Executivo 14:15

Coriolano acusa Gaeco de “invadir” fazenda e órgão lembra que o imóvel foi sequestrado

Investigadores dizem ter recebido denúncia de que teria havido reunião política na fazenda pertencente a Coriolano

Fazenda pertencente a Coriolano Coutinho foi alvo de inspeção do Gaeco e da PM. Foto: Divulgação

 

O irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), Coriolano Coutinho, registrou dois boletins de ocorrência na manhã desta quarta-feira (16) contra o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e contra a Polícia Militar. A acusação de Coutinho é a de que dois homens do Gaeco e quatro da PM teriam “invadido” a propriedade rural da família, em Bananeiras, durante a madrugada.

Os boletins de ocorrência narram que os homens chegaram por volta das 2h e pularam a certa da fazenda, no Sítio Angicos. Eles caminharam até a casa e chamaram o caseiro José William de Andrade Pinto, conhecido por William Brobrô. Os agentes do Gaeco e da PM fizeram busca na residência do caseiro e questionaram se o ex-governador Ricardo Coutinho teria comparecido à propriedade.

Informações apuradas pelo blog indicam que o Gaeco buscava, com a inspeção, apurar denúncia de suposta realização de reunião política com a presença do ex-governador. Ricardo Coutinho e Coriolano são alvos da operação Calvário. Ambos chegaram a ser presos durante a sétima fase da operação, batizada de Juízo Final. Depois da constatação de que a reunião não teria acontecido, eles deixaram a propriedade.

Dois boletins de ocorrência foram registrados em Bananeiras, assinado por José William, e na Central de Flagrantes de João Pessoa, assinado por Coriolano. A acusação da defesa de Coriolano é a de que a propriedade teria sido “invadida”, sem que os representantes do Gaeco e da PM apresentassem mandado de busca para isso. Eles alegam que nem Ricardo e nem Coriolano estavam na propriedade.

A informação do Gaeco, no entanto, segue em destino contrário. A ida à propriedade foi confirmada ao blog, porém, o órgão nega que tenha havido qualquer irregularidade. Os promotores do Ministério Público da Paraíba lembram, inclusive, que a fazenda foi alvo de “sequestro” determinado pela Justiça. Por isso, o imóvel deve ser zelado pelos órgãos de persecução criminal.

Os homens do Gaeco e da PM foram à fazenda para investigar denúncia de que estaria ocorrendo reunião de um ou mais investigados com lideranças políticas da região. “Deste modo, para aferir o regular cumprimento das cautelares e para verificar se estaria ocorrendo alguma subtração ou depredação, determinei o deslocamento, uma vez que havia indicios de violação e crimes”, disse o coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto.

O órgão lembra que o imóvel foi sequestrado e, por isso, tem que haver fiscalização quando preciso.

 

 

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