Romero Rodrigues estreita relações com o PSB de Ricardo

Romero foi recebido pelo prefeito de Recife. Foto: Divulgação

Angélica Nunes

Se na Paraíba a disputa política entre o PSDB do senador Cássio Cunha Lima e o PSB do governador Ricardo Coutinho parece não ter um trégua à vista, fora do estado as relações entre lideranças das duas legendas têm sido bem mais harmoniosas. Dispostos a buscar costurar uma relação harmoniosa, o o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) foi recebido, na tarde desta terça-feira (10), pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), ambos reeleitos para os próximos quatro anos.

Acompanhado por auxiliares, Romero tratou da troca de experiências administrativas e de possíveis parcerias com a prefeitura da capital pernambucana. Geraldo Júlio fez uma exposição detalhada sobre projetos da área social. Destacou os bons resultados dos programas Porto Social e Transforma, que, essencialmente promovem um novo nível de interação entre o poder público e organizações sociais.

Romero Rodrigues mostrou-se entusiasmado particularmente com os projetos Transforma e Porto Social e a proposta de ambos na área de voluntariado e sinergia entre prefeitura e comunidade. Centenas de organizações não-governamentais e mais de 70 mil voluntários estão cadastrados.

Mais cedo, na parte da manhã, os secretários André Agra (Planejamento) e Luiz Alberto (Desenvolvimento Econômico), acompanhados do ex-presidente da AMDE, Dunga Junior, mantiveram reunião com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcante, com quem colheram importantes subsídios sobre o setor.

Genival Lacerta cobra cachê ao prefeito de Campina Grande

O cantor Genival Lacerta fez uma cobrança pública ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), pedindo o pagamento do cachê referente à apresentação no Maior São João do Mundo. A cobrança tem circulado nas redes sociais. No áudio, o artista relata uma verdadeira peregrinação por salas da administração municipal em busca do dinheiro, cujo valor não foi revelado. Ele ressaltou também que tem recebido cobranças dos integrantes da banca, do ônibus que faz  traslado da banda, etc. “Não me chame mais para tocar em Campina Grande, mas pague pelo cachê para eu pagar aos artistas”, disse.

Lacerda lembrou que é um cantor nacional e que leva o nome da cidade para todo o Brasil e, por isso, não mereceria passar pelo aperreio. O caso lembra outra ocorrência também deste ano, quando o Antônio Barros e Cecéu se recusaram a se apresentar no São João da cidade. O argumento apresentado foi o de que não teria prazo para que o cachê fosse pago. Houve troca de acusações entre artistas e prefeitura, mas o espetáculo foi cancelado e outra banda foi contratada para ocupar o espaço. Um fato lamentável para uma cidade que tem como marca a promoção do Maior São João do Mudo.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, divulgou nota também nesta sexta-feira (23) lamentando a queixa de Genival Lacerda. Ele atribuiu o problema a questões de ordem burocráticas involuntárias e à necessidade de se adotar providências no estrito limite da lei, terminaram por impor uma situação desgastante na tramitação e quitação do débito. De acordo com o prefeito, originalmente, o pagamento do cachê a Genival Lacerda e outros artistas seria feito pela empresa Aliança, do Recife, responsável pela captação de patrocínios para o Maior São João do Mundo. Como a Aliança alegou não ter condições de quitar o pagamento, a Prefeitura tentou encontrar uma forma legal para resolver o problema.

Rodrigues explicou que o contrato não foi firmado com o poder público municipal, havendo portanto sérios riscos em relação à prestação de contas. “E, por mais carinho e respeito que eu tenha a Genival, só autorizo pagamentos dentro da total legalidade processual e respeitando os trâmites básicos”, destacou Romero. Para tentar resolver a questão, a prefeitura fez uma consulta formal ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) sobre a situação inusitada, havendo também pedido de parecer, por parte da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, à Procuradoria Geral do Município sobre o impasse.

Acabou a paciência dos paraibanos com os vereadores e seus reajustes

A população de Campina Grande vai se deparar, nesta quinta-feira (22), com uma campanha para a coleta de assinaturas puxada pelos servidores municipais contra o reajuste nos salários dos vereadores, além da aprovação do 13° da categoria, medida que tem a constitucionalidade contestada. Os parlamentares elevaram os próprios salários de R$ 12 mil para R$ 15 mil neste mês e, desde então, enfrentam a fúria de estudantes e sindicalistas. A coleta de assinaturas será coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) e reflete uma indignação já impregnada na população não apenas de Campina Grande. Ao todo, mais de 150 câmaras municipais paraibanas já fixaram os novos subsídios.

“Enquanto o povo brasileiro é convidado a ceder pacificamente aos cortes na educação, saúde, aposentadoria e direitos trabalhistas, os políticos que estão propondo esses ataques à sociedade não estão perdendo tempo em aumentar seus salários e criar vencimentos inconstitucionais, como décimo terceiro”, diz a nota que traz a convocação para o manifesto. Desde a semana passada, quando aprovaram o reajuste, os vereadores de Campina Grande fogem do embate público, temendo a reação da população. Já foram jogados 100 quilos de esterco de gado na porta da Câmara Municipal e manifestantes estão ocupando as galerias em toda sessão para pedir a revogação do reajuste.

A partir das 10h desta quinta, a campanha “Revoga, Já” irá estabelecer dois pontos de coletas de assinatura – Praça da Bandeira e Calçadão Cardoso Vieira. Os sindicalistas dizem que a meta é acabar com o “escarnio com a população que está sendo obrigada a ver seu futuro definhar na sua frente”. Alguns vereadores já demonstraram interesse em abrir mão do reajuste, mas a maioria não aceita. Em reunião realizada na casa da vereadora Ivonete Ludgério, nesta semana, o tema foi abordado, mas há muita resistência. Os servidores públicos querem coletar 12 mil assinaturas para validar o projeto de iniciativa popular que pede a revogação do aumento. Pelo jeito, não será difícil conseguir.

A mobilização em Campina Grande é um exemplo para outras cidades.

PM apreende móveis hospitalares retirados da UPA de Sousa

whatsapp-image-2016-12-06-at-22-35-39A Polícia Militar apreendeu um caminhão carregado com móveis provenientes da Unidade de Pronto Atendimento de Urgência (UPA) de Sousa. O material seguia nesta terça-feira (7) para Campina Grande, quando houve a abordagem. O prefeito da cidade, André Gadelha (PMDB), foi derrotado nas eleições deste ano para Fábio Tyrone (PSB). O deputado estadual Renato Gadelha (PSC) foi chamado para resolver a questão e reclamou a posse do material, alegando ter documentação que comprovam a informação. Apesar disso, não houve acordo e o material foi apreendido pela PM até que a documentação seja apresentada.

Em nota, Renato Gadelha deu sua versão a respeito do que chamou de mal-entendido. Ele assegura que o material apreendido pertence ao Hospital João XXIII e estavam cedidos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sousa. Foram cedidos à prefeitura de Sousa para que a instituição de saúde fosse inaugurada. O deputado explicou que o mesmo caminhão responsável por levar as camas de Campina Grande para Sousa, estava fazendo o transporte de volta para Campina. “O motorista e o ajudante do caminhão informaram à polícia que as camas são do Hospital João XXIII, pois eles mesmos as trouxeram para Sousa. Infelizmente, a PM foi induzida a erro e acabou por apreender o material”, disse.

O deputado, que já foi diretor do Hospital João XXIII, sugeriu à PM que as camas fossem levadas de volta à Upa até que ficasse comprovada a propriedade dos equipamentos. “No entanto, minha sugestão não foi acatada e as camas e colchões acabaram ficando retidas na delegacia”, relatou Renato Gadelha. O parlamentar explicou a cessão das dez camas e dez colchões para utilização na Upa de Sousa. “A licitação ainda levaria algum tempo e o João XXIII dispunha dos equipamentos. Foi feita a cessão à Prefeitura para que a população pudesse dispor dos serviços da Upa. Agora, diante do não uso das camas, o hospital estava buscando de volta o que lhe pertence”, detalhou Gadelha.

Segundo informações da Polícia Civil, foram retiradas dez camas hospitalares por volta das 23h. O motorista do carro, os ajudantes e os advogados de Gadelha foram na delegacia para prestar esclarecimento. O material está na delegacia de Sousa até que os advogados apresentem documento comprobatórios de compra das camas. O advogado do Hospital João XXIII, Iarley Maia, explicou que tudo será resolvido com a apresentação dos documentos que comprovam a posse do material. Ele reclamou do que chamou de uso político do caso.

Renato adiantou que a Secretaria de Saúde de Sousa estava ciente da retirada. “O hospital fez a solicitação que foi, prontamente, atendida pela prefeitura. A posse das camas será comprovada e ficará claro que tudo não passou de um mal-entendido. Tentou-se criar um fato político, mas toda a documentação necessária será apresentada e as camas seguirão o seu devido destino”, finalizou.

Crise de saúde afasta do cargo prefeito em exercício de Campina Grande

Ronaldo Cunha Lima Filho tira licença médica por causa de doença. Foto: Divulgação/PMCG

Ronaldo Cunha Lima Filho tira licença médica por causa de doença. Foto: Divulgação/PMCG

O prefeito em exercício de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima Filho (PSDB), se afastou do cargo por recomendação médica no primeiro dia da licença do prefeito Romero Rodrigues, do mesmo partido. O tucano acompanharia a visita dos ministros Ricardo Barros e Osmar Terra, nesta segunda-feira, 28, mas ficou impossibilitado por conta de problemas de saúde, deste o domingo (27). Ele foi acometido de uma crise de diverticulite, doença que provoca a formação de bolsas e quistos no intestino grosso.

“Mais uma vez, por causa de uma crise de diverticulite, Ronaldinho se submeteu a exames e recebeu expressa recomendação médica para, além de um rigoroso tratamento à base de medicamentos, se submeta a absoluto repouso nos próximos dois dias”, diz a nota divulgada pela prefeitura de Campina Grande. “De qualquer forma, o prefeito em exercício já deixou claro que acompanhará a rotina administrativa do Município, promovendo despachos com sua assessoria em domicílio e retomará o integral ritmo administrativo, tão logo receba autorização médica”, acrescenta.

Cunha lima também divulgou nota nas redes sociais a certa da doença. “Estimados amigos, estou em meio a fortíssima crise de diverticulite. Estou relutando em ter que me internar, mas pra isso estou tendo que me submeter às ordens médicas. Repouso absoluto, alimentação pastosa, tomar soro e correr do estresse. Lembrem-se que já quase morri por conta dessa doença. Nesse sentido vou me ausentar daqui por um tempo. Abraço a todos”, ressaltou em postagem na manhã desta segunda-feira.

Titular

Romero Rodrigues se afastou do cargo por um período de 14 dias, contados a partir desta segunda. Ele explicou que, anualmente, durante um período de no máximo 15 dias, tira licença em sintonia em sintonia com o período de férias escolares de seus dois filhos.

Nota da prefeitura de Campina Grande

Tendo se preparado para participar de toda a programação de visita a Campina Grande dos ministros Ricardo Barros e Osmar Terra, nesta segunda-feira, 28, o prefeito em exercício Ronaldo Cunha Lima Filho ficou impossibilitado de prestigiar as agendas das duas autoridades por conta de inusitado problema de saúde, neste domingo.

Mais uma vez, por causa de uma crise de diverticulite, Ronaldinho se submeteu a exames e recebeu expressa recomendação médica para, além de um rigoroso tratamento à base de medicamentos, se submeta a absoluto repouso nos próximos dois dias.

De qualquer forma, o prefeito em exercício já deixou claro que acompanhará a rotina administrativa do Município, promovendo despachos com sua assessoria em domicílio e retomará o integral ritmo administrativo, tão logo receba autorização médica.

Tumulto marca ato contra a PEC-55 (ex-PEC-241) na Câmara de Campina Grande

protesto

Sindicalistas, professores e estudantes, que participaram da mobilização nacional que pede o “Fora Temer” e a rejeição da “PEC-55 (numeração da PEC-241 no Senado)”, geraram tumulto na manhã desta sexta-feira (11) ao tentar ocupar a Câmara de Vereadores de Campina Grande. A concentração ocorreu na Praça da Bandeira, de onde os manifestantes seguiram para o Legislativo, com faixas e cartazes com cobranças direcionadas aos senadores paraibanos.

A manifestação ocorreu momentos antes de uma sessão especial destinada à concessão de títulos de Cidadania Campinense aos desembargadores Marcos Cavalcanti, presidente do Tribunal de Justiça; Fátima Bezerra Cavalcanti, ex-presidente do TJPB, e José Aurélio da Cruz, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral Eleitoral (TRE). Os três já foram juízes em Campina Grande. A solenidade também contou com a participação do prefeito reeleito da cidade, Romero Rodrigues (PSDB), e do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB).

Os seguranças da Câmara Municipal impediram a entrada dos manifestantes, dentre eles, David Lobão, ex-candidato a prefeito pelo Psol, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Nazito Pereira. A Polícia Militar foi chamada. Os manifestantes saíram pelas ruas centrais de Campina Grande, dentro da manifestação nacional. A sessão marcada para 11 horas só começou às 12 horas. Os manifestantes cobra que os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB), Raimundo Lira (PMDB) e José Maranhão (PMDB) votem contra a PEC.

Com informações de Josusmar Barbosa, do jornaldaparaiba.com.br

 

Vereadores de Campina Grande fazem “vigília hídrica”

propaganda_aguaOs vereadores de Campina Grande vão fazer, nesta quinta-feira (3), uma ‘Vigília Hídrica’. O evento começa a partir das 17h, no Calçadão da Cardoso Vieira e tem como objetivo mobilizar as autoridades responsáveis pelos recursos hídricos, a nível federal e estadual, para que tomem medidas urgentes contra a crise e a falta d’água nos municípios abastecidos pelo Açude Epitácio Pessoa. O encontro também alerta sobre os níveis de diminuição diária do reservatório Boqueirão, em de busca alternativas, ações práticas e políticas públicas que possam amenizar os transtornos já enfrentados atualmente.

De acordo com o presidente da Comissão de Recursos Hídricos da Câmara, o parlamentar Lula Cabral, desde 2013 que a Câmara se mobiliza e alerta sobre os problemas que enfrentaríamos caso não houvessem medidas efetivas para essa questão. “A Câmara sempre se mobilizou para chamar atenção dos gestores públicos para com suas responsabilidades. Campina pede socorro! A cidade se prepara para um caos hídrico histórico e estamos chegando a um momento em que devemos nos preocupar com a saúde pública, pois sem água potável não teremos saúde.”, alertou o vereador.

Durante o evento será formulado um abaixo-assinado com todos os presentes para encaminhar, junto com outros documentos, aos deputados federais e estaduais, senadores, ministros e ao Presidente da República como um pedido de socorro pela região. A mobilização contará com a presença dos vereadores da Casa de Félix Araújo, artistas populares, membros da OAB, representantes da Associação Comercial, professores especialistas da área hídrica e população campinense. Também serão convocadas entidades sociais e sindicais, universidades, imprensa, Exército e prefeitos das outras dezenove cidades que recebem água de Boqueirão.

 

Noves fora nada, na viagem de Romero Rodrigues a Brasília

Comitiva da Paraíba é recebida por presidente em exercício Rodrigo Maia

Comitiva da Paraíba é recebida por presidente em exercício Rodrigo Maia. Foto: Divulgação

O saldo da viagem do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), a Brasília para cobrar solução para o risco de desabastecimento da cidade por conta da estiagem associada à morosidade nas obras para a transposição foi muito próximo de zero. O pedido do presidente da República interino, Rodrigo Maia (DEM), para que seja enviado ao Ministério da Integração um projeto para agilizar a chega da água da transposição ao Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) e um seminário, nos próximos dias, em Campina Grande, para que a Integração Nacional exponha de forma clara aos prefeitos, secretários, técnicos e à população informações sobre o problema, as soluções e medidas necessárias para se enfrentar o problema hídrico.

Trocando em miúdos, balela, balela, balela. Só tem duas soluções viáveis para Campina Grande e as 18 cidades do entorno que se encontram à beira de um colapso no abastecimento: água da transposição ou um dilúvio. É vergonhoso ver os argumentos dos homens públicos num momento em que a cidade mais importante do interior do Nordeste vive às voltas com o risco de um colapso sem precedentes no seu abastecimento. Ou será que realmente existe a intenção de abastecer a cidade com carros-pipa e cisterna, como promete a propaganda do governo federal, largamente divulgada nas TVs nordestinas.

O senador Deca do Atacadão (PSDB) divulgou nas redes sociais que vai propor ao governo federal um terceiro turno nas obras da transposição. Não é preciso ser nenhum gênio para dizer que as bancadas estadual e federal da Paraíba deveriam buscar os colegas dos outros estados nordestinos e fazer greve no Congresso Nacional. Seria republicano até acampar em frente do Palácio do Planalto para cobrar pressa. Algo que os irmãos do Sudeste fariam sem titubear para cobrar benefícios para a região, que recentemente foi assolada por uma seca sem paralelo na história da região.

Enquanto os pleitos para a Paraíba forem divididos de acordo com as vontades do governador Ricardo Coutinho (PSB) ou do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a população estará perdida igual a cego em tiroteio. Não há solução no horizonte frente à politicagem de quem está mais preocupado com a sucessão do governo do Estado em 2018 que com os problemas de hoje. Existe muita ‘mise-en-scène’ e pouca prática para cobrar solução. O Nordeste tem metade da bancada federal e do Senado, mesmo assim, aceita as migalhas do governo federal, comandado por quem nunca enfrentou os rigores de uma seca, quando deveria levar o diálogo para um patamar mais elevado.

O tempo de dialogar de forma primaveril já passou. A hora é de procurar solução para resolver o problema de abastecimento de água na Paraíba, em Pernambuco, no Ceará, no Rio Grande do Norte e por aí vai. O tempo de dialogar e posar par fotos passou. A Paraíba precisa de água, não de foto posada e promessas que não se sustentam do ponto de vista prático…

 

 

Governo federal só promete carro-pipa e cisterna. E Campina Grande, como fica?

A propaganda do governo federal que trata sobre a estiagem prolongada no Nordeste parece uma piada de muito mal gosto quando observada pelos moradores das grandes cidades do semiárido, a exemplo de Campina Grande. A peça publicitária, veiculada apenas na nossa região, foi pensada pelo staff do presidente Michel Temer (PMDB) para dizer que o Planalto vai garantir a assistência às famílias, porém, apresenta como solução apenas carro-pipa e cisterna. Sem previsão segura para a entrega da transposição, surge o questionamento: como fica a situação da segunda maior cidade da Paraíba, já que é virtualmente impossível abastecer Campina Grande por meio de carro-pipa ou cisterna.

A situação se reveste de viés ainda mais grave quando se leva em consideração dois fatores: o Açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, possui atualmente apenas 6,5% da sua capacidade de água acumulada e, para completar, a Agência Nacional de Águas (ANA) publicou portaria anunciando que a operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) vai acontecer apenas a partir do dia 26 de março de 2018. Ou seja, um ano depois da última previsão. Os especialistas, inclusive reunidos em evento promovido recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), já anunciaram que não haverá de onde tirar água para abastecer Campina Grande sem a transposição ou um “dilúvio”.

É muito preocupante a situação, porque sem a tranposição, restará para os 19 municípios polarizados por Campina Grande apenas as orações a Deus com pedido de muita chuva para recompor as águas do açude, coisa que não acontece há mais de cinco anos. Além disso, como uma cidade com alto adensamento populacional, seria preciso encher toda a BR-230 de carros-pipa para abastecer a cidade, levando água de Gramame-Mamuaba. Não parece algo razoável ou factível. A cidade, atualmente, enfrenta um rodízio de quatro dias com água e outros quatro sem uma gota de água nas torneiras.

Resolução da ANA

agencia-brasilA resolução da ANA foi editada a pedido do Ministério da Integração Nacional. O documento foi publicado no Diário Oficial da União no dia 21 de setembro. Trata-se da terceira prorrogação do prazo, dada a complexidade da obra. O primeiro prazo foi fixado em 26 de setembro de 2011 pela Resolução ANA nº 411/2005, que outorgou ao Ministério da Integração Nacional o direito de uso de recursos hídricos para a execução da Transposição. A primeira alteração foi autorizada por meio da Resolução ANA nº 37/2012, que estendeu o prazo para 26 de setembro de 2014. A Resolução ANA nº 1202/2014 voltou a estender o prazo para 26 de setembro de 2016.

Diante da situação, o melhor a ser feito era o governador Ricardo Coutinho (PSB) e os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB), além de toda a bancada federal, sentarem juntos e definirem um plano de ação. De acordo com informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da Cagepa, a situação é crítica e ficará pior se não chover até o ano que vem. O nível do Açude Epitácio Pessoa, de acordo com estimativas da companhia, será o suficiente para abastecer as 19 cidades até o mês de fevereiro do ano que vem. Ou seja, ou se pressiona o governo federal para acelerar o passo, ou melhor todos redobrarmos as preces a Deus.

 

Com campanha mais “pobre”, candidatos gastaram um terço de 2012

urnaA estimativa divulgada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, de que os candidatos gastaram na campanha deste ano um terço do registrado nas eleições municipais em 2012 se aplica aos postulantes de João Pessoa e Campina Grande. Os gastos deste ano ficaram bem aquém da eleição passada, quando os quatro candidatos que foram para o segundo turno nas duas cidades torraram mais de R$ 15 milhões. As estruturas de campanha, neste ano, são mais modestas devido as dificuldades para arrecadar e o próprio prazo para fazer campanha caiu de 90 para apenas 45 dias.

O limite de gasto para João Pessoa era de R$2,4 milhões, que corresponde a 70% do maior gasto individual registrado em 2012, que foi o do ex-senador Cícero Lucena (PSDB). Neste ano, quem mais investiu foi a socialista Cida Ramos, que desembolsou R$1,3 milhões até o momento. O segundo que mais gastou foi o prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), com pouco mais de R$ 1 milhão. A soma dos gastos de todos os postulantes de João Pessoa foi de R$ 2.715.037,56, pouco acima do que seria admitido individualmente por apenas um deles.

Já em Campina Grande, Campina Grande, o limite máximo de gasto individual era de R$ 3,4 milhões, correspondente a 70% do que foi investido por Tatiana Medeiros (PMDB) naquele pleito. Neste ano, o campeão de gastos declarados até agora é o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). Ele declarou gastos de R$1,2 milhão. Já o segundo colocado, o prefeito e candidato à reeleição, Romero Rodrigues (PSDB), desembolsou R$590,2 mil até o momento. A soma de todos os gastos declarados até o momento é de R$ 2,4 milhões, bem  abaixo do limite máximo para gastos individuais.

Os postulantes têm até 72 horas após os gastos para declarar os dados à Justiça Eleitoral, por isso, os números ainda podem sofrer alteração.

Estatísticas

João Pessoa
Limite de gasto para prefeito no primeiro turno: R$2.465.246,00
Limite de gasto para prefeito no segundo turno: R$739.573,80
Eleitorado apto a votar: 489.028

Gastos declarados até o momento
Cida Ramos: R$1.393.737,34
Luciano Cartaxo: R$1.043.924,97
Professor Charliton: R$262.563,65
Victor Hugo: R$14.811,60
Total: 2.715.037,56

 

Campina Grande
Limite de gasto para prefeito no primeiro turno: R$3.495.432,44
Limite de gasto para prefeito no segundo turno: R$1.048.629,73
Eleitorado apto a votar 274.006

Gastos declarados até o momento
Adriano Galdino: R$315.649,54
Artur Bolinha: R$324.503,57
David Lobão: R$ 0,00
Romero Rodrigues: R$590.241,95
Veneziano Vital: R$1.208.971,23
Walter Neto: R$1.200,00

Total: R$ 2.440.565,99