Executivo 16:13

Anísio ignora impugnação de candidatura pelo Ministério Público e mantém campanha

Petista vai manter a agenda de campanha e espera a decisão da Justiça sobre a manutenção ou não do registro de candidatura

Deputado Anísio Maia insiste na legalidade da convenção que o referendou como candidato. Foto: Divulgação/ALPB

 

O deputado estadual Anísio Maia (PT) decidiu manter a acompanha eleitoral, em João Pessoa, apesar da impugnação da candidatura dele pelo Ministério Público Eleitoral. O órgão protocolou Ação de Impugnação de Registro de Candidatura do petista na 64ª Zona Eleitoral. A alegação é a de que o parlamentar registrou a postulação mesmo com a decisão da Direção Nacional do partido de intervir no Diretório Municipal.

O Diretório Nacional do partido optou pela indicação do candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Para a função, foi indicado o petista Antônio Barbosa. A decisão, no entanto, não foi aceita por Maia, que manteve a campanha eleitoral. A defesa do candidato se mostra tranquila em relação ao processo.

O representante jurídico da Coligação ‘Unidos por João Pessoa’, Anselmo Castilho, afirma que a decisão já era esperada. Ele diz que após o registro de qualquer candidatura, o trâmite natural é que o Ministério Público Eleitoral se posicione. Embora o pedido tenha se tornado público, a Coligação não foi notificada pelo juiz da 64ª zona eleitoral. Só após essa notificação é que o jurídico da coligação poderá apresentar a defesa da legitimidade do registro da candidatura dentro de um prazo de sete dias.

Anselmo Castilho explicou que o jurídico da Coligação “Unidos por João Pessoa” vai apresentar os argumentos que consideram suficientes para legitimar a candidatura de Anísio Maia (PT) e Percival Henriques (PCdoB), registrada no dia 16 de setembro, após a convenção realizada no ginásio do Sindicato dos Bancários, na Torre.

A direção nacional, no entanto, lembra que o Estatuto do Partido é claro quando estabelece que todas as candidaturas em cidades com mais de 200 mil habitantes precisam ser referendadas pelo Diretório Nacional. No caso de João Pessoa, houve uma convenção puxada pela Nacional que decidiu pela intervenção parcial em João Pessoa. Foram mantidas as candidaturas dos vereadores, mas retirada a majoritária.

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