Acabou a paciência dos paraibanos com os vereadores e seus reajustes

A população de Campina Grande vai se deparar, nesta quinta-feira (22), com uma campanha para a coleta de assinaturas puxada pelos servidores municipais contra o reajuste nos salários dos vereadores, além da aprovação do 13° da categoria, medida que tem a constitucionalidade contestada. Os parlamentares elevaram os próprios salários de R$ 12 mil para R$ 15 mil neste mês e, desde então, enfrentam a fúria de estudantes e sindicalistas. A coleta de assinaturas será coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) e reflete uma indignação já impregnada na população não apenas de Campina Grande. Ao todo, mais de 150 câmaras municipais paraibanas já fixaram os novos subsídios.

“Enquanto o povo brasileiro é convidado a ceder pacificamente aos cortes na educação, saúde, aposentadoria e direitos trabalhistas, os políticos que estão propondo esses ataques à sociedade não estão perdendo tempo em aumentar seus salários e criar vencimentos inconstitucionais, como décimo terceiro”, diz a nota que traz a convocação para o manifesto. Desde a semana passada, quando aprovaram o reajuste, os vereadores de Campina Grande fogem do embate público, temendo a reação da população. Já foram jogados 100 quilos de esterco de gado na porta da Câmara Municipal e manifestantes estão ocupando as galerias em toda sessão para pedir a revogação do reajuste.

A partir das 10h desta quinta, a campanha “Revoga, Já” irá estabelecer dois pontos de coletas de assinatura – Praça da Bandeira e Calçadão Cardoso Vieira. Os sindicalistas dizem que a meta é acabar com o “escarnio com a população que está sendo obrigada a ver seu futuro definhar na sua frente”. Alguns vereadores já demonstraram interesse em abrir mão do reajuste, mas a maioria não aceita. Em reunião realizada na casa da vereadora Ivonete Ludgério, nesta semana, o tema foi abordado, mas há muita resistência. Os servidores públicos querem coletar 12 mil assinaturas para validar o projeto de iniciativa popular que pede a revogação do aumento. Pelo jeito, não será difícil conseguir.

A mobilização em Campina Grande é um exemplo para outras cidades.

Cartaxo vota acompanhado de lideranças e se diz certo da vitória

whatsapp-image-2016-10-02-at-10-17-08O prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSB), votou nesta manhã, na Escola Estadual Professor Matheus Augusto de Oliveira, no Bairro dos Estados, acompanhado de familiares, militantes e aliados. Ele seguiu para a sessão junto com o irmão, Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD; da primeira-dama, Maísa Cartaxo, e dos filhos, Caio e Matheus. O vice na chapa, Manoel Júnior (PMDB), também acompanhou o postulante, ao lado do senador José Maranhão. Os dois aderiram à campanha do pessedista depois de desistirem da candidatura própria do deputado federal.

“Estamos tranquilos, felizes com uma campanha limpa, correta, propositiva, sem baixar o nível e sem ataque aos adversários”, pontuou Cartaxo. Ele assegurou que vai passar parte do dia abraçando colegas que participaram da campanha. Sobre a expectativa de vitória no primeiro turno, como o indicado pelo Ibope, o prefeito preferiu não comentar.

Cássio participa da agenda de Cartaxo nesta quarta-feira

Cássio e CartaxoO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai participar, pela primeira vez, de uma agenda do prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), nesta quarta-feira (28). Ele estará na caminhada da coligação “Força da União por João Pessoa” que sairá do Caic, em Mangabeira, e seguirá em direção à lateral do mercado do bairro, onde haverá um comício. A concentração, no Caic, será a partir das 17h55. De acordo com informações da assessoria, ele ficará no evento por aproximadamente uma hora e depois seguirá para um périplo por cidades do interior.

A presença do tucano era cobrada, curiosamente, pela oposição. O argumento era o de que Cássio era “escondido” por Cartaxo e o seu vice, Manoel Júnior (PMDB) por, supostamente, tirar mais do que acrescenta em votos na campanha eleitoral. Desde o início da campanha, coube a Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do tucano, se incorporar à campanha eleitoral na capital. Curiosamente, apesar de ter Campina Grande como base eleitoral, o deputado foi, individualmente, o mais votado em João Pessoa entre os deputados eleitos em 2014.

O senador Cássio Cunha Lima é apontado como o principal fiador da aliança entre PSD, PMDB e PSDB para as eleições deste ano. A estratégia entre os partidários foi criar um grande bloco para fazer frente à influência do governador Ricardo Coutinho (PSB), tendo em vista a boa avaliação dele junto à população. O socialista é o padrinho político da candidata Cida Ramos.

 

Ricardo rebate críticas de Cartaxo sobre insegurança

ricardo-1Faltando pouco mais de uma semana para as eleições, o governador Ricardo Coutinho (PSB) decidiu rebater as críticas sistemáticas feitas pelo prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), à escalada da criminalidade no Estado, com atenção especial para a capital. O Mapa da Violência 2016 apresenta a cidade como a 4ª capital mais violenta do país. O gestor paraibano, padrinho político de Cida Ramos (PSB), usou as redes sociais para ironizar as críticas do perfeito, lembrando, entre outras coisas, que ele esteve no governo do Estado, no cargo de vice, quando foram registrados crescimento no número de homicídios, entre 2009 e 2010.

ricardo-2Através do Twitter, na tarde desta quarta-feira (21), o governador elevou o tom das críticas. “A política está de cabeça para baixo, mesmo. Cartaxo criticando a segurança, é demais”, disse. Em tom irônico, Coutinho afirmou que a taxa de homicídios cresceu 25%, em 2010, ano em que Cartaxo era vice-governador na gestão de José Maranhão (PMDB). “Um descalabro”, pontuou o governador, que ainda acusou o prefeito de ter criado uma secretaria de segurança municipal apenas para empregar o ex-vereador Geraldo Amorim.

Ironia

Coutinho disse ainda que o prefeito “conseguiu a proeza de acabar com todas as políticas de socialização na educação e nas praças e bairros que o PSB tinha implementado. Atraso político de discurso frágil e inconsistente, Cartaxo não sabe que a PB, há 5 anos reduz o número de homicídios, mesmo sem a parte da PMJP”. E encerra cobrando que a Prefeitura de João Pessoa retome a responsabilidade para com a segurança que lhe cabe, com as políticas sociais. Ele ainda defende o nome de Cida Ramos para a prefeita do município.

O tema segurança vai embalar os debates até o fim da campanha. O Ibope Inteligência, em pesquisa encomendada pela TV Cabo Branco, mostrou que a segurança é a principal preocupação de 22% da população de João Pessoa. Durante agenda na manhã desta quarta, o governador falou que a disputa na capital será decidida nos próximos dez dias. Na prática, o gestor tenta aplacar os efeitos das entrevistas dadas pelo prefeito Luciano Cartaxo, que, como cantiga de grilo, não tem deixado de apontar as falhas na segurança pública, o calo da gestão socialista, como legado para Cida.

Quem puder que se segure…

Colaborou Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

Com empresas fora, até mortos já figuram entre os doadores de campanha

Cena do seriado The Walking Dead

Cena do seriado The Walking Dead

Não, não se trata da onda cinematográfica de filmes sobre mortos-vivos perambulando pelas cidades. Falo dos mortos, mortos que estão inseridos no ranking de doações de dinheiro para os candidatos a prefeito e a vereador pelo Brasil a fora. Os dados foram divulgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão identificou nada menos que 38,9 mil doadores suspeitos, 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades e 34% de irregularidades do total de contas analisadas. Os dados não foram destrinchados e serão analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o tribunal já revelou a existência de muitos defuntos na lista.

Os indícios de irregularidades foram encontrados nas prestações de contas dos candidatos às eleições de outubro, entregues à Justiça Eleitoral. De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). “Nós temos que acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam. Agora, temos mortos que doam”, disse Mendes. Os dados fazem parte da primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro.

Neste ano, passou a vigorar nova regra, instituída pela Reforma Eleitoral aprovada no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada 72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e foram permitidas somente doações por pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento do ano anterior. Antes da vigência da nova regra, os dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os dados, o TSE firmou um convênio com o TCU.

De acordo com Aroldo Cedraz, presidente do TCU, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas analisadas. “Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês terem uma ideia são 34% de irregularidades que nós estamos verificando, no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses dados”, disse. Foram analisadas 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.

TRE-PB recebe denúncias de servidores convocados para a campanha

Todo ano eleitoral é a mesma coisa: surgem denúncias de que servidores comissionados e prestadores de serviço de governo e prefeituras são convocados pelos seus chefes para reforçar a campanha eleitoral dos gestores e seus afilhados. A coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Vanessa do Egypto, revelou durante entrevista à CBN João Pessoa que começaram a chegar, ao órgão, denúncias formuladas por pessoas supostamente coagidas a participar dos eventos. Ela explica que os casos ainda não estão sendo investigados porque, por medo de represália, as pessoas não querem se identificar.

Caso uma das denúncias seja comprovada, a prática é enquadrado como conduta vedada e pode resultar na cassação do registro do candidato. A dica dada por Vanessa do Egypto é que o servidor ameaçado grave, faça vídeo ou print de eventuais mensagens no celular. Também procure fazer imagens nas ruas, da panfletagem feita contra a própria vontade. A coordenadora da Corregedoria explica que o cuidado na composição das provas é necessário para que a Justiça Eleitoral não embarque em denúncia falsa. Ou seja, não faltam informações sobre as pressões sobre os servidores públicos, mas para denunciar é preciso provas.

 

Ibope mostra por que Cartaxo critica segurança e Cida a saúde

Preocupações IBOPE

Os números da pesquisa Ibope Inteligência justificam os discursos adotados pelos candidatos a prefeito de João Pessoa quando o assunto é o ataque ao adversário. O prefeito e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), tem recheado os discursos contra Cida Ramos (PSB), apoiada pelo governador socialista Ricardo Coutinho, com críticas sobre a escalada da violência na capital. Enquanto isso, vira e mexe, a socialista ataca o atual prefeito com críticas à saúde pública. Tudo reflexo das pesquisas internas que reforçam os pontos fracos do adversário.

No caso de Luciano Cartaxo, o desempenho da saúde figura como o ‘calcanhar de Aquiles’ da gestão. Pelo menos 33% dos eleitores ouvidos pelo Ibope apontaram o setor como a maior preocupação do pessoense. Por conta disso, tanto Cida quanto o seu vice na chapa, Wilson Filho (PTB), têm usado o tema para fazer críticas ao prefeito. Relatam os problemas que se tornaram comuns no atendimento ao público no Hospital Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha. Uma das estratégias tem sido usar as promessas não cumpridas de construção do Hospital da Mulher e novas Upas, feitas pelo prefeito, em 2012.

Já Cartaxo tem usado as críticas à insegurança, na capital, como contraponto. O tema é a principal preocupação de 22% dos pessoenses. Em várias oportunidades, ao ser questionado sobre cobranças do governador, tem sugerido que Ricardo Coutinho cuide das promessas não cumpridas de combate mais efetivo à violência. Ele lembra que João Pessoa passou a frequentar a lista das cidades mais violentas do mundo desde que o socialista chegou ao poder. Pela ordem, os outros temas que preocupam os pessoenses são a geração de empregos, com 7%, e o calçamento das ruas, com 6%.

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA (JOB Nº 0565-1 | 2016)
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de agosto de 2016.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 602 eleitores.
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de Confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.
Solicitante: pesquisa contratada por TELEVISÃO CABO BRANCO LTDA.
Registro Eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-06426/2016.

Candidatos saem às ruas sem material de campanha em João Pessoa

urna“Em terra de candidato, quem tem material de campanha é rei”, diz a versão adaptada da máxima popular. Ela ilustra em justa posição o fato de a campanha ter começado de direito, mas não de fato para grande parte dos candidatos a prefeito e a vereador, em João Pessoa. O grupo vai para as ruas ainda sem material de campanha. Só para se ter uma ideia, entre os majoritários, já têm adesivos e panfletos para distribuir o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e Charliton Machado (PT). Victor Hugo (Psol) ainda espera pela impressão na gráfica e Cida Ramos ainda na segunda esperava a definição do CNPJ para abrir a conta bancária.

A demora para a resolução das questões é decorrente das exigências legais. O Tribunal Superior Eleitoral cobra que os candidatos só providenciem o material de campanha após terem o CNPJ e a conta de campanha. As faixas, panfletos e banners têm que trazer tanto o CNPJ do candidato, quanto a tiragem da publicação. A assessoria da professora Cida Ramos se mostrou otimista em relação ao recebimento do material ainda esta semana. Enquanto isso, a campanha vai pegando carona na disposição e no material de campanha dos candidatos a vereador.

Documentário “Impeachment” fecha o sonho petista de “Entreatos”

Reprodução

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A notícia sobre o documentário “Impeachment”, que está sendo finalizado pela cineasta mineira Petra Costa, da produtora Busca Vida Filmes, deve encher de melancolia petistas e admiradores do Partido dos Trabalhadores por, no mundo do cinema, simbolizar uma espécie de “fechamento” do badalado “Entreatos”, de João Moreira Salles. Enquanto o segundo retrata a chegada do PT ao poder, com a eleição do ex-presidente Lula, em 2002, o primeiro apresenta o naufrágio do sonho petista, com a descida rampa abaixo, a contragosto, da presidente afastada Dilma Rousseff.

Li sobre o documentário de Petra no blog de Silvio Osias, no Jornal da Paraíba. Ele comentou, com algumas discordâncias, conceitos abordados pela diretora do premiado documentário Elena. À revista Veja, Petra disse que iniciou o projeto em 13 de março deste ano, quando começou a filmar as manifestações de rua que pediam a saída da presidente (estas muito menores que as do ano passado). Registrou imagens em Brasília, Rio, São Paulo, Teresina, Recife, Juazeiro, Ouro Preto e Curitiba. Não há certeza, ainda, sobre a qualidade da produção. Vinda de uma cineasta premiada, há esperança de ser bom. Já Entreatos é uma referência.

O filme de João Moreira Salles é primoroso, apesar de hoje despertar melancolia nos expectadores. Nas imagens, captadas entre 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, aparecem figuras proeminentes do petismo que anos depois viveram a desgraça política ou mesmo foram presas. Estrelas como José Dirceu e José Genoíno conheceram o cárcere após longos processos e denúncias de corrupção. Outras como Luiz Gushiken (já falecido), Antônio Palocci, Guido Mantega, Aloizio Mercadante, Gilberto Carvalho e o próprio Lula passaram a viver às voltas com denúncias de corrupção. Um fim inimaginável naquela campanha.

Fato: o sonho de um governo de esquerda petista, pintado durante as filmagens de Entreatos, virou o pesadelo do Impeachment. Os capítulos de agora são de menos esperança para o partido e o xadrez no final desta história talvez não seja mais o político…

“Recesso branco” toma conta dos legislativos na Paraíba e em Brasília

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

Vereadores e deputados não poderão reclamar da má-fama que ganharam junto ao eleitorado de trabalhar pouco. De forma verticalizada, eles cruzaram os braços em Brasília, na Assembleia Legislativa e nas câmaras municipais de João Pessoa e de Campina Grande. Nas câmaras, a situação é pior. Desde o retorno dos trabalhos, no dia 2, praticamente não houve sessão na capital. O presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), pretende reunir os 27 vereadores nesta terça-feira (16) para definir pelo menos um dia da semana para reuniões deliberativas. O problema é que não houve sequer uma sessão de votações até agora.

A situação em Campina Grande não é diferente. Lá há uma resolução “caduca”, com mais de 20 anos de existência, que estabelece a obrigatoriedade de apenas uma sessão deliberativa por semana enquanto durar a campanha eleitoral. Por sorte, a campanha eleitoral deste ano é mais curta, passou de 90 para 45 dias. Mesmo assim, o choro é grande e tem gente cobrando mais tempo para fazer campanha. O argumento utilizado pelos parlamentares é o de que com a metade do tempo para pedir votos, eles precisarão se desdobrar mais que nos anos anteriores para ganhar a simpatia dos eleitores.

O descaso com o trabalho nas eleições não se restringe às Câmaras Municipais. Os deputados federais não têm dado duro em Brasília, também. Com vários deles disputando prefeituras pelo país afora, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu por 15 dias as sessões deliberativas. A medida adiou a votação dos projetos de interesse do governo federal e da cassação do mandato do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante de tudo isso, para o cidadão, resta observar “calado” esse descaso com a coisa pública.