Panelaços voltam à ordem do dia quatro anos após o impeachment de Dilma Rousseff

Crise do Coronavírus revela momento mais difícil na jornada de Jair Bolsonaro à frente do governo

Pronunciamento de Bolsonaro foi seguido de panelaços pelo Brasil afora. Foto: Renato Araújo/ABr

A postura errática do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao novo Coronavírus tem se confundido como período mais tenso do governo, até agora. Em poucos dias, seguindo pronunciamentos da autoridade máxima do país, três panelaços de grandes proporções ganharam espaço nas redes sociais. E o motivo é simples: a postura controvertida do gestor diante de temas sérios tem minado a paciência do brasileiro. O tom destinado ao trato em relação ao Covid-19 tem se mostrado um erro similar ao de gestores de outros países que hoje choram suas pitangas.

O presidente e seus apoiadores (cada vez em menor número) parecem não ter se dado conta do tamanho do problema. Basta se perguntar: afinal, quais dos seus parentes você estaria disposto a perder em nome do salvamento da economia? Essa é a pergunta mais óbvia para uma situação sem resposta, afinal, a experiência mundial mostrou que os países que seguiram os passos de Bolsonaro apenas aprofundaram e tornaram mais duradouro o fosso gerado pelo Covid-19. O fato é que vão morrer milhares de pessoas se o confinamento não for levado a sério. E o impacto deve ser mais danoso entre os mais pobres.

Apesar de que, no estágio atual, a doença tem se mostrado extremamente democrática, matando pobre e rico. Mas o fato de o presidente pregar insistentemente que as pessoas saiam às ruas, que voltem às suas atividades para salvar a economia é encarado tão somente como esforço para que o governo não seja obrigado a assumir sua função de garantir a quarentena. O Brasil chegou ao número 201 de mortos com a pandemia e esse número poderá saltar para mais de dez mil até o fim de abril. Daí para passar dos 50 mil ou 100 mil em maio será um pulo.

As consequências vistas em vários países são aterradoras. Em um único dia, mais de 900 mortos. Essa realidade atingiu Itália e Espanha e deve ser repetida nos Estados Unidos. Imagine quando esses números passarem a ser retratados no Brasil, com suas dimensões continentais e o costumeiro desprezo pela vida das pessoas? Será um genocídio, que vai contrapor o presidente, suas crenças e até apoiadores que por ventura tenham perdido familiares. Alguém duvida que os caso serão fartos?

Seja quais forem os números finais, o consenso será o de que vidas foram poupadas por causa das posturas de governadores e prefeitos. Se dependesse da ideologia tresloucada do presidente e alguns dos seus apoiadores, o caos se chamaria Brasil.

Covid-19: Energisa assegura à Frente Público Privada a compra de 12 respiradores

Energisa explicou que equipamentos para fazer frente ao novo Coronavírus estão em processo de importação

Os respiradores serão utilizados para fazer frente aos efeitos do novo Coronavírus. Foto: Governo do Maranhão

A Energisa informou à Frente Público Privada Paraíba que está adquirindo 12 respiradores para serem doados ao Estado para fazer frente aos efeitos do novo Coronavírus. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira. Os equipamentos estão em processo de importação e devem chegar à Paraíba nos próximos dias. Eles serão doados para instituições de saúde mantidos pelo governo do Estado e as prefeituras de João Pessoa e Campina Grande.

A Frente Público Privada da Paraíba é formada por representantes do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público da Paraíba (MPPB), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e governo da Paraíba. O grupo tem atuado para facilitar o tramite para quem queira doar equipamentos e insumos hospitalares para os órgãos de saúde do Estado da Paraíba.

A Frente Público Privada está à frente do combate ao covid-19. Conforme as demandas dos órgãos de saúde do estado forem recebidas, o contato vai redirecionar as demandas para os doadores interessados em combater a doença no estado.

Operação Calvário: STJ libera uso do dinheiro de Daniel para o combate ao Coronavírus

Mandatário da Cruz Vermelha Brasileira havia depositado judicialmente R$ 3 milhões a título de reparação

Daniel Gomes fez delação premiada e devolveu mais de R$ 3 milhões. Foto: Reprodução

Os R$ 3 milhões que o mandatário da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, depositou judicialmente, a título de reposição pelos danos ao erário, será destinado ao combate ao novo Coronavírus na Paraíba. A decisão foi do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, atendendo a pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Daniel Gomes é o pivô do esquema investigado na Operação Calvário. A organização criminosa teria provocado prejuízo de R$ 134,2 milhões aos cofres públicos, no Estado.

No pedido encaminhado ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo requereu que a transferência seja feita por Guia de Recolhimento à União (GRU), e que os recursos sejam utilizados especificamente na aquisição de materiais médico-hospitalares, prioritariamente aparelhos respiratórios, máscaras de proteção, escudos faciais e insumos para fabricação em impressoras 3D de materiais de manutenção e proteção para os profissionais da saúde.

Na decisão, o ministro destacou que a destinação de recursos provenientes de acordo de colaboração premiada para emprego na área da saúde “guarda estreita sintonia com o previsto na Resolução 313/2020, do Conselho Nacional de Justiça, de 19 de março de 2020, editada em razão da situação emergencial decorrente da célere proliferação da epidemia de covid-19”. A recomendação expedida pelo procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Augusto Aras, retrata o esforço do MP brasileiro para contribuir com a destinação de recursos para o enfrentamento da pandemia.

O ministro mencionou, ainda, a decisão tomada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal para que recursos pagos pela Petrobras, no âmbito da Operação Laja Jato fossem destinados ao Ministério da Saúde. Neste caso, o valor chega a R$ 1,6 bilhão. Conforme enfatizou o ministro, a gravidade da situação motivou a declaração de estado de calamidade pública, em âmbito nacional, pelo Decreto Legislativo 6, de 20 de março de 2020. Pela decisão, a 42ª Vara Criminal do Rio de Janeiro deve tomar com urgência as medidas cabíveis para viabilizar a transferência dos recursos para a conta gerida pelo Ministério da Saúde, para o combate à doença.

Sobre a Operação

Deflagrada no dia 17 de dezembro do ano passado, a Operação Calvário investiga esquema criminoso que desviou recursos públicos destinados à área de saúde do estado da Paraíba, contando com envolvimento de conselheiros do Tribunal de Contas (TCE/PB). As investigações derivam de acordos de colaboração premiada celebrados entre Daniel Gomes da Silva e Michelle Louzada Cardoso e a PGR, homologados no STJ.

De acordo com as investigações, os colaboradores se valeram das organizações sociais (OSs) Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Rio Grande do Sul e do Instituto de Psicologia Clínica e Educacional e Profissional para a gestão do Hospital de Trauma Humberto Lucena, Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba, Hospital Geral de Mamanguape (PB) e Hospital Metropolitano de Santa Rita. No período de 2011 a 2018, foi repassado às instituições mais de R$ 1,1 bilhão proveniente dos cofres públicos paraibanos.

Os colaboradores apontaram o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) como um dos principais integrantes da organização criminosa, que se manteve na gestão do atual chefe do Executivo, João Azevedo (sem partido). Na área da saúde, as irregularidades consistiram no direcionamento de contratos de prestação de serviços, na aquisição de materiais e equipamentos de empresas integrantes do esquema e na indicação de profissionais para trabalhar nas unidades hospitalares.

Com informações do Ministério Público Federal

Decreto de João autoriza Estado a requisitar leitos e equipamentos de hospitais privados

Requisição administrativa será mantida enquanto durar o Estado de Emergência na Paraíba

João Azevêdo assinou o decreto que estabelece as medidas. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) assinou decreto que permite ao Estado requisitar administrativamente equipamentos, estruturas e serviços de interesse do governo. As medidas são para garantir o atendimento à saúde durante a vigência da pandemia do novo coronavírus. A requisição tem como base o inciso 25 do artigo 5º da Constituição Federal.

Na prática, o governo pode requisitar, por exemplo, que os hospitais privados disponibilizem leitos e equipamentos para o atendimento à população atingida pelo novo coronavírus. Da mesma forma, se entender necessário, o governo pode requisitar bens móveis e imóveis para o mesmo fim e até insumos para a produção de máscaras, por exemplo. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) poderão ser requisitados também, para ser destinado aos profissionais de saúde.

O mesmo foi feito nos Estados Unidos em relação à montadora GM, que foi requisitada pelo presidente Donald Trump para fabricar o que o governo quiser. No caso específico, a fabricação de respiradores. A mesma atitude foi tomada também pelo governo da Alemanha em relação à Volkswagen. A Constituição brasileira assegura a indenização ulterior ao proprietário, se houver dano.

O decreto do governador justifica a medida com o argumento de que é necessário a “regulamentação das requisições administrativas de unidades de saúde e leitos, assim como aquelas que envolvam a requisição de equipamentos, insumos, medicamentos e demais produtos de saúde que se façam necessários ao enfrentamento do surto do corona- vírus (COVID-19)…”

O documento diz ainda que “no âmbito do Estado da Paraíba, compete ao Secretário de Estado da Saúde, ou pessoa por ele delegada, requisitar as unidades de saúde e leitos, bem como os bens, móveis e imóveis, ou serviços de pessoas naturais ou jurídicas, para o enfrentamento da pandemia da COVID-19, a exemplo de máscaras cirúrgicas, máscaras de proteção, luvas de procedimento, aventais hospitalares, antissépticos para higienização e quaisquer outros equipamentos e materiais necessários, autorizando o recolhimento desse bens nos almoxarifados do Governo do Estado ou em sedes ou locais de armazena- mento dos fabricantes, distribuidores e varejistas.”

Ficou estabelecido, também, que as forças de segurança do estado poderão ser requisitadas para garantir o cumprimento do decreto. Além disso, foi concedida “isenção do ICMS nas operações ou prestações internas, relativas à aquisição de bens ou serviços requisitados pela Secretaria de Estado da Saúde, conforme Convênio ICMS 73/04 e Decreto Estadual no 37.237, de 14 de fevereiro de 2017”.

Deputados estendem quarentena por mais uma semana na Assembleia

Trabalhos no Legislativo paraibano só devem ser retomados no dia 10 de abril

Trabalho na Assembleia Legislativa ficou suspenso por causa do novo Coronavírus. Foto: Alexandre Kito

O confinamento por causa dos efeitos do novo Coronavírus (Covid-19) será ampliado na Assembleia Legislativa. Um ato editado pela Mesa Diretora da Casa alterou do dia 2 (quinta-feira) para o dia 10 a data de retorno aos trabalhos na Casa. As sessões estão suspensas desde o dia 21, quando foi votado o decreto de Calamidade Pública no Estado.

O ato estabelece que as comissões permanentes da Casa continuem funcionando, por meio do Sistema de Deliberação Remota (SRD). O documento estabelece também que durante o período em que vigorar o ato, as “as atividades administrativas serão desempenhadas sob o regime de teletrabalho, ressalvadas as hipóteses de convocação extraordinária”.

O SRD será usado, também, em casos de sessões ordinárias na Assembleia, caso elas sejam convocadas pelo governador João Azevêdo (Cidadania). O presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), disse que a suspensão dos trabalhos atende aos protocolos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em carta, ex-presidenciáveis pedem a renúncia de Bolsonaro

Representantes de partidos de esquerda classificam de irresponsável o presidente

Ciro Gomes é um dos presidenciáveis que assina a carta contra Bolsonaro. Foto: Roosewelt PinheiroABr

Uma carta assinada por pelo menos três adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2018 pede a renúncia do gestor. O documento, divulgado nesta segunda-feira (30), traz os nomes de Fernando Haddad (PT-SP), Ciro Gomes (PDT-CE) e Guilherme Boulos (PSOL-SP). Eles classificam o presidente de irresponsável e alegam que o gestor “comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos”.

A carta recebe a assinatura, também, da candidata a vice na chapa de Haddad, Manuela Dávila (PCdoB), além do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), do ex-governador do Paraná, Roberto Requião (MDB-PR), do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e dos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, do PSB, Carlos Siqueira, do PDT, Carlos Lupi, do PCB, Edmilson Costa, Juliano Medeiros, do PSOL, e de Luciana Santos, do PCdoB,

O texto afirma que “Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países.”

Confira a carta na íntegra:

O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO

O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.

Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.

Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:

– Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;

– Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;

– Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;

– Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise,
– Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;

– Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.

Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. ​

Falsários se passam pelo prefeito de Cabedelo para pedir dinheiro a empresários

Criminosos usaram foto de Vítor Hugo para fraudar perfil e pedir dinheiro aos empresários

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), denunciou nesta segunda-feira (30) que estão usando o nome dele para pedir dinheiro a empresários. Um perfil falso foi criado no WhatsApp pelos por criminosos. Alguns empresários revelaram ter caído no “conto do vigário” e fizeram transferência do dinheiro para a conta especificada.

Os falsários usaram o momento grave da saúde, com o novo Coronavírus, para dizer que o dinheiro seria para fazer uma Caravana da Saúde nos bairros da cidade. O gestor gravou vídeo para dizer aos empresários do município que a ação é golpe. Ele garantiu que não pede dinheiro a empresário.

O número especificado no perfil do WhatsApp não é o do prefeito.

Veja os prints da conversa dos criminosos:

 

 

MPT destina R$ 5,3 milhões para o combate ao Covid-19

Órgão está destinando R$ 61 milhões para o combate à doença em todo o Brasil

Em todo o Brasil, Ministério Público tem destinado recursos para o combate ao coronavírus. Foto: Divulgação/TRF2

O Ministério Público do Trabalho, na Paraíba, destinou destinou mais de R$ 5,3 milhões para prevenção e combate à Covid-19. Os valores são resultado da atuação da Instituição, indenizações por danos morais coletivos e multas trabalhistas. No país inteiro, o montante chega a R$ 61 milhões para auxiliar Estados e municípios no combate a pandemia do novo Coronavírus.

Para o governo da Paraíba, o órgão destinou aproximadamente R$ 2 milhões. Os recursos serão usados para a aquisição de ventiladores pulmonares (pelo menos 20 unidades) e a outra parte do valor para equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais que estão na linha de frente combatendo a pandemia em hospitais,UTIs e outras unidades de saúde. Além disso, há outra destinação feita pelo MPT ao Fundo Estadual de Saúdeda Paraíba, no valor de R$ 828.275,94.

João Pessoa

O MPT na Paraíba destinou ao Município de João Pessoa um total de R$ 1.200.000,00, “para melhor equipar suas unidades desaúde e garantir condições mais seguras e adequadas para os respectivosprofissionais”, conforme requerimento feito pelo MPT à Justiça do Trabalho da Paraíba. De acordo com requerimento do MPT para liberação dos valores, os recursos serão também para “aquisição de acessórios para equipamentos de ventilação mecânica”, “aquisição de acessórios para uso em oxigenoterapia nas unidades de saúde e que serão utilizados nas salas vermelhas das UPAs, UTIs dos hospitais durante internação do paciente e nas viaturas do Samu quando realizado o transporte/transferência”.

Além disso, os recursos destinados pelo MPT também irão subsidiar aaquisição de “EPIs, material médico-hospitalar, antimicrobianos, broncodilatadores, sedativos, vasodilatadores, antinflamatórios, analgésicos,antieméticos e protetor gástrico necessários ao combate da pandemia de Covid-19”.

HU

O MPT também destinou R$ 863.953,40 para o Hospital Universitário LauroWanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em JoãoPessoa, para aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde da unidade, no combate à pandemia de Covid-19.

Campina Grande

Em Campina Grande, foi destinado pelo MPT aproximadamente R$ 120 mil para a Secretaria Municipal de Saúde, para ações de combate ao novo Coronavírus no município. Os valores serão investidos, por exemplo, na aquisição de óculos de proteção (EPIs); serviço de reparo de máquina de RaioX; aquisição de ar condicionado para ampliação de leitos no Hospital Dom Pedro I (referência para tratar infectados pelo coronavírus) e, ainda, para combater adisseminação de ‘fake news’ sobre a pandemia.

O MPT também destinou R$ 340 mil para o Fundo Municipal de Saúde deCampina Grande, para o combate e a prevenção à Covid-19.

Hospital Universitário da UFCG

O MPT na Paraíba (MPT-PB) também destinou R$ 37 mil para o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de CampinaGrande (UFCG). O valor será utilizado na compra de equipamentos de proteçãoindividual (EPIs) para os seus profissionais, além de itens médico-hospitalares.

Carreata da vergonha: grupo ignora exemplo da Itália e pede fim do confinamento

Carreata de empresários e profissionais liberais ocorre em meio a alertas de risco de “genocídio”

Grupo bolsonarista faz carreata de apoio ao fim do confinamento. Foto: Walter Paparazzo/G1

Meu avô batia na tecla de que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice. A lição é milenar, mas exige dois neurônios para ser compreendida até hoje. As carreatas de empresários, profissionais liberais e motoristas de aplicativo ocorreram em João Pessoa e Campina Grande ao mesmo tempo em que estatísticas do Imperial College London mostram que o Brasil pouparia mais de um milhão de vidas mantendo o isolamento social. O movimento de pessoas que só pensam em si ocorre em todo o Brasil, estimuladas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os protestos seguem a linha do ocorrido em Turim, na Itália, a partir de 27 de fevereiro. Na época, o “#turim não pode parar” ocorria em meio a 12 mortes pelo Covid-19 e contagiou o país. O contágio foi bem além da frase fácil criada na capital econômica do país. Dias depois, toda a Itália, principalmente Turim, deixou de ter espaço para tantos corpos de pessoas vitimadas pela pandemia. Uma lição não aprendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fiador da campanha brasileira. Até um vídeo foi criado com a hashtag #obrasilnaopodeparar.

Uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, neste sábado (28), proibiu a Presidência da República de pagar pela propagação do vídeo. Isso depois de gastos para a sua produção. O fato é que a irresponsabilidade do presidente, baseada em conceitos anticiência e anti-lógica, pode custar muitas vidas de brasileiros. O rol inclui, também, muitos eleitores do gestor. Os cálculos do Imperial College London estimam que 1,15 milhão de brasileiros poderão morrer por causa da propagação do novo Coronavírus se não houver isolamento.

Até para pessoas com pouca massa encefálica é fácil entender que não existe lógica que sustente que erros similares aos da China e da Itália não produzam resultados iguais. Os Estados Unidos seguiu na mesma linha do agora defendida por Jair Bolsonaro e o próprio Donald Trump voltou atrás. Agora ele obriga a GM a fabricar respiradores o quanto antes. O mesmo ocorreu com a Inglaterra, onde Boris Johnson relutou inicialmente. Depois de ele mesmo ser contaminado pelo novo Coronavírus e entrar em isolamento, usou os dados do Imperial College London para justificar o endurecimento do isolamento social no país.

O Brasil deve ultrapassar a marca de 100 mortes neste sábado (28), mas ainda engatinha rumo ao genocídio que veremos nos próximos dois meses. Os exemplos de outros países mostraram que quanto mais tempo se demora para tomar atitute, mais os efeitos são danosos e a solução é demorada. Tivemos uma sorte de ouro, de ver o exemplo dos outros países enfrentando a enfermidade primeiro. Agora jogamos essa vantagem estratégica no lixo. O maior fiador desta aventura macabra tem sido o presidente, cujo mandato não resistirá a 600 mil mortes.

Confira o resultado do cálculo matemático elaborado pelo Imperial College London para os cenários da COVID-19 no Brasil.

Cenário 1- Sem medidas de mitigação:
– População total: 212.559.409
– População infectada: 187.799.806
– Mortes: 1.152.283
– Indivíduos necessitando hospitalização: 6.206.514
– Indivíduos necessitando UTI: 1.527.536

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Cenário 2 – Com distanciamento social de toda a população:
– População infectada: 122.025.818
– Mortes: 627.047
– Indivíduos necessitando hospitalização: 3.496.359
– Indivíduos necessitando UTI: 831.381

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Cenário 3 – Com distanciamento social E REFORÇO do distanciamento dos idosos:
– População infectada: 120.836.850
– Mortes: 529.779
– Indivíduos necessitando hospitalização: 3.222.096
– Indivíduos necessitando UTI: 702.497

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Cenário 4 – Com supressão tardia
– População infectada: 49.599.016
– Mortes: 206.087
– Indivíduos necessitando hospitalização: 1.182.457
– Indivíduos necessitando UTI: 460.361
– Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 460.361
– Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 97.044

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Cenário 5 – Com supressão precoce
– População infectada: 11.457.197
– Mortes: 44.212
– Indivíduos necessitando hospitalização: 250.182
– Indivíduos necessitando UTI: 57.423
– Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 72.398
– Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 15.432

Em resumo, para o Imperial College, no Brasil, a diferença entre ficarem todos em casa (supressão) ou adotar uma estratégia mais branda de mitigação e proteção apenas dos grupos de risco pode ser da ordem de MEIO MILHÃO de vidas.

Operação Calvário: o dinheiro da corrupção, finalmente, começa a ser usado para salvar vidas

Quase R$ 400 mil devolvidos por Livânia Farias agora serão destinados à compra de testes rápidos para o Covid-19

Ricardo Vital deixa claro que dinheiro só poderá ser destinado à compra dos kits. Foto: Divulgação

Qual é o impacto direto da corrupção na vida das pessoas? A resposta não é simples, porque ela não é facilmente aferida. A equação precisa envolver o dinheiro roubado e o benefício que ele deixou de trazer. Vemos agora, em decisões judiciais, um pouco do destino que esses recursos desviados poderiam ter tido. O que escorreu pelo ralo poderia estar sendo usado para salvar vidas.

Nesta semana, um dos acusados na operação Calvário propôs, a título de reparação pelos crimes cometidos, doar 15 respiradores para hospitais paraibanos. Foi aceito. Nesta sexta-feira (27), o desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça, acatou pedido do Ministério Público da Paraíba para que R$ 399 mil devolvidos pela ex-secretária Livânia Farias (Administração) fossem doados ao Hospital Universitário.

O pedido formulado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, vai servir para a compra de 2.660 testes de antígeno por imunofluorescência ECO-F para Colvid-19, em 133 kits. Lembrado que Livânia Farias é ré confessa dos crimes apontados pelo Ministério Público. Ela devolveu o dinheiro, depositado numa conta judicial. Mas tem muito recurso a ser reavido.

A operação Calvário investiga a existência de uma suposta organização criminosa que teria atuado nas gestões socialistas na Paraíba. A prática teria ocorrido desde o segundo mandato do ex-governador Ricardo Coutinho, quando prefeito da capital e se propagado no governo. As investigações apontam suposto desvio de R$ 134,2 milhões neste período.

Ricardo Vital

O relator enfatizou que a quantia deverá ser utilizada, única e exclusivamente, para a aquisição dos materiais indicados, sob pena de responsabilidade criminal, administrativa e civil do gestor e gestores. Disse, também, que os materiais poderão ser doados pelo HULW a qualquer outro hospital público do Estado da Paraíba vinculado ao SUS, desde que para o enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19).

Na decisão, Ricardo Vital estabeleceu o prazo de 60 dias para que a responsável por gerir o HU, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), comprove nos autos a regularidade do uso do recurso.

“Diante do contexto da pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), que ensejou na declaração de Calamidade Pública em níveis nacional e estadual, entendo haver suficiente respaldo para o atendimento da solicitação deduzida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, no sentido de obter recursos para a aquisição, no âmbito do Hospital Universitário Lauro Wanderley, do qual é gestora, de insumos médico-hospitalares-laboratoriais, envolvidos nas ações de diagnóstico, cura e combate ao Covid-19, especialmente no tratamento de crianças e adolescentes”, ressaltou Ricardo Vital.