CAE e CCJ aprovam projeto de Cássio que permite portabilidade da conta de luz

A ideia é que ocorra com o setor elétrico o mesmo que aconteceu com o setor de telefonia

Cássio projeta que a portabilidade se popularize também em relação à energia elétrica. Foto: Divulgação/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (20), projeto de lei ((PLS 232/2016) do senador Cássio Cunha Lima, que expande o mercado livre de energia elétrica, permitindo que pequenos consumidores possam fazer a portabilidade da conta de luz. A ideia é que, a longo prazo, ocorra com o setor elétrico o mesmo que aconteceu com o setor de telefonia: maior competitividade entre empresas e liberdade de escolha para o consumidor. Já nesta quarta-feira (21), o PLS 232/2016 foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O projeto de Cássio altera o modelo comercial de energia elétrica no país com a intenção de, progressivamente, permitir que os pequenos consumidores possam optar em fazer parte do mercado livre, hoje restrito a grandes consumidores de energia.

No caso dos consumidores residenciais, por exemplo, a relação com as distribuidoras será mantida apenas para o serviço de distribuição, e a liberdade para a compra se dará no caso da comercialização de energia com a geradora.

Liberdade de escolha – Em sua justificativa ao projeto, Cássio afirmou que a liberdade de escolha para o consumidor aumentará a concorrência entre as empresas, reduzindo o preço e melhorando a qualidade do serviço prestado.

“A liberdade de escolha aumenta a concorrência entre as empresas, o que reduz o preço e a qualidade do bem ou serviço prestado. Trata-se de algo que deve ser incentivado, em todos os setores. Não podemos retirar do consumidor esse direito, principalmente no setor de energia elétrica, que fornece um importante item para o bem-estar da população brasileira” – defende o senador.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que foi o relator do projeto de Cássio na CAE, aprovado na forma de substitutivo, disse que “o mérito do projeto é inquestionável, pois dá liberdade de escolha ao consumidor e promove a eficiência da economia”.

Agora, a matéria segue para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, em seguida, para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde será votada em decisão terminativa.

Com informações do Senado

 

Operação Cartola: Justiça afasta cúpula da FPF e determina recolhimento domiciliar de dirigentes

Acusados de operar organização criminosa no futebol paraibano estão impedidos de frequentar espaços esportivos e deixar a comarca sem autorização judicial

Amadeu Rodrigues é um dos acusados de ter criado uma organização criminosa na FPF

A juíza da 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa, Shirley Abrantes Moreira Régis, determinou nesta quarta-feira (27) o afastamento de praticamente toda a cúpula da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Ao todo, 17 acusados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) de operar uma “organização criminosa” na entidade tiveram as denúncias aceitas pela magistrada. Eles são suspeitos de, entre outros crimes, manipular resultados dos jogos, fraudar o sorteio da arbitragem, favorecer demandas dos dirigentes dos clubes e garantir a proteção dos resultados com decisões da Justiça Desportiva. Todos receberam prazo de dez dias para apresentar defesa no processo.

A magistrada decidiu cautelarmente pelo afastamento dos cargos de Amadeu Rodrigues da Silva Junior, presidente da FPF; Lionaldo dos Santos Silva, presidente do STJD; Marinaldo Roberto de Barros, procurador do STJD; Jose Renato Albuquerque Soares, membro da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol; Severino José de Lemos, membro da Comissão de Arbitragem, e Genildo Januário da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Árbitros. O grupo foi enquadrado na denúncia formulada pelo Ministério Público como o “Núcleo dos gestores/Líderes“. Deste agrupamento, apenas Breno Morais Almeida, vice-presidente do clube Botafogo, não teve determinação para deixar o cargo. Apesar de que, sem poder frequentar a sede do clube e os jogos, terá a função reputada à condição de inócua.

Todos os acusados, sem exceção, terão que cumprir uma série de medidas cautelares. Confira:

. Comparecer uma vez por mês no cartório judicial da Vara, entre os dias 1° e 10, para informar e justificar atividades;
. Proibição de se ausentar da comarca onde residem sem autorização judicial;
. Obrigação de recolhimento domiciliar no período noturno, a partir das 21h até as 5h do dia seguinte;
. Proibição de acesso ou frequência à entidades desportivas paraibanas (Federação Paraibana de Futebol, Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba, Comissão Estadual de Árbitros de Futebol, bem como quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol paraibano, mantendo distância mínima de 400 metros);
. Proibição de manter contato com as testemunhas e investigados e/ou denunciados no presente caso, salvo se forem parentes;
. Entrega judicial do passaporte no prazo de 24 horas.

Outros acusados

As medias cautelares serão cumpridas também pelos membros da comissão de arbitragem denunciados como integrantes do “Núcleo de Supervisores“. São eles Adeilson Carmo Sales de Souza, Antonio Carlos da Rocha, Antonio Umbelino de Santana, Eder Caxias Meneses, Francisco de Assis da Costa Santiago, João Bosco Sátiro da Nóbrega, José Maria de Lucena Netto, Tarcísio José de Souza e Josiel Ferreira da Silva. A ala identificada como “Núcleo de Logística” inclui o funcionário da Federação Paraibana de Futebol José Araújo da Penha.

Durante a instrução processual, a Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva dos suspeitos, porém, a magistrada seguiu o entendimento do Ministério Público da Paraíba. O órgão opinou pela imposição de medidas cautelares contra os acusados. Em contato com o blog, o advogado de Nosman Barreiro, vice-presidente da Federação Paraibana de Futebol, Diego Lima, se disse confiante de que o dirigente será empossado ainda nesta quinta-feira (27) no cargo de presidente interino da federação. Para isso, ele enfrentará uma mudança no estatuto da instituição. Uma manobra feita por Amadeu Rodrigues definiu como sucessor, em caso de vacância do cargo do presidente, um nome escolhido entre as outras vice-presidências da FPF. Mais uma demanda judicial à vista.

 

MPPB vai apurar “preconceito” e “misoginia” em comentários de Sikêra Júnior

Apresentador da TV Arapuan teria se referido a mulher presa como “sebosa” e “nojenta”, mas alegou não ter tido a intenção de ofender ninguém

Sikêra Júnior divulgou vídeo alegando que foi mal interpretado e que tudo não passou de uma brincadeira. Imagem/Reprodução/Facebook

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu procedimento para “apurar a veiculação, em programa televisivo, de comentário de conteúdo preconceituoso e misógino, pelo apresentador José Siqueira Barros Filho, conhecido por Sikera Júnior”. O inquérito está sendo instaurado pela Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, da Comarca de João Pessoa. De acordo com o procedimento, durante a apresentação do programa Cidade em Ação, na TV Arapuan, em matéria sobre a prisão de uma jovem negra, o apresentador teria se referido à “detida” com adjetivos como “sebosa” e “nojenta”. A promotora Rosane Maria Araújo e Oliveira alega que a conduta, em tese, “afronta a Constituição Federal e a Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, ratificada pelo Brasil”.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e teve a gravidade elevada depois que o apresentador reagiu a críticas da jornalista e cantora Kalyne Lima. A jovem havia feito postagens nas redes sociais criticando a postura de Sikêra. Em contrapartida, ele também usou as redes sociais para chamar a ativista cultural de “feminista”, “mal amada” e “gorda”.  Vários manifestantes, depois disso, se concentraram em frente à emissora de TV, que divulgou nota alegando que “não necessariamente comunga com os valores defendidos por seus profissionais”. O próprio Sikêra veio a público posteriormente para alegar que não pretendia ofender as mulheres. Alegou que foi mal interpretado quando usou do habitual bom humor para tratar de assuntos cotidianos.

O caso foi levado pela própria Kalyne Lima para o Ministério Público da Paraíba. Ela foi acompanhada na demanda por representantes dos movimentos sociais feministas e da Comissão de Combate à Violência e Impunidade contra a Mulher da OAB/PB; Cunhã – Coletivo Feminista e Articulação de Mulheres Brasileiras e do Movimento Mulheres ELO em Rede da Paraíba.

Em decorrência da denúncia, a promotora determinou a abertura do inquérito e que sejam oficiados o apresentador e a emissora de TV para que prestem esclarecimentos sobre o ocorrido. A portaria com o procedimento foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público da Paraíba nesta terça-feira (26).

Justiça desobriga placas com alertas sobre homofobia em seis estabelecimentos e Estado vai recorrer

Procurador-geral do Estado diz que a decisão da magistrada apenas destrói o mínimo de política de tolerância pregado na legislação

Magistrada alega, em decisão, que há vários segmentos da população que sofrem discriminação e não são alcançados pela lei. Foto: Divulgação

Mais um embate judicial à vista. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai recorrer de decisão da decisão judicial que proíbe o Estado de obrigar seis estabelecimentos a fixarem placas alertando sobre a proibição legal da discriminação por orientação sexual. A lei  nº 10.895/2017 foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada em maio do ano passado pelo governado Ricardo Coutinho (PSB). O texto determina que todos os estabelecimentos comerciais ou públicos a alertarem clientes e funcionários sobre o combate à homofobia. A multa pelo descumprimento é de R$ 10,5 mil. A exigência é para que se fixe uma placa, em local visível, com dimensões de 50 cm por 50 cm, com o dizeres “Discriminação por orientação sexual é ilegal e a acarreta multa.

A decisão é tem caráter liminar e foi proferida pela juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Flávia da Costa Lins Cavalcanti. A magistrada determinou que o Estado se abstenha de aplicar qualquer sanção contra os autores da Ação de Obrigação de Fazer em questão. Os autores da demanda judicial são Márcio Túllio de Farias Chaves ME, VM Ensino Médio Ltda. EPP, DHD Ensino Infantil e Fundamental Ltda. – EPP, Honório Dantas & Cia Ltda. – EPP, MJ Ensino Infantil, Fundamental e Médio Ltda. – EPP e Book Store Comércio de Livros Ltda. A medida judicial foi movida contra o Estado da Paraíba. Os promoventes afirmam que tal medida é desproporcional e impositiva e que vem gerando prejuízo aos comercialmente.

A decisão foi criticada pelo procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro. Ele disse que vai recorrer. “Esse é o tipo de decisão que não ajuda em nada, só destrói o mínimo de política de tolerância que se busca construir no respeito a adversidade”, enfatizou em contato com o blog. A proposta teve como autor na Assembleia Legislativa o deputado estadual Anísio Maia (PT). A lei determina que o dinheiro arrecadado seja distribuído entre entidades de defesa do orgulho LGBT.

Os autores da ação alegam que a lei decorre de uma necessidade coletiva, não sendo função do legislador criar lei em benefícios de particulares. Aduzem, também, que a lei em foco padece de vício de iniciativa e inconstitucionalidade material, uma vez que trata de matéria de direito civil, de competência exclusiva da União, o que violaria o princípio da igualdade.

Decisão

Ao decidir sobre o caso, a magistrada observou que a placa objeto da lei, cuja afixação foi impositiva, sob pena de pagamento de multa aos descumpridores, visa assegurar o cumprimento da norma constitucional que veda a discriminação em razão de sexo/opção sexual. Ao mesmo tempo, viola, dentre outros princípios, o da livre iniciativa e o consagrado princípio constitucional da igualdade.

A juíza Flávia Cavalcanti afirmou que, sopesando os valores trazidos à apreciação, entende-se que deve prevalecer os interesses da maioria, que não pode ver tolhida a sua liberdade para atender parcela da sociedade. “Apesar de sofrer com a discriminação que realmente existe, não são as únicas vítimas de tais atos criminosos, os quais se originam no preconceito de cor, idade, origem, entre outros, e, nem por isso, em relação às ditas vítimas, se pode exigir igualmente a afixação do respectivo cartaz, reproduzindo o teor da lei que criminaliza ditas condutas”, enfatizou.

Com isso, a magistrada afirmou estarem presentes os requisitos necessários à concessão da tutela de urgência, estando a plausabilidade do direito demonstrada, bem como o perigo da demora, “na medida em que o constrangimento/prejuízos causados aos estabelecimentos obrigados a afixar a placa em tela é diário e aumenta com o passar do tempo.

 

Segunda Turma do Supremo manda soltar ex-ministro José Dirceu

Petista foi condenado a  30 anos de prisão por decisão do juiz da Lava Jato Sérgio Moro

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu após assinar na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal o termo que autoriza a cumprir prisão no regime aberto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (26) suspender a execução da condenação do ex-ministro José Dirceu a 30 anos de prisão na Operação Lava Jato. Com a decisão, Dirceu deverá ser solto. Ele cumpre a pena na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

A decisão foi tomada a partir de um habeas corpus protocolado pela defesa de Dirceu. Votaram pela soltura o relator, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu deve ser solto nas próximas horas (Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil)
Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, votou contra a concessão da liberdade. A maioria entendeu que o cálculo da pena pode ser revisto e Dirceu pode aguardar em liberdade o julgamento do recurso contra a condenação.

José Dirceu foi preso no mês passado após ter a condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, com base no entendimento do STF, que autorizou a execução provisória da pena, após o fim dos recursos na segunda instância.

Sessão

O julgamento desta terça-feira foi marcado por várias trocas de farpas entre os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin, que pediu vista do habeas corpus, mas os demais integrantes da Segunda Turma decidiram encaminhar a votação.

O procedimento não é usual no STF. Em geral, quando integrantes pedem vista de um processo, os demais chegam a adiantar o voto, mas o resultado fica suspenso e não é proclamado.

Em dos trechos do julgamento, ao discordar do voto de Toffoli, Fachin sustentou que o ministro estaria descumprindo a decisão do plenário que autorizou a prisão após o fim dos recursos em segunda instância. No entanto, Toffoli divergiu das ponderações e passou a rebater os argumentos de Fachin.

“Mas aí não tem a ver com execução imediata da pena, Vossa Excelência está fazendo um contraponto, eu estou falando A, Vossa Excelência está falando B. Vamos colocar as coisas nos devidos lugares”, disse Toffoli.

Em seguida, Fachin respondeu: “Nós dois estamos entendendo o que nós estamos falando”.

A troca de farpas entre os ministros ocorreu um dia após o ministro Edson Fachin enviar ao plenário, e não à Segunda Turma, o recurso no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pedia para suspender a execução da condenação na Lava Jato.

Além de Dirceu, também conseguiram recursos favoráveis na sessão de hoje da Segunda Turma o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genu, condenado na Lava Jato.

Cartaxo elogia Manoel Júnior, mas joga para base aliada escolha para o Senado

Prefeito diz que partidos aliados vão discutir o preenchimento do último espaço disponível na majoritária

Luciano Cartaxo (D) revela que Manoel Júnior precisará de apoio dos partidos da base para ser candidato ao Senado. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), não descarta a escolha de Manoel Júnior (PSC) para ocupar uma das vagas na chapa majoritária encabeçada pelo irmão, Lucélio. O gestor foi questionado sobre o assunto durante café da manhã que marcou, nesta terça-feira (26), a preparação para a entrega dos prédios do Villa Sanhauá, no Centro. O gestor garantiu que a relação com o vice-prefeito é muito boa e que tem havido interação entre eles na gestão. A escolha do colega de gestão para a disputa de vaga no Senado, na chapa de Lucélio, ele ressalta, dependerá dos outros aliados.

O prefeito, que preside o PV no Estado, deixou claro que tem havido conversas entre os partidos da base aliada. Resta apenas uma vaga no agrupamento político. Além de Lucélio, estão definidos a vice (Micheline Rodrigues) e um dos candidatos ao Senado (Cássio Cunha Lima). Resta a outra vaga para o Senado e as suplências para a Casa Alta (são quatro). Manoel Júnior chegou a namorar a participação na chapa que deverá ser encabeçada pelo senador José Maranhão (MDB). A decisão de Raimundo Lira (PSD) de não disputar a reeleição deixou o jogo aberto.

Operação de combate à adulteração de hodômetro cumpre mandado de prisão em João Pessoa

Operação Vitruvius cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e João Pessoa

Investigação mostrou mais de 150 participantes no esquema de adulteração de quilometragens de carros. Foto: Suetoni Souto Maior

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação que desarticulou um esquema de fraudes contra consumidores relativo à prática de adulteração de marcadores de quilometragem de veículos, os hodômetros. Interceptações feitas com autorização judicial apontam que em apenas 45 dias pelo menos 202 veículos tiveram seus hodômetros adulterados. A operação Vitruvius cumpriu seis mandados de prisão preventiva e outros 50 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e ainda em João Pessoa, capital da Paraíba. As investigações ainda estão sob segredo de Justiça.

A operação Vitruvius apura crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e estelionato. Durante o período das interceptações, foram identificados mais de 150 participantes das fraudes, a maior parte deles empresários do ramo de revenda de veículos usados. Os carros adulterados foram identificados através dos diálogos captados nas interceptações telefônicas e mediante diligências e filmagens realizadas em campo pela equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPRN.

A operação desta terça-feira contou com a participação de 37 promotores de Justiça, 75 servidores do MPRN e 160 policiais militares. A ação teve ainda o apoio de uma equipe do Núcleo Especial de Investigações (Neic) da Polícia Civil e do Gaeco da Paraíba.

 

 

Em vídeo, Buba Germano revela descoberta de câncer e agradece orações

Deputado descobriu através de exames de rotina um linfoma não-Hodgkin em estágio inicial e fará quimioterapia

O deputado estadual Buba Germano (PSB) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (25), para revelar a descoberta de um câncer. O parlamentar disse ter conseguido o diagnóstico em um estágio inicial da doença, o que vai facilitar o tratamento. O diagnóstico veio após exames de rotina. Trata-se de um linfoma não-Hodgkin e o tratamento será feito com quimioterapia. A doença já acometeu outras figuras públicas. Da política, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB). Do mundo artístico, os casos de maior repercussão foram os dos atores Reynaldo Gianecchini e Edson Celulari.

“Em respeito a todos os paraibanos e paraibanas venho, através deste vídeo, falar sobre o recente diagnóstico que recebi, por meio de exames de rotina. Graças a Deus é uma doença tratável e certamente iremos vencê-la, em nome de Jesus. Aproveito tb para agradecer as palavras de apoio e orações que temos recebido. Nossa luta em favor da PB não vai parar!”, escreveu Buba Germano no seu Instragram. O parlamentar é ex-prefeito de Picuí, ex-presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup) e se prepara para disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa.

O linfoma não-Hodgkin engloba um grande grupo de doenças neoplásicas, isto é, cânceres, com origem nos linfonodos. Por ser uma doença cancerígena, se não tratada de forma correta, pode levar o paciente à morte. O risco maior é que os linfomas se espalhem pelo corpo, comprometem vários grupos de gânglios linfáticos e podem se espalhar para o fígado, baço e medula óssea. Os principais sintomas são o aumento de linfonodos, ou seja, gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilha, excesso de sudorese noturna, febre, coceira na pele e perda de peso sem motivo aparente.

Ricardo diz que não viu coragem em Luciano Cartaxo para disputar a eleição

Governador faz críticas à oposição por causa das declarações de que pré-candidatura de João não decola

Ex-aliados: Ricardo Coutinho (E) durante encontro com Luciano Cartaxo (C) para definir aliança em 2014. Foto: Divulgação/PMJP

O embate infrutífero entre governo e oposição, na Paraíba, anda a todo vapor. Os grupos políticos, antes de ensaiar as promessas de campanha, claramente estão se voltando para os ataques pessoais. Depois de uma semana com a oposição espalhando a tese de que o candidato governista João Azevedo (PSB) não empolga, chegou a vez do governador Ricardo Coutinho (PSB) dar o troco. Durante entrevista na manhã desta segunda-feira (25), ele desdenhou do desempenho da oposição.

O alvo poderia ser o pré-candidato Lucélio Cartaxo (PV) ou o senador José Maranhão (MDB). Mas não, Ricardo preferiu mirar o prefeito da capital, Luciano Cartaxo (PV). Ele disse que houve uma movimentação intensa do verde com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) focando as eleições. Ambos eram pré-candidatos até o início do ano. Coutinho disse, no entanto, que nunca viu de fato o gestor campinense como postulante de fato. Já a Luciano, ele diz ter faltado coragem.

E alegou não precisar ser “Mãe Diná” para dizer isso. “Luciano só era candidato se entregasse a ele. Olha, toma aqui! Você não precisa disputar com ninguém… tome aqui. Porque jamais sairia (candidato), não tem perfil para isso. Ou seja, não tem… eu ia aqui dizer um palavrão, mas eu não posso dizer, não tem aquilo que as pessoas dizem para alguém que tem coragem”, disse.

‘Rebelião’ petista irrita Ricardo Coutinho: ‘a história vai cobrar’

Partido dos Trabalhadores se aproxima de um apoio a Lígia Feliciano por vislumbrar falta de espaço na chapa encabeçada por João Azevedo

Ricardo Coutinho critica postura do PT de cobrança de espaço na majoritária. Foto: Francisco França/Secom-PB

É tempo de racha na ala governista. O namoro do Partido dos Trabalhadores com a pré-candidatura de Lígia Feliciano (PDT) ao governo do Estado tem causado tempestades na ala governista. O governador Ricardo Coutinho (PSB), ao falar sobre o caso, disse que “a história vai cobrar (o preço), se já não estiver cobrando”. O partido vem exigindo dos socialistas, na Paraíba, contrapartidas factíveis para o apoio à pré-candidatura de João Azevedo (PSB). Eles querem espaço reservado na chapa para a disputa do Senado e que o postulante anuncie, desde já, o apoio à pré-candidatura de Lula (PT) à Presidência.

O presidente estadual do PT, Jacksom Macedo, estabeleceu prazo para que haja sinalização do PSB sobre os espaços na chapa. A sigla tem até o dia 28, dia do Encontro de Definição de Tática Eleitoral petista, para apresentar uma posição. “Estamos conversando”, diz o dirigente ao ser questionado sobre o fechamento de aliança com PSB ou PDT. A postura é criticada pelo governador, que admite haver prerrogativa petista para a definição.

“O PT já é maior de idade. O PT sabe ou pelo menos deveria saber, se não sabe é pior ainda, mas deveria saber, as coisas que acontecem na política e na conjuntura. E sinceramente, eu não fiz nada das minhas posições em função daquilo que o PT pudesse me dar.  Até por que você pode botar umas quatro existências do partido aqui na Paraíba para poder devolver a ousadia, a coragem e a determinação do nosso grupo político quando arranharam a democracia e nós nos levantamos contra”, ressaltou Coutinho, fazendo referência ao impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Sobre a posição dos petistas, Coutinho diz que “o povo vai julgar”. Ele criticou ainda a cobrança por espaços na chapa. “Acho que a política não se faz só com participação em chapa majoritária. Está tudo aberto”, destacou, lembrando que já fez campanha na Paraíba apoiando candidatos do PT e sem receber a contrapartida. “Em 2010 votei na candidata do PT (Dilma Rousseff) sem receber apoio”, acrescentou, lembrando o episódio em que o ex-presidente Lula apareceu no guia eleitoral de José Maranhão pedindo voto para o emedebista.

Sobre os petistas, Ricardo disse ainda que o partido pode até fechar com outra candidatura, mas não vai como um grupo coeso. “Você poderia me perguntar sobre (o deputado federal) Luiz Couto e ele já disse (que fica conosco)”, garantiu o governador.