Vaquejada: deputados paraibanos tiram ‘zero’ na derrubada de boi

(In)sucesso de André Amaral na vaquejada é compartilhado por Wallber Virgolino

Sabe aquela máxima de que se nada der certo você vai por em prática alguma outra habilidade que não usa profissionalmente? Pois é, a derrubada do boi parece não ser a segunda opção dos deputados paraibanos. Pelo menos não do deputado federal André Amaral (Pros) e do deputado estadual eleito Wallber Virgolino (Patriotas). O primeiro se deu mal no mês de abril deste ano. Ele caiu feio e se machucou durante vaquejada em Mataraca, no Litoral Norte. Agora, ganha destaque nas redes sociais uma queda de Virgolino, que, diga-se de passagem, é conhecido pelo amor à montaria.

As imagens da queda de Wallber Virgolino têm circulado nos grupos de WhatsApp. Ele parte rente ao boi, junto com o bate-esteira, segura a cauda do animal, corre com o cavalo, mas se desequilibra e cai. A gravação não mostra se ele se machucou. O boi, por outro lado, saiu ileso. O blog entrou em contato com o parlamentar e ele disse que o vídeo é antigo. Disse também que não se machucou. Virgolino é delegado de carreira e ex-secretário nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ele foi eleito deputado estadual nas eleições deste ano. Foi o segundo mais votado, com 48.052 votos. Ficou atrás apenas de Cida Ramos (PSB), que teve 56.048 votos.

No contato com o blog, ele pediu para publicar o texto encaminhado. Então segue na íntegra: “Agradeço a preocupação do povo de bem, ao tempo que agradeço a atenção de todos. Aos inimigos, não precisam se preocupar, posso até cair do cavalo, mas não ‘caio do banco’ como alguns e nem caio em operações policiais como a maioria dos políticos. Em época de escândalos na política que nem Bolsonaro escapou, fico feliz em saber o que de mais grave pesa na mídia sobre os ombros da minha reputação é uma singela queda de cavalo. Registre-se que os únicos arranhões que possuo na minha vida, são esses praticando o esporte que eu amo”.

Já André Amaral não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano. No acidente sofrido por ele, durante a vaquejada, ele chegou a derrubar o boi. Na gíria do esporte, “valeu o boi”. Nas urnas, no entanto, a coisa não foi tão promissora (se é que dá pra falar em sucesso como vaqueiro). Ele conseguiu apenas 14.913 votos no pleito e não teve o mandato renovado. Vai ter que procurar uma nova ocupação a partir de fevereiro do próximo ano. A derrubada de boi, vale ressaltar, não parece encabeçar a lista das possibilidades.

Por 6 votos a 1, TSE rejeita candidatura de Lula nas eleições

Relator ainda manda suspender propaganda eleitoral com ex-presidente, mas o tempo continua reservado ao PT

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza sessão extra onde pode julgar o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República nas eleições de outubro.

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na madrugada de hoje (1º) rejeitar o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República nas eleições de outubro. A decisão foi tomada a partir de 16 impugnações à candidatura apresentadas ao tribunal.

Com a decisão, Lula não poderá mais aparecer no programa eleitoral para presidente, veiculado no rádio e na televisão a partir deste sábado (1º), até que o PT faça a substituição por outro candidato. Conforme o entendimento, o ex-presidente também deverá ter o nome e foto retirados da urna eletrônica. O partido terá 10 dias para indicar o substituto. A decisão tem validade imediata porque será publicada ao término da sessão.

Antes da decisão final, o partido lançou nas redes sociais o que seria a primeira propaganda programada para este sábado.

Reprodução

Os ministros ainda suspenderam a sessão durante a madrugada para definir se a sentença deveria incluir a retirada completa da propaganda do PT na TV e no rádio. Os ministros optaram, no entanto, somente pela proibição da participação de Lula como candidato, o que permite que o candidato a vice Fernando Haddad continue a fazer propaganda.

O placar da votação foi formado com base no voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso. Para o ministro, Lula está inelegível com base na Lei de Ficha Limpa, aprovada em 2010, que veta a candidatura de quem foi condenado por órgão colegiado.

Barroso também entendeu que a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que Lula participe do pleito não tem força para vincular o Judiciário do país.

O entendimento foi seguido pelos ministros Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e a presidente, Rosa Weber. A ministra divergiu em parte do relator ao entender que Lula poderia participar da campanha em função do cabimento de recursos, mas ficou vencida.

Edson Fachin foi o único a votar a favor do argumentos apresentados pela defesa de Lula. Em seu voto, Fachin disse que Lula está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado na segunda instância da Justiça brasileira, mas, mesmo estando preso, pode concorrer nas eleições devido à recomendação do órgão da ONU.

PGR
Durante o julgamento, a procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, opinou contra a concessão do registro de Lula. Segundo a procuradora, Lula foi condenado pela segunda instância da Justiça Federal e não pode disputar o pleito.

Defesa
A defesa de Lula pretende recorrer ao Supremo para tentar garantir a presença do ex-presidente nas eleições.

Durante o julgamento, a defesa do ex-presidente afirmou que a Justiça brasileira deveria cumprir recomendação do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas e liberar o registro de candidatura do ex-presidente nas eleições.

A defesa de Lula também pediu que o TSE não julgasse o pedido de registro. De acordo com o advogado Luiz Fernando Pereira, o processo não estava pronto para julgamento, porque não houve todas as manifestações finais dos que contestaram o registro. Segundo Pereira, “o julgamento é nulo” sem o rito processual que deve ser seguido.

Da Agência Brasil

Xeque-Mate: Polícia Federal prende o radialista Fabiano Gomes

Fabiano é acusado de ter intermediado a compra do mandato de Luceninha na prefeitura de Cabedelo

Fabiano Gomes conta detalhes sobre a operação que resultou na “compra” do mandato de Luceninha. Imagem/Reprodução

O radialista Fabiano Gomes foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22). A prisão preventiva foi determinada pelo desembargador João Benedito, do Tribunal de Justiça, no bojo da operação Xeque-Mate, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com a Polícia Federal. O radialista foi alvo, no dia 3 de julho, de dois mandados de busca e apreensão, um no trabalho e outro em casa. Ele é acusado de ter intermediado a compra do mandato do ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, que renunciou ao cargo em 2013. A operação fraudulenta, de acordo com as investigações coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), resultou na posse do atual prefeito afastado do município, Leto Viana (PRP). Ele foi reeleito em 2016.

Fabiano Gomes da Silva foi preso em virtude do descumprimento de uma das medidas cautelares impostas na decisão decorrente da deflagração da 2ª fase da Operação Xeque-mate, no dia 13 de julho de 2018. A medida descumprida foi a de comparecimento periódico em Juízo, entre os dias 1º e 10 de cada mês, para informar e justificar suas atividades. O mandado de prisão foi cumprido e Fabiano Gomes encontra-se preso na sede da Polícia Federal, em Cabedelo. O magistrado também proibiu o acusado de deixar o território nacional, de ausentar-se dos limites das comarcas de João Pessoa e Cabedelo sem autorização judicial, manter contato presencial ou telefônico com as demais testemunhas, além do acesso ou frequência à Prefeitura de Cabedelo.

“Ultrapassado mais de 10 (dez) dias do dies ad quem para apresentação em Juízo, sem que o denunciado compareça a este Juízo ou apresente justificativa plausível para não fazê-lo, resta evidente seu descaso com a ordem judicial exarada, motivo pelo qual mostra-se imperiosa a decretação de sua prisão preventiva a fim de garantir a aplicação da lei penal e a conveniência da instrução criminal”, arrematou o desembargador João Benedito.

Fabiano Gomes chegou a confessar, espontaneamente, no dia 27 de abril, o cometimento do crime. Em depoimento prestado ao coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto, ele foi claro e objetivo ao dar detalhes sobre a compra do mandato do prefeito eleito de Cabedelo em 2012, Luceninha, ocorrida cinco anos antes. Disse que estava sendo alvo de ameaças veladas de morte por saber demais e ter provas do ocorrido na cidade metropolitana. O nome dele apareceu como peça central do esquema denunciado no bojo da operação Xeque-Mate. No depoimento voluntário, deu detalhes sobre todo o processo que foi desde a eleição de Luceninha, passando pela compra do mandato até acertos para o recebimento de verba pública destinada à publicidade.

Fabiano Gomes contou que foi procurado por Luceninha para fazer a campanha ele, em 2012. Eleito, no ano seguinte, recebeu a promessa do gestor de que pagaria publicidade para o portal dele. Seria uma compensação pelo esforço na campanha. Antes que o processo licitatório para acertar a publicidade fosse concluído, foi procurado novamente pelo prefeito empossado. Ele teria alegado não ter poder sobre a gestão, que foi gravado por um secretário e não tinha voz ativa. Queria renunciar. Precisava, para isso, que alguém assumisse as dívidas de campanha. Não confiava em Leto Viana, o vice, preso recentemente, para cumprir com o compromisso. Foi então que Fabiano Gomes intermediou a entrada do empresário Roberto Santiago no processo.

O empresário, diz o radialista, não queria outra coisa com a gestão a não ser impedir a implantação, na cidade, de um shopping concorrente. Para isso, bancaria o pagamento pela renúncia com dinheiro encaminhado a Luceninha por Fabiano Gomes. Foram R$ 500 mil em uma mala. O passo seguinte foi o parcelamento do restante da dívida, paga em parte pelo empresário e outra parte com o rateamento de cargos na prefeitura. Tudo está no processo, inclusive os vídeos gravados na colaboração de Fabiano Gomes. Neste período, segundo o radialista, todas as decisões administrativas na cidade passavam pela mão de Roberto Santiago. Até fornecedores que não recebiam da prefeitura procuravam o empresário e ele mandava Leto pagar.

Denunciados

Além de Fabiano Gomes, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou na Justiça outras 25 pessoas no bojo da operação Xeque-Mate. O grupo é acusado de ter montado uma organização criminosa na Prefeitura de Cabedelo. As irregularidades teriam ocorrido a partir da suposta compra do mandato do prefeito eleito em 2012, José Maria de Lucena Filho (Luceninha). Ele teria negociado a função pública para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral. O beneficiado com a renúncia do gestor foi o então vice-prefeito, Leto Viana (PRP), que conseguiu ser reeleito em 2016.

De acordo com a denúncia protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba, os integrantes do grupo teriam passado, a partir daí, a praticar diversos crimes. Entre eles foram elencados “desvio de recursos públicos através da indicação de servidores ‘fantasmas’; corrupção ativa e passiva; fraudes a licitações; lavagem de dinheiro; avaliações fraudulentas de imóveis públicos e recebimento de propina para aprovação ou rejeição de projetos legislativos. Pelo menos dez dos acusados chegaram a ser presos e afastados dos respectivos cargos ou funções públicas no curso da investigação.

Acusados

Além de Fabiano Gomes, está presa toda  cúpula do poder político na cidade de Cabedelo. Logo no início da operação, em abril, foram levados para a cadeia o prefeito Leto Viana (PRP); a vereadora e primeira-dama da cidade, Jacqueline Monteiro França; o presidente da Câmara de Vereadores, Lúcio José do Nascimento Araújo e outros quatro vereadores. O vice-prefeito, Flávio Oliveira (já falecido), foi apenas afastado do cargo. O comando da prefeitura foi assumido, então, pelo vereador Vítor Hugo, após ser eleito presidente da Câmara de Vereadores. Ao todo, dez dos 15 vereadores também foram afastados por decisão da Justiça.

Confira a lista de denunciados

1) Wellington Viana França
2) Jacqueline Monteiro França
3) José Maria de Lucena Filho
4) Lúcio José do Nascimento Araújo
5) Marcos Antônio Silva dos Santos
6) Inaldo Figueiredo da Silva
7) Tercio de Figueiredo Dornelas Filho
8) Rosildo Pereira de Araujo Júnior (Júnior Datele)
9) Gleuryston Vasconcelos Bezerra Filho
10) Antônio Bezerra do Vale Filho
11) Adeildo Bezerra Duarte
12) Leila Maria Viana do Amaral
13) Márcio Bezerra da Costa
14) Aliberto Florencio de Oliveira
15) Flávio de Oliveira
16) Rosivaldo Alves Barbosa
17) Josué Pessoa de Goes
18) Belmiro Mamede da Silva Neto
19) Antonio Moacir Dantas Cavalcanti Júnior
20) Francisco Rogério Santiago Mendonça
21) Reinaldo Barbosa de Lima
22) Roberto Ricardo Santiago Nóbrega
23) Olívio Oliveira dos Santos
24) Fabiano Gomes da Silva
25) Lucas Santino da Silva
26) Fabrício Magno Marques de Melo Silva

Resposta da defesa de Fabiano Gomes

Descumprimento de medida cautelar motiva condução de Fabiano Gomes à sede da PF, explica defesa

A defesa do comunicador Fabiano Gomes esclarece que ele foi conduzido à sede da Polícia Federal, em João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (22), por uma única razão: para prestar esclarecimentos sobre o descumprimento de uma das medidas cautelares decretadas contra o cliente na Operação Xeque-Mate.

“Uma das medidas cautelares determina que Fabiano compareça, uma vez por mês, para assinar documentos na Justiça. Neste mês de agosto, por conta de dias de atraso no comparecimento, a Justiça compreendeu o ato como desobediência”, explicou o advogado Rembrandt Asfora.

O advogado esclareceu, ainda, que “em nenhum momento o radialista Fabiano Gomes se esquivou, por descaso, como fundamentado na decisão judicial, de cumprir as medidas cautelares a ele aplicadas, tendo inclusive se apresentado espontaneamente ao Ministério Público para prestar suas declarações no início da operação, tornando-se oportuno destacar que ele vem as cumprido rigorosamente”.

A defesa reitera que, desde o princípio da Operação, Fabiano Gomes tem colaborado espontaneamente com depoimento e informações nos autos e investigações do processo, como prova de sua disposição de contribuir com a Justiça e a verdade dos fatos.

Vídeo: Cármen Lúcia e Raquel Dodge soltam a voz e cantam samba com Alcione

Flagrante foi divulgado pela cantora após todas participarem do seminário Elas por elas, promovido pela CNJ

Como cantoras elas são grandes nomes da Justiça brasileira. Falo da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. As duas foram flagradas enquanto, estimuladas pela cantora Alcione, soltavam a voz na saída do seminário Elas por elas. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reuniu lideranças femininas de várias áreas. Entre elas estavam a advogada-geral da União, Grace Mendonça, a presidente da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, e a presidente da Rede Sarah de Hospitais, Lucia Braga. O vídeo foi divulgado pela cantora.

O evento tinha como objetivo debater o papel da mulher no poder estatal e na sociedade e o avanço nas conquistas de gênero. Nas imagens, Alcione estimula a presidente do STF a cantar com um grito de “vai, Cármen Lúcia” e ainda brinca no final: “Tô desempregada”. Grace Mendonça acabou apenas observando a cantoria de Cármen e Dodge com a música “Não deixe o samba morrer”.  Já a empresária Luíza Trajano deu um jeito de sair da linha de frente. Todas, no entanto, se divertiram bastante com a “apresentação” de gala de duas mulheres mais poderosas da Justiça brasileira.

 

 

 

Deputado relata momentos de terror durante tentativa de assalto nesta terça-feira

Manoel Ludgério publica fotos de carro com vidros quebrados e sangue em um dos bancos e critica a falta de segurança

O deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) postou vídeo nas redes sociais denunciando uma tentativa de assalto quando retornava com assessores de uma atividade política. A abordagem dos bandidos, segundo o relato do parlamentar, ocorreu entre o bairro do Serrotão e a comunidade Capim Grande, próximo a Catolé de Boa Vista, onde ele participou de um jantar. Durante a abordagem, um dos vidros do carro foi quebrado e um auxiliar foi atingido com uma pedrada. O banco do carro ficou com marcas de sangue e estilhaços do vidro.

Carro no qual Manoel Ludgério seguia foi atacado por assaltantes. Foto: Divulgação

O parlamentar fez críticas à falta de segurança do Estado, atribuindo ao governador Ricardo Coutinho (PSB), sem citar o nome, a responsabilidade. “Infelizmente o Brasil está entregue às baratas, em termos de segurança pública. Na Paraíba, não temos uma atitude concreta, por parte de nossos governantes, não podemos fazer uma crítica construtiva porque, daí a pouco alguns meios de comunicação do próprio estado tentam nos desmoralizar, e eu tenho sido vítima disso quase que diariamente ao lado de minha esposa”, criticou, garantindo que não quer polemizar o assunto.

“Minha gratidão a Deus. Passamos um momento muito difícil. Não desejo a ninguém! Sensação de impotência. Estamos órfãos de segurança pública, saúde e educação”, disse.

Elba Ramalho puxa “fora Temer” no “Maior São João do Mundo”

Cantora paraibana seguiu “provocação” vinda do público e ainda emendou com um “fora todos os corruptos deste país”

A cantora paraibana Elba Ramalho aproveitou a apresentação no Parque do Povo, em Campina Grande, neste domingo (17), para puxar um “fora Temer”. A reação ocorreu após parte do público, na frente do palco, ter iniciado o coro. A artista, então, emendou com um “fora Temer e todos os políticos corruptos deste país”. A manifestação, seguida por uma multidão que assistia o espetáculo, ocorreu já perto do fim da apresentação. Elba já havia se despedido da quadrilha junina que participou da apresentação e falava da última música antes de encerrar o show. Ela lamentou, durante a manifestação, a falta de opções na política nacional. “E olha que nem gostar de política eu gosto, está difícil mesmo. E olha que a gente não tem nome para gritar, bota não sei lá quem!”.

Elba Ramalho já havia puxado o corro do “fora Temer” em outras oportunidades. O presidente Michel Temer (MDB) é acusado em escândalo de propina investigado pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Ele chegou a ser denunciado duas vezes pelo Ministério Público Federal por causa de suposta negociata com os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, mas a Câmara dos Deputados, majoritariamente governista, rejeitou a abertura dos processos. Mais cedo, neste domingo (18), durante entrevista coletiva, Elba foi perguntada se ela defendia o “Lula Livre”, pregado pelos apoiadores do ex-presidente Lula (PT). Ela negou. “Eu sou apolítica, não falo de política, mas não sou petista”, disse.

Tribunal de Contas recomendará suspensão do pagamento de salários a Berg Lima e Leto Viana

Prefeitos em exercício serão notificados da decisão nos próximos dias e terão que suspender pagamentos imediatamente

Berg Lima foi flagrado em vídeo feito por empresário justamente no momento em que recebia dinheiro supostamente de propina. Imagem: Reprodução

Os prefeitos em exercício de Cabedelo e Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, terão que suspender os pagamentos dos salários dos titulares dos mandatos, afastados pela Justiça. A decisão foi anunciada pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), André Carlo Torres. Ela ocorre no mesmo dia em que a corte decidiu pela ilegalidade do pagamento dos salários a dez vereadores e servidores públicos da Câmara de Cabedelo afastados por decisão da Justiça. O posicionamento foi dado em resposta à consulta feita pela presidente da Casa, Geusa Ribeiro (PRP), sobre a legalidade do pagamento dos vencimentos dos parlamentares afastados do cargo por decisão judicial. Os vereadores foram alvos da operação Xeque-Mate, desencadeada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público da Paraíba.

Leto Viana participa da audiência de Custódia que confirmou a prisão. Foto: Divulgação/TJPB

De acordo com André Carlo Torres, logo que for publicada a decisão do TCE sobre o impedimento dos pagamentos, haverá o comunicado da decisão aos gestores e a consequente recomendação para que os pagamentos sejam suspensos. “É importante ressaltar que, lá na frente, caso os suspeitos sejam efetivamente condenados pela Justiça, eles terão que restituir o poder público pelos recursos recebidos”, ressaltou. As recomendações serão encaminhadas aos prefeitos em exercício de Cabedelo, Vítor Hugo (PRP), e de Bayeux, Noquinha (PSL). O entendimento da corte é que sendo ilegal o pagamento, ele não poderá persistir. “A decisão do Tribunal de Contas está muito bem fundamentada”, acrescentou.

O prefeito em exercício de Cabedelo, Vítor Hugo, disse que vai cumprir a decisão do Tribunal de Contas. “Vou esperar apenas a publicação da decisão. Quando isso ocorrer, de posse dos termos considerados pela corte, vou suspender os pagamentos dos salários do prefeito (Leto Viana) e do vice (Flávio Oliveira)”, ressaltou. O Serviço de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres) não especifica de quanto são os salários dos dois, porém, levando em consideração que os vencimentos pagos a Vítor Hugo em abril somam R$ 17.099,99, a perspectiva é que os de Leto girem em torno disso. Leto foi preso no dia 3 de abril no bojo da operação Xeque-Mate. Ele é acusado de ter liderado uma organização criminosa formada para extorquir os cofres públicos na cidade.

No caso de Bayeux, a situação é ainda mais grave. A cidade paga salários a dois prefeitos ao mesmo tempo. E só não paga a um vice por que ele teve o mandato cassado por determinação da Câmara Municipal. O prefeito Berg Lima (sem partido) foi preso no dia 5 de julho do ano passado e afastado do cargo dois dias depois. Desde então, sem trabalhar, ele recebe todos os meses a bagatela de R$ 20.257,60. O montante é o mesmo depositado na corta do prefeito em exercício, Noquinha. O presidente da Câmara chegou ao cargo depois da cassação do vice-prefeito, Luiz Antônio (PSDB). Berg foi preso sob a acusação de ter tentado extorquir um empresário da cidade que tentava receber por dívidas contraídas pela gestão municipal no mandato anterior, de Expedito Pereira.

Decisão tomada, agora resta aguardar as cenas dos próximos capítulos…

 

Em tempos de fake news, vereador super sincero diz que todo político rouba

Pronunciamento durante sessão ocorrida na última sexta-feira (25) repercutiu em grupos de compartilhamento de mensagens

Em tempos de fake news, surpreende quando se vê um político abrindo o coração para falar de corrupção. E quando ele mesmo se coloca no meio, a coisa ganha contornos mais interessantes ainda. O caso em tela vem do município de Baía da Traição, no Litoral Norte. Mais especificamente da Câmara Municipal. Sim, aquela que ficou nacionalmente famosa por que os vereadores tinham seis meses de férias. Pois é, na última sexta-feira (25), o vereador Luiz Sabino (PTB) disse em pronunciamento na Casa que todo político rouba. Isso mesmo. “Todo político mete a mão do dinheiro público”.

A única distinção entre um político e outro não foi feito pela honestidade absoluta. Ele disse que uns roubam mais e fazem menos e outros fazem menos e roubam mais. Ressaltou ainda que todos visam o dinheiro. Lembrou aqueles que pegam dinheiro com agiota. Eles, garante o vereador, vão pagar os juros pelo empréstimo. Sugere então que, para isso, terão que meter a mão no dinheiro público. O salário dos vereadores na Câmara de Baía da Traição é de R$ 3,5 mil mensais. O Legislativo, no município, realiza uma sessão por semana nos meses de fevereiro, março e abril, entram de recesso e voltam nos meses de setembro, outubro e novembro.

 

Michel Temer manda forças federais desbloquearem rodovias do país

Durante pronunciamento em rede de rádio e TV o gestor alegou necessidade de reabastecimento

O presidente Michel Temer alega a necessidade de permitir o abastecimento. Foto: Reprodução/EBC

O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam desbloqueadas pelo movimento. O anúncio foi feito há pouco pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

“Quero anunciar um plano de segurança imeadiato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo teve a coragem de dialogar, agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro.”

Nesta quinta-feira (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias, quando as partes voltarão a se reunir.

Nesta sexta-feira (25), no entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país. O ministro Eliseu Padilha disse também nesta sexta-feira que o governo confia no cumprimento do acordo firmado ontem com as lideranças do movimento.

A decisão de suspender a paralisação, porém, não é unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusaram a proposta.

Nesta sexta, a Abcam divulgou nota na qual afirma que, ao contrário de outras entidades, “que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros”. “Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União”, diz o texto.

Da Agência Brasil

Cássio sugere que Temer demita o presidente da Petrobras e acusa falta de governo

Senador paraibano culpa Pedro Parente pela crise e diz que daqui a pouco o presidente da Petrobras vai nomear o presidente da República

Cássio Cunha Lima tem adotado um tom ácido nas críticas contra o presidente Michel Temer. Foto: Divulgação/Agência Senado

Está cada vez mais distante o tempo em que  senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) nutria concordância com a política econômica do presidente Michel Temer (MDB). Durante entrevista ao site Poder 360, nesta quarta-feira (23), o vice-presidente do Senado sugeriu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e a mudança imediata da política de preços da estatal. O motivo: o caos instalado com o protesto dos caminhoneiros em todo o país, que já causa falta de combustível em postos e aeroportos e desabastecimento de alimentos. A categoria protesta contra o preço do diesel e os reajustes quase que diários arbitrados pela empresa. A queixa ocorreu pouco antes de a Petrobras anunciar uma redução de 10% no valor do combustível por 15 dias.

“É claro que o país não suporta essa política de reajustes diários, isso fere qualquer planejamento do segmento de transporte que atende todas as cadeias da produção brasileira”, disse Cunha Lima. Ele lançou ainda um desafio para o ex-aliado Michel Temer. Disse que se o presidente não mudar o comando da Petrobras, “daqui a pouco o presidente da Petrobras vai nomear o presidente da República”. A ironia se deve ao fato de o governo não pressionar a empresa por um controle maior dos preços dos combustíveis no país. Cássio ressaltou ainda que é preciso reduzir impostos e lembrou que a carga média de tributos no país tem sido de 43% dos valores cobrados, porém, alegou que esse montante chega a 52% em alguns estados. Na Paraíba, por exemplo, a carga tributária gira em torno de 50%.

O senador foi um dos políticos do PSDB que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele também apoiou o presidente Michel Temer (MDB) no primeiro momento, porém, se afastou do emedebista desde que começaram as denúncias de corrupção contra o gestor. Atualmente, Cássio Cunha Lima tem adotado um tom ácido nas queixas contra o atual presidente.