Vereadores cobram audiência com Cartaxo para pedir cargos

Angélica Nunes

Quem pensou que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), tinha um “pepino nas mãos” na disputa entre os vereadores Durval Ferreira e Marcos Vinícius pela presidência da Câmara Municipal, é porque não acompanhou o choro das vereadores Raíssa Lacerda (PSD) e Eliza Virgínia (PSDB), além do vereador João Corujinha (PSDC), que cobram mais espaço (leia-se cargos) na administração municipal na reta final da reforma. Fala-se nos bastidores uma redução de 60 para 30 cargos na gestão por aliado.

O líder da base de sustentação do prefeito, Helton Renê, bem que tentou nesta quarta-feira (18) apaziguar os ânimos, convocando a bancada para uma reunião, mas não conseguiu muito sucesso. O secretário de articulação política Zennedy Bezerra também foi convocado para apagar o incêndio.

Os vereadores cobram uma audiência com Cartaxo para expor a insatisfação, mas não há aceno de que ela aconteça ainda esta semana. “A eleição da Mesa passou e agora queremos a reunião prometida com Cartaxo. Está na hora de nos ouvir”, pregou Raíssa Lacerda.

Embora do mesmo partido do prefeito, Raíssa estaria muito insatisfeita com a perda de cargo de aliados de campanha indicados por ela. Um pedido negado de nomeação do seu marido e ex-secretário na gestão de Luciano Agra, além do retorno de Adalberto Fulgêncio para a pasta da Saúde teriam agravado ainda mais o seu descontentamento, o que ela nega. “Meu marido é um advogado promissor, tudo o que disserem quanto a isso é uma inverdade. O que me preocupo é com os prestadores, pais de família, que ficarão desempregados”, justificou.

Mesmo eleito para presidente da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020, Corujinha vai mais além e diz que o seu partido, o PSDC, foi escanteado por Cartaxo após as eleições municipais por não ter emplacado cargos na gestão.

A reclamação  é bem parecida com a da tucana Eliza Virgínia, que argumenta que o PSDB teve um papel importante nessas eleições. Até o dia 20 estamos tentando nos reunir. Esse é um espaço do partido, mas dos vereadores não. Os vereadores não foram contemplados e nem ouvidos. Falta discutir esse espaço”, disse.

O prefeito Luciano cartaxo, embora tenha assegurado que deve se reunir com a bancada antes do início dos trabalhos no legislativo municipal, no próximo dia 1º, ainda não fechou uma data para o encontro.

Wilson tenta conquistar votos da bancada paraibana para Jovair Arantes

Candidato à presidência da Câmara Federal vem à Paraíba. Foto: Divulgação.

Angélica Nunes

De olho na presidência da Câmara Federal, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), desembarca em João Pessoa, nesta quinta-feira (19), para tentar conquistar o voto dos deputados federais da Paraíba. O encontro ocorre no Hotel Nord Luxxor Cabo Branco, às 15h. Apesar de estar numa forte disputa com o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) e ainda com Rogério Rosso (PSD-DF), que não definiu a renúncia de sua candidatura, o deputado e correligionário Wilson Filho, que é o articulador da reunião, acredita que muitos parlamentares devem comparecer e também votar em Jovair no próximo dia 2 de fevereiro.

Jovair está no sexto mandato de deputado, é aliado do Palácio do Planalto e integra o chamado “Centrão”, um bloco informal composto por partidos de perfil conservador. No ato de lançamento da candidatura de Jovair Arantes à presidência da Câmara foi realizado semana passada e lotou o Salão Nobre da Casa, com deputados de vários partidos, como o Solidariedade, PMDB, PROS, PT, PSC, PSD, PP e PSL.

Segundo Wilson Filho, como a eleição é uma das poucas que ainda ocorrem de forma secreta, muitas deputados têm pedido a ele que mantenham sigilo da intenção de votar no petebista. “Mas acredito que a maioria estará presente ao encontro, até como uma cortesia ao deputado Jovair Arantes”, comentou.

Na loteria da disputa pela presidência da Câmara, no entanto, Maia tem a dianteira. Além do correligionário Efraim Moraes (DEM), em campanha pela reeleição do atual presidente da Casa, o deputado Benjamin Maranhão (SD) disse que não deve comparecer ao encontro porque está viajando. “Caso estivesse em casa certamente receberia o deputado, porém não tomei decisão quanto ao voto para presidente da câmara”, argumentou.

Apesar de ser do “centrão”, o deputado Rômulo Gouveia (PSD) disse que se Rosso desistir da disputa deve votar em Rodrigo Maia. “De todo modo, mesmo seguindo a orientação do meu partido, estarei presente ao encontro de amanhã porque Jovair e Wilson são meus amigos, pessoas elegantes, que eu respeito muito”, justificou Gouveia. Pedro Cunha Lima (PSDB) também mantém incógnita sobre o voto, mas também deve votar em Maia.

O deputado petebista disse que as visitas para reforçar a candidatura de Jovair Arantes estão acontecendo em todos os estados. No discurso de lançamento da candidatura, o petebista defendeu “maior protagonismo” da Câmara e afirmou que a Casa não pode continuar “tutelada” pela Justiça. Wilson é um dos articuladores da campanha do líder do PTB.

Cássio atrai oposição a Cartaxo em encontro na CMJP

Cássio reúne vereadores em encontro na CMJP. Foto: divulgação

Angélica Nunes

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) esteve nesta terça-feira (17) para, como ele próprio disse, “uma visita de cortesia” ao amigo e correligionário Marcos Vinícius (PSDB), mais novo presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Além de vereadores da base que andam insatisfeitos com a reforma administrativa do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o que chamou a atenção na reunião foi a presença dos dois vereadores do PTdoB, Chico do Sindicato e Humberto Pontes, que em tese ainda são da bancada de oposição na Casa.

O líder da situação, Helton René, disse que tem conversado com os parlamentares oposicionistas, mas sem nada certo. Nos últimos dias Humberto Pontes chegou a afirmar que, embora da oposição, tem boa relação com Cartaxo. Já Chico do Sindicato, que já foi governista, também está em conversas com o líder da situação para retomar o grupo. Renê, inclusive, afirmou que todos os vereadores foram convidados para o encontro com Cássio, “mas apenas os que se interessaram foram”, completando que não compareceu porque tinha outro compromisso.

Para a vereadora Raíssa Lacerda (PSD), uma das que tem se queixado de Cartaxo, a presença do senador paraibano na Casa “mostra a atenção” do líder do PSDB no senado “para com a Casa de Napoleão Laureano”. O pai de Raíssa Lacerda e ex-governador no segundo governo de Cássio, José Lacerda, também esteve no encontro. “É com grande satisfação que recebemos a visita de um senador que possui sua atenção voltada aos temas de maior interesse da sociedade paraibana e que se coloca à disposição dos parlamentares para defender temas de interesse de João Pessoa em Brasília”, avaliou.

Também foram ao encontro com Cássio os vereadores Helena Holanda (PP), Milanês Neto (PTB), João dos Santos (PR), Eliza Virgínia (PSDB), Luís Flávio (PSDB), Damásio Neto (PP), Dinho (PMN), Thiago Lucena (PMN), João Corujinha (PSDC), Lucas de Brito (PSL) e Pedro Coutinho (PHS).

Agenda nacional

Marcos Vinícius avaliou a visita de Cássio como positiva por ajudar a construir uma ponte com o Congresso Nacional. “Neste momento em que estamos trabalhando pela implantação do sinal digital da TV Câmara, a atuação do senador Cássio, junto à Câmara Federal, será importante para que possamos adiantar todo este processo”, defendeu. O presidente ressaltou ainda o interesse de firmar parcerias para trazer grandes debates para a Casa de Napoleão Laureano, inclusive envolvendo a reforma previdenciária.

Em uma conversa demorada com os vereadores, Cássio tratou de temas ligados à transposição da águas do Rio São Francisco e destacou que as bombas d’água oferecidas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), poderão adiantar em 30 dias a chegada das águas da transposição a áreas do Estado que sofrem constantemente com a seca.

“João Pessoa não vem sofrendo com este problema, mas em cidades como Campina Grande a chegada destas água é urgente”. Quanto à capital, Cássio revelou que vem atuando junto ao governo federal para facilitar a liberação de recursos para a chegada dos VLTs. “Este é um debate que foi muito politizado, mas a verdade é que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou R$ 60 bilhões em investimentos, mas não tinha os recursos para tornar isto realidade, e não apenas João Pessoa, como muitas capitais, ficaram sem implantar os VLTs por este problema. Aquele anúncio foi uma reação às primeiras grandes manifestações nas ruas, mas infelizmente tudo não saiu do papel”, explicou.

Benjamin Maranhão é o deputado da PB com mais faltas em 2016

Jhonathan Oliveira

O deputado federal Benjamin Maranhão (SD) lidera o ranking de faltas da bancada paraibana na Câmara Federal em 2016. De acordo com levantamento do site Congresso em Foco, das 94 sessões de votação realizadas no ano passado, o parlamentar não esteve presente em 16 delas. Coincidência (ou não) é que no Senado, o representante da Paraíba com maior quantidade de ausências (17 no total) foi José Maranhão (PMDB), tio de Benjamin.

Divulgação/CBN João Pessoa

De acordo com os dados, das 16 ausências de Benjamin, apenas a metade foi justificada. Logo atrás do deputado do SD, aparece Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), com 15 faltas. O peemedebista não esteve no exercício do mandato durante todo o ano, tendo tirado licença para se dedicar à campanha para prefeito de Campina Grande.

O Top 5 dos faltosos é completado por Hugo Motta (PMDB), com 14 ausências; Wellington Roberto (PR), com 13; e Manoel Júnior (PMDB), com 12. Por outro lado, Luiz Couto (PT) foi o único paraibano que compareceu às 94 sessões deliberativas de 2016.

Segundo o Congresso em Foco, de maneira geral os deputados acumularam 5.883 faltas nos dias em que as presenças foram exigidas. O números indicam que a média de falta por sessão, em comparação com 2015, subiu de 49 para 62 parlamentares.

Cássio tem nome cotado para vice-presidência do Senado

Cássio cobra julgamento de ações contra Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/Agência Senado

Angélica Nunes

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pode retomar o seu mandato em fevereiro com a possibilidade de também assumir a vice-presidência do Senado Federal. A cúpula do PMDB, segundo matéria do G1, estaria querendo alguém afinado com a política econômica do presidente Michel Temer para o segundo posto mais importante do Senado. A apreensão dos peemedebistas é que os possíveis desdobramentos das delações dos executivos da construtora Odebrecht respinguem no senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), atual líder do partido e nome escolhido para disputar a presidência do Senado para o próximo biênio.

Caso Eunício Oliveira vença a eleição para presidência do Senadom e em seguida seja afastado do posto pela Justiça, os peemedebistas não querem ter quer lidar com a desconfortável possibilidade de um adversário de Temer assumir a a Mesa do Senado. Atualmente, por exemplo, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), está impossibilidade de sair da cadeira, pois o vice-presidente é o senador Jorge Viana (PT-CE).

Pela tradição, por ser a segunda maior bancada no Senado, o PSDB deve ficar com o cargo de vice-presidente. Por isso, além de Cássio Cunha Lima, estão na roda os nomes do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e de Paulo Bauer (PSDB-SC), que liderou a bancada tucana no segundo semestre de 2016. Para o senador paraibano, não haverá disputa. “Deve ser escolhido o nome de consenso. Foi assim quando fui líder do meu partido”, disse.

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) é um dos peemedebistas que defendem a escolha de um tucano para a vice-presidência. “A nossa preferência é que a indicação seja do PSDB porque é um partido aliado, que faz parte da base de apoio do governo. Facilita o funcionamento legislativo de forma geral. Nós preferimos assim, pelo menos com quem eu tenho falado do PMDB”, afirmou.

Cássio disse que só em ter o nome lembrado já é motivo de orgulho, mas que se for essa a escolha do partido e, principalmente, do plenário do Senado, deverá estar à serviço do país e em especial da Paraíba.

Galdino mantém licença da Assembleia, mas quer dar posse a Gervásio

Angélica Nunes

Após ter tirado licença para assumir temporariamente o governo do estado, o deputado Adriano Galdino (PSB) confirmou nesta terça-feira (10) que vai permanecer afastado da presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba até o dia 23 de janeiro. Além de se dar um descanso para fazer uma viagem a um resort com a família, o socialista, por tabela, vai contemplar o deputado Tião Gomes (PSL) com mais uns dias como chefe do legislativo estadual, mas não tanto que o aliado gostaria.

Tião Gomes esperava ficar no comando da Casa até o dia 31 de janeiro, mas Adriano Galdino já havia avisado que quer acompanhar de perto os preparativos para a posse do deputado Gervásio Maia (PMDB) para presidência da Assembleia no biênio 2019/2020. A solenidade acontece no dia 1º de fevereiro, no reinício dos trabalhos legislativos.

A dança das cadeiras para assegurar a ida de Tião Gomes à presidência da Casa teve início em dezembro do ano passado, quando o deputado João Henrique (DEM) renunciou ao cargo de 1º vice-presidente, no último dia 30 de dezembro, abrindo a possibilidade para que ele subisse do posto de 1º secretário para a função que era do Democrata na Mesa Diretora. E com a licença do governador Ricardo Coutinho e da vice-governadora Lygia Feliciano (PDT), e consequente ida de Galdino para o exercício do Executivo, Tião Gomes posse ascender à presidente da Assembleia.

Chegou-se a especular que o rodízio poderia beneficiar Tião Gomes com um ‘plus’ na aposentadoria, já que haveria um acrescimento nos rendimentos por estar presidente, mas o secretário legislativo da Assembleia Legislativa, Washington Aquino, negou que haja a possibilidade, uma vez que o exercício no cargo é provisório e interino.

Mulher de presidente usa Câmara Municipal para vender Tupperware

Cláudia Freitas utilizou o plenário para promover os produtos. Foto: arquivo pessoal.

Angélica Nunes

O vereador Rinaldo Soares (PSDB) nem bem assumiu a presidência da Câmara Municipal de Brejo dos Santos, no Sertão da Paraíba, e sua gestão já está sendo alvo de polêmica na cidade. Fato é que, mesmo em recesso, a Casa não tem deixado de realizar reuniões, mas com finalidade bem longe da atividade parlamentar. Tudo começou quando a mulher do tucano, Cláudia Freitas, resolveu utilizar a sede do poder legislativo do município para promover uma evento para venda de produtos Tupperware.

O evento ocorreu na última quarta-feira (4), três dias após a posse do marido na presidência da Casa, e foi registrado em fotos em sua página no Facebook e de outras colaboradoras e potenciais consultoras que prestigiaram a exposição.

Para realizar o encontro, Cláudia Freitas, que se apresenta como líder empreendedora da Tupperware, solicitou à Câmara o uso temporário do plenário, sob o argumento de que o município não possui um “Centro de Convenções” e/ou local adequado ao ramo para exibição de coisas do tipo. No pedido, subscrito por 14 mulheres, ela explica que “o objetivo é demonstrar produtos e angariar supostos representantes com uma condição de renda para o município”.

Mesmo sob críticas de adversários, o assessor jurídico da Casa, José Weliton de Melo, mais conhecido por Branco, deu parecer autorizando a cessão do espaço, com o fundamento de que “não há a tão badalada ‘improbidade’ ostentada por pessoas que desconhecem o instituto do ‘uso de bem público’ e a ‘permissão de uso de espaço público’, institutos diversos que, de modo como foram utilizados não há lesão patrimonial e nem moral ao erário”, justifica.

Para Branco, não houve irregularidade, uma vez que não houve despesas e atribui as queixas adversários do presidente. “Essa pessoa que fez a denúncia até renunciou na eleição passada porque só tinha o próprio voto. Rinaldo foi o vereador mais votado, com mais de 700 votos e um vereador em Brejo dos Santos se elege com 200 votos. Tudo é intriga da oposição. Acredito que com trabalho essas críticas sumam”, defendeu.

Maranhão foi o senador da Paraíba que mais levou falta em 2016

Maranhão, Lira e Cássio Cunha Lima não foram a todas sessões. Foto: Divulgação.

Angélica Nunes

A ausência dos parlamentares às sessões para se dedicar a sua própria campanha e de seus aliados, apesar de condenável, é bastante comum em ano de eleições. Dos quatro senadores que representaram a Paraíba no Senado Federal em 2016, conforme levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, o senador José Maranhão (PMDB) foi o que mais faltou. Ao todo foram realizadas 91 sessões de votação e Maranhão compareceram a apenas 74 delas.

No ranking dos mais faltosos, Maranhão ocupa a 14ª posição. O peemedebista é presidente estadual do partido e conduziu de perto o processo de eleição do deputado Manoel Junior (PMDB) para vice-prefeito de João Pessoa, além das campanhas de outros aliados que não tiveram o mesmo sucesso, como o deputado Veneziano (PMDB) em Campina Grande; de André Gadelha, que não se reelegeu prefeito de Sousa, além de Fátima Paulino que tentou se eleger novamente prefeita de Guarabira.

Na outra ponta, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Raimundo Lira (PMDB) figuram como os senadores da Paraíba que menos faltaram no ano passado. Cássio teve apenas três faltas e nenhum sem justificativa. Raimundo Lira, que conduziu parte do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, faltou cinco sessões, todas injustificadas. Já o senador Deca (PSDB), que assumiu por 120 dias devido a licença de Cássio Cunha Lima, faltou apenas a duas sessões. O suplente foi o décimo mais assíduo no Senado em 2016.

Ricardo Marcelo descarta licença e prejudica planos de Eliza e Marmuthe

Ricardo Marcelo retorna à Assembleia após recesso.

Angélica Nunes

De uma tacada só, o deputado estadual Ricardo Marcelo (PMDB) pôs fim aos planos da vereadora Eliza Virgínia (PSDB) de ir para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e do suplente vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD) de retornar à Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Licenciado da cadeira no legislativo estadual desde setembro de 2015, Ricardo Marcelo afirmou nesta sexta-feira (6) que não pretende renovar a licença. “Vou retornar após o recesso, no dia 3”, antecipou.

As chances para Eliza Virgínia, que obteve 20.249 votos para deputada estadual em 2014, foram abertas com a posse de Dinaldinho (PSDB) como prefeito de Patos, no Sertão paraibano. O 1º suplente Antônio Mineral (PSDB), que vinha cumprindo mandato na cadeira de Ricardo Marcelo, assumiu a titularidade, ascendendo a tucana na condição de 1ª suplente da coligação.

A posse de Eliza Virgínia, por tabela, abriria vaga na Câmara Municipal para o suplente imediato, Marmuthe Cavalcanti. O ex-vereador nutria a esperança de ser convocado para a gestão ou conseguir retornar à Casa, com a saída dos titulares.

Apesar da negativa de Ricardo Marcelo, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), ainda nutre esperanças de que o parlamentar ceda para favorecer o suplente de vereador. Marmuthe foi um dos poucos vereadores aliado não eleitos que ficou de fora da reforma administrativa feita pelo gestor para seu segundo mandato. “É uma articulação que não passa só pelo prefeito. Depende de um outro poder, mas nosso líder Helton Rene tem trabalhado nesse sentido. Estamos buscando as alternativas”, afirmou o prefeito.

Bancada feminina na CMJP fica maior com saída de Durval

Vereadora Helena Holanda vai assumir vaga de Durval. Foto: Arquivo Pessoal

Angélica Nunes

A nomeação do vereador Durval Ferreira (PP) para a Secretaria de Ciência e Tecnologia de João Pessoa deve alterar a composição da Câmara Municipal da capital no início da atual legislatura, no início de fevereiro. Nesta sexta-feira (6), com a posse do parlamentar, que recebeu o cargo do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) após ter saído derrotado da eleição da Mesa Diretora para Marcos Vinícius,  a representação feminina na Casa sobe de três para quatro vereadoras, com a chegada da 1ª suplente do vereador, a coreógrafa Helena Holanda (PP).

Além da suplente, formam o trio de saias da Câmara Municipal a vereadora Raíssa Lacerda (PSD), que festejou no último domingo ter sido a primeira mulher eleita como 1ª secretária da Mesa Diretora da Casa; Eliza Virgínia, que ocupará o mesmo posto no biênio 2019/2020, e ainda a única oposicionista, a vereadora Sandra Marrocos (PSB).

Mesmo em lado opostos, as vereadoras têm pregando união em torno do gênero para se fortalecerem na Casa. A unidade surgiu durante as articulações para eleição da Mesa Diretora da Câmara. Sandra Marrocos chegou a falar em cumplicidade entre elas.

Helena Holanda foi eleita para 1ª suplência com 3.327 votos, ficando à frente em números de ex-vereadores como Sérgio da SAC, que obteve 3.321 votos, Fuba (PT), com 2013, e Bira (PSD), que obteve 2919. Em sua página no Facebook a suplente declarou estar agradecida pela oportunidade de representar o povo da capital. “Quero agradecer inicialmente a Deus que sempre esteve operando e na sua hora concedeu-me a Vitória de hoje ser a nova Vereadora da Câmara de João Pessoa, onde tentarei corresponder a expectativa de meus eleitores e das causas que abraço”, disse.