Zenóbio propõe dobradinha entre Camila e Raniery Paulino para 2018

Acordo pode aproximar famílias rivais em Guarabira

Zenóbio Toscano propõe aliança com adversários para as eleições de 2018. Foto: Ângelo Medeiros

É difícil imaginar o perfeito de Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB), e o ex-governador Roberto Paulino (PMDB) no mesmo grupo? Se for analisado o passado recente, a resposta é sim. Se for projetado o futuro, a coisa passa a não ser mais tão estranha assim. O tom foi dado pelo prefeito, nesta quinta-feira (11), durante visita à Assembleia Legislativa. A ideia é que haja uma dobradinha entre os deputados estaduais Raniery Paulino (PMDB) e Camila Toscano (PSDB) para 2018. O primeiro concorreria para deputado federal enquanto que a segunda buscaria a reeleição. Um pediria voto para o outro no Brejo paraibano, região que há muito não elege ninguém.

A tese foi lançada por Zenóbio com o argumento de que se ele defende um alinhamento estadual entre PMDB e PSDB, não faria sentido ignorar o local. “Eu sou CNPJ, não sou CPF, sou grupo”, ressaltou o prefeito. O mesmo argumento foi repetido pela deputada Camila Toscano. Ela, ao lado de Raniery Paulino, ocupam o espaço de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). “Queremos engrossar a fileira contra este governador, que está destruindo a Paraíba”, disse Camila, fazendo referência ao aumento da carga tributária no Estado. Raniery ainda não se pronunciou sobre a sugestão de união de forças.

Governo

Zenóbio Toscano defendeu que haja blindagem dos partidos de oposição para fortalecer o embate contra o candidato do governador, em 2018. Ele cita como melhores nomes do grupo oposicionista o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). Ele lembrou também do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) como candidato à reeleição. O tucano ressalta, também, que algumas variantes precisam ser avaliadas. Uma delas é se Ricardo Coutinho vai disputar o Senado ou se permanecerá no comando do governo até o fim do mandato.

Com informações de Ângelo Medeiros

Raimundo Lira prevê PMDB com Ricardo em 2018

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Raimundo Lira, com José Maranhão e Cássio Cunha Lima no Senado

O senador Raimundo Lira (PMDB) era o único peemedebista de alta plumagem no encontro do governador Ricardo Coutinho (PSB) com os prefeitos eleitos, nesta segunda-feira (5), no Centro de Convenções, em João Pessoa. Apesar disso, demonstra muita certeza de que o seu partido estará na base do gestor socialista em 2018, rompendo a aliança deste ano que levou a agremiação, majoritariamente, para as composições com o PSD, do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e PSDB, do senador Cássio Cunha Lima.

Depois de reiterados elogios à capacidade administrativa de Coutinho, Lira assegurou que não vai deixar o PMDB e que tem boa relação com o presidente do partido, o senador José Maranhão. Ele entende que a missão de alinhar peemedebistas e socialistas não é fácil e corre a dizer que a decisão sobre o rumo que o partido terá que tomar não pode ser precipitado. “Precisamos de tempo. A união do PMDB se dará na eleição para governador daqui a dois anos…”, ressaltou o parlamentar, assegurando não estar sozinho em suas convicções. Ele cita os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital.

O PMDB saiu das eleições deste ano com muitas arestas internas e com o grupo ligado ao governador Ricardo Coutinho. O senador José Maranhão não esconde de ninguém a chateação com a insistência do socialista para que não fosse lançado candidato do partido em João Pessoa. Além disso, o governador investiu contra o partido após o pleito, puxando prefeitos eleitos do PMDB para as fileiras do PSB.

 

 

Veneziano confirma Felipe Gaudêncio para vice em CG

Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), confirmou nesta quinta-feira (4) o vice na chapa majoritária que será encabeçada por ele. Pouco depois de o DEM divulgar em convenção a indicação do administrador Felipe Gaudêncio para a composição, o postulante chancelou a indicação. Os nomes serão ratificados na convenção do partido, que vai acontecer nesta sexta-feira (5), último dia para as definições. Veneziano tenta voltar ao cargo depois de quatro anos e, para isso, terá pela frente cinco adversários, entre eles, o atual prefeito, Romero Rodrigues (PSDB).

Escolha

A escolha de Gaudêncio ocorreu por causa da indefinição do PP de Daniella Ribeiro. Veneziano sonhava em ter a filha da deputada, Marcella Ribeiro, mas o partido está inclinado a compor com Romero Rodrigues. O vice do tucano, inclusive, deve ser o ex-deputado e ex-prefeito Enivaldo Ribeiro. Para a disputa, o deputado terá ao seu lado quatro partidos. São eles PMDB, DEM, Pros e PTN. Antes da escolha de Felipe Gaudêncio, figuraram na lista de possíveis vices, além de Marcella e da própria Daniella, o nome de Tico Lira, também do PMDB, para o caso de chapa puro-sangue.

Felipe Gaudêncio ainda terá que brigar na Justiça para vencer a acusação de dupla filiação partidária. O problema é que ele se filiou ao DEM no dia 30 de março, porém, só comunicou ao antigo partido, o PSL, sobre a mudança de partido no dia 2 de abril. A Justiça Eleitoral, então, entendeu que ele está em dois partidos. O administrador recorreu da decisão e se diz otimista em relação à resolução do problema.

Caberá a Daniella anunciar chapa Romero/Enivaldo em Campina Grande

Daniella RibeiroA deputada estadual Daniella Ribeiro fará as honras. Caberá a ela o anúncio da adesão do PP ao projeto de reeleição do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. O apoio da sigla era disputado por todos os pré-candidatos, principalmente por Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Adriano Galdino (PSB). O companheiro do tucano na chapa majoritária será o ex-deputado federal e ex-prefeito Enivaldo Ribeiro. O grupo participou de reunião com Romero, em Brasília, nesta semana, quando os detalhes foram acertados. A deputada chegou a ensaiar a entrada na disputa, mas acabou desistindo por falta de condições de bancar a campanha.

A entrevista coletiva vai acontecer às 9h30, na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campina Grande. O formato do evento, inclusive com Daniella assumindo a linha de frente, foi definido durante a reunião em Brasília. Os tucanos veem a vinda do PP para a coligação não apenas como um reforço eleitoral, mas também como uma conquista simbólica. Em 2012, a deputada quase foi para o segundo turno e, segundo as leituras internas, isso só não aconteceu por causa de “uma rasteira dada por Veneziano”. O pré-candidato, naquele ano, conseguiu atrair o PT em um momento delicado para a campanha. Os dois, por causa disso, só voltaram a se falar neste ano.

Pessoas próximas ao clã Ribeiro dizem que, efetivamente, Daniella Ribeiro gostaria de ser candidata nas eleições deste ano. Ela reuniu a militância, buscou apoios para a disputa, mas foi desencorajada pelo irmão e deputado federal Aguinaldo Ribeiro. O parlamentar teria cobrado dela um projeto eleitoral viável para entrar da disputa. Outro nome que chegou a ser cogitado, neste caso para o posto de vice, foi o de Marcella Ribeiro, filha de Daniella. Mas o nome acabou perdendo força diante das pretensões do patriarca da família. .

Ricardo Coutinho é o alvo das críticas na convenção do PMDB. Veja nos vídeos

O governador Ricardo Coutinho (PSB) não é candidato nas eleições deste ano, mas isso não impediu de ele ser o alvo das atenções de pessedistas e peemedebistas neste sábado (30), durante a convenção do PMDB, em João Pessoa. Tanto o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), quanto o deputado federal Manoel Júnior, candidatos respectivamente à reeleição e a vice-prefeito, usaram um tom bastante duro ao se referirem ao governador. Cartaxo, um pouco mais ameno, falou de futuro e continuidade do trabalho ao se referir à aliança com os peemedebistas. Fora do palanque, após os discursos, ironizou a pré-candidata socialista a prefeita, Cida Ramos, que não foi citada em nenhum momento nos discursos. “Eu nem sei quem será o candidato do PSB, já que tanta gente diz que o nome será trocado”, disse, em referência às especulações de que a deputada Estela Bezerra será o nome escalado para a missão.

Já Manoel Júnior foi mais incisivo nas críticas. Desafeto de Ricardo Coutinho, de quem foi vice no primeiro mandato do socialista à frente da prefeitura de João Pessoa, o parlamentar fez críticas à gestão socialista no que diz respeito principalmente à segurança. Diante de um auditório lotado, foi aplaudido ao dizer que ele e Cartaxo iriam cobrar do governador soluções para a área, para tirar a capital da lista das cidades mais violentas do mundo. Diante do clima pouco amistoso em relação ao “aliado” socialista, Maranhão disse saber que a formalização da aliança com o PSD, neste sábado (30), no auditório da Asplan, em João Pessoa, significará o rompimento do PMDB com o PSB de Ricardo Coutinho.

Giucélia diz que partido não vai “aliviar” com “lideranças golpistas”

Giucelia FigueiredoA Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores desautorizou os dirigentes da sigla, na Paraíba, a manterem a resolução aprovada pela agremiação, no Estado, na qual restringe a aliança nos municípios com os partidos que votaram pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A lista dos vetos é encabeçada pelo PMDB, partido do presidente interino Michel Temer (PMDB). A presidente estadual do partido, Giucélia Figueiredo, falou ao blog que a recomendação será seguida, apesar de ela, pessoalmente, ser “contrária a qualquer tipo de aliança com qualquer partido golpista”.

O PT vai promover na próxima segunda-feira (25) uma nova reunião para definir como será atendida a recomendação assinada pelo secretário Nacional de Organização do partido, Florisvaldo Raimundo de Souza. O entendimento da Executiva Nacional é o de que a postura restritiva do partido provocaria o seu isolamento. O PT havia decidido na última segunda-feira vetar as alianças com PSDB, DEM, PPS, SD, PMDB, PP, PTB, PSC, PSD e PRB nas eleições 2016. Foram consideradas como possíveis apenas as composições com  PDT, PSB, PCdoB.

Só para se ter uma ideia, as alianças com o PSB, na Paraíba, são consideradas por Giucélia Figueiredo uma excepcionalidade. Ela disse que as composições nos municípios levarão em consideração com quem o prefeito que quiser o apoio do PT tiver alinhamento entre os deputados federais. Se ele for apadrinhado de qualquer um dos parlamentares que votou contra Dilma Rousseff , a aliança será descartada. Ou seja, haverá uma flexibilização, “pero no mucho”.

 

Manoel Júnior oficializa na quinta-feira sua posição sobre a disputa municipal

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Manoel Júnior vai defender uma aliança com Cartaxo

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) dará entrevista coletiva na próxima quinta-feira (19) para comunicar sua posição sobre as eleições deste ano, na capital. Diante de um cenário ainda nebuloso em relação a disputa, ele usará a oportunidade para oficializar a sua saída do páreo e convocará uma reunião do Diretório Municipal do partido para discutir as alternativas de apoio. O ato vai acontecer um dia depois do encontro previsto entre o senador José Maranhão, presidente estadual do partido, e o governador Ricardo Coutinho (PSB). O deputado peemedebista não aceita uma aliança do partido com os socialistas para João Pessoa e vai brigar internamente para evitá-la, revelam aliados próximos.

A relação entre Manoel Júnior e o governador Ricardo Coutinho é ruim desde a época em que ele ocupou o cargo de vice do socialista na prefeitura de João Pessoa, na década passada. De lá para cá, a situação só se agravou. Em 2014, enquanto Maranhão trilhou rumo ao apoio a Coutinho, ele reforçou a candidatura do senador Cássio Cunha Lima na disputa pelo governo. Neste ano, foi alvo da pressão do governador para que ele retirasse a pré-candidatura, abrindo espaço para que o PMDB fosse “de porteira aberta” para o apoio à pré-candidatura da socialista Cida Ramos. Não houve acordo. Aos aliados mais próximos, Manoel Júnior tem dito que não vai admitir uma composição com os socialistas e está pronto para resistir. Ele diz ter o controle do diretório municipal e que o partido vai rachar se houver imposição de Maranhão.

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Ricardo Coutinho quer convencer Maranhão a apoiar Cida Ramos

Manoel Júnior está mais propenso a aceitar a proposta de chapão, feita pelo senador Cássio Cunha Lima, tendo o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) como o candidato à reeleição e alguém do PMDB na vice. O nome mais forte para o cargo continua sendo o de Manoel Júnior, apesar de ele ter recuado da convicção formada nas últimas duas semanas. “Ninguém representaria melhor o partido nesta composição”, disse em reserva um dos peemedebistas que defende a composição. Não sendo ele, surgem nomes como o da ex-deputada estadual Nadja Palitot. O ex-deputado Neto Franca também já se ofereceu para o cargo, em caso de confirmação da composição com o PSD.

A costura entre PSD, PSDB e PMDB está sendo feita há vários meses, costurada principalmente pelo senador Cássio Cunha Lima. O parlamentar, inclusive, ofereceu ao PMDB a primazia de indicar o vice na chapa. Tanto Cássio quanto Cartaxo já tiveram reuniões com José Maranhão e com Manoel Júnior. O acordo, dizem, foi fechado de boca, porém, Maranhão achou justo se reunir com Ricardo Coutinho nesta quarta-feira (20), para ouvir o que ele tem a propor. No momento atual, os principais atores das articulações agem para reforçar as composições nos municípios, mas sempre com  foco especial na disputa de 2018, quando eles serão os personagens de proa para a disputa do governo e do Senado.

Maranhão está em uma encruzilhada que só ele tem as chaves para sair. Se decidir apoiar Cartaxo nas eleições deste ano, isso significará o rompimento em definitivo da já frágil aliança com o PSB de Ricardo Coutinho. O partido tem cargos no governo. Se, por outro lado, decidir ficar com o Ricardo Coutinho, terá que encarar um racha na sua base aliada, capitaneado pelo deputado e presidente municipal do partido, Manoel Júnior. Para sair dessa, só encarnando o grande Houdini.

 

Ricardo dá última cartada para tentar manter o PMDB na base

Maranhão e ricardoO governador Ricardo Coutinho (PSB) dará a última cartada, nesta semana, para tentar manter o PMDB na sua base aliada. Ele tem encontro com o senador José Maranhão, presidente estadual da sigla peemedebista, previsto para a próxima quarta-feira  (20), quando tentará convencer o parlamentar a não embarcar no projeto de reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O senador espera a oficialização da desistência do deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato a prefeito, para definir os destinos do partido. Ele tem dito a aliados que uma eventual composição na capital precisará do aval de Júnior, presidente municipal do partido, o que dificulta o diálogo com os socialistas. Manoel Júnior é rival de Coutinho.

Se quiser manter o apoio do PMDB, em João Pessoa, o governador terá que colocar na mesa mais que os cargos que os peemedebistas têm no Estado. Fala-se em amarrar uma composição para 2018 que beneficie o PMDB, porque a eleição deste ano, nas contas dos peemedebistas, é apenas um ponto no emaranhado de possibilidades. Por outro lado, lideranças próximas ao senador José Maranhão entendem que uma composição com o PSD, na capital, chancelada pelo PSDB do senador Cássio Cunha Lima, representaria o rompimento em definitivo com o PSB de Ricardo. Com isso, além dos cerca de 30 cargos, segundo as contas do deputado estadual Tião Gomes (PSL), aliado de Ricardo, os peemedebistas ficarão sem a vaga de Olenka Maranhão na Assembleia Legislativa. Ela é suplente.

A dianteira para atrair o PMDB está com os pessedistas. Várias conversas de Cartaxo com o senador José Maranhão foram intermediadas por Cássio Cunha Lima, idealizador do blocão. Maranhão e Cássio protagonizaram a maior rivalidade da política paraibana das últimas duas décadas e acabaram se aproximando no Senado também por causa do alinhamento nacional entre PSDB e PMDB. Pessoas próximas ao deputado federal Manoel Júnior dizem que o acordo com Cartaxo está fechado e o parlamentar deverá ser o vice para a disputa. Ricardo Coutinho, no entanto, ainda tem esperança de conseguir o apoio do PMDB para reforçar a pré-candidatura de Cida Ramos para a disputa deste ano. Esta semana teremos uma definição.

Maranhão amplia diálogo com Cartaxo sobre aliança em João Pessoa

Maranhão-cassio-liraO senador José Maranhão (PMDB) é, sem dúvida, um mestre na arte de esconder o jogo, mesmo quando admite avanços em alguma composição. É mais ou menos isso o que tem acontecido em relação à formação de um chapão, em João Pessoa, tendo os peemedebistas como força auxiliar. Ao ser abordado sobre o assunto, ele admite conversas formais sem “conclusões objetivas” sobre a aliança com o PSD do prefeito Luciano Cartaxo e o PSDB do senador Cássio Cunha Lima para a disputa da reeleição pelo pessedista, na capital. A tese colocada na mesa traz a oferta de vice de Cartaxo para o deputado federal Manoel Júnior (PMDB).

Os peemedebistas andam desconfortáveis com a situação. Manoel Júnior já não se movimenta como candidato, mas ainda não desistiu formalmente da disputa. José Maranhão admite isso como fato, mas não ao ponto de tratar o tema como uma desistência. Diz que vai esperar o parlamentar oficializar a sua saída. O senador admite que tem conversado com Luciano Cartaxo e com outras lideranças do PMDB. A informação é que uma nova reunião do partido será realizada nesta sexta-feira (15). Diante do quadro de incerteza, o ex-deputado Neto Franca tem se escalado publicamente como opção do PMDB para vice de Cartaxo.

Mestre na arte de brincar de gato e rato olhando o tabuleiro de cima, não vai ser rápida a definição do senador. Ele não quer descontentar Manoel Júnior, com negociações sem o aval dele, afinal, o deputado é presidente do PMDB de João Pessoa e terá que ser ouvido sobre qualquer composição na capital. Isso dificulta uma aproximação com o PSB, que, desde o ano passado, força uma retirada da candidatura peemedebista. Manoel Júnior não aceita discussão com os socialistas. Correndo por fora, Wilson Filho (PTB) tenta convencer a sigla de embarcar na sua candidatura. Com o apoio do PMDB, ele acredita ter condições de chegar ao segundo turno.

A informação de bastidores, no entanto, é a de que a aliança está fechada. Manoel Júnior será o vice na chapa e essa será uma fundação importante para 2018, quando os principais agentes da articulação de agora voltam às urnas, novamente como protagonistas.

Cartaxo espera pelo PMDB, mas não garante vice para Manoel Júnior

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), revelou nesta terça-feira (12) que o diálogo com o PMDB visando a aliança para a disputa da reeleição, neste ano, está madura. O pessedista, no entanto, toma alguns cuidados ao tratar do assunto. Primeiro, diz que a conversa tem ocorrido exclusivamente com o senador José Maranhão, presidente estadual da sigla. Com Manoel Júnior, assegura, não tem havido diálogo, já que ele ainda não oficializou sua saída da disputa. Outro cuidado é diz respeito à definição do vice.

LucianoCartaxo

Tomando a dianteira nas articulações políticas do seu partido, na capital (antes isso ficava a cargo de Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD), o prefeito evita a máxima de que a vaga de vice na chapa já é de Manoel Júnior, caso ele aceite a condição de linha auxiliar para a disputa. “Não estamos tratando de chapão. Estamos tratando de união, união em prol da cidade de João Pessoa e isso é o que vai ser fundamental no diálogo com o PSDB e o PMDB”, diz. Sobre a vice, o tema será discutido com o PMDB, mas também com os outros partidos da base, ele assegura. Atualmente, oito siglas estão alinhadas com o gestor para a disputa.

A indefinição de Cartaxo em relação à vice tem apelo meramente retórico, já que, nos bastidores, a oferta foi feita ao PMDB para a composição do “chapão” proposto e articulado pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), ex-adversário e agora potencial aliado de Cartaxo e Maranhão. Os tucanos, inclusive, abriram mão de indicar o vice para atrair os peemedebistas. O principal esforço, neste momento, é impor a segunda derrota consecutiva ao governador Ricardo Coutinho no seu principal reduto.

Para a disputa deste ano, Cartaxo espera que tucanos e peemedebistas, caso a aliança seja confirmada, contribuam com sugestões para o plano de governo. Caso seja reeleito, apesar de evitar essa discussão atualmente, o prefeito vai se licenciar em 2018 para disputar o governo do Estado. Com isso, se for confirmada a aliança, um peemedebista assumirá a gestão. A expectativa na base é que Manoel Júnior tope a proposta articulada pelos tucanos.

Cartaxo se diz preparado também para o embate com Ricardo Coutinho, que tenta emplacar a afilhada política Cida Ramos (PSB) na disputa. Ele diz que, apesar da crise econômica, conseguiu entregar a reforma da Lagoa, construiu a maior rede de creches da cidade e que entregou muito mais unidades habitacionais em três anos que Ricardo em oito. Além disso, cita a oferta de microcrédito como um diferencial e as condições das escolas do município.

Sobre a saúde, culpa a cobertura falha dos hospitais regionais de propriedade do Estado como motivo para a superlotação dos hospitais de João Pessoa. “Quando assumimos, a capital tinha uma Upa. Agora tem três. Melhoramos a rede de postos de saúde, entregamos um hospital infantil. Temos o que mostrar”, revelou, cobrando do governador a entrega dos hospitais prometidos na Região Metropolitana, a exemplo de Santa Rita.