Executivo 18:28

Cícero, Nilvan e os apoios sem voto para o segundo turno

Candidatos que foram para o segundo turno tentam conquistar votos sem apoios de peso

Cícero e Nilvan foram os mais votados no primeiro turno das eleições. Foto: Montagem/Divulgação

 

Os candidatos Cícero Lucena (PP) e Nilvan Ferreira (MDB) iniciaram o segundo turno com um grande desafio: garimpar votos para a disputa da prefeitura de João Pessoa sem agregar nenhum apoio de peso. Os dois postulantes conseguiram até agora não mais que apoios pontuais, desprovidos de votos, para não chamar de “cacarecos”.

De candidatos que disputaram o primeiro turno, apenas Cícero conseguiu apoio, mas foram apenas João Almeida (SD) e Carlos Monteiro (Rede). O primeiro conquistou 6,5 mil votos e o segundo, 942. É muito pouco. Um fato a se destacar foi o apoio de partidos de esquerda, como PCdoB e Rede, ampliando o diálogo neste espectro político.

Já Nilvan Ferreira atraiu apenas a candidata a vice de Wallber Virgolino (Patriota), a professora Leila Fonseca (Patriota), e Zé Gadelha (PSC), vice de Ruy Carneiro (PSDB). Fora disso, atraiu os apoios do PSD, PSDB e PSC. O que isso representa em termos de voto é uma lenda difícil de ser materializada, pois se aproxima de zero.

Os candidatos derrotados no primeiro turno que poderiam realmente fazer a diferença decidiram adotar a neutralidade. Neste rol, é possível colocar Wallber Virgolino, Ruy Carneiro, Edilma Freire (PV) e Ricardo Coutinho (PSB). Todos se tornaram críticos ferrenhos de Cícero e Nilvan.

Para se ter uma ideia do poderio eleitoral dos candidatos, os votos deles somados chegam a 196,6 mil. Os de Cícero e Ruy ficam na casa dos 136,2 mil. Isso quer dizer que a maior parte dos eleitores que foram às urnas optou por candidatos que não foram para o segundo turno. Isso faz com que a luta dos dois seja mais árdua.

A falta de capacidade de diálogo entre “vitoriosos” e “derrotados” mostra que a política, enquanto arte do diálogo, fracassou. Vamos agora à história do segundo turno e em dez dias saberemos quem, efetivamente, foi mais competente na atração do eleitor.

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