Conheça o perfil desejado por Romero para sucessor na prefeitura de Campina Grande

Romero diz que aliado precisa, entre outras coisas, demonstrar de capacidade técnica e política para gerir a prefeitura

Romero Rodrigues ao lado da deputada federal Joice Hasselmann no São João de Campina Grande. Foto: Divulgação/Codecom-CG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), tem corrido longe das discussões sobre a sucessão na cidade. Ele brinca ao ser questionado sobre o assunto, dizendo que está “inválido”, inelegível para disputar nova eleição municipal. Isso pelo fato de já ter sido reeleito uma vez. O gestor diz que essa pode até ser a hora de se discutir política, mas não para ele.  “Estou focado nisso, na administração, tentando cuidar das minhas atribuições”, diz. Mas provocado pelo blog, ele aceitou descrever o perfil ideal de quem vai disputar as eleições, no ano que vem, com o apoio dele.

As capacidades técnica e política foram as mais citadas. “(Precisa) ser uma pessoa de um bom conceito, ter o respeito da cidade, ter capacidade técnica e administrativa e também é importante que tenha uma relação política, porque, afinal de contas, a cidade vive de gestos. Alguém que tenha esse caráter político também, para sendo eleito manter uma boa relação com a cidade é importante. Mas capacidade técnica é fundamental, porque, afinal de contas, precisa dar sequências às obras e ações e, para isso, é preciso que tenha uma noção boa de gestão. E a tecnicidade é super importante nisso”, pontuou Romero Rodrigues.

O número de pré-candidatos tem se avolumado. Mais recentemente, o nome do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) passou a ser ventilado. Tudo por causa de uma foto postada nas redes sociais. O chefe de Gabinete da prefeitura, Bruno Cunha Lima, é outro que poderá se filiar ao PSD. Há convite de filiação, também, para o deputado estadual Tovar Correia Lima, hoje no PSDB. Ele demonstra interesse na disputa da prefeitura. Outro que quer disputar as eleições é o deputado estadual Manoel Ludgério (PSD), bem como o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). Outros nomes, no entanto, vêm ganhando força nos bastidores.

O prefeito diz que é possível buscar um entendimento na base aliada. Quem for preterido, precisa entrar no apoio do colega. “Bom seria se a gente pudesse discutir de forma desprendida, sem vaidade nenhuma. Poder discutir o processo eleitoral compreendendo que no caso, a lógica, a sugestão e a ideia, é sair com um candidato, compreendendo que após a escolha todos saiam unidos. A escolha não será fácil, é verdade, bom porque também temos muitas opções”, ressaltou.

Em Campina, Joice Hasselmann cobra governadores e fala em busca de reforma “mais musculosa”

Líder do governo no Congresso diz que apesar da crítica de governistas, “R$ 900 bilhões (de economia) não é uma reforminha”

Joice Hasselmann evitou dar números sobre quantos votos espera para a Reforma da Previdência. Foto: Suetoni Souto Maior

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), aproveitou a visita a Campina Grande, neste fim de semana, para fazer cobranças aos governadores do Nordeste. Entre eles, mesmo sem citar nomes, ao governador João Azevêdo (PSB). A parlamentar diz que a inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência vai depender da “reconstrução do próprio discurso”. “Eles primeiro criticaram muito a nova previdência e agora, como há a possibilidade de estados e municípios ficarem de fora, viram que o discurso prejudicou e estão voltando atrás”, disse, com uma pitadinha de ironia.  Ela diz que as críticas iniciais ao projeto enviado à Câmara por Jair Bolsonaro (PSL) foi muito ruim “porque colocou muitos deputados do centro com o pescoço na guilhotina”.

O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) foi lido na semana passada, na Comissão Especial. Ele começa a ser discutido nesta semana, antes de ser levado a plenário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende colocar o texto em votação no início de julho. A preço de hoje, o consenso é que a base aliada de Bolsonaro ainda não tem os 308 novos necessários para aprovar a proposta. Joice Hasselmann evita falar em números, mas garante o texto será aprovado. “Mas isso (o número de votos), meu amigo, eu não falo para você nem de ponta a cabeça e sob tortura. É coisa de amador. Eu só vou dizer quantos votos o governo tem na véspera da votação, mas tenha a certeza que a gente não só vai aprovar como vai sobrar um tanto de voto”, assegurou.

A deputada lamentou a desidratação do texto na comissão especial, mas acha que a economia projetada prova que, como está, não seria uma reforma desprezível. “Tirou alguns pontos, mas eu acho que Inês não é morta. Nem tudo está perdido. Eu acho que a gente consegue trabalhar no plenário para fazer com que alguns pontos venham a ser debatidos e sejam aprovados, como a capitalização. Eu não desisto fácil. Não sou de se matar com a unha. Então, eu vou continuar lutando por uma reforma mais musculosa do que essa. Agora, uma coisa é fato, R$ 900 bilhões não é uma reforminha. Então, eu sei que tem reclamação até de gente do governo, mas é uma boa economia. Eu acho que o principal ponto aí é a capitalização. É por isso que a gente tem que trabalhar agora”, pontuou.

Os pontos retirados estão alguns que eram criticados pelos governadores do Nordeste. Entre eles estão as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. Os dois temas também eram criticados pelos deputados paraibanos. A capitalização, por outro lado, é rejeitada por deputados do centro à esquerda. Da Paraíba, pelo menos nove dos 12 deputados federais são favoráveis à reforma. As exceções são Gervásio Maia (PSB), Frei Anastácio (PT) e Damião Feliciano (PDT). Sobre a inclusão de estados e municípios, Joice reforça os argumentos apresentados já por Rodrigo Maia. A meta é apresentar uma emenda quando a matéria for para o plenário.

“Já tem uma estratégia para isso, que a gente está desenhando para aprovar de forma destacada. Então tem uma possibilidade, sim, e vai depender da ajuda dos governadores do Nordeste. Os governadores do Nordeste precisam ajudar a trabalhar os partidos de oposição, para colocarem a digital nisto também. Se não houver esta ajuda, os deputados que são do centro se negam a votar por estados e município”, disse Joice Hasselmann. Circulando com desenvoltura nos camarotes do Parque do Povo, no último sábado (15), ela prometeu até dar aulas de forró para o chefe de gabinete da prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. A promessa ocorreu após o ex-deputado ter prometido que a ensinaria a dançar.

Sérgio Queiroz diz que comunidades terapêuticas devem respeitar “direitos humanos” dos dependentes químicos

Secretário Nacional de Proteção Global ressalta em reunião com representantes da Confenact que não pode haver barreira para casos de desistência

Sérgio Queiroz diz que não pode haver imposição para o tratamento. Foto: Divulgação

O secretário nacional de Proteção Global, o paraibano Sérgio Queiroz, participou de reunião com representantes da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas (Confenact). No encontro, o gestor reafirmou a preocupação do Governo Federal em garantir a ressocialização e a proteção dos dependentes químico. Ele também enfatizou a necessidade de respeito e promoção dos direitos humanos nas comunidades terapêuticas. A visão difundida pelo órgão ligado ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos é de que precisa ser respeitada a vontade da pessoa na hora de definir a permanência no tratamento.

“Além de conhecer os representantes das comunidades terapêuticas, a reunião serviu para afirmar que o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Proteção Global, vai assegurar o respeito a este tipo de tratamento e, ao mesmo tempo, garantir que os direitos humanos das pessoas em tratamento sejam observados. Como, por exemplo, que a entrada e a saída dessa pessoa dentro de uma comunidade terapêutica deve ser livre e que também não pode haver barreira para desistência ou continuidade do tratamento. Ou seja, ele tem direito de sair ou de entrar no tratamento quando desejar”, garantiu Sérgio Queiroz.

Uma das atribuições e competências da Secretaria Nacional de Proteção Global é atuação em favor da ressocialização e da proteção dos dependentes químicos, sem prejuízo das competências dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.

A posição do secretário é exposta no mesmo mês em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sancionou lei que permite a internação não voluntária de dependentes químicos. É importante ressaltar, porém, que este caso não se aplica às comunidades terapêuticas, por se referir ao tratamento em clínicas. O texto já havia sido aprovado pelo Senado e foi publicado no Diário Oficial da União do dia 5. Segundo o novo texto, que modifica a então vigente Lei das Drogas, de 2006, o aval para a internação do dependente químico poderá ser pedida pela família, pelo responsável legal ou, na ausência, pelo servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sisnad (Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas).

Há diferenças entre os dois tipos de internamento. Queiroz explica que a internação compulsória é uma necessária, importante e nova forma de internação de dependentes químicos e que a pessoa pode, sim, ser internada compulsoriamente. “Entendo que é necessário em muitos casos”, ressalta o secretário, deixando claro que, nestes casos, vão valer os critérios médicos. “A internação tem que estar limitada a 90 dias e a pessoa precisa ir para o atendimento de saúde, um hospital geral”, enfatiza. A prática é diferente das comunidades terapêuticas, que têm na voluntariedade uma das bases do tratamento.

 

Estado credencia como “organização social” instituição investigada pelo Ministério Público

IPCEP gerencia atualmente os hospitais Metropolitano de Santa Rita e Regional de Mamanguape, ambos sob intervenção do governo

Reprodução/Diário Oficial do Estado/15.06.2019

O governo da Paraíba credenciou o (IPCEP) Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional para atuação como “organização social”. O decreto foi publicado na edição deste sábado (15) do Diário Oficial do Estado (DOE). A instituição, atualmente, é responsável pela administração dos hospitais Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, e Regional de Mamanguape. Ambos, vale ressaltar, estão sob intervenção do governo, determinada pelo governador João Azevêdo (PSB). Tudo por causa das acusações formuladas pelo Ministério Público de que a instituição, junto com a Cruz Vermelha Brasileira, vinham “sendo utilizadas apenas como ‘fachadas’ para a organização criminosa chefiada por DANIEL GOMES DA SILVA”.

Reprodução/Denúncia/Ministério Público/Rio de Janeiro

O decreto publicado neste sábado, no entanto, não quer dizer que a instituição continuará administrando os hospitais ao final do contrato. O governador, inclusive, assinou Termo de Ajustamento de Conduta com os Ministérios Públicos Estadual e Federal se comprometendo a não renovar os contratos atualmente em vigor. Todas as instituições classificadas como ‘organizações sociais’ terão que participar de seleção. A classificação como “organização social” também terá que ser renovada a cada dois anos, de acordo com regulamentação assinada pelo atual governador em abril deste ano. Para isso, precisará de nota técnica elaborada pela Superintendência de Coordenação e Supervisão de Contratos de Gestão (SCSCG), criada para gerir os contratos.

Assim como a Cruz Vermelha, o IPCEP é alvo das investigações da Operação Calvário, desencadeada em conjunto pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado dos Ministérios Públicos da Paraíba e do Rio de Janeiro. A investigação visa apurar a existência de núcleos de uma suposta organização criminosa comandada por Daniel Gomes da Silva, que seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado. Os valores dos contratos giraram em torno de R$ 1,1 bilhão, na Paraíba, entre 2011 e 2018, período em que o Estado foi comandado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Daniel se encontra preso, atualmente, no Rio de Janeiro.

Pleno Poder é a mais nova coluna do Jornal da Paraíba

Espaço editado pelo jornalista João Paulo Medeiros terá uma atenção toda especial pelos fatos de Campina Grande

João Paulo Medeiros assume coluna no Jornal da Paraíba.

Os embates da política no Executivo e no Legislativo. As decisões da Justiça e suas repercussões. Estes são alguns dos ingredientes da coluna Pleno Poder, do Jornal da Paraíba. O produto foi lançado nesta sexta-feira (14) e tem por trás o competente jornalista João Paulo Medeiros, com experiência e trabalhos primorosos no próprio JP e também na TV Paraíba. Sabe aquelas matérias no Fantástico que tiveram a Paraíba como alvo? Muitas delas tiveram colaboração do profissional, que demonstra maestria ao falar das ações, mandos e desmandos dos três poderes.

João Paulo Medeiros tem grande experiência no jornalismo investigativo. Ele chegou na equipe da TV Paraíba em 2007 como estagiário, ainda estudante de jornalismo, e em 2009 fez sua estreia como repórter da editoria de Política do próprio Jornal da Paraíba, para onde retorna este ano no novo projeto. No meio do caminho, se incorporou em 2010 na produção de reportagens especiais da TV Paraíba.

Então, quem quiser estar sempre bem informado sobre os bastidores do poder, precisa acessar a coluna Pleno Poder, no Jornal da Paraíba. Que seja bem-vindo João Paulo Medeiros à nossa equipe. Pelo tempo que o conheço, posso dizer que #JoaoPauloMeRepresenta. Se você acessar, verá que estará representado por ele também.

Governador e prefeitos paraibanos são contra exclusão de estados e municípios da Reforma da Previdência

João Azevêdo criticou posição do presidente da Comissão Especial pela retirada dos estados da proposta original

João Azevêdo debate medidas emergenciais para combater o déficit previdenciário. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (PSB) e os prefeitos paraibanos são contra a retirada de estados e municípios da Reforma da Previdência. O temor deles é que seja criado um pandemônio no país pela multiplicidade de propostas que deverão tramitar. “Imagine se essa exclusão for efetivada, o Brasil com o risco de ter 2.300 municípios com regimes próprios com legislações sobre a Previdência diferentes. Todos os estados do Brasil com legislações diferentes”, disse o gestor, durante visita ao Salão do Artesanato, em Campina Grande. O relatório final na Comissão Especial que debate o tema foi apresentado na manhã desta quinte-feira (13) pelo relator da matéria, Samuel Moreira (PSDB-SP). A expectativa de economia na Paraíba, caso o Estado seja incluído, é de R$ 4,8 bilhões em dez anos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a inclusão poderá acontecer por meio de emenda. Isso vai depender, no entanto, do empenho dos governadores na hora de reverter votos contrários nas suas bases aliadas. Os governadores elaboraram carta com exigências para que eles pudessem integrar o apoio à medida. Eles criticam temas como mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), regime de capitalização, aposentadoria rural e a desconstitucionalização dos temas previdenciários. Ou seja, a possibilidade de não ser exigida mais a apresentação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para fazer alterações nas regras previdenciárias.

A situação em relação ao apoio à reforma, na Paraíba, é relativamente cômoda. A maioria dos parlamentares do Estado são favoráveis às mudanças. Dos 12, nove se mostram favoráveis à mudança. A metade da bancada é governista. Da oposição, são favoráveis Julian Lemos (PSL), Aguinaldo Ribeiro (PP), Ruy Carneiro (PSDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), Edna Henrique (PSDB) e Welington Roberto (PL). Já dos governistas, são favoráveis Wilson Santiago (PTB), Efraim Filho (DEM) e Hugo Motta (PRB). Por outro lado, se colocam como contrários Gervásio Maia (PSB), Frei Anastácio (PT) e Damião Feliciano (PDT).

Famup

A Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) entrou na campanha Movimento Municipalista pela Reforma da Previdência – Equilíbrio para o Brasil que pede a manutenção de Estados e Municípios na Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019) que trata da Nova Previdência. “Defendemos a aprovação da medida com a manutenção dos municípios e a sua aplicação imediata. Estamos em contato com nossa bancada federal para que defenda os interesses dos municípios”, disse o presidente da entidade municipalista George Coelho.

Com a aprovação da PEC haverá uma redução de despesa de R$ 41 bilhões em quatro anos e R$ 170 bilhões em dez anos com aposentadorias e pensões para os 2.108 municípios com Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A Paraíba possui 70 municípios com regimes próprios e a economia chega a R$ 748.399.048,64 em quatro anos e R$ 6.761.188.281,25 em 20 anos.

Loves in the air: no dia dos namorados, os pares românticos da política paraibana

Tradição política costuma levar casais para a vida pública, inclusive para a ocupação de altos cargos

Reprodução/Instagram

“Hoje é o dia dos apaixonados, dia de homenagear aquela pessoa especial, que tem um brilho único nos olhos, a pessoa mais bonita do mundo para você. É quem te apoia e incentiva, quem quer ver o seu melhor. Feliz dia para nós @ligiafelicianopb , meu grande amor, meu exemplo, minha eterna namorada!” A mensagem é do deputado federal Damião Feliciano (PDT), postada em uma rede social nesta quarta-feira (12), Dia dos Namorados. O alvo, a amada referida, é a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). Os dois integram o rol de um grupo representativo, na Paraíba. O de casais políticos. Eles puxam o cordão, também, dos mais melosos, com mensagens postadas com frequência nas redes sociais mostrando a despedida do marido que viaja para Brasília, onde trabalha, reuniões em família, etc.

A tradição política paraibana é rica na formação de casais políticos. Eles são geralmente formados para acomodar os espaços conquistados pelo cônjuge. Tipo, um se tornou deputado e o outro acabou ocupando o espaço na prefeitura ou coisa do gênero. Há também os casos de casais que se formaram com ambos já na política. A atual deputada estadual Pollyanna Dutra (PSB) casou com Barão (PR), prefeito de Brejo do Cruz, quando ela ainda era prefeita de Pombal, no Sertão. O ex-governador da Paraíba, Roberto Paulino (MDB), ocupou, em várias oportunidades, o mesmo espaço político da mulher, Fátima Paulino. Tanto ela, quanto ele, foram prefeitos de Guarabira.

A lista não para por aí. De Cajazeiras vem o casal José Aldemir e Drª Paula, ambos do PP. Ele era deputado federal até janeiro de 2017, quando assumiu a prefeitura do município sertanejo. Coube à mulher, dois anos depois, recuperar o espaço na Assembleia Legislativa. Já o deputado estadual João Henrique atuou na campanha de 2018 para ajudar a mulher, Edna Henrique, a chegar na Câmara dos Deputados. Os dois militam no PSDB e ela já comandou a prefeitura de Monteiro, no Cariri. A cidade é o reduto da família na política paraibana.

João manda Lígia para reunião de governadores e vai ao encontro de empresários

Governador tenta atrair investidores para o Polo Turístico Cabo Branco durante encontro em São Paulo

João Azevêdo manda Lígia Feliciano para encontro com governadores que vai discutir a Reforma da Previdência. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (PSB) não vai ao encontro de governadores, nesta terça-feira (11), em Brasília. Munido de ressalvas em relação ao projeto da Reforma da Previdência encaminhado ao Congresso, ele vai se deter à pauta administrativa. Enquanto orientou a vice-governadora Lícia Feliciano (PDT) a ir ao encontro dos gestores, ele seguiu para São Paulo. Na capital paulista, vai apresentar proposta a um grupo de investidores interessados em construir empreendimentos no Polo Turístico Cabo Branco. O empreendimento teve edital para chamamento público lançado na última quarta-feira (5) no Centro de Convenções.

O estado, inicialmente, disponibilizará cinco lotes para instalação de hotéis e resorts, sendo três deles voltados à beira-mar, um para a área do rio e um em frente ao Centro de Convenções. Durante o programa Fala Governador desta segunda-feira (10), João Azevêdo comentou que, enfim, depois de mais de 30 anos, o Polo Turístico Cabo Branco chega ao período de liberação de lotes e recebimento de propostas de empresas interessadas na construção de hotéis e resorts. “Será um momento diferenciado para o turismo na Paraíba, da mesma forma que o Centro de Convenções criou dois momentos para esse Estado em termos de turismo, a construção desses hotéis também será um marco extremamente importante”, afirmou João Azevêdo.

O governador ainda garantiu que a área do Polo Turístico Cabo Branco é dotada de toda a infraestrutura necessária para receber grandes hotéis e ainda há um cuidado com a preservação do meio ambiente. “Para que houvesse uma compensação ambiental para a implantação desses hotéis, criamos um parque chamado Parque das Trilhas, que juntou o parque Jacarapé, o parque Aratu e uma grande área verde que contorna o Centro de Convenções. Então esse Polo nasce com toda sustentabilidade ambiental”, explicou.

E acrescentou: “Temos certeza que esse evento amanhã em São Paulo, também atrairá parte do trade turístico de vários locais do país para essa região. Este será mais um grande projeto que vai mudar de forma significativa nossa relação com o turismo”, finalizou o governador João Azevêdo.

Polo Turístico Cabo Branco – O projeto contará com água, gás, saneamento básico e energia e prevê a instalação de empreendimentos nos setores de eventos, comércio e serviços e animação turística. O Complexo já conta com fibra óptica de 10 gigabytes que poderá ser aumentada para 40 Gb ao final de sua implantação. Podem concorrer ao edital, aos lotes 1, 2, 3 e 4, projetos de hotel de lazer, resort e hotel fazenda. Já o lote 5 será destinado a projetos de hotel residencial e flat. As inscrições podem ser feitas no site da Cinep (cinep.pb.gov.br). Os interessados terão um prazo de 45 dias corridos para apresentarem toda a documentação necessária. A primeira etapa do Polo Cabo Branco estima um fluxo anual de 115.752 turistas e 23.026 leitos em João Pessoa.

Em João Pessoa, ministro do Turismo nega ter coordenado laranjal do PSL

Marcelo Álvaro Antônio esteve em João Pessoa para participar de evento voltado para o turismo e foi questionado sobre “laranjal”

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, nega participação no laranjal do PSL. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, negou nesta segunda-feira (10) que tenha comandado o laranjal do PSL em Minas Gerais, seu estado de origem. Ele é acusado de ter comandado um esquema de desvios de dinheiro público destinado ao financiamento de candidaturas do partido naquele estado. O deputado federal licenciado esteve em João Pessoa para participar do 3º Seminário Itinerante do programa Investe Turismo, quando foi abordado sobre o assunto. Álvaro assegurou que não houve o esquema denunciado no estado dele. “E creio que não houve em nenhum outro estado do Brasil”, enfatizou, sem esconder o constrangimento com as perguntas. O evento aconteceu no Shopping Sebrae, no Bairro dos Estados.

O escândalo foi denunciado pela deputada federal Alê Silva (PSL-MG). Ela relatou a existência de esquema de candidaturas de laranjas comandado por Marcelo Álvaro Antônio em Minas Gerais e afirmou ter recebido a informação de que o ministro do Turismo a ameaçou de morte em uma reunião com correligionários, no fim de março, em Belo Horizonte. O caso foi contato em depoimento espontâneo prestado à Polícia Federal em Brasília. A parlamentar também solicitou proteção policial. Eleita com 48 mil votos, Alê Silva é a primeira congressista a relatar às autoridades a existência do esquema de laranjas do PSL de Minas, comandado nas eleições pelo atual ministro de Jair Bolsonaro (PSL). Ela deve prestar novo depoimento nas próximas semanas.

Outras testemunhas deram informação parecida à Polícia Federal a respeito da atuação do atual ministro. Marcelo Álvaro Antônio assegurou que as denúncias são caluniosas. Ele disse, também, que as operações ocorridas em Minas Gerais foram totalmente dentro da legislação eleitoral. Os casos são investigados desde fevereiro no Estado do Sudeste e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.

#VazaJato: Julian viu conversa republicana e Efrain defende aplicação da lei

Mensagens trocadas entre Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato dividem deputados paraibanos

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, gerou polêmica após divulgação de mensagens trocadas com membros da Lava Jato. Foto: Divulgação

Os deputados federais paraibanos se mostraram divididos nesta segunda-feira (10) em relação às denúncias publicadas pelo site The Intercept Brasil. Nelas, estão conversas vazadas que mostraram entendimentos entre o então juiz (hoje ministro) Sérgio Moro e integrantes da Operação Lava Jato. Nos diálogos, Moro chegou a sugerir mudança na ordem das operações e até cobrou maior agilidade nas ações dos procuradores da Força Tarefa. Entre os paraibanos, houve quem cobrasse a saída do ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas também quem visse “conversa republicana” e seletividade nas mensagens divulgadas. As manifestações ocorrem um dia após o  ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) acusar, pelas redes sociais, representantes da operação de atuar como organização criminosa (Orcrim).

O deputado federal Gervásio Maia (PSB) usou o Twitter, assim como Ricardo Coutinho, para atacar a Lava Jato. “A denúncia do @TheInterceptBr é gravíssima!! Uma conspiração que colocou o país em um abismo econômico sem precedentes. Não há clima para Sérgio Moro continuar no Ministério da Justiça”, disse o parlamentar, cobrando a demissão do ministro da Justiça. Moro foi o responsável pelo processo que resultou, entre outras coisas, na condenação do ex-presidente Lula, aliado dos socialistas paraibanos.

Do lado governista, o deputado federal Julian Lemos (PSL) alertou para o risco de qualquer pessoa ter o celular violado por hackers. Ele também disse não ter visto em nenhum ponto, comportamento não republicado de Sérgio Moro. “Eu tive acesso a alguns trechos que eu achei que foram seletivos. Em nenhum dos trechos eu vi nada que não fosse republicano. Agora, o que me chamou a atenção foi o disparato de entrar dentro de um celular de um ministro da Justiça. Isso mostra que podem entrar no de qualquer cidadão. Para mim, o que mais me horroriza é a possibilidade de (se) invadir o celular de um repórter, de um médico, de um cidadão comum. Inclusive com conversas íntimas caso for de um marido com uma mulher”, ressaltou.

Também integrante de um partido da base aliada do presidente Jair Bolsonaro, Efraim Filho, disse ser necessário se fazer Justiça. “Defendo a aplicação da lei. Aí, o expert do direito penal é quem poderá identificar se houve cometimento de crime e que crime foi cometido. Isso aí os tribunais e quem domina a matéria dirão. A minha defesa é da aplicabilidade da lei. O cidadão brasileiro, seja ele um grande político poderoso condenado pela Lava Jato ou seja um operador do direito ou um cidadão comum no dia a dia, ele quer é isso, ele quer o bom senso e que a lei seja aplicada para todos”, ressaltou o parlamentar, evitando se colocar na defesa ou no ataque em relação aos diálogos.

Outro deputado ouvido pela CBN durante a manhã foi Wilson Santiago (PTB). O parlamentar, no entanto, preferiu subir no número em relação aos diálogos. Disse que vai esperar os desdobramentos para poder se posicionar.