Ao lado de Lula, Ricardo diz que vinda de Bolsonaro à Paraíba foi milagre do petista

Ex-governador se reuniu com o ex-presidente nesta terça-feira e colocou vídeo nas redes sociais

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) usou de ironia nesta terça-feira (12) para falar da vinda do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à Paraíba. O gestor participou da inauguração do Complexo Residencial Aluízio Campos, em Campina Grande, nesta segunda. Ao lado do ex-presidente, em São Paulo, Coutinho falou que a saída do petista da prisão gerou o primeiro milagre: a vinda de Bolsonaro ao Estado para mandar religar as bombas da transposição. As águas do São Francisco não chegam à Paraíba desde março deste ano.

“Dizem lá na Paraíba que o primeiro milagre foi justamente este. Quem não queria ligar as bombas teve que ir lá ontem correndo. Soltaram Lula, então vamos correndo ligar as bombas porque senão ele vai vir aqui para, no braço, fazer com que a água volte a percorrer”, disse Coutinho. Para o que Lula respondeu: “se as águas estão voltando, então eu volto a sorrir”. O anúncio da volta do fornecimento de água foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

O órgão atendeu uma recomendação dos Ministérios Públicos da Paraíba e Federal. A vazão, no entanto, é pequena, apenas para impedir a degradação maior do canal. A recomendação foi para que a vazão de água não fosse inferior a 0,8m³/s, visando garantir a mínima segurança hídrica à população do Cariri paraibano (alto curso do Rio Paraíba).

Julian Lemos não seguirá Bolsonaro na criação de novo partido

Deputado diz que votará com o governo nas pautas que estiverem em consonância com suas convicções pessoais

Julian Lemos (E) foi dos primeiros a abraçarem a campanha de Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O deputado federal Julian Lemos (PSL) não vai acompanhar o presidente Jair Bolsonaro na saída do partido. O gestor convocou os aliados mais próximos para uma reunião na tarde desta terça-feira (12), em Brasília. No evento, vai detalhar o projeto de criação de uma nova sigla. O parlamentar paraibano diz que não foi convidado para o evento e, caso fosse, não dá certeza de que mudaria de sigla.

“Para apoiar o presidente (Jair Bolsonaro) eu não preciso estar em outro partido, porque partido é tudo igual segundo a leitura hoje. E no partido PSL eu me encontro muito bem, assim como a grande maioria dos deputados”, ressaltou Lemos. A situação dele é parecida com a de grande parte dos parlamentares da sigla. Apesar de eleitos na mesma onda conservadora que levou o presidente à vitória, em 2018, a briga do bloco bolsonarista pelo comando da agremiação rachou o partido.

Ao todo, não muito mais do que 20 dos 53 deputados seguirão o presidente. A maioria se posicionou ao lado do dirigente nacional da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE). Para criar o novo partido, Bolsonaro precisará que sejam recolhidas 500 mil assinaturas em nove estados. O prazo é curto. Tem que fazê-lo até março do ano que vem. Caso a sigla seja efetivamente criada, os deputados poderão migrar sem o risco de perderem o mandato.

Sobre uma eventual mudança de sigla, Julian Lemos diz que ela não faria sentido. “Não fui convidado para estar em outra legenda e se fosse convidado não sei se iria, porque eu preciso compreender qual vai ser a regra do jogo neste partido. Por que no começo tudo é muito bom, mas no decorrer do tempo o partido se torna de fato tudo igual. É poder, interesses e comando”, resumiu.

Votações

Julian Lemos diz que a saída de Bolsonaro da sigla não implicará em mudança de sua postura nas votações. Vai votar nos temas que estiverem em consonância com as suas convicções. “O PSL é um partido de cunho liberal e conservador. É o Partido Social Liberal, não do socialismo, mas do social e do liberalismo mesmo. O próprio presidente Bivar já escreveu livro sobre liberalismo econômico. É um homem muito inteligente, totalmente alinhado com as pautas do governo. Pragmaticamente falando é isso”, ressaltou.

Sobre eventuais discussões em relação à eleição presidencial de 2022, a postura do parlamentar é cautelosa. “É muito cedo para falar. A política, tu sabes, é como as nuvens. Agora está de um jeito, amanhã está de outro. A gente não sabe como vai ficar, mas o partido terá vida própria, não tenha dúvidas disso”, disse Lemos, citando frase do político mineiro Magalhães Pinto.

 

 

 

Falando em decepção, Julian Lemos não vai a inauguração com Bolsonaro

Deputado anunciado como coordenador da campanha do presidente no Nordeste se diz ressentido com posturas do presidente

O deputado federal Julian Lemos (PSL) não vai mais para a inauguração do Complexo Aluísio Campos, em Campina Grande. Ele havia anunciado, durante a semana, que estaria ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no evento. Dava sinais, até, de que engoliria os desentendimentos recentes com o prefeito Romero Rodrigues (PSD). Mas mudou de ideia. Em nota sobre a desistência, diz que bate à porta dele o “sentimento da decepção”.

Reprodução

O motivo seria a aproximação do presidente com os deputados do centrão. A referência direta é ao fato de Bolsonaro vir à Paraíba ao lado do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). “Jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como ‘Quadrilhão do PP’ e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba”, disse.

Lemos tem entrado em rota de colisão com figuras proeminentes do círculo bolsonarista desde o ano passado. O primeiro foi o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), que, entre outras coisas, ironizou o deputado por ter dito, durante o período eleitoral, que era o coordenador no Nordeste da campanha do então candidato do PSL à Presidência. O ataque ocorreu mesmo existindo vídeos com o próprio Bolsonaro elogiando a atuação do paraibano na campanha. Mais recentemente, Lemos integrou o grupo de Bivar na briga pelo comando do partido. Mesmo assim, em suas declarações, o parlamentar tem adotado postura respeitosa com o presidente.

A nota divulgada pelo deputado também tem críticas ao prefeito Romero Rodrigues. Confira a nota:

Nota ao meu querido povo conservador da Paraíba.

Ao tempo que bate à minha porta o sentimento da decepção, ao mesmo tempo surge o dever e a coragem para falar o que precisa ser dito doa a quem doer. Não compactuar com certos caminhos e decisões tomadas pelo meu Presidente Jair Bolsonaro posto que jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como “Quadrilhão do PP” e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba. São os ideais que se vão e os corruptos que se chegam. Não bastasse isso, também será recepcionado pelo Prefeito Romero Rodrigues, cuja administração está atolada até o pescoço no esquema de corrupção mais conhecido como “Operação Famintos”. Não assistirei de perto a esse fato, não me farei presente a esse “evento” não farei parte dessa hipocrisia política e desse teatro, não foi pra isso que lutei quase 4 anos da minha vida. Vou seguir firme nos meu ideais de mudança da política no Brasil. Sonhava trazer o meu Presidente novamente a minha terra para anunciar as verdadeira (SIC) mudanças que a Paraíba precisa, mas infelizmente não é isto que está acontecendo.

#JulianLemosDeputadoFederaldaParaiba
#OFederaldaSegurancaPublica
#NaoeUmMandatoeUmaMissao
#AvozdaParaiba

 

Não há sentido para a existência de tantos municípios na Paraíba

PEC remetida pelo presidente Jair Bolsonaro propõe anexação de cidades com menos de 5 mil habitantes

Jair Bolsonaro apresentou três PECs no Congresso nesta semana. Foto: Reprodução

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a incorporação das cidades com menos de 5 mil habitantes por municípios vizinhos tem dado o que falar. O presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho (PSB), criticou a proposta. Ela acha que não deveriam ser criados novos, mas os atuais deveriam ser mantidos. O tema é polêmico, mas, convenhamos, não existe espaço para tantos municípios.

No Brasil interio são mais de mil cidades nesta situação. Elas têm menos de 5 mil habitantes e não conseguem arrecadar, com impostos municipais, 10% do que gastam. A Paraíba tem, hoje, 223 municípios. Deles, 67 têm menos de 5 mil habitantes. Nenhum destes, pode-se dizer com segurança, tem arrecadação própria. No final das contas, servem como cartórios para administrar repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O problema é o custo destes “cartórios”.

A menor cidade da Paraíba é Parari, no Sertão. Ela tem 1.786 habitantes. O município tem um prefeito com salário de R$ 13 mil, um vice com R$ 6,5 mil. Os vereadores custam R$ 34 mil todos os meses. São oito com salários de R$ 3,5 mil e um, o presidente, com R$ 6,5 mil. Contando outros cinco funcionários da Câmara e se colocar os secretários municipais, teremos um gasto anual bem próximo de R$ 1 milhão só com salários. Isso sem falar nos outros penduricalhos e atuação de aspones. Não há como custear isso.

A proposta em tramitação no Congresso prevê que estes municípios sejam incorporados por vizinhos maiores, a partir de 2026. Certamente isso não vai acontecer, já que haverá pressão grande sobre deputados federais e senadores. Agora, convenhamos, algo precisa ser feito.

Veja a lista

Catingueira 4 929
Nova Palmeira 4 840
Baraúna 4 831
Caturité 4 807
Monte Horebe 4 789
Congo 4 785
Lagoa 4 679
São José de Espinharas 4 665
Santa Terezinha 4 585
Matinhas 4 516
Riachão do Bacamarte 4 500
São Bentinho 4 492
Riachão do Poço 4 477
São João do Tigre 4 430
São João do Cariri 4 313
Logradouro 4 294
Poço de José de Moura 4 276
Prata 4 141
Caraúbas 4 140
São José do Sabugi 4 134
Mãe d’Água 4 020
Salgadinho 3 919
Olivedos 3 912
São José de Princesa 3 908
Assunção 3 870
Pedra Branca 3 800
Poço Dantas 3 777
Vista Serrana 3 773
Cacimba de Areia 3 729
São José dos Cordeiros 3 723
Duas Estradas 3 610
Santa Inês 3 597
Riachão 3 564
São José do Bonfim 3 526
Sossêgo 3 516
Emas 3 505
São Sebastião do Umbuzeiro 3 466
Gurjão 3 403
Bernardino Batista 3 393
São Francisco 3 371
Cajazeirinhas 3 181
Serra da Raiz 3 141
Serra Grande 3 089
São Domingos 3 087
Tenório 3 035
Ouro Velho 3 033
Frei Martinho 2 990
Mato Grosso 2 889
Várzea 2 779
Lastro 2 749
Joca Claudino 2 685
Carrapateira 2 631
São Domingos do Cariri 2 581
Bom Jesus 2 547
Santo André 2 532
Curral Velho 2 521
Algodão de Jandaíra 2 488
Passagem 2 402
Amparo 2 227
Zabelê 2 225
Areia de Baraúnas 2 140
Riacho de Santo Antônio 1 951
Quixaba 1 929
Coxixola 1 907
São José do Brejo do Cruz 1 791
Parari

Frota divulga vídeo em que Bolsonaro diz a ele: ‘Fecha essa matraca, eu quero continuar transando com você’

Deputado diz que se encontrou causalmente com o presidente na hora do café da manhã

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-RJ) publicou vídeo na manhã desta sexta-feira (1º), nas redes sociais, de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). No vídeo, o ex-aliado é abraçado pelo gestor, que fala ao ouvido dele. “Fecha essa Matraca puta que pariu eu quero continuar transando com vc disse Bolsonaro (SIC)”, diz o presidente no vídeo divulgado pelo ex-aliado.

O deputado tem endurecido o discurso contra o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, mais recentemente. Frota foi eleito de carona na onda bolsonaristas. Mais recentemente, após trocas de farpas, se desfiliou do PSL e se filiou ao PSDB. “Estou postando porque a Bia Kicis disse que não estava no dia e que não tinha visto .Podem conferir ela entre eu e ele ainda prestando atenção na conversa e com um leve sorriso.Está de óculos”, escreveu o parlamentar na postagem.

Julian Lemos diz que “quem for tirano” não vai liderar o PSL

Desafeto de Lemos, Eduardo Bolsonaro ganhou (momentaneamente) a guerra da listas com o delegado Waldir

Julian Lemos foi destituído do cargo de vice-líder do PSL na Câmara. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL) não anda nada contente com o filho do presidente Jair Bolsonaro, o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O motivo: a atropelada briga do zero três pela liderança do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar paraibano integra o grupo ligado ao presidente do partido, Luciano Bivar (PSL-PE). Apesar disso, jura fidelidade ao presidente da República. Já com Eduardo, o buraco é mais embaixo. A relação dele com os outros filhos do presidente, vale ressaltar, não é um mar de rosas.

“Só irá liderar o PSL quem for líder. Quem for tirano, não ficará”, disse o parlamentar paraibano, ao ser questionado pelo blog sobre a relação com o novo líder do partido na Câmara. Eduardo Bolsonaro passou a rasteira no colega Delegado Waldir (GO) para assumir o cargo. Enquanto o grupo bivarista foi induzido a acreditar que haveria um armistício, com uma costura de uma terceira via, o filho do presidente protocolou uma nova lista reivindicando a liderança na Casa. Em duas tentativas anteriores, ele foi derrotado pelo grupo de Bivar.

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, a ala bolsonarista do PSL conseguiu coletar 32 assinaturas em apoio de Eduardo. Desse total, 3 eram repetidas e uma não conferiu, o que significa que 28 assinaturas foram consideradas válidas —eram necessárias pelo menos 27. O que parecia ser uma trégua em meio ao racha na legenda, porém, durou pouco. O grupo do Delegado Waldir passou a se mobilizar para tomar a liderança de volta. Em meio a tudo isso, Eduardo afastou todos os vice-líderes do partido, incluindo Lemos.

A ala ligada a Bivar (PE) disse ter feito um acordo com o Palácio do Planalto, mas se disse traída posteriormente e retomou a disputa pela liderança do partido na Casa. Julian Lemos, por exemplo, tem feito duras críticas a Eduardo Bolsonaro. Críticas, aliás, reverberadas por outras alas do partido, a exemplo da deputada Joice Hasselmann, que foi punida com a perda da liderança do governo. O entendimento entre as partes está longe de acontecer.

Derrubada de vetos de Bolsonaro no projeto do Abuso de Autoridade gera polêmica

Para coordenador do Gaeco, medida premia quem não tem intenção de combater a corrupção

Senadores e deputados derrubam vetos do presidente. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O movimento de deputados e senadores para derrubar vetos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao projeto do Abuso de Autoridade gerou reações entre membros do Ministério Público. O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, Octávio Paulo Neto, viu na decisão dos parlamentares o objetivo de se brindarem de processos que têm políticos como alvos.

“A derrubada dos vetos trouxe um paradoxo, que veicula de forma inequívoca a verdadeira intenção, pois pune quem age e afaga quem não, uma vez que fica claro que agir é algo que precisa de muito siso, pois dependendo contra quem, o caminho será tortuoso, mas se você esquecer, arquivar, nada terá … Deste modo se premia o omisso…”, disse o promotor encarregado das principais investigações em andamento na Paraíba.

Ao todo, foram derrubados 18 vetos feitos pelo presidente no texto. Outros 15 pontos foram mantidos. O projeto endurece as punições por abuso de autoridade de agentes públicos, incluindo juízes, promotores e policiais. Muitos críticos dizem que boa parte dos pontos aprovados no texto final, no Congresso, têm potencial de inviabilizar investigações do Ministério Público e da Justiça Federal.

Os parlamentares favoráveis ao texto falam em coibir abusos cometidos por esses órgãos. A derrubada contou com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A operação da Polícia Federal que fez buscas no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho foi apontada, por vários interlocutores, como motivação para a reação dos parlamentares. Um argumento que soa muito mais como desculpa, apesar do visível descontentamento da categoria.

Com os vetos derrubados pelo Congresso, será punido, por exemplo, quem inicia persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra inocentes. Volta também a ser crime sujeito a detenção de 1 a 4 anos o magistrado que decretar prisão contrariando hipóteses legais.

A mesma pena vale para os casos em que o juiz, dentro de prazo razoável, deixar de relaxar a prisão manifestamente ilegal, não substituir a prisão preventiva por outra medida cautelar ou conceder liberdade provisória, quando for o caso. Outro artigo que volta a valer prevê punição a quem constranger preso ou detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, para produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro.

Datafolha mostra aumento na reprovação do presidente Jair Bolsonaro

Reprovação cresceu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior, feito pelo instituto

Reprodução/Folha de São Paulo

O Instituto Datafolha revelou que a reprovação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) subiu de 33% para 38% em relação ao último levantamento. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (2) pela Folha de São Paulo. A consulta anterior foi feita em julho deste ano. Ela demonstrou que diversos indicadores apontam uma deterioração da imagem do gestor. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.

A aprovação de Bolsonaro também caiu, dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, de 33% em julho para 29% agora. A avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.

Os números mantém Bolsonaro na lanterna entre todos os presidentes eleitos após a redemocratização. Na pesquisa de julho e na anterior, de abril, estava consolidado um cenário em que o país se dividia em três partes iguais: quem achava Bolsonaro ótimo ou bom, ruim ou péssimo e regular.

A aprovação do presidente vem se deteriorando desde então. Isso apesar de ter visto aprovada a principal proposta do governo, a reforma da previdência, que passou pela Câmara e tramita agora no Senado. Ela ocorre em meio a uma escalada de radicalização, acenando a seu eleitorado mais ideológico.

O Nordeste sempre foi uma fortaleza do voto antibolsonarista, mas seu índice de ruim e péssimo subiu de 41% para 52% na região de julho para cá.

Na Paraíba, Haddad chama Bolsonaro de “pobre coitado” e “cabra ruim”

Ex-candidato do PT a presidente atribui condenação de Lula a esforço para colocar Bolsonaro na Presidência

Haddad puxou “Lula Livre” para a militância petista presente no evento. Foto: João Paulo Medeiros/Jornal da Paraíba

O petista Fernando Haddad (PT) elevou o tom das críticas ao presidente Jair Bolsonaro neste domingo (1°), na Paraíba. Durante o ato SOS Transposição, o petista, derrotado nas eleições para a Presidência em 2018, falou de uma articulação dos poderosos para prender o ex-presidente Lula, do mesmo partido. O evento, em Monteiro, teve o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) entre os seus organizadores e marcou uma tomada de posição das esquerdas no Estado contra o atual presidente.

“O Bolsonaro é tão ruim, é tão ruim, que se a gente fizesse um sorteio para decidir quem ia ser o presidente da República entre todos os brasileiros, o resultado ia ser melhor. Ele é um pobre coitado, é um cabra ruim. É uma pessoa que não tem empatia. Não consegue se colocar no lugar de ninguém. Não consegue se colocar no lugar do negro, do índio, da mulher, do LGBT. Não consegue. Tem dificuldade de enxergar à frente o nordestino, que demorou 500 anos para ser enxergado pela Presidência da República”, disse o petista.

Haddad também lembrou o ex-presidente Lula em várias oportunidades, durante o discurso. Sobre a condenação do petista, alegou que ele cumpre pena sem provas. “Enquanto a justiça não for feita, a gente não vai sair da rua”, sentenciou. Diz que vai mudar de opinião em relação ao ex-presidente quando acharem uma conta dele no exterior ou dinheiro no colchão. Assegurou que no dia em que isso for feito, ele vai procurar Lula e pedir ao ex-presidente que peça desculpas.

“Agora, inventar o que vocês inventaram só para botar esse cara (Bolsonaro) na Presidência, que não sabe conjugar lé com cré? E o Lula fazendo tudo o que fez pelo Brasil? O passaporte do Brasil era respeitado. Eles estendiam um tapete para você”, disse Haddad, alegando que quando se chega no exterior, hoje, é preciso explicar como é que o Brasil elegeu Bolsonaro. “Não foi o provo que colocou o Bolsonaro na Presidência, foi a mentira”, disse.

Ricardo acusa Bolsonaro de praticar ”discriminação odienta” contra o Nordeste

Ex-governador da Paraíba diz que presidente abandonou obras federais na região e incentiva a violência

Ricardo Coutinho critica a postura do atual presidente. Foto: José Marques/Secom-PB

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), acusou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) de praticar “discriminação odienta” contra o Nordeste. A região foi a única, no Brasil, onde o gestor perdeu nas eleições de 2018 em todos os estados. Para o socialista, é preciso que os outros poderes façam seu papel para impor limites ao capitão reformado do Exército.

“É uma discriminação odienta. É importante que as demais instituições ponham um freio nisso e atuem na defesa da democracia”, disse Coutinho, em entrevista ao Uol. Ele questionou ainda que “em qual época na história você viu um jornal austríaco de respeito dizendo que o Brasil elegeu um idiota? Em qual época tivemos presidente brasileiro atacando a vontade soberana de um povo, como no caso do Nordeste? As coisas estão num patamar anticivil.”

O ex-gestor paraibano disse ainda que já esperava um governo desastrado, mas se mostrou surpreso com os arroubos de violência discursiva do mandatário. “É a violência na palavra; nas relações institucionais federativas, internacionais; na discriminação e no preconceito. Tudo hoje está sendo movimentado em torno da violência, que é comandada pelo atual presidente da República. Todo dia sai algo de estarrecer”, destacou.

A Paraíba acabou entrando na rota dos ataques de Bolsonaro desde que, em conversa vazada, o presidente atacou os nordestinos. Ao se referir à região, em conversa reservada com o ministro Ônix Lorenzoni, o gestor não percebeu os microfones abertos. Ele disse que “daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Para amenizar a frase preconceituosa, no dia seguinte, disse que se referia ao governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Mas não colou…