Executivo 18:10

Padre é preso no Conde, acusa a prefeita de abuso e Márcia fala em armação

Conhecido pela postura ultraconservadora, padre acusa prefeita de mandar prendê-lo por ela ser comunista

Padre Luciano Gustavo alega que cruzeiro pintado pertence à Igreja. Foto: Reprodução/Facebook/Portal A voz do Conde

 

As coisas andam muito estranhas na cidade do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa. De um lado, o padre Luciano Gustavo Lustosa da Silva aparece em imagens sendo conduzido pela guarda municipal da cidade para a Delegacia de Polícia de Alhandra. Do outro, a prefeita Márcia Lucena (PSB) fala em armação. No meio de tudo, a pintura de um cruzeiro em cor diferente da pintada pela gestão.

O padre diz ter sido preso por determinação da prefeita Márcia Lucena (PSB), que nega as acusações. A prefeita, inclusive, diz não ter determinado a prisão e ainda por cima fala em suspeitas de que tudo foi armado para prejudicá-la. “Eu não mandei prender ninguém. Pessoalmente, eu não faria isso de forma alguma. Também não existe ordem do comando da Guarda Municipal”, diz, prometendo abrir processo administrativo.

Conhecido pela postura ultraconservadora, o padre alega que a prefeita mandou prendê-lo por ela ser comunista. “A gente fica assim de boca aberta diante dos desmandos, diante da arbitrariedade, do autoritarismo, mas também existe um viés comunista nisso, né? A gente sabe disso”, diz o religioso, recorrendo aos argumentos comuns à Igreja, no século passado.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da Arquidiocese da Paraíba informou que um advogado da instituição religiosa foi à Delegacia de Alhandra para acompanhar o depoimento. A Arquidiocese, pelo menos por hora, não vai se posicionar sobre o caso. Ao sair da delegacia, no entanto, o padre disse que considerou arbitrário o fato de ter sido detido enquanto se fazia a pintura de um patrimônio da Igreja.

A prefeita nega que o cruzeiro pertença à Igreja. “Ele integra o patrimônio do povo do Conde, é o Marco Zero da cidade. A confusão toda ocorreu por causa da proposta do padre de mudar a cor do cruzeiro de azul para marrom. Ele alega que esta última é a cor original e combina com as portas da Igreja. A Márcia Lucena, por outro lado, diz que a cor usada pelo barroco era o azul e não o marrom.

Antes de o padre ser conduzido para a Delegacia, Márcia chegou a publicar nota nas redes sociais expressando discordância com a mudança da cor.

A tese para a existência de armação, de acordo com a versão da prefeita, se baseia em dois elementos: o fato de não ter havido determinação para a prisão e um suposto interesse dos adversários.

Sobre o caso, a prefeita disse que vai esperar o fim das investigações. “Vamos esperar a apuração policial e também conduzir o processo administrativo para saber o que houve e apurar responsabilidades”, disse.

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