Veja como os paraibanos votam para presidente da Câmara dos Deputados

A indefinição e a ausência de grandes favoritos entre os candidatos a presidente da Câmara dos Deputados, em eleição prevista para ter início às 16h, reflete entre os paraibanos. O blog entrou em contato com todos os deputados da bancada paraibana para perguntar as preferências sobre os 14 nomes inscritos e mantidos para a disputa. Resultado: muita indefinição até a tarde desta quarta-feira (13). Momentos antes do início do processo tinha gente dizendo que ia esperar a decisão do partido.

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Marcelo Castro (PMDB-PI) é o favorito de Hugo Motta, Manoel Júnior e Veneziano Vital do Rêgo, todos do PMDB. Outro que poderá votar nele é Damião Feliciano (PDT). “Estou esperando a decisão da liderança”, disse, apesar admitir que a maioria dos pedetistas pretendem votar em Castro, que, como ele, votou contra a admissibilidade do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Castro, apesar de peemedebista, é mal visto pelo Planalto.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem o voto de Efraim Filho, do mesmo partido. Apesar da simpatia de alguns petistas, entre eles não está o deputado federal Luiz Couto. Ele pensa em votar na paraibana Luíza Erundina (Psol-SP), mas não descarta o voto de confiança em Maria do Rosário (PT-RS). Pedro Cunha Lima (PSDB) segue a orientação nacional do partido e vota em Maia, que também tem a simpatia de Damião Feliciano. O pedetista está dividido entre Maia e Castro.

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) pretende votar em Rogério Rosso (PSD-DF). Outro que simpatiza com o deputado do Distrito Federal é Wilson Filho (PTB). O problema é que a ex-presidente do seu partido, Cristiane Brasil (RJ), não retirou, como se esperava, a sua candidatura. A assessoria de imprensa de Aguinaldo Ribeiro (PP) disse que ele estava indeciso, mas, como membro do “centrão”, deverá ficar com Rosso.

Os deputados federais Wellington Roberto (PR) e Benjamin Maranhão (SD) não responderam às ligações, nem declararam voto abertamente até o momento. É bom lembrar que o voto é secreto, por isso, declarar voto e sufragá-lo tem uma diferença muito grande.

Confira a lista dos candidatos a presidente da Câmara

– Beto Mansur (PRB-SP) – desistiu
– Carlos Gaguim (PTN-TO)
– Carlos Manato (SD-ES)
– Cristiane Brasil (PTB-RJ)
– Esperidião Amin (PP-SC)
– Evair Melo (PV-ES)
– Fábio Ramalho (PMDB-MG)
– Fausto Pinato (PP-SP) – desistiu
– Fernando Giacobo (PR-PR)
– Gilberto Nascimento (PSC-SP)
– Luiza Erundina (PSOL-SP)
– Marcelo Castro (PMDB-PI)
– Maria do Rosário (PT-RS)  – desistiu
– Miro Teixeira (Rede-RJ)
– Orlando Silva (PCdoB-SP)
– Rodrigo Maia (DEM-RJ)
– Rogério Rosso (PSD-DF)

Após proibir camisas da Paraíba, Justiça Eleitoral multa Nego de Guri

Nego de Guri durante discurso. Reprodução/Facebook

Nego de Guri durante discurso. Reprodução/Facebook

Depois da queda, o coice. Primeiro a Justiça Eleitoral acatou a denúncia formulada pela oposição e impediu o prefeito de Teixeira, Edmilson Alves dos Reis (o Nego de Guri, do PMDB), de distribuir as camisas inspiradas na bandeira da Paraíba. O juiz da 30ª Zona Eleitoral, Gustavo Camacho Meira de Souza, entendeu que o “esperto” gestor municipal estava usando o “Nego” da bandeira da Paraíba impresso nas blusas para promover propaganda eleitoral antecipada. A novidade no assunto é que nesta quarta-feira (13), o Diário da Justiça Eleitoral trouxe a sentença na qual ele condena o prefeito a pagar multa de R$ 20 mil por propaganda antecipada.

“Diante do exposto, julgo procedente o pedido da representação eleitoral e condeno Edmilson Alves dos Reis, por ter praticado propaganda eleitoral extemporânea subliminar e incorrido no art. 36, §3º da Lei 9.504/97, ao pagamento de 20.000 (vinte mil reais), a ser apurado quando da execução da sentença, considerando o princípio da proporcionalidade, pois diante do tamanho dos eventos encartados nos autos com aglomeração expressiva de pessoas, do eventual investimento na confecção das camisas e na utilização de carros de som para sua realização e da repercussão social desses mesmos eventos, e ainda da realização de inauguração uma UBS no mesmo dia em que cientificado o representante e na mesma forma vedada pela decisão liminar, a multa deve ser bem superior ao mínimo”, disse o magistrado na sentença.

Modelo de blusa disponíveis nos sites de vendas.

Modelo de blusa disponíveis nos sites de vendas.

Gustavo Camacho ainda determinou que o prefeito “1) se abstenha de promover atos políticos, em locais públicos, com aglomeração de pessoas utilizando camisas vermelhas, ou vermelha e preta com a expressão “NEGO”, bem como, a distribuição destas mesmas camisas; 2) se abstenha de promover carreatas ou passeatas com utilização de som; 3) determine os servidores municipais que não utilizem nas repartições públicas camisas vermelhas, ou vermelhas e pretas, com a expressão “NEGO”; 4) não utilize carros de som que divulguem ou se refiram ao seu nome ou pseudônimo político (“NEGO DE GURI” ou “NEGO”).

A proibição do uso das blusas inspiradas na bandeira da Paraíba gerou muita polêmica na cidade sertaneja. Havia denúncias de que servidores públicos estavam utilizando as roupas inspiradas na bandeira nas repartições, o que foi considerado ilegal pelo magistrado também. É o jeitinho brasileiro dando as cartas nas campanhas eleitorais paraibanas também.

Colaborou Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

Cartaxo espera pelo PMDB, mas não garante vice para Manoel Júnior

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), revelou nesta terça-feira (12) que o diálogo com o PMDB visando a aliança para a disputa da reeleição, neste ano, está madura. O pessedista, no entanto, toma alguns cuidados ao tratar do assunto. Primeiro, diz que a conversa tem ocorrido exclusivamente com o senador José Maranhão, presidente estadual da sigla. Com Manoel Júnior, assegura, não tem havido diálogo, já que ele ainda não oficializou sua saída da disputa. Outro cuidado é diz respeito à definição do vice.

LucianoCartaxo

Tomando a dianteira nas articulações políticas do seu partido, na capital (antes isso ficava a cargo de Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD), o prefeito evita a máxima de que a vaga de vice na chapa já é de Manoel Júnior, caso ele aceite a condição de linha auxiliar para a disputa. “Não estamos tratando de chapão. Estamos tratando de união, união em prol da cidade de João Pessoa e isso é o que vai ser fundamental no diálogo com o PSDB e o PMDB”, diz. Sobre a vice, o tema será discutido com o PMDB, mas também com os outros partidos da base, ele assegura. Atualmente, oito siglas estão alinhadas com o gestor para a disputa.

A indefinição de Cartaxo em relação à vice tem apelo meramente retórico, já que, nos bastidores, a oferta foi feita ao PMDB para a composição do “chapão” proposto e articulado pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), ex-adversário e agora potencial aliado de Cartaxo e Maranhão. Os tucanos, inclusive, abriram mão de indicar o vice para atrair os peemedebistas. O principal esforço, neste momento, é impor a segunda derrota consecutiva ao governador Ricardo Coutinho no seu principal reduto.

Para a disputa deste ano, Cartaxo espera que tucanos e peemedebistas, caso a aliança seja confirmada, contribuam com sugestões para o plano de governo. Caso seja reeleito, apesar de evitar essa discussão atualmente, o prefeito vai se licenciar em 2018 para disputar o governo do Estado. Com isso, se for confirmada a aliança, um peemedebista assumirá a gestão. A expectativa na base é que Manoel Júnior tope a proposta articulada pelos tucanos.

Cartaxo se diz preparado também para o embate com Ricardo Coutinho, que tenta emplacar a afilhada política Cida Ramos (PSB) na disputa. Ele diz que, apesar da crise econômica, conseguiu entregar a reforma da Lagoa, construiu a maior rede de creches da cidade e que entregou muito mais unidades habitacionais em três anos que Ricardo em oito. Além disso, cita a oferta de microcrédito como um diferencial e as condições das escolas do município.

Sobre a saúde, culpa a cobertura falha dos hospitais regionais de propriedade do Estado como motivo para a superlotação dos hospitais de João Pessoa. “Quando assumimos, a capital tinha uma Upa. Agora tem três. Melhoramos a rede de postos de saúde, entregamos um hospital infantil. Temos o que mostrar”, revelou, cobrando do governador a entrega dos hospitais prometidos na Região Metropolitana, a exemplo de Santa Rita.

Mais próximo de Cartaxo e Cássio, Maranhão recebe assédio do PSB

Nada como um dia atrás do outro com uma noite no meio. Essa é a lógica que alguns peemedebistas têm adotado em relação ao PSB do governador Ricardo Coutinho. Não faz muito, em meio à pressão pela retirada da pré-candidatura de Manoel Júnior, em João Pessoa, os socialistas “tiraram” da sigla peemedebista os deputados Trocolli Júnior e Gervásio Maia. O primeiro foi para o Pros e o segundo para o PSB. De quebra, lançou Adriano Galdino para prefeito de Campina Grande, contra Veneziano Vital do Rêgo. O PMDB resistiu, bancou Manoel Júnior numa pré-candidatura que não decolou. O partido agora negocia a adesão ao “chapão” encabeçado pelo PSD.

Maranhão-cassio-lira Maranhão e ricardo

Diante do risco de fortalecimento maior do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), que vai concorrer à reeleição, o governador Ricardo Coutinho mudou o discurso em relação ao PMDB. De público, fala da sua admiração pelo aliado (quase ex). Mandou, inclusive, emissários para conversar com o senador José Maranhão. É público e notório que Manoel Júnior se comporta, hoje, como um não candidato. Não circula, abandonou o debate sobre a cidade e o principal: as críticas a Cartaxo. Mesmo assim, ao líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra, o senador disse que qualquer composição precisará da concordância do deputado.

Manoel Júnior foi vice de Ricardo Coutinho quando o socialista chegou à prefeitura de João Pessoa pela primeira vez, em 2004. Deixou o cargo em 2006 para se eleger deputado federal, mas ficou sem espaço em 2008, na reeleição de Coutinho. De lá para cá, o clima de acirramento entre os dois só cresce. Sempre comedido nas palavras, Hervázio Bezerra admitiu que o diálogo é difícil, porém, ainda acredita em uma composição. Caso contrário, ele garante, o partido estará preparado para a disputa. “Estamos prontos para qualquer cenário”, garante. “Cartaxo tem sorte de ter um governador que faz as obras que ele deveria fazer”, alfinetou.

Entre os peemedebistas, a tese é de avanço nas negociações encampadas pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O parlamentar foi derrotado na disputa pelo governo em 2014 por Ricardo Coutinho, que teve ajuda de Luciano Cartaxo e José Maranhão para a empreitada. Agora, vê na composição a possibilidade de dar o troco. Os mais otimistas falam em fechamento da composição ainda nesta semana. Outros, no entanto, acham que Maranhão ainda tem o que conversar com o PSB, por conta da afinidade mais recente na aliança política.

O que vai pesar mesmo nesta definição é a conexão entre as eleições de 2016 e as de 2018. Não vale pensar no cotexto local e esquecer do estadual. O que o PMDB ganha em 2018 apoiando Cartaxo neste ano reverbera tanto quanto a mesma pergunta em relação a Cida Ramos (PSB). Com o PSD, em 2018, os peemedebistas ficariam com a prefeitura de João Pessoa, caso Cartaxo seja reeleito e decida disputar o governo do Estado. Com os socialistas, espera-se, eles abririam mão para o PMDB disputar o governo do Estado com o apoio do PSB. O problema é que nem Cartaxo nem Ricardo têm histórico sólido de cumprir promessas…

 

Farra da ilegalidade? Além de feliCIDAde, o Cartássio ganha as ruas

O “se colar, colou” pegou mesmo na pré-campanha eleitoral nas ruas dos municípios paraibanos. Em João Pessoa, depois que o blog denunciou o feliCIDAde, começaram a chegar imagens feitas por internautas de outros flagrantes da “criatividade” dos pré-candidatos ou das militâncias envolvidas neste já intrincado clima eleitoral. Depois de uma volta, vi também adesivos em carros ostentando os números dos partidos. As fotos foram feitas em João Pessoa, mas podem ser de outros municípios, já que, na capital, não teremos candidatura do PSDB, que tem como número o 45. O fato é que a propaganda de rua está pegando fogo.

Veja algumas:

Muito sugestivo, não. Isso apesar de a aliança não estar oficialmente fechada

Muito sugestivo, não? Isso apesar de a aliança não estar oficialmente fechada

FeliCIDAde

Essa eu já mostrei. “Muito criativa”. É largamente usada pela militância

Adesivo 55

Essa, do PSD 55, eu fotografei em frente ao Fórum de Mangabeira

Adesivo 45

Essa fotografei na Hilton Souto Maior, mas não há candidato do PSDB em JP

 

 

 

A lei não permite, mas os adesivos de Cida já estão nas ruas

O afrouxamento nas regras eleitorais, disciplinado na Resolução nº 23.457/2015, editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem trazido muitas distorções que precisam ser enfrentadas pela Justiça Eleitoral. Além das páginas “patrocinadas” nas redes sociais, que têm rendido punições para os pré-candidatos em vários estados, mas não ainda na Paraíba, ganham as ruas os adesivos de pré-candidatos, em clara desconformidade com a lei, apesar do entendimento em contrário das assessorias jurídicas dos postulantes. Um exemplo claro é o feliCIDAde, forjado para beneficiar eleitoralmente a pré-candidata do PSB a prefeita de João Pessoa, Cida Ramos.

FeliCIDAde

Veja o que diz o TSE em relação à edição de folhetos, adesivos e derrame de propaganda:

“Também não é necessária licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral para veicular propaganda eleitoral por meio de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos. Esses devem ser editados sob a responsabilidade do partido, da coligação ou do candidato. É facultada a impressão em braille de seus conteúdos.
Todo material impresso de campanha terá que trazer o CNPJ ou o CPF do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem. O infrator que descumprir essa regra responderá pelo uso de propaganda vedada e, se for o caso, por abuso de poder. Ainda que feito na véspera da eleição, o derrame (ou a sua concordância) de material de propaganda no local de votação ou em áreas próximas se caracterizará como propaganda irregular”.

Para o advogado do PSB, Fábio Brito, tem havido um apego muito grande da Justiça Eleitoral à regras mais rígidas de quando tínhamos uma campanha eleitoral mais longa. Eram 90 dias e esse período foi reduzido para 45. Na visão do assessor jurídico, os adesivos mais genéricos cabem entre as exceções definidas pela nova resolução, apesar de ela ser omissa em relação a isso. “A Justiça Eleitoral quer aplicar o rigor das eleições passadas, que eram muito rigorosas, mas dentro de um período maior de campanha. Você tem que analisar a campanha pela ótica do candidato e pela ótica do eleitor. Quanto mais informações, mais o eleitor terá condições de avaliar. A campanha tem 45 dias, você tem só um sprint. Não é nada”, analisou.

Prefeitura e governo brigam de gato e rato com a falésia

A briga entre o governo do Estado e a prefeitura de João Pessoa para ver quem faz mais pela cidade tem se tornado meio chata para quem está de fora. Afinal de contas, tem muita politicagem no meio. Mesmo assim, é inquestionável, o tiroteio tem surtido algum efeito em relação à barreira do Cabo Branco. Enquanto o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) promete tocar a obra, o governador Ricardo Coutinho (PSB), por meio dos seus auxiliares, diz que se a prefeitura não a fizer, ele fará. Isso apesar da “oportunidade perdida” quando prefeito. O fato é que pelo menos em relação ao acesso à Estação Ciências, a brida política tem dado resultado.

Acesso barreira do Cabo Branco

A prefeitura anunciou a construção do novo acesso ao equipamento público no fim de 2014, após a interdição do trecho mais próximo à falésia. A obra só foi concluída no final do mês passado, após Ricardo Coutinho divulgar nas redes sociais que faria o acesso. O prefeito visitou a Rua Luzinete Formiga e determinou que o trabalho fosse acelerado. Entregou rapidinho. Então, o governador falou em pavimentar a Rua Ricardo de Albuquerque Campos – a mesma que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tinha proibido. Ao liberar a obra para o governo, a prefeitura tomou a frente e está concluindo o trecho.

Como o governo do Estado há havia licitado, decidiu construir outro trecho, ligando a Ricardo Albuquerque à parte frontal da Estação Ciência. Essa área, vale ressaltar, não estava em qualquer projeto e vai ter pouca utilidade para os turistas que passarem por lá por causa dos trechos interditados. Mas essa não é uma preocupação válida entre Cartaxo, que vai brigar pela sua reeleição, ou para Ricardo Coutinho, que tenta tornar viável a pré-candidatura de Cida Ramos (PSB). Bom seria que a briga entre os dois grupos trouxesse benefícios também para a já combalida falésia do Cabo Branco, que desmorona um metro a cada ano.

 

Oceanógrafo sugere retirada do asfalto na barreira do Cabo Branco

O professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Gilberto Alves Pekala, acompanhou a visita técnica promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, na manhã desta segunda-feira (11), em João Pessoa. A visão dele é que se nada for feito, o farol do Cabo Branco, por exemplo, corre perigo. Para ele, a melhor forma de combater a aceleração da degradação é mesmo corrigir os problemas de drenagem no continente e que foram acelerados com a construção da Estação Ciência e da Estação das Artes. Atualmente, a erosão avança, em média, um metro por ano rumo ao continente. Para a parte mais castigada e hoje já interditada, ele acredita que a prefeitura precisa urgentemente retirar o asfalto e plantar vegetação.

Confira:

Fechado: Manoel Júnior será o vice de Cartaxo em João Pessoa

O velho jargão do futebol diz que o jogo só termina quando acaba. É fato. Ninguém contesta esta máxima. Assim como ninguém contesta, também, que ela pode ser usada para explicar as coligações na política. Em João Pessoa, a tese do chapão começou como uma possibilidade pensada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Muitos contestaram por que a proposta inicial era que marchassem juntos PSD, PSDB e PMDB. O problema é que os peemedebistas, notadamente o pré-candidato a prefeito Manoel Júnior, resistiam à proposta de vice na chapa do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Essa resistência não existe mais.

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As conversas evoluíram muito na semana passada e chegaram maduras ao fim de semana. Manoel Júnior vai ser o vice na chapa encabeçada pelo PSD, numa articulação cujo resultado será oficializado nesta semana. Havia dúvidas principalmente em relação à chapa proporcional. Os peemedebistas rejeitaram a possibilidade de coligação com o PSDB, porque isso reduziria as chances de eleger uma bancada para a Câmara Municipal. O diretório espera eleger dois ou três vereadores. O problema foi contornado com o compromisso de que a sigla poderia se coligar, na proporcional, apenas com o PSC.

Manoel Júnior foi aconselhado a dar uma mergulhada, ou seja, sair dos holofotes por uns dias até o anúncio da coligação, o que deve ocorrer nesta semana, depois das pautas mais “pesadas” do Congresso. A Câmara dos Deputados vai eleger o novo presidente, na quarta-feira (13), e, antes disso, será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o recurso do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A aproximação com Cunha, inclusive, foi um dos motivos para que a pré-candidatura de Manoel Júnior fosse minada pelos adversários e eleitores.

Os desgastes seguidos entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador José Maranhão (PMDB) também ajudaram a acelerar a aproximação dos peemedebistas do grupo adversário, comandado pelo senador Cássio Cunha Lima. O compromisso de Cartaxo para Manoel Júnior é o de que ele deixará o mandato em abril de 2018 para disputar o governo do Estado. O PMDB, com isso, passará a comandar a capital e ganhará fôlego para voltar a dar as cartas na política estadual no futuro. Entre PSD, PSDB e PMDB já está tudo certo. Resta esperar o apito final.

Com 17 licenças, Assembleia vira palco para a “farra das suplências”

Guilherme Almeida. Crédito: Divulgação/ALPB

Guilherme Almeida. Crédito: Divulgação/ALPB

Você saberia dizer como anda o Ibope dos políticos? Eles, pelo menos, admitem que não é bom, embora sempre achem que a culpa é dos outros. Certamente será necessário que o eleitor “desenhe” na urna eletrônica para explicar que o problema é conjuntural. Vamos a um caso gritante: ao cabo desta semana, o número de deputados estaduais licenciados chegará a 17 desde que a atual legislatura foi iniciada, há 17 meses. Daria um por mês. E o pior é que foram poucos os que se afastaram para o tratamento de saúde. A maioria absoluta deixou o mandato para dar lugar a aliados, dentro das, muitas vezes, pouco republicanas articulações políticas. Um exemplo mais recente é a operação para que Guilherme Almeida, suplente da coligação PSC-PSD, volte à Assembleia Legislativa. Ao todo, três pessoas deverão se licenciar para garantir a posse dele.

Vamos à novela: primeiro Manoel Ludgério (PSC), dono de 50.107 votos, tira licença do cargo para assumir, nesta segunda-feira (11), a chefia de Gabinete do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). O tucano quer contemplar o aliado Guilherme Almeida, que é o terceiro suplente na coligação. Para isso, o segundo suplente, Carlos Batinga (PSC), atual superintendente da Semob, em João Pessoa, será convocado para assumir o mandato. Depois de empossado, ele vai protocolar o pedido de licença na Casa. Não para por aí. A Assembleia Legislativa, então, convocará Eva Gouveia (PSD) para o cargo. Só que ela atualmente ocupa o posto de secretária da Assistência Social de Campina Grande. Ela, então, será empossada e também entrará com o pedido de licença.

Com a saída do Eva Gouveia, a Assembleia Legislativa convoca Guilherme Almeida, dono de 17.341 votos nas eleições de 2014. Ele será membro informal da bancada mais numerosa da Casa, a dos suplentes, que passará a contar com nove deputados. Me parece faltar coerência da classe política, principalmente porque a vontade do eleitor não está sendo respeitada, apesar da boa passagem de Almeida pelo Legislativo estadual no passado. O fato é que em uma Casa com 36 vagas, nove estarão ocupadas por suplentes, a maioria por motivos meramente político-eleitorais. Há de se convir que as posturas republicadas cantadas e decantadas pela classe política passa longe da Assembleia Legislativa.

Confira os suplentes que já tomaram posse e quem saiu para dar lugar a eles:
Antônio Mineral (PSDB) ­ Na vaga de Branco Mendes e Ricardo Marcelo
Arthur Cunha Lima (PRTB) ­ Jeová Campos, Buba Germano
Charles Camaraense (PSL) ­ Na vaga de Tião Gomes
Emano Santos (PTN) ­ Nas vagas de Janduhy Carneiro, Genival Matias e Inácio Falcão
Hervázio Bezerra (PSB) ­ Na vaga de Lindolfo Pires
Jullys Roberto (PEN) ­ Na vaga de Doda de Tião, José Aldemir e Tovar
Olenka Maranhão (PMDB) ­ Na vaga de Trocolli Júnior
Raoni Mendes (DEM) ­ Na vaga de Ricardo Barbosa