Na Assembleia Legislativa, renovação foi de 41% dos deputados

Dos eleitos como titulares em 2014, apenas 21 conseguiram o passaporte para retornar à Casa

Novos deputados vão assumir o cargo a partir do dia 1° de fevereiro. Foto: Alexandre Kito

Já era visível que a Assembleia Legislativa da Paraíba passaria por uma renovação nas eleições deste ano. Até pela tentativa de alguns de alçar voos mais altos. Dois conseguiram o intento, a deputada Daniella Ribeiro (PP), eleita para o Senado, e o deputado Gervásio Maia (PSB), eleito para a Câmara. A maioria dos outros, os não felizardos, ficaram pelo caminho. Ao todo, 15 parlamentares não terão a Casa como endereço de trabalho no ano que vem. Na outra ponta, 21 conseguiram assegurar o passaporte para o retorno. Entre as novas caras no poder estão a ex-secretária estadual de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos (PSB), e o também ex-secretário de governo, Wallber Virgolino (Patriotas). Os dois foram os mais votados nas eleições deste ano.

Outro destaque é o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), que se torna titular do mandato pela primeira vez. Ele ocupou a cadeira em dois mandatos, mas sempre na condição de suplente e dependendo de articulações do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Mais mulheres

O número de mulheres com mandato na Assembleia Legislativa também aumentou. Enquanto na legislatura passada foram eleitas três, na atual o número cresceu para cinco. A lista inclui Cida Ramos (PSB), Estela Bezerra (PSB), Camila Toscano (PSDB), Drª Paula (PP) e Pollyana Dutra (PSB).

Confira a lista dos eleitos e reeleitos: 

1. Cida Ramos (PSB)                             56.048 (eleita)
2. Wallber Virgolino (Patriotas)         48.053  (eleito)
3. Adriano Galdino (PSB)                    45.656 (reeleito)
4. Ricardo Barbosa (PSB)                    41.201 (reeleito)
5. Estela Bezerra (PSB)                        40.761 (reeleita)
6. Doda de Tião (PTB)                          38.685 (reeleito)
7. Manoel Ludgério (PSD)                   37.390 (reeleito)
8. João Gonçalves (Podemos)             35.655 (reeleito)
9. João Henrique (PSDB)                    34.814 (re  eleito)
10. Edmilson Soares (Podemos)        34.007 (reeleito)
11. Nabor (PRB)                                     32.627 (reeleito)
12. Branco Mendes (Podemos)          32.621 (reel   eito)
13. Wilson Filho (PTB)                        31.781  (eleito)
14. Hervázio Bezerra (PSB)                31.288 (eleito)
15. Jeová Campos (PSB)                     31.017 (reeleito)
16. Inácio Falcão (PCdoB)                 30.754 (reeleito)
17. Camila Toscano (PSDB)              30.711 (reeleito)
18. Anderson Monteiro (PSC)          30.646 (eleito)
19. Buba Germano (PSB)                   30.192 (reeleito)
20. Tião Gomes (Avante)                  29.363 (re eleito)
21. Pollyana Dutra (PSB)                  28.868 (eleito)
22. Caio Roberto (PR)                       28.344 (reeleito)
23. Drª Paula (PP)                              27.685 (eleito)
24. Dr Otaciano Diniz (Avante)       27.278 (eleito)
25. Felipe Leitão (Patriotas)             27.117 (eleito)
26. Genival Matias (Avante)            26.777 (reeleito)
27. Galego de Souza (PP)                  25.262 (reeleito)
28. Júnior Araújo (Avante)              24.093 (eleito)
29. Tovar Correia Lima (PSDB)      24.052 (reeleito)
30. Raniery Paulino (MDB)             23.810 (reeleito)
31. Cabo Gilverto Silva (PSL)           23.273 (eleito)
32. Bosco Carneiro (PPS)                 21.557 (reeleito)
33. Dr Erico (PPS)                             20.327 (eleito)
34. Moacir Rodrigues (PSL)            18.463 (eleito)
35. Eduardo Carneiro (PRTB)        17.869 (eleito)
36. Chió (Rede)                                  17.437 (eleito)

Voto de governistas ajuda a derrubar projeto “anti-traíra” na Assembleia

Em sessão tumultuada, deputados aprovam LOA, eleição casada e majoração do ICMS

Deputados estaduais aprovaram a Lei Orçamentária Anual, mas rejeitaram projeto do voto aberto. Foto: Divulgação/ALPB

O encerramento dos trabalhos legislativos, na Paraíba, veio com uma derrota para o governo do Estado. E os deputados aliados do governador Ricardo Coutinho e do governador eleito João Azevêdo, ambos do PSB, foram decisivos para isso. Eles, majoritariamente, votaram contra o projeto que transformaria em aberto o voto para a escolha da mesa diretora. A proposta foi apresentada pelo líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), como um projeto da base governista. O tema foi contestado pela deputada Camila Toscano (PSDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar disso, foi aprovado e foi levado a plenário.;

O problema para os governistas parecia resolvido, apesar de o próprio Hervázio ter previsto problemas. A medida foi apelidada pelos deputados aliados do governador Ricardo Coutinho de projeto “anti-traíra”. Basicamente, a ideia era evitar surpresas durante a escolha da mesa diretora. O histórico recente, na avaliação do líder do governo, era preocupante. Em 2015, Adriano Galdino e Gervásio Maia, ambos do PSB, tomaram café, almoçaram e jantaram todos os dias com a base aliada. Todos se comprometiam a votar nos dois, para o primeiro e o segundo biênio. No dia da votação, eles receberam 19 votos dos 22 prometidos. Venceram por um.

No plenário, nesta sexta-feira (28), o discurso do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) foi o sinal de que a votação não seria tranquila. Ele demonstrou preocupação com as declarações de Hervázio Bezerra, que, em declarações anteriores, chamou de traíra os governistas que votavam contra o governo. Sem esconder a chateação, Barbosa cobrou que o líder do governo se desculpasse e retirasse o que disse anteriormente. O clima esquentou durante a sessão quando Hervázio foi à tribuna e questionou o porquê de a “carapuça” ter servido em Ricardo Barbosa. E disse que não retiraria nada do que disse.

Na votação, 21 deputados votaram contra o projeto, nove a favor e seis se abstiveram. Entre os governistas, vários ocuparam a tribuna para explicar por que votaram contra. Ricardo Barbosa (PSB), Branco Mendes (Pode) e Tião Gomes (Avante) disseram que continuam na base do governo, mas que não concordavam com o voto aberto. Eles ressaltaram que isso representaria perda da autonomia dos parlamentares. Já Frei Anastácio e Anísio Maia justificaram que o PT orientava votação contrária em todas as matérias do gênero. O resultado foi visto no placar final.

O projeto que previa a majoração da cobrança de ICMS sobre produtos de luxo foi aprovado, apesar do protesto da oposição. O deputado Tovar Correia Lima (PSDB) propôs três emendas, visando elevar, por exemplo, a potência dos carros. Nenhuma delas foi aceita. A matéria sobre a eleição casada também foi aprovada com o voto da maioria dos presentes. A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi a última matéria a ser apresentada e foi aprovada também com o voto da maioria.

 

 

Embates entre governistas e oposição provocam novo adiamento na votação da LOA

Projetos de interesse do Executivo “encalharem” nas comissões de Orçamento e Constituição e Justiça

Deputados estaduais votam projetos que já estavam na pauta enquanto aguardam data para apreciar a LOA. Foto: Suetoni Souto Maior

Os embates entre governistas e oposição empurraram para o futuro, mais uma vez, a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O imbróglio traz no centro das discussões a votação de projetos do interesse do Executivo, que, para ter validade, precisam ser votados ainda neste ano. Três matérias estão no centro das discussões: duas delas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a outra na Comissão de Orçamento e Finanças (COF). As duas primeiras tratam do ordenamento das votações para a escolha da Mesa Diretora, com previsão de alterações no Regimento Interno. A outra trata de questão tributária.

A primeira confusão desta quinta-feira (27) foi travada na Comissão de Constituição e Justiça. Por lá, sem constar inicialmente na pauta, surgiram dois projetos de resolução. Um deles previa a alteração do Regimento Interno para que a escolha da mesa diretora ocorresse com voto aberto. O outro trata da previsibilidade para que possa haver a antecipação da eleição do segundo biênio. Chateada com as propostas, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB) pediu vista dos projetos. Com isso, as matérias só poderão ser analisadas novamente na quinta-feira da semana que vem, dia 3, quando todos deveriam estar de férias.

“Fizemos uma reunião da CCJ e não estavam na pauta esses dois projetos que chegaram agora. São projetos importantes que mudam o Regimento desta Casa para permitir a eleição casada, da qual não sou a favor, inclusive votei favorável na PEC que trata sobre isso, e também sobre a permissão do voto aberto. Então, são temas relevantes e que não deveriam ter sido apresentados agora na última sessão do ano. Isso é algo que vai influenciar na próxima legislatura”, destacou Camila.

Camila disse que o voto aberto garante uma influência ainda maior do Poder Executivo sobre o Legislativo. “A eleição da Mesa é algo interno, é nosso. A Mesa representa quem vai comandar a Assembleia Legislativa, que é um Poder independente, nos próximos anos. Então, a partir do momento que se regulariza um voto aberto, se dar margem para o Executivo interferir diretamente na eleição desta Casa. Sou a favor do voto aberto em qualquer outro caso, mas neste em específico sou contra”, explicou.

Orçamento

Houve confusão também na Comissão de Orçamento e Finanças. Tudo por que ficaria para esta quinta a apreciação do voto-vista protocolado pelo deputado Tovar Correia Lima (PSDB). O problema é que a convocação para a reunião não foi publicada no Diário do Poder Legislativo (DPL). Por conta disso, o tucano fez discurso dizendo que não poderia haver a discussão. Por conta disso, uma nova reunião foi convocada para esta sexta-feira (28). Isso fez, também, com que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não fosse votada. Ela, agora, poderá ser apreciada nesta sexta ou em janeiro.

O voto-vista de Tovar era sobre o projeto que previa uma modificação na lei que disciplina o Fundo de Combate à Pobreza. Por ele, o governo do Estado é autorizado a elevar em 2% a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre produtos de alto padrão. Depois da sessão desta sexta, na COF, os deputados poderão votar a Lei Orçamentária. Vários projetos foram votados na sessão desta quinta, porém, entre os governistas, há quem diga que o orçamento só será votado em janeiro. Com isso, ninguém tira férias até lá.

Diplomado, Galdino evita falar de favoritismo para a presidência da Assembleia

Deputado agradece incentivo dos colegas, mas diz que todo o processo será conduzido por João Azevêdo e Ricardo Coutinho

Adriano Galdino não quer colocar o carro na frente dos bois, dizem aliados. Foto: Roberto Guedes/Alpb

O deputado estadual Adriano Galdino (PSB) tem sido cauteloso em relação à disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. O nome dele é citado, entre os colegas, como o favorito para comandar a Casa no primeiro biênio. Diplomado nesta terça-feira (18), ele desconversou todas as vezes que foi questionado sobre o assunto. “Para quem saiu das feiras livres de Pocinhos, vendendo confeitos, e foi garçon no Pocinhos Clube, ser deputado pela terceira vez…”, disse, abrindo os braços. Questionado mais uma vez, passou a usar um tom solene, com olhar contemplativo. “Fizemos uma reunião e ficou definido que os condutores do processo serão o governador Ricardo Coutinho e o governador eleito João Azevêdo”, disse, sobre as lideranças do PSB.

Galdino não esconde que tem sido procurado pelos colegas. Ele mesmo largou na busca de apoios com antecedência. A ânsia acabou descontentando Ricardo e João, por causa dos desdobramentos das articulações. Neste processo, com apoio do deputado, foi aprovada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acabava com a antecipação da eleição do segundo biêncio e com o princípio da reeleição. Após pressão de todos os lados, o texto foi arquivado e, por isso, ele não promulgado pela mesa. Houve quem dissesse no primeiro momento que o socialista havia “queimado a largada”. As conversas seguidas com as duas maiores liderenças do partido, no entanto, contornaram a situação.

Com maioria garantida na Casa, não há dúvidas entre os governistas de que eles conseguirão eleger o comando da mesa diretora para o primeiro e o segundo biênio. Adriano Galdino diz que vai continuar conversando com os colegas. A escolha ocorrerá no dia 1° de fervereiro, quando será empossada a nova legislatura. “Vamos eleger novamente os integrantes da mesa para o primeiro e o segundo biênio, tudo de uma vez”, diz Galdinho, sem querer se colocar como favorito. Ele presidiu o Legislativo no primeiro biênio da atual legislatura.

Deputados acabam farra das reeleições e antecipações de disputas na ALPB

PEC de autoria de Ricardo Barbosa põe fim a “conchavos” visando a pacificação dos grupos dominantes

Ricardo Barbosa justificou a medida como necessária para aperfeiçoar as disputas. Foto: Divulgação/ALPB

Os deputados estaduais paraibanos aprovaram nesta terça-feira (30) Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime de eleições para a composição da Mesa Diretora. As mudanças ocorrem na redação do parágrafo quarto do artigo que versa sobre o processo de escolha dos novos membros do colegiado. A proposta, de autoria do deputado Ricardo Barbosa (PSB), tramitava há três anos na Assembleia Legislativa. A medida visa evitar a perpetuação de parlamentares no comando do Legislativo, segundo explicação do líder do governo na Casa, Hervázio Bezerra (PSB).

A proposta foi aprovado em dois turnos com os votos de 26 deputados estaduais dos 36 poss. Durante discurso, antes da votação, Hervázio Bezerra justificou a medida como uma vacina para oxigenar a Mesa Diretora. Ele lembrou o caso do deputado estadual Ricardo Marcelo, que conseguiu seguidas reconduções ao cargo de presidente. Outro exemplo ressaltado pelo líder da bancada governista é o do ex-presidente da Câmara de João Pessoa, Durval Ferreira (PP). O progressista passou mais de uma década no comando do Legislativo municipal.

Pela regra aprovada, qualquer deputado que componha a Mesa Diretora não poderá ser eleito para o mesmo cargo na mesma legislatura. Eles podem, no entanto, ocupar novos postos.

Confira os deputados que votaram a favor da mudança nas regras atuais:

Lindolfo Pires
Genival Matias
Adriano Galdino
Inácio Falcão
Tião Gomes
Zé Paulo
João Henrique
Raniery Paulino
Branco Mendes
Galego de Souza
João Gonçalves
Edmilson Soares
Anísio Maia
Camila Toscano
Bruno Cunha Lima
Tovar Correia Lima
Jullys Roberto
Doda de Tião
Janduhy Carneiro
Jutahy Meneses
Nabor Wanderley
Caio Roberto
Ricardo Barbosa
João Bosco Carneiro Junior
Trócolli Junior
Antônio Mineral

Assembleia Legislativa tem renovação de 41% na Paraíba

Dos eleitos como titulares em 2014, apenas 21 conseguiram o passaporte para retornar à Casa

Novos deputados serão empossados no cargo no ano que vem, junto com o novo governo. Foto: Alexandre Kito

Já era visível que a Assembleia Legislativa da Paraíba passaria por uma renovação nas eleições deste ano. Até pela tentativa de alguns de alçar voos mais altos. Dois conseguiram o intento, a deputada Daniella Ribeiro (PP), eleita para o Senado, e o deputado Gervásio Maia (PSB), eleito para a Câmara. A maioria dos outros, os não felizardos, ficaram pelo caminho. Ao todo, 15 parlamentares não terão a Casa como endereço de trabalho no ano que vem. Na outra ponta, 21 conseguiram assegurar o passaporte para o retorno. Entre as novas caras no poder estão a ex-secretária estadual de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos (PSB), e o também ex-secretário de governo, Wallber Virgolino (Patriotas). Os dois foram os mais votados nas eleições deste ano.

Outro destaque é o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), que se torna titular do mandato pela primeira vez. Ele ocupou a cadeira em dois mandatos, mas sempre na condição de suplente e dependendo de articulações do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Mais mulheres

O número de mulheres com mandato na Assembleia Legislativa também aumentou. Enquanto na legislatura passada foram eleitas três, na atual o número cresceu para cinco. A lista inclui Cida Ramos (PSB), Estela Bezerra (PSB), Camila Toscano (PSDB), Drª Paula (PP) e Pollyana Dutra (PSB).

Confira a lista dos eleitos e reeleitos: 

1. Cida Ramos (PSB)                             56.048 (eleita)
2. Wallber Virgolino (Patriotas)         48.053  (eleito)
3. Adriano Galdino (PSB)                    45.656 (reeleito)
4. Ricardo Barbosa (PSB)                    41.201 (reeleito)
5. Estela Bezerra (PSB)                        40.761 (reeleita)
6. Doda de Tião (PTB)                          38.685 (reeleito)
7. Manoel Ludgério (PSD)                   37.390 (reeleito)
8. João Gonçalves (Podemos)             35.655 (reeleito)
9. João Henrique (PSDB)                    34.814 (re  eleito)
10. Edmilson Soares (Podemos)        34.007 (reeleito)
11. Nabor (PRB)                                     32.627 (reeleito)
12. Branco Mendes (Podemos)          32.621 (reel   eito)
13. Wilson Filho (PTB)                        31.781  (eleito)
14. Hervázio Bezerra (PSB)                31.288 (eleito)
15. Jeová Campos (PSB)                     31.017 (reeleito)
16. Inácio Falcão (PCdoB)                 30.754 (reeleito)
17. Camila Toscano (PSDB)              30.711 (reeleito)
18. Anderson Monteiro (PSC)          30.646 (eleito)
19. Buba Germano (PSB)                   30.192 (reeleito)
20. Tião Gomes (Avante)                  29.363 (re eleito)
21. Pollyana Dutra (PSB)                  28.868 (eleito)
22. Caio Roberto (PR)                       28.344 (reeleito)
23. Drª Paula (PP)                              27.685 (eleito)
24. Dr Otaciano Diniz (Avante)       27.278 (eleito)
25. Felipe Leitão (Patriotas)             27.117 (eleito)
26. Genival Matias (Avante)            26.777 (reeleito)
27. Galego de Souza (PP)                  25.262 (reeleito)
28. Júnior Araújo (Avante)              24.093 (eleito)
29. Tovar Correia Lima (PSDB)      24.052 (reeleito)
30. Raniery Paulino (MDB)             23.810 (reeleito)
31. Cabo Gilverto Silva (PSL)           23.273 (eleito)
32. Bosco Carneiro (PPS)                 21.557 (reeleito)
33. Dr Erico (PPS)                             20.327 (eleito)
34. Moacir Rodrigues (PSL)            18.463 (eleito)
35. Eduardo Carneiro (PRTB)        17.869 (eleito)
36. Chió (Rede)                                  17.437 (eleito)

 

 

 

Reforma da Assembleia Legislativa é entregue após quase sete meses de obras

As obras visaram melhorias no subsolo e contemplaram taquigrafia, imprensa, plenário, auditório, TV assembleia, sala de comissões, reuniões, apoio e garagem

Placa foi descerrada durante solenidade na Assembleia Legislativa com a presença de autoridades do Legislativo, Executivo e Judiciário. Foto: Divulgação/ALPB

A estrutura reformada da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) foi entregue nesta quinta-feira (5). As obras contemplaram toda parte do subsolo e contemplou setores taquigrafia, imprensa, plenário, auditório, TV assembleia, sala de comissões, reuniões, apoio e garagem. O anfitrião da festa, o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), garantiu que as mudanças consolidam a permanência da Assembleia na Praça dos Três Poderes. A medida, ele ressalta, atende a uma demanda da população. “O sentimento é de dever cumprido, de sonho realizado. Agora a Assembleia não sairá mais da Praça dos Três Poderes, sendo entregue à população totalmente modernizada”, afirmou.

Plenário foi reformado e agora guarda semelhanças com o modelo de organização dos parlamentos europeus. Foto: Alexandre Kito

O presidente da Assembleia ressaltou ainda outros investimentos realizados em benefício dos servidores da Casa. “Há poucos dias inauguramos o Centro de Saúde, que deixou de funcionar em uma casa alugada no bairro de Jaguaribe e veio para próximo dos servidores, ao lado da Assembleia”, disse, lembrando ainda a instalação do Centro Administrativo no Paraíba Palace, valorizando o Centro Histórico de João Pessoa.Já o governador Ricardo Coutinho falou da necessidade das novas instalações, que tornarão mais eficiente o trabalho dos parlamentares. “É uma reforma necessária e extremamente importante para o Poder Legislativo. Essa fase da Assembleia é muito significativa, com a recuperação do Paraíba Palace, um prédio que estava abandonado, com o Centro de Saúde e agora com a reforma da Assembleia”, comentou.

Para o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), André Carlo Torres, as intervenções realizadas na Assembleia projetam a Casa Legislativa para o futuro. “Essa reforma proporciona mais qualidade de vida aos servidores e, acima de tudo, mais condições para que os parlamentares desta Casa trabalhem em prol da sociedade paraibana. As ações do presidente Gervásio Maia estão à frente do seu tempo”, disse.

A solenidade de inauguração foi prestigiada ainda por diversas autoridades, a exemplo do procurador-geral do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Francisco Seráphico da Nóbrega; o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), Joás de Brito Filho; a defensa pública geral da Paraíba, Madalena Abrantes.

 

Paraíba, governo e milhões são as palavras mais citadas no discurso de Ricardo

Mensagem do governador no último ano de mandato marcou a reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba

Ricardo Coutinho fez uma prestação de contas referente às ações empregadas nos oito anos de mandato. Foto: Francisco França

Desta vez o governador Ricardo Coutinho (PSB) não mandou recado. Ele mesmo compareceu à Assembleia Legislativa para a leitura de uma mensagem de quase três horas para a abertura dos trabalhos. O gestor norteou o seu discurso fazendo referência principalmente às palavras Paraíba, governo e milhões, em referência aos investimentos (confira nuvem de tags). Fazendo uso do tom de despedida do governo, já que este é o oitavo ano de gestão, o socialista alegou que houve evolução em todos os índices da sua gestão. “Estou entregando uma Paraíba melhor”, alegou.

O tema mais espinhoso do governo, a segurança, apareceu em 16° nas citações do governador. O assunto, no entanto, mereceu atenção quando ele apresentou números que apontam seis anos de redução nos índices de letalidade. A abordagem ocorre na mesma semana em que Ricardo Coutinho foi cobrado pelo bispo de Campina Grande, dom Dulcênio Fontes. O religioso reclamou a insegurança e disse que já foi vítima da violência no Estado. O gestor, no entanto, alegou que as críticas ocorreram pela falta de informação do bispo de Campina Grande.

“A violência não é provocada pelo Estado. Ela é provocada por um setor da sociedade”, ressaltou, citando dados estatísticos. Um ponto levantado pelo governador é que o índice de letalidade em Campina Grande, em 2017, foi menor que em 2009, último ano de gestão do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Ex-aliado de Ricardo Coutinho, o tucano tem como base eleitoral o município. O gestor assumiu o mandato em 2011 prometendo fazer descer os índices de violência na Paraíba, porém, naquele ano, o Estado viveu a situação mais crítica na segurança, com 42,6 mortes por grupo de 100 mil habitantes.

Confira a íntegra do discurso do governador

Troca-troca de partido muda coloração da Assembleia Legislativa

Pelo menos 23 parlamentares ou suplentes já mudaram ou vão mudar de sigla desde o início da legislatura

Deputados elevam troca-troca de partidos na Assembleia Legislativa. Foto: Francisco França

Trócolli Júnior, que era MDB, passou a ser Pros e se prepara para mudar de partido novamente. Lindolfo Pires, que era DEM, migrou para o Pros e agora procura outro partido para chamar de seu. Dois parlamentares, duas mudanças e uma outra para se concretizar. Mas eles não são uma exceção. Pelo menos 23 eleitos ou suplentes mudaram ou devem mudar de sigla na Assembleia Legislativa. As motivações são as mais variadas. Vão de sobrevivência política mesmo a incompatibilidade ideológica na agremiação. O PEN, por exemplo, elegeu quatro deputados em 2016 e deve chegar às urnas, neste ano, sem nenhum.

O PEN elegeu Edmilson Soares, Ricardo Marcelo, Branco Mendes e José Aldemir. O último se tornou prefeito de Cajazeiras e não disputará as eleições ano. O primeiro foi para o PSB, o segundo para o MDB e o terceiro está em busca de uma nova sigla. Até o neófito Aníbal Marcolino, eleito pelo PSD e que migrou para o PEN, agora segue para o Avante. O caso dos deputados do Pros, Trócolli e Lindolfo, decorre da falta de espaço. O comando do partido passou às mãos de André Amaral, pai do deputado federal de mesmo nome e que deve deixar o MDB para entrar na sigla.

Janduhy Carneiro perdeu o comando do Podemos para o grupo do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ele agora busca uma nova casa para disputar as eleições. Antônio Mineral (PSDB) tentou migrar para o PPS há pouco, mas encontrou a porta fechada. O parlamentar tentava fazer caminho similar ao de Bosco Carneiro, que trocou o PSL pela sigla pós-comunista. A deputada Eliza Virgínia pretende trocar o PSDB por uma sigla que dê a ela condições de disputar vaga na Câmara dos Deputados. Já Inácio Falcão foi convidado a deixar o Avante e agora procura uma nova sigla.

O deputado João Henrique não esconde a insatisfação também com o DEM e pode ir para o PSDB. Da mesma forma, Nabor Wanderley anda às turras com o MDB e pode deixar a sigla junto com o filho, o deputado federal Hugo Motta. Tião Gomes, sem espaço no PSL, trocou de ares e foi para o Avante. A sigla, inclusive, foi o destino dos suplentes Cabo Rafael, Emano Santos e Américo. Raoni Mendes chegou à Assembleia com votação recebida enquanto militava no DEM, mas se mudou para o PDT. O PDT também deu abrigo a João Gonçalves, eleito pelo PSD do prefeito Luciano Cartaxo.

Há especulações na Assembleia também de que Guilherme Almeida pode deixar o PSL, mas ainda não há destino definido. O deputado Zé Paulo, eleito pelo PCdoB e hoje no PSB também poderá trocar de sigla. Estes dois últimos, vale ressaltar, ainda não tornaram oficial o desejo de mudar de ares.

Leonardo Gadelha espera que André e Renato se definam sobre quem sairá candidato

Aliados entendem que não há espaço para duas candidaturas da família para a Assembleia Legislativa

Leonardo Gadelha vai disputar vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Foto: Júlia Karoliny/CBN

O ex-deputado e ex-presidente nacional do INSS, Leonardo Gadelha (PSC), tem uma visão objetiva da disputa eleitoral deste ano: André Gadelha (MDB) e Renato Gadelha (PSC) precisam se definir sobre a disputa para a Assembleia Legislativa. O consenso entre os aliados é que haverá dificuldades para os dois, caso eles decidam disputar o mesmo cargo. “Acredito que eles vão conversar e encontrarão um meio termo”, ponderou Leonardo. Ele vai tentar, na campanha deste ano, fazer o caminho de volta para a Câmara dos Deputados. Em 2014, ele foi candidato a vice na chapa encabeçada pelo Pastor Everaldo (PSC).

Leonardo analisou que André tem um apelo eleitoral substancial em Sousa, cidade comandada por ele até 2016. Já Renato, atualmente deputado estadual, tem maior profundidade nas cidades vizinhas. Ele acredita que os dois conseguirão se entender, apesar de muitas lideranças acharem a equação bastante complicada. Os dois estão em campanha, em busca de espaço. O ex-presidente do INSS alega que, para o clã Gadelha, as duas lideranças exercem ou exerceram bom trabalho na Assembleia. “Ambos tiveram participação importante no comando da oposição”, ressaltou.