Rômulo Gouveia fará cirurgia bariátrica no dia 29 deste mês

Rômulo Gouveia diz que precisa perder “uns quilinhos”. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A bancada paraibana na Câmara dos Deputados vai sofrer nova mudança. Não, não se trata de mudança de componentes por conta de licença ou afastamento de nenhum dos parlamentares. Trata-se de questão estética e de saúde. O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) vai passar por uma cirurgia bariátrica no dia 29 deste mês, em São Paulo (SP). Em conversa com o blog, o parlamentar se mostrou otimista em relação ao procedimento cirúrgico. Ele enfatizou outros familiares já foram submetidos com sucesso ao procedimento.

“Vou tentar diminuir um pesinho. Meus meninos fizeram também e eu vou fazer no sábado, agora, dia 29”, ressaltou Rômulo Gouveia. O parlamentar é conhecido no mundo político como “Gordinho”, característica, inclusive, usada nas campanhas políticas. A cirurgia bariátrica segue recomendação médica.

Igreja Católica, na Paraíba, entra de vez na briga contra reformas de Temer

Dom Delson e Dom Genival convocam fiéis para protesto

Dom Delson convoca os trabalhadores para a Greve Geral do dia 28. Foto: Leonardo Silva

Na mesma semana em que os deputados federais começam a discutir o relatório de Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) sobre a reforma da Previdência, os bispos paraibanos iniciam uma cruzada contra a retirada de direitos dos trabalhadores. Tanto o arcebispo nomeado para a Arquidiocese da Paraíba, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, quanto o administrador apostólico, Dom Genival Saraiva, já se posicionaram contra a reforma. Eles seguem a orientação da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que já se manifestou contra as mudanças nas regras da Previdência.  LEIA MAIS

Temer divulga artigo a reforma da previdência no Congresso

O presidente Michel Temer defende a reforma da previdência. Foto: Romério Cunha

Reforma é justiça social

*Michel Temer

A proposta de reforma da Previdência que enviamos para o Congresso Nacional tem dois objetivos centrais. É imperioso adaptar a Previdência à nossa realidade demográfica. A cada ano, o número de idosos aumenta, enquanto diminui o número de jovens. A consequência disso é simples: estamos caminhando para ter mais beneficiários do que contribuintes na Previdência. A reforma faz com que o sistema previdenciário se torne financeiramente sustentável.

O outro ponto é uma questão de justiça social. Não podemos deixar que os mais de 60% dos contribuintes da Previdência, justamente os que ganham menos, continuem financiando privilégios de uma minoria. É preciso acabar com os privilégios.

Estamos fazendo uma reforma que trará mais igualdade para todos. A Previdência será mais justa com os mais pobres e mais rígida com os mais ricos.

Há críticos da reforma, por discordância política ou por desconhecimento da realidade. A afirmação de que não há déficit é completamente falsa. Dizer que aposentados terão direitos suprimidos é igualmente falso. Não tocaremos em direitos adquiridos: quem já se aposentou ou quem já tem direito a aposentar-se não verá nada mudar com a reforma proposta. O que muda é que, com a reforma, nossos aposentados terão assegurados direitos que, sem ela, seriam corroídos pela insolvência do sistema.

Cabe destacar a contribuição que os parlamentares estão dando para a reforma. O relator, o presidente da comissão e os líderes partidários estão ouvindo as bancadas e estamos acolhendo suas sugestões. O que vem do Congresso, da Câmara é para aprimorar e para estar em consonância com as aspirações populares.

O mais importante é que, com a sensibilidade adquirida no contato com suas bases, os parlamentares, em suas adequações, atendem, como é a nossa intenção, precisamente aqueles mais vulneráveis. E também defendem o fim dos privilégios, fazendo com que todos os que recebem valores salariais ou vencimentos, ou subsídios, tenham o mesmo padrão para efeito de aposentadoria. Não haverá mais diferenciação entre as várias categorias. É uma demonstração de seriedade, de compromisso com o povo e com o País.

O que estamos fazendo é em favor do futuro, para garantir a higidez das contas públicas, para garantir que os aposentados atuais continuem a receber suas pensões e, especialmente, para a continuidade dos programas sociais que nós patrocinamos e para que aqueles mais jovens, no futuro, possam também desfrutar de uma adequada pensão previdenciária.

*Presidente da República

Secretário rebate “excluídos” do São João de Campina Grande: “não há lugar cativo”

Romero Rodrigues faz críticas ao governador Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/PMCG

A repercussão negativa da programação do Maior São João do Mundo entre artistas nordestinos e políticos fez com que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e seus auxiliares entrassem para a defensiva. O gestor rebateu nesta sexta-feira (21) as críticas do governador Ricardo Coutinho (PSB), para quem a festa fere a cultura por se preocupar apenas com o “ajuntamento de gente”. Já o coordenador de Comunicação da Prefeitura (órgão com status de Secretaria), Marcos Alfredo, usou as redes sociais para fazer contraponto à queixa dos artistas. “Ninguém pode ter lugar cativo na programação do São João”, disse. Ele alega que o novo layout contempla a vontade da população.  LEIA MAIS

Falta corretor ortográfico na Câmara de Vereadores de Sousa

Os moradores da cidade sertaneja de Sousa têm reclamado da “correção” nos textos publicados pela Câmara Municipal da cidade em relação aos temas legislativos. Em matéria sobre a sessão que debateu passe livre para os estudantes, o texto disponibilizado na Casa tem como título “Passe livre estudantil é descultido em sessão (SIC)”. Um corretor ortográfico ou dicionário online por lá seria de grande ajuda.

Seguem algumas sugestões:

http://www.aulete.com.br/

https://dicionariodoaurelio.com/

https://www.flip.pt/FLiP-On-line/Corrector-ortografico-e-sintactico

 

“Pão e Circo”, ironicamente, voltam à prefeitura de Alhandra

Renato Mendes foi reeleito em 2016, apesar das denúncias e ações na Justiça. Foto: Divulgação

A operação foi desencadeada em conjunto por Ministério Público da Paraíba, Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU). Ao todo, 28 pessoas foram presas em 18 cidades. Na época, os órgãos acusaram desvio de recursos públicos municipais, estaduais e federais. As investigações apuraram suposto desvio de R$ 65 milhões nos três municípios. Além de Alhandra, as investigações tiveram como alvo Sapé e Solânea. De acordo com o MP, os presos teriam fraudado licitações e processos através de empresas fantasmas e documentos falsos para realizar eventos festivos, shows pirotécnicos e montagem de estruturas para festas como São João, São Pedro, Carnaval e Reveillon com valores acima dos cobrados. LEIA MAIS

Novo presidente do PHS toma posse e inicia do zero política de alianças

Pedro Coutinho é o único vereador do PHS na Câmara de João Pessoa. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, chega à Paraíba nesta sexta-feira (21) para dar posse ao novo presidente estadual da sigla, Benjamim Paiva. O dirigente vai substituir Expedito Leite no comando da agremiação e manda um recado: a política de alianças voltada para 2018 será revista. Atualmente, o partido integra a base aliada do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), porém, segundo Paiva, isso não garante apoio para o próximo ano, quando o gestor poderá disputar a sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Paiva explicou que ao longo deste ano vai procurar ouvir todos os potenciais candidatos ao governo, bem como os partidos que poderão ser decisivos para a disputa majoritária, em 2018. “É um jogo de paciência, no qual veremos o que é bom para eles, mas também para nós”, ressaltou. De cabeça, disse que procurará o prefeito Luciano Cartaxo, os senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), e o governador Ricardo Coutinho (PSB). Este último, vale ressaltar, não pode mais disputar a reeleição, mas se prepara para lançar nome para a sucessão.

A meta do PHS para as eleições de 2018 é eleger pelo menos dois deputados federais. A sigla tem focado lideranças com mandato e que integrem partidos que respondam a denúncias, no contexto nacional. O objetivo, reforça Benjamim Paiva, é oferecer a eles a oportunidade de disputar as eleições por um partido que não está no radar das delações premiadas da Operação Lava Jato e dos escândalos de corrupção no país. O partido tem 200 vereadores eleitos no pleito de 2016 e sete deputados federais. Em João Pessoa, a sigla tem o vereador Pedro Alberto Coutinho na Câmara da capital.

“Tivemos um crescimento de 25% no ano passado. Fomos o único partido a crescer e ainda ganhamos prefeituras como a de Belo Horizonte, com Alexandre Kalil (PHS)”, disse Benjamim Paiva. Kalil, vale ressaltar, foi eleito com a bandeira de não político e só agora passa a se referir a si próprio como integrante da classe.

TCE determina bloqueio das contas de seis prefeituras e três câmaras

Auditores do Tribunal de Contas elevam rigor contra prefeituras. Foto: Divulgação

O não envio de prestações de contas, relativas ao exercício de 2016, levou o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE) a determinar, na manhã desta quarta-feira (19), o bloqueio das contas bancárias das prefeituras de Catingueira, Lastro, Mari, Natuba, Santa Helena e Sousa. O bloqueio foi comunicado na abertura da sessão plenária pelo conselheiro presidente André Carlo Torres e também se aplica, pelo mesmo motivo, as câmaras municipais de Diamante, Mari e Pilões. O prazo para entrega da documentação se expirou em 31 de março.

As prefeituras de Mogeiro e Diamante, por haverem remetido seus balancetes de fevereiro/2017, tiveram suas contas desbloqueadas; como aconteceu, igualmente, com a prefeitura de Santa Helena, por enviar sua PCA/2016. O bloqueio das contas faz parte do aperto dado pela corte nos gestores municipais por causa da omissão de informações. Na semana passada, outras cinco prefeituras tiveram as contas bloqueadas pela falta de dados contáveis sobre receitas e gastos.

 

Rompimento à vista: relação entre Ricardo e Gervásio azedou de vez

Gervásio Maia, ao lado de Ricardo Coutinho, cumprimenta Dilma Rousseff antes de ser vaiado durante solenidade. Foto: Divulgação/ALPB

Fontes palacianas têm revelado, sem muito alarde, que a lua de mel entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia, ambos do PSB, chegou ao fim. Dificuldades na relação institucional e pesquisas internas teriam servido de munição para o estremecimento da relação, a ponto de o parlamentar ter sido riscado em definitivo das opções eleitorais para a sucessão ao governo do Estado. Gervásio trabalhava para ser candidato, mas foi perdendo força com seus aliados no Legislativo e no Palácio da Redenção.

O abandono do nome de Maia foi a confluência de vários episódios. Um deles e que repercutiu negativamente em público foi a vaia recebida pelo parlamentar durante discurso na Inauguração Popular da Transposição, em Monteiro, no mês passado. Ao pegar no microfone, em frente a Ricardo e aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, Maia recebeu uma sonora vaia. As críticas ao parlamentar vieram tanto de petistas quando de socialistas, que ainda o identificam como liderança afinada com o PMDB, seu antigo partido. A receptividade desapontou o parlamentar.

Episódio recente, narrado por fontes ligadas ao governador, revelam desentendimento dele com o presidente da Assembleia Legislativa. Em uma das conversas entre os dois, teria havido até troca de insultos. Há quem negue e quem confirme entre os auxiliares de Ricardo. Contou para o sepultamento das pretensões eleitorais de Gervásio Maia, também, uma pesquisa qualitativa encomendada pelo PSB. Ela revelou que caso Maia fosse o candidato ao governo, a chance de derrota seria muito grande. A alegação principal é a de que ele não conseguiria atrair o eleitor simpático ao governador. Outro problema teria sido as dificuldades de Ricardo influenciar no Legislativo, o que teria sido rejeitado por Maia.

“A forma de enxergar a política dos dois é muito diferente e isso provocou o distanciamento”, disse em reserva um socialista ouvido pelo blog. “Gervásio é visto com desconfiança, porque há o entendimento de que ele não honraria compromissos assumidos”, assegura outra fonte ouvida. Recentemente, também, ficou evidente o distanciamento de Gervásio em relação a deputados governistas. Ele quase trocou tapas com o ex-presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), que, momentos antes, havia ocupado a tribuna da Casa para criticar o colega de partido.

O resultado do descolamento é que Maia comunicou ao partido que não seria mais candidato ao governo e começou o trabalho para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, no ano que vem. Os socialistas, agora, trabalham para consolidar outro nome para a disputa. A deputada estadual Estela Bezerra é uma opção natural, mas muitos citam João Azevedo. A maior possibilidade, no entanto, é apostar em Lígia Feliciano (PDT), que vai assumir o governo em abril do próximo ano com o afastamento de Ricardo Coutinho para a disputa de uma vaga no Senado.

A lógica observada é que, com a caneta na mão, não seria exatamente uma postura sábia comprar briga com Lígia Feliciano…

PSD nacional fecha questão em relação à candidatura de Cartaxo ao governo

Luciano Cartaxo tenta consolidar os apoios de PSDB e PMDB

Luciano Cartaxo (C) tentará os apoios de Cássio e Maranhão para a disputa do governo. Foto: Divulgação

O discurso do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de que as eleições de 2018 serão discutidas apenas em 2018 não foi combinado com o próprio partido. Em nota divulgada nesta terça-feira (18), a sigla informa que a orientação nacional é pela garantia de candidatura própria para o governo. A orientação é ter candidatura em todas as capitais onde isso for possível.

Neste contexto, o caso da Paraíba é colocado como uma das metas da agremiação. Para a disputa de 2018, o PSD espera contar com o mesmo apoio conseguido na reeleição do prefeito, em João Pessoa. Apoiaram a recondução de Cartaxo, entre outros, PSDB, PMDB, PP e PRB. Dos peemedebistas, o apoio foi condicionado à definição do ex-deputado federal Manoel Júnior na condição de vice. Caso o pessedista decida disputar o governo, ele será sucedido por Júnior no cargo.

Para justificar a decisão de lançar candidatura própria para o governo, o presidente estadual do partido, Rômulo Gouveia, ressaltou o desempenho da sigla nas eleições para prefeito e vereador, em 2016. Ele explicou que nas eleições municipais de 2016, o PSD acumulou a segunda maior votação para cargos majoritários na Paraíba e elegeu 27 prefeitos, 21 vices e 183 vereadores, permanecendo entre os partidos que mais elegeram filiados. O destaque citado foi a reeleição de Cartaxo em João Pessoa.

O PSD foi fundado em 2011 e no ano que vem vai enfrentar a segunda eleição geral.