Cartaxo diz que conversará com partidos aliados, mas candidato dele sairá do PV

Agendas do prefeito da capital têm sido repletas de pré-candidatos interessados em apoio

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB), o deputado estadual Eduardo Carneiro (PRTB) e vice-prefeito Manoel Júnior (SD) estão na rua em busca de apoio para a disputa eleitoral de 2020. Todos querem o apoio do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), para o pleito. O gestor pessoense, no entanto, dá sinais de que vai buscar um nome dentro do Partido Verde. Em conversa com o blog, nesta segunda-feira (2), ele disse que deve afunilar a discussão em janeiro. “O mês de dezembro será de intenso trabalho no Executivo”, garante.

Questionado sobre a filiação partidária do ungido do grupo apoiado por ele, Cartaxo ressaltou a necessidade de ser alguém do Partido Verde. “Será do PV. Essa é a nossa disposição. Alguém com esse perfil (de conhecedor da gestão), do Partido Verde, que pense em uma cidade sustentável, equilibrada, com qualidade de vida para a população, que pense em espaços de lazer. Então, a gente tem feito esse debate e isso não impede os aliados de apresentarem nomes para a discussão, mas a nossa compreensão é a de que João Pessoa não pode dar um passo atrás”, disse.

Entre os nomes do PV mais próximos ao prefeito e que poderão disputar as eleições estão os secretários Diego Tavares (Desenvolvimento Social) e Zennedy Bezerra (Desenvolvimento Urbano). Aparecem na lista também as secretárias Daniella Bandeira (Planejamento) e Socorro Gadelha (Habitação). O atual prefeito não pode mais ser candidato por já ter sido reeleito. Em conversa com o blog, ele alegou que o nome a ser escolhido será alguém que conheça bem a gestão municipal.

Prefeito de Cabedelo denuncia lançamento de fezes em praia e vai multar catamarãs

Vítor Hugo aciona órgãos de meio ambiente e quer apuração de responsabilidades

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), denunciou nesta segunda-feira (2) o lançamento de fezes na praia do Poço, no município. O gestor acusa os catamarãs de lavarem os banheiros no mar, fazendo com que as marés tragam os dejetos para a praia. Nas imagens, o democrata anda pela praia exibindo o cocô espalhado em meio ao sargaço. “A cada passo que você dá, encontra mais fezes”, ressaltou o prefeito, acusando as embarcações de emporcalharem uma das praias mais bonitas da cidade.

O prefeito disse que está acionando os órgãos competentes e garantiu que a Secretaria de Meio Ambiente do Município vai inspecionar e multar os catamarãs. As praias de Cabedelo estiveram entre as mais atingidas pelas manchas de óleo, fruto de derramamento em alto-mar. A situação agora também provoca revolta na população e por uma questão óbvia: os responsáveis pelo problema estão logo ao lado. É preciso que haja punição exemplar para os responsáveis.

Confira as imagens:

PTB e Podemos alinham discurso e aliança para 2020 em JP e CG

Plano é lançar Wilson Filho (PTB) para prefeito de João Pessoa e Ana Cláudia (Pode) em Campina Grande

Wilson Filho deve disputar a prefeitura de João Pessoa. Foto: Divulgação/ALPB

O PTB e o Podemos devem se tornar os primeiros partidos a firmarem aliança para as eleições de 2020. O tema foi alvo de reuniões de dirigentes das duas legendas no fim de semana. De acordo com informações de bastidores, falta apenas oficializar a composição. O ponto de partida será o anúncio das candidaturas de Wilson Filho (PTB), em João Pessoa, e Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode), em Campina Grande.

Ana Cláudia é o nome de Veneziano para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Divulgação

Uma reunião entre dirigentes das duas legendas ocorreu na última sexta-feira (29) e o tema foi amadurecido no fim de semana. Estiveram presentes, entre outras lideranças, o presidente estadual do PTB, Wilson Santiago, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), marido de Ana Cláudia. O Podemos, inclusive, é a sigla que vem investindo com mais insistência nos convites para atrair o governador João Azevêdo (PSB) para o rol de filiados da agremiação, hoje comandada pelo vereador de Campina Grande, Galego do Leite.

O PTB, vale ressaltar, também é uma das siglas que poderão receber o governador em suas fileiras para eleições futuras. Veneziano, que chegou a ser cotado para a disputa em Campina Grande, tem dito que a prioridade é investir em Ana Cláudia para a disputa. Já Wilson Filho tem sido às pessoas próximas que não abre mão da disputa. Ambos poderão ter o apoio de João Azevêdo nas eleições de 2020.

O petebista coloca o nome para a disputa da prefeitura da capital pela segunda vez. Em 2016, ele acabou abrindo mão da cabeça de chapa para a hoje deputada estadual Cida Ramos (PSB), que tinha o apoio do então governador Ricardo Coutinho (PSB). Para o pleito atual, ele tem dito a aliados que não abre mão de concorrer. O projeto eleitoral, ele reforma, foi o que o convenceu a trocar um mandato na Câmara dos Deputados pela Assembleia. A conta do petebista foi a de que o convívio diário em João Pessoa abriria espaço maior para a busca da viabilidade eleitoral.

Além de João Pessoa e Campina Grande, a parceria entre as duas legendas será espelhada em todas as cidades onde os arranjos políticos paroquiais não interfiram. A perspectiva das lideranças das duas siglas é que a oficialização da parceria seja anunciada ainda nesta semana.

Governo abre o leque de beneficiários do programa habilitação social

Lista agora vai incluir pessoas desempregadas e mulheres vítimas de violência física

Habilitação Social deve disponibilizar mais de 3 mil vagas. Foto: Jornal da Paraíba

O governo da Paraíba decidiu ampliar o leque de beneficiados com o programa Habilitação Social. A lei publicada no Diário Oficial do Estado apresenta como alvo, por exemplo, as pessoas que estejam desempregadas. A legislação prevê que a pessoa tenha acesso ao benefício com a dispensa das taxas do Detran e também dos centros de formação de condutores. As mulheres vítimas de violência física foram outra categoria incluída entre as que poderão ter acesso ao programa. Ao todo, mais de 3 mil vagas são disponibilizadas pelo governo.

Além de ampliar a lista de beneficiários, a lei sancionada pelo governador João Azevêdo estabelece que essas pessoas possam ter a garantia da gratuidade na renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Na mensagem encaminhada ao Legislativo e aprovada pelos deputados, o governador explicou que “as alterações consistem, basicamente, na ampliação do rol de beneficiários com a exclusão das condicionantes restritivas, propiciando mais inclusão social, que é uma das vertentes do Programa de Habilitação Social”.

Veja a lista de novas categorias incluídas:

. As pessoas desempregadas;
. Alunos que estejam cursando o último ano do ensino médio na rede pública ou que tenham concluído o ensino médio da rede pública há no máximo 02 (dois) anos;
. As pessoas com deficiência;
. As mulheres vítimas de violência doméstica.

Confira todos os itens sobre quem pode ter acesso ao benefício:

Reprodução/Diário Oficial da Paraíba

Bayeux: vereador pede compra de bafômetro e colega admite que toma uma

Presidente da Casa critica polêmica gerada por Adriano Martins e não vai comprar o bafômetro

Bafômetro em legislativos não é exatamente uma novidade na Paraíba. Foto: Jornal da USP

A polêmica está formada na Câmara de Bayeux. Nesta quinta-feira (29), o vereador Adriano Martins (MDB) subiu à tribuna para apresentar requerimento para a compra de um bafômetro para a Casa. O parlamentar se disse incomodado com a chegada todos os dias de colegas na sessão alcoolizados. “Quero pedir a compra de um bafômetro para que em todas as sessões vereadores façam bafômetro aqui…. eu preciso que esse requerimento seja aprovado e preste atenção em quem vai votar contra, viu?”, provocou o emedebista.

A manifestação de Adriano Martins acabou gerando revolta em outros vereadores. Um deles foi Betinho da RS (Podemos). Ele fez discurso dizendo criticando a postura do colega. Disse, inclusive, sobre a proposta de compra do bafômetro, que veste a carapuça. Engraçado é que na construção da frase ele quase se refere à cachaça. “Tem um parlamenta que chamou aqui alguns de cachaceiros. Eu vou pegar essa chacha… essa carapuça e dizer que tomo uma”, disse.

Confira:

O presidente da Câmara, Jefferson Kita (PSB), procurou contemporizar. Ele criticou a postura de Adriano Martins e atribuiu à desavença pessoal com Betinho o uso da tribuna para cobrar a compra de um bafômetro. Ele assegurou que não vai haver a compra do equipamento. O caso de Bayeux fez lembrar fato semelhante ocorrido em Piancó, no Sertão. Na legislatura passada houve a compra de bafômetro e vereador também admitindo que bebe. Na época, Antônio Hermógenes disse que bebia de cinco a seis doses por dia obedecendo recomendação do cardiologista.

Hermógenes não apenas foi reeleito, como conseguiu votos suficientes para ser eleito presidente da Câmara. Com isso, o uso do bafômetro nas sessões foi abolido.

No apagar das luzes, Senado aprova MP do programa Médicos pelo Brasil

Medida Provisória editada pelo Executivo caducaria nesta quinta-feira caso não fosse votada na Câmara e no Senado

Ruy Carneiro presidiu a comissão mista no Congresso. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (27) a criação do programa Médicos pelo Brasil. O programa substitui o Mais Médicos, criado em 2013 com o objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais afastados ou com população vulnerável. O projeto de lei de conversão segue para sanção presidencial. O texto é oriundo da Medida Provisória (MP) 890/2019, aprovada nesta terça-feira (26) pela Câmara dos Deputados e que perderia a vigência na quinta-feira (28). A Comissão Mista que apreciou a proposta, no Congresso, foi presidida pelo deputado federal paraibano Ruy Carneiro (PSDB).

A principal novidade do projeto de lei de conversão, cujo relator no Senado foi o senador Confúcio Moura (MDB-RO), é a reincorporação dos médicos cubanos ao programa, por mais dois anos. Poderão pedir a reincorporação aqueles que estavam em atuação no Brasil no dia 13 de novembro de 2018 e tenham permanecido no país após o rompimento do acordo entre Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que intermediava a participação dos cubanos no programa brasileiro.

Outra condição é que o profissional tenha permanecido no território nacional até a data de publicação da MP 890/2019 (1º de agosto), na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio.

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Exonerado da PBPrev, Yuri Simpson chama João Azevêdo de traidor

Ex-presidente da PBPrev integra o rol de ex-auxiliares do governo mais ligados a Ricardo

Yuri Simpson diz que decidiu quebrar o silêncio após declarações do governador. Foto: Divulgação

As declarações do governador João Azevêdo (PSB) de que promoveu mudanças na PBPrev por que precisava de alguém no posto em condições de conduzir as mudanças nas regras previdenciárias foi a gota d’água para que o ex-presidente do órgão quebrasse o silêncio. Yuri Simpson Lobato foi exonerado nesta quarta-feira (27) e só soube da demissão pouco antes de ela ser publicada no Diário Oficial do Estado.

O silêncio das primeiras horas foi substituído por indignação após as primeiras declarações do governador sobre as mudanças. Simpson disse, por meio de nota, que João Azevedo de tenta encobrir “a verdadeira traição ao projeto implementado no Estado por Ricardo Coutinho (PSB), propagando inverdades sobre a performance de órgãos importantes, como no caso a PBPrev”. O ex-presidente da PBPrev está entre os ex-auxiliares do governo mais ligados ao ex-governador.

Simpson diz na nota que assumiu a PBPreve em 2015 num momento delicado vivido por aquela autarquia, e atingiu recordes com a redução do custeio ano após ano, além da resolução, até a presente data, de 22.956 processos.

Denunciou, ainda, que por diversas vezes pediu audiência ao governador João Azevedo para tratar de assuntos inerentes à PB-Prev e não conseguiu agenda. E desabafou: “Saio com a certeza do dever cumprido e de alma aliviada, pois estava sentindo, cada vez mais forte, que esse governo não é o governo que lutamos para eleger.”

Confira a nota

Em Janeiro de 2015 aceitei o convite do então Governador Ricardo Coutinho para dirigir os destinos da Paraíba Previdência – PBPREV, num momento extremamente delicado vivido por aquela autarquia. Encontramos muito a ser feito e muito fizemos, como, por exemplo,a redução vertiginosa do custeio, a taxa de administração e aumento considerável no tempo de análise e resolução dos processos (22.956 até a presente data). Atingimos recordes com a redução de custeios ano após ano da gestão, e com o importante Certificado de Regularidade Previdenciária em dia.

Diante das maquiavélicas traições existentes no meio político, onde não fui o primeiro e nem tampouco serei o último a sentir seus dissabores, deparo-me com notícias veiculadas pela imprensa, dando conta da minha ausência/omissão na PBPREV. No entanto, os números dizem o contrário, fizemos sim, uma gestão exitosa e de fácil constatação.

Uma gestão governamental deve ser feita com bom relacionamento entre governante e gestores de órgãos. Inconcebível é, pedir audiência com o governador, ressaltando ser a primeira para tratar individualmente sobre previdência e não conseguir agenda, principalmente num momento delicado da Reforma da Previdência, onde somos contrário em penalizar apenas a classe trabalhadora em detrimento do sistema financeiro, o que por via de consequência não solucionará o problema do déficit financeiro e atuarial do Estado.

A bem da verdade, este governo tenta encobrir a verdadeira traição ao projeto implementado no Estado por Ricardo Coutinho, propagando inverdades sobre a performance de órgãos importantes, como no caso a PBPREV.

Saio com a certeza do dever cumprido e de alma aliviada, pois estava sentido, cada vez mais forte, que esse governo não é o governo que lutamos para eleger.

Yuri Simpson Lobato

 

 

 

Cartaxo anuncia concurso público com 1.146 vagas para João Pessoa

Seleção deve ser realizada no próximo ano, o último do gestor à frente da prefeitura da capital

Luciano Cartaxo promete dar detalhes sobre o concurso nesta quinta. Foto: Herbert Araújo/CBN João Pessoa

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), anunciou nesta quarta-feira (27) a realização de concurso público. Os detalhes sobre o edital serão revelados nesta quinta. Entre as informações já tornadas públicas pelo gestor, está o número de vagas. Ao todo, serão abertas 1.146. O anúncio integra a ação ‘Cidade que tem mais oportunidades’, que, segundo Cartaxo, prevê um conjunto de medidas para o fortalecimento da capital paraibana nos próximos meses.

“Em João Pessoa, temos compromisso com a carreira pública. Já contratamos mais de três mil e quinhentos servidores por concurso e vamos chegar à marca de quase 5 mil profissionais que irão entrar pela porta da frente do serviço público, responsáveis por um trabalho fundamental na vida da cidade e das pessoas”, disse o prefeito por meio da redes sociais.

O gestor informou que o quadro de vagas e de remunerações será detalhado no Centro Administrativo Municipal (CAM), nesta quinta-feira (28), a partir das 9h.

De acordo com o secretário de Administração, Lauro Montenegro, os editais de convocação serão anunciados por área da administração a partir do próximo ano. “Teremos um cronograma específico para a divulgação do edital. A intenção é que todos os concursos sejam concluídos ainda no ano que vem, atendendo às novas demandas do município”, apontou.

Montenegro reforçou que o anúncio ainda este ano vai permitir que as pessoas se preparem melhor para o processe seletivo. “Nos próximos 90 dias concluímos a contratação de todas as empresas responsáveis pelos concursos, dando mais tempo de preparação aos profissionais interessados em participar da seleção”, disse.

“Natal Luz”: Ministério Público recorre de decisão que negou afastamento de vereadores

Vereadores são acusados de apropriação de dinheiro público para fazer turismo

Vereadores teriam usado curso como desculpa para fazer turismo. Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba interpôs, na tarde desta terça-feira (26), recurso perante a 1º Vara Criminal da Comarca de Santa Rita, requerendo a reforma da decisão que indeferiu o pedido de afastamento de 11 dos 19 vereadores da Câmara Municipal de Santa Rita e do contador da Casa, que participaram de “farra” com dinheiro público. Os recorridos são investigados dentro da Operação Natal Luz, deflagrada no último dia 5, e são réus no processo 0001796-48.2019.815.0331, por crime de peculato (desvio de recursos). Para o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, os parlamentares oferecem risco de destruição de provas e foram comprovadas ameaças a testemunhas que denunciaram os delitos deles.

De acordo com os promotores do Gaeco, “a prisão em flagrante delito dos indigitados trouxe segurança ao erário e a administração pública, a soltura dos mesmos desencadeou um verdadeiro temor à população, especialmente em relação aos que se opõem à corrupção na câmara de vereadores”. Ainda segundo texto do recurso, “a decisão judicial que indeferiu a suspensão das atividades de vereança, sob o fundamento de que já havia sido determinada a abstenção de participar de cursos, congressos e seminário, gerou na população santa-ritense um verdadeiro descredito nas instituições”.

O Ministério público também contra-argumenta a magistrada que indeferiu o afastamento dos vereadores por entender que isso causaria prejuízo maior ao desenvolvimento das atividades legislativas: “Os parlamentares estão muito mais preocupados em participar de viagens turísticas pelas capitais do país em data estrategicamente escolhidas (de acordo com a alta estação de cada lugar, a exemplo da viagem a Gramado, no período do Natal Luz) do que em exercer as funções de legislar (elaborar leis), de fiscalizar e controlar o atos do Poder Executivo daquele município”.

Ameaças
Os promotores do Gaeco também destacam que a soltura e o não afastamento dos investigados resultaram em comprovadas ameaças a pessoas (há boletins de ocorrência policial registrados pelas vítimas) e comprometem as investigações em curso e a futura instrução criminal, “o que, por si só, já seria suficiente para o deferimento do pleito requerido (suspensão do exercício da vereança)”. Os membros do MPPB também argumentam que as investigações detectaram, até o momento, o crime de peculato, mas seguem para a elucidação de prática de outras possíveis infrações penais. “Não obstante ter supostamente acontecido o referido evento, está mais que provado o real interesse da viagem, consubstanciado no passeio turístico à custa do dinheiro público, com o nítido espírito de se locupletarem dos cofres públicos”, diz trecho do recurso

A peça ministerial também exemplifica que o salário mensal dos vereadores de Santa Rita é R$ 10 mil, sendo o salário do presidente da Casa R$ 15 mil, e que, nos meses de maio, julho, agosto e setembro, por exemplo, foram consumidos quase a média de um mês de salário para cada um dos parlamentares. “A questão não se cinge ou se restringe ao evento de Gramado, até porque como dito anteriormente, o uso do subterfúgio, do pretexto de capacitação para gerar diárias e consequentemente desviar recursos da Câmara Municipal de Santa Rita tem sido uma prática consolidada desta legislatura. Ademais, o subterfugio não se restringia aos vereadores”.

A operação

A investigação feita pelo Gaeco/MPPB e PC/PB mostrou que os 11 vereadores cometeram crime de peculato. A pretexto de uma capacitação profissional, os agentes públicos montaram um esquema para fazer turismo em Gramado, que incluiu pagamento de diárias, passagens aéreas e inscrições para um seminário de fachada, tudo com dinheiro público. As despesas foram de, aproximadamente, R$ 70 mil. A viagem foi feita no dia 31 de outubro. Os investigados foram presos quando se deslocavam de Recife-PE, onde desembarcaram da viagem, para Santa Rita, no último dia 5.

Com informações da assessoria do MPPB

João Azevêdo exonera ex-prefeito preso durante a operação Recidiva

Damísio Mangueira está preso desde a semana passada na sede do Batalhão da Polícia Militar de Patos

Damísio Mangueira está preso na Companhia da Polícia Militar, em Patos. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Triunfo, no Sertão, Damísio Mangueira da Silva, foi exonerado pelo governador João Azevêdo (PSB). Ele ocupava o cargo de chefe do setor administrativo do Núcleo Regional de Atendimento ao Servidor de Cajazeiras. Mangueira, vale lembrar, estava impedido de comparecer ao trabalho por causa de decisão judicial. Alvo de mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, o gestor está preso no Batalhão de Polícia Militar de Patos, em sala de Estado-Maior, por ser advogado.

Damísio deixa o governo na mesma leva dos aliados do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), exonerados por Azevêdo. Além dele, foram retirados da gestão, “sem aviso prévio”, Fábio Maia (Executivo de Planejamento e Gestão), e Yuri Simpson (PBPrev). O movimento atende a pressão de aliados do governador, que alegavam falta de uma posição mais dura do atual gestor em relação aos aliados do ex-governador. João Azevêdo fala em deixar o partido no próximo mês.

Mas voltando ao caso de Damísio Mangueira, ele foi preso na mesma fase da Recidiva que levou para a cadeia, também, o ex-prefeito de Edvan Félix, de Catingueira. Além deles, na mesma operação, foram presos preventivamente o secretário municipal Samuel Zariff Marinho de Araújo, de Santo André, o engenheiro Sérgio Pessoa Araújo e o empresário Francisco Amilton.

Sérgio e José Edvan foram encaminhados para o Presídio Regional de Patos, em sala especial para diplomados por nível superior. Damísio está preso no batalhão de Polícia Militar de Patos, em sala de Estado-Maior, porque é advogado. Já Samuel Zariff e Francisco Amilton estão em cela comum no Presídio Regional de Patos. Todos são acusados de envolvimento em crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

As fraudes descobertas nesta quarta fase envolvem aplicação de verbas federais descentralizadas em convênios celebrados com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) nos municípios sertanejos de Ibiara, Santo André, Catingueira e Triunfo. A investigação realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), que resultou na deflagração da quarta fase da Operação Recidiva, foi iniciada a partir de desdobramentos decorrentes das fases anteriores.