Efeito “OS”: MP de Contas aponta superfaturamento no Hospital de Trauma

Parecer do Ministério Público de Contas pede o ressarcimento de R$ 451,7 mil supostamente desviados

Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O Ministério Público de Contas, do Tribunal de Contas do Estado, emitiu parecer sobre inspeção especial de acompanhamento de gestão na Secretaria Estadual de Saúde (SES). A conclusão foi a de que houve irregularidades na compra de gêneros alimentícios pelo Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A operação teria provocado um prejuízo de R$ 451,7 mil em 2019.

As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do Instituto Acqua (Ação, Cidadania, Qualidade, Urbana e Ambiental) no hospital. A Organização Social sucedeu a Cruz Vermelha Brasileira (CVB) na gestão da unidade de saúde e acabou tendo o contrato rescindido pelo governo do Estado após novas polêmicas. A Acqua, vale ressaltar, também acumulou denúncias, apesar da curta temporada à frente do Trauma.

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O parecer assinado pelo procurador-geral do MP de Contas, Manoel Antônio dos Santos Neto, pede que o dinheiro seja ressarcido aos cofres públicos. O órgão pede que o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, além do superintendente do Trauma, Walderi Ferreira da Silva, e do diretor-geral da unidade, Leonardo de Lima Leite, respondam solidariamente pelo prejuízo de R$ 452,7 mil.

Em conversa com o blog, o secretário Geraldo Medeiros negou que houvesse descontrole na compra de alimentos pelo Trauma. Disse que existe acompanhamento exercido pela Cufa (Comissão de Acompanhamento e Fiscalização) sobre os contratos. Alegou, ainda, que a Acqua teve o contrato rescindido pelo governo e foi alvo de uma tomada de contas especial para apurar possíveis irregularidades.

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