João participa de reunião do Fórum de Governadores e foco é na segurança

Gestores vão se encontrar com ministros do Judiciário e do Executivo para debater medidas para o próximo governo

Governadores têm participado de vários encontros com autoridades para discutir soluções para a região. Foto: Divulgação/Secom-SE

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), participa nesta quarta-feira (12), em Brasília, do Fórum de Governadores. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, também estarão presentes no encontro que debaterá políticas para a área da segurança pública.

João Azevêdo afirmou que propostas para o aumento das forças policiais e ampliação de financiamentos para a aquisição de equipamentos de segurança estarão na pauta da reunião.

“Muita coisa precisa ser implementada. O Brasil é um país que tem uma fronteira imensa e, tudo isso, reflete na segurança dos Estados, se não houver um cuidado adequado. Nós precisamos fazer com que os Estados possam ter seus Centros de Monitoramento e Controle conectados com os Centros Regionais”, analisou.

Na última semana, João participou de encontros com os governadores eleitos do Nordeste e com os presidentes do Senado Federal e da Câmara Federal, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, respectivamente, para discutir a tramitação de projetos que asseguram mais recursos para investimentos nos Estados, a exemplo da securitização da dívida ativa e a regulação da cessão onerosa de gás e petróleo.

Os governadores eleitos do Nordeste também já pleitearam uma audiência com o presidente diplomado Jair Bolsonaro para debater as principais demandas da Região.

Com informações da Secom-PB

 

“A Federação brasileira é uma farsa”, diz Ricardo Coutinho na CBN

Governador diz que a União descentralizou os serviços prestados à população, mas aumentou a concentração de recursos em Brasília

Ricardo Coutinho defende uma partilha mais justa dos recursos federais. Foto: Evelyn Karina/CBN

O governador Ricardo Coutinho (PSB) classificou como uma farsa a Federação brasileira durante entrevista à CBN Paraíba, nesta terça-feira (11). Para o gestor, tem havido a descentralização de serviços, com mais atribuições sendo repassadas a estados e municípios, porém, sem a correspondente partilha do bolo tributário. A consequência disso, ele garante, tem sido a maior dificuldade para a população. A 20 dias de deixar o governo, o socialista diz que não haverá solução para a prestação de serviços, sem que haja uma reforma que beneficie os estados e municípios. Tudo por causa do impacto trazido para as contas públicas com o arroxo nos repasses de recursos federais.

“A Federação brasileira é uma farsa. A federação brasileira, ela distribui as responsabilidades e pouco distribui os dinheiros para poder manter estas responsabilidades. Se você olhar bem nos últimos 30 anos, você municipalizou trânsito, descentralizou trânsito, descentralizou educação, descentralizou saúde, descentralizou tudo e quando você vai ver a composição dos gastos, ela continua tão concentrada como era anos atrás na esfera federal”, ressaltou Ricardo Coutinho. Ele citou a situação do atendimento de saúde no Estado. Garantiu que, proporcionalmente, a Paraíba tem a maior rede hospitalar do país. “A Paraíba, em 2010, gastava por mês R$ 13 milhões com o custeio hospitalar e dos R$ 13 milhões, R$ 8 milhões vinham do SUS”, ressaltou.

O governador diz que de 2010 para cá, os investimentos estaduais no setor aumentaram e os federais reduziram. Coutinho assegura que, hoje, a Paraíba investe R$ 85 milhões no custeio dos hospitais. Já a contrapartida do governo federal caiu de R$ 8 milhões para R$ 4 milhões. “Ou seja, nós assumimos cada vez mais (atribuições). E tínhamos que assumir. E se não assumíssemos, o que é que aconteceria aqui dentro? No meio de tudo arboviroses, o vírus da zika, enfim, uma série de coisas que nós precisamos enfrentar. E o governo federal vem reduzindo os recursos com esse grande ataque que é o teto de gastos”, criticou o gestor. Ele reclamou, também, da dificuldade de liberação dos empréstimos internacionais pelo atual governo.

“O caminho da Paraíba é lutar para que seus direitos sejam respeitados. Nós temos letra B, que quer dizer equilíbrio fiscal. Nós temos direito a financiamento. O governador João Azevêdo tem direito de contrair financiamentos. Vamos avançar com o Banco Mundial”, destacou o governador.

Jair Bolsonaro

O governador Ricardo Coutinho disse não acreditar que haverá discriminação contra o Nordeste no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ele diz que, apesar de ser uma farsa, o federalismo precisa ser respeitado. “Não vai poder abrir para uns e discriminar a Paraíba”, ressaltou. E continuou: “Acho que a realidade vai se impor sobre arroubos e bravatas. Qual é a realidade? Tratar de problemas comuns”. O gestor diz acreditar que o sucessor vai traçar um plano de investimentos para o estado, dando continuidade ao trabalho atual.

Ministério Público desencadeia operação contra fraudes em cartórios de Santa Rita

Gaeco, GOE e Bope cumprem mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens na cidade

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, desencadeou nesta terça-feira (11) a operação E$cribas. A ação, em conjuração de esforços com Grupo de Operações Especiais (GOE) e Batalhão de Operações Especiais (Bope), cumpre mandados em João Pessoa. Os alvos são servidores ligados a cartórios de imóveis e notas. Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão, além de sequestro de bens – expedidos pelo Poder Judiciário da 1ª Vara da Comarca de Santa Rita. A ação é fruto de investigação em Procedimento Investigatório Criminal que tramitou no Gaeco por pelo menos um ano.

A operação tem por finalidade desarticular suposto esquema criminoso, bem como recuperar valores que teriam sido desviados pela cúpula da serventia extrajudicial do Cartório do 2º Ofício de Notas e Registro de Imóveis da cidade de Santa Rita. O esquema teria ocorrido entre os anos de 2015 e início de 2016, quando recebia, em espécie, os valores devidos, a título de emolumentos, em razão de serviços de registros de, pelo menos, dois mil contratos de compra e venda com alienação fiduciária com força de escritura pública e não realizava o recolhimento devido, causando um prejuízo de mais de R$ 1 milhão a terceiros, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário, ao Município de Santa Rita e ao Fundo de Apoio ao Registro de Pessoa Natural.

Os crimes sobre os quais pesam indícios contra os alvos da Operação são: Crimes Contra a Administração em Geral (Peculado, art. 312, do CPB); Falsidades Ideológicas (art. 299, do CPB), Crimes Contra à Ordem Tributária (art. 1º, INC. V, da Lei nº 8.137/90), além do crime de Lavagem de Dinheiro, na forma da Lei nº 9.613/98, cujas somas podem chegar a  mais de 20 anos de reclusão.

Participam da execução da operação: promotores de Justiça, três equipes do Gaeco, duas equipes do GOE e três equipes do Bope.

‘Escola Sem Censura’ é publicado no Diário Oficial após sanção de Ricardo

Projeto foi sancionado durante solenidade que marcou os 70 anos dos Direitos Humanos, nesta segunda-feira

Ricardo Coutinho entrega medalha a Luíza Erundina durante evento. Foto: Francisco França/Secom-PB

O Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (11) traz a publicação da lei apelidada pelo governo de ‘Escola Sem Censura’. A lei 11.230 dispõe sobre a liberdade de expressar pensamentos e opiniões no ambiente escolar das redes pública e privada de ensino da Paraíba. O governador Ricardo Coutinho (PSB) aproveitou a comemoração dos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos para assinar o ato em solenidade no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural. A data foimarcada, também, pela concessão da medalha da Liberdade para as paraibanas Luíza Erundina (deputada federal), Elizabeth Teixeira (mulher do líder camponês assassinado João Pedro Teixeira) e Marielle Franco (a vereadora assassinada no Rio).

As medalhas fizeram referência “à luta permanente pela liberdade de expressão e pensamento, igualdade e democracia” das homenageadas. A solenidade serviu, também, para a assinatura de atos governamentais contra a tortura. A lei que barra o “Escola Sem Partido”, na Paraíba, foi aprovado com votos favoráveis de 23 deputados estaduais e teve cinco votos contrários. A matéria cria regras para as redes pública e privada. A versão paraibana proíbe, entre outras coisas, a captação ambiental de áudio e vídeo sem autorização dos professores.

O artigo 1° do projeto estabelece que “todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar seus pensamentos e suas opiniões no ambiente escolar das redes pública e privada de ensino da Paraíba”. A proposta segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que é preciso o respeito à liberdade de cátedra nas instituições de ensino. Em outro ponto, no artigo 4°, o projeto prevê que “é vedado o uso de equipamentos tecnológicos, sem a finalidade educacional, durante as atividades escolares, e sem a prévia anuência do responsável pelos atos didático-pedagógicos”.

Nos últimos dias, foram registrados embates entre governistas e oposição em relação ao projeto. Uma das queixas apontadas pelos deputados de oposição diz respeito à exigência de fixação de uma nova placa. Os dizeres são: “ESCOLA É TERRITÓRIO ABERTO DO CONHECIMENTO E LIVRE DE CENSURA: REPRESSÃO IDEOLÓGICA NÃO É LEGAL. LEI ESTADUAL Nº ________/2018.” O deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) alega que, na visão dele, o texto encaminhado à Assembleia pelo governador visa apenas se contrapor aos debates puxados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Assassinatos de lideranças do MST serão investigados pelo MPPB

Procedimento foi instaurado pela promotora Ilcléia Mouzalas, que será auxiliada pelo promotor Márcio Gondim

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) está acompanhando as investigações policiais sobre o duplo assassinato de lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), ocorrido na noite do último sábado (8), no município de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba.

A promotora de Justiça de Alhandra, Ilcléia Mouzalas, instaurou procedimento administrativo para acompanhar as investigações sobre as mortes de Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva (conhecido como Orlando), ocorridas no acampamento Dom José Maria Pires e já está mantendo contato direto com a delegada que preside o inquérito policial e com o delegado-geral.

O procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, também designou o promotor de Justiça Márcio Gondim para auxiliar nos trabalhos da promotoria de Alhandra.

O crime chocou a sociedade paraibana, causando indignação em diversos segmentos, devido à possibilidade de ofensa a valores democráticos, sociais e constitucionais de alta relevância para o Ministério Público, como o direito à vida e o direito à liberdade de associação e organização social.

Da Assessoria de Imprensa do MPPB

Tyrone culpa ex-namorada pelas agressões sofridas por ela

Prefeito de Sousa diz em entrevista no Sertão que “revidou” agressões que teria sofrido: “tenho minha parcela de culpa”

Fábio Tyrone diz que revidou a supostas agressões da ex-namorada. Foto: Divulgação/Prefeitura de Sousa

O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), quebrou o silêncio sobre as agressões contra a ex-namorada. No último sábado (8), o Tribunal de Justiça da Paraíba concedeu medidas protetivas em favor da advogada Myriam Pires Benevides Gadelha. Ela denunciou o gestor pelas agressões, ocorridas na quinta-feira (6) da semana passada. Ele foi proibido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira. Durante entrevista nesta segunda (10), na rádio Sousa FM, o prefeito admitiu que tem culpa, mas garantiu que “apenas” revidou às agressões da namorada.

Em linhas gerais, o prefeito de Sousa alegou que vinha sofrendo agressões de forma reiteradas. “Não deveria ter ocorrido. Tenho a minha parcela de culpa”, admitiu Tyrone. Após a repercussão do caso, o chefe do Executivo traçou teorias sobre uma suposta tentativa da família da advogada de prejudicá-lo politicamente. Disse que as câmaras do elevador do prédio onde Myriam mora poderiam provar que ele foi agredido. Garantiu, também, ter laudos de exame de corpo de delito que provariam a versão dele. Assegurou ainda que tentou deixar o apartamento e foi impedido pela ex-namorada. “Foi aí que começaram as trocas de empurrões”, disse.

Justiça

As medidas protetivas contra Fábiol Tyrone foram arbitradas pelo o desembargador Ricardo Vital de Almeida. Ele atendeu pedido ajuizado pela própria Myriam, que é advogada. Além de não poder se aproximar, o prefeito está impedido de fazer contato por qualquer meio de comunicação (whatsapp, mensagem de texto, e-mail, telefone, bilhetes, redes sociais, dentre outros). A ofendida requereu a medida protetiva de urgência para assegurar seu direito básico de viver sem violência e preservação de sua saúde física e mental e pediu para que fosse estendida aos seus familiares e testemunhas, revelou nota do Tribunal de Justiça.

Advogada relatou agressão do namorado. Foto: Divulgação

A postulante relatou que manteve relacionamento com o requerido por cerca de quatro meses, período em que este teria revelado personalidade ciumenta, possessiva e controladora. Sustentou que, no dia 17 de novembro de 2018, durante viagem de lazer à cidade de São Paulo, o requerido teria, com ciúmes, lhe empurrado e tentado lhe agredir pelo pescoço.

A requerente informou que, no dia 6 de dezembro de 2018, em festa realizada nesta Capital, o requerido teria iniciado briga com a requerente, pois esta supostamente estaria a beber demais e a conversar com muitas pessoas. Disse que no trajeto da festa para casa, com as discussões mais acaloradas, o agressor lhe desferiu um tapa no rosto e, ao chegar na residência da vítima, xingou-a com palavras de ‘baixo calão’ para, em seguida, dar-lhe outro tapa no rosto, empurrando-a no chão e iniciando uma sequência de chutes. Relatou que, ao mandar o requerido ir embora, foi novamente agredida com um soco no olho direito.

Myriam ainda relatou que se dirigiu à delegacia para registrar a ocorrência e realizar exame de corpo de delito, tendo optado por não demandar a medida protetiva naquela oportunidade, já que teve notícia de que o agressor estaria em Sousa. Entretanto, mencionou que sofreu ameaças do irmão do requerido, avisando que a situação iria se complicar, pois o fato teria sido exposto a familiares da vítima, razão pela qual, entendeu por bem se socorrer do Poder Judiciário para salvaguardar sua integridade física.

Outro caso

Por fim, acrescentou que Fábio Tayrone já responde a processo criminal por haver ofendido a integridade física de sua ex-cônjuge, sendo réu no processo nº 58659- 56.2016.8.06.0112/0, em trâmite no Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Juazeiro do Norte – CE.

O desembargador, após analisar as provas acostadas aos autos, contatou que a requerente teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas praticadas pelo seu ex-companheiro. Citou o artigo 7º, incisos I e II, da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), que trata das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Ricardo Vital verificou que a agressão, registrada perante a autoridade policial, resultou em lesão à integridade física da requerente, materializada com chutes no corpo e socos no rosto e que o laudo traumatológico evidenciava a ação contundente do agressor. Chamou a atenção para o fato de que o requerido é réu pela prática da mesma espécie de conduta e acrescentou que a violência psicológica restava comprovada nas cópias de mensagens de texto, onde ficava patente a ação do agressor para causar à vítima danos emocionais.

“É clarividente, portanto, a crueldade perpetrada contra a requerente, de modo que, nos termos do artigo 22 da Lei nº 11.340/06, necessário se faz adotar medidas que obriguem o agressor e protejam a vítima, sobretudo, levando em consideração a conduta recorrente do requerido, o que demonstra sua personalidade voltada para a prática de violência contra a mulher”, arrematou o desembargador.

 

Cartaxo envia pedido de empréstimo de R$ 52 milhões para a Câmara

Recursos serão utilizados para a construção de “linha troncal” na avenida Pedro II

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), remeteu à Câmara Municipal pedido para contratar empréstimo de R$ 52,3 milhões. Os recursos serão utilizados para a construção de uma “linha troncal” na avenida Pedro II. Em linhas gerais, apesar da nomenclatura diferente, trata-se do antigo projeto do BRT. Há também a previsão de construção de um terminal de integração em Mangabeira. O presidente da Câmara, Marcos Vinícius (PSDB), convocou uma audiência pública, às 11h, para que o plano seja apresentado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob).

Ao blog, o secretário de Mobilidade Urbana, Alberto Alves de Araújo Filho, explicou que o plano visa dar mais conforto para a população. A “linha troncal” se alongará da Avenida Pedro II e passará pela Avenida Sérgio Guerra e seguirá até Mangabeira. No bairro, será construído um terminal de integração. Alberto explicou que os veículos serão os mesmos usados nos BRTs. “Serão articulados, com ar-condicionado e vão circular tanto próximo ao canteiro central, como no lado direito da pista”, ressaltou Alves, acrescentando que a abertura das portas poderá ser feito dos dois lados do veículo.

O empréstimo solicitado pela prefeitura será feito junto à Caixa Econômica Federal. Para o empréstimo, a prefeitura se compromete a ceder ou vincular como garantia as receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

70 anos da Declaração dos Direitos Humanos, 50 do AI5 e 30 da Constituição

Datas não podem ser esquecidas e precisam ser lembradas por todos os brasileiros

A deputada Luiza Erundina será uma das homenageadas com a Medalha da Liberdade. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ano de 2018, no Brasil, trouxe uma oportunidade para a discussão de velhos fantasmas e também de conquistas. Afinal, marca os aniversários de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 50 anos do Ato Institucional número 5 (AI5) e 30 da Constituição de 1988. São duas datas para se comemorar e uma, negativa, para ser lembrada e nunca esquecida. A primeira foi proclamada e adotada a partir da Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) de 10 de dezembro de 1948. Desde então, norteou as discussões no mundo inteiro.

A data será marcada, na Paraíba, pela entrega da Medalha da Liberdade a três personalidades nesta segunda-feira (10). As contempladas serão a deputada federal Luíza Erundina (Psol-SP), a líder camponesa Elizabeth Teixeira e a vereadora Marielle Franco (in memoriam). A comenda, concedida pelo governo da Paraíba, será uma “homenagem pela luta por liberdade e democracia”. Haverá, também, a sanção da lei Escola Sem Censura, pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). A solenidade vai acontecer no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural. O gestor anunciou que vai aproveitar o evento para assinar atos contra a tortura.

AI5

O ponto negativo das datas lembradas neste ano é o AI5. A medida, adotada no governo militar, endureceu o regime, cassando direitos civis. As pessoas poderiam ser presas e torturadas sem o devido processo legal. No campo da política, deputados paraibanos tiveram os mandatos subtraídos, por se contraporem ao regime. A lista, lembrou o jornalista Nonato Guedes em artigo publicado nesta segunda-feira (10), inclui lideranças como Pedro Gondim, Osmar de Aquino, Vital do Rêgo, Mário Silveira e José Maranhão. Perdeu o mandato também o então perfeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima.

O aniversário do AI5 será daqui a três dias, o 13 de dezembro. Ele foi reflexo da inquietação de 1968, quando jovens do mundo todo tomaram as ruas. No Brasil, o movimento foi repelido de forma violenta. Uma violência aumentada com o endurecimento do regime, mergulhando o país em uma ditadura sangrenta. O período mais duro permaneceu até a redemocratização. Foi uma ferida que demorou a cicatrizar. Embora esse processo nunca tenha sido totalmente efetivado, foi justamente neste ano que um militar reformado conseguiu êxito eleitoral e foi eleito presidente da República.

Constituição

Outro ponto que precisamos comemorar neste ano é a Constituição Cidadã de 1988. Lógico que todos poderão reclamar de pontos da legislação aprovada naquele ano, mas coube a ela nos garantir o maior período de estabilidade democrática da história. A legislação consolidou a redemocratização e criou as bases para os parâmetros democráticos seguidos até hoje. Durante este período, foram cinco presidentes eleitos, contando Jair Bolsonaro. Houve dois impeachments que abriram espaço para outros dois presidentes (Itamar Franco e Michel Temer).

As lições estão descritas na história e elas não podem ser esquecidas.

João não define nomes para Segurança, Cultura, Esporte e Desenvolvimento Humano

Governador usou as redes sociais para tornar pública a lista com a maioria dos novos secretários

João Azevêdo anunciou a primeira relação dos auxiliares que estarão no governo a partir de janeiro. Foto: José Marques

O anúncio do governador eleito João Azevêdo (PSB), dos novos secretários, deixou de fora os nomes para pastas importantes. O destaque fica por conta da Secretaria de Segurança e Desenvolvimento Social, ocupada atualmente por Cláudio Lima. O gestor, apesar do bom retrospecto à frente da pasta, deu vários sinais de que não quer permanecer no cargo. Há espaços vazios também nas secretarias de  Desenvolvimento Humano, Esporte e Lazer,  Articulação Municipal e Cultura. Ocupam as pastas, atualmente, Gilvaneide Nunes, José Marco, Rubens Germano e Lau Siqueira, respectivamente.

João Azevêdo, durante pronunciamento, prometeu apresentar os outros nomes até o fim do ano. “Todo esse trabalho que vem sendo feito tem o objetivo de buscar manter a unidade de um time que jogou muito bem e, sob o comando do governador Ricardo Coutinho, deu os resultados que a Paraíba esperava e reconheceu nas eleições a força do trabalho. Dar continuidade a esse trabalho é uma missão de um conjunto de pessoas que se envolveu nesse projeto”, destacou. Ao todo, cinco novos nomes apareceram na relação, em substituição a outros que ocupam os cargos atualmente.

O destaque fica por conta do novo titular da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (SEAFDS). Para a vaga, entra Luiz Couto no lugar de Lenildo Morais. Ambos são do PT. Para a Casa Civil, entra Íris Rodrigues e sai Paula Laís de Oliveira Santana. Na Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca entra Efraim Moraes no lugar de Rômulo Araújo Montenegro. Para a Secretaria de Estado da Receita, volta Marialvo Laureano, em substituição de Marconi Marcos Frazão. Outra mudança vai ocorrer na Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, com Gusvavo Feliciano substituindo Lindolfo Pires.

Confira a relação dos auxiliares:

Administração Direta

Procuradoria-Geral do Estado – Gilberto Carneiro

Procurador adjunto – Paulo Márcio

Controladoria Geral do Estado – Gilmar Martins

Secretaria de Comunicação Institucional – Luís Tôrres

Secretaria Executiva da Comunicação Institucional – Sebastião Lucena

Secretaria da Administração – Livânia Farias

Secretaria das Finanças – Amanda Rodrigues

Secretaria do Planejamento – Waldson Sousa

Secretaria Executiva do Planejamento – Fábio Maia

Secretário Chefe de Governo – Nonato Bandeira

Chefe de Gabinete – Ronaldo Guerra

Secretaria da Receita – Marialvo Laureano

Secretaria Executiva da Receita – Bruno Frade

Secretaria da Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente – Deusdete Queiroga

Secretaria Executiva da Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente
Virgiane Melo

Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca – Efraim Morais

Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido- Luiz Couto

Secretaria do Desenvolvimento Econômico – Gustavo Feliciano

Secretaria Executiva do Turismo – Ivan Burity

Secretaria da Educação – Aléssio Trindade

Secretaria Executiva da Ciência e Tecnologia – Cláudio Furtado

Secretaria Executiva de Administração de Suprimentos e Logística da Educação– Artur Viana

Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana – Gilberta Soares

Secretaria da Administração Penitenciária – Tenente Coronel Sérgio Fônseca

Casa Militar – Tenente Coronel Anderson

Casa Civil – Iris Rodrigues

Secretaria da Saúde – Cláudia Veras

Secreataria Executiva da Saúde – Renata Nóbrega

Secretaria Executiva de Gestão Hospitalar – Geraldo Medeiros

Órgãos da Administração Indireta

DER (Departamento de Estradas e Rodagem) – Carlos Pereira

Suplan – Simone Guimarâes

PBGás- Tatiana Domiciano

PBPrev – Yuri Nogueira

João confirma Gilberto Carneiro e divulga nesta sexta restante do secretariado

Governador garante que não haverá grandes mudanças na configuração atual: “é gestão de continuidade”

Governador eleito apresentará lista de secretários nesta sexta-feira. Foto: Divulgação

O governador eleito João Azevêdo (PSB) revelou ao blog, nesta quinta-feira (6), o primeiro nome para o novo governo. O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, será mantido no comando da pasta. O socialista assume o cargo no dia 1° de janeiro, em substituição ao colega de partido, Ricardo Coutinho. A escolha de Carneiro se deu pela identificação dele com a proposta de trabalho que será implementada. Este, reforça Azevêdo, foi o ponto norteador para a escolha de todos os nomes. Todos serão revelados durante uma live nas redes sociais, nesta sexta-feira (7), às 10h.

Azevêdo reafirmou que não haverá grandes mudanças na composição do governo. “É uma gestão de continuidade, então, vários nomes serão mantidos”, disse. A expectativa gerada é que os membros da Comissão de Transição, por serem escolha de João, sejam mantidos na nova gestão. A lista inclui o secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado, Gilmar Martins, que coordena os trabalhos, além dos secretários Livânia Farias (Administração), Amanda Rodrigues (Finanças), Deusdete Queiroga (Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia) e Waldson de Souza (Planejamento, Orçamento e Gestão).

Um ponto reforçado por João Azevêdo é o de que alguns secretários serão mantidos, mas em pastas diferentes. Há nomes, por outro lado, que devem deixar o governo. É o exemplo de Nonato Bandeira, que saiu para a disputa eleitoral e revelou ter projeto distinto para 2019. O secretário de Segurança e Desenvolvimento Social, Cláudio Lima, também poderá deixar o governo. Nos últimos anos, apesar de elogiado pelo governador, ele vem reclamando dos desgastes inerentes ao cargo. O governador eleito assegura que o quadro com os novos ocupantes de cargos está pronto. Só falta anunciar.