Pedro Coutinho sofre infarto fulminante e morre após partida de futebol

Parlamentar falece 16 dias após a morte da mãe

Pedro Coutinho passou mal durante uma partida de futebol. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

O vereador de João Pessoa, Pedro Alberto Coutinho (PHS), faleceu na tarde desta sexta-feira (19) após ser acometido de um infarto fulminante. O parlamentar participava de uma partida de futebol com amigos na Vila Olímpica Parahyba (o antido Dede), no Bairro dos Estados, quando passou mal. O Servido de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser chamado, fez o atendimento no local, tentando reanimá-lo, mas ele não resistiu. A morte do parlamentar ocorre 16 dias após o falecimento da mãe dele.

O presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB), lamentou a morte do colega de parlamento. “Quando recebi a informação fiquei bastante triste e torcia para que o quadro fosse reversível, mas logo depois veio essa triste notícia”, ressaltou. O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), que também é médico, acompanhou por telefone o atendimento. “Estou muito triste com o que ocorreu. Vou agora mesmo ao local para conversar com a família”, enfatizou.

Pedro Coutinho tinha 57 anos, era professor de Direito, Legislação e Inglês. Ele era funcionário aposentado da Caixa Econômica Federal. Atuou como secretário de Ação Social, Chefe de Gabinete do Prefeito de João Pessoa, secretário-chefe da Casa Civil e superintendente do Instituto de Previdência Municipal (IPM). Vereador por sete mandatos, tendo exercido o primeiro em 1982, é autor de dois projetos de destaque: um que proporcionou a retirada do lixão do bairro do Roger e outro que garantiu a isenção do pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) aos viúvos e viúvas que recebem até dois salários mínimos pelo Município.

O vereador ocupou o cargo de presidente do IPM durante todo o primeiro mandato do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Ele retomou o mandato na Câmara de Vereadores neste ano. Na Câmara, atualmente, ele comanda a Comissão de Estudos e Atualização do Regimento Interno da Casa. O corpo do parlamentar foi levado para o Hospital Padre Zé, onde passará pelos procedimentos legais e permanecerá lá até as definições sobre o velório. O suplente de Pedro Coutinho na Câmara de Vereadores é Professor Gabriel (PSD).

Joaquim Barbosa defende renúncia de Temer e convoca população a ir para as ruas

 

Ex-ministro foi o principal algoz do PT durante o julgamento do Mensalão

Algoz das principais lideranças petistas no julgamento do Mensalão do PT, no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa quebrou o silêncio sobre o presidente Michel Temer (PMDB). O ex-ministro defendeu nesta sexta-feira (19) a renúncia imediata do peemedebista. A reação ocorreu através das redes sociais um dia depois da divulgação dos áudios que mostram o gestor referendando a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo dono da JBS, Joesley Batista. O dono da maior fábrica de proteínas do mundo revelou, no encontro, a compra de autoridades e negociou a “compra” de apoio para resolver questões com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

“Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força:  a renúncia imediata de Michel Temer”, disse Barbosa. “Isoladamente, a notícia extraída de um inquérito criminal e veiculada há poucas semanas, de que o sr Michel Temer usou o Palácio do Jaburu para pedir propina a um empresário, seria um motivo forte o bastante para se desencadear um clamor pela sua renúncia”, enfatizou o ex-ministro.

Roosevelt Vita: “se Temer é um coitadinho ingênuo, não pode ser presidente”

Advogado diz que não há caminho sem respeito à constituição

Roosevelt Vita opina sobre julgamento da chapa Dilma-Temer. Foto: Felipe Gesteira

O advogado e suplente do senador José Maranhão (PMDB), Roosevelt Vita, não se comoveu com as explicações do presidente Michel Temer (PMDB). O gestor peemedebista foi gravado em conversa com o dono da JBS, Joesley Batista, em conversa na qual apoiava a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O jurista, com larga militância no PMDB da Paraíba, diz não aceitar o discurso de golpe, armação e complô do PT. E diz mais: se “Temer se é um coitadinho ingênuo, não pode ser presidente”. “Essa (história de) não sei de nada , não me lembro, a gravação é clandestina, não impressiona nem à velhinha de Taubaté”, disse, citando a personagem criado por Luiz Fernando Veríssimo.

Para Vita, a gravação minimizada pelo presidente Temer é espantosa. “Meia hora de pelo menos uma dezena de crimes compartilhados e avalizados. Vai de compra a juiz, procurador, deputado, delator, político preso comprado para não denunciar, indicações para cargos estratégicos, entrada escondida no palácio, combinação de interlocutores, informações privilegiadas dadas pelo presidente”, disse. O peemedebista também criticou as relações do presidente. “Quem se acompanha de Geddel (Vieira Lima), (Jáder) Barbalho, (Renan) Calheiros, (Romero) Jucá, (Sérgio) Cabral, (Eliseu) Padilha, (Rodrigo) Loures, Moreira (Franco), et catera, não é líder, é quadrilheiro”, enfatizou.

E segue: “a vaidade, a cobiça e, sobretudo, o Poder, mostram o verdadeiro caráter. Bastava o ensinamento milenar das avós: ‘diz-me com quem andas e te direis quem és!’ Coerência, gente. O pau que dá em Chico tem que dar em Francisco”. Quem for podre que se quebre! Respeito à Constituição, mas punição aos corruptos. Viva a lei e a democracia. Faxina geral, em todos os Poderes, inclusive na leniência e complacência de certos togados comprometidos. Liberta quae sera tamem“. “O ‘x’ da questão me parece ser a conivência com o crime e com a impunidade. O resto é retórica de acobertamento, leniência e fuga de responsabilidade. Dura lex , sed lex. Fora da lei não há salvação para a Nação”, acrescentou.

“Não renunciarei”, diz Michel Temer em pronunciamento

Presidente é acusado de autorizar compra do silêncio de Cunha

Brasília – O presidente Michel Temer rejeita conselhos para renunciar ao mandato. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (18) que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, disse.

Segundo o presidente, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse Temer. Na noite desta quarta-feira (17), o jornal O Globo divulgou reportagem sobre encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, em que Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

Nesta quinta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, e abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer.

Da Agência Brasil

Deputados do PSDB protocolam pedido de impeachment de Temer

Parlamentares da Rede e PSB pediram a abertura do processo

Deputados protocolam novos pedidos de impeachment. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Um grupo de deputados federais tucanos protocolou novo pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara. A sigla é a segunda da base aliada a protocolizar o pedido de afastamento do gestor. A decisão foi confirmada pelo deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE). O documento foi assinado por mais oito parlamentares tucanos. Nesta quinta (18), o ministro das Cidades, Bruno Araújo, indicado pelo PSDB, entregou o cargo. O outro governista que pediu a saída de Temer foi o socialista João Henrique Caldas (AL), terceiro secretário da mesa diretora. Ele apresentou uma denúncia contra Temer por crime de responsabilidade.

Da oposição, dois outros pedidos de impeachment foram protocolados e um terceiro será apresentado na tarde desta quinta. O primeiro a dar entrada foi o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), ainda nesta quarta-feira (17), momentos depois de a denúncia ser veiculada pelo jornal O Globo. O mesmo foi feito pelo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também na Câmara dos Deputados. Ao justificar o pedido, Randolfe citou reportagem do jornal O Globo que fala sobre o suposto envolvimento do presidente em um esquema de pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

Mais um pedido

Partidos de oposição vão protocolar em conjunto um novo pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer, na tarde desta quinta-feira. O documento será assinado por PT, PDT, PCdoB, Rede, Psol e PSB. Na noite de quarta-feira (17), dois pedidos de impeachment foram apresentados – um pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ); outro pelo deputado JHC (PSB-AL). Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos. Segundo o líder do Psol, Glauber Braga (RJ), o argumento principal do novo pedido da oposição será a tentativa do presidente da República de obstrução à Justiça. Os partidos também defendem eleições diretas para a substituição de Temer.

“Para que isso aconteça, é fundamental a aprovação Proposta de Emenda à Constituição 227/16”, acrescentou Braga. A PEC, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na próxima terça-feira (23), permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular, exceto nos seis últimos meses de mandato.

Gravação
Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou ao Ministério Público Federal gravação em que “o presidente Michel Temer, em março, dá aval para o empresário comprar, com mesadas, o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato”.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que, ao tentar obstruir a Justiça, apoiando o silêncio de testemunha, Temer procedeu de modo incompatível com o decoro do cargo. Na visão do deputado, há claramente crime de responsabilidade, ao contrário do ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff, quando havia dúvidas se a chamada “pedalada fiscal” era motivo para afastamento da ex-presidente.

Os partidos de oposição anunciaram ainda que vão entrar com representação na Procuradoria-Geral da República para verificar a ocorrência de crime comum por parte de Temer.

Saída do governo
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que, caso as denúncias contra Temer sejam comprovadas, os ministros do partido sairão do governo. Tripoli defendeu, porém, a continuidade da agenda de reformas e, em eventual afastamento de Temer da Presidência, pediu “o respeito à Constituição”.

Tripoli acrescentou que o presidente do PSDB, Aécio Neves, vai anunciar até o fim do dia o seu afastamento da direção do partido. A bancada do PSDB na Câmara indicará o deputado Carlos Sampaio (SP) para concorrer à eleição interna para a presidência da legenda.

Na manhã desta quarta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista disse ter uma gravação de 30 minutos em que Aécio pede R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Lava Jato. Em nota, o senador afirmou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

Apoio à renúncia
O líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), defendeu a renúncia de Michel Temer e informou que a Executiva do partido vai definir a permanência ou não no governo. Segundo o deputado, as denúncias, se confirmadas, “são de extrema gravidade”. Ele disse ainda que, neste momento de crise institucional, é preciso respeitar a Constituição.

 

TCE manda prefeitura de CG esclarecer inconsistências em licitação para o São João

Tribunal cobra informações sobre empresa organizadora

Esta é a primeira edição do Maior São João do Mundo organizado por uma PPP. Foto: Divulgação/CMCG

O Tribunal de Contas do Estado emitiu alerta nesta quinta-feira (18) cobrando explicações para inconsistências no processo licitatório que definiu a Aliança Comunicação e Cultura LTDA como organizadora do São João de Campina Grande. A decisão do conselheiro Marcos Antônio da Costa determina que o poder público preste esclarecimentos referentes aos serviços prestados pela empresa. O conselheiro, para a decisão, tomou como base o relatório da auditoria que apontou indícios de irregularidades no certamente. Entre elas, ele cita um custo maior para financiar os serviços de infraestrutura. O montante previsto em contrato para este ano, segundo o texto da decisão, prevê aumento de custo da estrutura de R$ 4,6 milhões para R$ 5,4 milhões entre 2016 e 1017, ou seja, um valor 16,36% maior.

Outra exigência do Tribunal de Contas é que a Aliança Comunicação e Cultura LTDA comprove que dispõe de qualificação técnica para a organização do Maior São João do Mundo. Ela terá também que comprovar que foram atendidas na contratação dos artistas as exigências previstas no edital. Foi exigida ainda a especificação dos gastos com cada um dos itens previstos no certame. O conselheiro determinou a citação do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), além da direção da empresa e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade. A determinação é para que sejam corrigidas as “irregularidades” apontadas.

Defesa

Em nota, a Prefeitura de Campina Grande disse ver com naturalidade a cobrança do conselheiro. Além de ressaltar as vantagem da Parceria Público Privada (PPP) para a festa, do ponto de vista econômico, o poder público municipal assegura que vai fornecer todas as informações citadas na decisão cautelar. “O prefeito Romero Rodrigues já tem agendada, para a tarde desta quinta-feira, 18, uma audiência com o nobre conselheiro Marcos Antonio da Costa, oportunidade em que levará farta documentação e todas as informações solicitadas pela Egrégia Corte de Contas, que cumpre seu papel constitucional”, diz a nota.

A nota também alega que, com a PPP, o município “investe na economicidade, transfere despesas para o mundo privado e poupa uma receita que, por si só, será suficiente para a construção de um novo Hospital da Criança e do Adolescente, cuja licitação, inclusive, ocorre nesta sexta-feira, 19”.

Os shows no Parque do Povo durante o Maior São João do Mundo acontecerão de 2 de junho a 2 de julho. A programação completa do São João 2017 de Campina Grande tem na lista de atrações da festa junina Elba Ramalho (22 de junho), Wesley Safadão (18), Flávio José (3) e Padre Fábio de Melo (20), além de Aviões do Forró (28), Dorgival Dantas (8) e Gabriel Diniz (15). Também fazem shows no Parque do Povo os sertanejos Simone & Simaria (4), Maiara e Maraisa (25), Luan Santana (29), Henrique e Juliano (1º de julho) e Fernando e Sorocaba (2 de julho).

Errata

O blog publicou mais cedo a informação de que a licitação que definiu a empresa Aliança como a responsável pela organização do São João havia sido suspensa cautelarmente pelo Tribunal de Contas. A prefeitura, inclusive, chegou a divulgar nota a respeito da decisão do TCE. O órgão, no entanto, esclareceu que o documento que tratava da suspensão, vazado por funcionários, não foi acatado pelo conselheiro Marcos Costa. Ele decidiu apenas notificar a prefeitura par que ela esclareça as inconsistências apontadas.

Bancada paraibana: para deputados, reformas de Temer “morreram”

Parlamentares defendem eleição direta em caso de afastamento

Michel Temer em reunião com a bancada paraibana. Foto: Divulgação/Presidência da República

A bancada paraibana na Câmara dos Deputados é majoritariamente aliada do presidente Michel Temer (PMDB). Pelo menos dez dos 12 parlamentares são alinhados com o peemedebista. Apesar disso, o futuro de Temer passou a ser visto como uma incógnita pelos deputados ouvidos pelo blog. O sentimento é o de que a situação do presidente ficará insustentável caso venham a toca os áudios nos quais ele teria acertado com o dono da JBS, Joesley Batista, a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação do sigilo.

Os deputados Wilson Filho (PTB) e Efraim Filho (DEN) evitam condenação antecipada. Ambos veem a denúncia como muito grave e já acham difícil que as reformas propostas pelo presidente saiam do papel. A lista inclui as reformas da Previdência e Trabalhista. Para Efraim, o momento é de serenidade e não de votar matérias polêmicas e impopulares. Wilson vai adiante. Ele acredita que as reformas “morreram”. Já Luiz Couto preferiu seguir em um caminho mais voltado para a religião. Ele gravou vídeo e postou nas redes sociais dizendo que “a ceita satânica foi revelada”, fazendo referência às gravações que tiveram como alvo o presidente Temer.

Não encontrados

Procurado pelo blog, o deputado licenciado Rômulo Gouveia (PSD) não se pronunciou. Sua assessoria disse que ele ainda se recupera da cirurgia bariátrica e que o recado seria dado. O deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) ficou de retornar a ligação para apresentar a sua opinião. Os outros deputados e senadores desligaram os celulares ou simplesmente não atenderam as ligações. Os tucanos, vale ressaltar, foram surpreendidos também com a informação de que o senador Aécio Neves, presidente nacional do partido, foi “grampeado” também acertando com o dono da JBS o pagamento de R$ 2 milhões que, supostamente, seriam usados para pagar os advogados responsáveis pela sua defesa no Supremo. Ele foi afastado do mandato.

Impeachment

Em relação à possibilidade de impeachment, tanto Efraim Filho quanto Wilson Filho acham que é preciso esperar a comprovação dos áudios. Eles evitaram falar sobre cenários hipotéticos, porém, defenderam celeridade na busca pela estabilidade política. Wilson defende que haja eleições diretas. “É a única forma de restituir a legitimidade do governante. Falo isso como opinião pessoal. Ainda não tenho como meu partido vai se posicionar”, enfatizou. Efraim ressalta que a solução deve vir da Constituição Federal. “Ela é maior do que nomes”, ressaltou. Se for cumprida a Constituição, a eleição para o novo presidente, em caso de afastamento de Temer, será indireta.

A realização de novas eleições também vinha sendo defendida pelo senador Cássio Cunha Lima. O parlamentar, no entanto, se aproximou bastante de Temer após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No fim do ano passado, ao analisar uma eventual cassação do presidente, ele sugeriu que o cargo fosse assumido pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Caberia a ela, portanto, convocar eleições diretas. Este cenário, no entanto, não tem lastro constitucional. Precisaria que o Congresso aprovasse uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) disciplinando a nova regra.

Temer: novo escândalo embala memes nas redes sociais

A notícia de que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, gravou o presidente Michel Temer (PMDB) acertando a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), embalou os memes nas redes sociais. Até o perfil oficial da série House of Cards, da Netflix, no Twitter, tirou o chapéu para os acontecimentos do país. Os responsáveis pela trama política tiveram que reconhecer a inventividade tupiniquim. Eles admitem que, com o Brasil, não é possível competir. Confira alguns dos principais memes:

A trama, segundo o Netflix

 

Novo programa social

“Tomara que caia”

Assistindo de camarote (mas cuidado com o teto de vidro)

Brasília em chamas

Risco de perder a posição

 

 

Frente Brasil Popular fará ato pedindo o “fora Temer” em frente ao Liceu

Os representantes da Frente Brasil Popular agendaram para as 15h desta quinta-feira (18), em frente ao Lyceu Paraibano, um ato público pedindo o a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O grupo, ligado ao PT e aos movimentos sociais, cobra também a realização de eleições diretas em caso de vacância na Presidência da República. O peemedebista foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, acertando o pagamento de propina para manter o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), calado. O ex-parlamentar vinha fazendo ameaças veladas em relação ao presidente, dando sinais de que poderia fazer delação premiada.

Na convocação feita nas redes sociais, a Frente Brasil Popular diz que luta há mais de um ano “contra o golpe na democracia brasileira que retirou uma presidente eleita e esmaga direitos históricos dos trabalhadores. Da rua não sairemos, é preciso defender nossa democracia, nosso país e nossos direitos”. Caso o presidente renuncie, seja cassado ou alvo de impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá o comando do país e terá que convocar eleições indiretas dentro de 30 dias. Maia também é acusado de ter recebido dinheiro de caixa 2 pago pela empreiteira Odebrecht e foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Vai ter protesto também em Campina Grande.

Batom na cueca: só a renúncia de Temer poderá salvar o governo do caos

Donos da JBS registram áudio e vídeo comprometedores contra o presidente

Michel Temer (PMDB) enfrenta a maior crise já vista no governo. Foto: Divulgação/Presidência da República

A notícia de grampo sobre o recebimento de propina pelo presidente Michel Temer (PMDB) é de uma gravidade sem precedentes. Só a renúncia imediata, condicionada à convocação de novas eleições, pode salvar o governo do caos. Isso não quer dizer, mesmo assim, que não haverá ranhuras institucionais. As reformas da Previdência e Trabalhista deixaram de ser factíveis, assim como o esboço de recuperação econômica desenhado. O gestor se reuniu a portas fechadas com assessores e aliados logo após a reportagem de O Globo ser divulgada, em busca de uma solução para enfrentar a crise. Essa solução, seja lá qual for, não poderá enfrentar os áudios e vídeos de posse da Procuradoria Geral da República (PGR).

O peemedebista foi gravado pelos donos da JPS, a maior produtora de proteínas do mundo, acertando o pagamento de propina e de mesada para que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), preso no bojo da operação Lava Jato, fique calado. Joesley Batista e o seu irmão, Wesley, se reuniram na semana passada com o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da negociação de delação premiada negociada com o Ministério Público Federal (MPF). Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

Na delação, Michel Temer foi gravado em um diálogo com Joesley. Nele, o presidente indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). O parlamentar indicado, posteriormente, foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil. O dinheiro teve a numeração das cédulas registradas e a mala recebeu um chip de rastreamento. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril. O agravante neste caso é que tudo foi registrado com áudio e vídeo e é apenas a ponta do iceberg. Os delatores também informaram que nos governos petistas, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, era quem negociava as propinas. Sobre ele, não há gravação.

Aécio Neves

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, também foi gravado pedindo propina de R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro seria usado para custear o pagamento de advogados para fazer a defesa dele diante das acusações de recebimento de propina na operação Lava Jato. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

 

Sérgio Machado

Os grampos tornados públicos agora mostram que peemedebistas e tucanos não aprenderam nada com o episódio protagonizado por Sérgio Machado. O ex-senador e ex-presidente da Transpetro gravou conversas com lideranças do PMDB nas quais eles tratavam sobre uma estratégia para combater o avanço da Lava Jato. O novo escândalo tem potencial para derrubar o governo e inviabilizar as reformas. Caso haja renúncia ou impeachment do presidente, o cargo será assumido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também investigado por suspeita de recebimento de caixa 2. Ele terá a obrigação de convocar novas eleições por via indireta.

O deputado federal da Rede, Alessandro Molon (RJ), aproveitou a confusão para protocolar um pedido de impeachment do presidente.