hasselmann evita falar em números, mas garante o texto será aprovado. “Mas isso (o número de votos), meu amigo, eu não falo para você nem de ponta a cabeça e sob tortura. É coisa de amador. Eu só vou dizer quantos votos o governo tem na véspera da votação, mas tenha a certeza que a gente não só vai aprovar como vai sobrar um tanto de voto”, assegurou.

A deputada lamentou a desidratação do texto na comissão especial, mas acha que a economia projetada prova que, como está, não seria uma reforma desprezível. “Tirou alguns pontos, mas eu acho que Inês não é morta. Nem tudo está perdido. Eu acho que a gente consegue trabalhar no plenário para fazer com que alguns pontos venham a ser debatidos e sejam aprovados, como a capitalização. Eu não desisto fácil. Não sou de se matar com a unha. Então, eu vou continuar lutando por uma reforma mais musculosa do que essa. Agora, uma coisa é fato, R$ 900 bilhões não é uma reforminha. Então, eu sei que tem reclamação até de gente do governo, mas é uma boa economia. Eu acho que o principal ponto aí é a capitalização. É por isso que a gente tem que trabalhar agora”, pontuou.

Os pontos retirados estão alguns que eram criticados pelos governadores do Nordeste. Entre eles estão as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. Os dois temas também eram criticados pelos deputados paraibanos. A capitalização, por outro lado, é rejeitada por deputados do centro à esquerda. Da Paraíba, pelo menos nove dos 12 deputados federais são favoráveis à reforma. As exceções são Gervásio Maia (PSB), Frei Anastácio (PT) e Damião Feliciano (PDT). Sobre a inclusão de estados e municípios, Joice reforça os argumentos apresentados já por Rodrigo Maia. A meta é apresentar uma emenda quando a matéria for para o plenário.

“Já tem uma estratégia para isso, que a gente está desenhando para aprovar de forma destacada. Então tem uma possibilidade, sim, e vai depender da ajuda dos governadores do Nordeste. Os governadores do Nordeste precisam ajudar a trabalhar os partidos de oposição, para colocarem a digital nisto também. Se não houver esta ajuda, os deputados que são do centro se negam a votar por estados e município”, disse Joice Hasselmann. Circulando com desenvoltura nos camarotes do Parque do Povo, no último sábado (15), ela prometeu até dar aulas de forró para o chefe de gabinete da prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. A promessa ocorreu após o ex-deputado ter prometido que a ensinaria a dançar.

“Deixa o futuro falar”, diz Cássio sobre possível candidatura em Campina Grande

Foto com crachá de prefeito, postada em rede social, traz comentários de eleitores sobre suposta candidatura

Ex-senador publica no Instagram foto de crachá de quando tinha 25 anos. Foto: reprodução

Ex-prefeito de Campina Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador. Estas são algumas das credenciais de Cássio Cunha Lima (PSDB), que causou frisson, nesta quinta-feira (23), após publicação nas redes sociais. No perfil que mantém no Instagram, postou foto do crachá usado por ele quando prefeito de Campina Grande, aos 25 anos. Não demorou para que uma enxurrada de comentários de eleitores seguissem a publicação. A maioria deles pedindo a candidatura de Cunha Lima, que, no ano passado, não conseguiu renovar o mandato de senador.

Procurado pelo blog, o político deu uma resposta enigmática sobre uma possível candidatura. “Deixa o futuro falar”, respondeu, ao comentar a “convocação” dos seguidores na rede social. O ex-senador é a principal figura política do PSDB no Estado e, caso tenha interesse, terá as bençãos do partido para a disputa. A sigla é comandada no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio. Ele também é primo do atual prefeito, Romero Rodrigues, que trocou recentemente a sigla tucana pelo PSD. Apesar disso, há quem diga que o gestor abençoaria a candidatura do tucano, caso ele opte por encarar a disputa.

O atual prefeito encara uma situação atípica para a disputa de 2020, quando ele não poderá mais ser candidato. Tem uma gestão bem avaliada e uma fila de pelo menos oito aliados que se apresentam como opção para a disputa. Romero tem dito a quem queira ouvir que não tem pressa para definir quem vai receber o apoio dele nas eleições. Tem conversado com todos. Sobre Cássio, diz que não pode se posicionar sobre uma candidatura que ainda não foi posta oficialmente. Vê, porém, o tucano como um grande quadro e ressaltou a relação fraterna com o ex-senador.

A bolsa de apostas sobre a candidatura de Cássio Cunha Lima anda agitada. Mas replicando a resposta dele ao blog: “deixa o futuro falar”…

Enivaldo assume a prefeitura de Campina Grande, mas fica em Brasília

Vice-prefeito foi confirmado por Romero Rodrigues, que tirou licença de dez dias para descanso

Romero Rodrigues repassa o cargo para Enivaldo Ribeiro. Foto: Divulgação/PMCG

A prefeitura de Campina Grande terá prefeito durante esta semana, mas ele não vai despachar na cidade. O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) tirou licença de dez dias e passou a bola para o vice, Enivaldo Ribeiro (PP). Só tem um problema em toda essa história: o progressista estava em Brasília, quando tomou conhecimento da posse. Ele viajou para a capital na semana passada, onde se encontraria com os filhos e faria exames médicos. De forma despojada, ele disse não precisaria tomar posse, já que o afastamento do titular do cargo seria por poucos dias.

A situação gerou constrangimento pontual para Romero Rodrigues, que disse ter acertado a posse com o vice anteriormente. A solução encontrada foi combinar, por meio de ligação telefônica, que Enivaldo permanecesse em Brasília e cuidasse das pautas do município. O entendimento do prefeito foi o de que, em Brasília, ele poderia cumprir agenda nos ministérios e buscar a liberação de recursos. A perspectiva do gestor era a de que na quarta-feira (20), o prefeito estivesse de volta. Em conversa com o repórter Silas Batista, da CBN, nesta segunda, no entanto, o vice-prefeito disse que retornaria à Paraíba apenas na semana que vem.

De qualquer forma, a posse de Enivaldo no cargo foi mantida. A outra alternativa seria repassar o cargo à segunda na linha de sucessão, a presidente da Câmara de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD). Esta segunda opção sequer foi considerada pelo prefeito. Em Brasília, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro e a senadora Daniella Ribeiro, ambos do PP, se colocaram à disposição do pai na articulação das reuniões. Na pauta, liberação de recursos e acompanhamento na tramitação de projetos nas áreas de saúde, infraestrutura e área social.

“Se pudesse ser candidato, dava na oposição todinha em Campina Grande”, diz Romero

Prefeito de Campina Grande está no segundo mandato e disse que não tem pressa para definir apoios para 2020

Romero Rodrigues aponta o Complexo Aluízio Campos como a principal obra da prefeitura. Foto: Marcos Alfredo/Codecom-CG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), não tem demonstrado preocupação em relação à disputa política de 2020. Entre os aliados dele, seis ou sete nomes são cotados para disputar a prefeitura. “Só vou cuidar disso depois do carnaval de 2020. Até lá, minha preocupação exclusiva será a gestão”, disse. O gestor, que deu entrevista na CBN, nesta quinta-feira (31), tem demonstrado impaciência com o que diz ser “ataques da oposição”. Sobre os adversários, ele é taxativo: “se eu pudesse ser candidato, podia juntar tudinho que eu dava neles todos”. Rodrigues está no segundo mandato e não pode mais concorrer para o cargo. Ele foi reeleito em 2016, com 62,85% dos votos.

Para justificar o otimismo em relação ao hipotético sucesso eleitoral, Rodrigues alega que tem muitas obras para mostrar. A joia da coroa é o Complexo ALuízio Campos, em fase final de construção. A obra, aprovada pelo governo federal no primeiro ano de mandato do tucano, é impressionante. Eu a vi de perto, levado pelo prefeito, logo após a entrevista na CBN. É uma verdadeira cidade, pronta para abrigar mais de 25 mil habitantes. Tem casas com água aquecida, escola, creche e praças equipadas. “Não tem paralelo no Brasil. Pode procurar. Esse foi um projeto aprovado pelo governo federal e nenhum outro do gênero saiu do papel”, disse o prefeito de Campina Grande.

Entre os aliados, muitos têm lançado o nome para a disputa em 2020. Alguns deles, inclusive, dizendo que vão para a disputa com ou sem o apoio do tucano. “Nestes casos, o diálogo já fica difícil”, pontua Romero. A tradição paraibana é trabalhar as eleições com muita antecedência. Quando isso não é feito, a probabilidade de sucesso diminiu. Aconteceu isso no ano passado em relação à disputa do governo do Estado. No bate e rebate entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), sobre quem seria o candidato da oposição, eles ficaram para trás na disputa. Romero, por outro lado, atribui a derrota de Lucélio Cartaxo (PV), a solução encontrada, à divisão das oposições. Isso por que José Maranhão (MDB) se lançou candidato. O vencedor foi João Azevêdo (PSB).