Substituindo Ricardo, Cida Ramos é vaiada por petistas contrários à terceirização

Secretária dividia mesa com Dilma Rousseff durante curso para formação de lideranças

O governador Ricardo Coutinho (PSB) se livrou de uma sonora vaia em evento promovido pelo PT, neste sábado (22). Ele foi convidado para compor a mesa ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), no curso para formação de lideranças. O socialista foi representado na aula inaugural pela secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos. Ela, então, foi o alvo das vaias e gritos de “não à terceirização”. Visivelmente constrangida, a auxiliar do governador teve dificuldade para continuar o discurso. Foi preciso o presidente estadual o partido, Jackson Macedo, pedir coerência à militância. Só depois disso o discurso teve continuidade. Veja vídeo do www.paraibaradioblog.com.br.

O Partido dos Trabalhadores se posicionou, em nota, na semana passada, contra a terceirização da Educação. No documento, o presidente do PT ressaltou o papel de Coutinho nas questões nacionais que incluem o Partido. Apesar disso, manteve a linha crítica ao programa de terceirizações do Estado. “Entendemos que a ideia de melhorar a qualidade da gestão escolar é positiva, todavia, o caminho é equivocado. Para isso existem outros caminhos, a exemplo de parcerias com as universidades públicas, que podem prestar assessoramento à rede, a exemplo da própria UEPB”, diz o texto assinado pelas principais lideranças do partido.

Dilma e Cida participaram do ‘Curso de Difusão do Conhecimento em Gestão Pública e Resistência ao Golpe’. O evento é voltado para movimentos sociais e populares, militantes da esquerda e do PT. De acordo com o presidente do partido, Jackson Macedo, todas as 300 vagas disponíveis foram preenchidas. O curso terá duração de 90 dias.

Resposta de Jackson Macedo

O presidente estadual do PT, Jackson Macedo, em contato com o blog, falou que as vaias contra Cida Ramos não foram puxadas por militantes do partido. Ele lembra que havia muito militante do PT no evento, mas também muitos estudantes da Universidade Federal da Paraíba e secundaristas. “Tinha representantes da APES, da UBES, dirigentes da UNE. Então, basicamente, quem puxou as vaias, que na verdade foram vaias localizadas e pequenas contra a secretária Cida, não foram militantes do PT, não. Foram militantes destas entidades que não são filiadas ao partido. O PT já se manifestou sobre a questão da terceirização e não vai insistir no tema. Esse debate agora cabe às entidades representativas da categoria”, disse.

Após elevar impostos, Meirelles dorme ouvindo Temer na Cúpula do Mercosul

Sono dos “justos” ocorreu durante encontro dos chefes de estado do bloco sul-americano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não resistiu ao discurso do presidente Michel Temer (PMDB) durante reunião na 50ª Cúpula do Mercosul. O evento ocorre em Mendoza, na Argentina, e reúne os chefes de estado de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Com semblante cansado, o ministro dormiu o “sono dos justos” justamente quando o presidente falava de trabalhos conjuntos entre os países do Mercosul. Ele falava da necessária mudança de paradigmas no comércio. A soneca do auxiliar do presidente ocorre no mesmo dia em que teve efeito prático o aumento de impostos no Brasil. O governo dobrou a cobrança do PIS e do Cofins sobre a gasolina. Houve aumento também para o álcool e o diesel.

Sentado ao lado do presidente, em alguns momentos, o sono fazia  com que Meirelles pendesse a cabeça. Em outros, o ministro bocejava e levava uma xícara à boca. O discurso do presidente tinha como foco o fortalecimento do Mercosul. O presidente, na ocasião, demonstrou preocupação com a situação na Venezuela. Se fosse focar a situação do Brasil, no entanto, teria que dar explicações sobre o aumento de impostos para alcançar a já absurda meta de R$ 139 bilhões de déficit. O objetivo do governo é arrecadar R$ 10 bilhões a mais com o imposto. O aumento dos tributos foi criticado até por aliados, como o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf, do PMDB.

Já como a reunião do Mercosul ocorre na Argentina, segue uma música de Mercedes Sosa para embalar o sono do ministro:

Baía da Traição: após polêmica, presidente da Câmara diz que vai rever férias de seis meses

Projeto, no entanto, só será apreciado lá para o mês de setembro, quando acabar o recesso

Luiz Sabino justifica pouco trabalho em vídeo divulgado nas redes sociais. Image/Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores da Baía da Traição, Luiz Sabino (PRB), finalmente apareceu. Depois de ser procurado pela TV Cabo Branco para falar sobre o fabuloso recesso de seis meses na Casa e ter dito não ter espaço na agenda, ele gravou um vídeo para se justificar. O posicionamento dele foi direcionado aos eleitores. O Legislativo da cidade localizada no Litoral Norte da Paraíba não realiza mais do que 24 sessões por ano.

Os parlamentares, na cidade, apesar do pouco trabalho, ganham consideráveis R$ 3,5 mil por mês. O ocupado presidente da Câmara, por outro lado, recebe o dobro, R$ 7 mil. Mesmo assim, as sessões ocorrem apenas em fevereiro, março e abril, são interrompidas por um longo recesso de 90 dias, para continuarem nos meses de setembro, outubro e novembro e nada mais. Quando trabalham, os vereadores frequentam uma sessão por semana.

Apesar disso, para Sabino, os parlamentares mirins da cidade trabalham muito, muito… Até existe uma tentativa de mudar esse quadro. Ela vem da vereadora Luíza Dantas (DEM). A parlamentar apresentou uma proposta para aumentar os dias de trabalho no primeiro semestre, mas a proposta foi engavetada. Não houve tempo para avaliá-la, por certo.

Composição dos vereadores da Câmara de Baía da Traição. Imagem: Reprodução/Cabo Branco

Sabino rebate a vereadora, que deu entrevista à TV Cabo Branco em matéria reproduzida para todo o país, ao ser exibida no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O presidente da Casa diz que quem não trabalha é a vereadora que, segundo ele, nem mora na cidade. “Ela é quem está curtindo o período para viajar”, diz. Pelo jeito, melhor seria que todos os vereadores morassem fora, já que apenas ela cobra a redução do recesso.

Se forem contabilizadas as 24 sessões por ano, divididos pelos R$ 45 mil recebidos (contando o 13º), cada uma delas custaria ao erário não menos do que R$ 1,8 mil. O primeiro secretário da Casa, José Roberto Silva (PRB), explicou que a lei que regula o recesso na Casa existe desde 1990. Isso para justificar que a decisão não é nova. Vale ressaltar, no entanto, que a mamata não deveria ter durado tanto. Não deveria nem ter existido.

Convenhamos, para tão pouco trabalho, os nove vereadores da cidade poderiam muito bem não receber salário algum.

Senadores aprovam texto-base da Reforma Trabalhista

Votação ocorreu em meio a manobras da oposição para impedir a disputa no voto

Brasília – Senadoras de oposição deixam a mesa e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, retoma a sessão para votação da reforma trabalhista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Não adiantou a manobra posta em prática por um grupo de senadoras para impedir a votação. O Senado aprovou, por maioria de votos, o texto base da Reforma Trabalhista nesta terça-feira (11). Ao todo, 50 parlamentares votaram a favor e 26 contra. Também foi registrada uma abstenção. O PLC 38/2017 flexibiliza o texto da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A votação foi aberta e nominal. Enviada pelo governo ao Congresso Nacional no ano passado, o texto muda mais de 100 trechos da legislação em vigor. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril.

Neste momento, os senadores votam os destaques. Se não houver mudanças mudanças em relação ao texto aprovado na Câmara, o projeto seguirá para a sanção do presidente Michel Temer.

Acompanhe a votação

Defesa de Berg Lima protocola pedido de Habeas Corpus no STJ

Prefeito foi preso ao ser flagrado recebendo dinheiro de empresário

Empresário gravou o momento em que o prefeito recebia R$ 3,5 mil dos R$ 11,5 mil acertados. Foto: Reprodução

A defesa do prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima (Podemos), protocolou na tarde desta segunda-feira (10) um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O gestor foi preso em flagrante na última quinta-feira (6), quando recebia dinheiro de um empresário para assegurar o pagamento por serviços prestados ao município. Toda a ação foi filmada pela vítima da extorsão. No mesmo dia, ele teve a prisão confirmada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba. O advogado do prefeito, Shayner Asfora, explicou que só nesta segunda-feira teve acesso aos autos do processo. Com base nos dados, ele disse que vai fundamentar o pedido de soltura.

A operação que resultou na prisão de Berg Lima foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e contou com a participação da Polícia Civil. No pedido de prisão, o Ministério Público da Paraíba alegou a conduta “criminosa” do agente público. Os relatos do empresário mostraram a forma reiterada com que a cobrança de propina para o recebimento de valores devidos vinha acontecendo. Com o afastamento de Lima, o cargo será assumido pelo vice, Luiz Antônio (PSDB). Ele ficará no poder enquanto o prefeito estiver afastado do cargo. A Câmara Municipal ainda não decidiu sobre uma eventual cassação do mandato.

O prefeito de Bayeux, segundo a denúncia do empresário, teria recebido R$ 11,5 mil para liberar R$ 77 mil devidos. Na denúncia protocolada na Justiça pelo coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto, o empresário do setor de alimentos apresentou conversas registradas em um aplicativo de compartilhamento de mensagens acertando os pagamentos. Nelas, Berg Lima apontava o local para a entrega da propina. Cansado da extorsão, o empresário procurou a Polícia Civil e o Ministério Público em maio. Desde então, foram recolhidas provas com os indícios do crime. O flagrante foi apenas mais uma peça no quebra-cabeça que inclui extratos bancários, mensagens e captação de vídeo mostrando a chegada e saída do prefeito dos locais de pagamento.

 

Barroso chora ao pedir desculpas por se referir a Joaquim Barbosa como “negro de primeira linha”

Ministro se emocionou ao explicar que “primeira linha” se referia à vida acadêmica

Joaquim Barbosa tem foto inserida na galeria dos ex-presidentes. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Nunca é tarde demais para reconhecer um erro. E o episódio desta quinta-feria (8), envolvendo o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ilustra isso bem. Ele se emocionou e foi às lágrimas durante discurso na corte ao pedir desculpas ao ex-colega de magistratura Joaquim Barbosa. Um dia antes, durante a homenagem a Barbosa, que teve a foto incluída na galeria dos ex-presidentes da corte, Barroso fez discurso com tom interpretado como racista por muitos. Ao se referir ao ex-magistrado, ele chamou Barbosa de “negro de primeira linha”. O mal-estar foi inevitável. Ele, então, aproveitou a sessão plenária para pedir desculpas a todos os que se sentiram ofendidos.

“Não há brancos ou negros de primeira linha, porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos, sendo merecedoras do mesmo respeito e consideração. Eu, portanto, gostaria de pedir desculpas às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado com esta frase infeliz. Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se involuntária e inconscientemente tiver reforçado um esteriótipo racista que passei a vida tentando combater e derrotar”, disse o ministro, sem esconder o tom emocionado e a voz embargada.

O momento para pedir desculpas não poderia ter sido mais apropriado. Ele aconteceu pouco antes de o STF dar continuidade ao julgamento de uma ação sobre cotas para negros nas vagas na administração pública federal. Segundo o ministro, a sua intenção era dizer que Barbosa se tornou “um acadêmico negro de primeira linha” para “celebrar uma pessoa que havia rompido o cerco da subalternidade chegando ao topo da vida acadêmica”, mas se manifestou de “modo infeliz”.

Após Galdino pedir “segredo” sobre codificados, Ministério Público promete investigar

Bertrand Asfora diz que porta para o serviço público tem que ser o concurso

Bertrand Asfora diz que o Ministério Público tem investigado as contratações do Estado. Foto: Divulgação/MPF

Parece não ter dado muito certo o esforço do deputado estadual Adriano Galdino (PSB) para impedir a investigação dos codificados. O parlamentar inventou um modo novo de pedir aos colegas para não alardearem o problema nos contratos de pessoal no governo. Trocou o sussurro nos gabinetes pela tribuna da Assembleia Legislativa com o pedido para que o tema fosse abafado na Casa. Caso contrário, ele reforça, o Ministério Público da Paraíba seria obrigado a investigar e fazer cumprir a lei. O cumprir a lei, segundo ele, seria cobrar a realização de concurso público. O método ruidoso fez com que o procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, anunciasse publicamente a abertura de procedimento para apurar o caso.

Veja matéria da TV Cabo Branco sobre o tema:

Não que fosse segredo para ninguém a existência dos codificados. O parlamentar, no discurso feito da tribuna, porém, demonstrou preocupação com os embates sobre o tema, segundo ele, para não alertar o Ministério Público. Tomando conhecimento, reforçou Galdino, o MPPB seria forçado a investigar os contratos precários de mais de 8 mil servidores. Diante do assunto, o procurador-geral disse que terá uma reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), André Carlo Torres, para discutir o tema. O Ministério Público tem um procedimento aberto para apurar as contratações. “Estamos atualizando os dados com a última listagem. O caminho para as contratações tem que ser o concurso público”, enfatizou.

Procurado pela TV Cabo Branco, o conselheiro do TCE, Nominando Diniz, falou do procedimento aberto pela Corte. Ele disse que foi dado prazo para que o governo do Estado regularize a situação. O entendimento do órgão de controle é que os contratos precisam ser convertidos em excepcional interesse público. “Não falamos em demitir, mas regularizar”, reforça Diniz. A figura do codificado no governo do Estado não é nova. Há referências sobre eles nos governos de Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB). Pelo regime, os profissionais não têm direito a férias, terço de férias e recolhimento das contribuições previdenciárias.

 

Depois de Alcymar Monteiro, Elba critica “sertanejos” no ‘Maior São João do Mundo’

Cantora diz que ela e Dominguinhos nunca tiveram espaço em Barretos

Elba Ramalho dá entrevista com críticas à presença de cantores sertanejos no São João de Campina Grande. Imagem: Reprodução/Viver/Diario de Pernambuco/Facebook

O atual formato do ‘Maior São João do Mundo’ não para de encontrar críticos. Depois do cantor Alcymar Monteiro, agora é a cantora paraibana Elba Ramalho a artista a reclamar. Durante apresentação em Pernambuco, neste fim de semana, ela demonstrou toda a insatisfação com a contratação de artistas sertanejos para a festa. Na comparação com o Estado vizinho, ela disse que a situação na Paraíba era ainda mais complicada. “Falei com a Paraíba, reivindiquei porque o São João de lá está muito mais comprometido que o São João daqui. Eu não tenho nada contra nenhum artista, nada contra nenhum sertanejo. Tem espaço para tudo, no céu cabem todas as estrelas, ninguém atropela ninguém”, ressaltou.

“Eu não toco na Festa de Barretos, Dominguinhos também não cantava. A festa é deles, é dos sertanejos, e eles têm bem esta coisa: essa área é nossa”, disse, fazendo referência ao São João. Ao contrário de Alcymar Monteiro, que foi acusado de “dar chilique” por que não estava na programação, Elba está e no principal dia, o 23 de junho. Mesmo assim, fez coro em defesa de outros artistas. “Aí quando chega aqui no São João, em Campina Grande, não ter o Biliu de Campina, não ter Alcymar Monteiro. Eu reclamei bastante. Cara, não ter os trios. Quando chega o São João, se você não tem forró… Eu não quero ir a uma festa que não tenha forró”, enfatizou.

“Calada, Elba é uma sábia respeitável. Se dependêssemos da boa vontade da longeva cantora, as águas da transposição do Rio São Francisco estariam a milhares de quilômetros do Açude Epitácio Pessoa, principal manancial que abastece Campina Grande e outros 18 municípios da região. De forma ardorosa, Elba se levantou contra a obra, alegando que isso poderia prejudicar o “Velho Chico”, fazendo coro com artistas dos estados onde o problema da água sequer é uma ameaça. Sempre se soube: transposição e revitalização do rio secular não são mutuamente excludentes. Graças a Deus, a voz de Elba não foi decisiva para essa questão tão essencial para 12 milhões de nordestinos”, rebateu o gerente de Comunicação da Prefeitura, Marcos Alfredo.

Fonte: Perfil do caderno Viver, do Diario de Pernambuco

 

Odebrecht: ministro Edson Fachin inclui Cássio entre os investigados na Lava Jato

Cássio Cunha Lima (C) conversa com Aécio e Caiado. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) está entre os 108 políticos que passarão a ser investigados pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato, com base nas denúncias dos executivos da Odebrecht. A abertura dos inquéritos foi determinada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão. A publicação informa que foi determinada a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. Entre os parlamentares, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). A lista também inclui o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o também paraibano Vital do Rêgo Filho.

Ao todo, são 108 políticos alvos de 83 inquéritos propostos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O material foi encaminhado ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As denúncias têm como base as 78 delações de executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial. O senador e ex-candidato a presidente da República, Aécio Neves, aparece na lista junto com outro ex-presidenciável tucano, o senador José Serra.

O governo do presidente Michel Temer é bastante atingido pelas investigações. A lista inclui os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O presidente Michel Temer é alvo de pedido de investigação, mas não foi incluído porque a Constituição proíbe a investigação do presidente por fatos anteriores ao atual mandato.

Confira a lista dos políticos que serão investigados

Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador da República Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador da República José Serra (PSDB-SP)
Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador da República Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

 

Com informações do blog do Fausto Macedo, do Estadão