MPT destina R$ 5,3 milhões para o combate ao Covid-19

Órgão está destinando R$ 61 milhões para o combate à doença em todo o Brasil

Em todo o Brasil, Ministério Público tem destinado recursos para o combate ao coronavírus. Foto: Divulgação/TRF2

O Ministério Público do Trabalho, na Paraíba, destinou destinou mais de R$ 5,3 milhões para prevenção e combate à Covid-19. Os valores são resultado da atuação da Instituição, indenizações por danos morais coletivos e multas trabalhistas. No país inteiro, o montante chega a R$ 61 milhões para auxiliar Estados e municípios no combate a pandemia do novo Coronavírus.

Para o governo da Paraíba, o órgão destinou aproximadamente R$ 2 milhões. Os recursos serão usados para a aquisição de ventiladores pulmonares (pelo menos 20 unidades) e a outra parte do valor para equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais que estão na linha de frente combatendo a pandemia em hospitais,UTIs e outras unidades de saúde. Além disso, há outra destinação feita pelo MPT ao Fundo Estadual de Saúdeda Paraíba, no valor de R$ 828.275,94.

João Pessoa

O MPT na Paraíba destinou ao Município de João Pessoa um total de R$ 1.200.000,00, “para melhor equipar suas unidades desaúde e garantir condições mais seguras e adequadas para os respectivosprofissionais”, conforme requerimento feito pelo MPT à Justiça do Trabalho da Paraíba. De acordo com requerimento do MPT para liberação dos valores, os recursos serão também para “aquisição de acessórios para equipamentos de ventilação mecânica”, “aquisição de acessórios para uso em oxigenoterapia nas unidades de saúde e que serão utilizados nas salas vermelhas das UPAs, UTIs dos hospitais durante internação do paciente e nas viaturas do Samu quando realizado o transporte/transferência”.

Além disso, os recursos destinados pelo MPT também irão subsidiar aaquisição de “EPIs, material médico-hospitalar, antimicrobianos, broncodilatadores, sedativos, vasodilatadores, antinflamatórios, analgésicos,antieméticos e protetor gástrico necessários ao combate da pandemia de Covid-19”.

HU

O MPT também destinou R$ 863.953,40 para o Hospital Universitário LauroWanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em JoãoPessoa, para aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde da unidade, no combate à pandemia de Covid-19.

Campina Grande

Em Campina Grande, foi destinado pelo MPT aproximadamente R$ 120 mil para a Secretaria Municipal de Saúde, para ações de combate ao novo Coronavírus no município. Os valores serão investidos, por exemplo, na aquisição de óculos de proteção (EPIs); serviço de reparo de máquina de RaioX; aquisição de ar condicionado para ampliação de leitos no Hospital Dom Pedro I (referência para tratar infectados pelo coronavírus) e, ainda, para combater adisseminação de ‘fake news’ sobre a pandemia.

O MPT também destinou R$ 340 mil para o Fundo Municipal de Saúde deCampina Grande, para o combate e a prevenção à Covid-19.

Hospital Universitário da UFCG

O MPT na Paraíba (MPT-PB) também destinou R$ 37 mil para o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de CampinaGrande (UFCG). O valor será utilizado na compra de equipamentos de proteçãoindividual (EPIs) para os seus profissionais, além de itens médico-hospitalares.

Carreata da vergonha: grupo ignora exemplo da Itália e pede fim do confinamento

Carreata de empresários e profissionais liberais ocorre em meio a alertas de risco de “genocídio”

Grupo bolsonarista faz carreata de apoio ao fim do confinamento. Foto: Walter Paparazzo/G1

Meu avô batia na tecla de que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice. A lição é milenar, mas exige dois neurônios para ser compreendida até hoje. As carreatas de empresários, profissionais liberais e motoristas de aplicativo ocorreram em João Pessoa e Campina Grande ao mesmo tempo em que estatísticas do Imperial College London mostram que o Brasil pouparia mais de um milhão de vidas mantendo o isolamento social. O movimento de pessoas que só pensam em si ocorre em todo o Brasil, estimuladas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os protestos seguem a linha do ocorrido em Turim, na Itália, a partir de 27 de fevereiro. Na época, o “#turim não pode parar” ocorria em meio a 12 mortes pelo Covid-19 e contagiou o país. O contágio foi bem além da frase fácil criada na capital econômica do país. Dias depois, toda a Itália, principalmente Turim, deixou de ter espaço para tantos corpos de pessoas vitimadas pela pandemia. Uma lição não aprendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fiador da campanha brasileira. Até um vídeo foi criado com a hashtag #obrasilnaopodeparar.

Uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, neste sábado (28), proibiu a Presidência da República de pagar pela propagação do vídeo. Isso depois de gastos para a sua produção. O fato é que a irresponsabilidade do presidente, baseada em conceitos anticiência e anti-lógica, pode custar muitas vidas de brasileiros. O rol inclui, também, muitos eleitores do gestor. Os cálculos do Imperial College London estimam que 1,15 milhão de brasileiros poderão morrer por causa da propagação do novo Coronavírus se não houver isolamento.

Até para pessoas com pouca massa encefálica é fácil entender que não existe lógica que sustente que erros similares aos da China e da Itália não produzam resultados iguais. Os Estados Unidos seguiu na mesma linha do agora defendida por Jair Bolsonaro e o próprio Donald Trump voltou atrás. Agora ele obriga a GM a fabricar respiradores o quanto antes. O mesmo ocorreu com a Inglaterra, onde Boris Johnson relutou inicialmente. Depois de ele mesmo ser contaminado pelo novo Coronavírus e entrar em isolamento, usou os dados do Imperial College London para justificar o endurecimento do isolamento social no país.

O Brasil deve ultrapassar a marca de 100 mortes neste sábado (28), mas ainda engatinha rumo ao genocídio que veremos nos próximos dois meses. Os exemplos de outros países mostraram que quanto mais tempo se demora para tomar atitute, mais os efeitos são danosos e a solução é demorada. Tivemos uma sorte de ouro, de ver o exemplo dos outros países enfrentando a enfermidade primeiro. Agora jogamos essa vantagem estratégica no lixo. O maior fiador desta aventura macabra tem sido o presidente, cujo mandato não resistirá a 600 mil mortes.

Confira o resultado do cálculo matemático elaborado pelo Imperial College London para os cenários da COVID-19 no Brasil.

Cenário 1- Sem medidas de mitigação:
– População total: 212.559.409
– População infectada: 187.799.806
– Mortes: 1.152.283
– Indivíduos necessitando hospitalização: 6.206.514
– Indivíduos necessitando UTI: 1.527.536

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Cenário 2 – Com distanciamento social de toda a população:
– População infectada: 122.025.818
– Mortes: 627.047
– Indivíduos necessitando hospitalização: 3.496.359
– Indivíduos necessitando UTI: 831.381

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Cenário 3 – Com distanciamento social E REFORÇO do distanciamento dos idosos:
– População infectada: 120.836.850
– Mortes: 529.779
– Indivíduos necessitando hospitalização: 3.222.096
– Indivíduos necessitando UTI: 702.497

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Cenário 4 – Com supressão tardia
– População infectada: 49.599.016
– Mortes: 206.087
– Indivíduos necessitando hospitalização: 1.182.457
– Indivíduos necessitando UTI: 460.361
– Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 460.361
– Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 97.044

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Cenário 5 – Com supressão precoce
– População infectada: 11.457.197
– Mortes: 44.212
– Indivíduos necessitando hospitalização: 250.182
– Indivíduos necessitando UTI: 57.423
– Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 72.398
– Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 15.432

Em resumo, para o Imperial College, no Brasil, a diferença entre ficarem todos em casa (supressão) ou adotar uma estratégia mais branda de mitigação e proteção apenas dos grupos de risco pode ser da ordem de MEIO MILHÃO de vidas.

Operação Calvário: o dinheiro da corrupção, finalmente, começa a ser usado para salvar vidas

Quase R$ 400 mil devolvidos por Livânia Farias agora serão destinados à compra de testes rápidos para o Covid-19

Ricardo Vital deixa claro que dinheiro só poderá ser destinado à compra dos kits. Foto: Divulgação

Qual é o impacto direto da corrupção na vida das pessoas? A resposta não é simples, porque ela não é facilmente aferida. A equação precisa envolver o dinheiro roubado e o benefício que ele deixou de trazer. Vemos agora, em decisões judiciais, um pouco do destino que esses recursos desviados poderiam ter tido. O que escorreu pelo ralo poderia estar sendo usado para salvar vidas.

Nesta semana, um dos acusados na operação Calvário propôs, a título de reparação pelos crimes cometidos, doar 15 respiradores para hospitais paraibanos. Foi aceito. Nesta sexta-feira (27), o desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça, acatou pedido do Ministério Público da Paraíba para que R$ 399 mil devolvidos pela ex-secretária Livânia Farias (Administração) fossem doados ao Hospital Universitário.

O pedido formulado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, vai servir para a compra de 2.660 testes de antígeno por imunofluorescência ECO-F para Colvid-19, em 133 kits. Lembrado que Livânia Farias é ré confessa dos crimes apontados pelo Ministério Público. Ela devolveu o dinheiro, depositado numa conta judicial. Mas tem muito recurso a ser reavido.

A operação Calvário investiga a existência de uma suposta organização criminosa que teria atuado nas gestões socialistas na Paraíba. A prática teria ocorrido desde o segundo mandato do ex-governador Ricardo Coutinho, quando prefeito da capital e se propagado no governo. As investigações apontam suposto desvio de R$ 134,2 milhões neste período.

Ricardo Vital

O relator enfatizou que a quantia deverá ser utilizada, única e exclusivamente, para a aquisição dos materiais indicados, sob pena de responsabilidade criminal, administrativa e civil do gestor e gestores. Disse, também, que os materiais poderão ser doados pelo HULW a qualquer outro hospital público do Estado da Paraíba vinculado ao SUS, desde que para o enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19).

Na decisão, Ricardo Vital estabeleceu o prazo de 60 dias para que a responsável por gerir o HU, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), comprove nos autos a regularidade do uso do recurso.

“Diante do contexto da pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), que ensejou na declaração de Calamidade Pública em níveis nacional e estadual, entendo haver suficiente respaldo para o atendimento da solicitação deduzida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, no sentido de obter recursos para a aquisição, no âmbito do Hospital Universitário Lauro Wanderley, do qual é gestora, de insumos médico-hospitalares-laboratoriais, envolvidos nas ações de diagnóstico, cura e combate ao Covid-19, especialmente no tratamento de crianças e adolescentes”, ressaltou Ricardo Vital.

Advogado recolhe prints para denunciar apoiadores de ato pró-fim de confinamento

Olímpio Rocha deve protocolar notícia-crime no Ministério Público da Paraíba

Olímpio Rocha recolhe casos para serem denunciados ao MPPB. Foto: Divulgação

O advogado Olímpio Rocha lançou uma campanha nas redes sociais pedindo que as pessoas denunciem os apoiadores do ato contra o confinamento. Há carreatas programadas para Campina Grande, nesta sexta-feira, e João Pessoa, neste sábado (28), com pedidos de fim do confinamento decidido pelo governo do Estado e pelas prefeituras das duas cidades.

Integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Rocha tem pedido que as pessoas façam prints de postagens dos apoiadores do ano nas redes sociais para que eles sejam denunciados. Uma notícia-crime será apresentada ao Ministério Público da Paraíba. Ele entende que há pelo menos dois crimes sendo cometidos. O primeiro diz respeito ao crime de desobediência, já que há decretos disciplinando a quarentena e outro diz respeito à medida sanitária adotada pelos Executivos.

Os atos estão sendo programados para Campina Grande e João Pessoa. Ambos seguem orientação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem se posicionado contra as restrições impostas pelos governadores de prefeitos.

Bolsonaro e apoiadores fazem “roleta-russa” com a vida dos outros

Presidente comete o mesmo erro dos comandantes máximos dos Estados Unidos, Itália e Inglaterra

Bolsonaro dobra aposta com a vida dos outros e estimula protestos. Foto: Renato Araújo/ABr

Quanto vale a vida dos seus pais, tios e avós? E dos seus irmãos? Para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores, vale bem menos que salvar a economia. Ou melhor, do que eles pensam ser o salvar a economia. A prática, em todo o mundo, mostrou que atitudes do gênero só ampliam o fosso. As experiências foram vistas na China, Itália, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Todos colocaram a economia na frente da vida das pessoas e se deram mal.

Na China, tão criticada pelos bolsonaristas, a atitude inicial foi tentar esconder o problema. Alguém pode dizer no que isso deu? O país que mais cresce no mundo deverá enfrentar, pela primeira vez em longos anos, crescimento negativo. Os Estados Unidos do ídolo da trupe brasileira, Donald Trump, é hoje o país com o maior número de infectados. Daqui a se tornar o de maior número de mortos é um passo.

Não dá para ter diagnóstico diferente da Itália. Assim como nos casos de China, Estados Unidos e Inglaterra, o país riu na cara da pandemia. Entrou na lista dos mais atingidos pela doença, vitimando até o primeiro ministro Boris Johnson. Lembram dele? Foi aquele que mandou as pessoas continuarem nas suas atividades econômicas. Ele tem visão diferente agora e pede para todos ficarem em casa.

O caso mais grave ocorreu na Itália, onde as mortes vitimaram milhares de pessoas. O primeiro ministro do país, Giuseppe Conte, foi aquele que proibiu as gestões regionais de pararem o turismo e a indústria. Ele assistiu, na sequência, as viaturas militares levarem os corpus dos mortos, afetados pela pandemia. Adianta pedir desculpas agora pelos erros de antes?

O governo brasileiro ganhou uma oportunidade de ouro. O presidente Jair Bolsonaro viu os sacos de corpos sendo levados em outros países. Mesmo assim, encampa uma campanha irresponsável e irracional pró-mercado. As experiências semelhantes mostram que quem tentou isso agravou a crise e levou para a soleira da casa as mortes de pessoas queridas.

As carreatas programadas para João Pessoa e Campina Grande, nesta sexta-feira e no sábado, precisam ser impedidas com uso da força policial. Cadeia é o mínimo para genocidas potenciais. A história mostra que existe limite para tudo, menos para a burrice. Bolsonaro e seus apoiadores comprovam esta máxima. Se não for isso, então temos que observar desvio de caráter mesmo.

João autoriza, com restrições, funcionamento de restaurantes, oficinas, bancos e lotéricas

Lojas de material de construção também poderão abrir as portas para pronta entrega

João Azevêdo flexibiliza o funcionamento de vários setores. Foto: Divulgação/Secom-PB

Um dia depois do decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinando a reabertura das casas lotéricas, o governador João Azevêdo (Cidadania) flexibilizar alguns pontos das proibições no Estado. Houve mudanças no funcionamento das agências bancárias e lotéricas, mas todos com orientações para que se evite a aglomeração de pessoas.

O atendimento presencial nas agências bancárias do Estado será restrito ao pagamento de salários, aposentadorias e benefícios do Bolsa Família e aos serviços que não podem ser realizados nos caixas eletrônicos e canais de atendimento remoto. As casas lotéricas também voltam a funcionar, devendo organizar e priorizar o atendimento para os pagamentos dos beneficiários do Bolsa Família.

Os estabelecimentos deverão adotar medidas de proteção aos seus funcionários, clientes e colaboradores, estabelecendo a distância de 1,5 metros entre cada pessoa e adotando, quando possível, sistemas de escala, alteração de jornadas e revezamento de turnos, para reduzir o fluxo e não permitir a aglomeração de pessoas.

O decreto também disciplina o funcionamento de restaurantes e lanchonetes localizados em rodovias federais e estaduais, desde que não situados em áreas urbanas. Os comércios devem fornecer apenas alimentação pronta, priorizando o atendimento aos motoristas de transporte de carga, respeitando a distância mínima de 1,5 metros entre os clientes e observando as demais regras sanitárias.

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Sobre o Coronavírus, Bolsonaro diz que o brasileiro “pula na lama” e não pega nada

Depois de 77 mortes registradas, presidente faz piada sobre a saúde dos brasileiros

Bolsonaro tem se colocado contra o confinamento definido pelos governadores. Foto: Divulgação/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez piada nesta quinta-feira (26) sobre os riscos da pandemia do novo Coronavírus. Ele não crê que acontecerá no Brasil o mesmo que ocorre nos Estados Unidos, provável novo epicentro das mortes por Covid-19. O gestor, que vem defendendo o fim do confinamento, descreveu o brasileiro como alguém imune a doenças. Para o presidente, o brasileiro pula no esgoto e não acontece nada com ele.

“Eu acho que não vai chegar a esse ponto [dos Estados Unidos]. Até porque o brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali. Ele sai, mergulha e não acontece nada com ele”, disse o presidente, no mesmo dia em que o número de mortos no país subiu para 77. Ao todo, já são 2.915 pessoas dia​gnosticadas com o coronavírus no Brasil.

As declarações do presidente foram dadas na entrada do Palácio da Alvorada, onde concedeu uma entrevista à imprensa. Bolsonaro diz que tem muita gente no país já contaminada pelo vírus e que já desenvolveu anticorpos. O posicionamento do presidente, em relação à pandemia, vai no sentido contrário da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos países mais ricos do mundo, que também enfrentam a doença. Só nosEstados Unidos já foram 1.173 mortes.

“Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil há poucas semanas ou meses. E eles já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso daí. Estou esperançoso que isso seja realmente uma realidade”, disse o presidente. Bolsonaro minimizou em diversas ocasiões os impactos do Covid-19 e criticou medidas de restrição de movimento que têm sido adotadas por governadores.

Ele já se referiu à enfermidade como “gripezinha” e argumentou que ações como o fechamento de comércios e divisas entre os estados causam prejuízos econômicos para o país.

Prefeito de Cabedelo anuncia empréstimo para socorrer pequenos empresários

Volume de recursos é pequeno e deve ajudar poucos comerciantes, mas foge do zero no placar

Vítor Hugo anunciou medidas por meio das redes sociais. Foto: Suetoni Souto Maior

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), anunciou nesta quinta-feira (26) a criação de linha de crédito para socorrer pequenos empresários por causa do novo Coronavírus. Com as portas fechadas, muitos deles temem a quebradeira. O volume de recursos anunciado pelo prefeito é pequeno e a amplitude, também. Mesmo assim, tira o escore do zero em relação a providências para o setor.

Ao todo, estão sendo oferecidos R$ 300 mil para os empréstimos, que poderão ser concedidos a 100 empresários. Ou seja, o volume médio destinado para cada empréstimo é de R$ 3 mil. Mesmo assim, em vídeo divulgado, o prefeito diz ser possível a concessão de empréstimos de até R$ 10 mil. Os interessados devem se inscrever no site da prefeitura.

Os pequenos empresários terão tolerância de quatro meses para começar a pagar pelo empréstimo, que poderá ser quitado em 24 meses.

O endereço do site é cabedelo.pb.gov.br. Os telefones para contato são 3250-3109 ou 9 9952-0714.

Rede colaborativa tem ajudado laboratório da UEPB a elevar produção de máscaras para doação

Nutes já consegue fabricar 150 protetores faciais por dia, mas trabalha para ampliar a produção

Protetores faciais ajudam no combate à infecção dos profissionais de saúde. Foto: Divulgação/Nutes

O trabalho tem consumido todas as 24 horas do dia no Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A missão do grupo tem sido a produção de protetores faciais para serem usados por profissionais da saúde, na Paraíba. A equipe, que hoje soma 15 pessoas, tem conseguido a colaboração de gente interessada em disponibilizar tempo e insumos para ajudar a confeccionar os equipamentos destinados a proteger quem trabalha para salvar vidas.

O protetor facial, desenvolvido pelo engenheiro Rodolfo Castelo Branco (coordenador técnico) e pela coordenadora do LT3D, Yasmyne Martins, deve ser usado para a proteção das máscaras, principalmente a N95. “Com esse protetor os profissionais de saúde poderão usar as máscaras N95 por mais tempo na luta contra o Covid-19, pois vai funcionar como um protetor destas máscaras, que já começam a faltar no mercado”, destacou Yasmyne Martins.

O grupo conseguiu agregar a participação de pessoas com impressoras 3D à disposição e dispostas a ajudar. “Passamos o arquivo de impressão e essas pessoas estão imprimindo o equipamento em Princesa Isabel, Patos, João Pessoa e aqui em Campina Grande”, disse o professor Misael Morais. O custo de cada uma das máscaras é de R$ 6 e elas são entregues gratuitamente aos profissionais de saúde. O insumos para a produção estão sendo custeados através de doações.

O professor Mizael explicou que a produção poderia ter grande impulso, mas para isso seriam necessárias máquinas injetoras. Para isso, seria necessário a ajuda do empresariado. O professor explicou que as pessoas têm colaborado. Ele cita como exemplo o material para confeccionar o molde. Ele tem custo estimado de R$ 20 mil. “Um empresário tinha este material e não quis receber nada. Fez doação. Também ofereceu o insumo (polipropileno) para fabricação das peças”, disse.

O protetor facial está sendo distribuído aos profissionais dos hospitais que preencheram um cadastro anteriormente. Entre as informações solicitadas está o número de profissionais de saúde da UTI que lidam diretamente com pacientes acometidos pelo Covid-19.

Outra medida

Semana passada, o Laboratório de Computação Biomédica desenvolveu, em caráter de urgência, uma plataforma de monitoramento remoto para gerenciar os estudos epidemiológicos do novo coronavírus na Paraíba. A solução vai permitir o acesso em tempo real à evolução dos casos e a partir desses dados disponibilizados por meio do acesso remoto o infectologista poderá acompanhar a evolução do quadro de um maior número de pacientes.

 

Operação Calvário: dinheiro resgatado é destinado à compra de respiradores para hospitais

Órgãos integrantes do Sistema de Justiça entregaram 15 respiradores pulmonares à rede de saúde pública

Operação apura fraude em licitações e apropriação de recursos públicos. Foto: Divulgação/polemica.paraiba.com.br

Parte do dinheiro apreendido durante a operação Calvário, na Paraíba, está sendo usado para salvar vidas. Os órgãos integrantes do Sistema de Justiça entregaram 15 respiradores pulmonares à rede de saúde pública, no Estado. O material será usado para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Os equipamentos — fruto dos esforços investigativos da força-tarefa e de decisões do Poder Judiciário — foram destinados a hospitais do Estado (no total de 10), dos municípios de João Pessoa e Campina Grande (dois para cada cidade) e ao Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW).

O dinheiro destinado à compra dos respiradores, por enquanto, é uma pequena parte do que teria sido desviado dos cofres públicos. De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a organização criminosa teria desviado R$ 134,2 milhões dos cofres públicos em oito anos. Entre os suspeitos de integrar o grupo está o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), além de secretários que ocupavam o topo da administração pública.

O procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, explicou que todos os esforços possíveis estão sendo feitos, neste momento, para que a rede de saúde da Paraíba possa ser fortalecida. “As autoridades de saúde têm feito projeções de aumento de casos graves da covid-19 e estamos nos mobilizando em várias frentes para garantir que os efeitos sejam minimizados e que a rede de saúde tenha condições para atender aos pacientes com complicações graves advindas da doença”, disse o chefe do Ministério Público da Paraíba.

Os equipamentos, avaliados em R$ 825 mil, já foram disponibilizados aos gestores de saúde. Os recursos foram obtidos no âmbito da Operação Calvário, deflagrada em dezembro de 2018. A investigação está sendo realizada por uma força-tarefa, composta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp/MPPB), Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério público Federal.

O objetivo é investigar e desarticular uma organização criminosa que foi responsável pelo desvio de recursos das áreas de saúde e educação. Através dessa ação, que recebe a participação do Poder Judiciário, por meio do desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator do processo, parte desses recursos desviados estão voltando à saúde.