“Mercado de vereadores” embala ano pré-eleitoral na Câmara de João Pessoa

As especulações sobre mudanças de partido e de bancadas na Câmara de João Pessoa lembra, com alguns retoques, o famoso “mercado da bola” no Campeonato Brasileiro, com o assédio dos jogadores para o ano seguinte. O grande mistério é se os detentores de cargos eletivos na Casa vão ficar com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ou com João Azevedo (PSB), as duas pré-candidaturas com maior estrutura até agora.

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

A pequena oposição possui cinco vereadores, mais do que há um mês, quando apenas três parlamentares compunham o time (Raoni Mendes, do PTB; Renato Martins, PSB, e Lucas de Brito, DEM). Foram para a oposição Fuba (PT) e Zezinho do Botafogo (PSB). Agora surgem especulações sobre o destino de Lucas de Brito, assediado pelos governistas. De oposição extrema contra o governo municipal, ele passou a moderado após Cartaxo trocar o PT pelo PSD.

Lucas de Brito recebeu o convite da vereadora Raíssa Lacerda para se filiar ao DEM, já que ele expressa sua insatisfação com a sigla por causa do domínio absoluto do ex-senador Efraim Moraes. Brito também recebeu o convite de Edson Cruz para segui-lo na filiação a um novo partido, ainda não revelado pelo vereador. Os três criados neste ano foram Partido Novo (PN), Rede Sustentabilidade e Partido da Mulher Brasileira (PMB). Lucas só anunciará o destino em março.

Há muitas especulações em relação ao PP, de Durval Ferreira. O presidente da Câmara Municipal chegou a anunciar apoio à reeleição de Luciano Cartaxo, mas recuou para o ponto de indefinição após ser chamado a atenção pelo presidente estadual do partido, Enivaldo Ribeiro. Especula-se que a sigla poderá desembarcar na ala voltada para a eleição do candidato socialista. Como no mundo da bola, o mercado de lideranças na Câmara anda aquecido.

Prefeitura “lava as mãos” sobre ostentação de Marmuthe Cavalcanti

A Prefeitura de João Pessoa enviou nota ao blog com algumas observações em relação ao fato de o vereador Marmuthe Cavalcanti ter guardado equipamentos públicos em sua casa e, o mais grave, ter feito propaganda nas redes sociais de que seriam um  presente dele e do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para o bairro do Valentina Figueiredo, seu reduto político. De saída, a nota diz que “bens públicos não podem, em momento algum, ter tratamento de caráter privado”.

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

A nota esclarece também que a prefeitura não autorizou nem orientou a empresa responsável pela instalação dos equipamentos de ginástica destinados às praças Soares Madruga e Anaíde Beiriz a guarda-los na casa de terceiros, sendo vereador ou não. “Os equipamentos são fruto de contrapartida social e, desta forma, a responsabilidade seria cobrada da empresa, caso houvesse qualquer dano ou extravio dos mesmos”, diz a nota.

Só recapitulando o ocorrido, a polêmica surgiu quando o vereador Marmuthe Cavalcanti usou as redes sociais para mostrar que estava guardando em sua casa os equipamentos de educação física que seriam um presente dele e do prefeito para o bairro onde mantém seu reduto político. Mais tarde, justificou que guardou os equipamentos porque ao chegar para instalá-los a empresa não encontrou as bases prontas nas duas praças para que eles fossem parafusados.

Ato contínuo, de forma altruísta, o vereador ofereceu a casa para servir de abrigo aos equipamentos, que foram instalados no dia seguinte, 24 de outubro, véspera do aniversário do bairro. Foi quando ele teve a brilhante ideia de alardear o presente para o Valentina. O pior é que além de se apropriar do público como privado, o vereador ainda foi o responsável pela divisão dos equipamentos que, após serem pensados para uma praça, foram divididos para duas, para que ele pudesse posar de benfeitor.

Vale a observação de um amigo para o caso: “Só faltou citar a célebre frase do Barão de Itararé: não faça na vida pública o que você faz na privada”.

Agora vai: Câmara de Campina Grande cobra conclusão da transposição

Os governadores de Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará já cobraram, sem muito sucesso, que o Ministério da Integração Nacional agilize a conclusão das obras de transposição de águas do São Francisco. Agora chegou a vez da Câmara Municipal de Campina Grande. Atendendo solicitação do vereador Cícero da Buchada (Pros), a Casa aprovou nesta quarta-feira (4) requerimento para que a Procuradoria da República em Campina Grande acione o ministério.

buchada

Na justificativa para o pedido, o vereador alegou que a não conclusão tem comprometido o abastecimento de água para 12 milhões de pessoas que vivem em municípios localizados no semiárido. Ao se referir a Campina Grande, ele lembrou que o Açude Epitácio Pessoa é a única alternativa para o abastecimento da cidade e de outras do entorno que, somadas, representam mais de 1 milhão de pessoas. O volume de água do manancial não supera a casa dos 15%.

O tema também tem chateado o governador Ricardo Coutinho (PSB) que, recentemente, com bem mais força de protesto que a Câmara de Campina Grande, cobrou uma posição do governo federal. Ele disse que a falta de uma posição sobre quando as águas do São Francisco chegam à Paraíba tem prejudicado o Estado. Mesmo assim, não conseguiu o retorno esperado e não há previsão segura de abastecimento com águas da transposição antes de 2017.

A obra da Transposição, conforme Balanço divulgado pelo Ministério da Integração Nacional, apresentou-se ao final do ano calendário de 2014 com 68,7% das obras físicas concluídas. Em 2015 a situação é alarmante. A obra está tecnicamente paralisada. A burocracia nos repasses de recursos está afetando a continuidade das obras, que em quase 5 meses, não evolui mais que 3%.

Vereador ostentação, Marmuthe Cavalcanti guarda equipamentos públicos em casa

Quando a gente pensa que não falta mais nada na política paraibana, eis que surge o vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD) confundindo o público com o privado para fazer média política no Valentina Figueiredo, em João Pessoa, seu reduto eleitoral. O parlamentar gravou vídeo e divulgou nas redes sociais em que exibe equipamentos públicos destinados a educação física nas praças dizendo ser um presente dele e do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para o bairro.

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Os equipamentos tiveram como destino as praças Soares Madruga, na frente à casa do vereador, e Anaíde Beiriz. As duas no bairro do Valentina, onde Cavalcanti disputa espaço palmo a palmo com o também vereador Sérgio da SAC (sem partido). O pessedista disse no vídeo que a instalação dos equipamentos, fruto de uma parceria público privada, ou seja, não bancados por ele, são resultado da sua atuação como vereador, dos requerimentos encaminhados ao Executivo.

Depois da polêmica, Marmuthe Cavalcanti procurou se explicar, dizendo que guardou os equipamentos porque a empresa responsável pela instalação chegou ao local e não encontrou as bases prontas para fixá-los. Ele então ofereceu a casa para guardá-los e teve a “brilhante” ideia de faturar politicamente em cima disso. “Será que se deixasse na calçada, se deixasse em outra casa, será que não seria um problema maior?”, pergunta o vereador.

Os equipamentos foram instalados no dia 24, um dia antes do aniversário do Valentina Figueiredo. O vereador comemorou a entrega como um herói do bairro. Em um país sério, cassação de mandato por estelionato eleitoral seria pouco.

 

Confira o link: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=731137100326299&id=100002900472170

Dilma Rousseff vai abrir Fórum de Governança na Internet em João Pessoa

A passagem será rápida, mas não menos importante. A presidente Dilma Rousseff (PT) virá à Paraíba na próxima terça-feira (10), quando fará a abertura do Fórum de Segurança da Internet, no Centro de Convenções. O evento se estende até o dia 13 e contará com a participação de representantes de 173 países. O tema foi um dos pontos de pauta do encontro entre a gestora e o presidente norte-americano, Barack Obama, em junho deste ano, nos Estados Unidos.

Roberto Stuckert Filho / PR

Roberto Stuckert Filho / PR

Dilma Rousseff foi um dos chefes de estado espionados pelo governo americano. O caso veio à tona depois das denúncias do ex-agente da CIA, Edward Snowden. O caso fez com que a presidente cancelasse visita aos Estados Unidos em 2013. No último encontro, Dilma e Obama concordaram que a governança na internet precisa ser “transparente e inclusiva”. Os dois também prometeram colaborar para o sucesso do evento realizado em João Pessoa.

O fórum tem como lema Evolução da Governança na Internet – Empoderando o Desenvolvimento Sustentável. Nele, serão debatidas questões relacionadas a políticas públicas para a internet, de modo a facilitar um maior acesso da população. Essa é a segunda vez que a presidente vem a João Pessoa neste ano, para uma agenda não eleitoral. Já é mais que no primeiro mandato, quando a gestora veio à Paraíba em apenas uma oportunidade fora do período de campanha.

Durante o evento, em João Pessoa, não haverá manifestação puxada pelo PT em defesa da mandatária, alvo de pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. O presidente estadual do PT, Charliton Machado, disse que o caráter do evento não permite manifestação, por envolver muitas delegações estrangeiras. “Serão muitas delegações e não haverá espaço para isso”, disse. Há duas semanas houve protesto pró-impeachment na capital e o evento foi confrontado pelos petistas.

Governistas colocam na conta de especulação informações sobre o TCM

A criação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) virou um cabo de guerra tremendo entre o governo do Estado e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Toda vez que o Executivo é contrariado pela corte, surgem novas especulações de que não vai demorar para que chegue na Assembleia Legislativa a proposta para a criação do órgão de controle voltado para as gestões municipais. Uma coisa pouco provável em tempos de crise econômica.

O tema ganhou as páginas dos jornais no meio do ano, quando o governo do Estado deu entrada em um incidente de falsidade contra o TCE no Tribunal Regional Eleitoral. O motivo é que, respondendo a solicitação da corte, o Tribunal de Contas produziu um relatório no qual aumentava de forma exorbitante o número de comissionados e prestadores de serviço do Estado. Na época, até o governador Ricardo Coutinho deu declarações sobre o TCM.

O assunto ganha novamente as páginas dos jornais após novo revés do governo por causa de outra ação. O Executivo pediu a suspeição do conselheiro Nominando Diniz, visto pelo governo como muito próximo ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), adversário de Ricardo Coutinho. Só que desta vez, ao contrário de junho, todo mundo nega oficialmente. O líder da bancada governista na Assembleia, Hervázio Bezerra (PSB), falou que tudo é especulação.

O blog também procurou ouvir fontes ligadas ao governo e, delas, ouviu também que nada está sendo conversado a respeito da criação do novo TCM. A crise econômica seria um dos impeditivos, afinal, com pouco caixa, a Assembleia Legislativa teria que dividir o orçamento do TCE. Ia dar em confusão, pode acreditar. Em reserva, os conselheiros do Tribunal de Contas dizem que o estado não ia querer uma lupa maior sobre suas contas, já que deixariam de fiscalizar as prefeituras e teriam mais tempo disponível para isso. Bem, resta esperar.

PSB flerta com PMDB e cria discórdia dentro da sigla peemedebista

Uma declaração do pré-candidato do PSB à prefeito de João Pessoa, João Azevedo, gerou desconforto no PMDB. O socialista, ao ser questionado sobre a política de alianças, disse acreditar que os dois partidos caminharão juntos no próximo ano e que o “trabalho” está sendo feito para que isso ocorra. Ao falar dos defensores, apontou os deputados Gervásio Maia e Trócolli Júnior, este último licenciado do cargo para ocupar a Secretaria de Articulação do governo.

Outro peemedebista citado por Azevedo foi o deputado federal Vital do Rêgo Filho, que tentará a disputa da prefeitura de Campina Grande com o apoio do PSB. Situado no bloco de oposição ao governo do Estado, o deputado estadual Raniery Paulino criticou o que chamou de interferência socialista no PMDB. “Tivemos uma convenção no fim de semana e o sentimento comum foi o de candidatura própria”, disse.

Paulino integra a ala do PMDB que defende a candidatura do deputado federal Manoel Júnior para a prefeitura de João Pessoa. A postulação também tem a defesa, pelo menos oficialmente, do senador José Maranhão, presidente estadual da sigla. O peemedebista, inclusive, tem adotado o discurso de que 2016 é um ano preparatório para 2018, quando o partido sonha com a reconquista do governo do Estado. Por conta disso, não abrirá mão da postulação nas principais cidades.

Em João Pessoa, PSDB está mais próximo do PMDB que de Cartaxo

A leitura geral foi uma só: o prefeito Luciano Cartaxo deixou o PT para se filiar ao PSD com o intuito de ampliar o leque de alianças para 2016. Entenda-se com isso ter o apoio do PSDB do senador Cássio Cunha Lima e outras siglas que teriam o veto certo do Partido dos Trabalhadores. Seria um contraponto ao já alinhavado desejo do governador Ricardo Coutinho (PSB) de lançar candidato. O script, porém, pode não sair de acordo com o desejado.

Foto: Hacéldama Borba

Foto: Hacéldama Borba

Dois sinais apontam neste sentido, ambos tendo o ex-deputado federal Ruy Carneiro como artífice. Primeiro ele fez críticas ao chumbo trocado entre Cartaxo e Coutinho, por não contribuir com a cidade. Segundo, ele apareceu na posse do senador José Maranhão (PMDB) em novo mandato de presidente da sigla. Na oportunidade, deixou claro que o PMDB é aliado preferencial. Pelo menos o PMDB de João Pessoa, comandado por Manoel Júnior.

Ruy Carneiro disse não se importar muito com o fato de o PMDB estadual estar mais próximo de Ricardo Coutinho. “Em caso de segundo turno, o partido pode até seguir um eventual candidato do PSB, mas Manoel Júnior, que é o mais importante, ficaria conosco. Ele já foi nosso aliado e continuará sendo”, disse o dirigente partidário. O tucano não descarta nem uma união no primeiro turno. “Teríamos que ver o critério para definir o candidato”, disse.

A posição de Carneiro vai em sentido contrário à dos vereadores do partido. Eliza Virgínia, Luiz Flávio e Marcos Vinícius estão alinhados com o prefeito Luciano Cartaxo. O último, inclusive, está licenciado da Câmara para ocupar a pasta da Comunicação da Prefeitura. O grupo já teve uma reunião com Cássio Cunha Lima para demonstrar o interesse de marchar com o gestor pessoense. Ou seja, tem muita água para rolar por baixo dessa ponte até o ano que vem.

Maranhão assume o PMDB sinalizando que não vai ceder a pressões do PSB em João Pessoa

Estamos em 2015, em 31 de outubro para ser mais específico. Mas a Convenção do PMDB deste sábado foi algo para ir mais além, para fora da lógica da política de pés no chão. E isso não apenas por parte dos peemedebistas. O encontro foi para reconduzir o senador José Maranhão à presidência da sigla no estado, certo? Antes de 2018 ainda há 2016, ok? Mas não foi o que pareceu no tom dos discursos.

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O PMDB foca 2016 com a certeza de que o ano é apenas um aperitivo para 2018. A executiva nacional do partido quer a disputa da presidência da República e o senador José Maranhão não vê outro caminho que não a disputa do governo do Estado por uma liderança do partido. Não exatamente ele. O evento deste sábado serviu também para Maranhão mandar um recado ao governador Ricardo Coutinho (PSB): o partido não apoiará o pré-candidato socialista, João Azevedo, no primeiro turno das eleições para a prefeitura de João Pessoa.

Foto: Hacéldama Borba

Foto: Hacéldama Borba

A sigla vai mesmo manter a candidatura do deputado federal Manoel Júnior para prefeito de João Pessoa. Por isso, a birra do deputado estadual Gervásio Maia, que não perdoa Júnior por não ter assumido a direção municipal do partido, não encontrará eco. Maia defende coligação com o candidato do governador, enquanto Manoel Júnior, com mais apoio dentro do partido, quer bater chapa, independente das chances de vitória. O deputado federal, para espantar as especulações de que seria rifado, foi o primeiro a falar no evento.

Chamou a atenção na convenção a presença do ex-deputado federal e presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro. O tucano tratou de explicar que estava lá para retribuir a presença de Manoel Júnior na convenção da sigla que o reconduziu à direção estadual do partido. Carneiro também disse acreditar que a candidatura do PMDB para a prefeitura de João Pessoa no ano que vem é para valer e que, em um eventual segundo turno, as siglas estariam juntas.

O senador José Maranhão encerrou os discursos jogando uma ducha de água fria sobre os planos de aliança traçados pelo governador Ricardo Coutinho. O socialista promete apoio ao PMDB em Campina Grande, com Veneziano Vital do Rêgo, mas exige reciprocidade no apoio a João Azevedo em João Pessoa. “O PMDB não abrirá mão de lançar candidatos a prefeito em todos os municípios paraibanos onde for possível”, declarou Maranhão.

Ou seja, confusão à vista.

Manoel Júnior é criticado nas redes sociais por “ajudinha” a colegas

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) não poderia prever maré de azar maior nos últimos meses. Ao mesmo tempo em que se prepara para disputar a prefeitura de João Pessoa, enfrentou a agenda negativa de ser rejeitado para o Ministério da Saúde após figurar como favorito e, agora, é obrigado a dar explicações por conta das emendas em projeto para favorecer políticos banhados na lama da corrupção. Entre eles, um aliado seu, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Manoel Júnior é relator do projeto da repatriação, que foi encaminhado pelo governo federal ao Legislativo. A ideia era permitir a legalização do dinheiro remetido ao exterior, desde que ele seja decorrente de sonegação fiscal, evasão de divisas ou lavagem de dinheiro relacionado ao envio desses valores. A meta era arrecadar R$ 11 bilhões com o pagamento de Imposto de Renda e multar quem obteve o dinheiro legalmente no Brasil, mas tentou escondê-lo do Leão.

É bom que se diga: neste rol não estava o dinheiro de corrupção. Não no texto original. Como relator, Manoel Júnior acrescentou na matéria que poderiam ser incluídos no programa recursos decorrentes de lavagem de dinheiro, caixa dois, descaminho, falsidade ideológica e até formação de quadrilha relacionada diretamente a esses crimes. Como se fosse pouco, ainda concedia anistia aos envolvidos. Só não seria alcançado, portanto, quem tivesse condenação transitada em julgado.

Isso abriria espaço para que figuras como o deputado federal Eduardo Cunha, com R$ 5 bilhões de dólares em bancos da Suíça, pudesse repatriar o dinheiro, recolher o imposto e pagar a multa e tudo ficaria por isso mesmo. O dinheiro voltaria para o Brasil limpinho. A proposta não chegou a ser votada na quarta-feira por causa de pressão da oposição. É possível que fique para a semana que vem, mas se não sofrer alterações, pode fechar o país para balanço.

Nas redes sociais, Manoel Júnior tem tido que se desdobrar em explicações para os internautas. Chovem acusações contra ele. As mais leves dizem que o peemedebista tenta acobertar a corrupção dos colegas de parlamento e empreiteiras. Lembro de uma frase muito dita pelo deputado federal de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). Segundo ele, o candidato que comece sua caminhada dando explicações, começa errado.

O caminho de Manoel Júnior rumo às eleições, por isso, tende a ser turbulento.