Executivo 6:49

Barrado pela “Ficha Limpa”, Renato Mendes é substituído por Branco Mendes na disputa em Alhandra

Renato Mendes decide não recorrer da decisão que o impediu de disputar o comando da prefeitura de Alhandra

Branco Mendes decide ir para a disputa pela prefeitura de Alhandra. Foto: Roberto Guedes/ALPB

 

O deputado estadual Branco Mendes (Podemos) vai substituir o sobrinho, Renato Mendes (DEM), na disputa pela prefeitura de Alhandra, no Litoral Sul. A decisão foi tomada em reunião da coligação A Força do Bem, com a participação de DEM, Podemos, Cidadania e PT, nesta segunda-feira (26). Renato foi impedido de disputar a reeleição por ter sido alcançado pela Lei Ficha Lima.

Durante a reunião, Renato Mendes comunicou que havia desistido de recorrer da decisão que resultou na negativa do registro de candidatura. O entendimento é o de que haveria perigo de a decisão ser mantida nas instâncias superiores. Na mesma reunião, os partidos decidiram pela indicação de Branco Mendes para a disputa. Ele já foi vereador, presidente da Câmara Municipal e prefeito da cidade em duas oportunidades. Ontem foi o último dia para substituições na chapa admitidas pela Justiça Eleitoral.

Renato Mendes teve o registro negado pelo juiz Antônio Eimar de Lima, da 73ª Zona Eleitoral do Município. Ele foi alvo de três impugnações do registro de candidatura, todas com base na Lei Ficha Limpa. O registro dele foi contestado pelo Ministério Público Eleitoral, pelo Psol e pela coligação “Plantando Esperança”, composta por PL, PP e MDP. Todos pediam que o registro de candidatura dele fosse negado. 

O Psol contestava a candidatura com base em condenação do gestor, em primeira instância, por porte ilegal de armas. Já o Ministério Público e a coligação “Plantando Esperança” apontavam como impeditivos para o registro o fato de o prefeito ter sido condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por irregularidades em prestação de contas, e pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, por improbidade administrativa.

Ao analisar os casos, o magistrado rejeitou a impugnação impetrada pelo Psol, pelos atos e condenações em primeiro grau não gerarem inelegibilidade. Já sobre as condenações pelo TCE e pelo Tribunal de Justiça, o juiz as considerou insanáveis. Por conta disso, o registro do prefeito foi negado. Ainda cabe recurso da decisão do primeiro grau.

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