Sarmento diz que águas da transposição não chegarão a Campina Grande

Presidente Michel Temer, junto com lideranças políticas, inauguram obras da transposição. Foto: Beto Barata/PR

A chegada das águas da transposição à Paraíba foi inaugurada em duas oportunidades: uma pelo presidente Michel Temer (PMDB), esta oficial, e uma extra-oficial, tendo como principal estrela os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. Apesar da pompa nas comemorações e das brigas pela paternidade da obra, o quadro atual é de dificuldades. Os problemas na operação do transporte da água fez a vazão cair a pouco mais de 200 ou 300 litros por segundo, tornando praticamente impossível a chegada das águas ao Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão).

A constatação foi feita pelo ex-secretário de Recursos Hídricos do governo da Paraíba e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Francisco Sarmento. Em entrevista à CBN João Pessoa, nesta terça-feira (21), ele disse que, aparentemente, a grande preocupação do governo federal foi fazer a água chegar, mas sem preocupação com a sustentabilidade da estrutura. A vazão prometida inicialmente era de 6 metros cúbicos por segundo, só que no momento inicial, não mais do que 2 metros cúbicos por segundo foram enviados e agora o quadro piorou.

Demanda

A estimativa de Francisco Sarmento é que fazendo uma média do início das operações até agora, não mais do que 1,4 metros cúbicos por segundo tenham sido liberados. Isso foi suficiente para que a água saísse do reservatório Barreiro, em Pernambuco, onde houve um rompimento da barragem recentemente, e chegasse ao manancial de Poções, em Monteiro, já na Paraíba. Daí a água segue para a barragem de Camalaú, antes de chegar a Boqueirão. O problema é que apenas uma pequena lâmina de água tem passado por Monteiro, insuficiente para a demanda.

Sarmento alertou que dado o assoreamento do rio Paraíba, a absorvição do recurso hídrico pelo solo, pouco ou nada chegará a Boqueirão, frustrando a população de Campina Grande, que vive um racionamento de três dias com água e quatro sem. O quadro foi antecipado pelo professor ao blog do Rubão, do jornalista Rubens Nóbrega, abrigado no Jornal da Paraíba. Durante a entrevista na CBN, ele alertou que os problemas tendem a se agravar, caso o governo federal não implemente o funcionamento das outras bombas.

Durante a inspeção realizada por Sarmento, que trabalhou como consultor para a obra e acompanhou as obras complementares quanto atuou como secretário da Paraíba, ele percebeu um quadro crítico. Na Estação de Bombeamento Vertical 5 (EBV-5), das quatro bombas previstas no projeto original, apenas duas foram instaladas. A situação também é complicada no EBV-6, onde também eram previstas quatro bombas e foram instaladas apenas duas. Só que, destas duas, só uma está funcionando. A outra foi enviada para reparos nos Estados Unidos.

Rompimento

Para piorar, houve o rompimento na barragem Barreiro, em Sertânia, causando muitos transtornos para a população local. O problema foi apontado como pontual, porém, problemas semelhantes foram registrados nas barragens de Campos e Barro Branco, também em Pernambuco. No caso de Barro Branco, a gravidade das infiltrações obrigou a execução emergencial de um “engordamento” da parede da barragem. Já em Campos também ocorreram problemas dessa natureza e foram usadas proteções feitas com camadas de rochas.

Sarmento, por isso, relatou que os dois reservatórios não podem operar com a carga máxima de água. O resultado disso é que o problema de abastecimento em Campina Grande e outras 18 cidades do entorno, pelo jeito, pode ser prolongado por causa da fragilidade da obra. O quadro é crítico.

Aesa garante que a água vai chegar

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, evitou polemizar com Francisco Sarmento, porém, garantiu que a água vai chegar a Campina Grande, sim. Ele alegou que vai enviar uma equipe técnica amanhã a Monteiro para aferir a quantidade de água que está chegando ao Estado. Segundo o relato do secretário, no primeiro dia o volume disponibilizado foi de 4 metros cúbicos por segundo, que depois passou a ser 2,2 metros cúbicos por segundo, em decorrência de problemas em uma das bombas.

A última aferição realizada, segundo Fernandes, revelou uma vazão de 1,8 metros cúbicos por segundo. A promessa feita pelo Ministério da Integração Nacional foi de que este volume subiria para 4,5 metros cúbicos por segundo, a partir desta terça-feira (21), por causa do enchimento do reservatório Barro Novo, em Pernambuco. “A água já está chegando a Camalaú, com o volume atual, então, não posso duvidar que com o aumento ela não chegue a Boqueirão”, relatou o presidente da Aesa.

Temer recebe Título de Cidadania e Medalha de Honra ao Mérito em CG

Os vereadores de Campina Grande aproveitaram a visita do presidente Michel Temer (PMDB), nesta sexta-feira (10), para entregar a ele duas comendas aprovadas nesta semana. Trata-se do título de Cidadania Campinense e a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. As comendas foram entregues durante a solenidade ocorrida no Complexo Aluízio Campos, para marcar a assinatura da ordem de serviço para as obras de construção da terceira faixa da BR-230, entre Cabedelo e o bairro de Oitizeiro, em João Pessoa.

As duas comendas foram entregues pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). A propositura é de autoria do vereador da Márcio Melo Rodrigues (PSDC), como primeiro projeto na Casa de Félix Araújo. Na justificativa, o parlamentar disse que o “título que será entregue a Temer é pelos serviços que o presidente prestou ao Nordeste e particularmente a Paraíba, com os esforços para conclusão da transposição do São Francisco, beneficiando Campina Grande e milhões de pessoas”.

O ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, também foi agraciado.

 

No Twitter, Temer erra nome de Campina Grande e gera reação

O presidente Michel Temer (PMDB) cometeu uma pequena gafe, nesta sexta-feira (10), ao usar as redes sociais para dizer que já estava na Paraíba para cumprir uma agenda de inaugurações. Ao desembarcar em Campina Grande, ele publicou uma foto no Twitter em que apertava a mão de trabalhadores no Complexo Aluízio Campos, dizendo que já estava em “Campina Grand, na Paraíba“. Foi o suficiente para que os internautas apontassem o erro do gestor. Outros até aproveitaram para ironizar o deslize do peemedebista, que inaugura nesta sexta-feira (10) a chegada das águas da transposição à Paraíba. “@MichelTemer Estou em Carlos Barbosa, no Rio Grand do Sul”, disse o internauta BIG JU (@ojulhao).

Poucos minutos após a postagem, a assessoria do presidente Michel temer apagou a postagem.

Projeto que cria Dia do Treze gera guerra de torcidas na Assembleia

João Gonçalves defendeu a retirada do projeto de pauta. Foto: Roberto Guedes

Teve de tudo que uma boa e emocionante partida de futebol precisa ter. Ataques fulminantes, defesas espetaculares e carrinhos por todos os lados. E não, não estamos falando de um clássico Treze x Campinense ou Treze x Botafogo-PB. Tudo isso aconteceu durante a sessão desta quarta-feira (15) na Assembleia Legislativa. O lance inicial para a discórdia futebolística em campo legislativo foi feito pelo suplente de deputado Arthur Cunha Lima Filho (PRTB). Licenciado do cargo para o tratamento de saúde, o parlamentar não estava presente para defender o projeto 1096/2016, que cria o Dia Estadual do Treze. Isso mesmo, uma data toda reservada para a comemoração dos torcedores do Galo. Foi demais para os raposeiros.

Os deputados Tião Gomes (PSL) e Inácio Falcão (PTdoB) partiram para o ataque, para defender a rejeição do projeto. O tom dos discursos era de consternamento e quase ultraje. O embate foi reforçado com a entrada em campo de João Gonçalves (PDT), que bradou contra a proposta, tentando chutá-la para escanteio. Nas suas palavras, cobrou a retirada de pauta. Sobrou espaço ainda para Jeová Campos (PSB), que, adotando postura de volante clássico, entrou de sola “rasgando tudo” para jogar a proposta para fora das discussões. Na visão dele, a iniciativa desmerece o papel do parlamento paraibano.

Renato Gadelha fez uma defesa incisiva do projeto. Foto: Roberto Guedes

Socorro

O socorro ao projeto de Arthur Filho, que tem retorno para a Casa previsto para o início de março, foi feito pelos deputados Renato Gadelha (PSC) e, acreditem, por Daniella Ribeiro (PP), para quem é preciso respeito à proposta. Ela defendeu que a matéria fosse posta em votação e todos teriam o direito de opinar pela sua aprovação ou não. Sendo de família ligada ao Campinense, ela não prometeu voto a favor, mas agiu como meio de campo habilidosa, abrindo espaço para que Gadelha fizesse a defesa da proposta. O parlamentar defendeu o direito dos torcedores do Treze terem o seu dia e lembrou que o pai do autor da propositura, Arthur Cunha Lima, foi dirigente do Treze.

Em meio ao tumulto generalizado e depois de muita canelada, o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), decidiu agir como árbitro de futebol e retirou o projeto de pauta. A proposta será reapresentada quando Cunha Lima voltar ao parlamento. A assessoria do deputado explicou que a licença para tratamento de saúde tirada por ele acaba no dia 28. Quando retornar, a menos que o governador Ricardo Coutinho (PSB) decida mexer em mais peças da sua bancada, Raoni Mendes (DEM) deixará a Assembleia.

Depois de toda a confusão, com os ânimos já apaziguados, o deputado estadual Edmilson Soares (PSB) pediu a palavra para dizer que já existe o Dia do Torcedor do Botafogo, aprovado em 2011 sem tanta polêmica. A propositura, na época, foi de Janduhy Carneiro (Podemos). O parlamentar, já nos acréscimos, aproveitou a deixa para explicar a data escolhida no seu projeto foi o dia do aniversário do time. A próxima partida do projeto que cria o Dia do Treze foi marcada para março, quando Arthur Filho voltará à Casa.

 

Bolsonaro defende intolerância e faz apologia ao crime em visita à Paraíba

Jair Bolsonaro caminha entre aliados. Foto: Josusmar Barbosa

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) iniciou na Paraíba, nesta quarta-feira (8), uma agenda de dois dias de palestras e debates, com os dois olhos voltados para as eleições de 2018. Esteve em Campina Grande, na quarta, e vai a Cabedelo, nesta quinta. O discurso adotado para um séquito ávido por mudanças no governo, ciosos pelo retorno de uma visão mais conservadora e ditatorial no comando do país, ouviu do postulante a postulante um discurso intolerante com a liberdade de culto e ainda apologia ao crime, com a clara sinalização de armamento dos proprietários de terra para “matar” os sem-terra. Algo apavorante, sem paralelo explícito, mas não diferente do que o parlamentar vem pregando e que encontra, hoje, eco em uma parcela significativa da sociedade.

Entre as promessas de Bolsonaro estão a liberação de porte de arma para todos os brasileiros e a doação de fuzis pelo Governo Federal para que os produtores rurais possam enfrentar os “marginais do MST” que invadem terras. “Nós confiamos na Polícia Militar, mas daremos porte de arma para todo homem de bem deste país. Nós temos que ter o povo armado para que possa se defender a sua democracia e a sua liberdade”, defendeu Bolsonaro em discurso registrado pelo repórter Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br. Para “os marginais do MST que param o agronegócio, vamos dar fuzil para o produtor rural porque cartão de visita para invasor é o rifle 762”, detonou o
deputado, com um discurso fundamentalista que segue no sentido contrário ao dos últimos governantes do país e se equipara ao dos principais caudilhos da América Latina.

Intolerância

Sabe o estado laico, aquele criado após o fim da idade média? Ele não serve para o pré-candidato a presidente. Durante discurso em Campina Grande, ele pregou o fim no Brasil da liberdade de culto e a separação entre estado e religião. Segundo ele, como a maioria dos brasileiros é cristã, defende a adoção das religiões ligadas ao cristianismo como oficiais do país. “Deus acima de tudo. Não tem essa historinha de estado laico não. O estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude. As minorias têm que se curvar para as maiorias”, destacou. Ou seja, não haverá espaço para quem for islâmico, budista, praticante da umbanda… todos terão que deixar o país, só por que Jair Bolsonaro acha que é certo. Gente, pelo amor de Deus. Este é um raciocínio medieval, da época da “santa inquisição”.

Em certo momento, fugindo da pauta retrógrada, Bolsonaro falou algumas coisas no campo econômico que encontram eco no Nordeste. Lembrou ser esta a região mais desprezada do país e defendeu uma mudança na política e na economia brasileira para acabar a desigualdade regional. A agenda do pré-candidato do PSC a presidente tem continuidade nesta quinta, às 19h, no Forte Santa Catarina, em Cabedelo.

 

 

Bolsonaro grava mensagem para eleitores de Campina Grande

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) posa para fotos com o ex-vereador Santino durante visita a João Pessoa em 2016. Foto: Rizemberg Felipe

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) gravou mensagem para os seus eleitores de Campina Grande. No vídeo, ele diz que os paraibanos que comparecerem ao evento, na cidade, assim como ele, colocam “o Brasil acima de tudo”. O parlamentar, polêmico pelas suas posições conservadoras, desembarca no Aeroporto João Suassuna às 14h, nesta quarta-feira (8). Guindado à condição de presidenciável, ele vem ao estado para uma agenda de dois dias, com eventos em Campina Grande e em Cabedelo.

Na agenda estarão a abordagem de temas como a família como prioridade nacional, economia e segurança. Os temas, inclusive, têm sido recorrentes nas entrevistas concedidas pelo parlamentar durante agendas pelo país afora. Bolsonaro tem viajado o Brasil desde o ano passado para pavimentar o seu projeto eleitoral, iniciado com a migração do PP para o PSC. Ele esteve pela última vez na Paraíba no ano passado, quando foi recebido por uma militância numerosa no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux.

De acordo com a presidente da Direita Paraíba, Morgana Macena, o convite para a vinda do parlamentar foi feito ainda no ano passado. O evento é organizado por Direita Paraíba, Ordem dos Conservadores, Foro Campina Grande, Legítima Defesa e Juliam Lemos. “Vamos ter a participação de juízes, promotores e líderes cristãos”, reforçou Morgana. Bolsonaro é conhecido por defender o período da ditadura militar (1964-1985) e o combate à união entre casais do mesmo sexo. Ganhou ao lutar contra a distribuição nas escolas de cartilhas que tratavam sobre orientação sexual, tratadas por ele como “Kit Gay”.

Em Campina Grande, depois da recepção no Aeroporto, ele participará de uma conferência no Centro de Convenções do Hotel Gardem, às 19h30. Na quinta, em Cabedelo, o encontro será no Forte Santa Catarina, às 19h.

 

Festa na direita: Bolsonaro virá a Campina Grande e a Cabedelo nesta semana

Os militantes da direita paraibana estão organizando caravanas para receber o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que virá nesta semana à Paraíba. Ele vai a Campina Grande, na quarta-feira (8), e Cabedelo, na quinta (9). Na agenda, conferências sobre família, como prioridade nacional, economia e segurança. Os temas, inclusive, têm sido recorrentes nas entrevistas do parlamentar durante agendas pelo país afora. O grupo promete uma grande festa para recepcionar o parlamentar, nos moldes da registrada ano passado em João Pessoa. No desembarque no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, ele posou para fotos, foi carregado nos braços e, depois, deu palestra na Câmara de Vereadores da capital.

De acordo com a presidente da Direita Paraíba, Morgana Macena, o convite para a vinda do polêmico parlamentar foi feito ainda no ano passado. O evento é organizado por Direita Paraíba, Ordem dos Conservadores, Foro Campina Grande, Legítima Defesa e Juliam Lemos. “Vamos ter a participação de juízes, promotores e líderes cristãos”, reforçou Morgana. Bolsonaro é conhecido pela defesa de uma pauta mais conservadora no Congresso e, vez por outra, defender o período da ditadura militar (1964-1985). Ele ganhou notoriedade nacional principalmente após o embate para impedir a distribuição nas escolas de cartilhas que tratavam sobre orientação sexual, tratadas por ele como “Kit Gay”.

A recepção em Campina Grande será no Aeroporto João Suassuna, às 14h. A conferência vai acontecer no Centro de Convenções do Hotel Gardem, às 19h30 da quarta-feira. Na quinta, em Cabedelo, o encontro será no Forte Santa Catarina, às 19h.

 

Punido, promotor acusado de atirar em travesti vai atuar em casos similares ao dele

Punição foi aplicada pelo Conselho Estadual de Ministério Público. Foto: Divulgação/MPPB

As punições para juízes e promotores que cometeram algum tipo de crime, aos olhos da população, é por demais complacente. Deveriam ser exemplares, por se tratar de agentes públicos que têm como dever fazer cumprir a lei. Um caso, em particular, tem chamado a atenção por causa da ironia do destino. Trata-se da remoção compulsória do promotor Aluísio Cavalcanti Bezerra da Comarca de Cabedelo, no Litoral paraibano, para o 1º Tribunal do Júri de Campina Grande. A punição dele será atuar em casos similares ao dele, que foi alvo de uma punição administrativa por ter supostamente atirado em uma travesti na orla da capital. Na época, ela acusou o promotor de não ter pago por um programa.

A decisão foi tomada pelo Conselho Superior do Ministério Público, que aprovou um relatório da Corregedoria Geral do órgão, opinando pela punição administrativa. O suposto ataque à travesti ocorreu em outubro de 2015, na orla de João Pessoa. Bezerra foi denunciado pelos crimes de disparo de arma de fogo e lesão corporal culposa, porque, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça, ele teria disparado contra o chão, durante uma discussão com a travesti. O 1º Tribunal do Júri de Campina Grande é responsável pelo julgamento dos casos de crimes dolosos cometidos contra a vida – grande parte deles praticados por disparos de arma de fogo.

Aluísio alegou, na época da sindicância instaurada pelo MP, que tentava se defender de uma tentativa de assalto. O corregedor-geral do MPPB, procurador Luciano Maracajá, explicou que a punição administrativa máxima que a legislação prevê para o promotor é a remoção para outra comarca. “Como a primeira vaga aberta foi a do 1º Tribunal do Júri de Campina Grande, houve a remoção”, informou Luciano, acrescentando que a lei não prevê juízo de valor. Maracajá ainda pontuou que, no aspecto jurídico, o promotor Aluísio Cavalcanti responde ao processo no Tribunal de Justiça do Estado.

Tiros na praia
O fato aconteceu no dia 10 de outubro de 2015, na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa, quando uma travesti procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência, afirmando que fora baleada duas vezes após tentar fazer a cobrança de um programa. Os tiros foram disparados de dentro de um carro e, na época, o promotor Aluísio Cavalcanti, que atuava na Promotoria de Cabedelo confirmou que o veículo envolvido na ocorrência pertencia a ele. No entanto, garantiu que quem usava no momento da confusão era um motorista. A versão foi mudada durante o processo a sindicância aberta pela Corregedoria na apuração da sindicância que resultou na abertura do processo disciplinar. Em dezembro daquele ano, o corregedor-geral disse que “ficou constatada a materialidade dos fatos, houve os disparos e ele (Aluísio) foi o autor”.
Segundo Luciano Maracajá, quando foi ouvido pela corregedoria o promotor mudou a história e se colocou no lugar que antes ele tinha dito ser do seu motorista. “Ele disse que foi vítima de uma tentativa de assalto e que atirou como forma de defesa. O promotor também nega ter atirado na vítima, diz que disparou no chão”, completou. Durante o processo administrativo disciplinar, o promotor Aluísio Cavalcanti voltou a ser ouvido, tendo o amplo direito de defesa. Além dele, testemunhas e a travesti que foi atingida pelos tiros também prestaram depoimento ao Ministério Público da Paraíba.
Com informações de Josusmar Barbosa

 

Romero Rodrigues estreita relações com o PSB de Ricardo

Romero foi recebido pelo prefeito de Recife. Foto: Divulgação

Angélica Nunes

Se na Paraíba a disputa política entre o PSDB do senador Cássio Cunha Lima e o PSB do governador Ricardo Coutinho parece não ter um trégua à vista, fora do estado as relações entre lideranças das duas legendas têm sido bem mais harmoniosas. Dispostos a buscar costurar uma relação harmoniosa, o o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) foi recebido, na tarde desta terça-feira (10), pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), ambos reeleitos para os próximos quatro anos.

Acompanhado por auxiliares, Romero tratou da troca de experiências administrativas e de possíveis parcerias com a prefeitura da capital pernambucana. Geraldo Júlio fez uma exposição detalhada sobre projetos da área social. Destacou os bons resultados dos programas Porto Social e Transforma, que, essencialmente promovem um novo nível de interação entre o poder público e organizações sociais.

Romero Rodrigues mostrou-se entusiasmado particularmente com os projetos Transforma e Porto Social e a proposta de ambos na área de voluntariado e sinergia entre prefeitura e comunidade. Centenas de organizações não-governamentais e mais de 70 mil voluntários estão cadastrados.

Mais cedo, na parte da manhã, os secretários André Agra (Planejamento) e Luiz Alberto (Desenvolvimento Econômico), acompanhados do ex-presidente da AMDE, Dunga Junior, mantiveram reunião com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcante, com quem colheram importantes subsídios sobre o setor.

Genival Lacerta cobra cachê ao prefeito de Campina Grande

O cantor Genival Lacerta fez uma cobrança pública ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), pedindo o pagamento do cachê referente à apresentação no Maior São João do Mundo. A cobrança tem circulado nas redes sociais. No áudio, o artista relata uma verdadeira peregrinação por salas da administração municipal em busca do dinheiro, cujo valor não foi revelado. Ele ressaltou também que tem recebido cobranças dos integrantes da banca, do ônibus que faz  traslado da banda, etc. “Não me chame mais para tocar em Campina Grande, mas pague pelo cachê para eu pagar aos artistas”, disse.

Lacerda lembrou que é um cantor nacional e que leva o nome da cidade para todo o Brasil e, por isso, não mereceria passar pelo aperreio. O caso lembra outra ocorrência também deste ano, quando o Antônio Barros e Cecéu se recusaram a se apresentar no São João da cidade. O argumento apresentado foi o de que não teria prazo para que o cachê fosse pago. Houve troca de acusações entre artistas e prefeitura, mas o espetáculo foi cancelado e outra banda foi contratada para ocupar o espaço. Um fato lamentável para uma cidade que tem como marca a promoção do Maior São João do Mudo.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, divulgou nota também nesta sexta-feira (23) lamentando a queixa de Genival Lacerda. Ele atribuiu o problema a questões de ordem burocráticas involuntárias e à necessidade de se adotar providências no estrito limite da lei, terminaram por impor uma situação desgastante na tramitação e quitação do débito. De acordo com o prefeito, originalmente, o pagamento do cachê a Genival Lacerda e outros artistas seria feito pela empresa Aliança, do Recife, responsável pela captação de patrocínios para o Maior São João do Mundo. Como a Aliança alegou não ter condições de quitar o pagamento, a Prefeitura tentou encontrar uma forma legal para resolver o problema.

Rodrigues explicou que o contrato não foi firmado com o poder público municipal, havendo portanto sérios riscos em relação à prestação de contas. “E, por mais carinho e respeito que eu tenha a Genival, só autorizo pagamentos dentro da total legalidade processual e respeitando os trâmites básicos”, destacou Romero. Para tentar resolver a questão, a prefeitura fez uma consulta formal ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) sobre a situação inusitada, havendo também pedido de parecer, por parte da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, à Procuradoria Geral do Município sobre o impasse.