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Frente de esquerda para disputa da prefeitura de João Pessoa sobe no telhado

PV negociava a retirada de pré-candidaturas de PSB e PT, mas composição com o PDT embaralhou composição

Tapas e beijos: Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo têm histórico de rompimentos e aproximações. Foto: Divulgação

 

A construção de uma frente de esquerda para a disputa da prefeitura de João Pessoa subiu no telhado (ou melhor, já caiu dele). Essa é a leitura de lideranças do PSB e do PT após a composição do PV com o PDT, sem que isso fizesse parte de um entendimento amplo entre as siglas. A pré-candidata Edilma Freire (PV) terá como vice na chapa que será apresentada na convenção do partido, na quarta-feira (14), a empresária Mariana Feliciano (PDT), filha do deputado federal Damião Feliciano e da vice-governadora, Lígia Feliciano.

A tentativa de firmar a coligação mais ampla era construída pelo prefeito Luciano Cartaxo (PV), em parceria com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Este último, inclusive, já havia aberto mão da disputa pela prefeitura nas eleições deste ano. A conversa envolveu até o ex-presidente Lula (PT), que já não se opunha à retirada da candidatura do partido. Mas isso incluiria a indicação do vice. A composição era vista como forma de possibilitar a chegada do grupo ao segundo turno.

”Minha visão é que sem uma frente ampla, há riscos de não termos um nome da esquerda no segundo turno”, observou uma das lideranças em conversa reservada. O entendimento foi o de que o grupo comandado pelo prefeito Luciano Cartaxo decidiu ignorar os outros partidos que construíam a unidade. Com isso, uma nova construção será empreendida até quarta-feira (16), para quando foi marcada a convenção do PT. Com isso, o deputado estadual Anísio Maia continua com chances de disputar a eleição.

Entre as lideranças do PV o entendimento é o de que a fatura foi fechada, com a definição da chapa. O grupo fala que a união, caso não seja confirmada agora, vai ficar para o segundo turno. Há quem diga, entre os verdes, que a estratégia é fugir das denúncias que cercam o ex-governador Ricardo Coutinho, alvo da operação Calvário, e do PT, que teve muitas lideranças acusadas pela Lava Jato.

 

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