Eleição revelou guinada do país à direita, ao conservadorismo e à “não política”

urnaO ano de 2016 vai ficar marcado como o gran finale de uma crônica anunciada, revelada pela derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), em 2014. A disputa acirrada foi vencida pela petista com a falsa garantia de que a economia do país estava bem e que seria mantida a política de conquistas sociais iniciada com o ex-presidente Lula. O castelo de cartas petista caiu após o fechamento das urnas, quando a mesma Dilma propôs um ajuste fiscal duríssimo.

O que se seguiu depois de janeiro de 2015 todo mundo sabe, com seus reflexos sentidos agora. Arrocho na economia, população nas ruas, pautas bombas na Câmara dos Deputados puxadas pelo ex-presidente e atual inquilino da carceragem da Polícia Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impeachment de Dilma Rousseff (PT) e posse de Michel Temer (PMDB) no poder. Este último, atento ao movimento antipolítica e anti-PT, transformou o PSDB em sócio no governo.

E as urnas revelaram neste ano que ele leu corretamente os sinais. O descrédito da população com a política e, principalmente, com o partido antes dominante forçou uma guinada que vai do centro à extrema-direita, ao conservadorismo, com um capital que pode influenciar demasiadamente as eleições de 2018. Talvez não com as mesmas figuras da centro-direita de 2014. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) viu o seu partido se fortalecer, mas trazendo no bojo o fortalecimento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu rival doméstico.

O poder de influência do PSDB e sua política mais privatista e liberal ganhou força com a crise econômica e política, fazendo com que o número de pessoas residentes em cidades comandadas pelo partido saltasse de 25,8 milhões para 48,7 milhões. O PMDB também ganhou impulso em número de partidos, passando de 1.017 para 1.038. Apesar disso, mais presente nos rincões. O partido conseguiu o domínio de quatro capitais, nenhuma entre as joias da coroa (São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre).

As urnas revelaram também um Brasil onde reina uma direita que perdeu a vergonha, deixou de se esconder e negar suas posições e agora aparece de cara limpa. Algumas protagonistas de episódios violentos e protestos com a exaltação até de Donald Trump, como se viu na avenida Paulista recentemente. O outro ponto do fenômeno é o descrédito da população na política, fazendo com que muitos tenham chegado ao poder se dizendo não-políticos. São os casos do prefeito eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), e de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS).

O próximo ano e meio será decisivo para indicar se esse movimento à direita será o suficiente para influenciar o pleito de 2018. Em momentos de crise, o humor da população se apresenta instável, hora indo em uma direção, hora em outra. As pesquisas mostram que o bombardeio contra o ex-presidente Lula (PT) não o matou politicamente, a ponto de se vislumbrar força para desafiar a onda direitista daqui a dois anos, caso não seja preso.

Além disso, é difícil imaginar que o presidente Michel Temer saia do governo com alguma chance eleitoral daqui a dois anos, dada a extrema impopularidade, só reversível com um milagre na economia, o que não parece factível a curto prazo. Ele tende a ser tragado pelo ostracismo pós-governo, fechando o caixão da desastrada era Dilma-Temer. Agora fortalecido, o PSDB tende a chegar quebrado em 2018, com a briga entre Aécio Neves e Alckmin pela disputar da presidência.

As eleições de 2016 revelaram muito sobre 2018, mas ainda é difícil desenhar na areia da praia um cenário capaz de resistir ao vai e vem das ondas “progressista” e “conservadora”. Caberá à economia, mais uma vez, apontar o caminho.

Prefeitos eleitos para as capitais por ordem de partidos

São Paulo – SP
João Doria (PSDB)

Belém – PA
Zenaldo Coutinho (PSDB)

Maceió – AL
Rui Palmeira (PSDB)

Manaus – AM
Artur Neto (PSDB)

Porto Alegre – RS
Nelson Marchezan Junior (PSDB)

Porto Velho – RO
Dr Hildon (PSDB)

Teresina – PI
Firmino Filho (PSDB)

Boa Vista – RR
Teresa (PMDB)

Cuiabá – MT
Emanuel Pinheiro (PMDB)

Goiânia – GO
Iris Rezende (PMDB)

Florianópolis – SC
Gean Loureiro (PMDB)

Fortaleza – CE
Roberto Claudio (PDT)

Natal – RN
Carlos Eduardo (PDT)

São Luís – MA
Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

Campo Grande – MS
Marquinhos Trad (PSD)

João Pessoa – PB
Luciano Cartaxo (PSD)

Palmas – TO
Amastha (PSB)

Recife – PE
Geraldo Julio (PSB)

Rio de Janeiro – RJ
Crivella (PRB)

Belo Horizonte – MG
Kalil (PHS)

Curitiba – PR
Rafael Greca (PMN)

Aracaju – SE
Edvaldo Nogueira (PC do B)

Macapá – AP
Clécio (REDE)

Rio Branco – AC
Marcus Alexandre (PT)

Salvador – BA
Acm Neto (DEM)

Vitória – ES
Luciano (PPS)

Quatro presepadas marcam as comemorações dos prefeitos eleitos na Paraíba

Passados pouco mais de dez dias das eleições, pipocam nas redes sociais flagrantes das comemorações dos candidatos vitoriosos. Um misto de eventos sem noção e presepadas estiveram presentes nas festas pelo estado afora. Em pelo menos duas delas, em cidades consumidas pela seca, houve desperdício de água, com carros-pipa fazendo a alegria dos eleitores. Em outra, a prefeita eleita desfilou em carroça puxada por jegues e ainda houve prefeito sem noção desfilando montado em uma árvore cortada, em claro desrespeito com o meio ambiente. Confira a relação de fatos, digamos, grotescos:

Olivedos, no Sertão

O prefeito eleito Deusinho (PSD) bancou carro-pipa para os eleitores brincarem na comemoração por sua eleição. A maior festa, ele ressalta, aconteceu na noite da segunda-feira (3). Questionado sobre o desperdício de água, ele garante que foi apenas um carro-pipa e que a água era salobra. “A falta d’água aqui é uma desgraça. Não chega nada nas torneiras. Vou procurar o governador Ricardo Coutinho (PSB) para pedir providências assim que eu assumir”, disse. Deusinho surpreendeu no pleito deste ano ao vencer a eleição com 1.648 votos (52,27%), tendo como adversário o atual prefeito, Grigório de Almeida Souto (PSB), que recebeu 1.505 escrutínios. Ele exerceu 5 mandatos de vereador e foi presidente da Câmara de Olivedos. Na eleição de 2012, ele havia perdido o pleito justamente para Grigório por uma diferença de apenas 40 votos.

 

Santa Teresinha, no Sertão

Em outra cidade castigada pela seca, Santa Teresinha, no Sertão, a prefeita eleita Terezinha Lúcia Alves (PSDB) ficou nacionalmente famosa com o desperdício de água em carros-pipa para a festa da vitória. A comemoração foi alvo de matéria da Rede Globo. Ela divulgou uma nota na última segunda­-feira (10), justificando a presepada que beira a irresponsabilidade. O banho de água foi duramente criticado pelo PSB, partido do prefeito derrotado José de Arimateia Camboim. Terezinha de Zé de Afonso, como é mais conhecida, explicou que o uso carro­-pipa na comemoração da vitória foi mostrar que na sua gestão não haverá cobrança aos moradores pela distribuição de água, principalmente da zona rural, diferentemente do governo atual de José de Arimateia.

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Confira as imagens no G1

Nova Palmeira, no Curimataú

Esta presepada presenciada em Nova Palmeira deve ter dado um frio na espinha dos ambientalistas. O prefeito eleito Ailton Gomes Medeiros (PTB), desfilou em cima de uma árvore cortada, sendo puxada por um trator. O prefeito aparece nas imagens de camisa listrada e óculos escuro. O colega blogueiro Laerte Cerqueira relatou que professores e estudantes do curso de biologia da UEPB acionaram o Ibama para apurar a conduta do prefeito no caso. O prefeito eleito disse que a árvore já tinha sido arrancada antes e que não ordenou que ninguém arrancasse a árvore, apesar de participar da comemoração.

 

São Domingos do Cariri

Em São Domingos do Cariri, antigo distrito de Cabaceiras, terra do Bode Rei, a prefeita Inara Marinho (PSDB) comemorou a reeleição em desfile em uma carroça puxada por um jumento. Para debochar do candidato a prefeito derrotado, Carlinhos Braz (PMDB), a tucana desfilou ao lado de um “judas” em provocação ao adversário. Aliados de Braz criticaram a brincadeira e o “mau trato” ao animal. Inara venceu com uma maioria de 167 votos sobre o peemedebista. Marinho era vice­prefeita.Em maio de 2015, o então prefeito José Ferreira da Silva morreu, vítima de infarto. Ela assumiu a prefeitura de São Domingos do Cariri e disputou a reeleição, sendo vencedora no pleito de dia 2 de outubro.

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Ricardo e o malabarismo com os números das eleições de 2016

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Ricardo Coutinho reúne prefeitos eleitos para projetar as gestões municipais com base nas diretrizes socialistas

A matemática é uma ciência exata e empresta lógica a tudo no nosso dia a dia. Correto? … Nem sempre. A premissa, apesar de fazer muito sentido, não resiste aos discursos políticos. Um exemplo típico é o do governador Ricardo Coutinho (PSB). Depois de amargar uma fragorosa derrota nas urnas nos principais municípios da Paraíba, neste ano, o socialista promoveu uma reunião com os prefeitos eleitos do partido para discutir as prioridades das gestões. De quebra, aproveitou para usar os dados extraídos das urnas para dizer que a sigla socialista foi a maior vencedora neste ano. E foi, porém, com um reinado praticamente restrito aos rincões do Estado.

O PSB conquistou 53 municípios nas urnas, bem menos que PMDB, quando José Maranhão era governador, e PSDB, quando Cássio Cunha Lima dava as cartas. Mesmo assim, os socialistas têm dados importantes para apresentar como referência de sucesso. O partido teve o maior número de votos recebidos. Foram 592.480, contra 409.429 dos tucanos e 374.074 dos pessedistas. Apesar disso, os aliados do governador vão governar os destinos de bem menos paraibanos que os oposicionistas juntos. Só João Pessoa e Campina Grande, governados por Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), vão comandar os destinos de mais de 1,2 milhão de pessoas.

Os números são mais alarmantes no que diz respeito ao comando nos municípios e põem em risco o desejo do governador de fazer o sucessor em 2018, quando não poderá disputar a reeleição. Ricardo tem uma avaliação pessoal superior a 80%, porém, saiu das urnas deste ano com fama de mal padrinho na tentativa de eleger Cida Ramos em João Pessoa e Adriano Galdino em Campina Grande. A primeira ficou quase 100 mil votos atrás de Cartaxo. Já o segundo amargou uma derrota vergonhosa, ficando em quarto lugar na disputa pela prefeitura no pleito vencido pelo atual gestor, Romero Rodrigues, no primeiro turno.

Acrescentando números à discussão, podemos dizer que os partidos de oposição ao governador os destinos de 2,8 milhões de paraibanos, ao passo que os socialistas e seus aliados vão comandar 1,1 milhão de habitantes. É pouco representativo? Não, porque o governador está impedido de disputar a reeleição. Apesar disso, o resultado é inversamente proporcional aos esforços e projeções dos socialistas, que precisarão chegar fortes em 2018 para tentar eleger o sucessor de Ricardo Coutinho. O partido tem massa de manobra para se aproximar do desejável. Passados poucos dias do pleito, já atraíram três prefeitos “adversários” para as fileiras do PSB.

Os socialistas iniciam um processo de atração de prefeitos adversários para que se cumpra o projeto do partido, de se aproximar dos 100 prefeitos. É difícil dizer se isso será possível, já que a política tem dois atrativos: poder e perspectiva de poder. A segunda opção sempre tende a ser mais motivadora, pelo fato de representar a renovação. O eleitorado paraibano tem se mostrado ávido pelas substituições dos grupos políticos no poder. Foi assim com os ex-governadores Ronaldo Cunha Lima, José Maranhão e Cássio Cunha Lima, cada um com o seu tempo à frente do Executivo. Para derrubar esta máxima, em 2018, o governador precisará retirar números mais consistentes da urna.

Derrotados, aliados de Ricardo voltam para o governo do Estado

Crédito: Divulgação/PSB

Cida Ramos vai reassumir o Desenvolvimento Humano. Crédito: Divulgação/PSB

O Diário Oficial do Estado traz neste sábado (8) as nomeações de quatro aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB) que voltam a ocupar cargos no governo depois de enfrentarem insucessos nas eleições deste ano. O cordão é puxado pela ex-candidata a prefeita de João Pessoa, Cida Ramos (PSB), que volta para a titularidade da Secretaria de Desenvolvimento Humano. Com isso, Kelly Samara, escalada para o cargo durante a ausência de Cida, deixa a pasta. A socialista conquistou 125.146 votos durante o pleito deste ano, mas isso foi insuficiente para forçar o segundo turno com o prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD), que ganhou com quase 60% dos votos (222.689).

De João Pessoa, o candidato a vereador Humberto Alexandre (PSB) também ficou muito longe do necessário para ser eleito e voltou para o governo do Estado. Ele conseguiu 939 votos e praticamente não terá chances de assumir a vaga na Câmara Municipal. Com isso, ganhou uma assessoria no Gabinete do governador e deve retomar o posto de porta-voz do gestor socialista, no contato com a imprensa. Entre os candidatos a vereador, outra que assumirá cargo no governo é Maria da Luz Silva, do PRP de Campina Grande. Ela foi nomeada para o cargo de assessora Institucional para Assuntos de Cidadania.

Na linha dos candidatos a prefeito derrotados e com cartão verde para voltar ao governo ainda estão Waldemar Marinho Leite e Francisco José do Nascimento, ambos do PSB. O primeiro, com o nome na urna de Demazinho (PSB), concorreu a prefeito de Várzea. Ele vai ocupar o cargo de assessor de Gabinete do governador. Já o segundo, com o nome de Chico Mané (PSB), disputou a prefeitura de Maturéia. Ele vai assumir no governo o cargo de assistente Administrativo III. Francisco concorreu no pleito com o nome de Chico Mané.

Paraíba tem menor número de prefeitas eleitas neste ano

urnaA Paraíba elegeu em 2016 um número menor de mulheres para o cargo de prefeita, com relação a 2012. A realidade interrompeu uma linha ascendente compatível com o grupo que compõe mais da metade do eleitorado no Estado. Ao todo, foram eleitas 39 mulheres em 2016, ou seja, 10 a menos que em 2012, quando o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) possuía os maiores índices de aprovação no mandato.

O pleito deste ano interrompe a sequência de valorização da presença feminina nos executivos. Em 2004, foram eleitas 27 mulheres (12,1%) do total. Em 2008, este número cresceu para 36 (16,2%) e, em 2012, aumentou para 49 (22%), o maior índice da série histórica. Neste ano, com 39 mulheres eleitas, houve recuo para 17,4% dos comandos dos municípios. A Paraíba tem 2.889.721 eleitores, com maioria composta por mulheres.

A primeira mulher eleita para comandar um município da Paraíba foi Dulce Barbosa, ex-prefeita de Queimadas, eleita na década de 1960. De lá para cá, tem havido uma evolução na participação feminina, porém, bem aquém do que seria esperado. Para a Câmara de João Pessoa, por exemplo, foram eleitas apenas duas: Raíssa Lacerda (PSD) e Sandra Marrocos (PSB).

 

Prefeitas eleitas

1. Algodão de Jandaíra – Maricleide Izidro da Silva (PSB)
2. Areia de Baraúnas – Maria da Guia Alves (DEM)
3. Barra de Santana – Cacilda Farias Lopes de Andrade (PSD)
4. Belém – Renata Christinne Freitas de Souza Lima (PMDB)
5. Boa Ventura – Maria Leonice Lopes (PSD)
6. Borborema – Gilene Cândido da Silva Leite Cardoso (PTB)
7. Caldas Brandão – Nelma Rolim (PMDB)
8. Carrapateira – Marineide da Silva Pereira (PR)
9. Conde – Márcia Lucena (PSB)
10. Coremas – Francisca das Chagas Andrade de Oliveira (PDT)
11. Diamante – Carmelita de Lucena Mangabeira (PSDB)
12. Duas Estradas – Joyce Renally Félix (PR)
13. Fagundes – Magna Danas (PMDB)
14. Itapororoca – Elissandra Maria Conceição de Brito (DEM)
15. Juarez Távora – Maria Ana Farias dos Santos (PSD)
16. Livramento – Carmelita Ventura (PR)
17. Logradouro – Célia Maria de Queiroz Carvalho
18. Joca Claudino – Jordhanna Lopes dos Santos (PTB)
19. Mamanguape – Maria Eunice do Nascimento Pessoa (PSB)
20. Marcação – Eliselma Silva de Oliveira (PDT)
21. Matinhas – Fátima Silva (PSD)
22. Monteiro – Anna Lorena de Farias Leite Nóbrega (PSDB)
23. Natuba – Janete Santos (PMDB)
24. Ouro Velho – Natália Carneiro Nunes de Lira (PSD)
25. Pilõezinhos – Mônica de Sandro (PSDB)
26. Poço de José de Moura – Aurileide Egídio de Moura (DEM)
27. Quixaba – Cláudia Marcário Lopes (PMDB)
28. Riação do Poço – Maria Auxiliadora Dias Rego (DEM)
29. São Bentinho – Giovana Leite Cavalcanti Olímpio (PSB)
30. São Domingos de Pombal – Odaisa de Cassia Queiroga da Silva (PR)
31. São Domingos do Cariri – Inara Marinho Ferreira da Silva (PSDB)
32. São José de Princesa – Maria Assunção (PMDB)
33. São José do Bonfim – Rosalba Mota (PMDB)
34. São José do Brejo do Cruz – Ana Maria (PR)
35. São Vicente do Seridó – Maria Graciete do Nascimento Dantas (PSB)
36. Santa Teresinha – Terezinha Lúcia Alves de Oliveira (PSDB)
37. Santo André – Silvana Fernandes Marinho (PDT)
38. Serra da Raiz – Adailma Fernandes da Silva Lima (PTB)
39. Sossêgo – Lusineide Oliveira Lima (PSB)

Sete condenados por improbidade são eleitos novamente

Aluízio Bezerra, coordenador do Mutirão da Improbidade. Crédito: Kleide Teixeira

Aluízio Bezerra, coordenador do Mutirão da Improbidade. Crédito: Kleide Teixeira

As eleições deste ano vão legar de volta para a prefeitura sete gestores condenados por improbidade administrativa, na Paraíba. A relação inclui os prefeitos e ex-prefeitos considerados culpados durante o mutirão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mais de 100 gestores foram considerados culpados na Meta 4 por crimes como fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito e, mesmo assim, ficaram livres para a disputa, por ainda não terem tido a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Pelo menos 13 deles disputaram as eleições deste ano e sete saíram vitoriosos das urnas. A lista dos eleitos, apesar da condenação, inclui Dr. Bosco (PSDB), de Uiraúna. Ele chegou a ser afastado do cargo e ganhou o direito de voltar à antiga função. O outro prefeito que está no exercício do cargo e conseguiu a reeleição foi Ronaldo Ramos (PSC), de Gurjão.

Entre os ex-prefeitos condenados e que conquistaram o direito de voltar ao poder estão Nobinho (PSB), de Esperança; Adelson Gonçalves (PRB), de Areial; Zé João (PSD), de Caturité; Dr. Paulo (PSDB), de Gado Bravo, e Renato Mendes (DEM), de Alhandra.

O juiz Aluízio Bezerra Filho, coordenador da mutirão da improbidade administrativa, demonstrou preocupação com a situação. Ele lembrou que pode haver reflexos negativos para a administração pública nos próximos anos, já que se houver uma condenação em segunda instância o prefeito eleito pode ser preso e afastado do poder, caso a condenação seja na área criminal.

“Isso é a prova de que é preciso mudança na legislação. Não pode haver o mesmo tratamento entre crimes comuns e eleitorais. Até por que na segunda opção o dano é coletivo”, ressaltou Bezerra. Ele defende também que haja urgência na apreciação das denúncias contra políticos no primeiro e no segundo grau, porque, segundo ele, “a morosidade da Justiça é a porta para a impunidade”.

 

PSB perde nas grandes cidades, mas lidera número de prefeitos eleitos

urnaO governador Ricardo Coutinho (PSB) deve ter assistido à apuração dos votos nas eleições deste ano com a seguinte constatação: era o principal cabo eleitoral do Estado, graças a uma aprovação pessoal superior a 80%, de acordo com o Ibope, porém, isso não foi o suficiente para sair das urnas maior do que entrou. O PSB elegeu 53 prefeitos, menos da metade das suas pretensões. E o pior, na maioria dos casos, apenas os pequenos municípios. Por outro lado, viu o PSDB do senador Cássio Cunha Lima se fortalecer em grandes cidades. Os tucanos elegeram 36 prefeitos e se fortalece para 2018, justamente quanto restará a Coutinho apenas optar pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados para se manter na vida pública. O PMDB elegeu 31 prefeitos, bem menos que em eleições passadas, mas se mantém forte. Já o PSD do deputado federal Rômulo Gouveia e do prefeito reeleito de João Pessoa também se fortaleceu, com a eleição de 26 prefeitos

 

Confira a lista dos prefeitos eleitos

1. Água Branca – Tom (PMDB)
2. Aguiar – Lourival (PTB)
3. Alagoa Grande – Sobrinho (PSD)
4. Alagoa Nova – Aquino (PSDB)
5. Alagoainha – Jeová José (PMDB)
6. Alcantil – Milton (PRB)
7. Algodão de Jandaíra – Maricleide (PSD)
8. Alhandra – Renato Mendes (DEM)
9. Amparo – Inácio Nóbrega (DEM)
10. Aparecida – Júlio César (PSD)
11. Araçagi – Murílio Nunes (PSB)
12. Arara – Nen (PSL)
13. Araruna – Vital Costa (PP)
14. Areia – João Francisco (PSDB)
15. Areia de Baraúnas – Guia de Zé de Pedro Felho (DEM)
16. Areaial – Adelson (PSDB)
17. Aroeiras – Mylton Marques (PSDB)
18. Assunção – Vogel (PTB)
19. Baía da Traição – Serginho Lima (PTB)
20. Bananeiras – Douglas Lucena (PSB)
21. Baraúna – Manasses Dantas (PSB)
22. Barra de Santa Rosa – Neto (DEM)
23. Barra de Santana – Cacilda (PSD)
24. Barra de São Miguel – João Batista (PSB)
25. Bayeux – Berg Lima (PTN)
26. Belém – Renata (PMDB)
27. Belém do Brejo do Cruz – Evandro Maia (PTdoB)
28. Bernardino Batista – Gervázio Gomes (PSB)
29. Boa Ventura – Leonice Lopes (PSD)
30. Boa Vista – André Gomes (PDT)
31. Bom Jesus – Roberto Bayma (PSD)
32. Bom Sucesso – Pedro Caetano (PTB)
33. Bonito de Santa Fé – Chico Pereira (PSB)
34. Boqueirão – João Paulo II (PSD)
35. Borborema – Gilene (PTB)
36. Brejo do Cruz – Barão (PR)
37. Brejo dos Santos – Dr. Lauri (PSDB)
38. Caaporã – Kiko (PDT)
39. Cabaceiras – Tiago Castro (PSB)
40. Cabedelo – Leto Viana (PRP)
41. Cachoeira dos Índios – Allan (PSB)
42. Cacimba de Areia – Rogério Campos (PMDB)
43. Cacimba de Dentro – Nelinho (PSB)
44. Cacimbas – Léo (PSB)
45. Caiçara – Hugo Alves (PSB)
46. Cajazeiras – José Aldemir (PP)
47. Cajazeirinhas – Assis Rodrigues (PSB)
48. Caldas Brandão – Nelma Rolim (PMDB)
49. Camalaú – Sandro Moco (PSDB)
50. Campina Grande – Romero Rodrigues (PSDB)
51. Capim – Tiago Lisboa (PSDB)
52. Caraúbas – Silvano Dudu (PSB)
53. Carrapateira – Marineide de Dedé (PR)
54. Casserengue – Dinda (PSDB)
55. Catingueira – Dr. Edir (PMDB)
56. Catolé do Rocha – Leomar Benício Maia (PTB)
57. Caturité – Zé João (PSD)
58. Conceição – Nilson Lacerda (PSDB)
59. Condado – Caio Paixão (PR)
60. Conde – Márcia Lucena (PSB)
61. Congo – Júnior Quirno (PDT)
62. Coremas – Chaguinha de Edilson (PDT)
63. Coxixola – Givaldo (DEM)
64. Cruz do Espírito Santo – Pedrito (PSD)
65. Cubati – Dudu (PSB)
66. Cuité – Charles Camaraense (PSL)
67. Cuité de Mamanguape – Jair da Farmácia (PSC)
68. Cuitegi – Guilherminho Madruga (PSB)
69. Curral de Cima – Totó Ribeiro (PSDB)
70. Curral Velho – Filhinho (PSDB)
71. Damião – Lucildo (PSB)
72. Desterro – Didi (PR)
73. Diamante – Carmelita de Odoniel (PSDB)
74. Dona Inês – João Idalino (PSD)
75. Duas Estradas – Joyce (PR)
76. Emas – Segundo Madruga (PMDB)
77. Esperança – Nobinho (PSB)
78. Fagundes – Magna Danas (PMDB)
79. Frei Martinho – Aido (PSB)
80. Gado Bravo – Dr Paulo (PSDB)
81. Guarabira – Zenóbio Toscano (PSDB)
82. Gurinhém – Cláudio Madruga (PMDB)
83. Gurjão – Ronaldo (PSC)
84. Ibiara – Nivaldo Barros (PSB)
85. Igaracy – Lídio Carneiro (PTB)
86. Imaculada – Dada Lustosa (PSD)
87. Ingá – Manoel da Lenha (PSD)
88. Itabaiana – Dr. Lúcio (PSB)
89. Itaporanga – Divaldo Dantas (PMDB)
90. Itapororoca – Elissandra (DEM)
91. Itatuba – Aron (PSB)
92. Jacaraú – Elias Costa (PMDB)
93. Jericó – Cláudio (PP)
94. João Pessoa – Luciano Cartaxo (PSD)
95. Joca Claudino – Dra Jordhanna (PTB)
96. Juarez Távora – Ana de Nal (PSD)
97. Juazeirinho – Bevilacqua (PTdoB)
98. Junco do Seridó – Kleber (PSB)
99. Juripiranga – Dr. Paulo (PSB)
100. Juru – Luiz Galvão (PSB)
101. Lagoa – Toinho Alípio (PSB)
102. Lagoa de Dentro – Fabiano Pedro (PSD)
103. Lagoa Seca – Fábio Carvalho (PSDB)
104. Lastro – Dr. Athaíde (PSDB)
105. Livramento – Carmelita Ventura (PR)
106. Logradouro – Célia (PSB)
107. Lucena – Marcelo Monteiro (PSB)
108. Mãe D’Água – Cirino (PMDB)
109. Malta – Nael Rosa (PMDB)
110. Mamanguape – Eunice (PSB)
111. Manaíra – Nel (PMN)
112. Marcação – Lili (PDT)
113. Mari – Antônio Gomes (PSD)
114. Marizópolis – Zé de Pedrinho (PSDB)
115. Massaranduba – Paulo Oliveira (PSDB)
116. Mataraca – Egberto (PTB)
117. Matinhas – Fátima Silva (PSD)
118. Mato Grosso – Doca (PMDB)
119. Maturéia – Zé Pereira (PDT)
120. Mogeiro – Alberto Ferreira (PR)
121. Montadas – Jonas (PSD)
122. Monte Horebe – Marcos Eron (PMDB)
123. Monteiro – Lorena de Dr. Chico (PSDB)
124. Mulungu – Melquíades Nascimento (PTB)
125. Natuba – Janete Santos (PMDB)
126. Nazarezinho – Silvan Mendes (PR)
127. Nova Floresta – Jarson do Pastro (PSB)
128. Nova Olinda – Diogo (PSDB)
129. Nova Palmeira – Ailton (PTB)
130. Olho D’Água – Genoilton (PMDB)
131. Olivedos – Deusinho (PSD)
132. Ouro Velho – Natália de Dr. Júnior (PSD)
133. Parari – Josa (PSB)
134. Passagem – Magno de Bá (PMDB)
135. Patos – Dinaldinho Wanderley (PSDB)
136. Paulista – Valmar (PR)
137. Pedra Branca – Allan Bastos (PR)
138. Pedra Lavrada – Jarbas Melo (PSD)
139. Pedras de Fogo – Dedé Romão (PSB)
140. Pedro Régis – Baia (PSDB)
141. Piancó – Daniel Galdino (PSD)
142. Picuí – Olivânio (PT)
143. Pilar – Benício Neto (PSB)
144. Pilões – Iremar Flor (PSB)
145. Pilõezinhos – Mônica de Sandro (PSDB)
146. Pirpirituba – Didiu (PSDB)
147. Pitimbu – Leonardo (PSD)
148. Pocinhos – Cláudio Chaves (PTB)
149. Poço Dantas – Dedé de Zé Cláudio (PTB)
150. Poço de José de Moura – Aurileide (DEM)
151. Pombal – Dr. Verissinho (PMDB)
152. Prata – Júnior de Nôta (PMDB)
153. Princesa Isabel – Ricardo Pereira (PSB)
154. Puxinanã – Felipe Coutinho (PRB)
155. Queimadas – Carlinhos de Tião (PSB)
156. Quixaba – Cláudia (PMDB)
157. Remígio – Chió (PSB)
158. Riachão – Fábio Moura (PTB)
159. Riachão do Bacamarte – Gordo Amaral (PSDB)
160. Riachão do Poço – Cilinha (DEM)
161. Riacho de Santo Antônio – Ofila (PTB)
162. Riacho dos Cavalos – Hugo (PP)
163. Rio Tinto – Fernando Naia (PSB)
164. Salgadinho – Marcos Alves (PSDB)
165. Salgado de São Félix – Adjanilson (DEM)
166. Santa Cecília – Beto de Chico (DEM)
167. Santa Cruz – Paulo César (PSB)
168. Santa Helena – Emanuel (PSD)
169. Santa Inês – Dr. João (PDT)
170. Santa Luzia – Zezé (PMDB)
171. Santa Rita – Dr. Emerson Panta (PSDB)
172. Santa Teresinha – Teresinha de Zé Afonso (PSDB)
173. Santana de Mangueira – Zé Inácio (PSDB)
174. Santana dos Garrotes – Dedé (PSB)
175. Santo André – Silvano Marinho (PDT)
176. São Bentinho – Giovana (PSB)
177. São Bento – Dr. Jarques (DEM)
178. São Domingos de Pombal – Odaisa (PR)
179. São Domingos do Cariri – Inara (PSDB)
180. São Francisco – João Bosco Filho (PSDB)
181. São João do Cariri – Cosme (DEM)
182. São João do Rio do Peixe (PP)
183. São João do Tigre – Célio (PSB)
184. São José da Lagoa Tapada – Coloral (PSD)
185. São José de Caiana – Zé Leite (PR)
186. São José de Espinharas – Neto Gomes (PSB)
187. São José de Piranhas – Chico Mendes (PSB)
188. São José de Princesa – Maria Assunção (PMDB)
189. São José do Bonfim – Rosalba Mota (PMDB)
190. São José do Brejo do Cruz – Ana Maria (PR)
191. São José do Sabugi – Segundo (DEM)
192. São José dos Cordeiros – Jefferson (PSB)
193. São José dos Ramos – Eduardo Caxias (PMDB)
194. São Mamede – Dr. Jefferson Morais (DEM)
195. São Miguel de Taipu – Clodoaldo (PMDB)
196. São Sebastião de Lagoa de Roça – Severo (PSDB)
197. São Sebastião do Umbuzeiro – Adriano Wolff (DEM)
198. São Vicente do Seridó – Graciete (PSB)
199. Sapé – Roberto Feliciano (PSB)
200. Serra Branca – Souzinha (PDT)
201. Serra da Raiz – Adailma (PTB)
202. Serra Grande – Jairo (PSDB)
203. Serra Redonda – Danilo (PSD)
204. Serraria – Batista Pinheiro (PTdoB)
205. Sertãozinho – Antônio de Eloi (PSL)
206. Sobrado – George Coelho (PSB)
207. Solânea – Kaiser Rocha (DEM)
208. Soledade – Geraldo Moura (PP)
209. Sossêgo – Neide (PSB)
210. Sousa – Fábio Tyrone (PSB)
211. Sumé – Eden Duarte (PSB)
212. Tacima – Erivan Bezerra (PMDB)
213. Taperoá – Jurandi Pileque (PMDB)
214. Tavares – Dr. Ailton (PMDB)
215. Teixeira – Nego de Guri (PMDB)
216. Tenório – Evilázio (PSB)
217. Triunfo – Zé Mangueira (PTB)
218. Uiraúna – Dr. Bosco (PSDB)
219. Umbuzeiro – Nivaldo (PSB)
220. Várzea – Toninho (DEM)
221. Vieirópolis – Célio da Usina (PSC)
222. Vista Serrana – Sérgio de Levi (PMDB)
223. Zabelê – Dalyson (PSDB)

 

Ranking dos partidos eleitos

PSB elegeu 53 prefeitos
PSDB elegeu 36 prefeitos
PMDB elegeu 31 prefeitos
PSD elegeu 27 prefeitos
DEM elegeu 17 prefeitos
PTB elegeu 17 prefeitos
PR elegeu 13  prefeitos
PDT elegeu 9 prefeitos
PP elegeu 6  prefeitos
PSL elegeu 3 prefeitos
PTdoB elegeu 3  prefeitos
PSC elegeu 3  prefeitos
PRB elegeu 2 prefeitos
PTN elegeu 1 prefeito
PMN elegeu 1 prefeito
PT elegeu 1 prefeito

Victor Hugo diz que as urnas vão contrariar as pesquisas

whatsapp-image-2016-10-02-at-11-07-36O candidato a prefeito de João Pessoa pelo Psol, Victor Hugo, se mostrou confiante neste domingo (2) de que vai estar no segundo turno das eleições. Ele disse que as urnas vão contrariar o que é dito pelas pesquisas de opinião pública. “Você anda por João Pessoa e percebe que há alguma coisa no ar”, ressaltou. Hugo votou na Central de Aulas, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O postulante vai acompanhar a apuração dos votos em casa, acompanhado da militância e de familiares. “Vai ser uma festa”, disse.

Cartaxo vota acompanhado de lideranças e se diz certo da vitória

whatsapp-image-2016-10-02-at-10-17-08O prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSB), votou nesta manhã, na Escola Estadual Professor Matheus Augusto de Oliveira, no Bairro dos Estados, acompanhado de familiares, militantes e aliados. Ele seguiu para a sessão junto com o irmão, Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD; da primeira-dama, Maísa Cartaxo, e dos filhos, Caio e Matheus. O vice na chapa, Manoel Júnior (PMDB), também acompanhou o postulante, ao lado do senador José Maranhão. Os dois aderiram à campanha do pessedista depois de desistirem da candidatura própria do deputado federal.

“Estamos tranquilos, felizes com uma campanha limpa, correta, propositiva, sem baixar o nível e sem ataque aos adversários”, pontuou Cartaxo. Ele assegurou que vai passar parte do dia abraçando colegas que participaram da campanha. Sobre a expectativa de vitória no primeiro turno, como o indicado pelo Ibope, o prefeito preferiu não comentar.

Cartaxo mantém dianteira e deve ser reeleito no primeiro turno

O prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), deverá ser reeleito neste domingo (2), dia em que acontece o primeiro turno das eleições. De acordo com a pesquisa Ibope Inteligência, encomendada pela TV Cabo Branco, ele aparece com 61% das intenções de voto, considerando-se apenas votos válidos, contra 32% de Cida Ramos (PSB), que surge em segundo lugar. O terceiro colocado na consulta é o Professor Charliton (PT), com 4%, seguido de Victor Hugo (Psol), com 3%. Esta é a terceira pesquisa da série e foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

tabela-1

Para facilitar a comparação com os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), estamos calculando apenas os votos válidos. Um candidato a Prefeito é eleito no 1º turno se obtiver 50% mais um dos votos válidos na apuração oficial. O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos. Ao todo, foram entrevistados 602 eleitores. O nível de confiança admitido é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no TRE-PB sob o protocolo Nº PB-01716/2016.

tabela-3

A Televisão Cabo Branco LTDA. encomendou três pesquisas ao Ibope Inteligência para o período que antecede o primeiro turno das eleições. Elas mostraram que o prefeito Luciano Cartaxo oscilou negativamente de uma consulta para a outra, mas sempre mantendo uma vantagem considerável sobre a principal adversária, Cida Ramos. Na primeira pesquisa, em 24 de agosto, ele apareceu com 66% dos votos válidos, foi a 62% na consulta seguinte e agora está com 61%. Cida Ramos tinha 29%, foi a 33% e agora oscilou negativamente, indo para 32%. Charliton tinha 2%, foi a 3% e agora está com 4%. Na sequência, Victor Hugo tinha 3%, oscilou negativamente para 2% e agora está com 3%.

Votos totais

Se forem contabilizados os votos brancos, nulos e os indecisos, com modelo similar ao que estávamos adotando para divulgar os resultados anteriormente, na consulta estimulada, o prefeito Luciano Cartaxo aparece com 53% dos votos, contra 27% de Cida Ramos, 3% do Professor Charliton e também 3% de Victor Hugo. Os votos brancos e nulos somaram 8%, enquanto que não souberam ou preferiram não opinar 6% dos eleitores consultados. A pesquisa mostra uma estabilidade na avaliação do prefeito, enquanto que Cida registrou um crescimento acentuado no primeiro momento e oscilou negativamente na reta final.

tabela-4

Segundo turno

O Ibope Inteligência também quis saber do eleitor de João Pessoa em quem eles votariam no caso de um eventual segundo turno. Neste cenário, o prefeito Luciano Cartaxo venceria com 54% dos votos, contra 31% de Cida Ramos. Disseram que votariam branco ou nulo 9% dos eleitores, enquanto que 5% não souberam ou preferiram não opinar.

tabela-5

Rejeição

O quadro de rejeições aos candidatos se manteve novamente estável, sem grandes mudanças. O Professor Charliton oscilou negativamente no quesito e passou a ocupar o primeiro lugar entre os candidatos em quem os eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum. A rejeição dele era de 43% na primeira consulta, caiu para 38% e agora está em 40%. Victor Hugo tinha 46%, foi a 42% e agora se encontra com 38%. Cida Ramos surge em terceiro. Ela tinha 37% de rejeição, foi a 34% na segunda consulta e agora está com 32%. O atual prefeito tinha o nome rejeitado por 25% dos eleitores, oscilou positivamente para 21% e agora está com 20%. Pelo menos 7% dos eleitores disseram votariam em qualquer um e outros 7% não souberam ou preferiram não opinar.

tabela-6

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro 2016.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 602 eleitores.
Margem de erro: a margem de erro máxima estimada é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de Confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.
Solicitante: pesquisa contratada por TELEVISÃO CABO BRANCO LTDA.
Registro Eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo
Nº PB-01716/2016.