Executivo 19:23

Segundo turno: campanha em João Pessoa entra na fase dos “golpes abaixo da cintura”

Cícero Lucena e Nilvan Ferreira trocam acusações de olho no desgaste mútuo na reta final

Cícero Lucena e Nilvan Ferreira trocam farpas na corrida eleitoral. Foto: Montagem/Divulgação

 

No boxe, os golpes abaixo da linha da cintura são falta grave. Já na política, eles ganham status de estratégia que, às vezes, funciona. Eu até ousaria dizer que poucas vezes, principalmente quando mal usada. Isso ocorre quando a postura belicosa ganha mais espaço na propaganda eleitoral que as propostas.

A estratégia é usada geralmente por quem está atrás nas pesquisas. Por isso, é curioso observar os ataques mútuos entre Cícero Lucena (PP) e Nilvan Ferreira (MDB), em João Pessoa. O efeito prático e rápido disso é que ambos percam votos e afastem o eleitor das urnas. Isso porque a postura belicosa, agora, supera e muito a propositiva.

O primeiro a abrir a temporada de ataques foi Nilvan, logo no início do primeiro turno. A rebordosa começou nesta quarta-feira (25), partindo de Cícero Lucena. Isso ocorre após o Ibope mostrar que apesar de numericamente à frente (44% contra 36%), Lucena está empatado com Nilvan no limite da margem de erro.

Enquanto Nilvan ataca Cícero apontando fragilidades da gestão dele enquanto prefeito de João Pessoa (1996-2004) e lembra os processos por supostos desvios de recursos, Cícero ataca o emedebista com acusações contra a conduta profissional, enquanto comunicador, sem esquecer também o processo decorrente da operação “Vitrine”.

Cícero chegou a ser condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e tem outros processos em tramitação no órgão. Ele conseguiu ser inocentado, por outro lado, no caso da operação Confraria. Já Nilvan Ferreira é alvo de investigação por suposta falsificação de roupas. A campanha de Cícero recuperou, também, depoimento de um homem dizendo ter pago para o comunicador falar bem dele no rádio.

As acusações que pesam contra ambos são sérias e têm poder de correr a reputação dos respectivos candidatos. Os ataques mútuos escancaram isso. O efeito eleitoral da estratégia vamos conhecer no domingo (29), data do segundo turno. Mas uma coisa já dá para dizer: ambos sairão com a imagem desgastada da disputa.

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