Paraíba é o 3º do Nordeste com menos expulsões de servidores federais

Jhonathan Oliveira

Corrupção. Esse foi o principal motivo de desligamento de servidores públicos do governo federal em 2016. Segundo dados do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), 550 funcionários foram expulsos em todo o país. Na Paraíba, apenas quatro servidores foram penalizados, o que deixa o Estado como terceiro com menor número de expulsões na região Nordeste, ficando atrás apenas de Alagoas (com dois) e Rio Grande do Norte (com um).

O número de punições expulsivas registrado em 2016 é recorde na comparação dos últimos 14 anos. Desde o início da série histórica, de 2003 até o ano passado, foram expulsos 6.209 servidores. Nesse período, a Paraíba foi o quinto no Nordeste com mais agentes públicos punidos, 101 no total.

Em 2016, foram registradas 445 demissões de servidores efetivos; 65 cassações de aposentadorias (recorde no comparativo dos últimos seis anos); e 40 destituições de ocupantes de cargos em comissão. As punições são por atos contrários à Lei 8.112/1990, que institui o regime jurídico do funcionalismo da União.

Atos de corrupção foram responsáveis por 65,3% das penalidades aplicadas, ou 343 em números absolutos. O percentual aumentou em relação a 2015, quando havia atingido 61,4%.

Maranhão foi o senador da Paraíba que mais levou falta em 2016

Maranhão, Lira e Cássio Cunha Lima não foram a todas sessões. Foto: Divulgação.

Angélica Nunes

A ausência dos parlamentares às sessões para se dedicar a sua própria campanha e de seus aliados, apesar de condenável, é bastante comum em ano de eleições. Dos quatro senadores que representaram a Paraíba no Senado Federal em 2016, conforme levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, o senador José Maranhão (PMDB) foi o que mais faltou. Ao todo foram realizadas 91 sessões de votação e Maranhão compareceram a apenas 74 delas.

No ranking dos mais faltosos, Maranhão ocupa a 14ª posição. O peemedebista é presidente estadual do partido e conduziu de perto o processo de eleição do deputado Manoel Junior (PMDB) para vice-prefeito de João Pessoa, além das campanhas de outros aliados que não tiveram o mesmo sucesso, como o deputado Veneziano (PMDB) em Campina Grande; de André Gadelha, que não se reelegeu prefeito de Sousa, além de Fátima Paulino que tentou se eleger novamente prefeita de Guarabira.

Na outra ponta, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Raimundo Lira (PMDB) figuram como os senadores da Paraíba que menos faltaram no ano passado. Cássio teve apenas três faltas e nenhum sem justificativa. Raimundo Lira, que conduziu parte do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, faltou cinco sessões, todas injustificadas. Já o senador Deca (PSDB), que assumiu por 120 dias devido a licença de Cássio Cunha Lima, faltou apenas a duas sessões. O suplente foi o décimo mais assíduo no Senado em 2016.

Pensando na prefeitura: Manoel Júnior é contra candidatura do PMDB ao governo em 2018

Jhonathan Oliveira

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), disse nesta sexta-feira (6) que não é a favor de uma candidatura própria peemedebista ao governo do Estado em 2018. Ele defende que o cenário ideal para o partido é a manutenção da aliança formada no pleito do ano passado, que resultou na eleição dele e de Luciano Cartaxo (PSD), com a presença do PMDB na chapa majoritária.

O nome do arco de partidos (encabeçado por PSD, PMDB e PSDB) mais cotado para a disputa é o do próprio Cartaxo. E a fala de Manoel sinaliza que ele deve trabalhar para o fortalecimento da possível candidatura do prefeito. Pois caso ela seja de fato confirmada, o peemedebista será um dos maiores beneficiários, herdando um mandato de dois anos à frente do Executivo municipal.

Manoel Júnior também se colocou contra qualquer possibilidade do PMDB fechar um acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para o pleito do próximo. Vale lembrar que nomes importantes do partido, como o senador Raimundo Lira, os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo e o deputado estadual Nabor Wanderley, apoiam o socialista.

“Essas pessoas precisam cair a ficha, precisam fazer uma análise do momento, da situação política do Estado e aquilo que o PMDB enfrentou de humilhação por parte do governador e da sua estrutura”, afirmou o vice-prefeito, citando como exemplo as articulações de Ricardo para desidratar a candidatura de Veneziano nas eleições de Campina Grande em 2016.

Benilton quer implantar Ouvidoria Itinerante para se projetar em 2018

Benilton Lucena quer incrementar Ouvidoria. Foto: Angélica Nunes. 

Angélica Nunes

De 1º secretaria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa, o ex-vereador Benilton Lucena (PSD) conquistou apenas a terceira suplência da chamada ‘coligação da morte’ (PSD-PHS-PSDB-PTN), nas eleições passadas. Para compensar a derrota, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) empossou nesta sexta-feira (6) o correligionário na ouvidoria geral do Município. Benilton deve mergulhar de cabeça na oportunidade para tentar ganhar corpo para a disputa por uma vaga de deputado em 2018.

Umas das estratégias do novo Ouvidor da Prefeitura da capital é estar manter a visibilidade junto à população. Um dos planos Benilton Lucena é implantar a Ouvidoria Itinerante. A experiência, segundo ele, foi executada com sucesso na Câmara Municipal, com a realização de sessões nos bairros da cidade. “A ideia é que a gente esteja nas bases, nos mercados, cemitérios, para que a gente possa escutar a população e saber o que ela deseja para que a gente possa melhorar os serviços prestados”, justificou.

Professor de carreira, Benilton era cotado para ocupar cargo na Secretaria de Educação. Apesar da surpresa com a nomeação para a pasta da Ouvidoria, o ex-vereador garantiu que está satisfeito e que a partir de segunda-feira (9) estará tomando conhecimento da área para traçar outros planos. “Queremos fazer visitas a todas as associações e sindicatos, todos os segmentos organizados da cidade, além de fazer uma visita a todos os secretários municipais para que a gente possa desenvolver um trabalho mais rápido à população”, comentou.

Ricardo Marcelo descarta licença e prejudica planos de Eliza e Marmuthe

Ricardo Marcelo retorna à Assembleia após recesso.

Angélica Nunes

De uma tacada só, o deputado estadual Ricardo Marcelo (PMDB) pôs fim aos planos da vereadora Eliza Virgínia (PSDB) de ir para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e do suplente vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD) de retornar à Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Licenciado da cadeira no legislativo estadual desde setembro de 2015, Ricardo Marcelo afirmou nesta sexta-feira (6) que não pretende renovar a licença. “Vou retornar após o recesso, no dia 3”, antecipou.

As chances para Eliza Virgínia, que obteve 20.249 votos para deputada estadual em 2014, foram abertas com a posse de Dinaldinho (PSDB) como prefeito de Patos, no Sertão paraibano. O 1º suplente Antônio Mineral (PSDB), que vinha cumprindo mandato na cadeira de Ricardo Marcelo, assumiu a titularidade, ascendendo a tucana na condição de 1ª suplente da coligação.

A posse de Eliza Virgínia, por tabela, abriria vaga na Câmara Municipal para o suplente imediato, Marmuthe Cavalcanti. O ex-vereador nutria a esperança de ser convocado para a gestão ou conseguir retornar à Casa, com a saída dos titulares.

Apesar da negativa de Ricardo Marcelo, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), ainda nutre esperanças de que o parlamentar ceda para favorecer o suplente de vereador. Marmuthe foi um dos poucos vereadores aliado não eleitos que ficou de fora da reforma administrativa feita pelo gestor para seu segundo mandato. “É uma articulação que não passa só pelo prefeito. Depende de um outro poder, mas nosso líder Helton Rene tem trabalhado nesse sentido. Estamos buscando as alternativas”, afirmou o prefeito.

Ricardo Barbosa deixa secretaria em Brasília e reassume mandato na ALPB

Jhonathan Oliveira

Ricardo Barbosa avalia como positiva sua passagem pela secretaria em Brasília (Foto: Nyll Pereira)

O deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) confirmou que vai deixar a Secretaria de Representação Institucional do Estado, em Brasília, e reassumir o mandato na Assembleia Legislativa em fevereiro. O socialista nunca quis muito assumir o cargo na capital federal e só aceitou o convite do governador Ricardo Coutinho (PSB) para garantir a efetivação de uma manobra que resultou na posse do suplente Raoni Mendes (DEM), em junho.

“ Essa é uma decisão pacificada entre nossos interesses e os compromissos assumidos com o governador Ricardo Coutinho. Eu estarei ao lado do futuro presidente Gervásio Maia, conduzindo os destinos da Assembleia e não poderia, em função da importância desse cargo na mesa , deixá-lo de ocupá-lo”, disse Barbosa, fazendo referência ao cargo de 1º secretário que ele assume com a posse da nova direção da Assembleia.

O deputado afirmou que apesar das divergências entre o governo do Estado e o federal, ele conseguiu colaborar na liberação de recursos represados em Brasília e avalia sua atuação à frente da secretaria como positiva.

Barbosa também disse que um dos motivos para voltar à Assembleia foi o desejo de concluir o mandato de deputado, o primeiro para o qual ele foi diretamente eleito, já que nas outras vezes que passou pelo Legislativo foi como suplente. “Fui eleito para um mandato de quatro anos. Lutei muito, essa foi minha primeira eleição. Não poderia me furtar de um convite do governador Ricardo, fui cumprir essa tarefa lá em Brasília. Essa missão está cumprida”, afirmou.

A expectativa agora é sobre como Ricardo deve se comportar na Assembleia. Antes de virar secretário, o deputado colecionou rusgas com a companheira de bancada e de partido Estela Bezerra (PSB). Ele disse que é parlamentar da base do governo e vai agir como tal.

Com a volta de Ricardo, também vai ser necessária uma nova costura para a manutenção de Raoni Mendes na Assembleia Legislativa. Para isso dois deputados precisam se afastar dos cargos. O primeiro deles vai ser Jeová Campos (PSB), que está internado na UTI de um hospital do Ceará, onde passará por cateterismo. A equação deve se completar com o afastamento de Buba Germano (PSB), nome dado como certo no governo do Estado.

Bancada feminina na CMJP fica maior com saída de Durval

Vereadora Helena Holanda vai assumir vaga de Durval. Foto: Arquivo Pessoal

Angélica Nunes

A nomeação do vereador Durval Ferreira (PP) para a Secretaria de Ciência e Tecnologia de João Pessoa deve alterar a composição da Câmara Municipal da capital no início da atual legislatura, no início de fevereiro. Nesta sexta-feira (6), com a posse do parlamentar, que recebeu o cargo do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) após ter saído derrotado da eleição da Mesa Diretora para Marcos Vinícius,  a representação feminina na Casa sobe de três para quatro vereadoras, com a chegada da 1ª suplente do vereador, a coreógrafa Helena Holanda (PP).

Além da suplente, formam o trio de saias da Câmara Municipal a vereadora Raíssa Lacerda (PSD), que festejou no último domingo ter sido a primeira mulher eleita como 1ª secretária da Mesa Diretora da Casa; Eliza Virgínia, que ocupará o mesmo posto no biênio 2019/2020, e ainda a única oposicionista, a vereadora Sandra Marrocos (PSB).

Mesmo em lado opostos, as vereadoras têm pregando união em torno do gênero para se fortalecerem na Casa. A unidade surgiu durante as articulações para eleição da Mesa Diretora da Câmara. Sandra Marrocos chegou a falar em cumplicidade entre elas.

Helena Holanda foi eleita para 1ª suplência com 3.327 votos, ficando à frente em números de ex-vereadores como Sérgio da SAC, que obteve 3.321 votos, Fuba (PT), com 2013, e Bira (PSD), que obteve 2919. Em sua página no Facebook a suplente declarou estar agradecida pela oportunidade de representar o povo da capital. “Quero agradecer inicialmente a Deus que sempre esteve operando e na sua hora concedeu-me a Vitória de hoje ser a nova Vereadora da Câmara de João Pessoa, onde tentarei corresponder a expectativa de meus eleitores e das causas que abraço”, disse.

 

Prefeito de Santa Rita promove ‘salão do automóvel’ em praça da cidade

Jhonathan Oliveira

O prefeito de Santa Rita, Emerson Panta (PSDB), promoveu um salão do automóvel em uma praça de Tibiri, na quarta-feira (4). Mas não teve nenhum lançamento como atração. Os veículos colocados em exposição foram os da frota municipal, muitos deles sem qualquer condição de uso.

Alguns dos veículos não tem nenhuma condição de uso (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

A ideia de Panta era que a população da cidade soubesse a situação em que ele recebeu os carros da antiga administração. Entre os veículos com problemas estão ambulâncias, ônibus e vans de transporte escolar. Alguns são verdadeiras sucatas.

Em contato com a TV Cabo Branco, o ex-prefeito Netinho de Várzea Nova disse que já tinha denunciado a precariedade dos veículos da frota municipal quando assumiu a prefeitura de Santa Rita. Ele afirmou, inclusive, que para melhorar a situação comprou três carros para a Secretaria de Saúde e que sempre mandava consertar os ônibus.

Nunca é demais lembrar que Netinho foi um dos personagens da novela política em que Santa Rita esteve envolvida nos últimos quatros anos. Entre 2013 e 2016, foram inúmeras trocas de comando na prefeitura entre ele e Reginaldo Pereira . Em alguns momentos a população chegou a ficar com dúvida sobre quem seria o prefeito de fato.

Galdino volta a cogitar licença e antecipar saída da presidência da ALPB

Adriano Galdino deve antecipar fim de mandato na ALPB. Foto: Francisco França

Angélica Nunes

Governador em exercício até esta quinta-feira (5), o deputado Adriano Galdino (PSB) voltou a cogitar tirar licença do cargo de presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) antes de encerramento do mandato, no próximo dia 31 de janeiro. Apesar de ter negado esta semana que houvesse acordo com o deputado Tião Gomes (PSL) para que ele ficasse na presidência do legislativo, a renúncia ‘extraoficial’ contempla o aliado, que pretende incorporar o período a sua aposentadoria.

Durante solenidade de lançamento da Operação Férias, no Palácio da Redenção, nesta quarta-feira (4), Galdino disse que tem sido pressionado pela esposa para fazer uma viagem de férias para descansar. “Pretendo fazer uma viagem de 10, 15 dias com minha mulher. Estou apenas esperando ver se a Bancobrás libera as diárias do hotel que queremos”, explicou.

A decisão deve ser tomada até esta quinta-feira, quando transmite o governo ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, em solenidade que também será realizada no Palácio da Redenção, às 11h.

As especulações sobre o afastamento de Galdino da presidência da Assembleia surgiram desde a última sexta-feira (30), quando Tião Gomes, que é 1ª secretário da Casa, se investiu na chefia do legislativo, devido a renúncia do vice-presidente, João Henrique. Na ocasião, Tião Gomes disse que havia um acordo para que ele ficasse na chefia do legislativo até a posse do Gervásio Maia (PSB) como novo presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2018.

Vereadores não viram ‘casaca’ e continuam no bloco de oposição a Cartaxo

Vereadores se reuniram com o presidente do PTdoB, Genival Matias

Jhonathan Oliveira

Quebrando as expectativas da base do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) na Câmara de João Pessoa, dois vereadores da oposição garantiram nesta quarta-feira (4) que não vão mudar de lado. Chico do Sindicato e Humberto Pontes, ambos eleitos pelo PTdoB, disseram que a possível mudança de lado nunca passou de boato.

O anúncio de que não iriam virar ‘casaca’ veio após uma reunião de Chico e Humberto com o deputado estadual Genival Matias, presidente do PTdoB e aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB). “Continuo mantendo minha postura de oposição responsável e comprometida com projetos voltados para a população de João Pessoa”, disse Humberto Pontes.

“Eu fui eleito para fazer oposição e ficarei na oposição. Boatos sempre existirão, mas a verdade é que não temos o menor interesse em mudar de posicionamento na Câmara Municipal”, declarou Chico do Sindicato.

O líder da oposição na Câmara, vereador Bruno Farias (PPS), disse que sabe que a base governista está conversando com parlamentares do bloco e que o prefeito “tem como cooptar”, mas disse ter confiança que a bancada vai seguir unida e sem novas baixas. Além de Bruno, Chico e Humberto, o grupo conta com Marcos Henriques (PT), Léo Bezerra (PSB), Tanilson Soares (PSB), Tibério Limeira (PSB), Sandra Marrocos (PSB), Eduardo Carneiro (PRTB) e João dos Santos (PR).