Comissão Especial aprova PEC da Zona Franca do Semiárido na Câmara

Depois de três anos de tramitação, a Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Zona Franca do Semiárido aprovou o projeto tal qual a sua concepção. Com isso, o autor da proposta, o deputado federal Wilson Filho (PTB) espera que ela seja colocada na pauta de votações do Legislativo antes do recesso. O tema será apresentado na reunião do colegiado de líderes, na próxima terça-feira (8). “Tenho o compromisso do presidente da Câmara (Eduardo Cunha) de que a PEC vai a plenário ainda neste ano”, disse o parlamentar paraibano.

A Zona Franca do Semiárido, caso seja aprovada, vai funcionar nos moldes da de Manaus, oferecendo isenção de impostos para as empresas que decidirem investir na região. O polo central da Zona Franca será Cajazeiras, na Paraíba, de onde será traçado um raio imaginário que incluirá os municípios beneficiados. Wilson Filho lembra que medida semelhante na Zona Franca de Manaus resultou na criação de 100 mil empregos. A proposta abre nova perspectiva para uma região do Estado castigada pelas secas.

A Zona Franca do Semiárido incluirá, por exemplo, as cidades de Sousa e Pombal, na Paraíba, além de Juazeiro do Norte, no Ceará. Antes de ver a sua proposta aprovada na Comissão Especial, o deputado Wilson Filho precisou travar alguns embates com os colegas. Uma das emendas apresentadas previa a criação de 10 zonas francas, sendo uma cidade em cada estado do Nordeste, mais Minas Gerais, por causa do vale do Jequitinhonha. A proposta de que a medida seja votada neste ano existe, mas é pouco provável com o presidente da Casa ainda lutando para fugir da cassação.

A inocência vista por três paraibanos da tropa de choque de Eduardo Cunha

Não vou negar. Assistir à sessão da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (1), não foi das missões mais agradáveis. Principalmente para se ver três deputados da bancada paraibana se esmerarem em argumentos ou articulações para salvar a pele do deputado federal e presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É difícil saber que inocência foi enxergada por Hugo Motta (PMDB), Manoel Júnior (PMDB) e Wellington Roberto (PR).

Os três mexeram os seus pauzinhos para evitar que fosse votado já nesta terça o parecer do relator Fausto Pinato (PRB-SP) que defende a continuidade do processo de cassação do deputado por ter mentido a respeito dos dólares na Suíça. E os três deputados paraibanos, muito ligados a Cunha, fizeram o dever de casa nos artifícios para protelar a sessão e, vejam só, alegar falta de culpa de um parlamentar capaz de vender a mãe para se manter no cargo.

Foto: Antonio Araújo / Câmara dos Deputados

Foto: Antonio Araújo / Câmara dos Deputados

O deputado Hugo Motta (PMDB-PE), próximo do presidente da Câmara, sustentou que a deputada Eliziane Gama (REDE-MA) não poderia votar porque foi eleita para o colegiado por indicação do bloco do PSDB-PPS-PSB, quando estava filiada ao PPS. Uma manobra puramente protelatória, que acabou recusada pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA). O parlamentar quer que a votação ocorra antes do recesso.

Mas o gesto de Hugo Motta foi só desjejum. A créme de la créme foi ver os discursos de Manoel Júnior e Wellinton Roberto sobre e a “inconsistência” das acusações contra Cunha. Em dado momento, parecia falarem de Madre Tereza de Calcutá. Nem de longe parecia referência ao indiciado na Operação Lava-Jato, por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, nem o deputado que mentiu sobre os dólares no exterior. E tudo documentado.

Manoel Júnior é acusado de integrar a tropa de choque de Eduardo Cunha e também articular situações para protelar a sua cassação. Nesta terça-feira assegurou que Cunha não mentiu na CPI da Petrobras. Disse que o Ministério Público não conseguiu provar que o dinheiro é do Petrolão. Um discurso que, certamente, será usado contra ele nas eleições do ano que vem, porque se tem uma denúncia documentada contra alguém, esse alguém é Cunha.

Não há dúvidas de que os três deputados do baixo clero da casa vão pagar um preço político pela articulação para salvar a pele de Cunha. E esse dia, para quem vai concorrer eleições no ano que vem, no caso de Manoel Júnior, não demora a chegar.

A (im)paciência de Jó do deputado estadual Ricardo Barbosa

A reunião comandada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), para conter os ânimos entre governistas e oposição na Casa, pelo jeito, não surtiu qualquer efeito prático. Na sessão desta terça-feira (1º), mesmo se comparando ao profeta Jó, com sua paciência bíblica, o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) acusou os opositores, entre outras coisas, de serem afeitos a “inércia”, “cochilos” e até de viverem “desnorteados”. O extremo oposto do que estava no script, definido horas atrás.

Foto: Juliana Santos/ALPB

Foto: Juliana Santos/ALPB

Durante o café da manhã, promovido por Adriano Galdino, o pedido foi para que os ânimos fossem contidos na Casa. Nada de relembrar a sessão passada, na última quinta-feira, quando Tovar Correia Lima chamou Barbosa de estabanado, ardil e sorrateiro, gerando um bate-boca sem tamanho na Casa. Na oportunidade, os dois quase trocaram tapas. O motivo foi a votação de um requerimento de indicação para que o governo do Estado mande à Casa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sugerindo a criação de um Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A oposição, é bom lembrar, é contra a proposta.

Logo depois do encontro, Galdino comemorou o que seria a paz selada entre os deputados. “Praticamente todos estiveram presentes no café da manhã”, contou, assegurando que tinha acabado a “rinha de galos” na Casa, em referência às últimas discussões. A trégua, no entanto, durou apenas até o início da sessão, nesta terça-feira. Ricardo Barbosa tomou a palavra no pequeno expediente, quando teria direito a falar por dois minutos e, pedindo a colaboração dos colegas, falou por 16. No meio disso, destilou muita mágoa, fez acusações à oposição, mas garantiu ter encerrado o assunto.

Mas até quando…

Galdino promove café da manhã para conter “rinha de galo” na Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, vai oferecer um café da manhã nesta terça-feira (1°) para pedir os deputados que usem o bom senso na audiência pública da tarde para discutir a criação do Tribunal de Contas do Estado. Para ele, o plenário e as salas de reuniões não podem ser transformados em “rinha de galo” com xingamentos e ataques pessoais.

Foto: Francisco França

Foto: Francisco França

Na semana passada, o tema provocou uma intensa discussão entre os deputados Ricardo Barbosa (PSB) e Tovar Correia Lima (PSDB) sobre o tema, sendo a sessão suspensa. “Eu estou confiante de que o bom senso vai prevalecer. É natural que haja divergências, mas o que não se pode é permitir é que as divergências e discordâncias passem para o campo pessoal”, assinalou Galdino. A audiência pública ocorrerá hoje, às 15, no Plenário José Mariz. O convite para a audiência pública frisa a presença de “autoridades da área de contas, como forma de subsidiar o debate técnico que orbita a matéria.

Para Adriano Galdino, a implantação do TCM não vai gerar novas despesas aos cofres públicos. “A criação do Tribunal de Contas do Município não representa novos custos, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado já utiliza o percentual de 0,4% destinados constitucionalmente ao TCM. É bom que se diga também que teremos um ganho muito grande em termos de qualidade de serviço. O TCM será um órgão que terá preocupação com a prevenção e com o acompanhamento das gestões públicas municipais”, detalhou o presidente da ALPB.

Por Josusmar Barbosa, do Jornal da Paraíba

Eleições de 2016 vão ocorrer por meio de urnas de lona e cédulas de papel

As eleições do ano que vem serão realizadas por meio de cédula de papel e urna de lona, caso seja mantido o corte de R$ 1,74 bilhão imposto ao Judiciário no Orçamento Geral da União (OGU) de 2016. A proposta está tramitando no Congresso Nacional e os cortes estão ocorrendo para atender ao contingenciamento determinado pela presidente Dilma Rousseff (PT). A confirmação foi feita por meio de portaria publicada na edição desta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União.

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O documento é assinado pela cúpula da Justiça, incluindo os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ricardo Lewandowski; do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio José de Barros Levenhagen. Caso a medida seja colocada em prática, a votação por meio de urna eletrônicas será suspensa nos 223 municípios paraibanos.

A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba confirmou a informação, mas tem adotado cautela na hora de se posicionar sobre o assunto. Segundo o órgão, o TSE é quem vai dar todos os detalhes em momento oportuno. Enquanto isso, vale as regras anteriores, inclusive para a ampliação do cadastramento biométrico. O órgão realizou eleições com uso da biometria em 19 cidades na eleição passada e a meta para o ano que vem é atingir dois terços de um eleitorado de 2,83 milhões de pessoas.

Para isso, o cadastramento está ocorrendo atualmente em 98 cidades paraibanas e foram atendidos pelo menos metade dos eleitores previstos na meta. O objetivo, de acordo com o TRE da Paraíba, é levar a biometria a todos os municípios paraibanos até 2018. As urnas eletrônicas já são usadas em todos os municípios do Estado desde a década passada. Na prática, a volta das urnas de lona vão fazer com que as eleições voltem ao padrão de 25 anos atrás, quando as contabilização dos votos levavam dias e até semanas para serem contabilizadas.

A portaria publicada no Diário Oficial desta segunda-feira trás três artigos. O primeiro torna “indisponíveis para empenho e movimentação financeira” o total de R$ 1,7 bilhão para STF (R$ 53,2 milhões), STJ (R$ 73,3 milhões), Justiça Federal (R$ 555 milhões), Justiça Militar da União (R$ 14,9 milhões), Justiça Eleitoral (R$ 428,9 milhões), Justiça do Trabalho (R$ 423 milhões), Justiça do Distrito Federal (R$ 63 milhões) e Conselho Nacional de Justiça (R$ 131 milhões).

O segundo artigo diz que “o contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico” e o terceiro determina que as normas entram em vigor a partir da sua publicação.

Cássio ignora insinuações de Eduardo Cunha a respeito do BTG Pactual

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vai divulgar nota nesta segunda-feira (30) sobre as declarações feitas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tenta se livrar da acusação de ter recebido R$ 45 milhões do banqueiro André Esteves por uma emenda à Medida Provisória 608/2013. A MP trata de créditos que permitem aos bancos reduzirem tributação. A emenda de Cunha tratava dos créditos tributários em processo de falência, como o Bamerindus, comprado pelo banqueiro André Esteves, preso na semana passada na operação Lava-Jato.

As acusações contra Cunha surgiram após a divulgação de um documento escrito à mão e que estava em poder do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira. Ambos, junto com o banqueiro, foram presos na semana passada na última fase da operação Lava-Jato. Eduardo Cunha, para se livrar de mais uma acusação, colocou no Facebook texto dizendo que não tinha nada a ver com a acusação e que o relator da proposta foi Cássio Cunha Lima.

Por meio de sua assessoria, o senador tratou de dizer que não há nada contra ele, nenhuma investigação em curso. Sua assessoria lembra ainda que mesmo na nota divulgada por Cunha nas redes sociais, ele se prende a fato, sem insinuações. Cássio Cunha Lima foi o relator da matéria no Senado, mas nada além disso.

Confira o texto publicado por Eduardo Cunha domingo:

Boa noite a todos
Quero desmentir com veemência o que está saindo nos jornais online acerca de uma anotação de assessor do senador Delcidio do Amaral (PT-MS).
É um verdadeiro absurdo e parece até armação aparecer uma anotação com uma pessoa que não conheço citando coisas inexistentes. A Medida Provisória citada na suposta anotação foi relatada por um senador do PSDB, o paraibano Cássio Cunha Lima, e eu nem participei da comissão que analisou a MP 608/2013.
Desminto o fato e coloco sob suspeição essa anotação. É incrível transformar uma anotação em acusação contra mim, e mais, citam um suposto encontro com pessoas que não conheço, assim como não conheço o assessor de Delcidio.
Repito, o fato é falso. Por que não esclareceram com o tal assessor essa anotação? Amanhã qualquer um anota qualquer coisa sobre terceiros e vira verdade?
Desafio a provarem qualquer participação ou emenda minha que tenha sido aprovada nessa medida provisória. E mais, a MP, ao que parece, saiu como o relator do PSDB colocou no seu relatório na comissão, o que desmente a alegação de que eu tenha participado.
É muito estranho sair essa notícia colocando o foco em mim, como se fosse um documento que comprove a minha participação. Nada mais é do que uma anotação encontrada com um assessor de Delcidio que nem sei se é verdadeira.
Estranho também é que no dia 8 de novembro já havia saído uma nota plantada disso, que já foi desmentida por mim. Isso cheira à armação. Estou revoltado com essa divulgação absurda de um fato absurdo e falso.
Havia duas emendas minhas nessa MP que foram rejeitadas. Uma para acabar com Exame da OAB e a outra era exatamente o contrário do que estão acusando. Minha emenda tiraria a possibilidade do tal benefício que me acusam de aprovar.
Isso não passa de uma anotação inverídica que me acusa de aprovar emenda que é justamente o contrário da emenda que apresentei e foi rejeitada. Ou seja, propus o contrário do que essa suposta anotação acusa.

A corrupção nossa de cada dia vira maior preocupação nacional

Há alguns anos, em uma reunião com integrantes do Ministério Público, ouvi deles que a corrupção seria menor se as pessoas não a aceitasse tão docilmente. Lembro de ter argumentado que as pessoas a acham normal porque políticos e empresários não iam para a cadeia. Houve silêncio. As coisas mudaram. E a consequência disso, segundo pesquisa do Datafolha, é que a corrupção já é vista pela população como o maior problema do Brasil.

O instituto realizou pesquisa entre os dias 25 e 26 deste mês, após a prisão do empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula (PT). Resultado: 34% dos ouvidos disseram ver a corrupção como o maior problema do país. Ficou à frente da saúde (16%), desemprego (10%), educação e violência/segurança (8%). É a pior avaliação da série histórica, iniciada pelo instituto em 1996. O topo da lista vem mudando ao longo dos anos.

Na época do governo tucano de FHC, o desemprego era o grande temor. Mais recentemente era a saúde. A corrupção vai na onda da insatisfação da população não com os escândalos de corrupção. Afinal, os escândalos sempre existiram. A diferença é que agora eles estão resultado na prisão de figurões (empresários e políticos). As investigações também mostram cinismo dos envolvidos, mas principalmente a agilidade nos julgamentos.

Antes havia escândalos, mas as investigações demoravam e os julgamentos ainda mais, se comparados com a operação Lava-Jato. Os valores desviados também saltam aos bilhões, apelidados pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de Baruscos, em referência a Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, hoje delator do esquema. Um Brusco, neste caso, seria um bilhão de dólares na unidade monetária inventada pelo ministro.

Fato: ninguém aguenta mais a corrupção e essa conquista veio com Mensalão e Java-Jato.

Meta 4 condena ex-servidores do Procon Estadual que tentaram extorquir banco

O caso andava meio esquecido, mas volta à tona agora. Entre os condenados na Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na Paraíba, estão os dois ex-servidores do Procon Estadual. Antônio Herbert Cabral Borba é ex-coordenador jurídico e Rodolpho Cavalcanti Dias, ex-assessor jurídico do órgão. Os dois foram exonerados em 2013 depois que o Fantástico da Rede Globo mostrou vídeo com eles tentando extorquir um gerente do banco Bonsucesso, que gravou tudo.

Os dois foram detidos dentro de um shopping da capital, onde conversavam com o gerente com a promessa de livrar a instituição financeira de R$ 300 mil em multas mediante o pagamento de 10% deste valor a eles. Os dois foram condenados por crime contra a administração pública e terão que cumprir penas de 10 anos de reclusão em regime fechado, no caso de André Herbert, e 11 anos de prisão, no caso de Rodolpho Cavalcanti.

O esquema na época foi denunciado pelo banco ao Ministério Público da Paraíba, que orientou o funcionário a gravar a conversa. Os dois foram presos pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil.

Confira o diálogo transcrito da reportagem do Fantástico:

Rodolpho: Veja só, chegou na nossa mão aqui cinco recurso de vocês, certo, na turma recursal do Procon da Paraíba.

Funcionário do banco: Sim.

Rodolpho: Aí o meu chefe pediu para eu entrar em contato com vocês, para poder tentar matar estes processos.

Em outro momento, André liga para o gerente e explica como anularia as multas:

André: São três votos. E aí como eu sou o coordenador lá da turma, aí o parecer eu mesmo faço, entrego a eles e eles assinam e eu dou o visto autorizando o parecer, entendeu?

Funcionário: Ah.

André: O Procon, como tem lá a decisão de extinguir a multa, então o que ele vai fazer? Ele vai anular, vai tirar do cadastro da divida ativa, certo?

 

Link para a matéria do Fantástico

Cozete e mais 12 prefeitos são condenados por crimes contra a administração pública

A ex-prefeita de Campina Grande, Cozete Barbosa (sem partido), foi condenada mais uma vez por crimes contra a administração pública, em processo julgado através da Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça. Além dela, outros 12 prefeitos e seis auxiliares foram considerados culpados pelos juízes encarregados dos casos. O resultado foi divulgado na manhã desta sexta-feira (27) no Fórum Afonso Campos, em Campina Grande.

Cozete_Barbosa

O grupo especial de juízes e assessores julgou 57 processos referentes a infrações por ato de improbidade administrativa, crimes contra a administração pública e licitação. Existem acusados com mais de um processo. A equipe de juízes e assessores, que tem jurisdição cumulada em todo o Estado nessas modalidades de ações judiciais, percorreu todas as comarcas despachando, decidindo e recolhendo processos para sentenças.

A meta estabelecida pelo CNJ é que sejam julgados 70% do estoque de processos que foram distribuídos até dezembro de 2012. O grupo já alcançou, antes desta divulgação, a marca de 96%. Na projeção do juiz Aluizio Bezerra, a expectativa é que a meta de 70%, ou seja, 100% do fixado pelo CNJ seja superada.

Confira a relação dos condenados:

AGAMENON BALDUÍNO DA NÓBREGA – EX-PREFEITO DE PASSAGEM
ALENI RODRIGUES DE OLIVEIRA – EX-SECRETÁRIA DE CAMPINA GRANDE
ANDRÉ HERBERT CABRAL BORBA – EX-COORDENADOR JURÍDICO DO PROCON
ANTÔNIO DA COSTA – EX-SECRETÁRIO DE CAMPINA GRANDE
ANTÔNIO LOUDAL FLORENTINO TEIXEIRA – EX-PREFEITO DE JURU
APOLINÁRIO DOS ANJOS NETO – EX-PREFEITO DE SALGADO DE SÃO FÉLIX
COZETE BARBOSA LOUREIRO GARCIA DE MEDEIROS – EX-PREFEITA DE CAMPINA GRANDE
ELSON DA CUNHA LIMA FILHO – EX-PREFEITO DE AREIA
EVANDRO GONÇALVES DE BRITO – EX-PREFEITO DE BOM JESUS
INÁCIO ROBERTO LIRA CAMPOS – EX-PREFEITO DE CACIMBA DE AREIA
JOSÉ BENÍCIO DE ARAÚJO FILHO – EX-PREFEITO DE PILAR
JOSÉ CARLOS SOARES – EX-PREFEITO DE SANTANA DOS GARROTES
JOSÉ MARTINHO CÂNDIDO CASTRO – EX-PREFEIRO DE GURJÃO
MAGNO DEMYS DE OLIVEIRA BORGES – EX-PREFEITO DE LAGOA/PB
MARIA LUIZA DO NASCIMENTO SILVA – EX-PREFEITA DE SAPÉ
MARIA DO SOCORRO RAMALHO – EX-SECRETÁRIO DE CAMPINA GRANDE
PAULO ALVES MONTEIRO – EX-PREFEITO DE GADO BRAVO
RODOLPHO CAVALCANTI DIAS – EX-ASSESSOR JURÍDICO DO PROCON
ROGÉRIO CARLOS DE OLIVEIRA – EX-SECRETÁRIO DE CAMPINA GRANDE

Lista dos absolvidos:
BEVILÁQUA MATIAS MARACAJÁ – EX-PREFEITO DE JUAZEIRINHO
BRUNO ROMANO DE AMORIM GAUDÊNCIO – DEFENSOR PÚBLICO
DILSON DE ALMEIDA – EX-PREFEITO DE DESTERRO
DINALDO MEDEIROS WANDERLEY – EX-PREFEITO DE PATOS
FABIO FONSECA FERNANDES – EX-PREFEITO DE MAMANGUAPE
FRANCISCO MARCÍLIO FERNANDES LOPES – EX-PREFEITO DE SÃO JOSÉ DE CAIANA
GILDIVAN LOPES DA SILVA – EX-PREFEITO DE SÃO JOSE DE CAIANA
HÉRCULES ANTÔNIO PESSOA RIBEIRO – EX-PREFEITO DE PITIMBU
JOÃO BOSCO CARNEIRO – EX-PREFEITO DE ALAGOA GRANDE
JOÃO BOSCO CARNEIRO JUNIOR – EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE DE ALAGOA GRANDE
JOÃO BOSCO DONATO FERNANDES – PREFEITO DE UIRAÚNA
JOSÉ CARLOS VIDAL – EX-PREFEITO DE GURJÃO
JOSÉ FELICIANO FILHO – EX-PREFEITO DE SAPÉ
JOSÉ FERREIRA DE CARVALHO – EX-PREFEITO DE SÃO JOSÉ DE PIRANHAS
JOSÉ GIOVANI DE MEDEIROS GOMES – EX-SECRETÁRIO DE FINANÇAS DO MUNICÍPIO DE SAPÉ
MARCOS ANTÔNIO TAVARES MENDES – EX-PREFEITO DE CARRAPATEIRA
MARCUS ANTONIUS BRITO LIRA BELTRÃO – EX-PREFEITO DE ALAGOINHA
MARIA LAUREMÍLIA DE ASIS LUCENA – EX-VICE GOVERNADORA DO ESTADO DA PARAÍBA
MARISA TORRES DE MOURA AGRA – EX-SECRETÁRIA DE SAÚDE DE CAMPINA GRANDE
RONALDO AGRA MACHADO – EX-PRESIDENTE DA CAMARA DE VEREADORES DE MASSARANDUBA
SEVERINO BENTO RAIMUNDO – EX-PREFEITO DE CRUZ DO ESPIRITO SANTO
SILVESTRE DE ALMEIDA FILHO – EX-SECRETÁRIO DA CASA CIVIL DO ESTADO DA PARAÍBA
SUZANA MARIA RABELO PEREIRA FORTE – EX-PREFEITA DE BELEM DE BREJO DO CRUZ
TARCÍSIO MARCELO BARBOSA DE LIMA – EX-PREFEITO DE BELÉM
VENEZIANO VITAL DO REGO – EX-PREFEITO DE CAMPINA GRANDE

Mesmo diante do cenário adverso, petistas pretendem lançar candidato em João Pessoa

Os petistas de João Pessoa estão trabalhando para a construção de candidatura própria no ano que vem, diante de um cenário nada favorável. O partido perdeu o principal líder na capital, o prefeito Luciano Cartaxo, hoje no PSD, e ainda enfrenta o efeito danoso dos últimos escândalos nacionais envolvendo lideranças filiadas à sigla. Depois de José Dirceu, Vaccari Neto, André Vargas e José Genoino, agora um senador, Delcídio Amaral, foi preso no exercício do mandato.

Foto: Rizemberg Felipe

Foto: Rizemberg Felipe

Mesmo assim, o presidente estadual do partido, Charliton Machado, diz acreditar que “certamente o PT terá uma chapa forte e competitiva”. Os dirigentes da sigla, em João Pessoa, se reuniram na última quarta-feira. Na oportunidade, o vice-presidente da sigla, Anisio Maia, avaliou que os melhores nomes para serem trabalhados são os do deputado federal Luiz Couto, do vereador Fuba e do ex-deputado estadual Rodrigo Soares.

“Vamos trazer o PT para perto da sua militância, e lembrar o que o governo federal está fazendo pela população de João Pessoa”, enfatizou Maia. O auditório da sede do Partido dos Trabalhadores de João Pessoa foi ocupada pelos pré-candidatos a vereador e vereadora, filiados, membros da Executiva Municipal do PT de João Pessoa e da Executiva Estadual. A reunião serviu para a avaliação da conjuntura política nacional e local e os encaminhamentos para as Eleições de 2016.