MPF denuncia ex-auxiliares e aliados de Ricardo Coutinho por “forjarem” compra de votos

“Flagrante” seria para beneficiar a reeleição do governador

Ex-aliados: Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima estão em lados opostos desde a eleição de 2014. Foto: Rizemberg Felipe

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra ex-auxiliares e aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB). O grupo teria forjado flagrante, durante a campanha eleitoral de 2014, contra o então prefeito de Caiçara, Cícero Francisco da Silva (PSB). O objetivo, segundo a denúncia, era apontar suposta compra de voto feita pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), então candidato ao governo. Na época, o prefeito havia aderido à campanha do tucano. Os acusados, então, reforça a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), ligaram para o prefeito para simular o pagamento pelo apoio. A ideia era divulgar politicamente que a adesão havia ocorrido por compra de apoio.

A PRE aponta como responsáveis pela farsa o líder do governo Ricardo Coutinho na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra; o ex-secretário executivo de comunicação, Célio Alves; o assessor do governador, jornalista Sales Dantas, e os advogados Fábio Rocha e Celso Fernandes. O Ministério Público aponta que a suposta “armação”, registrada no mês de julho, tinha o objetivo de prejudicar a campanha do senador Cássio Cunha Lima. Segundo o MPF, “os cinco acusados divulgaram fatos que sabiam inverídicos em relação ao candidato (Cássio) capazes de influenciar o eleitorado, além de caluniar e difamar os candidatos para fins de propaganda imputando-lhes fatos definidos como crimes e ofensivos à reputação”.

A farsa montada

Na época, o jornalista Sales Dantas telefonou para o prefeito de Caiçara, Cícero Francisco da Silva, se fazendo passar por um assessor do senador, oferecendo dinheiro para que aderisse à candidatura do tucano. Segundo os autos, o plano foi arquitetado pelo deputado Hervázio Bezerra e executado por Sales Dantas com a anuência do ex-secretário Célio Alves e dos advogados.

Depois de feita a gravação, o deputado, os assessores do governador e os advogados convocaram uma coletiva na Associação Paraibana de Imprensa para fazer a denúncia. A coletiva foi transmitida ao vivo em cadeia estadual de rádio com o objetivo de alcançar o maior número de eleitores possíveis. Ainda na denuncia do MPF, mesmo sabendo que se tratava de um trote e que sabiam que não existia o crime, os denunciados foram a público para denunciar como se fosse verdade com a clara intenção de denegrir a imagem do concorrente.

O procurador Regional Eleitoral, Marcos Alexandre Queiroga, deixa claro que ao passar o trote para o prefeito e entregar a gravação para divulgação na imprensa, os denunciados tiveram o firme propósito de prejudicar o adversário do governador. Os denunciados infringiram os artigos 307, 323, 324 e 325 do Código Eleitoral e o artigo 70 do Código Penal.

O blog não conseguiu contato com os aliados e auxiliares do governador Ricardo Coutinho denunciados pelo MPF.

 

Dinheiro da JBS ajudou a eleger cinco deputados federais e um senador da Paraíba

Vital do Rêgo teria recebido doações não declaradas

Wellington Roberto (E) foi o deputado que mais recebeu doações oficiais da JBS na Paraíba. Na imagem, ele aparece brigando com opositores enquanto fazia a defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Imagem/Reprodução

A JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, contribuíram com a eleição de cinco deputados federais e um senador paraibano, em 2014. Os dados correspondem apenas ao dinheiro declarado oficialmente pelos parlamentares. A lista de quem recebeu dinheiro de caixa 2, reconhecido pela empresa, ainda não foi tornada pública. Entre os paraibanos que teriam recebido propina há três anos está o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho. Ele entrou na quota do PMDB e teria embolsado R$ 8 milhões, de acordo com delação da empresa.

O ranking dos parlamentares paraibanos que receberam maiores doações oficiais é encabeçado por Wellington Roberto (PR). O parlamentar declarou ter recebido R$ 1,1 milhão doados pela JBS para a campanha de 2014. Ao todo, a empresa destinou, em recursos declarados à Justiça Eleitoral, R$ 2,6 milhões. O segundo na bancada a receber mais recursos foi Aguinaldo Ribeiro (PP), com R$ 520,4 mil. Ele foi seguido por Benjamin Maranhão (SD), com R$ 250 mil. Já Efraim Filho (DEM) e Damião Feliciano (PDT) receberam cada um R$ 100 mil. O senador José Maranhão recebeu R$ 600 mil em doações feitas pela empresa, maior produtora de proteína do mundo.

A JBS disse, em delação premiada, ter doado R$ 600 milhões para irrigar as campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos das mais varias siglas. A informação foi repassada pelo diretor da JBS, Ricardo Saud. Com a ajuda da companhia, 179 deputados federais de 19 siglas foram eleitos. O executivo aponta ainda colaborações para 28 senadores da República e 16 governadores. Do montante, ele reforçou, apenas 1R$ 15 milhões não foram repassados como propina.  O restante é “tudo propina”, como Saud afirmou em depoimento.

“É importante a gente trabalhar que desses R$ 500 milhões, quase R$ 600 milhões que estamos falando aqui, praticamente, tirando esses R$ 10, R$ 15 milhões aqui, o resto tudo é propina. Tudo tem ato de ofício, tudo tem promessa, tudo tem alguma coisa. Então eu gostaria de deixar registrado que nós demos propina para 28 partidos. Esse dinheiro foi desmembrado para 1.829 candidatos. Eleitos foram 179 deputados estaduais de 23 estados, 167 deputados federais de 19partidos. Demos propina para 28 senadores da República, sendo que alguns disputaram e perderam eleição para governadores e alguns disputaram a reeleição ou eleição para o Senado. E demos propina para 16 governadores eleitos, sendo quatro do PMDB, quatro do PSDB, três do PT, dois do PSB, um do PP, um do PSD. Foi um estudo que eu fiz, por conta minha (…) Acho que no futuro vai servir. Aqui estão todas as pessoas que receberam propina diretamente ou indiretamente da gente”, disse o diretor da JBS.

Lucélio assume papel de Luciano Cartaxo na busca por votos nos dias úteis

Irmãos gêmeos historicamente ampliam ações nas campanhas

Lucélio Cartaxo faz “maratona” eleitoral nos dias em que Luciano estiver impedido. Foto: Divulgação

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), tem apresentado uma vantagem numérica difícil de ser superada pelos concorrentes. Ele consegue buscar apoios para uma eventual candidatura ao governo nos sete dias da semana, apesar das atribuições administrativas. Nos fins de semana tem visitado prefeitos e andado pelas feiras-livres, onde é apresentado aos potenciais eleitores para 2018. Durante a semana, quando está dedicado às ações administrativas da capital, o papel é desempenhado pelo irmão gêmeo, Lucélio Cartaxo. Foi o que ocorreu nesta terça-feira (25), em Patos, tendo como anfitrião o prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB).

O tucano convidou o prefeito da capital, Luciano Cartaxo, e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), para a inauguração da UPA do Campo da Liga, em Patos. Os dois disputam junto aos partidos da frente das oposições a indicação para disputar o governo do Estado. Sem poder ir para o evento, por causa de agenda em Brasília, Cartaxo mandou o irmão para o evento. Na noite da segunda-feira, na reinauguração, o prefeito da cidade sertaneja fez elogios a Rodrigues. Na manhã desta terça, tomou café e caminhou no mercado público ao lado de Lucélio Cartaxo, que “fazia o papel” de Luciano Cartaxo.

Os dois caminharam entre os quiosques, cumprimentaram comerciantes e tomaram café no mercado. Durante a caminhada, Lucélio Cartaxo foi questionado por vendedores e clientes sobre a disputa de 2018. O dirigente do PSD se resumia a apertar as mãos e dizer que o tema eleições só será tratado no próximo ano. De algumas pessoas, ouviu palavras de incentivo para que não desista da disputa. A estratégia dos irmãos tem sido a de garantir o prefeito como o nome nos holofotes no interior, onde ele não tem densidade eleitoral. Sempre que Luciano Cartaxo não puder deixar a capital para pedir votos, Lucélio entrará esta função. É a vantagem de ser dois…

Delação: Odebrecht doou para Cássio, mas esperava a Cagepa de bandeja

Fernando Reis diz que senador buscou “caixa 2”

Odebrecht

Fernando Reis diz que Odebrecht fez doação na esperança de investir em saneamento na Paraíba. Reprodução/YouTube

Os vídeos das delações feitas por ex e atuais executivos da empreiteira Norberto Odebrecht trouxeram uma grande carga de suspeição sobre o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O material teve o sigilo levantado nesta quarta-feira (13) pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). No vídeo, ao ser questionado sobre doações feitas ao parlamentar paraibano, o ex-presidente da Odebrecht AmbientalFernando Reis, alega que Cunha Lima teria recebido R$ 800 mil via “caixa 2“, em 2014. No pleito, o parlamentar disputou as eleições para o governo. A contrapartida seria dar a oportunidade para que a empresa prospectasse o investimento em saneamento básico na Paraíba, sugerindo a privatização ou terceirização do setor.

 

Reis, inclusive, revelou que o primeiro contato sobre o tema, na Paraíba, teve como alvo o governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista teria autorizado a prospecção para o que poderia se transformar em uma futura privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Só que, posteriormente, o próprio Coutinho teria desistido da ideia, por temer pressão das entidades sindicais. “No decorrer da campanha de 2014, um diretor nosso, Alexandre Barradas, foi procurado pelo senador Cássio Cunha Lima, que era candidato a voltar ao governo da Paraíba”, relatou Reis. “Pediu uma contribuição de campanha em caixa dois.”

Segundo Reis, o codinome de Cunha Lima no departamento de propinas da Odebrecht era “Prosador”. Ele disse que ficou acertada a doação de R$ 800 mil, que entraria por meio de “caixa 2” ou por outra empresa do grupo. A lista de doações do senador, referente a 2014, traz doação de R$ 200 mil pela Braskem, que o senador garante ser doação legal. No vídeo de Cássio, ele nega beneficiamento ilegal e defende que haja a investigação das denúncias.

 

Na mira da ‘bancada da bala’, Campanha do Desarmamento faliu

Bem sucedida no início, Campanha do Desarmamento perdeu força e praticamente não existe mais. Foto: Paulo Rios/ Agência Alagoas

A ‘bancada da bala‘ nunca foi tão festejada como agora no Congresso Nacional em seu projeto de acabar com a Campanha do Desarmamento. A iniciativa foi criada durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na década passada, mas começou a ser sepultada ainda durante as gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e agora é ignorada pelo presidente Michel Temer (PMDB). O peemedebista, vale ressaltar, é apoiado pelos parlamentares que defendem o fim do desarmamento.

O problema foi exposto pelo repórter Artur Ferraz, no Jornal da Paraíba, e mostra que desde 2013 o Ministério da Justiça não destina nenhum centavo para campanhas em rádio, TV ou outdoor. O tema foi completamente esquecido, o que tem preocupado as entidades que lutam contra a violência na Paraíba. O reflexo disso é que o Estatuto do Desarmamento ainda está em vigor, mas a população nem lembra mais dele. O resultado disso é visto na queda da entrega de armas à política, mediante indenização.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Ministério da Justiça, foram recolhidas na Paraíba, em 2011, no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff, 424 armas de fogo. Este número caiu, em 2016, para 76. É pouco? Sim, é quase irrelevante se compararmos com o volume de armas apreendidas pelas polícias Civil e Militar da Paraíba. De 2011 para cá, foram tiradas de circulação 18 mil armas que estavam em poder de pessoas não habilitadas para portar armamentos.

 

O reflexo deste descaso com o desarmamento é visto nos números da segurança e, principalmente, no medo da população de sair de casa ou mesmo de andar naturalmente nas ruas. Diante de tanta omissão do estado, ainda tem gente dizendo que é preciso legalizar o porte armas…

Agenda de Lula e Dilma prevê banho nas águas do São Francisco em Monteiro

Lula foi responsável pela retirada do projeto da transposição da gaveta e Dilma deu continuidade à obra, porém, os atrasos no cronograma a impediram de fazer a entrega. Foto: Divulgação

Os petistas finalizaram na noite desta terça-feira (14) a agenda da visita dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no evento que vem sendo chamado de ‘Inauguração popular das obras da transposição‘, em Monteiro, no próximo domingo, dia 19. A data foi escolhida por ser o dia de São José, Santo querido dos sertanejos, por representar a última esperança de chuvas no Semiárido. Pela programação, Lula e Dilma chegarão às 11h, ao lado de diversas autoridades, liderançad de movimentos sociais, populares, artistas e intelectuais. Há expectativa de que o cantor e compositor Chico Buarque venha à Paraíba.

De acordo com o presidente estadual do PT, Charliton Machado, Lula e Dilma vão se banhar nas águas do ‘Velho Chico’ e participarão do plantio de uma árvore, “símbolo da esperança nordestina”, reforça o dirigente partidário. Por volta do meio-dia, será feita uma caminhada até o centro da cidade de Monteiro, onde, segundo os petistas, “será organizado o maior ato popular da história política da Paraíba”. O ato político terá inicio às 12h30. Após o término da mobilização, o ex-presidente retornará imediatamente para São Paulo. O cronograma ainda prevê a visita do ex-gestor a Sertânia, em Pernambuco, em agenda organizada pelo senador Humberto Costa (PT-PE).

Para o evento, na Paraíba, confirmaram presença os governadores Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba, além dos petistas Wellington Dias, do Piauí, e Camilo Santana, do Ceará. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também é aguardado no evento, além da deputada federal paraibana radicada em São Paulo, Luíza Erundina (Psol). O teólogo, escritor e professor Leonardo Boff também confirmou presença. A expectativa dos petistas é que o encontro funcione como uma espécie de lançamento informal da campanha do ex-presidente a candidato à vaga no planalto nas eleições de 2018. A vinda do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), esperada pelos petistas, foi negada pela assessoria do gestor.

Emílio Odebrecht diz a Moro que ‘caixa 2’ já era pago pelo pai dele

O juiz federal Sérgio Moro ouviu o empresário Emílio Odebrecht. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Aviso aos navegantes ou inocentes úteis, para usar um termo mais em moda. Os esquemas de propinas para financiar ‘caixa 2’ nas campanhas não foram inventados agora. Isso parece óbvio, mas é sempre bom reforçar. Em depoimento, Emílio Odebrecht, patriarca do grupo, admitiu para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processo da operação Lava Jato no primeiro grau, que a prática de pagar “um por fora” para os gestores facilitarem os contratos remonta à época que o pai dele, Norberto Odebrecht, comandava a empresa. E mais, que o esquema perdurou até 2014 ou 2015, com o grupo já sob o comando do filho, Marcelo Odebrecht.

“Isso (caixa 2) sempre foi o modelo reinante no País e que veio até recentemente. Porque houve o impedimento e foi a partir de 2014 e 2015. Mas até então, sempre existiu, desde a minha época, da época do meu pai, da minha época e também de Marcelo, de todos aqueles que foram executivos do grupo”, afirmou Emílio. O filho dele, Marcelo Bahia Odebrecht, está preso está preso desde 19 de junho de 2015. O empresário foi arrolado como defesa pelo filho e foi ouvido pelo magistrado sob juramento. Apesar de reconhecer o Departamento de Operações Estruturadas, Emílio garantiu que não participava dos esquemas e não sabia quem recebia o dinheiro. Isso caberia a outra pessoa da empresa.

 

 

Acabou a paciência dos paraibanos com os vereadores e seus reajustes

A população de Campina Grande vai se deparar, nesta quinta-feira (22), com uma campanha para a coleta de assinaturas puxada pelos servidores municipais contra o reajuste nos salários dos vereadores, além da aprovação do 13° da categoria, medida que tem a constitucionalidade contestada. Os parlamentares elevaram os próprios salários de R$ 12 mil para R$ 15 mil neste mês e, desde então, enfrentam a fúria de estudantes e sindicalistas. A coleta de assinaturas será coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) e reflete uma indignação já impregnada na população não apenas de Campina Grande. Ao todo, mais de 150 câmaras municipais paraibanas já fixaram os novos subsídios.

“Enquanto o povo brasileiro é convidado a ceder pacificamente aos cortes na educação, saúde, aposentadoria e direitos trabalhistas, os políticos que estão propondo esses ataques à sociedade não estão perdendo tempo em aumentar seus salários e criar vencimentos inconstitucionais, como décimo terceiro”, diz a nota que traz a convocação para o manifesto. Desde a semana passada, quando aprovaram o reajuste, os vereadores de Campina Grande fogem do embate público, temendo a reação da população. Já foram jogados 100 quilos de esterco de gado na porta da Câmara Municipal e manifestantes estão ocupando as galerias em toda sessão para pedir a revogação do reajuste.

A partir das 10h desta quinta, a campanha “Revoga, Já” irá estabelecer dois pontos de coletas de assinatura – Praça da Bandeira e Calçadão Cardoso Vieira. Os sindicalistas dizem que a meta é acabar com o “escarnio com a população que está sendo obrigada a ver seu futuro definhar na sua frente”. Alguns vereadores já demonstraram interesse em abrir mão do reajuste, mas a maioria não aceita. Em reunião realizada na casa da vereadora Ivonete Ludgério, nesta semana, o tema foi abordado, mas há muita resistência. Os servidores públicos querem coletar 12 mil assinaturas para validar o projeto de iniciativa popular que pede a revogação do aumento. Pelo jeito, não será difícil conseguir.

A mobilização em Campina Grande é um exemplo para outras cidades.

Cartaxo vota acompanhado de lideranças e se diz certo da vitória

whatsapp-image-2016-10-02-at-10-17-08O prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSB), votou nesta manhã, na Escola Estadual Professor Matheus Augusto de Oliveira, no Bairro dos Estados, acompanhado de familiares, militantes e aliados. Ele seguiu para a sessão junto com o irmão, Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD; da primeira-dama, Maísa Cartaxo, e dos filhos, Caio e Matheus. O vice na chapa, Manoel Júnior (PMDB), também acompanhou o postulante, ao lado do senador José Maranhão. Os dois aderiram à campanha do pessedista depois de desistirem da candidatura própria do deputado federal.

“Estamos tranquilos, felizes com uma campanha limpa, correta, propositiva, sem baixar o nível e sem ataque aos adversários”, pontuou Cartaxo. Ele assegurou que vai passar parte do dia abraçando colegas que participaram da campanha. Sobre a expectativa de vitória no primeiro turno, como o indicado pelo Ibope, o prefeito preferiu não comentar.

Cássio participa da agenda de Cartaxo nesta quarta-feira

Cássio e CartaxoO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai participar, pela primeira vez, de uma agenda do prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), nesta quarta-feira (28). Ele estará na caminhada da coligação “Força da União por João Pessoa” que sairá do Caic, em Mangabeira, e seguirá em direção à lateral do mercado do bairro, onde haverá um comício. A concentração, no Caic, será a partir das 17h55. De acordo com informações da assessoria, ele ficará no evento por aproximadamente uma hora e depois seguirá para um périplo por cidades do interior.

A presença do tucano era cobrada, curiosamente, pela oposição. O argumento era o de que Cássio era “escondido” por Cartaxo e o seu vice, Manoel Júnior (PMDB) por, supostamente, tirar mais do que acrescenta em votos na campanha eleitoral. Desde o início da campanha, coube a Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do tucano, se incorporar à campanha eleitoral na capital. Curiosamente, apesar de ter Campina Grande como base eleitoral, o deputado foi, individualmente, o mais votado em João Pessoa entre os deputados eleitos em 2014.

O senador Cássio Cunha Lima é apontado como o principal fiador da aliança entre PSD, PMDB e PSDB para as eleições deste ano. A estratégia entre os partidários foi criar um grande bloco para fazer frente à influência do governador Ricardo Coutinho (PSB), tendo em vista a boa avaliação dele junto à população. O socialista é o padrinho político da candidata Cida Ramos.