Odebrecht: ministro Edson Fachin inclui Cássio entre os investigados na Lava Jato

Cássio Cunha Lima (C) conversa com Aécio e Caiado. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) está entre os 108 políticos que passarão a ser investigados pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato, com base nas denúncias dos executivos da Odebrecht. A abertura dos inquéritos foi determinada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão. A publicação informa que foi determinada a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. Entre os parlamentares, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). A lista também inclui o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o também paraibano Vital do Rêgo Filho.

Ao todo, são 108 políticos alvos de 83 inquéritos propostos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O material foi encaminhado ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As denúncias têm como base as 78 delações de executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial. O senador e ex-candidato a presidente da República, Aécio Neves, aparece na lista junto com outro ex-presidenciável tucano, o senador José Serra.

O governo do presidente Michel Temer é bastante atingido pelas investigações. A lista inclui os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O presidente Michel Temer é alvo de pedido de investigação, mas não foi incluído porque a Constituição proíbe a investigação do presidente por fatos anteriores ao atual mandato.

Confira a lista dos políticos que serão investigados

Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador da República Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador da República José Serra (PSDB-SP)
Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador da República Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

 

Com informações do blog do Fausto Macedo, do Estadão

Transposição: ministro adia para quinta-feira “festa da água” em Boqueirão

Helder Barbalho convidou parlamentares paraibanos para o evento que marcará a chegada das águas da transposição. Foto: Beto Barata/PR

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, adiou para a próxima quinta-feira (13), às 16h30, a festa para marcar a chegada das águas da transposição ao Açude Epitácio Pessoa, popularmente conhecido por Boqueirão. Os deputados federais e senadores paraibanos foram convidados pelo mandatário para a comemoração, que não ocorrerá mais no perímetro inicial do açude. O ato vai acontecer no balde do manancial, mesmo sem que a água da transposição tenha chegado lá ainda. O evento, segundo os organizadores, será simbólico. A tendência é que do ponto inicial até o volume morto, onde ainda resta água acumulada, se passem alguns dias para que Boqueirão receba contribuições do Velho Chico.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) postou vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira (11), falando da mudança no cronograma. Ele alegou problemas na agenda do ministro para vir à Paraíba. Inicialmente, o ato ocorreria no ponto inicial do açude, uma área de difícil acesso, a partir das 9h desta quarta-feira. O horário foi mudado para as 13h30, também desta terça. O cronograma foi mudado novamente no início desta tarde, com a mudança do ato para a quinta-feira. A data vai coincidir, também, com o poto facultativo da Prefeitura de Campina Grande, por causa do feriadão da Semana Santa. Há uma mobilização para que os servidores municipais participem do ato.

Aesa

De acordo com o cronograma repassado pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), as águas do Eixo-Leste da Transposição já estavam em Cabaceiras nesta terça-feira. A previsão é que elas cheguem no açude até sexta-feira, segundo previsão repassada recentemente. No último domingo (9), Helder Barbalho gravou um vídeo e postou em sua página oficial no Facebook para convidar os paraibanos para a solenidade, em atendimento “a toda a população de Campina Grande, trazendo tranquilidade hídrica e mais do que isso, cumprindo com aquilo que nós nos comprometemos”, destacou.

As águas do São Francisco deve aumentar a vazão do açude Boqueirão para abastecer Campina Grande e outros 18 cidades da região. A expectativa é de que o racionamento nesta cidades possa ser suspenso até 20 de junho.

Colaborou Angélica Nunes

Anfip disponibiliza livro e vídeos chamando de farsa o rombo da Previdência

O recuo do presidente Michel Temer (PMDB), que autorizou o relator da Reforma da Previdência, André Moura (PSC-SE), a fazer mudanças em cinco pontos do projeto não comoveu em nada os representantes da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Anfip). A entidade divulgou livros e vídeos nos quais contestam a tese de que há rombo nas contas da Previdência Social. Desde o ano passado, quando a proposta de mudança chegou ao Congresso, o grupo tem se entrincheirado no combate ao projeto. O argumento usual é o de que a premissa de prejuízo é falsa, levando em conta dispositivos constitucionais ignorados pelo governo federal na hora de apontar o rombo.

Os auditores acusam o governo federal de levar em consideração basicamente o que se arrecada com as contribuições feitas pelos trabalhadores e patrões na hora de fazer as contas. Acontece que a Previdência é apenas um dos pontos previstos na Seguridade Social, que engloba também Saúde e Assistência Social. Tudo isso é previsto na constituição de 1988. O problema da Previdência, eles reformam, está na não contabilização do que se arrecada com Pis, Cofins, CSLL, Pasep, além das desonerações feitas pelo governo para beneficiar as empresas. Em 2014, por exemplo, elas somaram R$ 69,7 bilhões.

Os auditores dizem ainda que durante o ano de 2015, houve na verdade superávit de R$ 11,1 bilhões quando somadas todas as fontes de financiamento. Outro ponto que estaria contribuindo para negativar as contas da Previdência são as Desvinculações de Receitas da União (DRUs), que retiram dinheiro da Seguridade Social. Os auditores reforçam que as fontes de contribuição estão descritas na Constituição Cidadão de 1988, no Art. 195.

 

Vídeo mostra Bolsonaro sendo esnobado ao tentar tietar Sérgio Moro

O deputado federal e virtual candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viveu uma saia justa sem tamanho no Aeroporto de Brasília, nesta quinta-feira (30). Quando percebeu a presença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba (PR), correu para cumprimentá-lo. De frente para as câmaras e animadamente, se posicionou à frente do magistrado e bateu continência. A resposta foi um riso constrangido de Moro que, de imediato, deu as costas e foi embora, deixando no vácuo e com cara de quem sobrou na curva o parlamentar. Bolsonaro foi “salvo” por alguns fãs que passaram a tietá-lo. O vídeo da Mídia Ninja viralizou na internet.

https://www.youtube.com/watch?v=-ilP21yctoE

Mais cedo, o juiz Sérgio Moro foi condecorado com o grau de distinção pelo Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. Por ocasião dos 209 anos da Justiça Militar da União, o STM condecorou cerca de 190 pessoas. Moro foi um dos que receberam a medalha diretamente do presidente do tribunal, José Coêlho Ferreira. “Eu disse que estava dando essa medalha, essa condecoração, não só a um juiz federal, mas a um juiz federal que estava fazendo um trabalho que toda a sociedade estava reconhecendo”, disse Coêlho a jornalistas ao ser perguntado sobre as palavras que transmitiu a Moro. “Está fazendo um grande trabalho”, reforçou.

Bastante assediado por equipes de reportagem e outros condecorados que lhe pediam fotos e filmagens, Moro teve que ser isolado por seguranças e deixou a quadra do Clube do Exército, onde ocorreu a cerimônia em Brasília, sem falar com a imprensa. Receberam condecorações também a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, entre outros.

Rômulo Gouveia é chamado de golpista em São João do Cariri

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) viveu uma saia justa sem tamanho na última sexta-feira (24). Durante evento em São João do Cariri para debater a reforma da previvência, ele foi chamado ao palanque pelo deputado estadual Jeová Campos (PSB). Ao ser convidado, resistiu ao convite enquanto era chamado de golpista, golpista e vaiado pelo público presente. As críticas ocorreram por conta do voto a favor da flexibilização da terceirização, dado na mesma semana. Rômulo foi um dos cinco deputados federais paraibanos que votaram a favor da proposta.

Confira:

Em contato com o blog, o deputado Rômulo Gouveia minimizou o ocorrido. Segundo ele, o grupo que o vaiou era formado por um pequeno contingente, ligado a centrais sindicais. Disse também que houve descontentamento da maioria do público presente com o protesto.

Confira vídeo do momento em que Lula se banhou nas águas da transposição

A solenidade prevista para banho do ex-presidente Lula (PT) nas águas do “Velho Chico”, no ato político para festejar a “Inauguração Popular da Transposição, neste domingo (20), quase acabou em tragédia. Sem organização, o petista sentiu o calor humano dos eleitores em um tom além do que esperava. Confira:

Lula e Temer usam vídeos para travar briga pela paternidade da transposição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual, Michel Temer (PMDB), estão travando uma intensa guerra pela paternidade das obras de transposição, apesar de o peemedebista ter dito, na Paraíba, que não brigaria por isso e que a obra é do povo, construída com o dinheiro público. E tem razão, pelo menos no discurso oficial. Na prática, a briga tem sido travada, sim, seja em artigos distribuídos com os jornais, seja em vídeos e postagens nas redes sociais. Seguem dois exemplos clássicos:

1. Lula postou nas redes sociais vídeo em que um artista paraibano canta música sobre a chegada das águas, agradece ao petista, enquanto aparecem imagens de pessoas comemorando a chegada das águas.

2. No vídeo institucional, o locutor diz que em dez meses o governo de Michel Temer (o nome não é explicito), as obras foram aceleradas e há a promessa de que o Eixo Norte seja entregue até o fim do ano.

 

Peemedebista manda recado a Cartaxo: “não há indexação entre 2016 e 2018”

O deputado estadual Raniery Paulino (PMDB) tem aproveitado o racha interno no seu partido para defender que a sigla tenha candidatura própria para a disputa do governo do Estado, em 2018. O partido está dividido entre os defensores da manutenção da aliança com o PSD do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima ou mesmo o retorno ao esquema eleitoral do governador Ricardo Coutinho (PSD). Paulino defende o caminho em faixa própria.

A discussões sobre o projeto próprio surgiu depois que o senador Raimundo Lira, defensor da composição com o PSB, deu entrevistas alegando que o senador José Maranhão confidenciou a ele o desejo de ser candidato. Apesar de assegurar não ter conhecimento do desejo do parlamentar, Paulino lembrou outros nomes viáveis, na visão dele, para a disputa, a exemplo do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo e do senado Raimundo Lira. Sobre a aliança com Cartaxo, ele garante que não há indexação de uma eleição para a outra.

“(A aliança) em João Pessoa foi feita para o município de João Pessoa. Essa mesma aliança não foi reproduzida em Campina Grande ou em Guarabira. Então, não existe indexação do partido a nenhum outro projeto, porque quando aconteceu a aliança na disputa estadual, o governador cobrava a reprodução desta aliança para os municípios”, ressaltou Raniery Paulino, que é filho do ex-governador Roberto Paulino. Ele ressalta ainda que a aliança foi interessante e teve o seu momento, mas sua opinião é de que o partido precisa lançar candidatura própria.

Ator Wagner Moura grava vídeo com críticas à reforma da previdência

Vídeo divulgado nas redes sociais cobra mobilização da população contra a proposta de Reforma da Previdência enviada ao Congresso. Imagem: Reprodução/YouTube

O ator Wagner Moura, consagrado no Brasil e no exterior, tem emprestado a voz para uma mobilização feita pela frente Povo Sem Medo nas redes sociais contra a Reforma da Previdência. O vídeo está sendo compartilhado pelas principais lideranças do PT no Congresso, a exemplo dos senadores Lindbergh Farias (RJ) e Gleise Hoffmann (PR). No áudio, ele diz que a proposta enviada pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional “tem vários ataques aos nossos direitos”. Entre as mudanças, cita a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e lembra que em várias regiões do Norte e Nordeste a expectativa de vida ao nascer é menor do que isso. “Vão transformar o INSS em uma funerária, onde as pessoas vão se aposentar no caixão”, diz.

No quesito idade mínima, Wagner Moura lembra que Temer se aposentou aos 55 anos, ganhando mais de R$ 30 mil por mês. Ele também critica a aposentadoria de homens e mulheres com a mesma idade, ressaltando que a maioria delas tem dupla jornada. Para completar, critica na proposta a exigência para que as pessoas recebam a aposentadoria integral só depois de contribuírem 49 anos. O ator lembra que para se conseguir a aposentadoria com o benefício integral aos 65 anos, a pessoa precisaria iniciar a vida profissional aos 16 anos em trabalho formal e nunca ser demitida na vida. Para completar, pede que os internautas iniciem uma mobilização para encher os e-mails e redes sociais dos deputados e senadores para que eles rejeitem a proposta encaminhada pelo presidente Temer ao Congresso.

O Provo Sem Medo é uma frente de mobilização composta por mais de 30 movimentos nacionais. O grupo tem adotado a mesma estratégia da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), que também divulgou vídeo com animação. No caso dos auditores, eles alegam existir farsa do governo federal e alegaram não haver rombo nas contas públicas. Confira em matéria publicada anteriormente dois vídeos, um dizendo não haver prejuízo e outro alegando que eles existem.

 

Como ‘estranho no ninho’, Ricardo impõe saia justa para Michel Temer

Monteiro (PB) – Presidente Michel Temer durante cerimônia de chegada das Águas do Rio São Francisco à Paraíba (Beto Barata/PR)

Em meio a um campo minado, com pucos aliados por perto, o governador Ricardo Coutinho (PSB) fez um discurso efusivo de defesa dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, e ainda do ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT-CE), durante a inauguração das obras da transposição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira (10), em Monteiro, com a presença do presidente Michel Temer (PMDB). O discurso, não transmitido pela estatal NBR por problemas técnicos, foi no sentido contrário ao do seu desafeto político, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), e também de Temer, que se restringiu a classificar como elogiável o trabalho dos que vieram antes dele.

No caso de Cássio, ele elogiou desde o imperador Pedro II até os ex-ministros Cícero Lucena e Fernando Catão. Ambos se dedicaram ao projeto durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Não deixou, vale ressaltar, de citar as importâncias de Lula e Dilma, mas lembrou que a petista atrasou a obra. Ainda aliviou o pé nas críticas ao governo petista, atribuindo o atraso a fatos externos, para não melindrar o ministro da Integração Nacional durante o governo dela, o hoje senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que estava a poucos metros dele no palanque. Isso não o impediu de chamar de corrupto o governo que antecedeu Temer.

Manifestantes foram mantidos longe do palco. Foto: Josusmar Barbosa

Já Ricardo lembrou que Lula nasceu em Pernambuco, mas que sempre foi um parceiro da Paraíba. A Ciro também se referiu como um grande brasileiro e que lutou pela transposição. Lula e Ciro, vale ressaltar, são virtuais candidatos a presidente da República, em 2018. Sobre Dilma, ele lembrou que o governo dela foi responsável pelo pagamento de 70% da obra. Recordou também que o principal ator da transposição foi o povo nordestino. Entre os personagens, recordou do padre Djaci Brasileiro, que foi várias vezes a Brasília com a tradicional cruz de lata cobrar a retirada do projeto da transposição da gaveta.

Protesto

Do lado de fora, longe da solenidade, centenas de pessoas se espremeram nas barreiras de contenção, com cartazes em que se lia volta Lula e gritavam “Fora Temer”. Os gritos eram ouvidos em vários momentos do discurso e foram recepcionados pelo presidente Temer como manifestação e exemplo de democracia. Cássio Cunha Lima descreveu os manifestantes como “inocentes úteis”, sugerindo que eles foram mobilizados pela militância simpática ao ex-presidente.