Jericó: mesmo com decretos proibindo, prefeito participa de carreata para “receber” o sobrinho pré-candidato

Carreata reuniu pessoas sem máscaras, quebrou o isolamento social na cidade e ocorreu muito antes do período eleitoral

A pequena cidade de Jericó, localizada a 337 quilômetros de João Pessoa, viu uma grande festa no sábado (4). A carreata contou com a presença do prefeito Cláudio Oliveira (Progressistas), o mesmo que assinou decretos orientando o isolamento social na cidade. A festa marcou a chegada ao município do empresário Hallysson Oliveira, virtual candidato a prefeito nas eleições deste ano com o apoio do tio. O evento provocou aglomeração, com muita gente sem máscara, além de ferir a legislação eleitoral.

O tema ganhou espaço nas redes sociais e na imprensa da região. A carreata, inclusive, pode trazer prejuízos eleitorais para o provável candidato, uma vez que é vedada a realização de eventos políticos de campanha antes de 27 de setembro. De acordo com o blog do jornalista Clinton Medeiros, o empresário tem negócios e mora no Estado do Maranhão. Mesmo assim, ganhou a simpatia do tio, atual prefeito, e demonstra interesse em disputar as eleições deste ano na cidade de 7,5 mil habitantes.

A carreata contraria, também, o decreto estadual editado pelo governador João Azevêdo. O ato proíbe a realização de manifestações que promovam aglomeração. De acordo com informações de moradores, a carreata foi encerrada com a chegada da polícia. Uma pessoa acabou se ferindo e foi socorrida para o Hospital de Catolé do Rocha, que fica a 37 quilômetros de Jericó.

A cidade tem quatro casos confirmados do novo Coronavírus desde o início da pandemia. Atualmente, está situada na bandeira amarela em relação aos riscos de contaminações. Não há registros de mortes ocasionadas pela Covid-19. O perfil da prefeitura no Instagram traz um comunicado orientando as pessoas a ficarem em casa e evitarem aglomerações. Faltou às autoridades da cidade dar uma olhadinha.

Reprodução/Instagram/prefeituramunicipaldejerico

Bolsonaro veta uso de máscaras no interior de igrejas e empresas

Presidente justifica o veto com o argumento de que vedação em lei “incorre em possível violação de domicílio”

Por Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a lei que obriga o uso de máscaras em espaços públicos e privados, em vias públicas e em transportes públicos. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (3), com vetos à obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas.

Bolsonaro argumentou que o trecho “incorre em possível violação de domicílio”. O uso, entretanto, é recomendado pelas autoridades de saúde como uma das formas de evitar a disseminação do novo coronavírus. Os estabelecimentos também não serão obrigados a fornecer máscaras gratuitamente aos funcionários.

O presidente vetou, ainda, o trecho que obrigava o poder público a fornecer máscaras à população vulnerável economicamente. Bolsonaro também excluiu do texto a proposta do Congresso Nacional que agravava a punição para infratores reincidentes ou que deixassem de usar máscara em ambientes fechados.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 9 de junho, após voltar do Senado com algumas mudanças. O texto prevê multa a quem descumprir a medida, mas o valor será definido pelos estados e municípios. Paraíba Na Paraíba, o uso obrigatório de máscara em locais públicos é obrigatório desde o início de maio, quando foi expedido um decreto pelo governador João Azevêdo (Cidadania).

A exigência deve vigorar durante o período de estado de emergência em virtude da pandemia do coronavírus. A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou uma lei que prevê o uso de máscaras em diversos espaços públicos, inclusive condomínio, com previsão de multa no valor de 40 a 80 Unidades Fiscais de Referência do Estado da Paraíba (UFR-PB).

Os parlamentares também aprovaram um projeto de lei que estabelece o uso de máscaras acessíveis por no mínimo 5% dos funcionários de estabelecimentos públicos ou privados que realizem atendimento presencial durante o período de pandemia da COVID-19 no estado. Na capital, a obrigatoriedade também é definida através de decreto do prefeito Luciano Cartaxo (PV).

Já em Campina Grande, os lojistas que permitirem a entrada de pessoas sem máscaras de proteção individual nos estabelecimentos poderão pagar multas de até R$ 20 mil. Segundo o Procon municipal, a medida atende à necessidade de prevenção de possíveis contágios pelo novo coronavírus, e está sendo estabelecida juntamente com a segunda etapa do Plano de Convivência e Retomada das Atividades, que permite a reabertura de setores.

 

Em meio à pandemia, prefeitura de Pombal faz carreata e entrega brindes ao som do jingle eleitoral

Ex-deputado e virtual candidato à reeleição, Verissinho banca “arraiá itinerante” com dinheiro público

Os primeiros dias do mês de julho foram marcados por duas informações conflitantes na cidade de Pombal, no Sertão. A primeira foi liberação de R$ 4,2 milhões pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento à Covid-19 no município. A segunda foi uma carreata ao som de muito forró e que provocou aglomerações por onde passou na cidade. Mas não apenas isso. O prefeito, ex-deputado estadual Doutor Verissinho (MDB), mandou distribuir kits de higiene ao som do jingle da campanha eleitoral dele de 2016. E aí está o problema: ele é virtual candidato à reeleição.

As ações ocorreram na quarta-feira (1º) e na quinta-feira e não demoraram para viralizar nas redes sociais na cidade sertaneja. O “Arraiá Itinerante” foi puxado pela primeira-dama e atual secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Mayenne Van Bandeira Lacerda. Ela também já foi candidata na cidade, mas foi derrotada em 2012. As imagens mostram que durante a entrega de brindes, os moradores de bairros mais carentes da cidade são convidados a sair às ruas para dançar.

“Olha eu, olha eu aqui de novo, junto e misturado com o povo. Olha eu, olha eu aqui de novo. Pronto para trabalhar pelo povo”, era o refrão do jingle tocado no carro de som que puxava a ação coordenada pelo município. É a mesma utilizada na campanha eleitoral de 2016, segundo o checado pelo blog. Também foram distruídas máscaras com emblema da prefeitura para os moradores. A mobilização acontece no momento em que a cidade registra 154 casos do novo Coronavírus. O número de infectados no Estado beira os 50 mil e 1.044 pessoas morreram desde o início da pandemia.

De acordo com o checado pelo blog, as imagens já foram repassadas para o Ministério Público. O órgão, vale ressaltar, tem aberto investigações sobre iniciativas semelhantes ocorridas em outros municípios. Pelo novo calendário eleitoral, a campanha de rua terá início após os registros de candidatura em 26 de setembro. Qualquer manifestação anterior a isso, principalmente com uso de dinheiro público, pode ser considerado crime eleitoral.

Polícia Federal desencadeia operação Cifrão contra dirigentes do Sesi Paraíba

Trabalho conta com ação integrada de CGU, PF, MPF e GAECO para apura fraudes em licitatórios e na execução de obras de obras e reformas

Homens da Polícia Federal fazem varredura em estabelecimentos. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal saiu às ruas nesta quinta-feira (2) para o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Queimadas. Os alvos da operação Cifrão são dirigentes do Serviço Social da Indústria (Sesi) na Paraíba. Ao todo, estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão. As acusações são de práticas de crimes de fraude à licitação, superfaturamento em obras, peculato e de lavagem de dinheiro no Departamento Regional do SESI/PB.

A ação foi desencadeada em conjunto pela Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). A investigação teve início a partir de fatos constatados pela CGU, quando da realização de auditoria no Departamento Regional do Serviço Social da Indústria na Paraíba (SESI/PB).

Durante a investigação, constatou-se indícios de superfaturamento de mais de dois milhões de reais em três obras de construção e reforma de Centros de Atividades do SESI/PB, além da existência de vínculos entre os sócios das empresas contratadas e colaboradores e dirigentes do Sistema Indústria da Paraíba (Fiep, Sesi, Senai e o Instituto Euvaldo Lodi)

Com o aprofundamento das investigações pelos órgãos parceiros, constatou-se movimentações financeiras entre as contas bancárias das empresas contratadas e de pessoas relacionadas, direta ou indiretamente, ao Sistema Indústria da Paraíba, por meio de uma ginástica financeira, na tentativa de ocultar as aludidas transferências de recursos.

Impacto social

O desvio de recursos destinados ao Serviço Social da Indústria (SESI) acarreta prejuízo para toda a comunidade atendida pelo SESI, uma vez que a Instituição atende indústrias e trabalhadores em gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e na promoção da saúde e educação dos trabalhadores, seus dependentes e comunidade, sendo tais atividades custeadas com contribuições das indústrias em percentuais incidentes sobre as folhas de pagamento de seus funcionários.

Vereadores de João Pessoa discutem reajuste de salários para quase R$ 19 mil

Salário pago ao presidente da Câmara será de R$ 28,4 mil, caso projeto de lei seja aprovado na Casa

Projeto de autoria da Mesa Diretora foi apresentado no ano passado. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Em meio à pandemia do novo Coronavírus, um projeto tramita na Câmara Municipal de João Pessoa com discussão sobre o reajuste dos salários pagos aos vereadores. Eles têm até este ano para reajustar os subsídios que valerão entre 2021 e 2025. O Projeto de Lei Complementar de autoria da mesa diretora prevê a elevação dos subsídios dos parlamentares dos atuais R$ 15 mil para R$ 18.991.

O salário do futuro presidente da Câmara dos Vereadores, que assumirá o cargo a partir de fevereiro do próximo ano será de R$ 28,4 mil. Esta é a segunda vez que os vereadores da capital tentam o reajuste dos próprios salários. Da última vez, em 2016, ano da última eleição, os parlamentares decidiram manter os salários congelados por causa da crise econômica.

As pressões para que os valores atuais sejam mantidos são gigantescas. Só para se ter uma ideia do impacto disso, o projeto foi apresentado em 26 de dezembro do ano passado, já sob o comando do atual presidente, João Corujinha (Progressistas). Desde então, a proposta dorme nas gavetas da Câmara. Vale lembrar que os reajustes só podem ocorrer a cada quatro anos, de uma legislatura para a outra.

Outras cidades

Em várias cidades paraibanas, os vereadores já reajustaram os próprios salários. O último caso conhecido foi o de Sousa, no Sertão. Lá, os salários do prefeito passarão de R$ 19,5 mil. O vice terá remuneração de R$ 9,9 mil, Os secretários municipais de R$ 7,9 mil e os vereadores de R$ 10 mil.

A maior proporção é de Guarabira. Lá, o salário de prefeito será de R$ 25 mil, valor superior ao do governador do Estado, que é de R$ 23,5 mil. Depois dele, vem o do vice, de R$ 12,5 mil; secretários, R$ 7,5 mil, e vereadores, R$ 10 mil.

Em Piancó, o salários do prefeito será de R$ 15 mil, seguido do vice, com R$ 7,5 mil; secretários municipais, R$ 4 mil, e vereadores da cidade, com o recebimento de R$ 4 mil. Em Passagem, o salário do prefeito será de R$ 12 mil, seguido do vice, com o recebimento de R$ 6 mil, e os vereadores com salário de R$ 5 mil.

Farra na Paraíba: varredura detecta 1.612 “ricos” recebendo os R$ 600 do auxílio emergencial

Levantamento realizado pela CGU encontrou sócios de empresa, donos de carros de luxo e até embarcações

Recursos são destinados ao atendimento de famílias pobre. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Um levantamento realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que pelo menos 1.612 pessoas detentoras de patrimônio considerável foram beneficiadas com o auxílio emergencial. O programa do governo federal foi criado para atender às pessoas pobres que foram prejudicadas pela pandemia. A relação dos beneficiários inclui empresários, gente que mora no exterior e donos de carros de luxo e embarcações.

O levantamento, explica o coordenador da CGU na Paraíba, Severino Queiroz, foi feito com base no cruzamento de dados dos beneficiários com o patrimônio. Só de empresários, a CGU constatou a existência de 539 pessoas beneficiadas. O programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou matéria no fim de semana mostrando as distorções no país. A Paraíba não é uma ilha neste ponto.

A varredura também incluiu a posse de veículos de luxo. Foi analisado o patrimônio de quem tem carros com valores de mercado superiores a R$ 60 mil. Foram encontrados 1.095 pessoas donas de carros de luxo. A relação vai de Hilux, Corolla, Cruze… No rol dos donos de embarcações, foram encontradas 107 pessoas donas de moto aquática, lanchas e por aí vai.

Foram encontradas 170 pessoas residentes no exterior, entre os beneficiários do programa emergencial. Um doador de campanha também foi identificado. O prejuízo estimado só com os dois primeiros pagamentos, chega-se a R$ 2,3 milhões.

Deputado critica prefeito de Cabedelo por “forçar” abertura do comércio

Aliado do governador João Azevêdo, Wilson Filho disse enxergar prejuízos para a capital com a medida adotada na cidade portuária

Wilson Filho criticou o impacto da decisão do prefeito de Cabedelo para o sistema de saúde de  João Pessoa. Foto: Divulgação

A decisão do prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), de abrir o comércio nem deu certo, mas já conseguiu fazer um milagre em João Pessoa. O gestor da cidade portuária uniu governistas e oposição da capital contra a medida na cidade vizinha. O primeiro a criticar foi o prefeito Luciano Cartaxo (PV), que evitou dar nome aos bois. Já o virtual adversário do bloco cartaxista na disputa eleitoral deste ano, o deputado estadual Wilson Filho (PTB), foi assertivo nas críticas à atitude do prefeito. Wilson é aliado do governador João Azevêdo (Cidadania), outro crítico da postura do gestor cabedelense. A medida, afirma o petebista, contraria as orientações sanitárias do Governo do Estado e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Wilson Filho é um dos nomes colocados para a disputa eleitoral na prefeitura da capital. As críticas dele ao decreto de flexibilização do comércio ocorreram no mesmo dia em que a juíza da 4ª Vara Mista de Cabedelo,  juíza Tereza Cristina de Lyra Pereira Veloso, derrubou a decisão. A normativa editada previa a retomada do funcionamento de lojas, shoppings, academias, bares e restaurantes. O petebista justifica a crítica: “uma atitude que pode ser a responsável pelo colapso de todo sistema de saúde em João Pessoa, visto que, tanto a cidade de Cabedelo como o Manaíra Shopping passarão a ser indutores da propagação do vírus. Não podemos admitir que João Pessoa seja penalizada, nem que o trabalho feito pelo Governo do Estado que, até agora, garantiu o combate da pandemia sem que houvesse um colapso seja jogado fora”, alertou Wilson Filho, fazendo referência, principalmente, aos grandes estabelecimentos.

Uma das justificativas da gestão era a de que o município apresenta baixa letalidade por covid-19, o que não se sustenta, uma vez que a população da cidade é flutuante e pode estar sendo diagnosticada ou, infelizmente, vitimada da doença em outros municípios. Assim, a ação da gestão de Cabedelo pode resultar no colapso da saúde da capital, uma vez que apresenta, proporcionalmente, o maior índice de contaminação da doença entre as cidades da fazem limite com João Pessoa. Santa Rita e Bayeux, que possuem números bem menores que Cabedelo, mantêm o comércio fechado e seguem as recomendações das autoridades de saúde.

Apesar da repercussão negativa, a gestão do prefeito Vitor Hugo já anunciou que irá recorrer da decisão judicial – movimentação esta que Wilson Filho lamenta prestando o seu apoio ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral do Estado no embate jurídico que deverá ser travado nos tribunais. “O prefeito Vitor Hugo tem diversas qualidades. É um bom gestor, e creio que foi levado ao erro e, infelizmente, está insistindo no erro. Não podemos ficar calados”, ponderou.

O parlamentar tem oito leis aprovadas no combate à pandemia, dentre elas, uma que proíbe o corte de serviços essenciais durante o decreto de calamidade pública bem como o despejo por falta de pagamento do aluguel.

Vítor Hugo diz que vai recorrer de decisão que suspendeu abertura do comércio

Prefeito culpa João Pessoa por Cabedelo não figurar entre os municípios classificados com faixa amarela

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), vai recorrer da decisão que proibiu a flexibilização das regras de isolamento social na cidade. Uma decisão proferida pela juíza Tereza Cristina de Lyra Pereira Veloso proibiu a prefeitura de autorizar o funcionamento de comércio, shoppings, bares, restaurantes e academias. A liminar tornou sem efeito o decreto municipal, editado pelo prefeito.A liminar tornou sem efeito o decreto municipal, editado pelo prefeito.

“Nós vamos cumprir (a decisão) por que respeitamos a Justiça, como também temos direito de recorrer ao Tribunal por que acreditamos na Justiça. Baseado em números científicos e dados, nós acreditamos em nossa autonomia para governar. Alguns governantes já admitem que Cabedelo está na bandeira amarela. Só continua na bandeira laranja por que participa da Grande João Pessoa”, disse.

O prefeito alega que essa análise conjuntural faz com que se João Pessoa não baixar para a bandeira amarela, Cabedelo também não vai baixar. “Um grande equívoco. Cabedelo precisa ser avaliada por si só, por seus próprios índices e a forma que trata a Covid em nossa cidade. Um dos maiores índices de recuperados, acima de 85%, e um dos menores de letalidade da Paraíba nos dá o direito de reabrir o comércio”, diz.

Cabedelo tem 1.771 casos e 14 mortes registradas. A magistrada, no entanto, lembra que a cidade tem população flutuante e, por isso, muita gente é tratada em outras cidades. Por conta disso, os números referentes à cidade podem ser piores. A multa diária para o caso de descumprimento é de R$ 100 mil.

Guarabira, Caaporã, Pedras de Fogo e Cabedelo têm os piores números da Covid-19 na Paraíba

Cálculo proporcional mostra Cabedelo, a cidade que mais flexibilizou, com quase o dobro dos casos de João Pessoa

Coronavírus tem provocado o colapso do sistema de saúde em todo o mundo. Foto: Divulgação

A Paraíba tem mais de 45 mil casos da Convid-19. Este é o dado apresentado no último levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, nesta segunda-feira (29). Mas quais são as cidades com os piores índices de contaminação? Quem arriscou colocar João Pessoa e Campina Grande na conta, passou longe. Quando se faz o cálculo proporcional, levando em conta as contaminações por grupo de mil habitantes, chega-se a Guarabira no topo, com 35,3 contaminados por grupo de mil.

Depois de Guarabira, entre as 10 cidades com mais contaminados no ranking geral, chega-se a Caaporã, com 34,1 contágios por grupo de mil; Pedras de Fogo, com 31,6, e Cabedelo, com 26,1. Está última, vale ressaltar, foi a cidade que decidiu flexibilizar mais serviços no último decreto. O prefeito Vítor Hugo (DEM) decidiu reabrir o comércio, os shoppings, bares e restaurantes. O decreto, no entanto, foi derrubado por decisão da Justiça.

Ranking dos contaminados por grupo de mil pessoas

1. Guarabira                          35,3 casos por mil
2. Caaporã.                            34,1
3. Pedras de Fogo                31,6
4. Cabedelo                           26,1
5. Mamanguape                   25
6. Campina Grande             15,8
7. João Pessoa                      15,6
8. Patos                                  12,4
9. Santa Rita                          9
10. Bayeux                             8,6

Em números totais, João Pessoa lidera o ranking, com 12.694 casos de contágio pelo novo Coronavírus. Na sequência vêm Campina Grande (6.505), Guarabira (2.077), Cabedelo (1.771), Patos (1.340), Santa Rita (1.230), Mamanguape (1.133), Pedras de Fogo (901), Bayeux (838) e Caaporã (746).

Ruy Carneiro recebe apoio do PSC para a disputa em João Pessoa

Deputado federal busca apoios para a disputa da prefeitura da capital

Ruy Carneiro é o pré-candidato do PSDB a prefeito da capital. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) oficializou nesta segunda-feira (29) a adesão do PSC à pré-candidatura dele à prefeitura de João Pessoa. O tucano foi um dos primeiros nomes lançados para a disputa municipal. De acordo com o tucano, a adesão aconteceu após a promessa de garantir aos novos aliados, caso seja eleito, um modelo de gestão eficaz e inovador, comprometido com o desenvolvimento sustentável do município. Este é o primeiro apoio partidário a um pré-candidato para as eleições de 2020 da capital paraibana.

“Ruy tem o perfil ideal para conduzir João Pessoa nos próximos anos, quando vamos precisar reconstruir a economia da Capital após os efeitos da pandemia da Covid-19”, afirma Marcondes Gadelha, presidente do PSC na Paraíba, lembrando que o tucano já foi vereador da capital, além de ser votado para os cargos de deputado estadual e deputado federal.

Dos integrantes do PSC, a adesão à postulação do PSDB foi elogiada pelo ex-deputado federal Leonardo Gadelha. “Ruy é jovem, mas já acumula uma grande experiência administrativa e política. Tem apontado caminhos sintonizados com um grande projeto de desenvolvimento para João Pessoa”, afirma.