Ludgério se lança para disputa da prefeitura de Campina Grande

Deputado diz que se houver reciprocidade, ele terá o apoio dos tucanos para a disputa

Manoel Ludgério faz planos para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Roberto Guedes

Nem bem terminou o primeiro turno das eleições na Paraíba e já tem deputado fazendo planos para disputar a prefeitura de Campina Grande, em 2020. O nome de Manoel Ludgério (PSD) foi colocado na mesa como opção para o pleito por ele mesmo. O parlamentar, inclusive, vai buscar o apoio dos tucanos para a disputa. Ele alega que se houver reciprocidade, esta é a hora de ele ser o apoiado para a disputa. O pessedista diz que foi eleito vereador da cidade três vezes, deputado estadual duas vezes e agora entende que é a hora da disputa municipal.

“Todos da minha geração, que iniciaram a vida política, a vida pública no final da década de 1980 e permanecem até os dias atuais, apenas Manoel Ludgério não teve a iniciativa do grupo político do qual faz parte, de ter o nome lembrado para uma disputa majoritária em Campina Grande. Félix Araújo foi prefeito, fui líder do governo de Félix; Cássio (Cunha Lima) foi prefeito três vezes e fui líder de governo e presidente de Câmara; Rômulo (Gouveia) tentou duas vezes e infelizmente não foi eleito; Romero (Rodrigues) é prefeito duas vezes. Então, eu entendo que chegou a nossa hora”, ressaltou.

O parlamentar não aceita o argumento de que essa é a vez de Cássio disputar o governo, já que ele não conseguiu se reeleger. “As pessoas perguntam: e se não houver essa reciprocidade? Vamos construir dentro do nosso campo político o caminho”, ressaltou, acrescentando que o PSDB tem muitos jovens valores, mas alega que eles terão muito tempo para galgar espaços. Sobre a possibilidade de o senador decidir disputar a prefeitura, ele alega que Cássio é do PSDB e ele do PSD. “Se entender que vai bater chapa, vamos bater chapa”, ressaltou.

Cássio abre rodada de entrevistas promovidas pela CBN Paraíba

Sabatina servirá para que candidatos ao Senado e ao Governo expliquem por que querem ser eleitos

Cássio Cunha Lima disputa a reeleição para o Senado neste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) abrirá, nesta segunda-feira (3), a rodada de entrevistas da CBN Paraíba com os candidatos ao Senado e ao Governo. A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. O parlamentar tucano será o primeiro a ser sabatinado e Daniella Ribeiro (PP) a última. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes. As entrevistas ocorrerão em rede, a partir das 10h, e serão transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Haverá também a participação dos ouvintes.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB);
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB);
Dia 5 – Nelson Júnior (Psol);
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (Psol);
Dia 10 – Luiz Couto (PT);
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB);
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP);

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Vamos saber o que cada um tem de propostas para a Paraíba, bem como questionar a viabilidade delas. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (Psol)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)

 

 

Em Campina Grande, Haddad defende Lula e atribui governo Temer a Cássio e Aécio

Petista, virtual substituto do ex-presidente na cabeça de chapa, diz que Cássio era tratado como filho por Lula

Fernando Haddad participou de inauguração de comitê em Campina Grande ao lado de Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Foto: Josusmar Barbosa

O candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula (PT), Fernando Haddad, participou de agenda política com o governador Ricardo Coutinho (PSB) em Campina Grande, nesta quarta-feira (22). Tratado por correligionários como candidato à Presidência da República, o petista buscou tirar o foco de si. Alegou que integra a defesa do ex-gestor e defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acate a liminar concedida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e permita que Lula seja candidato. “Terminou hoje (quarta-feira) o prazo de impugnação. Começa o prazo da defesa e o TSE deve dar até semana que vem o veredicto. E nós esperamos que a ONU seja considerada, porque a determinação da ONU é baseada em uma convenção aprovada pelo Congresso Nacional”, disse.

Muito aplaudido por um grupo misto, formado por petistas e socialistas, Haddad rechaçou a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Acusar um presidente que cobrava por uma palestra o que o Bio Clinton cobrava? Precisar de uma reforma de uma cozinha? O que as pessoas querem que a gente acredite? O Lula tem 50 anos de vida pública. Não nasceu ontem. O povo conhece o Lula de meio século. O homem com vinte e poucos anos era diretor de sindicato. Refundou o sindicalismo no Brasil. Recebe toda terça-feira um líder internacional. Toda vez que eu vou a Curitiba, tem um Prêmio Nobel da Paz, o ex-primeiro ministro não sei da onde, o ex-presidente não sei da onde. Cada hora tem um estadista vindo render homenagem a Lula”, disse.

Durante uma rápida entrevista com repórteres de Campina Grande, Haddad evitou se colocar como candidato a presidente. Disse que está empenhado na defesa do ex-presidente e defendeu por várias vezes a liberdade do petista e a possibilidade de ele disputar as eleições. “Se a ONU está dizendo, tem que cumprir”, disse. E acrescentou: “o povo está aí dizendo que quer votar no Lula. São 48% dos votos válidos no Ibope e 49% no Datafolha. Falta um para ele ganhar no primeiro turno.
Vai abrir mão de um nome desse?”, questionou o petista. Ele alegou ainda que está preparado para ser vice do Lula, buscando fugir da pecha de plano B. “Eu estou, inclusive, trabalhando como advogado dele, para garantir o registro dele”, acrescentou.

Críticas a Temer, Aécio e Cássio

Fernando Haddad ainda aproveitou o discurso para criticar o governo de Michel Temer (MDB), que sucedeu Dilma Rousseff (PT) após o impeachment. “Bastaram 2 anos e meio de governo Temer para que todo o país escorresse pela mão. Neste momento é que você reconhece o estadista, homem ou mulher”. Ainda falando sobre o gestor emedebista, o candidato a vice de Lula rebateu os argumentos tucanos de que Michel Temer chegou ao poder através de uma escolha petista. Neste ponto, reforçou as críticas ao senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB). “Quem botou Temer lá foi o senhor Aécio Neves, foi o senhor Cássio Cunha Lima. A mosca azul que picou Michel Temer. Foram ajudados por Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Foi um complô contra a população”, criticou.

Ao falar de Cunha Lima, Haddad demonstrou ressentimento. Relatou a boa relação que ele mantinha com Lula. “Fico até mais chateado com o Cássio, porque ele era tratado como um filho (por Lula), como um correligionário. Embora sempre tenha sido do PSDB, Cássio não saía de Brasília e trazia benefícios para o povo paraibano como qualquer outro governador. E ele que deveria ser o primeiro a defender a honra do Lula, foge e vai se aliar com Aécio e com o Temer. E isso que o governador (Ricardo Coutinho) está pedindo é uma obrigação de todos nós. Se nós tivermos que voltar para Campina Grande, aqui, para fazer mais dez dias de campanha, nós vamos porque temos que derrotar os Cunha Lima”, disse Haddad, para a empolgação da militância.

Ricardo Coutinho

O confronto com Cássio, adotado no discurso de Haddad, permeou, minutos antes, o do governador Ricardo Coutinho. Ao lado do candidato governista João Azevêdo (PSB), ele acompanhou o petista na agenda de inauguração do comitê do PT em Campina Grande. No evento, Ricardo disse que o ex-presidente Lula está como massa de pão, que cresce a cada vez que você bate nela. Não esqueceu das críticas aos adversários paraibanos, principalmente do senador Cássio Cunha Lima. Criticou o que chamou de falta de ideias dos adversários. Prometeu também o combate às oligarquias, sempre se referindo à chapa comandada por Lucélio Cartaxo (PV), que tem Cássio e Daniella Ribeiro (PP) na disputa pelo Senado. A progressista, no entanto, recebeu apenas referências indiretas.

Fernando Haddad participa de intensa agenda em João Pessoa nesta quinta-feira. A passagem pela Paraíba faz parte do périplo que o petista faz pelo Brasil em defesa de Lula.

Com informações de Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br

Desde a redemocratização, esta é a terceira disputa estadual sem um campinense

Em 1998, Ronaldo Cunha Lima só não foi para a disputa por que perdeu na convenção

Cássio Cunha Lima tenta a reeleição para o cargo de senador após três disputas para o governo. Foto: Júlia Karoliny/CBN

Ninguém pode subestimar o poder eleitoral de Campina Grande. Os números falam por si. Desde a redemocratização, esta é apenas a terceira eleição estadual sem um candidato ao governo oriundo da Rainha da Borborema. As outras datas em que isso foi verificado foram 1994 e 1998. Neste último, José Maranhão (MDB) venceu Ronaldo Cunha Lima (PSDB), falecido em 2012, na convenção partidária. Neste período, em três oportunidades, o município mandou para o Palácio da Redenção um nascido na cidade. Neste período, a família Cunha Lima rivalizou ora com Wilson Braga, ora com Maranhão, ora com Ricardo Coutinho (PSDB).

Em 1990, Ronaldo Cunha Lima saiu vencedor das urnas na disputa contra Wilson Braga, hoje fora da política. Quatro anos depois, Ronaldo apoio o então senador Antônio Mariz, que tinha Maranhão como vice. Mariz morreu e o vice assumiu o governo. De posse da caneta, em 1998, Maranhão e Ronaldo romperam no episódio do Campestre. Ato contínuo, eles bateram chapa na convenção partidária e o então governador venceu a disputa. Maranhão foi reeleito poucos meses depois, disputando contra Gilvan Freire. A partir daí, Ronaldo deixou o MDB e migrou para o PSDB.

Quatro anos após o pleito de 1998, já em 2002, Cássio Cunha Lima (PSDB), herdeiro de Ronaldo, foi para a disputa e venceu Roberto Paulino (MDB) nas urnas. O tucano disputou novamente em 2006 e foi reeleito contra José Maranhão. O emedebista, no entanto, tomou o mandato de volta em 2009, após um longo e penoso processo na Justiça Eleitoral. Em 2010, coube a Nelson Júnior (Psol) representar a cidade na disputa eleitoral. Ele nasceu no Rio Grande do Norte, mas se consolidou profissionalmente na cidade, onde é professor da UEPB. Naquele ano, o eleito foi o governador Ricardo Coutinho (PSB), evitando a reeleição de Maranhão.

Já em 2014, Cássio voltou novamente para a disputa estadual, mas foi derrotado por Coutinho. O pleito também teve o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, também derrotado. Agora, em 2018, saíram da cidade apenas os candidatos ao Senado. E eles foram muitos: Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Daniella Ribeiro (PP) e Nivaldo Mangueira (Psol).

Romero decide manter programação do “Maior São João do Mundo” após terceiro revés na festa

Área destruída por incêndio foi isolada e gestão promete fazer a limpeza durante a madrugada e manhã do domingo para permitir a retomada da festa

Procurar uma rezadeira não seria um mau conselho para o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). Pelo menos não se o assunto for o “Maior São João do Mundo”. As coisas, neste ano, andam bem atrapalhadas e, justiça seja feita, não por culpa do gestor. Primeiro foi a greve dos caminhoneiros que forçou o adiamento da festa em uma semana. Depois surgiram “loucos” atacando pessoas com agulhas. Por fim, neste sábado (30), o episódio mais grave: o incêndio em parte da estrutura, prejudicando principalmente a parte onde ficavam as barracas e pavilhões comerciais. Uma fatalidade que graças a Deus não acabou com nenhuma morte registrada. As chamas, por outro lado, provocaram terror em quem participava da festa neste sábado. E isso sem falar do caso do Ecad, que quase conseguiu impedir a festa.

Em nota, o prefeito diz que a Prefeitura de Campina Grande e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda. decidiram suspender a programação em toda a arena. Ao mesmo tempo, “informa que a programação do Maior São João do Mundo será retomada, neste domingo (1°), com os shows já agendados, com destaque para a apresentação inédita do cantor Gusttavo Lima no palco principal do Parque do Povo”. A nota diz ainda “que diante da fatalidade”, a organização do Maior São João do Mundo decidiu, também, “tomar providências imediatas para, ainda na noite deste sábado e madrugada de domingo (1 de julho), através de uma força-tarefa, limpar toda a área afetada pelo incêndio e fazer uma nova vistoria no local, inclusive com vistoria na parte elétrica do Parque do Povo e a retirada de entulhos”.

O fogo danificou 24 barracas, segundo a Polícia Militar. Mas até as 22h nem Polícia nem Corpo de Bombeiros tinha identificado o motivo do incêndio. Os Bombeiros controlaram o fogo com a ajuda de carros-pipa. Uma equipe de peritos foi ao local. A área foi evacuada porque o fogo também atingiu a rede elétrica. Os barraqueiros retiraram tudo que puderam dos estabelecimentos. Na nota, a prefeitura se comprometeu a dar assistência a todos os comerciantes que tiveram suas estruturas danificadas com o incidente. No corre-corre, pelo menos duas pessoas ficaram machucadas e foram atendidas no Hospital de Trauma de Campina Grande. Em nota, a prefeitura lamentou os transtornos.

Veja a nota

N O T A

Em função de um incêndio num dos pontos da parte inferior do Parque do Povo, onde se concentra a maior parte das barracas e pavilhões comerciais do Maior São João do Mundo, na noite deste sábado, 30, a Prefeitura de Campina Grande e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda. decidiram, por uma questão de prudência, bom senso e sensibilidade em relação às pessoas que tiveram suas atividades econômicas afetadas e pela garantia de segurança aos milhares de visitantes, suspender a programação em toda a arena.

Ao mesmo tempo, informa que a programação do Maior São João do Mundo será retomada, neste domingo, 1, com os shows já agendados, com destaque para a apresentação inédita do cantor Gusttavo Lima no palco principal do Parque do Povo.

Diante da fatalidade, que felizmente não causou vítimas fatais, a organização do Maior São João do Mundo decidiu, também, tomar providências imediatas para, ainda na noite deste sábado e madrugada de domingo (1 de julho), através de uma força-tarefa, limpar toda a área afetada pelo incêndio e fazer uma nova vistoria no local, inclusive com vistoria na parte elétrica do PP e a retirada de entulhos.

A Prefeitura de Campina Grande lamenta profundamente a fatalidade e suas consequências à rotina da festa, mas não tem dúvidas de que, mais uma vez, o Maior São João do Mundo, com o apoio do povo de Campina Grande, dos milhares de turistas e de todos aqueles que amam a cultura e fazem da festa uma referência nacional do turismo de eventos, continuará a ser exemplo de superação e solidez em sua trajetória de mais de três décadas de absoluto sucesso.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE

Em Campina Grande, Alckmin tenta se descolar de Temer e promete vice do Nordeste

Presidenciável tucano circulou neste sábado pelo Parque do Povo e disse que desafio, se for eleito, será dobrar a renda do brasileiro

Geraldo Alckmin participou das festas juninas em Campina Grande. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, se esforçou durante entrevistas neste sábado (24), em Campina Grande, para se livrar da imagem de governista. Ele veio à cidade para participar do “Maior São João do Mundo” e foi ciceroneado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Ele é o quinto postulante a passar pela cidade. Nas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade do partido com o presidente Michel Temer (MDB), ele alegou restringiu a participação tucana no governo, atualmente, à do chanceler Aloysio Nunes (SP). “Mas por uma decisão pessoal dele”, reforçou, momentos depois de alegar que o atual presidente foi escolhido pelo PT nas eleições de 2014. “O vice sempre tem uma expectativa de mandato”, acrescentou.

O PSDB foi um dos primeiro partidos a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), abrindo espaço para a posse de Michel Temer no governo. Alckmin alega que naquele momento ele, enquanto governador de São Paulo, defendeu que o partido ajudasse o Brasil, mas não fizesse parte do governo. A sigla, majoritariamente, optou por ocupar cargos na gestão. Chegou, inclusive, a ocupar quatro Ministérios importantes. Os ministros foram Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos). Deles, apenas Nunes permanece no cargo. As saídas ocorreram gradativamente após os escândalos de corrupção que tiveram o presidente Temer como alvo.

O vice nordestino

Em relação às eleições deste ano, Alckmin previu que até o final do próximo mês terá clareza sobre as alianças que serão fechadas pelo PSDB. Ele diz ter atualmente praticamente cinco partidos fechados, incluindo o PSDB. O pré-candidato não citou nomes de nenhum, mas prometeu fechar com pelo menos outros três. Ele diz querer um vice nordestino, já que a região é a segunda mais populosa do Brasil, ficando atrás apenas do Sudeste. Ele, no entanto, preferiu não se arriscar em dizer nomes, assegurou apenas que não será nenhum tucano. “O Nordeste tem 55 milhões de pessoas. É a região onde o investimento mais rapidamente dá resultado e nem com cifras tão grandes assim”, reforça.

Na área econômica, a promessa do pré-candidato é dobrar a renda do brasileiro. “O desafio econômico é muito grande, porque o Brasil passou por quase quatro anos de retração econômica, de queda de empregos, fechamento de empresas, de redução da atividade econômica”, disse, acrescentando que o partido reuniu os melhores economistas do Brasil para dar respostas no setor. Ele citou nomes como Pércio Arida, Edmar Bacha e José Roberto Mendonça de Barros. “Nossa meta é dobrar a renda do brasileiro. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil, quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil”, disse.

Mesmo sem dar muitos detalhes, Alckmin deu uma ideia de como pretende, se for eleito, melhorar a renda do Brasileiro. “Existe uma agenda de competitividade, melhorar a educação básica, educação básica de qualidade, abertura comercial, reduzir spread bancário, ter mais disputa na área de banco, ter mais disputa para ter crédito mais barato, infraestrutura e logística”, ressaltou, apontando as BRs 230 e 104 como investimentos em infraestrutura. Antes de Alckmin, entre os presidenciáveis, já estiveram em Campina Grande Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro, Álvaro Dias (Podemos) e Flávio Rocha (PRB). A expectativa é que no dia 5 de agosto passe pela cidade também o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos.

Com informações de Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco

 

Em Campina Grande, Bolsonaro defende extinção de ministérios e venda de estatais

Presidenciável diz que Conselho de Direitos Humanos “defende quem não presta”.

Por Josusmar Barbosa, do Jornal da Paraíba

Jair Bolsonaro andou pelas ruas de Campina Grande em busca de apoio. Foto: Josusmar Barbosa

O pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, nesta quinta-feira (21), em Campina Grande, a extinção de 14 ministérios, entre eles, o da Segurança, e a privatização de 100 empresas estatais. Ele pregou mudança no Código Penal para que o policial não seja punido nos confrontos com mortes de marginais e disse que, se for eleito, vai tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos da ONU, alegando que o órgão só defende quem não presta.

Bolsonaro desembarcou, no aeroporto João Suassuna, por volta das 15 horas, sendo recebido por dirigentes do PSL e centenas de aliados. Ele fez um discurso, depois seguiu para a Praça da Bandeira, no Centro, falou rapidamente aos presentes e concedeu entrevista à Imprensa. Posteriormente, seguiu para o Calçadão da Cardoso Vieira, acompanhado de Julian Lemos, vice-presidente nacional do PSL. No local, Bolsonaro tomou cafezinho e fez um lanche no tradicional box de Wellington do Queijo.

Extinção de ministérios

Dos 29 ministérios existentes hoje no país, Jair Bolsonaro defendeu a extinção de 14, entre eles, o da Segurança. “Quando não se quer resolver alguma coisa, em Brasília, cria-se um ministério, quando não se quer resolver alguma coisa dentro da Câmara se cria uma comissão. Esse ministério será ser extinto, teremos uma secretaria dentro do Ministério da Justiça”, frisou o presidenciável.

Privatização

O presidenciável também pregou a privatização da maioria das empresas estatais. Para ele, só devem permanecer sob o comando do governo brasileiro, as empresa responsáveis pela geração e transferência de energia, por exemplo. “Não sou estatizante, mas dessas 150 estatais, no mínimo 100 vão embora rapidinho, você pode ter certeza disso”, enfatizou Bolsonaro, caso seja eleito ao Palácio do Planalto.

Segurança

Para enfrentar os problemas da segurança, não é preciso criar um ministério, na visão do presidenciável. Além de liberar o porte de arma parta parte da população, Bolsonaro sustenta que é preciso modificar o Código Penal. A proposta é que o policial responda por eventuais danos que provoque com o uso de armas no confronto com bandidos, mas não seja punido. “Com uma pequena mudança no Código Penal, você dá meios para o policial poder bem trabalhar, dando a resposta que a sociedade tanto precisa”, destacou.

Ao ser indagado, na entrevista, sobre a frase que “bandido bom é bandido morto”, Jair Bolsonaro respondeu: “Essa tese não é minha, é do então deputado Sivuca do Rio de Janeiro, mas entre um policial e dez marginais ou 100 marginais eu sou pela vida do policial”.

Direitos Humanos

Ainda durante a entrevista, Jair Bolsonaro apoiou a administração do presidente Donald Trump para retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. “Eu teria saído antes antes do Trump, pois aquele Conselho de Direitos da ONU não serve para absolutamente nada. Não é apenas porque vota contra Israel de forma corriqueira, mas porque está sempre do lado de quem não presta. Como presidente, tiro sim para fazer economia para o Brasil”, frisou.

Ciro e Lula

Em relação às críticas do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que o chamou de “fascista”, Bolsonaro disse que não vai responder a um “destemperado”. Quanto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que ele é um ficha-suja, pois foi condenado por corrupção em duas instâncias, logo não pode concorrer às eleições deste ano. No início da noite, Bolsonaro participou de um evento com militantes do partidários na AABB e depois viajou para Patos, no Sertão.

 

 

Elba Ramalho puxa “fora Temer” no “Maior São João do Mundo”

Cantora paraibana seguiu “provocação” vinda do público e ainda emendou com um “fora todos os corruptos deste país”

A cantora paraibana Elba Ramalho aproveitou a apresentação no Parque do Povo, em Campina Grande, neste domingo (17), para puxar um “fora Temer”. A reação ocorreu após parte do público, na frente do palco, ter iniciado o coro. A artista, então, emendou com um “fora Temer e todos os políticos corruptos deste país”. A manifestação, seguida por uma multidão que assistia o espetáculo, ocorreu já perto do fim da apresentação. Elba já havia se despedido da quadrilha junina que participou da apresentação e falava da última música antes de encerrar o show. Ela lamentou, durante a manifestação, a falta de opções na política nacional. “E olha que nem gostar de política eu gosto, está difícil mesmo. E olha que a gente não tem nome para gritar, bota não sei lá quem!”.

Elba Ramalho já havia puxado o corro do “fora Temer” em outras oportunidades. O presidente Michel Temer (MDB) é acusado em escândalo de propina investigado pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Ele chegou a ser denunciado duas vezes pelo Ministério Público Federal por causa de suposta negociata com os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, mas a Câmara dos Deputados, majoritariamente governista, rejeitou a abertura dos processos. Mais cedo, neste domingo (18), durante entrevista coletiva, Elba foi perguntada se ela defendia o “Lula Livre”, pregado pelos apoiadores do ex-presidente Lula (PT). Ela negou. “Eu sou apolítica, não falo de política, mas não sou petista”, disse.

Desembargadora derruba liminar e libera execução de músicas no “Maior São João do Mundo”

Nova liminar suspende decisão de juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande

Desembargadora levou em consideração as alegações da prefeitura de que teria prejuízo para a cidade com a suspensão da festa. Foto: Divulgação

A desembargadores Maria das Graças Morais Guedes, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), revogou na tarde desta terça-feira, 5, a decisão da juíza Ana Carmem Jordão Pereira, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande,  que suspendia a exibição de músicas protegidas pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) durante o Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

A decisão da desembargadora atendeu a um pedido feito pela Procuradoria Geral do Município de Campina Grande, através de um agravo de instrumento. “Em face do exposto, atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento, para impedir a eficácia da decisão agravada até o julgamento da pretensão recursal pelo Órgão Colegiado”, destaca a decisão da desembargadora.

Romero Rodrigues ressaltou nunca ter tido dúvidas de que a decisão de primeira instância seria revogada no âmbito do Tribunal de Justiça da Paraíba, por conta dos parâmetros objetivos apresentados pela PGM e que nortearam o agravo impetrado pelo Município junto à corte. Para o prefeito campinense, ganham a cidade, os turistas, os artistas, os segmentos econômicos envolvidos e toda a cadeira produtiva da verdadeira indústria de turismo que se constitui o Maior São João do Mundo.

Defesa

“Com essa decisão nós conseguimos restabelecer o direito da população de Campina Grande de ter, efetivamente e de forma plena, a celebração do São João a partir da próxima sexta-feira”, enfatizou o procurador geral do município, José Fernandes Mariz, que reafirma respeito à decisão da juíza Ana Carmem Jordão Pereira e o entendimento dela sobre a questão.

O São João de Campina Grande será iniciado, como já tinha garantido o prefeito Romero Rodrigues, no próximo dia 8 deste mês (sexta-feira) e vai até o dia 8 de julho, conforme havia sido divulgada a programação oficial da festa.

Justiça suspende abertura do ‘Maior São João do Mundo’ em Campina Grande

Ação movida pelo Ecad pede o pagamento pela execução de músicas de artistas representados pelo escritório

Início da festa de São João de Campina Grande está ameaçado por causa de demanda judicial. Foto: Divulgação/CMCG

A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, decidiu liminarmente suspender a abertura do “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande. A festa teria início na próxima sexta-feira (8). A magistrada atendeu pedido formulado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) em Ação de Cumprimento de Preceito Legal movida contra a prefeitura e a empresa Aliança Comunicação e Cultura LTDA. O argumento da entidade é o de que não foram pagos os direitos autorais de artistas cujas músicas foram executadas na festa de 2017 e nem são previstos os pagamentos para este ano.

O Ecad cobra o montante de R$598.000,00, o equivalente a 10% do contrato firmado pela prefeitura de Campina Grande com a empresa Aliança. A alegação é que foi firmado entre as partes um contrato de R$2.990.000,00, em 2017, e que foi aditado para R$5.980.000,00 neste ano. A entidade cobra, por isso, que seja pago pelo percentual que seria devido no contrato do ano passado e no referente a este ano. O procurador-geral do Município, José Mariz, disse respeitar a decisão da magistrada, mas garante que vai recorrer da decisão. Ele contesta os argumentos do Ecad, alegando que não foi especificado, na ação, que músicas e que artistas estão sendo representados.

“Vamos entrar com recurso no Tribunal de Justiça nesta terça-feira e acreditamos que a decisão será revertida”, ressaltou Mariz, alegando que a cidade não pode ser prejudicada. Na decisão, a juíza Ana Carmem determina que o município de “Campina Grande se abstenha, imediatamente, de realizar qualquer repasse à empresa Aliança Comunicação e Cultura LTDA, considerando o Termo Aditivo n.º 01 do Contrato n° 2.07.001/2017,  enquanto não for comprovada o cumprimento da obrigação autoral determinada em sede de Decisão provisória (ID 9087042) nesta demanda.”

A magistrada arbitrou multa diária de R$30 mil em caso de descumprimento da decisão, podendo chegar ao patamar de até R$900 mil. O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) criticou a decisão. Ele ressaltou ser esta a primeira vez na história que o Ecad aciona a prefeitura cobrando o pagamento de direitos autorais. O gestor reforça os argumentos de José Mariz de que não houve comprovação ou a especificação dos direitos autorais infligidos. O tucano diz ainda estranhar o fato de esta ser a primeira vez que o Ecad debanda a prefeitura por causa dos direitos autorais dos artistas.

Colaborou Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br