Projeto que cria Dia do Treze gera guerra de torcidas na Assembleia

João Gonçalves defendeu a retirada do projeto de pauta. Foto: Roberto Guedes

Teve de tudo que uma boa e emocionante partida de futebol precisa ter. Ataques fulminantes, defesas espetaculares e carrinhos por todos os lados. E não, não estamos falando de um clássico Treze x Campinense ou Treze x Botafogo-PB. Tudo isso aconteceu durante a sessão desta quarta-feira (15) na Assembleia Legislativa. O lance inicial para a discórdia futebolística em campo legislativo foi feito pelo suplente de deputado Arthur Cunha Lima Filho (PRTB). Licenciado do cargo para o tratamento de saúde, o parlamentar não estava presente para defender o projeto 1096/2016, que cria o Dia Estadual do Treze. Isso mesmo, uma data toda reservada para a comemoração dos torcedores do Galo. Foi demais para os raposeiros.

Os deputados Tião Gomes (PSL) e Inácio Falcão (PTdoB) partiram para o ataque, para defender a rejeição do projeto. O tom dos discursos era de consternamento e quase ultraje. O embate foi reforçado com a entrada em campo de João Gonçalves (PDT), que bradou contra a proposta, tentando chutá-la para escanteio. Nas suas palavras, cobrou a retirada de pauta. Sobrou espaço ainda para Jeová Campos (PSB), que, adotando postura de volante clássico, entrou de sola “rasgando tudo” para jogar a proposta para fora das discussões. Na visão dele, a iniciativa desmerece o papel do parlamento paraibano.

Renato Gadelha fez uma defesa incisiva do projeto. Foto: Roberto Guedes

Socorro

O socorro ao projeto de Arthur Filho, que tem retorno para a Casa previsto para o início de março, foi feito pelos deputados Renato Gadelha (PSC) e, acreditem, por Daniella Ribeiro (PP), para quem é preciso respeito à proposta. Ela defendeu que a matéria fosse posta em votação e todos teriam o direito de opinar pela sua aprovação ou não. Sendo de família ligada ao Campinense, ela não prometeu voto a favor, mas agiu como meio de campo habilidosa, abrindo espaço para que Gadelha fizesse a defesa da proposta. O parlamentar defendeu o direito dos torcedores do Treze terem o seu dia e lembrou que o pai do autor da propositura, Arthur Cunha Lima, foi dirigente do Treze.

Em meio ao tumulto generalizado e depois de muita canelada, o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), decidiu agir como árbitro de futebol e retirou o projeto de pauta. A proposta será reapresentada quando Cunha Lima voltar ao parlamento. A assessoria do deputado explicou que a licença para tratamento de saúde tirada por ele acaba no dia 28. Quando retornar, a menos que o governador Ricardo Coutinho (PSB) decida mexer em mais peças da sua bancada, Raoni Mendes (DEM) deixará a Assembleia.

Depois de toda a confusão, com os ânimos já apaziguados, o deputado estadual Edmilson Soares (PSB) pediu a palavra para dizer que já existe o Dia do Torcedor do Botafogo, aprovado em 2011 sem tanta polêmica. A propositura, na época, foi de Janduhy Carneiro (Podemos). O parlamentar, já nos acréscimos, aproveitou a deixa para explicar a data escolhida no seu projeto foi o dia do aniversário do time. A próxima partida do projeto que cria o Dia do Treze foi marcada para março, quando Arthur Filho voltará à Casa.

 

Ricardo participa de reunião de governadores no Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, recebe os governadores dos estados nesta quarta-feira (15) em audiência marcada para as 15h. Na pauta estão questões como as crises financeira e de segurança enfrentadas pelos governos estaduais, que serão discutidas pela manhã no fórum de governadores organizado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Até a noite desta terça-feira (14) já estavam confirmadas a presenças da governadora Suely Campos (RR) e dos governadores Beto Richa (PR), Confúcio Moura (RO), Fernando Pimentel (MG), Geraldo Alckmin (SP), Jackson Barreto (SE), José Ivo Sartori (RS), Luiz Fernando Pezão (RJ), Marcelo Miranda (TO), Marconi Perillo (GO), Paulo Câmara (PE), Paulo Hartung (ES), Pedro Taques (MT), Raimundo Colombo (SC), Reinaldo Azambuja (MS), Ricardo Coutinho (PB), Robinson Faria (RN), Rodrigo Rollemberg (DF), Simão Jatene (PA), Tião Viana (AC), Waldez Góes (AP), Wellington Dias (PI).

Da Agência Senado

 

PP tenta emplacar Aguinaldo Ribeiro na CCJ da Câmara

Depois de ver fracassado na tentativa de emplacar Jovair Arantes (PTB) na presidência da Câmara dos Deputados, os partidos que formam o centrão agora se movimentam para levar o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O bloco, considerado vital por Michel Temer (PMDB) no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi minado pelo Planalto, que temia se tornar refém do grupo. A CCJ, neste caso, viria como um prêmio de consolação.

Vale lembrar que a comissão é a principal da Casa e passará por ela, neste ano, todas as matérias consideradas importantes pelo governo federal. Ribeiro é um dos citados nas delações da operação Lava Jato, mas isso não pode figurar como impedimento depois que o governo federal bancou a escolha de Edison Lobão (PMDB-MA) para a CCJ do Senado. O paraibano também chegou a ser especulado para o cargo de ministro da Saúde, para o lugar de Ricardo Barros, mas a indicação não foi adiante.

Gervásio nomeia irmã de Ricardo Coutinho para a Assembleia

Gervásio Maia assumiu o Legislativo no atual biênio. Foto: Roberto Guedes/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Maia (PSB), nomeou a irmã do correligionário e governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), para um cargo de primeiro escalão da Casa. Valéria Vieira Coutinho foi escolhida para a Diretoria Geral Adjunta de Cultura. Maia trabalha para ser emplacado como candidato do partido para a disputa da sucessão estadual. O ato da mesa com as nomeações dos auxiliares do presidente foi publicado apenas nesta sexta-feira (10), mas com data de 2 de fevereiro e com validade retroativa a 1º de fevereiro.

O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Odon Bezerra, foi escolhido para o cargo de Consultor Jurídico da Casa. O nome dele aparecia entre os cotados para Procurador-chefe da Casa, mas o cargo acabou ficando com o advogado Annibal Peixoto Neto. Ele representa o PSB em vários processos eleitorais. Também foi mantido no Legislativo o genro do ex-presidente do poder, Adriano Galdino (PSB). Trata-se de Felipe Carvalho Vieira, que passou a ocupar o cargo de Secretário Legislativo.

Complementando, a pedidos, a informação. Valéria chegou ao Legislativo em 2015, com a posse do ex-presidente Adriano Galdino (PSB), e foi reconduzida para o cargo por Maia.

Raimundo Lira ‘joga a toalha’ e Edison Lobão é escolhido para a CCJ

Edison Lobão (E) conversa com Renan Calheiros e Romero Jucá. Todos são citados na Lava Jato. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O panorama é de queda livre. O senador Raimundo Lira primeiro era cotado para a presidência do Senado, depois para a liderança do PMDB, depois para o Ministério do Planejamento e, finalmente, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). E qual foi o resultado de tamanha badalação: nada. Com o apoio dos ex-presidentes da Casa, Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), o maranhense Edison Lobão, ex-ministro das Minas e Energia, será confirmado na tarde desta quarta-feira (8) para o cargo.

Caberá a Lobão, imaginem, coordenar a sabatina de Alexandre Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer (PMDB) para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a morte de Teori Zavasck em acidente aéreo registrado no mês passado. Edson Lobão é citado nas delações premiadas conduzidas pela Polícia Federal no bojo da operação Lava Jato. O nome dele ganhou o apoio das principais lideranças do partido para a disputa da CCJ, revoltando o senador paraibano, que tem alardeado para aliados o descontentamento com Renan Calheiros.

Desistência

Uma reunião para discutir o assunto foi marcada para as 14h desta quarta para discutir a escolha, porém, segundo o jornal O Globo, Lira se antecipou e jogou a toalha. Ele deu declarações de que não disputaria com Lobão e atribuiu a desistência a interferências externas. O parlamentar tem reclamado de Renan Calheiros aos quatro ventos. Entre os paraibanos com voto, José Maranhão tinha prometido apoio ao parlamentar, apesar de andar às turras com o colega de partido.

Lira via a posse em um cargo de relevância no cenário nacional como vital para convencer os peemedebistas paraibanos a isolarem José Maranhão na presidência do PMDB do Estado, abrindo caminho para uma aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB) em 2018. Contava para a disputa da CCJ com o bom conceito adquirido após presidir a Comissão do Impeachment de Dilma Rousseff (PT), o que levou um peemedebista a assumir a Presidência da República.

 

Gervásio refaz caminho do pai, mas ainda vai penar para se igualhar ao avô

Foto: Rizemberg Felipe

O deputado estadual Gervásio Maia Filho (PSB) assume nesta quarta-feira (1°) o comando da Assembleia Legislativa, refazendo o caminho do pai, também Gervásio Maia, que comandou a Casa entre os anos de 2001 e 2003. Sem dúvida, um importante passo político do parlamentar, mas ainda muito distante do seu objetivo principal: chegar no mesmo posto alcançado pelo avô, João Agripino (1966-1971). Para isso, como se diz no interior, terá ainda que “comer muita farinha”. O parlamentar assume o cargo com ares de preferido do governador Ricardo Coutinho (PSB) para a disputa do Executivo, em 2018, e tem feito por onde merecer a deferência do “chefe”. Maia tomou a frente das principais articulações para atrair prefeitos eleitos por outras siglas para as fileiras do PSB e tem feito a defesa do partido.

Ricardo não esconde de ninguém o apreço pelo neossocialista, importado das fileiras do PMDB. O governador sabe que terá dificuldades para fazer um sucessor, até por que os principais nomes entre os potenciais candidatos ao governo se agrupam nas fileiras da oposição. Integram a lista o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e o senador José Maranhão (PMDB) – todos ex-aliados e atuais desafetos de Ricardo Coutinho. Mas é bom lembrar que a Paraíba, em seus registros históricos, tem um cemitério cheio de candidatos que se lançaram em disputas achando que estavam eleitos. Que o digam os ex-adversários e hoje aliados Cássio Cunha Lima e José Maranhão, ambos derrotados pelo governador socialista.

Derrotas

A fama de imbatível de Ricardo Coutinho, no entanto, acaba sempre que ele se coloca como transferidor de votos. Talvez pela insistência de a propaganda eleitoral para beneficiar os aliados focarem muito mais o gestor socialista que as suas crias políticas. Outro ponto que poderá complicar a vida de Gervásio Maia, lógico, é o terreno movediço que se forma para a sucessão. O governador tem agido para fragmentar a oposição, principalmente o PMDB, que padece da falta de renovação com fôlego para voos estaduais, mas terá que exorcizar os fantasmas na sua própria base. A deputada Estela Bezerra (PSB), por exemplo, não fica à vontade vendo o crescimento de Maia. Mas a bomba relógio pode estar nas mãos da vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT).

Lígia é vista com desconfiança pelo coletivo, ligado a Coutinho, mas será a governadora a partir de abril de 2018, quando o atual gestor deve se afastar do cargo para a provável disputa por uma vaga no Senado. Sem fazer conta disso, Maia tem feito a parte dele, evitando temas espinhosos, como a construção da nova sede da Assembleia Legislativa. Promete colocar mais de 100 prefeitos na sua solenidade de posse, além de deputados e do governador. Terá dois anos à frente no Legislativo para tentar construir um caminho rumo a 2018 mais sólido que a fracassada tentativa do seu antecessor, Adriano Galdino (PSB), no ano passado, quando disputou a prefeitura de Campina Grande e ficou em um constrangedor quarto lugar.

Histórico

De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa, Gervásio Filho será o 60° presidente da Casa em 182 anos da sua existência. Nascido em abril de 1975 e advogado por formação, ele é casado com a também advogada Manuela Maia. Filho do ex-deputado Gervásio Bonavides Mariz Maia e neto do ex-governador da Paraíba, João Agripino Filho. A primeira experiência política de Gervásio Maia foi no ano de 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo PMDB com 26.152 votos. Atualmente exerce o quarto mandato de deputado estadual e integra a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e Comissão de Administração, Serviços Públicos e Segurança na Assembleia Legislativa da Paraíba.

 

Em João Pessoa, Rodrigo Maia garante apoio de dez deputados para reeleição

Rodrigo Maia recebe adesão de deputados da Paraíba. Foto: divulgação.

Angélica Nunes

Mesmo com o apoio da maioria da bancada da Paraíba, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) veio à Paraíba neste sábado (28) para reforçar a adesão dos paraibanos à sua reeleição para mais dois anos e tentar fechar novos acordos. O parlamentar foi recepcionado pelo deputado Efraim Filho (DEM) em um almoço em sua residência em João Pessoa.

Ainda dado como votos incertos, Damião Feliciano (PDT) e Benjamin Maranhão (SD) participaram do almoço acertando o voto em Maia. Além dele, participaram do encontro os deputados que já haviam fechado com Maia, como Veneziano (PMDB), André Amaral (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), além de Rômulo Gouveia (PSD), que estava até bem pouco tempo dividido quanto ao voto devido à candidatura do Rogério Rosso (PSD-DF). Com a desistência do colega de partido, Gouveia disse que está fechado com o democrata.

Os únicos que não devem votar em Rodrigo Maia são os deputados Wilson Filho (PTB), que está em campanha pelo candidato do seu partido, Jovair Arantes (PTB), tendo, inclusive, realizado evento de adesão recentemente em João Pessoa, o deputado Benjamin Maranhão, e Luiz Couto (PT) que já declarou não votar em nenhum candidato que tenha apoiado o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Embora sem peso de voto, os deputados estaduais Caio Roberto (PR) e Daniella Ribeiro (PP) estiveram na reunião, reforçando que, no caso o pai de um e o irmão da outra, respectivamente os deputados Welligton Roberto (PR) e Aguinaldo Ribeiro (PP) votam com Rodrigo Maia. Aguinaldo, inclusive, emitiu nota oficial na manhã deste sábado para anunciar seu voto na reeleição do democrata.

Com o apoio de Almeida, Rodrigo Maia tem ‘a preço de hoje’ os votos de oito dos 12 deputados federais da Paraíba. A eleição para a presidência está marcada para o próximo dia 2 de fevereiro.

Atualizada às 17:40.

Novo líder da oposição na ALPB vai ser escolhido após posse de Gervásio

Renato disse que nome do líder vai ser escolhido em consenso (Foto: Roberto Guedes/ALPB)

Jhonathan Oliveira

O novo líder da bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa vai ser escolhido em uma reunião na próxima quarta-feira (1º). O encontro está marcado para depois da posse do nova Mesa Diretora da Casa, que vai ser presidida pelo deputado Gervásio Maia (PSB). A expectativa é que o posto fique com um parlamentar do PSDB.

A confirmação do encontro dos oposicionistas foi feita pelo ex-líder do bloco, deputado Renato Gadelha (PSC), nesta quinta-feira (26). “Como aconteceu no ano passado, vamos chegar a um consenso na escolha do nome que comandará a bancada de oposição em 2017, dando prosseguimento ao que foi acordado em 2016”, disse. Gadelha evitou especular nomes, afirmando que “qualquer um dos membros da bancada representará o grupo com qualidade”.

No entanto, o próprio Renato Gadelha já havia revelado ao blog que a tendência seria o PSDB assumir o cargo de liderança. Nesse cenário, surgem como favoritos os deputados Bruno Cunha Lima e Tovar Correia Lima. “Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou Bruno, no começo da semana.

O encontro também servirá para a escolha dos nomes da oposição que vão compor as comissões da ALPB no biênio 2017/2018. “Com a posse da nova mesa, temos alterações também nas comissões. Respeitaremos a proporcionalidade das bancadas e faremos as indicações, também de forma consensual”, afirmou Renato Gadelha. A reunião entre os parlamentares acontecerá em um restaurante na praia do Cabo Branco.

PTB se antecipa e faz reunião para traçar planos para 2018

Angélica Nunes

A Executiva estadual do PTB vai se reunir nesta sexta-feira (27), na sede do partido em João Pessoa, para fazer um balanço do processo eleitoral de 2016 e planejar estratégias para as eleições estaduais no próximo ano. Além de fechar com os filiados a manutenção da aliança da legenda com o PSB do governador Ricardo Coutinho, o presidente Wilson Santiago deverá anunciar o seu desejo de disputar uma vaga na Câmara Federal.

Para atender ao pai, o deputado federal Wilson Filho, que presidente o diretório de João Pessoa do PTB, deve ceder o espaço em Brasília e encarar a disputa por uma cadeira de deputado estadual. “Reconhecemos que o partido cresceu, mas precisa se expandir ainda mais na eleição futura e, para isso, iremos incentivar as candidaturas a deputados estadual e federal em todas as regiões do estado. Nosso objetivo é sair ainda mais forte regionalmente com uma bancada maior na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados”, destacou Wilson Santiago.

Outros temas também pautarão a reunião da Executiva, pondera o presidente, a exemplo do fortalecimento do PTB Mulher, do PTB Jovem, além de uma discussão voltada ao desenvolvimento e apoio aos projetos que interessam a Paraíba.

“É de extrema importância reunir os integrantes do PTB para discutir os rumos que a legenda irá tomar. Estamos vivenciando um novo momento e nosso partido tem um projeto para a Paraíba. Nossa intenção é lançar candidatos e integrar a chapa majoritária em 2018”, disse Wilson Filho.

Outros encontros – O presidente estadual do PTB disse ainda que vai propor durante a reunião a realização de encontros regionais permanentes como forma de fortalecer ainda mais o partido. “A partir desses encontros vamos identificar os projetos e desejos da maioria da população do Estado e assim, vamos trabalhar por dias melhores para o nosso povo”, afirmou.

Tucano deve liderar bancada de oposição a Ricardo Coutinho na ALPB

Deputado Bruno Cunha Lima é o mais cotado para liderança da oposição. Foto: Nyll Pereira/alpb

Angélica Nunes

A praticamente uma semana da retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) está levantando quem ainda faz parte do grupo para fechar quem será o líder no próximo biênio. A expectativa é de que o encontro ocorra até a próxima sexta-feira (27) e o ex-líder oposicionista, Renato Gadelha (PSC), disse que a tendência é que a indicação venha do PSDB, devido ao tamanho da bancada.

O PSC que era o partido com maior integrantes – além de Renato Gadelha tem ainda Arnaldo Monteiro e Guilherme Almeida – assumiu a liderança no biênio 2015/2016. “Como o PSDB tem a mesma força, com três deputados (Bruno Cunha Lima, Camila Toscano e Tovar Correia Lima), eles devem indicar o novo presidente, mas tudo será feito com muito diálogo, já que temos bons nomes em nossa bancada”, afirmou Gadelha, que disse não fazer objeção em se manter no posto.

O deputado Bruno Cunha Lima, apontado como um dos favoritos para assumir o posto, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu nome está à disposição, mas disse que as articulações no momento é avaliar o tamanho que a bancada terá a partir do dia 1º de fevereiro. “Temos que avaliar quem somos e então nos reunir para decidir a liderança. Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou o tucano.

Além da chegada dos deputados Jullys Roberto (PMDB) e Antônio Mineral (PSDB) – com as saídas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho (PSDB), eleitos, respectivamente, para as prefeituras de Cajazeiras e Patos, ambas no Sertão da Paraíba – também haverá ‘dança das cadeiras’ provocadas pela reforma administrativa realizada pelo governador. Embora de partidos oposicionistas, os dois novos titulares já revelaram que ficam na bancada da situação e configuram duas baixas na oposição.

Em tese, formam a oposição da Assembleia Legislativa:

Arnaldo Monteiro (PSC)
Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Daniella Ribeiro (PP)
Guilherme Almeida (PSC)
Janduhy Carneiro (PTN)
Jutay Meneses (PRB)
Raniery Paulino (PMDB)
Renato Gadelha (PSC)
Ricardo Marcelo (PEN)
Tovar (PSDB)