Executivo 17:26

Candidatos a vereador não poderão gastar mais que 61 ‘lobos-guarás’ em 200 municípios

Maioria das cidades paraibanas terá o gasto de R$ 108 mil como o teto por candidato

Cédulas de R$ 200 com foto do lobo-guará estampada começa a circular. Foto: Divulgação

 

Os pré-candidatos a prefeito e a vereador, nas eleições deste ano, na Paraíba, sabem que vão para a disputa com o dinheiro contado. E contado mesmo. Além do fim das doações partidárias feitas por pessoas jurídicas, no pleito atual, tem havido um teto bem rígido para os gastos. Em pelo menos 200 cidades paraibanas, os candidatos não poderão gastar mais do que R$ 108 mil com a campanha, mesmo que façam uso de recursos próprios. Nestes municípios, os vereadores terão teto de gastos de R$ 12,3 mil. Se for usar como parâmetro a nova nota de R$ 200, a do lobo-guará, não serão mais que 61 notas.

O teto de gastos foi estabelecido e usado pela primeira vez nas eleições de 2016. Ele veio na esteira da tentativa de tornar o pleito mais barato e menos dependente das montanhas de dinheiro que vinham das doações de empresas. Para este ano, houve a correção dos valores de quatro anos atrás, tendo como referencial o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Entre as campanhas mais caras, os destaques ficam por parte de Campina Grande e João Pessoa, nesta ordem. Apesar de ser a segunda cidade paraibana em contingente populacional, a Rainha da Borborema é a cidade com candidatos mais perdulários historicamente. Por isso, o teto de gastos na cidade é de R$ 3,4 milhões para o primeiro turno e R$ 1,5 milhão para o segundo turno. O teto para os vereadores é de R$ 164 mil.

A cidade de João Pessoa, a maior do Estado, com mais de 800 mil habitantes, fica em segundo no teto de gastos. Na capital, nenhum candidato poderá declarar mais de R$ 2,4 milhões em gastos. O montante para o segundo turno não poderá ultrapassar a marca de R$ 1,1 milhão por candidato. E preste atenção, eu me referi a declarar porque, não raro, há registro de “caixa 2” nas campanhas. O teto para os vereadores é de R$ 311,9 mil.

O leitor pode se perguntar o porquê do desnível para o teto, se João Pessoa é a maior cidade do Estado. Eu respondo: isso tem a ver com o referencial da campanha. Na que foi usada como parâmetro para o “congelamento”, houve registro de maior gasto em Campina Grande. Por conta disso foi estabelecido o referencial. Distorções do gênero são registradas em várias cidades do Estado.

Confira o ranking dos maiores gastos:

Campina Grande: R$ 3,4 milhões no primeiro turno e R$ 1,5 milhão no segundo

João Pessoa: R$ 2,4 milhões no primeiro turno e R$ 1,1 milhão no segundo

Patos: R$ 553,5 mil

Riacho dos Cavalos: R$ 548,7 mil

Cajazeiras: R$ 424,9 mil

Pilar: R$ 419,4 mil

Sousa: R$ 338,6 mil

Bayeux: R$ 380,1 mil

Guarabira: 327 mil

Santa Rita: R$ 319,8 mil

Pedras de Fogo: R$ 280,9 mil

Esperança: R$ 265 mil

Belém: R$ 229,8 mil

São Bento: R$ 227 mil

Conde: R$ 209,4 mil

Cachoeira dos Índios: R$ 207 mil

Queimadas: R$ 200,8 mil

Sapé: R$ 198 mil

Cuité: R$ 178 mil

São João do Tigre: R$ 170 mil

Massaranduba: R$ 149,1 mil

Mamanguape: R$ 144,7 mil

Pombal: R$ 138,5 mil

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