Executivo 12:30

Profissionais da construção civil protestam em frente à Granja e à casa do prefeito

Grupo critica o governador João Azevêdo por decreto que proibiu o funcionamento do setor

Motoristas querem a revogação de trecho do decreto que proibiu a atividade do setor por 11 dias. Foto: Walter Paparazzo/G1

Vários profissionais que atuam no setor da construção civil fizeram protesto na manhã desta segunda-feira (18), em João Pessoa. Eles saíram em carreata, em caminhões, pelas ruas da capital e protagonizaram atos na frente da Granja Santa, residência oficial do governador João Azevêdo (Cidadania), e em frente à residência do prefeito Luciano Cartaxo (PV), no Bairro dos Estados.

Eles protestam contra o decreto assinado pelo governador no fim de semana, que proíbe a atividade da construção civil entre os dias 20 e 31 de maio. Eles não foram recebidos pelos gestores. Os profissionais alegam que, com a medida, haverá desemprego em um setor que já vem sofrendo com a baixa nas vendas, em decorrência da proibição, também, do trabalho dos corretores de imóveis.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), José William, criticou a medida do governo. Ele garante que foram adotados protocolos de proteção dos trabalhadores nos canteiros de obras. Todos receberam máscaras, têm a temperatura aferida na entrada do trabalho e foram estabelecidas regras de distanciamento nos refeitórios e dormitórios.

“Entre os dias 10 e 12 de março, quando o governo e as prefeituras ainda não tinham adotado qualquer medida, já tínhamos criado um Plantão Coronavírus. Instruímos e massificamos as orientações nos canteiros de obras, já respeitando, naquele momento, as regras de distanciamento”, ressaltou William. Ele diz que foi ampliado o número de lavatórios nos canteiros e as pessoas foram orientadas sobre os procedimentos de higiene ao voltar para casa.

“Posso dizer com certeza que os colaboradores da construção civil estão mais bem guardados nos canteiros de obra que em casa”, ressaltou José William. Os trabalhadores dizem que os atos de protestos vão continuar. Eles reclamam, também, do risco de perderem o emprego por causa da paralisação do setor.

Os empresários dizem que vão antecipar as férias dos trabalhadores no período e as folgas do banco de horas. As medidas de endurecimento definidas pelo governador João Azevêdo atingem também outras áreas. Ele proibiu o funcionamento dos transportes intermunicipais e liberou a instalação, pelos municípios, de barreiras sanitárias em pontos específicos.

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    Waslon

    Tempos sombrios! Entre arriscar a vida por causa do COVID-19 e a morte certa em virtude do desemprego, a escolha me parece óbvia!

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