“Deixa o futuro falar”, diz Cássio sobre possível candidatura em Campina Grande

Foto com crachá de prefeito, postada em rede social, traz comentários de eleitores sobre suposta candidatura

Ex-senador publica no Instagram foto de crachá de quando tinha 25 anos. Foto: reprodução

Ex-prefeito de Campina Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador. Estas são algumas das credenciais de Cássio Cunha Lima (PSDB), que causou frisson, nesta quinta-feira (23), após publicação nas redes sociais. No perfil que mantém no Instagram, postou foto do crachá usado por ele quando prefeito de Campina Grande, aos 25 anos. Não demorou para que uma enxurrada de comentários de eleitores seguissem a publicação. A maioria deles pedindo a candidatura de Cunha Lima, que, no ano passado, não conseguiu renovar o mandato de senador.

Procurado pelo blog, o político deu uma resposta enigmática sobre uma possível candidatura. “Deixa o futuro falar”, respondeu, ao comentar a “convocação” dos seguidores na rede social. O ex-senador é a principal figura política do PSDB no Estado e, caso tenha interesse, terá as bençãos do partido para a disputa. A sigla é comandada no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio. Ele também é primo do atual prefeito, Romero Rodrigues, que trocou recentemente a sigla tucana pelo PSD. Apesar disso, há quem diga que o gestor abençoaria a candidatura do tucano, caso ele opte por encarar a disputa.

O atual prefeito encara uma situação atípica para a disputa de 2020, quando ele não poderá mais ser candidato. Tem uma gestão bem avaliada e uma fila de pelo menos oito aliados que se apresentam como opção para a disputa. Romero tem dito a quem queira ouvir que não tem pressa para definir quem vai receber o apoio dele nas eleições. Tem conversado com todos. Sobre Cássio, diz que não pode se posicionar sobre uma candidatura que ainda não foi posta oficialmente. Vê, porém, o tucano como um grande quadro e ressaltou a relação fraterna com o ex-senador.

A bolsa de apostas sobre a candidatura de Cássio Cunha Lima anda agitada. Mas replicando a resposta dele ao blog: “deixa o futuro falar”…

Enivaldo assume a prefeitura de Campina Grande, mas fica em Brasília

Vice-prefeito foi confirmado por Romero Rodrigues, que tirou licença de dez dias para descanso

Romero Rodrigues repassa o cargo para Enivaldo Ribeiro. Foto: Divulgação/PMCG

A prefeitura de Campina Grande terá prefeito durante esta semana, mas ele não vai despachar na cidade. O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) tirou licença de dez dias e passou a bola para o vice, Enivaldo Ribeiro (PP). Só tem um problema em toda essa história: o progressista estava em Brasília, quando tomou conhecimento da posse. Ele viajou para a capital na semana passada, onde se encontraria com os filhos e faria exames médicos. De forma despojada, ele disse não precisaria tomar posse, já que o afastamento do titular do cargo seria por poucos dias.

A situação gerou constrangimento pontual para Romero Rodrigues, que disse ter acertado a posse com o vice anteriormente. A solução encontrada foi combinar, por meio de ligação telefônica, que Enivaldo permanecesse em Brasília e cuidasse das pautas do município. O entendimento do prefeito foi o de que, em Brasília, ele poderia cumprir agenda nos ministérios e buscar a liberação de recursos. A perspectiva do gestor era a de que na quarta-feira (20), o prefeito estivesse de volta. Em conversa com o repórter Silas Batista, da CBN, nesta segunda, no entanto, o vice-prefeito disse que retornaria à Paraíba apenas na semana que vem.

De qualquer forma, a posse de Enivaldo no cargo foi mantida. A outra alternativa seria repassar o cargo à segunda na linha de sucessão, a presidente da Câmara de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD). Esta segunda opção sequer foi considerada pelo prefeito. Em Brasília, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro e a senadora Daniella Ribeiro, ambos do PP, se colocaram à disposição do pai na articulação das reuniões. Na pauta, liberação de recursos e acompanhamento na tramitação de projetos nas áreas de saúde, infraestrutura e área social.

“Se pudesse ser candidato, dava na oposição todinha em Campina Grande”, diz Romero

Prefeito de Campina Grande está no segundo mandato e disse que não tem pressa para definir apoios para 2020

Romero Rodrigues aponta o Complexo Aluízio Campos como a principal obra da prefeitura. Foto: Marcos Alfredo/Codecom-CG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), não tem demonstrado preocupação em relação à disputa política de 2020. Entre os aliados dele, seis ou sete nomes são cotados para disputar a prefeitura. “Só vou cuidar disso depois do carnaval de 2020. Até lá, minha preocupação exclusiva será a gestão”, disse. O gestor, que deu entrevista na CBN, nesta quinta-feira (31), tem demonstrado impaciência com o que diz ser “ataques da oposição”. Sobre os adversários, ele é taxativo: “se eu pudesse ser candidato, podia juntar tudinho que eu dava neles todos”. Rodrigues está no segundo mandato e não pode mais concorrer para o cargo. Ele foi reeleito em 2016, com 62,85% dos votos.

Para justificar o otimismo em relação ao hipotético sucesso eleitoral, Rodrigues alega que tem muitas obras para mostrar. A joia da coroa é o Complexo ALuízio Campos, em fase final de construção. A obra, aprovada pelo governo federal no primeiro ano de mandato do tucano, é impressionante. Eu a vi de perto, levado pelo prefeito, logo após a entrevista na CBN. É uma verdadeira cidade, pronta para abrigar mais de 25 mil habitantes. Tem casas com água aquecida, escola, creche e praças equipadas. “Não tem paralelo no Brasil. Pode procurar. Esse foi um projeto aprovado pelo governo federal e nenhum outro do gênero saiu do papel”, disse o prefeito de Campina Grande.

Entre os aliados, muitos têm lançado o nome para a disputa em 2020. Alguns deles, inclusive, dizendo que vão para a disputa com ou sem o apoio do tucano. “Nestes casos, o diálogo já fica difícil”, pontua Romero. A tradição paraibana é trabalhar as eleições com muita antecedência. Quando isso não é feito, a probabilidade de sucesso diminiu. Aconteceu isso no ano passado em relação à disputa do governo do Estado. No bate e rebate entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), sobre quem seria o candidato da oposição, eles ficaram para trás na disputa. Romero, por outro lado, atribui a derrota de Lucélio Cartaxo (PV), a solução encontrada, à divisão das oposições. Isso por que José Maranhão (MDB) se lançou candidato. O vencedor foi João Azevêdo (PSB).

Ludgério se lança para disputa da prefeitura de Campina Grande

Deputado diz que se houver reciprocidade, ele terá o apoio dos tucanos para a disputa

Manoel Ludgério faz planos para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Roberto Guedes

Nem bem terminou o primeiro turno das eleições na Paraíba e já tem deputado fazendo planos para disputar a prefeitura de Campina Grande, em 2020. O nome de Manoel Ludgério (PSD) foi colocado na mesa como opção para o pleito por ele mesmo. O parlamentar, inclusive, vai buscar o apoio dos tucanos para a disputa. Ele alega que se houver reciprocidade, esta é a hora de ele ser o apoiado para a disputa. O pessedista diz que foi eleito vereador da cidade três vezes, deputado estadual duas vezes e agora entende que é a hora da disputa municipal.

“Todos da minha geração, que iniciaram a vida política, a vida pública no final da década de 1980 e permanecem até os dias atuais, apenas Manoel Ludgério não teve a iniciativa do grupo político do qual faz parte, de ter o nome lembrado para uma disputa majoritária em Campina Grande. Félix Araújo foi prefeito, fui líder do governo de Félix; Cássio (Cunha Lima) foi prefeito três vezes e fui líder de governo e presidente de Câmara; Rômulo (Gouveia) tentou duas vezes e infelizmente não foi eleito; Romero (Rodrigues) é prefeito duas vezes. Então, eu entendo que chegou a nossa hora”, ressaltou.

O parlamentar não aceita o argumento de que essa é a vez de Cássio disputar o governo, já que ele não conseguiu se reeleger. “As pessoas perguntam: e se não houver essa reciprocidade? Vamos construir dentro do nosso campo político o caminho”, ressaltou, acrescentando que o PSDB tem muitos jovens valores, mas alega que eles terão muito tempo para galgar espaços. Sobre a possibilidade de o senador decidir disputar a prefeitura, ele alega que Cássio é do PSDB e ele do PSD. “Se entender que vai bater chapa, vamos bater chapa”, ressaltou.

Cássio abre rodada de entrevistas promovidas pela CBN Paraíba

Sabatina servirá para que candidatos ao Senado e ao Governo expliquem por que querem ser eleitos

Cássio Cunha Lima disputa a reeleição para o Senado neste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) abrirá, nesta segunda-feira (3), a rodada de entrevistas da CBN Paraíba com os candidatos ao Senado e ao Governo. A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. O parlamentar tucano será o primeiro a ser sabatinado e Daniella Ribeiro (PP) a última. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes. As entrevistas ocorrerão em rede, a partir das 10h, e serão transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Haverá também a participação dos ouvintes.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB);
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB);
Dia 5 – Nelson Júnior (Psol);
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (Psol);
Dia 10 – Luiz Couto (PT);
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB);
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP);

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Vamos saber o que cada um tem de propostas para a Paraíba, bem como questionar a viabilidade delas. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (Psol)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)

 

 

Em Campina Grande, Haddad defende Lula e atribui governo Temer a Cássio e Aécio

Petista, virtual substituto do ex-presidente na cabeça de chapa, diz que Cássio era tratado como filho por Lula

Fernando Haddad participou de inauguração de comitê em Campina Grande ao lado de Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Foto: Josusmar Barbosa

O candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula (PT), Fernando Haddad, participou de agenda política com o governador Ricardo Coutinho (PSB) em Campina Grande, nesta quarta-feira (22). Tratado por correligionários como candidato à Presidência da República, o petista buscou tirar o foco de si. Alegou que integra a defesa do ex-gestor e defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acate a liminar concedida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e permita que Lula seja candidato. “Terminou hoje (quarta-feira) o prazo de impugnação. Começa o prazo da defesa e o TSE deve dar até semana que vem o veredicto. E nós esperamos que a ONU seja considerada, porque a determinação da ONU é baseada em uma convenção aprovada pelo Congresso Nacional”, disse.

Muito aplaudido por um grupo misto, formado por petistas e socialistas, Haddad rechaçou a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Acusar um presidente que cobrava por uma palestra o que o Bio Clinton cobrava? Precisar de uma reforma de uma cozinha? O que as pessoas querem que a gente acredite? O Lula tem 50 anos de vida pública. Não nasceu ontem. O povo conhece o Lula de meio século. O homem com vinte e poucos anos era diretor de sindicato. Refundou o sindicalismo no Brasil. Recebe toda terça-feira um líder internacional. Toda vez que eu vou a Curitiba, tem um Prêmio Nobel da Paz, o ex-primeiro ministro não sei da onde, o ex-presidente não sei da onde. Cada hora tem um estadista vindo render homenagem a Lula”, disse.

Durante uma rápida entrevista com repórteres de Campina Grande, Haddad evitou se colocar como candidato a presidente. Disse que está empenhado na defesa do ex-presidente e defendeu por várias vezes a liberdade do petista e a possibilidade de ele disputar as eleições. “Se a ONU está dizendo, tem que cumprir”, disse. E acrescentou: “o povo está aí dizendo que quer votar no Lula. São 48% dos votos válidos no Ibope e 49% no Datafolha. Falta um para ele ganhar no primeiro turno.
Vai abrir mão de um nome desse?”, questionou o petista. Ele alegou ainda que está preparado para ser vice do Lula, buscando fugir da pecha de plano B. “Eu estou, inclusive, trabalhando como advogado dele, para garantir o registro dele”, acrescentou.

Críticas a Temer, Aécio e Cássio

Fernando Haddad ainda aproveitou o discurso para criticar o governo de Michel Temer (MDB), que sucedeu Dilma Rousseff (PT) após o impeachment. “Bastaram 2 anos e meio de governo Temer para que todo o país escorresse pela mão. Neste momento é que você reconhece o estadista, homem ou mulher”. Ainda falando sobre o gestor emedebista, o candidato a vice de Lula rebateu os argumentos tucanos de que Michel Temer chegou ao poder através de uma escolha petista. Neste ponto, reforçou as críticas ao senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB). “Quem botou Temer lá foi o senhor Aécio Neves, foi o senhor Cássio Cunha Lima. A mosca azul que picou Michel Temer. Foram ajudados por Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Foi um complô contra a população”, criticou.

Ao falar de Cunha Lima, Haddad demonstrou ressentimento. Relatou a boa relação que ele mantinha com Lula. “Fico até mais chateado com o Cássio, porque ele era tratado como um filho (por Lula), como um correligionário. Embora sempre tenha sido do PSDB, Cássio não saía de Brasília e trazia benefícios para o povo paraibano como qualquer outro governador. E ele que deveria ser o primeiro a defender a honra do Lula, foge e vai se aliar com Aécio e com o Temer. E isso que o governador (Ricardo Coutinho) está pedindo é uma obrigação de todos nós. Se nós tivermos que voltar para Campina Grande, aqui, para fazer mais dez dias de campanha, nós vamos porque temos que derrotar os Cunha Lima”, disse Haddad, para a empolgação da militância.

Ricardo Coutinho

O confronto com Cássio, adotado no discurso de Haddad, permeou, minutos antes, o do governador Ricardo Coutinho. Ao lado do candidato governista João Azevêdo (PSB), ele acompanhou o petista na agenda de inauguração do comitê do PT em Campina Grande. No evento, Ricardo disse que o ex-presidente Lula está como massa de pão, que cresce a cada vez que você bate nela. Não esqueceu das críticas aos adversários paraibanos, principalmente do senador Cássio Cunha Lima. Criticou o que chamou de falta de ideias dos adversários. Prometeu também o combate às oligarquias, sempre se referindo à chapa comandada por Lucélio Cartaxo (PV), que tem Cássio e Daniella Ribeiro (PP) na disputa pelo Senado. A progressista, no entanto, recebeu apenas referências indiretas.

Fernando Haddad participa de intensa agenda em João Pessoa nesta quinta-feira. A passagem pela Paraíba faz parte do périplo que o petista faz pelo Brasil em defesa de Lula.

Com informações de Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br

Desde a redemocratização, esta é a terceira disputa estadual sem um campinense

Em 1998, Ronaldo Cunha Lima só não foi para a disputa por que perdeu na convenção

Cássio Cunha Lima tenta a reeleição para o cargo de senador após três disputas para o governo. Foto: Júlia Karoliny/CBN

Ninguém pode subestimar o poder eleitoral de Campina Grande. Os números falam por si. Desde a redemocratização, esta é apenas a terceira eleição estadual sem um candidato ao governo oriundo da Rainha da Borborema. As outras datas em que isso foi verificado foram 1994 e 1998. Neste último, José Maranhão (MDB) venceu Ronaldo Cunha Lima (PSDB), falecido em 2012, na convenção partidária. Neste período, em três oportunidades, o município mandou para o Palácio da Redenção um nascido na cidade. Neste período, a família Cunha Lima rivalizou ora com Wilson Braga, ora com Maranhão, ora com Ricardo Coutinho (PSDB).

Em 1990, Ronaldo Cunha Lima saiu vencedor das urnas na disputa contra Wilson Braga, hoje fora da política. Quatro anos depois, Ronaldo apoio o então senador Antônio Mariz, que tinha Maranhão como vice. Mariz morreu e o vice assumiu o governo. De posse da caneta, em 1998, Maranhão e Ronaldo romperam no episódio do Campestre. Ato contínuo, eles bateram chapa na convenção partidária e o então governador venceu a disputa. Maranhão foi reeleito poucos meses depois, disputando contra Gilvan Freire. A partir daí, Ronaldo deixou o MDB e migrou para o PSDB.

Quatro anos após o pleito de 1998, já em 2002, Cássio Cunha Lima (PSDB), herdeiro de Ronaldo, foi para a disputa e venceu Roberto Paulino (MDB) nas urnas. O tucano disputou novamente em 2006 e foi reeleito contra José Maranhão. O emedebista, no entanto, tomou o mandato de volta em 2009, após um longo e penoso processo na Justiça Eleitoral. Em 2010, coube a Nelson Júnior (Psol) representar a cidade na disputa eleitoral. Ele nasceu no Rio Grande do Norte, mas se consolidou profissionalmente na cidade, onde é professor da UEPB. Naquele ano, o eleito foi o governador Ricardo Coutinho (PSB), evitando a reeleição de Maranhão.

Já em 2014, Cássio voltou novamente para a disputa estadual, mas foi derrotado por Coutinho. O pleito também teve o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, também derrotado. Agora, em 2018, saíram da cidade apenas os candidatos ao Senado. E eles foram muitos: Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Daniella Ribeiro (PP) e Nivaldo Mangueira (Psol).

Romero decide manter programação do “Maior São João do Mundo” após terceiro revés na festa

Área destruída por incêndio foi isolada e gestão promete fazer a limpeza durante a madrugada e manhã do domingo para permitir a retomada da festa

Procurar uma rezadeira não seria um mau conselho para o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). Pelo menos não se o assunto for o “Maior São João do Mundo”. As coisas, neste ano, andam bem atrapalhadas e, justiça seja feita, não por culpa do gestor. Primeiro foi a greve dos caminhoneiros que forçou o adiamento da festa em uma semana. Depois surgiram “loucos” atacando pessoas com agulhas. Por fim, neste sábado (30), o episódio mais grave: o incêndio em parte da estrutura, prejudicando principalmente a parte onde ficavam as barracas e pavilhões comerciais. Uma fatalidade que graças a Deus não acabou com nenhuma morte registrada. As chamas, por outro lado, provocaram terror em quem participava da festa neste sábado. E isso sem falar do caso do Ecad, que quase conseguiu impedir a festa.

Em nota, o prefeito diz que a Prefeitura de Campina Grande e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda. decidiram suspender a programação em toda a arena. Ao mesmo tempo, “informa que a programação do Maior São João do Mundo será retomada, neste domingo (1°), com os shows já agendados, com destaque para a apresentação inédita do cantor Gusttavo Lima no palco principal do Parque do Povo”. A nota diz ainda “que diante da fatalidade”, a organização do Maior São João do Mundo decidiu, também, “tomar providências imediatas para, ainda na noite deste sábado e madrugada de domingo (1 de julho), através de uma força-tarefa, limpar toda a área afetada pelo incêndio e fazer uma nova vistoria no local, inclusive com vistoria na parte elétrica do Parque do Povo e a retirada de entulhos”.

O fogo danificou 24 barracas, segundo a Polícia Militar. Mas até as 22h nem Polícia nem Corpo de Bombeiros tinha identificado o motivo do incêndio. Os Bombeiros controlaram o fogo com a ajuda de carros-pipa. Uma equipe de peritos foi ao local. A área foi evacuada porque o fogo também atingiu a rede elétrica. Os barraqueiros retiraram tudo que puderam dos estabelecimentos. Na nota, a prefeitura se comprometeu a dar assistência a todos os comerciantes que tiveram suas estruturas danificadas com o incidente. No corre-corre, pelo menos duas pessoas ficaram machucadas e foram atendidas no Hospital de Trauma de Campina Grande. Em nota, a prefeitura lamentou os transtornos.

Veja a nota

N O T A

Em função de um incêndio num dos pontos da parte inferior do Parque do Povo, onde se concentra a maior parte das barracas e pavilhões comerciais do Maior São João do Mundo, na noite deste sábado, 30, a Prefeitura de Campina Grande e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda. decidiram, por uma questão de prudência, bom senso e sensibilidade em relação às pessoas que tiveram suas atividades econômicas afetadas e pela garantia de segurança aos milhares de visitantes, suspender a programação em toda a arena.

Ao mesmo tempo, informa que a programação do Maior São João do Mundo será retomada, neste domingo, 1, com os shows já agendados, com destaque para a apresentação inédita do cantor Gusttavo Lima no palco principal do Parque do Povo.

Diante da fatalidade, que felizmente não causou vítimas fatais, a organização do Maior São João do Mundo decidiu, também, tomar providências imediatas para, ainda na noite deste sábado e madrugada de domingo (1 de julho), através de uma força-tarefa, limpar toda a área afetada pelo incêndio e fazer uma nova vistoria no local, inclusive com vistoria na parte elétrica do PP e a retirada de entulhos.

A Prefeitura de Campina Grande lamenta profundamente a fatalidade e suas consequências à rotina da festa, mas não tem dúvidas de que, mais uma vez, o Maior São João do Mundo, com o apoio do povo de Campina Grande, dos milhares de turistas e de todos aqueles que amam a cultura e fazem da festa uma referência nacional do turismo de eventos, continuará a ser exemplo de superação e solidez em sua trajetória de mais de três décadas de absoluto sucesso.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE

Em Campina Grande, Alckmin tenta se descolar de Temer e promete vice do Nordeste

Presidenciável tucano circulou neste sábado pelo Parque do Povo e disse que desafio, se for eleito, será dobrar a renda do brasileiro

Geraldo Alckmin participou das festas juninas em Campina Grande. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, se esforçou durante entrevistas neste sábado (24), em Campina Grande, para se livrar da imagem de governista. Ele veio à cidade para participar do “Maior São João do Mundo” e foi ciceroneado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Ele é o quinto postulante a passar pela cidade. Nas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade do partido com o presidente Michel Temer (MDB), ele alegou restringiu a participação tucana no governo, atualmente, à do chanceler Aloysio Nunes (SP). “Mas por uma decisão pessoal dele”, reforçou, momentos depois de alegar que o atual presidente foi escolhido pelo PT nas eleições de 2014. “O vice sempre tem uma expectativa de mandato”, acrescentou.

O PSDB foi um dos primeiro partidos a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), abrindo espaço para a posse de Michel Temer no governo. Alckmin alega que naquele momento ele, enquanto governador de São Paulo, defendeu que o partido ajudasse o Brasil, mas não fizesse parte do governo. A sigla, majoritariamente, optou por ocupar cargos na gestão. Chegou, inclusive, a ocupar quatro Ministérios importantes. Os ministros foram Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos). Deles, apenas Nunes permanece no cargo. As saídas ocorreram gradativamente após os escândalos de corrupção que tiveram o presidente Temer como alvo.

O vice nordestino

Em relação às eleições deste ano, Alckmin previu que até o final do próximo mês terá clareza sobre as alianças que serão fechadas pelo PSDB. Ele diz ter atualmente praticamente cinco partidos fechados, incluindo o PSDB. O pré-candidato não citou nomes de nenhum, mas prometeu fechar com pelo menos outros três. Ele diz querer um vice nordestino, já que a região é a segunda mais populosa do Brasil, ficando atrás apenas do Sudeste. Ele, no entanto, preferiu não se arriscar em dizer nomes, assegurou apenas que não será nenhum tucano. “O Nordeste tem 55 milhões de pessoas. É a região onde o investimento mais rapidamente dá resultado e nem com cifras tão grandes assim”, reforça.

Na área econômica, a promessa do pré-candidato é dobrar a renda do brasileiro. “O desafio econômico é muito grande, porque o Brasil passou por quase quatro anos de retração econômica, de queda de empregos, fechamento de empresas, de redução da atividade econômica”, disse, acrescentando que o partido reuniu os melhores economistas do Brasil para dar respostas no setor. Ele citou nomes como Pércio Arida, Edmar Bacha e José Roberto Mendonça de Barros. “Nossa meta é dobrar a renda do brasileiro. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil, quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil”, disse.

Mesmo sem dar muitos detalhes, Alckmin deu uma ideia de como pretende, se for eleito, melhorar a renda do Brasileiro. “Existe uma agenda de competitividade, melhorar a educação básica, educação básica de qualidade, abertura comercial, reduzir spread bancário, ter mais disputa na área de banco, ter mais disputa para ter crédito mais barato, infraestrutura e logística”, ressaltou, apontando as BRs 230 e 104 como investimentos em infraestrutura. Antes de Alckmin, entre os presidenciáveis, já estiveram em Campina Grande Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro, Álvaro Dias (Podemos) e Flávio Rocha (PRB). A expectativa é que no dia 5 de agosto passe pela cidade também o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos.

Com informações de Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco

 

Em Campina Grande, Bolsonaro defende extinção de ministérios e venda de estatais

Presidenciável diz que Conselho de Direitos Humanos “defende quem não presta”.

Por Josusmar Barbosa, do Jornal da Paraíba

Jair Bolsonaro andou pelas ruas de Campina Grande em busca de apoio. Foto: Josusmar Barbosa

O pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, nesta quinta-feira (21), em Campina Grande, a extinção de 14 ministérios, entre eles, o da Segurança, e a privatização de 100 empresas estatais. Ele pregou mudança no Código Penal para que o policial não seja punido nos confrontos com mortes de marginais e disse que, se for eleito, vai tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos da ONU, alegando que o órgão só defende quem não presta.

Bolsonaro desembarcou, no aeroporto João Suassuna, por volta das 15 horas, sendo recebido por dirigentes do PSL e centenas de aliados. Ele fez um discurso, depois seguiu para a Praça da Bandeira, no Centro, falou rapidamente aos presentes e concedeu entrevista à Imprensa. Posteriormente, seguiu para o Calçadão da Cardoso Vieira, acompanhado de Julian Lemos, vice-presidente nacional do PSL. No local, Bolsonaro tomou cafezinho e fez um lanche no tradicional box de Wellington do Queijo.

Extinção de ministérios

Dos 29 ministérios existentes hoje no país, Jair Bolsonaro defendeu a extinção de 14, entre eles, o da Segurança. “Quando não se quer resolver alguma coisa, em Brasília, cria-se um ministério, quando não se quer resolver alguma coisa dentro da Câmara se cria uma comissão. Esse ministério será ser extinto, teremos uma secretaria dentro do Ministério da Justiça”, frisou o presidenciável.

Privatização

O presidenciável também pregou a privatização da maioria das empresas estatais. Para ele, só devem permanecer sob o comando do governo brasileiro, as empresa responsáveis pela geração e transferência de energia, por exemplo. “Não sou estatizante, mas dessas 150 estatais, no mínimo 100 vão embora rapidinho, você pode ter certeza disso”, enfatizou Bolsonaro, caso seja eleito ao Palácio do Planalto.

Segurança

Para enfrentar os problemas da segurança, não é preciso criar um ministério, na visão do presidenciável. Além de liberar o porte de arma parta parte da população, Bolsonaro sustenta que é preciso modificar o Código Penal. A proposta é que o policial responda por eventuais danos que provoque com o uso de armas no confronto com bandidos, mas não seja punido. “Com uma pequena mudança no Código Penal, você dá meios para o policial poder bem trabalhar, dando a resposta que a sociedade tanto precisa”, destacou.

Ao ser indagado, na entrevista, sobre a frase que “bandido bom é bandido morto”, Jair Bolsonaro respondeu: “Essa tese não é minha, é do então deputado Sivuca do Rio de Janeiro, mas entre um policial e dez marginais ou 100 marginais eu sou pela vida do policial”.

Direitos Humanos

Ainda durante a entrevista, Jair Bolsonaro apoiou a administração do presidente Donald Trump para retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. “Eu teria saído antes antes do Trump, pois aquele Conselho de Direitos da ONU não serve para absolutamente nada. Não é apenas porque vota contra Israel de forma corriqueira, mas porque está sempre do lado de quem não presta. Como presidente, tiro sim para fazer economia para o Brasil”, frisou.

Ciro e Lula

Em relação às críticas do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que o chamou de “fascista”, Bolsonaro disse que não vai responder a um “destemperado”. Quanto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que ele é um ficha-suja, pois foi condenado por corrupção em duas instâncias, logo não pode concorrer às eleições deste ano. No início da noite, Bolsonaro participou de um evento com militantes do partidários na AABB e depois viajou para Patos, no Sertão.