Legislativo 8:23

Deputado paraibano protocola na Câmara pedido para manter Auxílio Emergencial de R$ 600

Auxílio Emergencial foi prorrogado até o fim do ano pelo presidente, mas com valor reduzido pela metade

Wilson Santiago tenta mudar decisão do Executivo que reduziu valor do benefício. Foto: Divulgação

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ganhou mais uma preocupação para chamar de sua. Depois de ter anunciado a prorrogação do Auxílio Emergencial até dezembro, mas com valor reduzido para R$ 300, começou um movimento na Câmara dos Deputados para reverter a decisão. O deputado federal paraibano Wilson Santiago (PTB) protocolou um requerimento de urgência para a manutenção do benefício no valor de R$ 600 até 31 de dezembro.

Santiago é autor do Projeto de Lei 2671/2020, que estende o benefício até o final de 2020 com o valor definido originalmente pelo Governo Federal em articulação com a Câmara dos Deputados. O movimento acontece em meio à tentativa de Bolsonaro de conseguir manter a fidelidade dos aliados. A proposta em questão, no entanto, sai de um deputado da base. O parlamentar justifica a medida dizendo que, apesar da retomada da economia, a situação ainda não melhorou.

“Esse projeto de lei foi apresentado em julho deste ano, no auge da pandemia. Naquela altura, já sabíamos que a economia dos brasileiros estava prejudicada completamente neste ano de 2020. A nossa proposta foi atendida parcialmente pelo presidente Jair Bolsonaro, que prorrogou até agosto, porém, a partir de setembro, a proposta do Governo é que R$ 300 até o lançamento do programa Renda Brasil. Nós defendemos que o Auxílio permaneça em R$ 600 até o fim do ano, pois o cenário econômico não melhorou, infelizmente, para as famílias mais necessitadas”, explicou o parlamentar.

A projeção de queda do PIB em 2020 está na casa dos 4,5%, o que aponta para um cenário de falta de empregos e renda para os mais vulneráveis. Atualmente, 13,3% da população brasileira está desempregada, sem contar os 76 milhões de brasileiros que sequer procuram ocupação, os “desalentados”.

“O Estado precisa agir para dar assistência a essa população. Uma economia em recessão não vai se recuperar se a população não tiver poder de compra. As empresas não reabrirão, os empregos não irão voltar. Portanto, nesta fase, é preciso que o Governo dê o pontapé inicial para a economia começar a girar e se tornar menos dependente do Estado. Conto com a sensibilidade dos meus colegas deputados para que possamos ajudar a população carente e os desempregados”, observou o parlamentar.

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