Saiba o que mudou com o texto aprovado na Assembleia sobre os alternativos

Proposta foi aprovada por unanimidade na Casa, após pressão dos motoristas durante vários anos

Motoristas Alternativos participam de ato em frente à Assembleia. Foto: Divulgação

O texto de autoria da deputada estadual Pollyana Dutra (PSB) alterou uma série de dispositivos da lei que regulamentou a atividade dos motoristas de transporte complementar na Paraíba. A proposta foi aprovada com o voto dos 33 deputados presidentes na Assembleia Legislativa.

Confira a baixo todos os dispositivos alternados na Lei n. 10.340/2014:

Alteração no §1º do Art. 2º da Lei:
Como era: O parágrafo abaixo previa que caberia ao DER/PB disciplinar e organizar os polos de convergência, bem como definir padronização e o quantitativo de veículos, valores das tarifas, percursos e horários.
§ 1º Caberá ao DER/PB disciplinar, organizar e fiscalizar o STPC/PB, com base nos requisitos mínimos de segurança, de conforto, de higiene, de qualidade dos serviços, especificando entre outros itens:
I – pólos de convergência do STPC/PB;
II – a padronização e o quantitativo de veículos, valores das tarifas, percursos e horários.

Como ficou: Foram retirados os Polos de Convergência, os percursos e os horários.
§ 1º Caberá ao DER/PB disciplinar, organizar e fiscalizar o STPC/PB, com base nos requisitos mínimos de segurança, de conforto, de higiene, de qualidade dos serviços, especificando a padronização, o quantitativo de veículos, e os valores das tarifas.

Alteração no Art. 3º:
Como era: Estabelecia que o prazo para PERMISSÃO da exploração seria de 06 anos, prorrogável por igual período. A má redação do artigo gerava interpretação dúbia acerca da possibilidade, ou não, de mais de uma prorrogação, bem como estabelecia um curto período. Além disso, vedava a concessão da permissão para mais de uma pessoa do mesmo grupo familiar.
Art. 3º A permissão para exploração do STPC/PB será concedida por um prazo de 6 (seis) anos, prorrogável por igual período, à pessoa física que satisfaça os requisitos da legislação e terá caráter individual, não podendo ser concedida mais de uma à mesma pessoa ou grupo familiar.

Como ficou: Ampliamos o prazo de seis para dez anos, dispondo de forma expressa a possibilidade de prorrogação por iguais e sucessivos períodos, além de retirar a vedação da concessão a pessoa de mesmo grupo familiar.
Art. 3º A permissão para exploração do STPC/PB será concedida por um prazo de 10 (dez) anos, prorrogáveis por iguais e sucessivos períodos, à pessoa física que satisfaça os requisitos da legislação, possuindo caráter individual.

Alteração no Art. 5º:
Como era: Estabelecia como exigência do veículo a capacidade de mínima de 15, e máxima de 21, passageiros sentados. Além disso, previa limitação de veículo unicamente pelo critério de tempo de uso, o que claramente viola a razoabilidade.
Art. 5º São exigências para a frota de veículos que irá operacionalizar o STPC/PB:
I – veículo de carroceria construída sobre chassi ou monobloco com capacidade mínima de 15 (quinze) passageiros e máxima de 21 (vinte e um) passageiros sentados;
II – ter o mesmo tempo de uso exigido daqueles que integram o Sistema Convencional de Transporte Intermunicipal de Passageiros.

Como ficou: A exigência quanto a capacidade mínima passa de 15 (quinze) para 07 (sete) passageiros sentados. No que tange ao tempo de uso do veículo, foram criados exigências de fiscalização quanto aos requisitos necessários para transporte de passageiros, excluindo a disposição arbitrária de impossibilidade de uso do veículo pelo mero decurso do tempo.
Art. 5º São exigências para a frota de veículos que irá operacionalizar o STPC/PB:
I – veículo de carroceria construída sobre chassi ou monobloco com capacidade mínima de 07 (sete) passageiros e máxima de 21 (vinte e um) passageiros sentados;
II – ao atingir 10 (dez) anos de fabricação, será obrigatória a realização de vistoria para analisar o atendimento dos requisitos necessários para o transporte de passageiros. Após o referido prazo, as vistorias ocorrerão, necessariamente, a cada período de 05 anos.

 

”Se o problema da Assembleia é a idade, teriam que derrubar a Europa”, diz Gervásio

Para ex-presidente da Assembleia, não há problema no prédio que não se resolva com reforma

Gervásio Maia é um dos quatro deputados que pedem a exoneração de Sérgio Moro. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

“Se idade de construção fosse problema, teriam que derrubar a Europa, a Câmara dos Deputados e o Senado, que são mais velhos que o prédio da Assembleia Legislativa”, disse o deputado federal Gervásio Maia (PSB) sobre a disposição do atual presidente do Legislativo estadual, Adriano Galdino (PSB), de construir uma nova sede para a Casa. Maia foi o antecessor de Galdino no comando do Poder e responsável pela reforma na estrutura, hoje criticada pelo sucessor.

O custo da nova sede é estimado em R$ 17 milhões, recursos que o dirigente diz que a Casa não dispõe. A obra, para isso, vai depender da conquista de emendas ao orçamento da União. “Se o problema é nos ar-condicionados, deixei R$ 4 milhões em caixa. Ele resolve fácil. Troque todos. O problema é nas instalações elétricas, resolve fácil, revise toda”, insiste o parlamentar, que diz ter gasto perto de R$ 6 milhões para dar as atuais feições à Assembleia Legislativa.

Gervásio detalha que existiam cinco endereços com áreas administrativas da Assembleia. Todos foram trazidos para o Parahyba Palace, onde passaram a funcionar. O prédio foi todo reformado e locado ao Legislativo estadual. Foi adquirido um prédio próximo ao Banco do Brasil da Praça 1817 e, lá, foi construído um estacionamento com dois pisos. Um para os deputados e outro rotativo para os servidores da Casa. Houve mudanças no plenário, na acessibilidade, no Centro Médico e na TV Assembleia. Houve investimento também em informática. “E o melhor, foi garantir o fortalecimento do Centro Histórico, com a manutenção da Assembleia na Praça dos Três Poderes”, ressalta.

Para o deputado, se Adriano Galdino fechar o prédio por dois meses, dá para fazer reforma na área dos gabinetes da Assembleia. Se eles forem redimensionados, garante Maia, dará para entregar 40 gabinetes maiores e melhor equipados que os da Câmara dos Deputados. “O dinheiro para isso está em caixa. E temos 36 deputados. Sobrariam quatro gabinetes”, ressalta, para garantir que, na visão dele, não é necessário gastar com a construção de nova sede para abrigar plenário e gabinetes.

Para justificar a necessidade de construção de um novo prédio, Galdino disse que o atual é centenário, apesar de ter sido construído, na verdade, na década de 1970, no governo de Ernani Sátiro. O atual presidente ressalta, por outro lado, que o Legislativo paraibano tem a pior sede entre todos os estados nordestinos.

Com a palavra, o leitor…

Adriano Galdino quer construir novo prédio para Assembleia com custo de R$ 17 milhões

Disposição do parlamentar ocorre depois de a Casa ter gastado R$ 6 milhões com reforma

Adriano Galdino (C) diz que tem buscado recursos para a obra. Foto: Divulgação/ALPB

O presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), anunciou nesta quarta-feira (2) a disposição de construir uma nova Casa Legislativa. Ele assegura que o espaço atual, na Praça dos Três Poderes, não será neglicenciado. A área não servirá, no entanto, para abrigar gabinetes e o plenário. Estes serviços serão disponibilizados no outro espaço, em terreno negociado com o Ministério Público. A nova Casa será construída em terreno próximo ao prédio da Polícia Federal.

Galdino fez muitas críticas ao espaço dedicado às sessões, atualmente. As queixas vão de problemas em gabinetes, fiação, até ar-condicionados sem funcionar. As críticas foram corroboradas por parlamentares como a deputada Camila Toscano (PSDB). Ela demonstrou descontentamento, por exemplo, com a falta de climatização da sala destinada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O deputado Jeová Campos (PSB), por outro lado, questionou os custos.

Os custos não são baixos. Adriano Galdino falou em investimentos da ordem de R$ 17 milhões. É muito dinheiro. Atualmente, ele diz que dispõe de R$ 5 milhões em caixa. Uma parte foi deixada pelo ex-presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), hoje deputado federal. Há críticas veladas ao antecessor, que efetivou a reforma no prédio atual. Ao todo, estima-se que as mudanças na estrutura da Assembleia custaram R$ 6 milhões.

Galdino diz que toda a parte administrativa que é abrigada em outros prédios, como o Parahyba Palace, voltará para a Casa. Isso representará uma economia de R$ 75 mil por mês. A ideia é construir também uma nova creche e uma escola do legislativo. A proposta, para financiar a obra, é ir buscar recursos de emendas no Orçamento-Geral da União. O presidente da Assembleia se reuniu com a bancada federal nesta terça-feira e disse ter recebido sinal verde para a obra.

A polêmica está feita.

CCJ da Assembleia aprova projeto que cria cadastro de pedófilos na Paraíba

Proposta apresentada pela deputada estadual Camila Toscana leva em conta condenações com trânsito em julgado

Proposta não especifica situação após cumprimento de pena. Foto: Divulgação/ALPB

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, durante reunião na tarde desta quarta-feira (14), projeto de Lei 371/2019, de autoria da deputada Camila Toscano (PSDB), que dispõe sobre a criação do Cadastro Estadual de Pedófilos no Estado. É a segunda vez que a parlamentar tenta emplacar o texto, que chegou a ser aprovado pela Casa, em 2018, mas foi vetado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

O novo texto apresentado pela parlamentar busca corrigir algumas distorções existentes no texto original. Enquanto no anterior se falava na inclusão de condenados por casos de pedofilia, o atual especifica como condição o trânsito em julgado de sentença condenatória. A matéria, no entanto, não trata de exclusão do nome do cadastro em caso de cumprimento de pena.

De acordo com o projeto, as pessoas que cometerem crime de pedofilia serão incluídas no cadastro e ficarão, por exemplo, impedidas de prestar concurso público nas áreas de Saúde e Educação do estado. A proposta, que deve seguir para votação em plenário nos próximos dias, determina que o cadastro ficará sob a responsabilidade da secretaria estadual de Segurança e Defesa Social. A matéria foi elogiada pelos membros da CCJ e aprovada por unanimidade.

“Os poderes estatais têm que buscar mecanismos que coíbam a realização desses crimes. A criação de um banco de dados contendo informações relevantes sobre os pedófilos vai agilizar a atuação das autoridades e facilitar a troca de informações com outros estados. O cadastro também será uma forma de consulta para que os familiares e entidades defensoras da infância e juventude possam ter á disposição para proteção dessas pessoas indefesas e que não podem carregar esse trauma pelo resto da vida”, ressaltou Camila Toscano.

Os parlamentares também votaram pela derrubada do veto encaminhado pelo Governo do Estado ao projeto do deputado Eduardo Carneiro, que garante a destinação de espaço físico em unidades da rede estadual de ensino e de cultura às entidades da sociedade civil organizada, associações e conselhos, para o desenvolvimento de atividades, formação, aperfeiçoamento, lazer e recreação. A maioria dos deputados não acompanhou o relatório que era pela inconstitucionalidade do projeto.

Deputados paraibanos debatem implantação do programa Future-se

Proposta do deputado Raniery Paulino é fomentar o debate sobre os prós e contras do projeto do governo federal

Raniery Paulino apresentou proposta para o debate na Assembleia. Foto: Roberto Guedes/ALPB

Os deputados estaduais paraibanos abrem espaço, nesta segunda-feira (12), para um debate sobre o programa Future-se. A proposta apresentada pelo Ministério da Educação visa abrir espaço para o financiamento externo de projetos das universidades públicas. A audiência vai acontecer às 15, na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Estão sendo convidados professores e alunos da instituição.

O projeto, de acordo com a descrição do governo, visa criar um fundo  para atrair investimentos privados nas instituições de ensino superior do país. A iniciativa, no entanto, reforça o deputado, tem causado “mal-estar e preocupação dentro de setores da comunidade acadêmica”.

De acordo também com o projeto, a ideia central é diminuir a participação do Estado na manutenção das universidades federais. O plano de financiamento permitirá que Organizações Sociais (OSs) compartilhem a gestão das universidades. O Future-se também permitirá a contratação de professores sem concurso público.

” Gostaria de convidar todos os docentes, discentes e servidores da educação para discutirmos as consequências do “Future-se”, um projeto de financiamento privado do Ensino Superior proposto pelo Governo Federal e que pode impactar diretamente na autonomia financeira das universidades públicas do estado. Contamos com a presença de vocês!”, diz Raniery Paulino no convidou.

Paulino analisa que o projeto abre espaço para o fim da democratização das universidades.  “Esse projeto expressa nitidamente o fim da democratização das universidades, processo que nós temos tido nos últimos anos. Podemos dizer que as  universidades, 60% dos alunos são oriundos de escola pública” finalizou.

O debate servirá para que os parlamentares, caso entendam necessário, pressionem os deputados federais e senadores que votarão a matéria no Congresso.

Assembleia vai recorrer de decisões para garantir gratuidade em estacionamentos de shoppings

Deputados vão alegar relação de consumo para tirar o peso da inconstitucionalidade da legislação

Adriano Galdino (C) presidiu a sessão que resultou na aprovação de matéria polêmica. Foto: Divulgação/ALPB

A Assembleia Legislativa da Paraíba vai recorrer da decisão proferida por juízes de primeiro grau contra a gratuidade nos estacionamentos de shoppings da capital. A posição foi anunciada pelo presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB). O mandatário disse entender que houve interpretação equivocada dos magistrados ao analisar a questão. Ele assegura que o texto aprovado no Legislativo trata sobre relação de consumo e não de direito civil, que é matéria privativa da União.

Os magistrados proibiram os órgãos de fiscalização do Estado e do município de João Pessoa de aplicarem multas contra os estabelecimentos. As decisões foram proferidas pela juíza Silvanna P. B. Gouveia Cavalcanti, da 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital (Shoppings Mangabeira e MAG); Aluísio Bezerra Filho, da 6ª Vara de Fazenda Pública (Tambiá), e Flávia da Costa Lins Cavalcanti, da 1ª Vara de Fazenda Pública (Manaíra Shopping).

Em todos os casos, os magistrados entenderam que houve usurpação de competência, por parte dos deputados, na hora de aprovar uma matéria cujo abordagem é privativa da União. Ou seja, deveria ter tramitado no Congresso e não na Assembleia Legislativa. As decisões têm como base as jurisprudências do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O entendimento é que o legislativo estadual não pode disciplinar matérias que versem sobre direito de propriedade.

A linha de defesa da Assembleia Legislativa, inclusive reforçada pelo autor da matéria, deputado Taciano Diniz (Avante), é a de que a lei que disciplina as cobranças nos estacionamentos não versa sobre direito civil. Ele alega que o alvo é a relação de consumo. Não são ofertadas gratuidades, ele reforça. Para o parlamentar, o direito a não pagar pelo serviço é adquirido apenas por quem consumir o equivalente a 10 vezes o valor da taxa de estacionamento e por um limite de 5 horas.

A polêmica está lançada.

Veja a regra aprovada na Assembleia

Reprodução

João mostra disposição de levar texto de Reforma da Previdência para a Assembleia

Governador ainda tem esperança que destaque incluindo estados e municípios seja apresentado no Senado

João Azevêdo demonstra preocupação com o déficit da Previdência estadual. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (PSB) iniciou com os deputados estaduais uma conversa sobre a Reforma da Previdência. O debate ocorreu no mesmo dia em que foi colocado em pauta, na Câmara dos Deputados, a votação do segundo turno da matéria, aprovada na madrugada desta quarta-feira (7). O problema para estados e municípios é que eles foram deixados de fora. A esperança é a de que um destaque seja incluído no Senado, livrando governos e prefeituras deste “cálice”.

João explicou para os parlamentares da base aliada, ao menos os presentes, que vai mandar projeto para a Assembleia Legislativa, caso a questão não seja aprovada no Congresso. No plano nacional, os parlamentares fizeram pressão sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tirar o tema da discussão. Eles se mostraram incomodados com a posição de governadores que, na visão deles, não se mobilizavam em favor do projeto.

A estratégia tende a fazer com que os estados e municípios tenham que resolver, eles mesmos, o próprio problema com a previdência. O déficit previsto para este ano, na Paraíba, é de R$ 2,8 bilhões. Para o ano que vem, este montante deve subir para R$ 4,5 bilhões.  O problema é que um projeto estadual deverá enfrentar resistência na Assembleia Legislativa, principalmente, por causa dos aliados mais próximos ao governador.

Há outros complicativos que precisam ser colocados no radar. O primeiro é o fato de o PSB, partido de João, ter se colocado contra a Reforma da Previdência nacionalmente. Há até deputados correndo o risco de ser expulsos na sigla. Um dos maiores críticos à reforma é justamente o ex-governador Ricardo Coutinho, padrinho político do atual gestor. Para completar, entre os socialistas, Cida Ramos, Estela Bezerra e Jeová Campos já se colocaram contra a matéria.

Um governista revelou ao blog que é uma carga pesada demais para o governador esperar votos da oposição para aprovar a matéria. Já outro disse que vota no momento em que ver Cida, Estela e Jeová defendendo o projeto na tribuna. Há também os que acham que o atual governo, pelas amarras que tem, não conseguirá aprovar a matéria. O melhor caminho ainda é fazer figuinha para que o Congresso resolva o problema.

Trocolli é empossado na Assembleia no lugar de Branco Mendes

Suplente não conseguiu renovar o mandato de deputado estadual e volta à Casa em articulação da bancada governista

Trocolli Júnior volta à Assembleia com a licença de Branco Mendes. Foto: Divulgação/ALPB

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) empossou, nesta terça-feira (18), o suplente de deputado Trócolli Júnior (Podemos). Ele é o terceiro suplente da coligação A Força do Trabalho III, composta pelo PSB/PTB/PRB/PODEMOS/PDT/PCdoB e PRP, e substitui o deputado Branco Mendes (Podemos), que se licenciou do cargo pelo período de 123 dias, sendo três para tratamento de saúde e 120 para tratar de questões pessoais.

Trócolli prestou juramento e recebeu das mãos do deputado e atual secretário estadual de Articulação Política, João Gonçalves, o broche da Unale (União Nacional das Assembleias Legislativas). Em seguida, fez seu discurso de posse. Parentes, assessores e apoiadores políticos prestigiaram o evento.

Em entrevista, o deputado – que tem mais de 20 anos de mandato na “Casa Epitácio Pessoa” – manifestou a ‘boa surpresa’ de reassumir o mandato num ano histórico, marcado pela aprovação de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) consensuada entre os poderes e órgãos autônomos.

“Isso é histórico. Passei 20 anos aqui na Assembleia Legislativa e nunca vi nada igual”, declarou, creditando a mudança “à habilidade do presidente Ariano Galdino, que conseguiu o respeito das bancadas de oposição e de situação”. “Isso demonstra que a Casa está mudando e, graças a Deus, para melhor. E quem ganha com isso é o Governo do Estado e a população em geral”, disse.

Sobre sua atuação política, Trócolli disse que vai manter suas pautas antigas, que tratam da defesa de melhores condições de saúde e de segurança para a população. Ele revelou que sua prioridade será lutar pela manutenção e crescimento do Hospital Napoleão Laureano.

O deputado ressaltou ainda que atuará em defesa dos interesses da Polícia Militar e disse que se sentirá mais à vontade ainda pela presença de dois representantes do seguimento no plenário da Casa: os deputados Wallber Virgolino (Patriota) e Cabo Gilberto (PSL). “Vamos juntar nossas forças”, disse.

“Estou mais maduro. Aos 52 anos sinto-me extremamente empolgado e energizado para trabalhar pelos que mais precisam. Agradeço a Deus por mais uma oportunidade de trabalhar pelo povo da Paraíba”, finalizou.

Com informações da ALPB

Deputados aprovam por unanimidade PCCR dos agentes carcerários

Blocão, G10 e oposição fecharam questão para aprovar matéria enviada pelo Executivo

Deputados estaduais paraibanos aprovam PCCR dos agentes penitenciários. Foto: Divulgação/ALPB

O governador João Azevêdo (PSB) não precisou gastar o capital político dele para aprovar o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos agentes penitenciários. Ele disse, em entrevista na segunda-feira (27) que ficaria claro que o G10 é governista na votação desta matéria. Mas nem precisou. O grupo fechou questão com blocão, formado por 14 deputados, e a oposição, dona de outros 12. O resultado foi unânime, com vitória do governo. A declaração do governador ocorreu na primeira agenda após o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) ter criticado o G10.

O presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), classificou a votação como histórica para a categoria beneficiada. Ele ressaltou que a luta da categoria se estendeu ao longo de 90 anos. “Essa categoria esperou por muito tempo esse PCCR e só agora, na nossa Legislatura, conseguimos aprovar, graças a sensibilidade do governador João Azevêdo, sanando e dando a eles melhores condições de trabalho”, declarou.

Antes sessão, Adriano recebeu em seu gabinete representantes dos agentes penitenciários, garantiu total apoio aos servidores e elogiou a decisão do governo do Estado. “Recebi a categoria e me comprometi com cada um deles para agilizar o processo de votação, para que pudéssemos aprovar o plano em um menor espaço de tempo e contemplar os agentes”, destacou o presidente.

Os parlamentares parabenizaram o governador João Azevêdo pela elaboração da matéria e argumentaram que o PCCR irá favorecer uma importante categoria que compõe a segurança do Estado. O deputado Bosco Carneiro destacou que o PCCR é o reconhecimento pelo trabalho desempenhado por servidores de extrema relevância. “Trata-se de uma função importante e nobre, que compõe o sistema de Segurança Pública. Todos esses profissionais são pessoas extremamente comprometidas com seus trabalhos”, disse Bosco.

O deputado Wallber Virgolino disse que com a elaboração e o encaminhamento à Casa do PCCR dos agentes penitenciários o governador mostra sensibilidade e avanço na sua gestão. “É a categoria mais arriscada de todas. Eles lidam diretamente com as facções criminosas, com o crime organizado e com os marginais de alta periculosidade. Esse PCCR é o reconhecimento à Segurança Pública da Paraíba”, avaliou Wallber.

 

Contrariando Ricardo, João Azevêdo arremata: “o G10 é governo”

Governador diz não ter dúvidas de que terá o apoio do G10 nas votações de interesse do Executivo

João Azevêdo e Ricardo Coutinho já não demonstram o mesmo afinamento de meses atrás. Foto: José Marques

O governador João Azevêdo (PSB) tem demonstrado certa impaciência com declarações recentes do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Durante entrevista em Cajazeiras, no fim de semana, o padrinho político do atual gestor fez críticas ao G10. O grupo, na visão dele, foge ao projeto socialista quando se posiciona como “independente” em algumas pautas. A postura do atual governador, na visão dele, deveria ser a de cobrar fidelidade absoluta do bloco. Azevêdo, por outro lado, deu provas de que pensa diferente e que não tem dúvidas de que o grupo votará com as matérias do governo.

“Eu não tenho dúvida nenhuma (da fidelidade do G10). Eu já tive reunião com o G10, G13, G14 e todos eles, evidentemente, colocaram claramente que são da base. O G10 é um grupo da base e é nessa lógico que nós temos trabalhado (pela unidade). O governo elegeu por esse projeto que hoje represento 22 deputados e tem mais dois deputados associados a este projeto e que têm dado a sustentação que o governo precisa. E é nessa lógica de agregar, de somar, de atrair quem efetivamente tiver interesse de continuar construindo esse projeto, que nós temos construído essa relação nossa com a Assembleia”, disse João Azevêdo.

O governador garantiu ainda que vai sentar com todos os grupos que tenham interesse de contribuir com a governabilidade. “E não tenho dúvida com essa matéria que vamos apresentar hoje (27), qual vai ser o posicionamento do G10 todo lá dentro. Então não tenho essa preocupação”, destacou João Azevêdo. O gestor vem trilhando clara rota de colisão com o ex-governador. No sábado, Coutinho disse que vai se manter no apoio ao sucessor, desde que haja manutenção do projeto. Disse, ainda, que deixou uma máquina organizada para o sucessor, com a indicação de poucos cargos.

Os estranhamentos do ex-governador com o atual vêm se estendendo há algumas semanas. Os aliados de Ricardo não gostaram, por exemplo, de declarações de João no sentido de que eles são completamente diferentes. Desde então, nos bastidores, sobram críticas de lado a lado. A temperatura, por isso, vem subindo a cada semana.