Eliza rejeita pressão para derrubar “Picha Não” e diz que projeto “não é de todo inútil”

Fotos: Olenildo Nascimento/CMJP/Montagem

Um grupo de vereadores de João Pessoa iniciou nesta quarta-feira (21) um movimento para pressionar a vereadora Eliza Virgínia (PSDB) a retirar da tramitação na Câmara Municipal o projeto que criminaliza a pichação e a grafitagem na capital. A proposta, apelidada de Lei João Dória, por causa da cruzada do prefeito de São Paulo, também filiado ao PSDB, arrancou a ira de parlamentares como a vereadora Sandra Marrocos (PSB) por causa dos exageros. Houve troca de farpas entre as duas na sessão desta quarta.

“(O que esperamos é) que a senhora respeite o movimento de rua, que a senhora tenha um gesto de grandeza e que prove que não quer só aparecer. Quer de fato contribuir com a arte em João Pessoa”, disse Marrocos, depois de discursar no plenário da Câmara Municipal. Sandra cita absurdos como multas que variam entre R$ 6.501 a R$ 50 mil para quem pichar ou grafitar sem autorização da Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura (Semam). “Quem perde é o movimento cultural, em especial o movimento de arte de rua”, acrescentou.

Eliza Virgínia resistiu à pressão de vereadores como Sandra Marrocos, Bruno Farias (PPS) e Marcos Henriques (PT), que defenderam a retirada do projeto da tramitação na Casa. A tucana, no entanto, assegurou que não vai abrir mão da proposta e acusou os críticos de “fazerem apologia ao crime”. “Depois da audiência a gente resolve se meu projeto vai ser utilizado pela metade, o todo, uma parte, ou um artigo sequer. Eu tenho certeza de que meu projeto não está de um todo inútil, muito pelo contrário, tem muita coisa boa que pode ser aproveitada”.

A proposta dos críticos do projeto é que seja realizada uma audiência pública para discutir a matéria porque os dispositivos da proposta colocam no mesmo patamar a grafitagem e a pichação. Representantes dos movimentos de arte na rua estavam na Câmara de João Pessoa e fizeram muito barulho. Eliza quer que a proposta seja discutida pelos vereadores nas comissões e, a partir daí, as mudanças eventualmente propostas possam ser incorporadas. Os opositores da matéria, no entanto, defendem que ela seja retirada e discutida com os movimentos sociais.

Governistas protocolam quatro CPIs na Câmara para investigar Ricardo

Marcos Vinícius vai avaliar a instalação das CPIs protocoladas pelos governistas. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

A bancada governista na Câmara de João Pessoa protocolou nesta semana quatro pedidos de instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) tendo como alvos o governador Ricardo Coutinho (PSB). Duas delas focam o governo, enquanto outras duas contratos firmados durante a gestão do socialista à frente da Prefeitura da capital. A medida, na prática, serve para blindar o governo municipal, impedindo que sejam protocoladas CPIs incômodas ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD), a exemplo da já arquivada CPI da Lagoa.

A primeira CPI protocolada pela base governista pede a investigação das causas, razões, consequências, custos sociais, econômicos da violência, morte e desaparecimento de jovens negros na cidade de João Pessoa. A outra, focando o governo, pede a investigação do lançamento de esgoto in natura nos mananciais da capital pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

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As outras duas CPIs se referem ao período em que Ricardo Coutinho era prefeito de João Pessoa. Numa delas é pedida a investigação dos contratos firmados entre o Executivo, por intermédio da Secretaria de Educação, com as empresas Desck Móveis Escolares e Produtos Plásticos LTDA. e Delta Produtos e Serviços LTDA. A quarta investigação pede apuração de eventuais danos ao erário pelo convênio de cooperação técnica firmado entre o Município, a Fundação de Educação Tecnológica e Cultural da Paraíba (Funatec) e os Institutos Federais da Paraíba e do Ceará para o desenvolvimento de softwares.

A apresentação das quatro CPIs foi feita nesta semana e caberá ao presidente da Casa, Marcos Vinícius (PSDB), analisar se elas serão ou não instaladas, o que poderá ser feito no todo ou em parte. Há a movimentação da bancada de oposição para protocolar dois pedidos de investigação tendo a gestão do prefeito Luciano Cartaxo como alvo. Isso ocorrerá, no entanto, apenas se o presidente da Câmara arquivar duas ou mais das investigações protocoladas pelos aliados do prefeito Luciano Cartaxo.

A estratégia dos aliados do prefeito é muito parecida com a dos governistas na Assembleia Legislativa. Depois de o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), arquivar cinco CPIs protocoladas, os aliados do governador Ricardo Coutinho apresentaram mais dois pedidos de investigação, para completar a taxa de três.

Veja a apresentação:

PP tenta emplacar Aguinaldo Ribeiro na CCJ da Câmara

Depois de ver fracassado na tentativa de emplacar Jovair Arantes (PTB) na presidência da Câmara dos Deputados, os partidos que formam o centrão agora se movimentam para levar o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O bloco, considerado vital por Michel Temer (PMDB) no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi minado pelo Planalto, que temia se tornar refém do grupo. A CCJ, neste caso, viria como um prêmio de consolação.

Vale lembrar que a comissão é a principal da Casa e passará por ela, neste ano, todas as matérias consideradas importantes pelo governo federal. Ribeiro é um dos citados nas delações da operação Lava Jato, mas isso não pode figurar como impedimento depois que o governo federal bancou a escolha de Edison Lobão (PMDB-MA) para a CCJ do Senado. O paraibano também chegou a ser especulado para o cargo de ministro da Saúde, para o lugar de Ricardo Barros, mas a indicação não foi adiante.

Rodrigo Maia é reeleito, Bolsonaro dá vexame e Rômulo fica com a 4ª Secretaria

Rodrigo Maia discursa para os colegas durante sessão. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito nesta quinta-feira (2) para um novo mandato à frente da Câmara dos Deputados. Ele teve o nome sacramentado com 293 votos, seguido de Jovair Arantes (PTB-GO), com 105 votos; André Figueiredo (PDT-CE), com 59; Júlio Delgado (PSB-MG), com 28 votos, e Luiza Erundina (Pson-SP), com 10. O “badalado” e polêmico deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato a presidente da República em 2018, completou a lista de postulantes com inexpressivos 4 votos (certamente o dele, o do filho, Eduardo, e outros dois).

 

Foto: Reprodução/TV Câmara

Foram registrados cinco votos em branco. Com o resultado, Maia permanece no comando da Casa até o final de 2018. A eleição confirmou o favoritismo do democrata que contava com o apoio do Palácio do Planalto. Apoiado por um bloco formado por 13 partidos, ele também contou com o apoio do PCdoB para a sua eleição, apesar da legenda ter formado um bloco com o PT e o PDT, que apoiaram a eleição de André Figueiredo (PDT-CE).

Foto: Reprodução/TV Câmara

O deputado federal paraibano Rômulo Gouveia (PSD) foi eleito para a quarta secretaria. O cargo é responsável, entre outras coisas, pela concessão de auxílio moradia para os parlamentares. Durante entrevista à CBN João Pessoa, na manhã desta quinta-feira, o parlamentar demonstrou otimismo em relação à eleição. Ele conquistou 433 votos no pleito.

Discursos

Antes da eleição, os candidatos ocuparam a tribuna para apresentar suas propostas. Primeiro candidato a falar, Maia começou seu discurso mostrando solidariedade à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela morte cerebral da ex-primeira dama Marisa Letícia, decretada na manhã desta quinta.

Na oportunidade, ele criticou a judicialização do processo de escolha da Mesa Diretora da Casa. A candidatura de Maia foi alvo de quatro ações no Supremo Tribunal Federal que questionavam sua legalidade. “Muito se fala em fortalecimento da nossa Casa, muito se fala em fortalecimento da Câmara, mas mais uma vez o ator principal da nossa eleição foi o poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos. Essa é uma decisão que vem enfraquecendo a nossa casa”, disse Maia.

Segundo Maia, para que país saia da crise, é preciso que se discuta o pacto federativo, para aliviar o caixa dos estados e municípios. O candidato também defendeu as reformas Trabalhista e Previdenciária. Maia presidiu a Câmara por sete meses, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha. Durante sua gestão, manteve boa relação com o Poder Executivo. Para ele, não só a independência dos Poderes é importante, mas também a harmonia entre eles.

Em seguida, foi a vez de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ocupar a tribuna. O candidato disse que o Brasil vive uma crise entre os três Poderes e que a eleição do novo presidente precisa resgatar a credibilidade da Casa. “Hoje temos um Câmara que não cria lei, que não fiscaliza, que não representa os anseios do povo. O pode Legislativo se apresenta subserviente ao Executivo e ao Judiciário”, disse Bolsonaro em seu discurso.

Jovair Arantes (PTB-GO) discursou na sequência e dedicou boa parte de sua fala para tratar do funcionamento da Câmara. Ele defendeu rodízio “rigoroso” nas presidências e relatorias de comissões, dando “protagonismo aos deputados dos mais variados cantos do Brasil”. Arantes também defendeu que as sessões deliberativas terminem antes das 21h. “Aqui não é boate para funcionar à noite”, disse.

Candidato avulso pelo PSB, Júlio Delgado (MG) foi o quarto a ocupar a tribuna e criticou a candidatura de Maia à reeleição. Delgado leu trechos da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello que liberou a candidatura de Maia, mas determinou que ele se pronuncie a respeito dos questionamentos sobre a ilegalidade de sua candidatura.

Maia assumiu o cargo em julho passado, após a renúncia de Cunha. Na avaliação de Delgado, o candidato fluminense faltou com a palavra de cumprir apenas o mandato-tampão e não tentar se reeleger. “Corremos o risco de abrir um precedente perigoso com a eleição de um candidato sub judice que pode trazer consequências para este Parlamento. A instabilidade política e institucional volta a pairar nesse momento perigoso”, disse Delgado.

André Figueiredo (PDT-CE), candidato da oposição, começou o seu discurso criticando o que chamou de subserviência do Legislativo ao poder Executivo. “Há dois caminhos a seguir nesta eleição: o primeiro, da subserviência, de a Câmara estar sempre atrelada ao Poder Executivo; o segundo, de abertura da Casa para a discussão de temas encaminhados não só pelo Executivo, como pela população brasileira e pelos próprios parlamentares”, disse Figueiredo que defendeu que o parlamento seja mais permeável às demandas da sociedade.

“Queremos resgatar o que a Casa já foi. O presidente da Câmara não pode ser instrumento de chantagem do Poder Executivo, como foi há pouco tempo, ou mero carimbador da vontade do Executivo, como está sendo agora”, disse.

Última a se pronunciar, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) disse que o parlamento tem que respeitar as manifestações populares que ocorrem dentro da Casa e querem ser ouvidas pelos deputados. Ela cobrou igualdade de gênero e raça. “Precisamos abrir a Câmara a temas como a igualdade de gênero e raça””, disse. Erundina também defendeu a reforma política e cobrou o cumprimento do Regimento Interno e respeito às posições da Maioria da Minoria.

Mesa Diretora

Neste momento, o presidente eleito Maia conduz a eleição para os demais cargos da Mesa Diretora. Antes do início da votação, o líder do PSDB Ricardo Tripoli (SP) informou que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) retirou candidatura para o cargo de segundo secretário, deixando o caminho aberto para Mariana Carvalho (PSDB-RO) vai ficar com a vaga.

Quem também tenta construir unidade é o PMDB. O partido estava dividido em torno da disputa para a primeira vice-presidência. Mas o líder da legenda, Baleia Rossi (SP), disse que Jose Priante (PMDB-PA) desistiu da candidatura atendendo aos apelos do presidente da República, Michel Temer, pela unidade do partido. Com isso, a legenda vai apoiar o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), candidato oficial. Ainda seguem na disputa Osmar Serraglio (PMDB-RS) e Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Para a segunda vice-presidência estão concorrendo André Fufuca (PEN-MA) e Eduardo da Fonte (PP-PE). A disputa também ocorre para o cargo e 3º secretário no qual concorrem João Fernando Coutinho (PSDB-PE) e o deputado JHC (PSB-AL).

Com informações da Agência Brasil

 

Manoel Júnior renuncia na Câmara, toma posse na vice e vai indicar secretário de Saúde

Manoel Júnior (D), durante a campanha ao lado do prefeito reeleito Luciano Cartaxo. Foto: Divulgação/PSD

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) confirmou, em entrevista à CBN João Pessoa, nesta sexta-feira (30), que já oficializou na Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato de deputado federal e vai tomar posse no cargo de vice-prefeito no próximo domingo (1º). O agora ex-parlamentar foi eleito ao lado do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), no pleito deste ano. O peemedebista pensava em se licenciar do cargo e ficar como deputado federal até 2018, mas acabou desistindo por temer demandas judiciais por conta das dúvidas sobre a constitucionalidade da manobra.

No acordo com o prefeito Luciano Cartaxo, ficou acertado que ele vai indicar o secretário da Saúde do município. O nome mais cotado para a pasta é o do médico José Carlos Evangelista, ex-diretor do Hospital de Trauma e da Maternidade Cândida Vargas. O vice-prefeito eleito é médico de formação e diz querer dar uma contribuição significativa para a saúde da capital. O cargo atualmente é exercido por Adalberto Fulgêncio, que deverá ser relocado para outra pasta na reforma administrativa que está sendo desenhada pelo atual prefeito.

Manoel Júnior foi eleito na capital depois de muitas discussões que o levaram a abrir mão da disputa na cabeça de chapa para entrar na composição de apoio a Cartaxo. A operação rendeu ao pessedista os apoios de PMDB e do PSDB do senador Cássio Cunha Lima. O grupo formou a frente das oposições e deve lançar candidato em 2018. Um dos nomes que trabalham com esta possibilidade é o prefeito reeleito Luciano Cartaxo. Caso ele seja candidato, terá que renunciar em abril de 2018, abrindo espaço para que Manoel Júnior seja efetivado no cargo.

Câmara deve votar nesta terça projeto que dá mais transparência à Casa

 

Marco Antônio diz ter o apoio da direção da Câmara para por o projeto em pauta. Foto: Olenildo Nascimento

O vereador pessoense Marco Antonio (PHS) quer deixar o mandato na Câmara de João Pessoa, para o qual não foi reeleito, com a aprovação de um projeto de resolução fruto de mobilização social. A matéria propõe a transcrição dos votos dos parlamentares em atas da Casa e divulgação em até 24h. O texto deverá constar na pauta de votação da sessão ordinária desta terça-feira (27).

O projeto propõe a inclusão de dispositivos em dois artigos (119 e 127) do Regimento Interno da CMJP. De acordo com o vereador Marco Antonio, o presente projeto pretende fortalecer as ações já realizadas pela Câmara Municipal na área da transparência pública, “tendo em vista que a população de João Pessoa deve possuir cada vez mais ferramentas para acompanhar o trabalho de seus representantes”.

A proposta foi colocada em discussão depois de uma reunião do vereador com os integrantes do grupo Minha Jampa, que cobrou mais transparência nas votações registradas na Câmara de João Pessoa. Marco Antonio disse ter recebido garantias dos vereadores postulantes ao comando da próxima Mesa Diretora de que, além do seu projeto, outras ferramentas de transparência pública serão inseridas no processo legislativo da Casa de Napoleão Laureano.

“Além da divulgação e transcrição dos votos dos vereadores, a população terá disponível ferramentas de participação efetiva, que garantirão o acompanhamento da tramitação do que está sendo proposto na Câmara, com canais de interação direta com os vereadores, inclusive, para sugerir alterações ou emendas. Esse foi um pedido pessoal nosso, com o aval positivo dos colegas que comporão as próximas Mesas”, garantiu o vereador.

“Minha Jampa”

A apresentação do referido Projeto de Resolução significa o cumprimento de um compromisso assumido pelo vereador Marco Antonio, durante audiência pública proposta por ele próprio, em setembro deste ano, com as presenças de especialistas em transparência pública, e de representantes do Instituto Soma Brasil e da Rede de Ação e Mobilização “Minha Jampa”.

Na oportunidade, destacaram-se sugestões como o retorno da utilização do painel de votação eletrônica, com a descriminação dos votos de cada parlamentar; e a disponibilização online das atas das sessões da Casa com o posicionamento dos vereadores nas votações.

Painel eletrônico

O vereador ainda informou que vai requerer formalmente à Mesa Diretora da CMJP o retorno do funcionamento do painel eletrônico do plenário Senador Humberto Lucena, que se encontra momentaneamente desativado. “É de suma importância que o painel do plenário esteja em funcionamento, assim as pessoas que acompanham as sessões pela galeria da Casa ou pela TV Câmara, poderão visualizar quais são os vereadores presentes, bem como a opinião de cada um nas votações realizadas por este parlamento”, concluiu.

 

Veja como era o mundo quando Durval se tornou presidente da Câmara pela 1ª vez

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

O presidente da Câmara de Vereadores de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), comunicou nesta quinta-feira (22) a sua saída da disputa pela reeleição, abrindo caminho para que o também governista Marcos Vinícius (PSDB) construa as condições para uma chapa de consenso na Casa. Ferreira deixa o cargo após 10 anos no comando dos destinos do Legislativo pessoense. Neste período, conviveu com as mais variadas cores partidárias à frente do Executivo. Em sequência, os prefeitos “parceiros” foram Ricardo Coutinho (PSB), Luciano Agra (já falecido) e, finalmente, Luciano Cartaxo (PSD).

A permanência de Durval Ferreira no cargo foi tão longeva que, neste período, o mundo, a informática, a política e a cultura e a ciência passaram por grandes transformações. Veja alguns dos fatos que marcaram o planeta no primeiro ano de mandato do pepista à frente da Câmara de João Pessoa:

1. Lula assume o segundo mandato na presidência do país

Enquanto os vereadores de João Pessoa escolhiam Durval Ferreira para presidente da Câmara de João Pessoa pela primeira vez, o presidente reeleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assumia o cargo para um novo mandato.

2. Outra configuração política no mundo

George W. Bush era o presidente dos Estados Unidos, enquanto que Hugo Chavez estava reassumindo o mandato na Venezuela; Cristina Kirchner, na Argentina, e Nicolas Sarkozy, na França.

3. Cássio Cunha Lima foi cassado pela primeira vez

O então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que assumiu o mandato no mesmo dia em que Durval Ferreira foi eleito, foi cassado pela primeira vez no mês de agosto, em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral.

4. Após escândalo com Renan Calheiros, a jornalista Mônica Veloso posou para a Playboy

Estourava em Brasília o escândalo envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). a jornalista Mônica Veloso revelou que tinha uma filha com o parlamentar e que ele usava dinheiro de propina para pagar a pensão. Mônica posou para a Playboy em 2007.

5. O Orkut era a rede social do momento

O finado Orkut era a coqueluche de um período em que praticamente não se ouvia falar em Facebook. Naquele ano, o Second Live começou a embicar na proposta de rede social.

6. Lançamento do iPhone

O iPhone começou a ser vendido nos Estados Unidos, causando uma verdadeira revolução no mundo da telefonia. A revista “Time” o elegeu depois como “invenção do ano”.

6. Separação de Sandy e Júnior

A já ex-dupla teen anunciou a separação depois de 17 anos de carreira. Eles fizeram cerca de 40 shows pelo Brasil para se despedir dos fãs.

7. A Globo exibia a novela Paraíso Tropical

A novela “Paraíso Tropical”, de Gilberto Brago e Ricardo Linhares, começou a passar na Globo. Ela tinha no elenco Camila Pitanga no papel da prostituta Bebel e de Wagner Moura como o vilão Olavo.

8. Tropa de Elite ganhava as telas, depois de “vazar” para os camelôs

O filme Tropa de Elite, primeiro longa de ficção do diretor José Padilha, estréia, com sucesso, no Rio e São Paulo.

 

9. O papa Bento 16

O papa Bento 16 veio ao Brasil para canonizar o frei franciscano Antônio de Sant’Anna Galvão, o frei Galvão. Ele celebrou missa no Campo de Marte (zona norte de São Paulo) para 1,2 milhão de fiéis.

 

10. São Paulo é campeão Brasileiro

O São Paulo conquistou o quinto título brasileiro, o que causou a polêmica da Taça das Bolinhas.

Marcos Vinícius recebe novos apoios e tem 20 votos para presidente da Câmara

O vereador Marcos Vinícius (PSDB) anunciou o apoio de mais três vereadores à sua candidatura a presidente da Câmara Municipal. Com isso, o número de apoiadores da postulação do tucano sobe para 20, dentro de um colegiado de 27 votos. O outro postulante na disputa é o atual presidente, Durval Ferreira (PP), que vem sofrendo com a defecção de eleitores. Ele revelou que deve anunciar o seu posicionamento em entrevista coletiva, por volta do meio-dia. O pepista está no cargo há 10 anos, se equilibrando no poder independente de quem esteja no comando do Executivo.

Os apoios anunciados nesta quinta-feira (22) foram dos vereadores Dinho (PMN), Thiago Lucena (PMN) e Damásio Neto (PP), do mesmo partido de Durval Ferreira. “Tenho que reconhecer que Marcos Vinícius conseguiu construir uma maioria. Temos uma longa história conjunta na Câmara e será um grande presidente”, ressaltou Dinho, durante o café da manhã que confirmou a adesão. Ele disse ter comunicado a posição a Durval durante reunião na tarde desta quarta-feira (21).

Relação de apoiadores

Marcos Vinícius (PSDB)

João Corujinha (PSDC)

Bruno Farias (PPS)

Thiago Lucena (PMN)

Milanez Neto (PTB)

Eliza Virgínia (PSDB)

Damásio Neto (PP)

Dinho (PMN)

Bispo Zé Luiz (PRB)

Luiz Flávio (PSDB)

Raíssa Lcerda (PSD)

Thanilson Soares (PSB)

Sandra Marrocos (PSB)

Léo Bezerra (PSB)

João dos Santos (PR)

Humberto Pontes (PTdoB)

Lucas de Brito (PSL)

Marcos Henriques (PT)

Chico do Sindicato (PTdoB)

Eduardo Carneiro (PRTB)

 

 

Marcos se encontra com Durval e anuncia novo apoio neste domingo

Eduardo Carneiro (C) é o 17º vereador a fechar apoio ao projeto de Marcos Vinícius. Foto: Divulgação

O encontro entre os dois pré-candidatos a presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB) e Durval Ferreira (PP), foi adiado para este domingo (18). Os dois receberam do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) a orientação para que haja entendimento e, se possível, formem uma chapa de consenso. Uma tarefa que, pela disposição de ambos, dificilmente acontecerá. Durval, que busca a reeleição, tenta um acordo para que ele comande a Casa por mais dois anos e Marcos assuma no segundo biênio. O tucano não aceita.

Com uma maioria de apoios já construída, Marcos Vinícius recebeu neste sábado o adesão do vereador eleito Eduardo Carneiro (PRTB) e promete para este domingo, mesma data em que se encontrará com Durval, o anúncio de mais um aliado. Atualmente, ele tem 16 na sua base e pode chegar a 17. Contando o próprio voto, o tucano soma 18 dos 27 votos possíveis. Durval diz ter uma carta na manga e acredita que pode sair vitorioso da disputa. Ele comanda a Câmara de João Pessoa há 10 anos.

O encontro será na Padaria Pão e Companhia, em Manaíra, às 9h, neste domingo. O cálculo do prefeito Luciano Cartaxo é o de que a maioria formada pela bancada governista, que tem 16 vereadores, garantiria a presidência da Câmara Municipal sem que se recorresse à oposição. Acontece que há dois candidatos da base governista, o que inviabilizaria qualquer projeto eleitoral sem a necessidade de composição. “Não vamos mexer no que já está definido e acertado”, ressalta Vinícius, para evitar especulações sobre mudanças na chapa.

Cartaxo pede entendimento e Marcos Vinícius e Durval se reúnem neste sábado

A reunião convocada pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD) com sua base aliada para discutir a sucessão na Câmara de João Pessoa terminou sem acordo entre as partes. Os vereadores Marcos Vinícius (PSDB) e Durval Ferreira (PP), ambos com candidaturas postas, descartaram a possibilidade de abrir mão da disputa. Os dois postulantes, a pedido do gestor, voltam a se encontrar neste sábado (17), para tentar um acordo. Durante o encontro desta sexta-feira, encerrado por volta das 21h, o prefeito deixou claro que quer a unidade da base governista, mas esboçou pouca disposição de interferir no processo.

Em desvantagem em relação aos apoios, o atual presidente da casa, que disputa a reeleição, Durval Ferreira, aposta na subtração de parlamentares que declararam apoio a Vinícius. Seus aliados, inclusive, garantem que a virada vai acontecer. O tucano, por outro lado, demonstra confiança na fidelidade do bloco criado por ele, com a participação de governistas e oposição. Marcos Vinícius apresentou uma relação com 15 apoiadores, o que lhe dá 16 votos, contando o dele. É mais que o suficiente para sacramentar a vitória, caso o compromisso assumido por eles seja mantido. Ao todo, são 27 votos possíveis.

Ouvido pelo bog, após a reunião, o vereador Marcos Vinícius demonstrou serenidade em relação à discussão. Disse ter confiança na condução do prefeito Luciano Cartaxo. “É o nosso líder e entende os nossos argumentos de que há compromissos que foram assumidos e precisam ser honrados. A base aliada está unida e a disputa na Câmara não vai causar cizânia, já que todos são republicanos e saberão assimilar o resultado das urnas”, ressaltou, garantindo que continuará havendo diálogo entre as partes.

Em nota, após a reunião, o prefeito disse considerar que a reunião foi muito proveitosa e manifestou sua crença de que a bancada se manterá unida e contribuindo com o crescimento da capital. Todos os 16 vereadores eleitos na coligação do prefeito Luciano Cartaxo participaram da reunião.