Legislativo 18:36

Na briga pelo poder, em Bayeux, Jefferson Kita escolheu as armas erradas

Luciene de Fofinho conseguiu arregimentar mais apoios e jogou nos erros do adversário.

Luciene de Fofinho conseguiu articular o apoio até dos aliados de Kita. Foto: Reprodução/Câmara

 

A Câmara de Bayeux elegeu nesta quarta-feira (19) Luciene de Fofinho (PDT) e Adriano Martins (MDB) para os cargos de prefeita e vice-prefeito, respectivamente. A parlamentar suplantou, na eleição indireta, o prefeito interino Jefferson Kita (Cidadania), que conquistou apenas dois votos, contra 13 de pedetista. E sabe da maior: este era um resultado conhecido nos bastidores há pelo menos uma semana.

É por isso que durante o imbróglio judicial que resultou em seguidos cancelamentos do pleito, Kita ocupava o espaço dos que tentavam evitar a disputa, enquanto o grupo da vereadora buscou a vitória no voto. O agora ex-prefeito interino acusou a colega de compra de votos, com a suposta venda de secretarias “de porteira fechada”. Essa é uma versão possível: lógico. Agora, é inexplicável alguém perder o cargo estando na função.

Dos 17 vereadores com direito a voto, Luciene conquistou 13, Kita 2 e Roni Alencar 2. Curiosamente, Kita tinha o apoio de nove parlamentares e Berg Lima de sete, antes do pleito. Luciene de Fofinho atuava de forma independente. Ela conseguiu atrair os aliado de Berg e puxou vários outros de Kita. Com isso, fez maioria e governará a cidade por pouco mais de quatro meses, com a vantagem de ter a caneta na época da eleição.

Kita volta a ser o presidente da Câmara Municipal e Inaldo Andrade retorna para a primeira vice-presidência. Quem dança completamente na história é a suplente de vereadora Lucília Freitas (DEM), a autora de boa parte dos recursos judiciais. Trocando em miúdos, a tese de que daria para se manter no poder com base em liminares caiu por terra. Restará a Kita, agora, tentar a sorte em uma eleição direta.

O cargo está vago desde o dia 14 de julho, quando o então prefeito afastado Berg Lima (PL) protocolou pedido de renúncia do cargo de prefeito. Ele era alvo de pedidos e cassação de mandato na Câmara. Com a decisão, o cargo ficou vago, uma vez que o vice-prefeito eleito em 2016, Luiz Antônio (PSDB), teve o mandato cassado em abril de 2018 pela Câmara de Vereadores. O atual presidente da Câmara, Jefferson Kita (Cidadania), vem comandando interinamente o município desde então.

 

Confira o ‘placar’ da votação:

Chapa 2 (Luciene de Fofinho)

– 13 votos: Adriano do Táxi (PL), Adriano Martins (MDB), França (PL), Josauro (PTC), Zé Baixinho (PTC), Netinho (PDT), Lico (PDT), Guedes (PL), Luciene de Fofinho (PDT), Dedeta (PL), Noquinha (PTC), Cabo Rúbem (PL) e Uedson Orelha (PL).

Chapa 5 (Jefferson Kita)

– 02 votos: Lucília Freitas (DEM) e Betinho da RS (PDT).

Chapa 06 (Roni Alencar)

– 02 votos: Inaldo Andrade (Republicanos) e Roni Alencar (Cidadania).

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