Vereador de Areia revela que o filho foi funcionário fantasma da prefeitura

Presidente da Câmara da cidade diz que vai usar vídeo e outras provas para denunciar colega na Justiça

Edvaldo Vigilante conta que filho ganhou sem trabalhar. Foto: Reprodução

O vereador Edvaldo Vigilante, da Câmara Municipal de Areia, teve um ataca de sinceridade nesta quinta-feira (8). Com muita naturalidade, durante assessão deliberativa da Casa, ele admitiu que o filho atuou como funcionário fantasma da Secretaria de Esportes do Município. O parlamentar mirim alegou que o filho foi convocado para trabalhar, passou a receber salário, mas nunca compareceu à secretaria para dar expediente.

“Eu disse que estava errado”, ressaltou o vereador. Uma pesquisa feita por dirigentes da Câmara no Sagres, do Tribunal de Contas, mostrou que o período de salários sem trabalho durou quatro meses. O presidente da Câmara, Neto da Ceral, inclusive, informou que vai levar o caso para o Ministério Público. Ele alega que houve confissão de ilegalidade por parte de Edvaldo Vigilante.

“Estou coletando todas as provas e vou procurar o Ministério Público para relatar este caso”, disse. O blog tentou contato com o vereador Edvaldo Vigilante, mas ele não atendeu  e nem retornou as ligações.

TRT anula condenação da Arquidiocese da Paraíba por exploração sexual

Igreja tinha sido condenada a pagar uma multa de R$ 12 milhões.

Arquidiocese da Paraíba recorreu da decisão de primeira instância no ano passado. Foto: Alberi Pontes

A decisão que condenou a Arquiocese da Paraíba a um pagamento de R$ 12 milhões por exploração sexual foi anulada na quinta-feira (7) pelo Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba. Os desembargadores entenderam que não há provas suficientes no processo e anularam a multa. A informação foi divulgada pela TV Cabo Branco.

A condenação contra a Arquidiocese em primeira instância foi divulgada em uma reportagem exclusiva do Fantástico, em janeiro. A ação civil pública foi movida pelo procurador Eduardo Varandas, do Ministério Público do Trabalho (MPT), e dava conta que um grupo de sacerdotes pagava por sexo a flanelinhas e coroinhas. As denúncias de pedofilia e exploração sexual envolvendo integrantes da Igreja Católica na Paraíba, inclusive o arcebispo emérito da Paraíba Dom Aldo Pagotto, tiveram início em 2015, através de reportagem exclusiva do JORNAL DA PARAÍBA.

O julgamento do TRT, na quinta-feira, foi de um recurso movido pela Arquidiocese da Paraíba. A sessão começou no período da tarde e acabou por volta das 20h, com o entendimento de que as provas não eram suficientes e a decisão inicial deveria ser anulada. A Procuradoria do Trabalho disse que vai recorrer contra a decisão da corte.

Relembre o caso

Uma carta escrita por uma frequentadora da igreja foi o principal ponto de embasamento da investigação da Justiça do Trabalho. A autora ouviu comentários estranhos sobre algo que estava acontecendo na Igreja Católica e, a partir daí, fez uma denúncia por carta, para ficar dentro da igreja. Mas, ela acabou sendo externada e tomando outra proporção.

“Eu fiquei incomodada diante de tantas coisas aí eu me incomodei muito por ser católica. Não aguentei mais diante de tanta coisa e eu terminei tendo essa vontade de fazer tudo isso”, disse a mulher, que na reportagem do Fantástico preferiu não se identificar. Ela era amiga de jovens homossexuais e por diversas vezes flagrou conversas deles com padres.

“ O que foi apurado, o que foi denunciado na imprensa, apurado pelo Ministério Público do Trabalho, foi de que havia inserido dentro da sistemática católica um grupo de sacerdotes de forma habitual que pagavam por sexo a flanelinhas, a coroinhas e também a seminaristas”, explicou Varandas na reportagem do Fantástico.

“O ato é gravíssimo. São adolescentes que acreditaram naquela instituição a representação de Deus”, ressaltou na épocaTodos os sacerdotes citados negam a acusação. Eles foram afastados das paróquias que atuavam por decisão da Arquidiocese da Paraíba.

Do Jornal da Paraíba

Após farra de vereadores em Santa Rita, João endurece regras para diárias no Estado

Decreto diz que diárias terão que ser autorizadas pelo chefe de gabinete do governador

João Azevêdo fez publicação de decreto no Diário Oficial. Foto: Francisco França/Secom-PB

O governador João Azevêdo (PSB) decidiu endurecer as regras para a concessão de diárias civis. A decisão acontece na mesma semana em que vereadores de Santa Rita foram presos por suposta farra das diárias. Eles teriam simulado participação em evento, em Gramado (RS), com o único objetivo de fazer turismo. No âmbito do Estado, a concessão de diárias deverá ser autorizada, a partir de agora, pela Chefia de Gabinete do governador.

O artigo primeiro do decreto diz que a “concessão de diárias e passagens, para fins de participação de servidor ou titular de órgão ou entidade da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo, em qualquer evento fora do Estado, ficará condicionada à prévia aprovação do Chefe de Gabinete do Governador”.

Há a determinação, também, para que as solicitações para autorização de diárias e passagens sejam encaminhadas até cinco dias úteis antes, para que sejam analisadas. A necessidade de autorização é suspensa nos casos de demanda judicial, transferências de presos e operações policiais de caráter sigiloso.

 

Vereadores ‘turistas’ são soltos, mas estão impedidos de receber diárias

Magistrada que conduziu as audiências determinou a apreensão de computadores da Câmara

Anésio Miranda é presidente da Câmara e recebeu R$ 9 mil em diárias. Foto: divulgação/Câmara de Santa Rita

Os onze vereadores de Santa Rita e ainda o contador da Câmara Municipal foram soltos na madrugada desta quinta-feira (7). Eles foram detidos na madrugada desta quarta ao voltarem da cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, para onde teriam ido com o objetivo de participar de um evento voltado para a capacitação de parlamentares. Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), no entanto, mostraram que o evento era de fachada e que os parlamentares teriam viajado para fazer turismo.

Eles foram ouvidos pela juíza Maria dos Remédios durante quase oito horas no Fórum de Santa Rita. A magistrada entendeu que houve legalidade nas prisões em flagrante, porém, não havia plausibilidade para mantê-las. Os suspeitos foram ouvidos individualmente e cada uma das audiências durou entre 20 e 40 minutos. Remédios também decidiu, a título de medidas cautelares, que os vereadores ficam impedidos de viajar para eventos e também de receberem diárias. Não houve impedimento sobre o retorno aos cargos. Ao todo, eles torraram R$ 1,3 milhão com a rubrica desde o início da legislatura, em 2017.

A magistrada determinou, também, buscas na Câmara Municipal para recolher computadores e documentos, que serão periciados. De acordo com dados do portal de transparência da Câmara Municipal, só com a viagem a Gramado, os vereadores receberam R$ 69 mil, além da diária paga ao contador da Câmara, que viajou com os vereadores.

Veja a lista dos vereadores

1 – Anesio Alves de Miranda Filho
2 – Brunno Inocencio da Nóbrega Silva
3 – Carlos Antônio da Silva
4 – Francisco de Medeiros Silva
5 – Diocélio Ribeiro de Sousa
6 – Francisco Morais de Queiroga
7 – João Evangelista da Silva
8 – Ivonete Virgínio de Barros
9 – Marcos Farias de França
10 – Sérgio Roberto do Nascimento
11 – Roseli Diniz da Silva

Confira os gastos com diárias ano a ano na Câmara de Santa Rita

2017……………………..R$ 316.711,88

2018……………………..R$ 425.798,00

2019……………………..R$ 585.492,24

O evento tinha previsão de ocorrer entre os dias 31 de outubro e 4 deste mês, no Laje de Pedra Hotel Resort, em Gramado. O evento ocorreria no mesmo período do Natal Luz, no principal roteiro turístico do Rio Grande do Sul, que ocorre neste ano entre os dias 24 de outubro de 2019 e 12 de janeiro de 2020. A pedido do Gaeco da Paraíba, membros do Ministério Público do Rio Grande do Sul acompanharam o roteiro dos vereadores paraibanos.

Hotel onde os vereadores se hospedaram para participar de evento que o MP diz ser forjado. Foto: Divulgação

A primeira surpresa deles foi a de que no local indicado pelo folder como endereço do evento, não havia qualquer programação. Depois de uma varredura em pelo menos 30 hotéis, se descobriu que o suposto evento ocorreria no Hotel Villa do Aconchego, em Gramado/RS. E sabe o curioso? O “grandioso” evento promovido pelo Instituto de Capacitação de Agentes Públicos (Icap) contava com a participação apenas dos vereadores paraibanos. Havia uma única exceção, um vereador de Lagarto, em Sergipe.

O Ministério Público, durante a investigação, constatou que as “palestras” ocorreram em dias específicos, por poucas horas, e o resto do tempo era preenchido com passeios pelas cidades de Gramado e Canela. Praticamente todos os vereadores levaram acompanhantes para o “evento”. A palestrante única era Joeli Cruz (SE), que é servidora da Câmara Municipal de Barra dos Coqueiros/SE. A empresa de palestras, vale ressaltar, embolsou R$ 58.200,00 da Câmara de Santa Rita só neste ano. Em 2018, foram mais R$ 49.200,00.

Diário Oficial confirma Antônio Vieira para conselheiro do Tribunal de Contas

Indicado pelo governador João Azevêdo foi aprovado pela Assembleia Legislativa nesta quarta

Novo conselheiro do Tribunal de Contas deve nome aprovado pelos deputados em sabatina e no plenário. Foto: Divulgação/ALPB

O servidor de carreira Antônio Gomes Vieira Filho vai assumir o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). O nome dele foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Ele vai ocupar o espaço vago após o falecimento do conselheiro Antônio Costa. Vieira foi indicado pelo governador João Azevêdo e aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do órgão.

O novo conselheiro vai completar o colegiado, que é formado por sete integrantes. Vieira foi confrontado, durante a sabatina, por perguntas que seguiram na linha da busca de menor punibilidade para os prefeitos e, também, sobre as contratações de assessorias jurídicas pelos municípios. Os questionamentos foram apresentados pelo presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), e o líder do governo, Ricardo Barbosa (PSB), respectivamente.

“O Tribunal precisa ser um órgão que atue muito mais na prevenção de possíveis desvios do que de punição. Quando não houver mais desvios, nem devolução de recursos pelos gestores, será o sinal que o TCE está desempenhando muito bem o seu trabalho”, pontuou Galdino.

Também durante a sabatina, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Pollyanna Dutra (PSB), elogiou o equilíbrio nas respostas do conselheiro. “Ser sabatinado numa Casa tão plural como esta não é tão fácil, e de forma tambem plural e unânime a Comissão entendeu pela aprovação do auditor como conselheiro do TCE-PB”, afirmou a presidente.

É lei: hospitais terão 30 dias para providenciar exames de pacientes com câncer

Projeto de Wilson Filho teve veto derrubado por unanimidade em votação na Assembleia

Wilson Filho fez a defesa da derrubada do veto na Assembleia Legislativa. Foto: Divulgação/ALPB

Os pacientes acometidos de câncer, na Paraíba, poderão cobrar dos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a realização de exames. E o melhor, eles deverão ser providenciados em um período máximo de 30 dias. A matéria teve o veto do Executivo derrubado por unanimidade em sessão realizada nesta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa. O autor da proposta foi o deputado Wilson Filho (PTB).

Pelo texto, é estabelecido prazo de 30 dias para “realização de exames clínicos, laboratoriais e complementares por pacientes já diagnosticados com neoplasia maligna nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS)”. O tema foi colocado em votação com a orientação do líder do governo, Ricardo Barbosa (PSB), pelo voto contrário da bancada. Ele, no entanto, acabou voltando atrás após ouvir relatos de colegas sobre parentes e amigos que enfrentaram a doença.

Jeová Campos (PSB) lembrou que um amigo dele descobriu uma neoplasia grave e do diagnóstico até a conclusão dos exames já havia ocorrido metástase. Ricardo Barbosa lembrou que ele mesmo teve câncer de próstata. Houve ainda discursos de Júnior Araújo (Avante) e Cabo Gilberto (PSL). Ambos criticaram o veto ao projeto. Um ponto lembrado é que neste mês ocorre a campanha “Novembro Azul”, destinada a estimular os exames preventivos por parte dos homens.

Depois do embate, com voto unânime, o veto do governador João Azevêdo (PSB) ao projeto foi derrubado. O autor do projeto, Wilson Filho (PTB), usou a tribuna para defender o projeto, mas nem precisou  gastar muito argumento. Ele aproveitou o tempo concedido pela Mesa para defender que haja rapidez nos exames, para que as chances de cura sejam maiores.

“A Saúde Pública precisa dar resposta rápida para quem sofre com o câncer. Quem conhece esta enfermidade e teve a infelicidade de ter sofrido ou acompanhado o sofrimento de algum ente querido sabe da importância do fator tempo na busca pela cura. Quanto mais cedo se tem os diagnósticos corretos, mais chances de sobrevivência têm os pacientes”, comemorou.

Os deputados seguiram os pareceres da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Saúde, que recomendaram a rejeição do veto motivado pela equipe do Executivo julgar a matéria inconstitucional e contrária ao interesse público.

“Eu respeito os argumentos da equipe do governo, porém discordo. É notória a importância deste projeto de lei pelos argumentos que já mencionei. Portanto, o interesse público é o fator que foi mais levado em consideração na idealização do projeto. De acordo com estimativa do INCA para este ano, cerca de 5 mil pessoas receberão o diagnóstico do câncer. É uma parcela importante da sociedade que será diretamente beneficiada”, explicou.

Projeto de Lei

O PL estabelece o prazo máximo de 30 para a realização de exames em pessoas com câncer na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado da Paraíba e estabelece o próprio cidadão como fiscalizador deste cumprimento, podendo o mesmo acionar a Defensoria Pública do Estado para ingressar com um mandado de segurança ou outros mecanismos jurídicos para garantir-lhe o seu direito

 

Assembleia promulga regulamentação dos transportes alternativos

Lei de autoria da deputada Pollyanna Dutra alterou texto aprovado em 2014

Motoristas de transporte alternativo fazem comemoração: Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa promulgou nesta quarta-feira (6) projeto de lei que disciplina o transporte complementar de passageiros. A proposta da deputada Pollyanna Dutra (PSB) alterou projeto de lei de 2014. O projeto de autoria da parlamentar dá aos motoristas a possibilidade de regulamentação para atuação em todo o Estado.

Após a sessão desta quarta, Pollyanna falou da persistência dos motoristas, que há anos lutam pelo benefício. “Tivemos uma reunião com a categoria em Pombal, onde reunimos motoristas de todo o Sertão, no início do semestre. Ouvimos as suas demandas e, então, realizamos uma audiência pública na Casa de Epitácio Pessoa para definir os pontos que precisavam ser trabalhados. A partir daí, produzimos, em conjunto com a categoria, o Projeto de Lei nº 976/2019, que modifica uma lei já existente, mas que impedia os motoristas de regulamentarem. Agora, aqui na Casa, o presidente Adriano Galdino abraçou essa causa e alcançamos, juntos, essa vitória, que é de milhares de famílias paraibanas, que dependem dessa modalidade de trabalho para o seu sustento”, comentou.

Conforme a deputada, a categoria tem fundamental importância para as famílias do estado, sobretudo do Sertão, motivo pelo qual ela abraçou esta causa. “Essa é uma categoria que auxilia a saúde, pois traz pacientes de todo o estado para tratamentos em hospitais de Campina e João Pessoa; eles são importantes para a educação, pois muitos estudantes dependem desse transporte; sem falar na economia. Foi pensando nisso que discutimos amplamente essa matéria com a categoria, na CCJ e nas comissões de mérito. Essa nossa proposta regulamenta alguns artigos de uma lei já existente para garantir ainda mais incentivos para a categoria, que será fiscalizada pelo DER e que, agora, tem a possibilidade de se regulamentar e trabalhar honestamente para sustentar o seu lar”, comentou.

O projeto foi aprovado por unanimidade na Casa de Epitácio Pessoa durante a 48ª Sessão Ordinária, realizada no último dia 2 de outubro, e voltou para a Casa de Epitácio Pessoa, onde foi promulgada nesta quarta-feira (6).

Sobre as alterações

O projeto da deputada Pollyanna Dutra alterou os artigos 2º, 3º e 4º da lei 10.340/2014. Dentre as modificações está a definição do o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) como o órgão responsável pela fiscalização e garantia das condições mínimas de funcionamento dos veículos usados para o Sistema de Transporte Público Complementar (STPC). Outra alteração diz respeito à permissão para a exploração dos serviços, que passará a ser de 10 anos, prorrogável por igual e sucessivo período. O projeto ainda definiu o ajuste da quantidade mínima de passageiros para regularização, passando de 15 para 7 passageiros.Com informações da prefeitura.

Com informações da Assessoria de Imprensa

Saída de Bosco Carneiro acende luz de alerta na base governista de João Azevêdo

Deputado entregou cargos indicados no governo e diz que adotará postura de independência

João Bosco Carneiro é o responsável pela lei sancionada pelo governador: Foto: Roberto Guedes/ALPB

O deputado estadual Bosco Carneiro (PPS) enviou correspondência ao governador João Azevêdo (PSB). Em breve comunicado, diz que está entregando todos os cargos indicados por ele para a administração estadual. O parlamentar disse, após tornar pública a saída da base, que vai assumir postura de independência na Casa. Ao ser questionado, diz que vai votar com o governo sempre que entender que a matéria atende aos interesses do eleitor dele.

A pessoas próximas, Carneiro demonstra desconforto com as indicações de cargos no governo. Desde o início da atual legislatura que os deputados tentam emplacar aliados na gestão e não conseguem. Eles alegam que os espaços foram dominados, principalmente, pelas deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra. Elas negam. “Foi uma decisão pessoal. Não creio que outros parlamentares pensam em fazer o mesmo”, disse o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB).

Reprodução

O governador João Azevêdo decidiu fazer reunião de emergência com a base aliada. Mandou chamar pelo menos dez deputados para encontro na Granja Santana, nesta quinta-feira (6). De acordo com informações de bastidores, ele vai ouvir um parlamentar de cada vez. Há quem diga que serão ouvidas as demandas dos deputados. Cada um deles deverá falar sobre as questões pessoais. Ao todo, 24 deputados compõem a base governista.

Com a saída de Bosco Carneiro, esse número sofre uma baixa. O parlamentar integra o bloco conhecido por G11, que congrega parlamentares governistas que, por vezes, votam contra os projetos do governo estadual. A preocupação do governo é que a decisão do deputado contamine outros aliados.

Não há sentido para a existência de tantos municípios na Paraíba

PEC remetida pelo presidente Jair Bolsonaro propõe anexação de cidades com menos de 5 mil habitantes

Jair Bolsonaro apresentou três PECs no Congresso nesta semana. Foto: Reprodução

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a incorporação das cidades com menos de 5 mil habitantes por municípios vizinhos tem dado o que falar. O presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho (PSB), criticou a proposta. Ela acha que não deveriam ser criados novos, mas os atuais deveriam ser mantidos. O tema é polêmico, mas, convenhamos, não existe espaço para tantos municípios.

No Brasil interio são mais de mil cidades nesta situação. Elas têm menos de 5 mil habitantes e não conseguem arrecadar, com impostos municipais, 10% do que gastam. A Paraíba tem, hoje, 223 municípios. Deles, 67 têm menos de 5 mil habitantes. Nenhum destes, pode-se dizer com segurança, tem arrecadação própria. No final das contas, servem como cartórios para administrar repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O problema é o custo destes “cartórios”.

A menor cidade da Paraíba é Parari, no Sertão. Ela tem 1.786 habitantes. O município tem um prefeito com salário de R$ 13 mil, um vice com R$ 6,5 mil. Os vereadores custam R$ 34 mil todos os meses. São oito com salários de R$ 3,5 mil e um, o presidente, com R$ 6,5 mil. Contando outros cinco funcionários da Câmara e se colocar os secretários municipais, teremos um gasto anual bem próximo de R$ 1 milhão só com salários. Isso sem falar nos outros penduricalhos e atuação de aspones. Não há como custear isso.

A proposta em tramitação no Congresso prevê que estes municípios sejam incorporados por vizinhos maiores, a partir de 2026. Certamente isso não vai acontecer, já que haverá pressão grande sobre deputados federais e senadores. Agora, convenhamos, algo precisa ser feito.

Veja a lista

Catingueira 4 929
Nova Palmeira 4 840
Baraúna 4 831
Caturité 4 807
Monte Horebe 4 789
Congo 4 785
Lagoa 4 679
São José de Espinharas 4 665
Santa Terezinha 4 585
Matinhas 4 516
Riachão do Bacamarte 4 500
São Bentinho 4 492
Riachão do Poço 4 477
São João do Tigre 4 430
São João do Cariri 4 313
Logradouro 4 294
Poço de José de Moura 4 276
Prata 4 141
Caraúbas 4 140
São José do Sabugi 4 134
Mãe d’Água 4 020
Salgadinho 3 919
Olivedos 3 912
São José de Princesa 3 908
Assunção 3 870
Pedra Branca 3 800
Poço Dantas 3 777
Vista Serrana 3 773
Cacimba de Areia 3 729
São José dos Cordeiros 3 723
Duas Estradas 3 610
Santa Inês 3 597
Riachão 3 564
São José do Bonfim 3 526
Sossêgo 3 516
Emas 3 505
São Sebastião do Umbuzeiro 3 466
Gurjão 3 403
Bernardino Batista 3 393
São Francisco 3 371
Cajazeirinhas 3 181
Serra da Raiz 3 141
Serra Grande 3 089
São Domingos 3 087
Tenório 3 035
Ouro Velho 3 033
Frei Martinho 2 990
Mato Grosso 2 889
Várzea 2 779
Lastro 2 749
Joca Claudino 2 685
Carrapateira 2 631
São Domingos do Cariri 2 581
Bom Jesus 2 547
Santo André 2 532
Curral Velho 2 521
Algodão de Jandaíra 2 488
Passagem 2 402
Amparo 2 227
Zabelê 2 225
Areia de Baraúnas 2 140
Riacho de Santo Antônio 1 951
Quixaba 1 929
Coxixola 1 907
São José do Brejo do Cruz 1 791
Parari

Investigado na Lava Jato, Vitalzinho nega ter sido alvo de mandados

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de emedebistas

Ministro Vital do Rêgo pede aprovação das contas do presidente com ressalvas (Arquivo/Agência Brasil)

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, foi convocado para prestar depoimento na Polícia Federal. Ele foi um dos alvos de operação autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em vários endereços. Apesar das informações iniciais, o ministro, por meio da assessoria, reconheceu apenas a intimação. O processo está em sigilo.

A operação se refere a inquérito aberto em maio do ano passado para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. A ação da PF mira supostos operadores do repasse. Fatos foram relatados na delação premiada fechada em 2017.

“A respeito de notícia que veicula suposta “operação” tendo como um dos “alvos” o Ministro do TCU, a defesa esclarece que não houve, como se chegou a mencionar, mandados de busca ou apreensão. Houve, isto sim, uma solicitação para depoimento, o que não configura nenhuma medida extravagante ou derivada do que alguns setores costumam chamar de “operação”, apenas para impressionar a opinião pública. O Ministro é o maior interessado em esclarecer os fatos e, portanto, atenderá a solitciação do depoimento, colaborando com a justiça, como sempre tem feito”, disse, por meio de nota, a assessoria do ministro.

Além de Vital do Rêgo, são alvos da investigação os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL). Ambos foram intimados para depor sobre os fatos apurados na operação. Vitalzinho ocupou o cargo de senador até 2015, quando foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para ocupar o cargo de ministro do TCU.